(21) 2445-4941 (21) 97236-2929

Av. das Lagoas, 12 - Gardênia Azul (Jacarepaguá), Rio de Janeiro/RJ

Notícias › 13/06/2017, 03:50

Novo bispo auxiliar para o Rio de Janeiro

A Nunciatura Apostólica no Brasil anunciou nesta quarta-feira, 7 de junho, que o Papa Francisco nomeou o padre Juarez Delorto Secco, 47 anos, como bispo auxiliar da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro.

Até então, pároco da Catedral de São Pedro Apóstolo, e integrante do Clero da Diocese de Cachoeiro de Itapemirim (ES), no Regional Leste 2 da CNBB, o eleito auxiliará o governo pastoral do Cardeal Orani João Tempesta.
A ordenação episcopal será no dia 9 de setembro, às 16h, na cidade de Cachoeiro de Itapemirim, e sua apresentação na Arquidiocese do Rio será no dia 7 de outubro, às 9h, na Catedral de São Sebastião.

Perfil

Monsenhor Juarez Delorto Secco

Filho de Alfredo Secco e de Marcelina Delorto Secco

Local e data nascimento: 4/7/1970, em Cachoeiro de Itapemirim (ES)

Data do batismo: 26/7/1970, na Paróquia Nossa Senhora da Consolação

Propedêutico e filosofia: Seminário Bom Pastor, em Cachoeiro de Itapemirim

Curso de teologia: IFTAV (Instituto de Filosofia e Teologia da Arquidiocese de Vitória (ES)

Seminário maior: São João Maria Vianney

Recepção dos ministérios

Leitorato – Paróquia São Felipe – Aeroporto

Acolitato – Paróquia São Sebastião – Aquidaban

Ordenação diaconal: 12/11/2000, na Paróquia São Geraldo Magela, por Dom Luiz Mancilha Vivlela

Ordenação presbiteral: 10/3/2001, na Paróquia São Felipe, por Dom Luiz Mancilha Vivlela

Títulos

Terceiro grau completo.

Bacharel em Direito

Curso superior: Faculdade de Direito de Cachoeiro de Itapemirim (FDCI)

Pós-graduação especialização em processo matrimonial canônico pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.

Pós-graduação lato sensu (especialização) – formação de educadores, promovido em convênio com a Escola de Formadores da Organização dos Seminários e Institutos do Brasil (OSIB – Sul IV) e da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB – SC), com sede em Florianópolis – SC.

Ofícios na Diocese de Cachoeiro de Itapemirim

Sav (Serviço de Animação Vocacional)

Vice reitor do Seminário Maior São João Maria Vianney

Chanceler da cúria

Membro do conselho presbiteral

Defensor do vínculo do Tribunal Eclesiástico Interdiocesano de Vitória (ES)

Defensor do vínculo da Câmara Eclesiástica de Cachoeiro de Itapemirim

Coordenador do Regional Leste 2

Membro do Conselho Nacional do Prado

Foi pároco da Paróquia São Miguel Arcanjo – Guaçuí

Foi pároco da Paróquia São Sebastião no Bairro Aquidaban, em Cachoeiro de Itapemirim

Atualmente pároco da Catedral de São Pedro Apóstolo – Diocese de Cachoeiro de Itapemirim

***

Carta de boas vindas do Cardeal Orani João Tempesta

Seja bem-vindo, Monsenhor Juarez Delorto Secco!

O Santo Padre, o Papa Francisco, na sua solicitude pela Igreja Católica que peregrina em todo o orbe, escolheu no presbitério da Diocese de Cachoeiro deItapemirim, ES, o Reverendíssimo Monsenhor Juarez Delorto Secco, nomeando-o Bispo Titular de “Vesegela di Numidia”, e Bispo Auxiliar de nossa Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro.

Caro Mons. Juarez, quero acolhê-lo, de coração aberto, como nosso precioso colaborador no serviço alegre à grande metrópole carioca.

O Reverendo Padre Juarez Delorto Secco, com dezesseis anos de ordenação sacerdotal, nasceu em 04 de julho de 1970, em Cachoeiro de Itapemirim, ES, filho de Alfredo Secco e de Dona Marcelina Delorto Secco. Foi batizado em 26 de julho de 1970, na Paróquia Nossa Senhora da Consolação. Frequentou o propedêutico e curso de filosofia no Seminário Bom Pastor, em Cachoeiro de Itapemirim, ES. Estudou Teologia no Instituto de Filosofia e Teologia da Arquidiocese de Vitória, ES, residindo no Seminário Maior São João Maria Vianney. Foi ordenado Diácono pela imposição das mãos de Dom Luiz Mancilha Vilela, então Bispo de Cachoeiro deItapemirim, ES, em 12 de novembro de 2000, na Paróquia São Geraldo Magela, em Cachoeiro de Itapemirim. Foi ordenado presbítero pela imposição das mãos de Dom Luiz Mancilha Vilela, em 10 de março de 2001, na Paróquia São Filipe, Bairro Aeroporto, em Cachoeiro deItapemirim. Atualmente é o Pároco da Paróquia São Pedro – Catedral de Cachoeiro de Itapemirim, ES; Chanceler do Bispado de Cachoeiro de Itapemirim, ES, bem como Defensor do Vínculo do Tribunal Eclesiástico Interdiocesano de Vitória, ES.

Monsenhor Juarez é Bacharel em Direito, pela Faculdade de Direito de Cachoeiro de Itapemirim (FDCI), pós-graduado, com especialização em Processo Matrimonial Canônico, pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Também obteve Pós-graduado lato sensu em formação de Educadores, promovido em convênio com a Escola de Formadores da Organização dos Seminários e Institutos do Brasil – OSIB – Sul IV e da Conferência dos Religiosos do Brasil – CRB-SC, com sede em Florianópolis, SC.

Como presbítero na Diocese de Cachoeiro deItapemirim, assumiu os seguintes ofícios: SAV – Serviço de Animação Vocacional, Vice-Reitor do Seminário Maior São João Maria Vianney, Chanceler da Cúria Diocesana, Membro do Conselho Presbiteral, Defensor do Vínculo do Tribunal Eclesiástico Interdiocesano de Vitória, ES, Defensor do Vínculo da Câmara Eclesiástica de Cachoeiro de Itapemirim, Coordenador do Regional II da Diocese de Cachoeiro de Itapemirim, Membro do Conselho Nacional do Prado, foi pároco da Paróquia São Miguel Arcanjo, em Guaçuí, ES, foi pároco da Paróquia São Sebastião, no bairro Aquidaban, na sede diocesana, e, atualmente, é pároco da Catedral de São Pedro Apóstolo.

Com a chegada de Monsenhor Juarez, passaremos a contar com seis bispos auxiliares. Como bem disse o Papa Francisco, na alocução aos sacerdotes e seminaristas do Pontifício Seminário Campano, inter-regional de Posillipo: “o sacerdote é chamado a guiar o povo cristão, a discernir os sinais dos tempos, a saber reconhecer a voz de Deus na multidão de vozes, muitas vezes confusas, que se cruzam, com mensagens contrastantes entre si, no nosso mundo caracterizado pela pluralidade de sensibilidades culturais e religiosas”. (Cf. L’Osservatore Romano, quinta-feira, 11 de maio de 2017, número 19, página 4).

Jesus Cristo é o único Sumo Sacerdote do Novo Testamento, mas em Cristo, também, todo o povo de Deus foi constituído povo sacerdotal. Entre os seus discípulos, o Senhor Jesus escolhe alguns fiéis para o ministério sacerdotal, sempre em favor da santificação do povo de Deus, para continuar a missão de sacerdote e de pastor do Ressuscitado. Jesus enviou primeiro os Apóstolos e depois os Bispos e os seus sucessores, chamados ao serviço do povo de Deus. Portanto, a missão do Bispo Auxiliar é ser testemunha visível do Ressuscitado e servidor dos irmãos e irmãs, para santificá-los com o seu estilo de vida,conforme o estilo de vida de Jesus e a sua disposição em servir à comunidade diocesana para a qual foi enviado.

O mundo necessita de pessoas que escutem as angústias e agruras dos homens e das mulheres neste tempo complexo em que vivemos. Hoje, mais do que ontem, precisamos nos educar, permanentemente, na escuta respeitosa do outro, para poderdepois, anunciar a boa nova do Reino de Deus.

Ouvindo os irmãos e anunciando a santidade, o Bispo se esforça por ser aquele que brilha, como simboliza a mitra episcopal, a santidade de vida, para iluminar a vida dos fiéis com o triunfo do amor de Deus, que morrendo na Cruz, redimiu a humanidade e nos deu a possibilidade de viver a vida da graça santificante. Só o testemunho do amor de Deus nos capacita para denunciar a força do mal,gerador de sofrimentos, e responder ao clamor dos que sofrem. Possam eles, então, uma vez convertidos, viver e testemunhar a paz, construindo uma sociedade sem violência e alicerçada nos valores da vida e da fraternidade.

Por isso, a comunhão do Bispo Auxiliar com o Arcebispo e toda a Arquidiocese é a viva expressão da colegialidade episcopal. Assim, a primeira atividade do Bispo, como o pregador da Palavra de Deus, é comunicar a todos os homens e mulheres o Evangelho da Misericórdia, estando atento, especialmente, às situações de desventura, de pobreza e de dificuldade, levando a presença consoladora da Igreja e transformando, com o seu testemunho, estas realidades que merecem especial atenção do ministério episcopal. Bem aqui no Rio de Janeiro, disse o Papa Francisco: “A comunhão é uma teia que deve ser tecida com paciência e perseverança, que vai gradualmente «aproximando os pontos» para permitir uma cobertura cada vez mais ampla e densa. Um cobertor só com poucos fios de lã não aquece. É importante lembrar Aparecida, o método de congregar a diversidade; não tanto a diversidade de ideias para produzir um documento, mas a variedade de experiências de Deus para pôr em movimento uma dinâmica vital. Os discípulos de Emaús voltaram para Jerusalém contando a experiência que tinham feito no encontro com o Cristo Ressuscitado (cf. Lc24, 33-35). E lá tomaram conhecimento das outras manifestações do Senhor e das experiências dos seus irmãos. A Conferência Episcopal é justamente um espaço vital para permitir tal permuta de testemunhos sobre os encontros com o Ressuscitado, no norte, no sul, no oeste… Faz falta, pois, uma progressiva valorização do elemento local e regional. Não é suficiente a burocracia central, mas é necessário fazer crescer a colegialidade e a solidariedade; será uma verdadeira riqueza para todos”.(cf. https://w2.vatican.va/content/francesco/pt/speeches/2013/july/documents/papa-francesco_20130727_gmg-episcopato-brasile.html) Último acesso em 04 de junho de 2017.

Monsenhor Juarez, como nosso novo Bispo Auxiliar, colocará em prática a sua apreciada e fecunda atividade pastoral nestes quase vinte anos a serviço do povo de Deus. Estamos esperançosos e felizes com sua chegada e presença. Que o senhor, como nosso intrépido Bispo Auxiliar, se delicie em percorrer a nossa vasta Arquidiocese, levando o amor de Deus e testemunhando o Senhor Jesus. E, por fim, ao desejar-lhe um profícuo ministério episcopal, faço, literalmente, minhas as palavras do Papa Francisco: “Peço-vos que o primeiro rosto a guardar no vosso coração seja o dos vossos sacerdotes. Não os deixeis expostos à solidão e ao abandono, como presa do mundanismo que devora o coração. Estai atentos e aprendei a ler os seus olhares, para vos alegrardes com eles quando se sentem felizes contando tudo o que «fizeram e ensinaram» (Mc 6, 30), e para não os abandonardes quando se sentem um pouco desanimados, só conseguindo chorar porque «negaram o Senhor» (Lc 22, 61-62), e também para os apoiardes, em comunhão com Cristo, quando algum, abatido, sair com Judas «na noite» (Jo 13, 30). Nestas situações, nunca falte a vossa paternidade de bispos para com os vossos sacerdotes. Encorajai a comunhão entre eles; fazei com que possam aperfeiçoar os seus dons; inseri-os nas grandes causas, porque o coração do apóstolo não foi feito para coisas pequenas. (Cf. http://noticias.cancaonova.com/especiais/pontificado/francisco/discursos/discurso-do-papa-aos-bispos-do-mexico/) Último acesso em 04 de junho de 2017.

Ao desejar-lhe boas vindas em nossa Arquidiocese, associando-o ao nosso colégio de Bispos Auxiliares, confio todo o seu ministério sacerdotal a Nossa Senhora Aparecida, para que ela preencha o seu coração, caríssimo Monsenhor Juarez, da virtude da esperança, confiante no mistério de Deus. Que nas fadigas desafiantes da ação episcopal dentro de nossa Arquidiocese esteja sempre presente a Virgem Maria, a Mãe que Jesus ofereceu a todos nós, para amparar os nossos passos e dizer ao nosso íntimo: Levanta-te, porque Cristo te chama para testemunhar a luz do Redentor nesta Arquidiocese, que passa a ser a sua cidade e a sua seara na vida apostólica. Que São Sebastião o guie nas terras cariocas. Sê bem-vindo!

Orani João, Cardeal Tempesta, O.Cist.
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro


***

Carta de apresentação

“Levo comigo a alegria de servir a Deus”

Eu sou Padre Juarez Delorto Secco. Tenho 47 anos, fazendo no dia 11 de julho. Tenho16 anos de padre, passando por três paróquias na Diocese de Cachoeiro de Itapemirim, no Espírito Santo: São Miguel Arcanjo, em Guaçuí (sete anos); São Sebastião, Bairro Aquidaban, em Cachoeiro de Itapemirim (dois anos) e, atualmente, na Catedral de São Pedro Apóstolo; em Cachoeiro; há sete anos completos, no dia 29 de maio de 2017. Além de outros serviços na diocese sempre estive ligado a Serviço de Animação Vocacional e ao Seminário Maior da Diocese de Cachoeiro de Itapemirim.

No último dia 22 de maio, por volta das 16 horas, Dom Dario Campos, OFM, meu bispo diocesano me chamou para uma conversa. Percebi que ele estava muito sério e começou a falar de outros assuntos, como que rodeando a conversa.

Depois de certo tempo, ele disse que a Nunciatura Apostólica tinha ligado para ele e que queriam falar comigo. Dom Dario me disse que estava sendo chamado ao episcopado, e que precisava de uma resposta rápida até às 18 horas. Depois continuou falando sobre seu episcopado e outros assuntos. Eu fiquei quieto e senti dentro de mim muitas coisas turbulentas, e fiquei assustado com o chamado e com a notícia.

Pensando e rezando em quantas vezes incentivei os jovens a dizer sim a Deus e a ir para o seminário, ou ao convento no caso de religiosas, vi que não podia dizer não, então respondi ao bispo: eu aceito. Depois ele me disse para onde eu ia, Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro como bispo auxiliar. Outro susto, uma arquidiocese grande, mas, por outro lado, estarei para ajudar o Cardeal Orani João Tempesta.

Creio que vai ser um desafio grande para mim, mas estou animado, como Maria Santíssima disse o seu sim, como São Pedro disse seu sim, agora chegou a minha hora também de dizer mais uma vez o meu sim.

Tenho rezado muito nestes dias em agradecimento a Deus por ter me chamado; pela minha família, pela Diocese de Cachoeiro de Itapemirim que tanto amo, assim como seu presbitério, onde formamos uma família eclesial, e de modo especial as paróquias por onde passei onde pude partilhar um pouco de mim e muito recebi para o meu crescimento espiritual e humano.

Tenho rezado muito pela minha futura Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, que já tenho procurado amar. O Cardeal Orani João Tempesta e eu já marcamos uma visita ao Rio de Janeiro. Na próxima segunda-feira, dia 12 de junho, estarei com ele e no dia 13 estarei na reunião do governo da arquidiocese para conhecer um pouquinho dessa nova realidade. Já marcamos a data de ordenação episcopal no dia 9 de setembro às 16 horas, em Cachoeiro de Itapemirim, e a minha apresentação na arquidiocese dia 7 de outubro, às 9 horas, no Rio de Janeiro, mais propriamente na Catedral.

Estou muito feliz com esse novo chamado de Deus na minha vida. Espero corresponder a essa grande responsabilidade. Conto com as orações de todos e confiante que Deus é meu ajudador. Estou lançando as redes para águas mais profundas.

Estou encerrando este tempo com a diocese de origem que levo no meu coração e vejo o surgimento de um novo tempo, um novo desafio na minha vida.

Nas minhas orações e no meu coração já coloco a Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro dedicando toda a minha vida consagrada a Deus, por amor aos irmãos e irmãs.

Levo comigo a alegria de servir a Deus, a firmeza e a mansidão e a confiança Nele por que sei que “se permanecerdes em mim dareis muitos frutos”, diz Jesus (Jo 15,5). Que Deus abençoe o meu ministério, o meu serviço a este povo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro. Amém.

Cachoeiro de Itapemirim (ES), 7 de junho de 2017
Monsenhor Juarez Delorto Secco


Saudação para o Bispo de Cachoeiro de Itapemirim, ao clero e ao povo de Deus!

Deus visita a Diocese de Cachoeiro do Itapemirim e oferece um grande tesouro para a Igreja, como se referiu o “anjo da igreja que caminha nessa diocese”. O Papa Francisco olhou com predileção para um filho desta Circunscrição Eclesiástica e, neste dia 07 de junho, houve por bem elevar ao sagrado episcopado o Reverendo Monsenhor Juarez Delorto Secco, nascido em 04 de julho de 1970, nesta cidade, no seio de uma família genuinamente católica. Nossa ação de graças aos seus pais: Sr. Alfredo Secco e dona Marcelina Delorto Secco que, desde a tenra idade, incutiram na alma de seu filho os valores do Evangelho e uma educação voltada para os valores do Reino de Deus. Aos seus pais e seus familiares a nossa gratidão por terem, em 26 de julho de 1970, batizado seu filho e inscrito no livro da vida, como filho obediente da Santa Mãe Igreja.

À Diocese de Cachoeiro do Itapemirim, ES, que gerou para o sacerdócio ministerial nosso futuro bispo auxiliar, a nossa imensa gratidão de ação de graças. Na pessoa do Excelentíssimo e Reverendíssimo DOM DARIO CAMPOS, OFM, queremos nos unir em alegria por nos conceder esta graça de um precioso colaborador como bispo auxiliar.

Caríssimo irmão Dom Dario Campos, OFM, que o seu vivo testemunho de autêntico filho espiritual do Seráfico Pai São Francisco continue sendo um belo exemplo ao novo bispo, na singeleza de um estilo de vida franciscano. Que esse exemplo possa, no estilo de São Francisco, animar o nosso futuro Bispo Auxiliar, como sucessor dos apóstolos, a ir ao encontro do povo para curar as feridas daqueles que sofrem e, no anúncio, vivência e testemunho do Evangelho, ser um homem aberto para a Evangelização e animado na tarefa de fazer acontecer o Reino de Deus, que é de justiça e de paz.

Na sua pessoa, caríssimo Dom Dario Campos, OFM, peço que transmita a todo o presbitério de Cachoeiro do Itapemirim, aos diáconos permanentes, aos seminaristas, aos religiosos e religiosas, a todas as forças vivas do laicato diocesano, bem como a todo o povo de Deus que peregrina nesta Diocese, nossos agradecimentos a Deus por ter nos concedido um filho caríssimo como colaborador para santificar o povo de Deus no Rio de Janeiro.

O Papa Francisco tem insistido que: “A nova Jerusalém, a cidade santa (cf. Ap 21,2-4) é a meta para onde peregrina toda a humanidade. É interessante que a revelação nos diga que a plenitude da humanidade e da história se realiza numa cidade. Precisamos identificar a cidade a partir de um olhar contemplativo, isto é, um olhar de fé que descubra Deus, que habita nas suas casas, nas suas ruas, nas suas praças. A presença de Deus acompanha a busca sincera que indivíduos e grupos efetuam para encontrar apoio e sentido para a sua vida. Ele vive entre os citadinos, promovendo a solidariedade, a fraternidade, o desejo de bem, da verdade, de justiça. Esta presença não precisa ser criada, mas descoberta, desvendada. Deus não Se esconde daqueles que O buscam com coração sincero, ainda que o façam tateando, de maneira imprecisa e incerta”. (Cf. Exortação Apostólica Evangelii Gaudium, n. 71).

Assim, experimentando no trabalho pastoral, na escuta do povo de Deus e na santificação da comunidade da Catedral de São Pedro Apóstolo de Cachoeiro do Itapemirim, Monsenhor Juarez Delorto Secco será um dedicado colaborador a nos ajudar, dentro da complexa realidade desta grande cidade, a testemunhar o Ressuscitado.

Que São Pedro Apóstolo, padroeiro da Sé de Cachoeiro do Itapemirim, conceda a esta Igreja Particular muitas graças, santas vocações sacerdotais, religiosas e ministeriais para que possamos continuar proclamando o Evangelho para restabelecer a dignidade da vida humana.

Em comunhão de preces, De Vossa Excelência, Devotadíssimo no Senhor,

Orani João, Cardeal Tempesta, O.Cist.
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro

Saudação ao Exmo. Sr. Arcebispo de Vitória do Espirito Santo, Dom Luiz Mancilha Vilela, sscc

Ao tornar pública a nomeação de Monsenhor Juarez Delorto Secco para o ofício de nosso Bispo Auxiliar, recordo o papel fundamental exercido por Vossa Excelência Reverendíssima no exercício do ofício de Bispo de Cachoeiro do Itapemirim, ES, quando, em 12 de novembro de 2000, ordenou o eleito bispo como diácono e, em 10 de março do ano seguinte, lhe conferiu o sacramento da ordem presbiteral.

Até o dia de hoje o eleito tem desenvolvido, com viva diligência pastoral, por nomeação de Vossa Excelência Reverendíssima, o ofício de Defensor do Vínculo do Tribunal Eclesiástico Interdiocesano de Vitória do Espírito Santo.

Bebendo na fonte de sua sabedoria episcopal, venerável irmão Dom Luiz Mancilha Vilela, estamos felizes de receber um bispo forjado na lida com o povo de Deus e perito não só na pastoral, bem como na formação de futuros presbíteros, como pode demonstrar como seu primeiro colaborador, como Vice-Reitor do Seminário Maior do Seminário São João Maria Vianney e como perito em formação, quando obteve a pós-graduação lato sensu em formação de educadores.

Caro Dom Luiz Mancilha Vilela, ainda há pouco, com grandes solenidades, todo o Estado do Espírito Santo e, particularmente, a Arquidiocese de Vitória, a 06 de maio próximo passado, comemoraram os seus 75 anos de fecunda vida totalmente doada em favor do povo de Deus. As suas palavras devem ser uma inspiração para agora o nosso irmão, Monsenhor Juarez Delorto Secco: “É sempre uma tensão. O pastor não gosta de ter limites. O pastor gosta de estar bem à vontade em todos os campos, e muitas vezes o pastor tem que engolir no silêncio alguma coisa que poderia ser diferente, porque ele pode pensar diferente, mas aí o administrador pode dizer: não é prudente caminhar por aí. Mas se eu fosse seguir o meu impulso de pastor eu teria feito diferente, então isso aí eu tenho que ouvir também alguém de uma área que eu não sou capaz, não sou especialista, aceitar a posição dele, mesmo que eu pense um pouco diferente. Eu teria coragem de tomar mais decisões em vista do campo pastoral; isso é uma questão de sensibilidade e uma questão de equilíbrio e, também, de escuta, de diálogo para tomar uma posição equilibrada sem prejudicar ninguém”. (Cf. 2004-2017 Apascenta como pastor: Dom Luiz Mancilha Vilela, sscc).

Ao agradecer-lhe, caro Dom Luiz Mancilha Vilela, por ter ordenado diácono e padre o bispo eleito, ainda espero que as suas palavras sejam motivadoras para todo o estimado episcopado do Regional Leste 2, que outrora fiz parte como Administrador Apostólico de Claraval: “o bispo é o timoneiro da esperança e tem um navio a tocar para frente. Sejam quais forem as tempestades e os ventos, ele deve ser uma pessoa de esperança. O bispo tem que ser uma pessoa de esperança no meio da tempestade e no meio da calmaria”. (Obra citada, pág. 14)

Nesse sentido, esperamos que Monsenhor Juarez Delorto Secco, bebendo nas fontes episcopais de Vossa Excelência Reverendíssima, seja testemunho da esperança que não decepciona aqui no Rio de Janeiro.

Deus conserve Vossa Excelência e lhe conceda as mais preciosas bênçãos do céu.

Seu irmão, devotadíssimo no Senhor,

Orani João, Cardeal Tempesta, O.Cist.
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ

O bispo vive e testemunha o estilo de Jesus!

Este dia 07 de junho de 2017 é para todos nós, da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, um dia muito feliz devido à nomeação do mais novo Bispo Auxiliar para esta nossa querida Arquidiocese. Trata-se do Monsenhor Juarez Delorto Secco, a quem recebemos com imensa alegria no coração e júbilo na alma. Obrigado, Papa Francisco, por dar ao Povo de Deus aqui reunido um grande Pastor.

Monsenhor Juarez Delorto Secco, sacerdote até agora na Diocese de Cachoeiro do Itapemirim, ES, depois de ter trabalhado como formador do Seminário, pároco da Catedral e em várias paróquias, Defensor do Vínculo na Câmara Auxiliar da Diocese e no Tribunal Eclesiástico Interdiocesano de Vitória, agora é chamado para colaborar conosco como Bispo Auxiliar.

Aproveito a oportunidade, como já pude fazer em outras ocasiões semelhantes, para refletir um pouco a respeito da figura do Bispo Auxiliar junto ao Bispo Diocesano à luz dos ensinamentos da Igreja, incluindo, é óbvio, o Código de Direito Canônico vigente e as sábias palavras que o Papa Francisco nos tem dirigido, com certa frequência, pedindo que sejamos os primeiros servidores do povo, pastores com o “cheiro das ovelhas”.

No encontro com o Clero, Consagrados e Seminaristas de Gênova, Itália, no dia 27 de maio último, o Santo Padre colocou – em palavras fortes e ao mesmo tempo cheias de misericórdia, por assim dizer –, o perfil daquele que serve a Deus na doação total de si mesmo.

Fala o Papa: “Eu diria que quanto mais imitarmos o estilo de Jesus, tanto melhor realizaremos o nosso trabalho de pastores. Este é o critério fundamental: o estilo de Jesus. Como era o estilo de Jesus na qualidade de pastor? Jesus estava sempre a caminho. Os Evangelistas, com as nuances específicas de cada um, sempre nos fazem ver Jesus a caminho, no meio das pessoas, a ‘multidão’, diz o Evangelho. O Evangelho distingue bem os discípulos, a multidão, os doutores da lei, os saduceus, os fariseus… O Evangelho distingue: é interessante. E Jesus estava no meio da multidão”.

“Se imaginarmos como deveria ser a organização do horário do dia de Jesus, lendo os Evangelhos podemos afirmar que passava a maior parte do tempo na rua. Isto quer dizer proximidade das pessoas, proximidade dos problemas. Não se escondia. Mas, à noite, muitas vezes escondia-se para rezar, para estar com o Pai. Acerca de Jesus, narra-se que rumo à Paixão ele foi a Jerusalém decididamente”.

“E, como todos aqueles que caminham, Jesus estava exposto à dispersão, a ser ‘fragmentado’. […] o maior medo no qual devemos pensar, que podemos imaginar, é uma vida estática: uma vida típica do sacerdote que tem tudo bem resolvido, tudo em ordem, estruturado, tudo no seu lugar, os horários – a que horas abre a secretaria, a igreja fecha a tal hora… – Tenho medo do sacerdote estático. Tenho medo. Também quando é estático na oração: rezo de tal a tal hora. Mas não tens vontade de ir passar com o Senhor uma hora a mais, a fim de olhar para Ele e de te deixares olhar por Ele? Esta é a pergunta que eu dirigiria ao sacerdote estático, que tem tudo perfeito, organizado…”

“Diria que uma vida assim, tão estruturada, não é uma vida cristã. Talvez aquele pároco seja um bom empresário, mas pergunto-me: é cristão? Ou pelo menos, vive como cristão? Sim, celebra a Missa, mas o seu estilo é cristão? Ou talvez seja um crente, um homem bom, vive na graça de Deus, mas com um estilo de empresário. Jesus sempre foi um homem de rua, um homem a caminho, um homem aberto às surpresas de Deus. Ao contrário, o sacerdote que tem tudo planificado, tudo estruturado geralmente está fechado às surpresas de Deus e perde aquela alegria da surpresa do encontro. O Senhor conquista-te quando não esperas, mas estás aberto. Um primeiro critério é não temer esta tensão que nos cabe viver: estejamos na estrada, o mundo é assim. É um sinal de vida, de vitalidade: um pai, uma mãe, um educador está sempre exposto a isto e vive a tensão. Um coração que ama, que se entrega, sempre viverá assim: exposto a esta tensão”.

“Far-nos-á bem, fará bem a todos os sacerdotes recordar que somente Jesus é o Salvador, não há outros salvadores. E talvez pensar que Jesus nunca, nunca, se ligou às estruturas, mas ligava-se sempre às relações. Se um sacerdote vir que na sua vida o seu comportamento está demasiado ligado às estruturas, algo não está bem. E Jesus não fazia isto, Jesus ligava-se às relações. Uma vez ouvi um homem de Deus – penso que vão introduzir a causa de beatificação deste homem – dizer: ‘Na Igreja deve-se viver aquele ditado: ‘mínimo de estruturas para o máximo de vida, e nunca máximo de estruturas para o mínimo de vida’”.

“Sem relações com Deus e com o próximo, nada tem sentido na vida de um sacerdote. Farás carreira, irás para aquele lugar, para aquele outro; àquela paróquia da qual gostas ou entrarás numa (terna) terra para ser bispo. Farás carreira. Mas o coração? Permanecerá vazio, porque o teu coração está ligado às estruturas e não às relações, às relações essenciais: com o Pai, com Deus, com Jesus e com as pessoas. Esta é um pouco a resposta sobre os critérios que desejo indicar-vos. ‘Mas, Padre, o senhor não é moderno… Estes critérios são antigos… ’. A vida é assim, filho! São os velhos critérios da Igreja que são modernos, ultramodernos”!

“É uma citação extensa, porém como não ler aí a trajetória de um bom sacerdote chamado por Deus a servir à Igreja no grau máximo do serviço, que é o episcopado. Poderia parecer que o Bispo é alguém que vive no topo, que manda e desmanda. Ao contrário, Deus nos ajude a entender a vida episcopal como o Senhor Jesus a entende: o maior é aquele que serve (cf. Mt 20,26). Em outras palavras, o episcopado pode ser traduzido no lema de São Domingos de Gusmão, fundador da Ordem dos Pregadores, conhecidos como dominicanos(a): de dia, fala de Deus na vida e na pregação, à noite, fala com Deus na oração”.

Desejo, dentro deste importante acontecimento, refletir sobre o significado pastoral, teológico e canônico desse momento da vida de nossa Igreja Particular. Embora todos saibam que o Rio é uma Arquidiocese e, por isso, tem à frente, como primeiro servidor, um Arcebispo, usarei aqui os termos Bispo diocesano, Bispo auxiliar e Diocese, uma vez que essas palavras são comuns à praxe pastoral, ao passo que os apelativos Arcebispo e Arquidiocese se referem mais a uma questão canônico-administrativa.

Convém lembrar que “a Diocese é uma porção do Povo de Deus confiada ao pastoreio do Bispo com a cooperação do presbitério, de modo tal que, unindo-se ela ao seu pastor e, pelo Evangelho e pela Eucaristia, reunida por ele no Espírito Santo, constitua uma Igreja Particular, na qual está verdadeiramente presente e operante a Igreja de Cristo una, santa, católica e apostólica”. (Código de Direito Canônico, cânon 369)

Pois bem, essa Diocese tem à frente um Bispo, chamado de diocesano, pois é o primeiro responsável no serviço do Povo de Deus a ele confiado. Em circunstâncias de grandes necessidades pastorais, o Bispo diocesano pode pedir à Santa Sé um ou mais bispos auxiliares. Estes são chamados de titulares, pois recebem o título de uma antiga diocese que havia outrora, mas hoje não mais existe. Eles ajudam o Bispo diocesano nos trabalhos pastorais sem direito certo à sucessão. Quem pode suceder um Bispo diocesano, em funções especiais (limite de idade, doença etc.) é o Bispo coadjutor, não, porém, o auxiliar (cf. cânones 376 e 403, § 1-3). Os auxiliares ou coadjutores agem dentro da Diocese de acordo com as prescrições dos cânones 403-411 e de mais algum documento dado em sua nomeação.

Ao falar isso, lembramo-nos de uma antiquíssima tradição da Igreja que diz estar Ela congregada ou reunida em torno de seu Pastor, segundo Santo Inácio de Antioquia, no início do século II, ao escrever: “Sem o Bispo não é permitido nem batizar nem celebrar o ágape (Eucaristia). Tudo, porém, que ele aprovar seja agradável a Deus, para que tudo quanto se fizer, seja seguro e legítimo”. (Carta aos Esmirnenses, 8)

O sacerdote nomeado para o ministério episcopal passa a ser, automaticamente, chamado de Monsenhor até que receba a sagração – aí tem o termo Dom antes do nome – em uma bela cerimônia, na qual devem estar presentes um Bispo como sagrante principal e mais dois co-sagrantes ao menos, para dar autêntico significado à colegialidade apostólica desejada por Cristo ao constituir os Apóstolos e seus sucessores. Via de regra, um número maior de Bispos, e não apenas três ou quatro, tomam parte dessas cerimônias, demonstrando, assim, apoio e fraternidade colegial com o recém-sagrado. (Cf. cânon 1014)

Na Igreja vigora o princípio da subsidiariedade, ou seja, o Bispo tem autonomia em sua Diocese naquilo que diz respeito à sua missão de Pastor daquele Povo a ele confiado.

Agradeço ao Santo Padre, o Papa Francisco, este maravilhoso presente: a nomeação de Monsenhor Juarez Delorto Secco para nos ajudar a melhor servir o Povo de Deus que está no Rio de Janeiro.

Seja bem-vindo, caro irmão no Batismo, no Sacerdócio ministerial e, em breve, no Episcopado. Nós o acolhemos com grande alegria evangélica.

            Orani João, Cardeal Tempesta, O.Cist.
            Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ