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São Sansão – Século VI

Sansão nasceu ao sul do País de Gales, nas imediações de Dyved. Era filho de Ammon e de Ana, casal que estava a serviço do chefe da região. Desde muito jovem consagrado a Deus, Sansão iniciou a vida religiosa em Llantwit Major, mosteiro vizinho à aldeia em que nascera. Naquele tempo, Iltut era o abade da fundação, monge de grande renome, tal a santidade e o saber. Pela aplicação ao trabalho, bem como pelas virtudes, o jovem Sansão logo atraiu para si a atenção do bom abade, conquistando-lhe, num piscar de olhos, a afeição, e não só a do mestre, mas também a dos colegas, que o procuravam pela bondade, simplicidade e contagiante alegria de viver. Dois jovens monges, porém, sobrinhos de Iltut, maus religiosos, e invejosos, entraram a detestá-lo. E, um deles, enfermeiro do mosteiro, propôs-se envenenar o virtuoso e querido jovem. Apoiado pelo outro desalmado, preparou ao Santo uma tisana. Sabendo-a envenenada, Sansão disse ao que lha apresentara, com um sorriso: – Meu irmão, a tisana que me preparaste estava deliciosa. Possa Deus, em troca, curar-te do mal que te aflige. Tal caridosa exortação produziu tremendo efeito: o malvado, a soluçar, converteu-se. A impenitência do outro, porém, valeu-lhe severo castigo vindo de Deus. Promovido ao diaconato, dois anos mais tarde Sansão era ordenando padre pelo bispo Dubric, que viu uma pombinha branca pousada num dos ombros do virtuosíssimo jovem. Desde então, o Santo foi modelo em tudo. Tendo deixado o mosteiro, embora fosse deveras afeiçoado ao velho Iltut, buscou a ilha de Caldey, onde havia uma abadia, e ali ficou, primeiramente como ecônomo, depois como abade. De volta à terra natal, onde converteu quase todos os conterrâneos, levou vida eremítica por uns tempos. Passando à Armórica, para evangelizá-la, depois do apostolado entrou na Cornualha britânica, com o mesmo fim. Presenteado com umvasto terreno, por Privatus, um piedoso galo-romano, nele ergueu um mosteiro – ao redor do qual nasceu a cidadezinha de Dol. Pregador infatigável, São Sansão – depois de fundar outros mosteiros, de tomar o partido do príncipe Judwal, filho do rei Iona, assassino pelo usurpador Conomor, para o qual príncipe conseguiu a ajuda dos francos, em Paris – faleceu em paz. Dol mostrou-se a mais ardente defensora da lembrança do Santo. Durante muitos séculos, reivindicou mesmo, em face de Tours, o título de metrópole da Bretanha, sempre a cultuar o santo confessor do velho mosteiro surgido nas terras do piedoso galo-romano Privatus. Foto: santiebeati,it (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XIII, p. 396 à 399) Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho

Evangelho Do Dia 2018-07-28

Sábado, 28 de Julho de 2018. Santo do dia: São Vítor I, PapaCor litúrgica: verde Evangelho do dia: São Mateus 13, 24-30 Primeira leitura: Jeremias 7, 1-11Leitura do livro do profeta Jeremias: 1Palavra comunicada a Jeremias da parte do Senhor: 2“Põe-te à porta da casa do Senhor e lá anuncia esta palavra, dizendo: Ouvi a palavra do Senhor, todos vós de Judá, que entrais por estas portas para adorar o Senhor. 3Isto diz o Senhor dos exércitos, Deus de Israel: Melhorai vossa conduta e vossas obras, que eu vos farei habitar neste lugar. 4Não ponhais vossa confiança em palavras mentirosas, dizendo: ‘É o templo do Senhor, o templo do Senhor, o templo do Senhor!’ 5Mas, se melhorardes vossa conduta e vossas obras, se fizerdes valer a justiça uns com os outros, 6não cometerdes fraudes contra o estrangeiro, o órfão e a viúva nem derramardes sangue inocente neste lugar, e não andardes atrás de deuses estrangeiros, para vosso próprio mal, 7então eu vos farei habitar neste lugar, na terra que dei a vossos pais, desde sempre e para sempre. 8Eis que confiais em palavras mentirosas, que para nada servem. 9Como?! Roubar, matar, cometer adultério e perjúrio, queimar incenso a Baal e andar atrás de deuses que nem sequer conheceis; 10e depois vindes à minha presença, nesta casa em que meu nome é invocado, e dizeis: ‘Nenhum mal nos foi infligido’, tendo embora cometido todas essas abominações. 11Acaso, esta casa, em que meu nome é invocado, tornou-se a vossos olhos uma caverna de ladrões? Eis que também eu vi”, diz o Senhor.  – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 83 (84) – Minha alma desfalece de saudades e anseia pelos átrios do Senhor! Meu coração e minha carne rejubilam e exultam de alegria no Deus vivo! R: Quão amável, ó Senhor, é vossa casa! – Mesmo o pardal encontra abrigo em vossa casa, e a andorinha ali prepara o seu ninho, para nele seus filhotes colocar: vossos altares, ó Senhor Deus do universo! Vossos altares, ó meu rei e meu Senhor! R: Quão amável, ó Senhor, é vossa casa! – Felizes os que habitam vossa casa; para sempre haverão de vos louvar! Felizes os que em vós têm sua força, caminharão com um ardor sempre crescente. R: Quão amável, ó Senhor, é vossa casa! – Na verdade, um só dia em vosso templo vale mais do que milhares fora dele! Prefiro estar no limiar de vossa casa a hospedar-me na mansão dos pecadores!  R: Quão amável, ó Senhor, é vossa casa! Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 13, 24-30 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Acolhei docilmente a Palavra semeada em vós, meus irmãos; ela pode salvar vossas vidas! (Tg 1,21); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus: Naquele tempo, 24Jesus contou outra parábola à multidão: “O reino dos céus é como um homem que semeou boa semente no seu campo. 25Enquanto todos dormiam, veio seu inimigo, semeou joio no meio do trigo e foi embora. 26Quando o trigo cresceu e as espigas começaram a se formar, apareceu também o joio. 27Os empregados foram procurar o dono e lhe disseram: ‘Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? Donde veio então o joio?’ 28O dono respondeu: ‘Foi algum inimigo que fez isso’. Os empregados lhe perguntaram: ‘Queres que vamos arrancar o joio?’ 29O dono respondeu: ‘Não! Pode acontecer que, arrancando o joio, arranqueis também o trigo. 30Deixai crescer um e outro até a colheita! E, no tempo da colheita, direi aos que cortam o trigo: arrancai primeiro o joio e o amarrai em feixes para ser queimado! Recolhei, porém, o trigo no meu celeiro’”. – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho por São João Maria Vianney, presbítero, Cura de ArsEspírito do Cura d’Ars nos seus catecismos, nas suas homilias e nas suas conversas A boa semente e a cizânia Vemos no evangelho de hoje, meus irmãos, que o senhor do campo tinha semado boa semente, mas o inimigo veio enquanto ele domia e semeou a cizânia. O que significa que Deus tinha criado o homem bom e perfeito, mas veio o inimigo e semeou o pecado: é a queda de Adão, queda terrível, que deu entrada ao pecado no coração do homem. Temos de arrancar a cizânia, dizeis? «”Não!”, responde o senhor, “não suceda que, ao arrancardes o joio, arranqueis também o trigo. Deixai-os crescer ambos até à ceifa”». O coração do homem terá de permanecer assim até ao fim: uma combinação de bem e de mal, de luz e de trevas, de boa semente e de cizânia. Deus não quis destruir esta combinação e refazer a nossa natureza, de tal maneira que nela houvesse apenas boa semente. Ele quer que combatamos, que trabalhemos para impedir que a cizânia invada o nosso campo. O demónio semeia as tentações; mas, com a graça de Deus, nós temos força para o vencer, para impedir que a cizânia cresça. Há três coisas absolutamente necessárias para combater as tentações: a oração, que nos esclarece; os sacramentos, que nos dão força; e a vigilância, que nos preserva. Felizes as almas que são tentadas! Com efeito, o demónio redobra a sua raiva quando vê que uma alma tende para a união com Deus. Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho