Evangelho Do Dia 2018-07-18

Quarta-feira, 18 de Julho de 2018. Santo do dia: São Filastro, BispoCor litúrgica: verde Evangelho do dia: São Mateus 11, 25-27 Primeira leitura: Isaías 10, 5-7.13-16Leitura do livro do profeta Isaías: Assim fala o Senhor: 5“Ai de Assur, vara de minha cólera, bastão em minhas mãos, instrumento de minha indignação! 6Eu o envio contra uma nação ímpia e ordeno-lhe, contra um povo que me excita à ira, que o submeta à pilhagem e ao saque, que o calque aos pés como lama nas ruas. 7Mas ele assim não pensava, seu propósito não era esse; pelo contrário, sua intenção era esmagar e exterminar não poucas nações. 13Pois diz o rei da Assíria: ‘Realizei isso pela força da minha mão e com minha sagacidade, pois tenho experiência; aboli as fronteiras dos povos, saqueei seus tesouros e derrubei de golpe os ocupantes de altos postos; 14minha mão empalmou como um ninho a riqueza dos povos; e como se apanha uma ninhada de ovos, assim ajuntei eu os povos da terra, e não houve quem batesse asa ou abrisse o bico e desse um pio’. 15Mas, acaso, gloria-se o machado, em detrimento do lenhador que com ele corta? Ou se exalta a serra contra o serrador que a maneja? Como se a vara movesse quem a levanta e um bastão erguesse aquele que não é madeira. 16Por isso, enviará o dominador, Senhor dos exércitos, contra aqueles fortes guerreiros o raquitismo; e abalará sua glória com convulsões que queimam como fogo”. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 93 (94) – Eis que oprimem, Senhor, vosso povo e humilham a vossa herança; estrangeiro e viúva trucidam, e assassinam o pobre e o órfão! R: O Senhor não rejeita o seu povo. – Eles dizem: “O Senhor não nos vê e o Deus de Jacó não percebe!” Entendei, ó estultos do povo; insensatos, quando é que vereis? R: O Senhor não rejeita o seu povo. – O que fez o ouvido não ouve? Quem os olhos formou não verá? Quem educa as nações não castiga? Quem os homens ensina não sabe? R: O Senhor não rejeita o seu povo. – O Senhor não rejeita o seu povo e não pode esquecer sua herança: voltarão a juízo as sentenças; quem é reto andará na justiça. R: O Senhor não rejeita o seu povo. Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 11, 25-27 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, pois revelaste os mistérios do teu reino aos pequeninos, escondendo-os aos doutores ! (Mt 11,25); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus: 25Naquele tempo, Jesus pôs-se a dizer: “Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos. 26Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado. 27Tudo me foi entregue por meu Pai, e ninguém conhece o Filho, senão o Pai, e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar”. – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho por São Vicente de Paulo, PresbíteroConversas espirituais, conferência de 21/03/1659 «Escondeste estas verdades aos sábios e inteligentes e as revelaste aos pequeninos» A simplicidade é tão agradável a Deus! Sabeis que a Escritura diz que a sua alegria é estar com os simples de coração, os que vivem de boa fé e com simplicidade: «Ele reserva a sua intimidade para os justos» (Pr 3,32). Quereis encontrar a Deus? Falai com os simples. Ó meu Salvador! Ó meus irmãos que sentis o desejo de ser simples, que felicidade! Que felicidade! Coragem, uma vez que tendes a promessa de que a alegria de Deus é estar com os simples. Outra coisa que nos recomenda maravilhosamente a simplicidade são estas palavras do nosso Senhor: «Eu Te bendigo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas verdades aos sábios e inteligentes e as revelaste aos pequeninos». Reconheço, meu Pai, e por isso Vos agradeço, que a doutrina que aprendi com vossa divina majestade e que difundo entre os homens é conhecida apenas dos simples, e que permitis que os entendidos do mundo não a entendam; a eles a escondestes, se não em palavras, pelo menos no espírito. Ó Salvador! Ó meu Deus! Isto deve amedrontar-nos. Corremos atrás da ciência como se dela dependesse a nossa felicidade. Mal de nós se a não temos! É necessário tê-la, mas apenas a essencial; é preciso estudar, mas sobriamente. Há quem simule ter conhecimentos, fazendo-se passar por pessoa de posição e de condição. A esses, aos sábios e entendidos do mundo, Deus tira o entendimento das verdades cristãs. A quem o dá então? Às gentes do povo, às pessoas de bem. […] Senhores, a verdadeira religião está entre os pobres. Deus enche-os de uma fé viva; eles creem, alcançam, experimentam as palavras de vida. […] Normalmente, conservam a paz no meio das preocupações e dos sofrimentos. Porquê? Devido à sua fé. Porquê? Porque são simples, Deus fez abundar neles as graças que recusa aos ricos e sábios do mundo. Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho
São Simão De Lipnica, Confessor

Simão nasceu em Lipnica, Murowana, na Polônia meridional, entre os anos de 1435-1440. Seus pais, Gregório e Ana, souberam dar a ele uma boa educação, inspirada nos valores da fé cristã e, apesar de sua modesta condição, preocuparam-se em assegurar uma adequada formação cultural. Simão cresceu com um caráter piedoso e responsável, uma natural predisposição à oração e um terno amor à Mãe de Deus. Em 1454, viajou a Cracóvia para assistir à famosa Academia Jagellonica. Nesse tempo São João de Capistrano entusiasmava a cidade com a santidade de sua vida e o fervor de sua pregação, atraindo à vocação franciscana um numeroso grupo de jovens. Em 8 de setembro de 1453, o santo italiano havia também fundado, na Cracóvia, o primeiro convento da Observância, com o nome de São Bernardino de Sena. Por esse motivo, os frades menores daquele convento foram chamados pelo povo de “bernardinos”. Em 1457, também o jovem Simão, fascinado pelo ideal franciscano, preferiu seguir o Evangelho, interrompendo uma carreira de sucessos. Para tanto, pediu para ser aceito, com outros dez companheiros de estudos, no convento de Stradom. Sob a orientação do Mestre de noviços, P. Cristóforo de Varese, religioso eminente por sua doutrina e santidade de vida, Simão recorreu com generosidade à vida humilde e pobre dos frades menores, alcançando o sacerdócio em 1460. Exerceu seu primeiro ministério no convento de Tarnów, onde foi guardião da fraternidade. Em seguida, se estabaleceu em Stradom (Cracóvia), dedicando-se incansavelmente à pregação evangélica, com palavra limpa, plena de ardor, de fé e sabedoria, que deixava entrever sua profunda união com Deus e o prolongado estudo da Sagrada Escritura. Como São Bernardino de Sena e São João de Capistrano, Fr. Simão estende a devoção ao Nome de Jesus, obtendo a conversão de inúmeros pecadores. Em 1463, primeiro entre os Frades Menores, ocupou o ofício de pregador na catedral de Wawel. Por sua entrega à pregação evangélica das fontes antigas, ganhou o título de “Pregador Fervorosíssimo”. Desejoso em render homenagem a São Bernardino de Sena, inspirador de sua pregação, em 17 de maio de 1472, junto a outros frades poloneses, chegou a Aquitania para participar da solene transladação do santo para o novo templo erguido em sua honra. Novamente foi à Itália, em 1478, por ocasião do Capítulo Geral em Pávia. Nessa ocasião pode satisfazer um desejo profundo de visitar as tumbas dos Apóstolos, em Roma, e prosseguir depois sua peregrinação à Terra Santa. Viveu a feliz experiência em espírito de penitência, de verdadeiro amante da Paixão de Cristo, com a oculta aspiração de derramar o próprio sangue pela salvação das almas, agradando assim a Deus. Imitador de São Francisco em seu amor pelos lugares santos, na eventualidade de ser capturado pelos infiéis, antes de viajar memorizou todo o texto da Regra da Ordem “para tê-la sempre diante dos olhos e da mente”. O amor de Simão pelos irmãos se manifestou de maneira extraordinária no último ano de sua vida, quando uma epidemia da peste devastou Cracóvia. De julho de 1482 a 6 de junho de 1483, a cidade esteve sob o flagelo da enfermidade. Na desolação geral, os franciscanos do convento de São Bernardino se doaram incansavelmente no cuidado aos enfermos, como verdadeiros anjos de consolo. São Simão tomou aquele como um “tempo propício” para exercitar a caridade e para levar a cabo a oferenda da própria vida. Por todas as partes passou confortando, prestando ajuda, administrando os sacramentos e anunciando a consoladora Palavra de Deus aos moribundos. E acabou também contagiado. Suportou com extraordinária paciência os sofrimentos da enfermidade e, próximo da morte, expressou o desejo de ser sepultado no umbral da igreja, para que todos pudessem pisoteá-lo. No sexto dia da enfermidade, a 18 de julho de 1482, sem temer a morte e com os olhos fixos sobre a Cruz, entregou sua alma a Deus. A causa de sua canonização, retomada pelo Papa Pio 12, em 25 de junho de 1948, chegou a bom termo com o reconhecimento de um milagre na cidade de Cracóvia em 1943 e decretada pelo Papa Bento XVI, em dezembro de 2006. São Simão de Lipnica soube harmonizar admiravelmente o compromisso da evangelização e o testemunho da caridade, que brota de seu grande amor à Palavra de Deus e aos irmãos mais pobres e que mais sofrem. (Fonte: “Santos franciscanos para cada dia”, edizioni Porziuncola) Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho