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São Justino

Justino nasceu no ano 103. Tinha origem latina e seu pai se chamava Prisco. Ele foi educado e se formou nas melhores escolas do seu tempo, cursando filosofia e especializando-se nas teorias de Platão, um grande filósofo grego. Tinha alma de eremita e abandonou a civilização para viver na solidão. Anos mais tarde, acompanhou uma sangrenta perseguição aos cristãos, conversou com outros deles e acabou se convertendo. Foi batizado no ano 130 na cidade de Éfeso, instante em que substituiu a filosofia de Platão pela verdade de Cristo. No ano seguinte estava em Roma e evangelizava entre os letrados, pois esse era o mundo onde melhor transitava. Era um missionário filósofo. Deixou muitos livros importantes cujos ensinamentos influenciaram e ainda estão presentes na catequese e na doutrina da Igreja. Seus registros fornecem importantes informações sobre ritos e administração dos Sacramentos na Igreja primitiva. Escreveu, defendeu e argumentou em favor do Cristianismo e por isto foi considerado de tal modo ilegal que foi vítima da denúncia de um filósofo pagão, o qual o levou ao tribunal. Acabou flagelado e decapitado em 164 na cidade de Roma, junto com outros companheiros que como ele testemunharam sua fé em Cristo. Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR

5ª-feira Da 7ª Semana Da Páscoa

1ª Leitura – At 22,30; 23,6-11 É preciso que tu sejas também minha testemunha em Roma. Leitura dos Atos dos Apóstolos 22,30; 23,6-11 Naqueles dias:30 Querendo saber com certezapor que Paulo estava sendo acusado pelos judeus,o tribuno soltou-o e mandou reunir os chefes dos sacerdotese todo o conselho dos anciãos.Depois fez trazer Paulo e colocou-o diante deles.23,6 Sabendo que uma parte dos presentes eram saduceuse a outra parte eram fariseus,Paulo exclamou no conselho dos anciãos:‘Irmãos, eu sou fariseu e filho de fariseus.Estou sendo julgadopor causa da nossa esperança na ressurreição dos mortos.’7 Apenas falou isso,armou-se um conflito entre fariseus e saduceuse a assembléia se dividiu.8 Com efeito, os saduceus dizem que não há ressurreição,nem anjo, nem espírito,enquanto os fariseus sustentam uma coisa e outra.9 Houve, então, uma enorme gritaria.Alguns doutores da Lei, do partido dos fariseus,levantaram-se e começaram a protestar, dizendo:‘Não encontramos nenhum mal neste homem.E se um espírito ou anjo tivesse falado com ele?’10 E o conflito crescia cada vez mais.Receando que Paulo fosse despedaçado por eles,o comandante ordenou que os soldados descesseme o tirassem do meio deles,levando-o de novo para o quartel.11 Na noite seguinte,o Senhor aproximou-se de Paulo e lhe disse:‘Tem confiança.Assim como tu deste testemunho de mim em Jerusalém,é preciso que tu sejas também minha testemunha em Roma.’Palavra do Senhor. Salmo – Sl 15, 1-2a.5. 7-8. 9-10. 11 (R.1) R. Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio! Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia1 Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio!*2a Digo ao Senhor: ‘Somente vós sois meu Senhor.5 Ó Senhor, sois minha herança e minha taça,*meu destino está seguro em vossas mãos! R. 7 Eu bendigo o Senhor, que me aconselha,*e até de noite me adverte o coração.8 Tenho sempre o Senhor ante meus olhos,*pois se o tenho a meu lado não vacilo. R. 9 Eis por que meu coração está em festa,minha alma rejubila de alegria,*e até meu corpo no repouso está tranqüilo;10 pois não haveis de me deixar entregue à morte,*nem vosso amigo conhecer a corrupção. R. 11 Vós me ensinais vosso caminho para a vida; junto a vós, felicidade sem limites,*delícia eterna e alegria ao vosso lado! R. Evangelho – Jo 17,20-26 Para que eles cheguem à unidade perfeita.+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 17,20-26 Naquele tempo, Jesus levantou os olhos ao céu e disse:Pai Santo,20 eu não te rogo somente por eles,mas também por aquelesque vão crer em mim pela sua palavra,21 para que todos sejam umcomo tu, Pai, estás em mim e eu em ti,e para que eles estejam em nós,a fim de que o mundo creia que tu me enviaste.22 Eu dei-lhes glória que tu me deste,para que eles sejam um, como nós somos um:23 eu neles e tu em mim,para que assim eles cheguem à unidade perfeitae o mundo reconheça que tu me enviastee os amaste, como me amaste a mim.24 Pai, aqueles que me deste,quero que estejam comigo onde eu estiver,para que eles contemplem a minha glória,glória que tu me desteporque me amaste antes da fundação do universo.25 Pai justo, o mundo não te conheceu,mas eu te conheci,e estes também conheceram que tu me enviaste.26 Eu lhes fiz conhecer o teu nome,e o tornarei conhecido ainda mais,para que o amor com que me amaste esteja neles,e eu mesmo esteja neles’.Palavra da Salvação. Reflexão – Jo 17, 20-26 Jesus nos pede para viver a unidade de tal modo que possamos testemunhar a unidade da Trindade. Esta vivência da unidade não significa uma uniformidade, mas que todos vivamos de acordo com as nossas condições e de diferentes formas os mesmos valores. Assim, encontramos na Igreja diferentes formas de espiritualidade e de ação evangelizadora totalmente diferentes entre si, mas essas diferenças não ferem a unidade dos cristãos porque são formas diferentes e não essências, são formas diferentes de viver a mesma fé e participar no mesmo projeto anunciado por Jesus. Fonte: CNBB