História Da Via-Sacra

A Via-sacra é o caminho que se estende entre a Fortaleza Antonia e o Gólgota, ao longo do qual Jesus carregou a cruz. O exercício da Via-Sacra, como também é chamada, consiste em que os fiéis percorram, mentalmente, a caminhada de Jesus a carregar a Cruz desde o Pretório de Pilatos até o monte Calvário, meditando simultaneamente à Paixão de Cristo. Portando a Via-Sacra é um piedoso exercício em que meditamos o doloroso caminho que Jesus percorreu desde o pretório de Pilatos até ao Calvário, onde foi crucificado e morreu pela nossa Redenção. Tal exercício, muito usual no tempo da Quaresma, teve origem na época das Cruzadas (do século XI ao século XIII): os fiéis que, então, percorriam, na Terra Santa, os lugares sagrados da Paixão de Cristo, quiseram reproduzir, no Ocidente, a peregrinação feita ao longo da Via Dolorosa em Jerusalém. Como surgiu a prática deste exercício? A origem deste santo exercício é devida ao Coração amante e desolado da SS. Virgem. Esta pobre Mãe, depois da Ascensão de Jesus ao Céu, tinha por único consolo banhar de lágrimas o caminho que o seu querido Jesus tinha regado com o seu sangue divino… – Os fiéis imitaram o exemplo de Maria, e de todas as partes do mundo afluíram, à custa de mil perigos e incômodos, a Jerusalém, para venerar os santos lugares e ganhar as indulgências concebidas pelos Sumos Pontífices. – Mas a Igreja, Mãe piedosa, para poupar incômodos a seus filhos e lhes facilitar os meios de santificação, concedeu as mesmas indulgências de Jerusalém aos que visitassem as catorze Cruzes ou Estações da Via-Sacra, devidamente eretas. Qual é o objetivo desta devoção? O fim desta devoção é exercitar nas almas os sentimentos – de gratidão e amor para com Nosso Senhor Jesus Cristo, que tanto sofreu por nós, – de contrição dos nossos pecados, que foram a causa dos sofrimentos do Salvador, – de imitação dos exemplos de heroicas virtudes, que Jesus nos deixou na sua Paixão e Morte. – Não admira, pois, que este Exercício agrade tanto ao nosso amável Redentor e produza, nas almas que o praticam, abundantes frutos de santidade. A peregrinação aos lugares santos da palestina é um ideal para todo cristão, porém, que nem todos conseguem realizar, a Igreja consentiu em que os fiéis pratiquem uma peregrinação em espírito, enriquecida de graças semelhantes às que estão anexas a uma verdadeira peregrinação. É o que se dá justamente no exercício da Via Sacra Uma das práticas de piedade que a Igreja mais recomenda é a a Via Sacra. Os santos dizem que depois da santa Missa, a melhor prática espiritual é a meditação da Paixão de Cristo, aquela que mais desperta o amor de Deus no nosso coração, é a Via Sacra. Na Via-Sacra contemplamos o momento onde Cristo sofreu a sua Paixão e depois a sua morte, o mistério da nossa redenção. O momento onde Cristo, através da sua paixão, redime o pecado da humanidade. Na Via-Sacra contemplamos o amor infinito que Deus tem por nós. O imenso sofrimento de Cristo na Via-Sacra nos mostra o quando Jesus nos ama. O número de estações ou etapas dessa caminhada foi sendo definido paulatinamente, chegando à forma atual, de quatorze estações, no século XVI. O exercício da Via-sacra tem sido muito recomendado e praticado pelos Sumos Pontífices, pois ocasiona frutuosa meditação da Paixão do Senhor Jesus. Por Via-sacra entende-se um exercício de piedade segundo o qual os fiéis percorrem mentalmente com Cristo o caminho que O levou do Pretório de Pilatos até o monte Calvário; compreende quatorze estações ou etapas, cada qual apresenta uma cena da Paixão a ser meditada pelo discípulo de Cristo. A Via Sacra tornou-se então um exercício de meditação sobre os últimos dias de Jesus na terra, tendo sido representados os principais momentos por uma série de cenas, ou “estações”. O número destas estações variou no decorrer dos séculos, se fixando em 14 no século XVI. I Estação – Jesus é condenado à Morte (Mc 15, 12-13.15) II Estação – Jesus carrega a Sua Cruz (Mc 15, 20) III Estação – Jesus cai pela primeira vez (Is 53, 5) IV Estação – Jesus encontra a Sua Mãe (Lc 2, 34-35) V Estação – Jesus é ajudado por Cirineu (Lc 23, 26) VI Estação – Verônica enxuga o resto de Jesus (Sl 27, 8-9) VII Estação – Jesus cai pela segunda vez (Sl 22, 8.12) VIII Estação – Jesus encontra as Santas Mulheres (Lc 23, 27-28) IX Estação – Jesus cai pela terceira vez (II Co 5, 14-15) X Estação – Jesus é despojado de Suas vestes (Mc 15, 24) XI Estação – Jesus é pregado na cruz (Lc 23, 33-34) XII Estação – Jesus morre na cruz (Lc 23, 46) XIII Estação – Jesus é descido da cruz (Jo 19, 38) XIV Estação – Jesus é Sepultado (Jo 19, 40-42) Desde de 1300, os franciscanos da Custódia da Terra Santa, todas as sextas-feiras à tarde, conduzem uma piedosa procissão rezando a Via-sacra, para acompanhar os passos de Jesus a caminho da execução no calvário. É importante realçar ainda o papel dos Franciscanos na divulgação deste exercício. Desde o século XIV eles são os guardiães oficiais destes lugares sagrados da palestina, dedicando-se assim à propagação da veneração à Via Dolorosa do Senhor em suas igrejas e junto aos seus conventos. Atualmente a Igreja concede indulgência plenária a quem pratique o exercício da Via Sacra, piedosamente. Com o piedoso exercício da Via-Sacra renova-se a memória das dores que sofreu o divino Redentor no caminho do pretório de Pilatos, onde foi condenado à morte, até o monte Calvário, onde morreu na cruz para a nossa salvação. Para que este possa ser efetuado, requer-se uma série de quatorze cruzes (com alguma imagem ou inscrição, se possível). O cristão deve percorrer essas cruzes meditando a Paixão e a Morte do Senhor (não é necessário que siga as cenas das quatorze clássicas estações; pode servir-se de algum livro de meditação). Caso o exercício da Via Sacra se
Santos Romão E Lupicino

São Romão entrou para a vida religiosa com 35 anos, na França, onde nasceram os dois santos de hoje. Ele foi discernindo sua vocação, que o deixava inquieto, apesar de já estar na vida religiosa. Ao tomar as constituições de Cassiano e também o testemunho dos Padres do deserto, deixou o convento e foi peregrinar, procurando o lugar onde Deus o queria vivendo. Indo para o Leste, encontrou uma natureza distante de todos e percebeu que Deus o queria ali. Vivia os trabalhos manuais, a oração e a leitura, até o seu irmão Lupicino, então viúvo, se unir a ele. Fundaram então um novo Mosteiro, que se baseava nas regras de São Pacômio, São Basílio e Cassiano. Romão tinha um temperamento e caminhada espiritual onde com facilidade era dado à misericórdia, à compreensão e tolerância. Lupicino era justiça e intolerância. Nas diferenças, os irmãos se completavam, e ajudavam aos irmãos da comunidade, que a santidade se dá nessa conjugação: amor, justiça, misericórdia, verdade, inspiração, transpiração, severidade, compreensão. Eles eram iguais na busca da santidade. O Bispo Santo Hilário ordenou Romão, que faleceu em 463. E em 480 vai para a glória São Lupicino. Santos Romão e Lupicino, rogai por nós! Fonte: Canção Nova Fonte: Santo do dia – Notícias Católicas
2ª Semana Da Quaresma

Somos chamados a seguir Jesus de forma desinteressada, pois, no reino de Deus, poder é sinônimo de serviço. O Senhor nos conceda a graça de sermos servos humildes e fiéis. Primeira Leitura: Jeremias 18,18-20 Leitura do livro do profeta Jeremias – Naqueles dias, 18 disseram eles: “Vinde para conspirarmos juntos contra Jeremias; um sacerdote não deixará morrer a lei; nem um sábio, o conselho; nem um profeta, a palavra. Vinde para o atacarmos com a língua, e não vamos prestar atenção a todas as suas palavras”. 19 Atende-me, Senhor, ouve o que dizem meus adversários. 20 Acaso pode-se retribuir o bem com o mal? Pois eles cavaram uma cova para mim. Lembra-te de que fui à tua presença para interceder por eles e tentar afastar deles a tua ira. – Palavra do Senhor. Salmo Responsorial: 30(31) Salvai-me pela vossa compaixão, ó Senhor Deus! Retirai-me desta rede traiçoeira, / porque sois o meu refúgio protetor! / Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito, / porque vós me salvareis, ó Deus fiel! – R. Ao redor, todas as coisas me apavoram; / ouço muitos cochichando contra mim; / todos juntos se reúnem, conspirando / e pensando como vão tirar-me a vida. – R. A vós, porém, ó meu Senhor, eu me confio / e afirmo que só vós sois o meu Deus! / Eu entrego em vossas mãos o meu destino; / libertai-me do inimigo e do opressor! – R. Evangelho: Mateus 20,17-28 Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, 17 enquanto Jesus subia para Jerusalém, ele tomou os doze discípulos à parte e, durante a caminhada, disse-lhes: 18 “Eis que estamos subindo para Jerusalém, e o Filho do homem será entregue aos sumos sacerdotes e aos mestres da lei. Eles o condenarão à morte 19 e o entregarão aos pagãos para zombarem dele, para flagelá-lo e crucificá-lo. Mas no terceiro dia ressuscitará”. 20 A mãe dos filhos de Zebedeu aproximou-se de Jesus com seus filhos e ajoelhou-se com a intenção de fazer um pedido. 21 Jesus perguntou: “O que tu queres?” Ela respondeu: “Manda que estes meus dois filhos se sentem, no teu reino, um à tua direita e outro à tua esquerda”. 22 Jesus, então, respondeu-lhes: “Não sabeis o que estais pedindo. Por acaso podeis beber o cálice que eu vou beber?” Eles responderam: “Podemos”. 23 Então Jesus lhes disse: “De fato, vós bebereis do meu cálice, mas não depende de mim conceder o lugar à minha direita ou à minha esquerda. Meu Pai é quem dará esses lugares àqueles para os quais ele os preparou”. 24 Quando os outros dez discípulos ouviram isso, ficaram irritados contra os dois irmãos. 25 Jesus, porém, chamou-os e disse: “Vós sabeis que os chefes das nações têm poder sobre elas e os grandes as oprimem. 26 Entre vós não deverá ser assim. Quem quiser tornar-se grande torne-se vosso servidor; 27 quem quiser ser o primeiro seja vosso servo. 28 Pois o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como resgate em favor de muitos”. – Palavra da salvação. Fonte: Evangelho do dia – Notícias Católicas
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