São Caetano De Thiene

Contemporâneo de Lutero, Caetano de Thiene (nascido em 1480, três anos antes do reformador alemão) era um dos que imploravam reforma de vida e de costumes dentro da Igreja. “Cristo espera e ninguém se mexe”. Filho do conde Gaspar de Thiene e de Maria do Porto, desde muito jovem mostrava grande preocupação e zelo pelos pobres, abrindo asilos para os idosos e muitos hospitais para os doentes, especialmente para os incuráveis. Estudou em Pádua, onde se diplomou nas matérias jurídicas, aos vinte e quatro anos de idade. Dedicava-se ao estado eclesiástico, mas sem ordenar-se, por considerar-se indigno. Nesse meio tempo, fundou, na propriedade da família, em Rampazzo, uma igreja dedicada a Santa Maria Madalena, que ainda hoje é a paróquia desta localidade. Em 1506, estava em Roma, exercendo a função de secretário particular do papa Júlio II. Na qualidade de escritor das cartas apostólicas, fez contato e conviveu com cardeais famosos, aprendendo muito com todos eles. Mas a principal virtude que Caetano cultivava era a humildade para observar muito bem antes de reprovar o mal alheio. Para melhor compreender, basta lembrar que ele viveu no período do esplendor renascentista, no qual o próprio Vaticano não primava pelo exemplo de moralidade e nem brilhava pela santidade dos costumes. Assim sendo, como homem inteligente e preparado, não se retirou para um ermo; ao contrário, encorajou-se para uma ação reformadora, começando por si mesmo. Costumava dizer que “Cristo espera e ninguém se mexe”. Participou do movimento laical Oratório do Divino Amor, que procurava estudar e praticar as Sagradas Escrituras. Só então, depois de muita reflexão, decidiu-se pela ordenação sacerdotal, em 1516. Tinha trinta e seis anos de idade quando celebrou sua primeira missa na basílica de Santa Maria Maior. Nesta ocasião, ele mesmo relatou depois, Nossa Senhora apareceu-lhe e colocou-lhe nos braços o Menino Jesus. Foi para Veneza em 1520, onde colaborou na fundação do hospital dos incuráveis. Três anos depois, incansável, voltou para Roma, onde, na companhia dos companheiros do Oratório – Bonifácio Colli, Paulo Consiglieri e João Pedro Carafa, bispo de Chiete -, fundou a Ordem dos Teatinos Regulares, que tinha como objetivo a renovação do clero. Quando o papa Clemente VII aprovou a congregação, Caetano renunciou a todos os seus bens para dedicar-se única e exclusivamente à vida comum. O mesmo ocorreu com o bispo Carafa, que abdicou também da sua vida episcopal. Anos mais tarde, ele veio a tornar-se o papa Paulo IV, um dos grandes reformadores da Igreja. A nova congregação começou somente com os quatro, depois passaram para doze e esse número aumentou bastante em pouco tempo. São os primeiros clérigos regulares. Não são monges, pois são de vida ativa, porém vivendo em obediência: sob uma regra de vida comum, como religiosos, cujos membros renunciam a todos os seus bens terrenos, devendo viver de seu trabalho apostólico e de ofertas espontâneas dadas pelos fiéis, contando, apenas, com a Providência divina. Carafa foi o primeiro superior geral, embora a ideia da fundação fosse de Caetano de Thiene, que, na sua humildade, sempre se manteve de lado. Caetano morreu de fadiga, após uma vida de muito trabalho e sofrimento, aos sessenta e seis anos de idade, em Nápoles, no dia 7 de agosto de 1547. Foi canonizado em 1671. O seu corpo é venerado no dia de sua morte, na belíssima basílica de São Paulo Maior, mas que é chamada por todos os fieis e peregrinos de basílica de São Caetano, localizada na praça principal da cidade. A Igreja também celebra hoje a memória dos santos: Sisto II e Vitrício. Fonte: Santo do dia – Notícias Católicas
2ª-feira Da 18ª Semana Do Tempo Comum

1ª Leitura – Nm 11,4b-15 Não posso suportar sozinho o peso de todo este povo. Leitura do Livro dos Números 11,4b-15 Naqueles dias: 4b Os filhos de Israel começaram a lamentar-se, dizendo: ‘Quem nos dará carne para comer? 5 Vêm-nos à memória os peixes que comíamos de graça no Egito , os pepinos e os melões, as verduras, as cebolas e os alhos. 6 Aqui nada tem gosto ao nosso paladar, não vemos outra coisa a não ser o maná’. 7 O maná era parecido com a semente do coentro e amarelado como certa resina. 8 O povo se dispersava para o recolher e o moía num moinho, ou socava num pilão. Depois o cozinhavam numa panela e faziam broas com gosto de pão amassado com azeite. 9 É noite, quando o orvalho caía no acampamento, caía também o maná. 10 Moisés ouviu, pois, o povo lamentar-se em cada família, cada um à entrada de sua tenda. 11 Então o Senhor tomou-se de uma cólera violenta, e Moisés, achando também tal coisa intolerável, disse ao Senhor: ‘Por que maltrataste assim o teu povo? Por que gozo tão pouco do teu favor, a ponte de descarregares sobre mim o peso de todo este povo? 12 Acaso fui eu quem concebeu e deu à luz todo este povo, para que me digas: ‘Carrega-o ao colo, como a ama costuma fazer com a criança; e leva-o à terra que juraste dar a seus pais! 13 Onde conseguirei carne para dar a toda esta gente? Pois se lamentam contra mim, dizendo: ‘Dá-nos carne para comer!’. 14 Já não posso suportar sozinho o peso de todo este povo: é grande demais para mim. 15 Se queres continuar a tratar-me assim, peço-te que me tires a vida, se achei graça a teus olhos, para que eu não veja mais tamanha desgraça’. Palavra do Senhor. Salmo – Sl 80,12-13. 14-15. 16-17 (R. 2a) R. Exultai no Senhor nossa força. 12 Mas meu povo não ouviu a minha voz, * Israel não quis saber de obedecer-me. 13 Deixei, então, que eles seguissem seus caprichos, * abandonei-os ao seu duro coração. R. 14 Quem me dera que meu povo me escutasse! * Que Israel andasse sempre em meus caminhos! 15 Seus inimigos, sem demora, humilharia * e voltaria minha mão contra o opressor. R. 16 Os que odeiam o Senhor, o adulariam, * seria este seu destino para sempre; 17 eu lhe daria de comer a flor do trigo, * e com o mel que sai da rocha o fartaria’. R. Evangelho – Mt 14,13-21 Todos comeram e ficaram satisfeitos.+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 14,13-21Naquele tempo:13 Quando soube da morte de João Batista, Jesus partiue foi de barco para um lugar deserto e afastado.Mas quando as multidões souberam disso,saíram das cidades e o seguiram a pé.14 Ao sair do barco, Jesus viu uma grande multidão.Encheu-se de compaixão por elese curou os que estavam doentes.15 Ao entardecer, os discípulos aproximaram-se de Jesuse disseram: ‘Este lugar é desertoe a hora já está adiantada.Despede as multidões,para que possam ir aos povoados comprar comida!’16 Jesus porém lhes disse:‘Eles não precisam ir embora.Dai-lhes vós mesmos de comer!’17 Os discípulos responderam:‘Só temos aqui cinco pães e dois peixes.’18 Jesus disse: ‘Trazei-os aqui.’19 Jesus mandou que as multidões se sentassem na grama.Então pegou os cinco pães e os dois peixes,ergueu os olhos para o céu e pronunciou a bênção.Em seguida partiu os pães, e os deu aos discípulos.Os discípulos os distribuiram às multidões.20 Todos comeram e ficaram satisfeitos,e dos pedaços que sobraram,recolheram ainda doze cestos cheios.21 E os que haviam comidoeram mais ou menos cinco mil homens,sem contar mulheres e crianças.Palavra da Salvação. Reflexão – Mt 14, 13-21 Uma das coisas mais importantes que nos são apresentadas a partir do sacramento da Eucaristia é a sua dimensão apostólica. A Eucaristia está intimamente ligada ao seguimento de Jesus e ao nosso agir apostólico. Quando os discípulos indagam Jesus sobre a situação da fome do povo, Jesus responde: “Dai-lhes vós mesmos de comer”. Em seguida, ele multiplica os pães. Assim, nós vemos a necessidade que existe de todos nós participarmos da missão de Jesus para podermos participar do verdadeiro pão multiplicado que é o sacramento da Eucarística. Fonte: CNBB Fonte: Evangelho do dia – Notícias Católicas
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