Evangelho Do Dia 2018-07-01

Domingo, 01 de Julho de 2018. Santo do dia: São Pedro e São Paulo, ApóstolosCor litúrgica: vermelho Evangelho do dia: São Mateus 16,13-19 Primeira leitura: Atos dos Apóstolos 12, 1-11Leitura dos Atos dos Apóstolos: Naqueles dias, 1o rei Herodes prendeu alguns membros da Igreja para torturá-los. 2Mandou matar à espada Tiago, irmão de João. 3E, vendo que isso agradava aos judeus, mandou também prender a Pedro. Eram os dias dos Pães Ázimos. 4Depois de prender Pedro, Herodes colocou-o na prisão, guardado por quatro grupos de soldados, com quatro soldados cada um. Herodes tinha a intenção de apresentá-lo ao povo depois da festa da Páscoa. 5Enquanto Pedro era mantido na prisão, a Igreja rezava continuamente a Deus por ele. 6Herodes estava para apresentá-lo. Naquela mesma noite, Pedro dormia entre dois soldados, preso com duas correntes; e os guardas vigiavam a porta da prisão. 7Eis que apareceu o anjo do Senhor e uma luz iluminou a cela. O anjo tocou o ombro de Pedro, acordou-o e disse: “Levanta-te depressa!” As correntes caíram-lhe das mãos. 8O anjo continuou: “Coloca o cinto e calça tuas sandálias!” Pedro obedeceu, e o anjo lhe disse: “Põe tua capa e vem comigo!” 9Pedro acompanhou-o e não sabia que era realidade o que estava acontecendo por meio do anjo, pois pensava que aquilo era uma visão. 10Depois de passarem pela primeira e segunda guarda, chegaram ao portão de ferro que dava para a cidade. O portão abriu-se sozinho. Eles saíram, caminharam por uma rua e logo depois o anjo o deixou. 11Então Pedro caiu em si e disse: “Agora sei, de fato, que o Senhor enviou o seu anjo para me libertar do poder de Herodes e de tudo o que o povo judeu esperava!” – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 33 (34) – Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo, seu louvor estará sempre em minha boca. Minha alma se gloria no Senhor; que ouçam os humildes e se alegrem! R: De todos os temores me livrou o Senhor Deus. – Comigo engrandecei ao Senhor Deus, exaltemos todos juntos o seu nome! Todas as vezes que o busquei, ele me ouviu e de todos os temores me livrou. R: De todos os temores me livrou o Senhor Deus. – Contemplai a sua face e alegrai-vos, e vosso rosto não se cubra de vergonha! Este infeliz gritou a Deus e foi ouvido, e o Senhor o libertou de toda angústia. R: De todos os temores me livrou o Senhor Deus. – O anjo do Senhor vem acampar ao redor dos que o temem e os salva. Provai e vede quão suave é o Senhor! Feliz o homem que tem nele o seu refúgio! R: De todos os temores me livrou o Senhor Deus. Segunda leitura: Timóteo 4, 6-8.17-18Leitura da segunda carta de São Paulo a Timóteo: Caríssimo, 6quanto a mim, eu já estou para ser derramado em sacrifício; aproxima-se o momento de minha partida. 7Combati o bom combate, completei a corrida, guardei a fé. 8Agora está reservada para mim a coroa da justiça, que o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que esperam com amor a sua manifestação gloriosa. 17Mas o Senhor esteve a meu lado e me deu forças, ele fez com que a mensagem fosse anunciada por mim integralmente e ouvida por todas as nações; e eu fui libertado da boca do leão. 18O Senhor me libertará de todo mal e me salvará para o seu reino celeste. A ele a glória, pelos séculos dos séculos! Amém. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 16,13-19 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Tu és Pedro e sobre esta pedra eu irei construir minha Igreja; e as portas do inferno não irão derrotá-la (Mt 16,18); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus: Naquele tempo, 13Jesus foi à região de Cesareia de Filipe e ali perguntou aos seus discípulos: “Quem dizem os homens ser o Filho do homem?” 14Eles responderam: “Alguns dizem que é João Batista; outros, que é Elias; outros, ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas”. 15Então Jesus lhes perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?” 16Simão Pedro respondeu: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”. 17Respondendo, Jesus lhe disse: “Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. 18Por isso eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. 19Eu te darei as chaves do reino dos céus: tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus”. – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho
Evangelho Do Dia 2018-06-30

sábado, 30 de Junho de 2018. Santo do dia: Beato Zenão Kovalyk, presbítero e mártirCor litúrgica: verde Evangelho do dia: São Mateus 8, 5-17 Primeira leitura: Lm 2, 2.10-14.18-19Leitura do livro das Lamentações: 2O Senhor destruiu sem piedade todos os campos de Jacó; em sua ira deitou abaixo as fortificações da cidade de Judá; lançou por terra, aviltou a realeza e seus príncipes. 10Sentados no chão, em silêncio, os anciãos da cidade de Sião espalharam cinza na cabeça, vestiram-se de saco; as jovens de Jerusalém inclinaram a cabeça para o chão. 11Meus olhos estão machucados de lágrimas, fervem minhas entranhas; derrama-se por terra o meu fel diante da arruinada cidade de meu povo, vendo desfalecerem tantas crianças pelas ruas da cidade. 12Elas pedem às mães: ‘O trigo e o vinho, onde estão?’ E vão caindo como derrubadas pela morte nas ruas da cidade, até expirarem no colo das mães. 13Com quem te posso comparar, ou a quem te posso assemelhar, Ó cidade de Jerusalém? A quem te igualarei, para te consolar, ó cidade de Sião? Grande como o mar é tua aflição; quem poderá curar-te? 14Teus profetas te fizeram ver imagens falsas e insensatas, não puseram a descoberto a tua malícia, para tentar mudar a tua sorte; ao contrário, deram-te oráculos mentirosos e atraentes. 18Grite o teu coração ao Senhor, em favor dos muros da cidade de Sião; deixa correr uma torrente de lágrimas, de dia e de noite. Não te concedas repouso, não cessem de chorar as pupilas de teus olhos. 19Levanta-te, chora na calada da noite, no início das vigílias, derrama o teu coração, como água, diante do Senhor; ergue as mãos para ele, pela vida de teus pequeninos, que desfalecem de fome em todas as encruzilhadas. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 73 (74) – Ó Senhor, por que razão nos rejeitastes para sempre e vos irais contra as ovelhas do rebanho que guiais? Recordai-vos deste povo que outrora adquiristes, desta tribo que remistes para ser a vossa herança, e do monte de Sião que escolhestes por morada! R: Não esqueçais até o fim a humilhação dos vossos pobres. – Dirigi-vos até lá para ver quanta ruína: no santuário o inimigo destruiu todas as coisas; e, rugindo como feras, no local das grandes festas, lá puseram suas bandeiras vossos ímpios inimigos. R: Não esqueçais até o fim a humilhação dos vossos pobres. – Pareciam lenhadores derrubando uma floresta, ao quebrarem suas portas com martelos e com malhos. Ó Senhor, puseram fogo mesmo em vosso santuário! Rebaixaram, profanaram o lugar onde habitais! R: Não esqueçais até o fim a humilhação dos vossos pobres. – Recordai vossa Aliança! A medida transbordou, porque nos antros desta terra só existe violência! Que não se escondam envergonhados o humilde e o pequeno, mas glorifiquem vosso nome o infeliz e o indigente! R: Não esqueçais até o fim a humilhação dos vossos pobres. Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 8, 5-17 – Aleluia, aleluia, aleluia.– O Cristo tomou sobre si nossas dores, carregou em seu corpo as nossas fraquezas (Mt 8,17); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus: Naquele tempo: 5Quando Jesus entrou em Cafarnaum, um oficial romano aproximou-se dele, suplicando: 6‘Senhor, o meu empregado está de cama, lá em casa, sofrendo terrivelmente com uma paralisia.’ 7Jesus respondeu:’Vou curá-lo.’ oficial disse:’Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa. Dize uma só palavra e o meu empregado ficará curado. 9Pois eu também sou subordinado e tenho soldados debaixo de minhas ordens. E digo a um :’Vai!’, e ele vai; e a outro:’Vem!’, e ele vem; e digo ao meu escravo:’Faze isto!’, e ele faz.’ 10Quando ouviu isso, Jesus ficou admirado, e disse aos que o seguiam: ‘Em verdade, vos digo: nunca encontrei em Israel alguém que tivesse tanta fé. 11Eu vos digo: muitos virão do Oriente e do Ocidente, e se sentarão à mesa no Reino dos Céus, junto com Abraão, Isaac e Jacó, 12enquanto os herdeiros do Reino serão jogados para fora, nas trevas, onde haverá choro e ranger de dentes.’ 13Então, Jesus disse ao oficial: ‘Vai! e seja feito como tu creste.’ E naquela mesma hora o empregado ficou curado. 14Entrando Jesus na casa de Pedro, viu a sogra dele deitada e com febre. 15Tocou-lhe a mão, e a febre a deixou. Ela se levantou, e pôs-se a servi-lo. 16Quando caiu a tarde, levaram a Jesus muitas pessoas possuídas pelo demônio. Ele expulsou os espíritos, com sua palavra, e curou todos os doentes, 17para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta Isaías: ‘Ele tomou as nossas dores e carregou as nossas enfermidades.’ – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho
São Domiciano, Abade – Século V

São Domiciano teria nascido em Roma na segunda metade do século IV. Depois da morte do pai, que foi trucidado pelos arianos, o santo teria procurado um mosteiro, romano, onde fixou-se e donde, muitos anos mais tarde, sairia para se estabelecer em Lérins. Naquela cidade, supõe-se tenha sido ordenado padre por Santo Hilário de Arles. De Lérins, teria passado para o vale do Ródano, parando num lugar próximo de Lião. Ali, construiu um oratório, que dedicou a São Cristovão. Discípulos, então, foram juntar-se a ele, a pouco e pouco. E tão numerosos se tornaram, que foi obrigado a lhes dar um superior, com o qual os deixou, porque pretendia internar-se mais para o este. Na garganta do Brevon, fundou novo mosteiro. E, à conversão de um ariano, homem rico e de considerável influência, a nova fundação, com as doações que o convertido fez, cresceu e progrediu. Crê-se que São Domiciano, abade, faleceu bastante idoso. O mosteiro de Brevon, mais tardem passou a chamar-se de São Ramberto, que ficou filiado a Cluny. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XII, p. 59) Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
São Teobaldo, Sacerdote E Ermitão

São Teobaldo era aparentado com o São Teobaldo que foi arcebispo de Viena. Filho de Arnoul e de Willa, ou Guilla, ainda Gisla, que deu Gisela, foi-lhe padrinho de batismo o conde Teobaldo III de Blois. O nosso Santo passou os primeiros anos de vida na piedade e na inocência, sem ouvir os chamados dos prazeres do mundo. Desde menino, sentiu-se atraído, sim, pela solidão, e, continuamente, ficava absorto nas leituras santas, considerando a vida de Elias no monte Carmelo, de São João Batista ao longo do rio Jordão, de São Paulo e de Santo Antônio na Tebaida. Nestas ocasiões, retirado de todos, penetrava-lhe fundamente na alma o desejo imenso de se afastar de todo o burburinho do mundo, de viver bem longe de vozes humanas, na mais completa solidão. Logo, principiou a visitar um ermitão, chamado Burchard, que levava a vida numa das pequeninas ilhas do Sena, Contaminado pela santidade do solitário, Teobaldo deixou o século, indo, com um dos amigos, Gualtério para a abadia de São Remi de Reims, depois para a Alemanha, ambos a mendigar, com muita humildade. Agradados com a majestade e a perene quietude da floresta de Pettingen, distante dezesseis quilômetros, mais ou menos, de Luxemburgo, ali se fixaram. E, a ajudar era este, ora aquele, trabalhando a terra, fazendo carvão, ou mourejando nas colheitas, ganhavam alguma coisa, o suficiente para animar a vida. Virtuosíssimos, passaram os dois amigos, num instante, a ser venerados por toda a gente da vasta região. E as visitas se sucediam tão amiudadamente, que já nem lhes era possível dedicar sequer uma hora das coisas de Deus. Assim, resolveram partir da quieta floresta majestosa, e, descalços, uma noite, demandaram outras plagas, alegres, debaixo do céu crivado de estrelas. E foram andando. Caminharam longamente, a fazer pequenas paradas, a falar das coisas eternas, a pensar, e só, em Jesus Senhor nosso. Em Roma, depois de terem visitado muito contritamente todos os lugares de peregrinação, pensaram em Jerusalém. Iriam a Jerusalém. Iniciaram a jornada, animadíssimos, mas antes mesmo de chegar a Veneza, as forças entraram-lhes a descambar: esgotados, depois de dias infindos de andanças, pararam, exaustos, em Salanigo, que ficava perto da abadia de Vangadizza, na diocese de Adria. Logo, avistaram uma capela, singela, muito castigada pelas intempéries. Dedicada a Santo Hermágoras e a São Fortunato, jazia um tanto ou quanto em ruínas. Ao lado da igrejinha, Teobaldo e Gualtério edificaram duas toscas celas diminutas, e, ali, passaram a viver na mais completa soledade, a orar, a cantar salmos, penitenciando-se, a macerar o corpo já macerado. Dois anos depois, Deus levou o bom Gualtério. Teobaldo, sozinho, redobrou de austeridades. Comia pouquíssimo. Uma côdea de pão, que alguma alma caridosa lhe levava, ou então, um punhado de grãos, uma tigela risível de legumes. Dormindo na rijeza do chão, Teobaldo sempre procurava os lugares mais incômodos. Tal gênero de vida devia ser recompensado por Deus. Devia e foi. Anjos, sob as mais graciosas aparências, enchiam-lhe docemente a cela. E os milagres que então principiou a obrar. Levaram-no a ser considerado, por toda a gente do lugar, como um grande santo. O bispo de Vicenzo elevou-o ao sacerdócio. E a reputação do santo ermitão crescia tanto, que o conde Arnoul, com Gisela, buscaram a Itália para rever o filho. Quando chegaram, de coração pulando dentro do peito, ambos, impulsionados pelo emoção incontida, outra coisa não fizeram senão cair de joelhos diante daquele que lhes saíra da própria carne. E, assim, prosternados, de olhos rasos d’água, mudos, sem murmurar sequer uma curta exclamação, porque embargados, aos pés do santo filho amado, pequenos, muito pequenos, deixaram-se ficar longamente. Magro, esquálido, quase transparente, Teobaldo revestia-se duma como luminosidade angelical. O pai e a mãe, cheios do mais puro desejo de se consagrar à mesma vida, decidiram permanecer ao pé do santo Teobaldo. Gisele ficou definitivamente. E Arnoul tornou: poria os negócios em ordem e depois voltaria para os dois entes amados, para sempre. Pouco depois, atacado de úlceras, que lhe cobriram o corpo todo, o doce ermitão que os anjos visitavam deixou o mundo, aquele mundo que, fazia muito, gostosamente deixara para unicamente viver para Deus. O abade de Vangadizza, que há um ano atrás lhe conferira o hábito dos camaldulos, e Gisele, receberam-lhe ó último suspiro, as últimas palavras: – Senhor, tem piedade de teu povo! Corria o ano de 1066, era a 30 de Junho, e o santo homem, naquele retiro, vivera doze anos. Desapareceram-lhe, então as úlceras todas. Do mal, nem os sinais ficaram no magro corpo castigado. Sepultado na capela dos santos mártires Leôncio e Carpóforo, na catedral de Vicenzo, no dia 3 de Julho em 1074, secretamente subtraído da tumba, foi levado para a abadia de Vangadizza. Mais tarde, um irmão de São Teobaldo, Arnoul, que era abade de Santa Colomba de Sens e de Lagny, pleiteou as relíquias do santo ermitão, as quais foram, pelo próprio irmão abade, levadas para Sens. Depois dum milagre, ocorrido no bosque de Hetres, construiu-se uma igreja dedicada a São João Batista – origem do priorado que se denominou São Teobaldo das Videiras. São Teobaldo foi canonizado pelo Papa Alexandre II, o que quer dizer que foi elevado ao número dos santos em menos de sete anos depois do falecimento. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XI, p. 390 à 394) Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho