Bem-aventurado Urbano II, Papa E Confessor

Eudes, variante de Odon, Oton, Oto, depois Urbano II, nasceu em Chatillon-sur-Marne, diocese de Soissons, atualmente de Reims, em 1040, numa nobre família. Aluno daquele que seria o fundador da Cartuxa, São Bruno, Eudes, em 1064, era arcediago de Reims, e, logo, depois cônego. Em 1073, estava em Cluny, onde se formou sob a regra beneditina. Quando o grande Papa reformador São Gregório VII, solicitou de Santo Hugo, o Pai, o abade de Cluny, alguns caracteres de valor que os elevasse ao episcopado, Eudes foi-lhe apresentado e, em seguida, feito bispo de Óstia, em 1078. Depois duma legação na Alemanha, destinada a defender o Papado contra os desmandos do imperador Henrique IV, Eudes tornou à Itália. Pouco depois, o grande Papa desaparecia. Vítor III sucedeu ao Santo Padre morto. Todavia, logo deixou o mundo. A 12 de Março de 1088, Eudes foi eleito, assentando-se com muitíssima humildade na cátedra imperecível do Príncipe dos Apóstolos, para governar a cristandade. A Alemanha, então em guerra, era um fardo pesado para a Santa Sé. Henrique IV, com seu antipapa, Clemente III, provocava sérios embaraços na vida religiosa, mas o calmo Urbano eloqüente soube contornar as maquinações que se urdiram. A condessa Matilde, grande amida da Santa Sé, casou-se, em Agosto de 1089, com o jovem Welf, duque da Baviera. Esta aliança da Toscana e da Alemanha do Sul foi o maior obstáculo que se deparou ao imperador. No entanto, conseguiu invadir a Itália, mas em 1092 foi obrigado a retroceder. E o seu papa, que estava em Roma, deixou a cidade, indo-se para Ravena. Destarte, mais e mais, agrupou-se a Itália em torno de Urbano II, cada vez mais firme no posto supremo. Foi no concílio de Clermont, de 1095, convocado pelo Santo Papa, que a idéia da cruzada contra os infiéis triunfou. No século VII, com as conquistas árabes, tomada por eles a Palestina, as peregrinações dos cristãos europeus à Terra Santa não sofreram solução de continuidade. Todavia, os peregrinos que eram bem tratados por aquele povo, tiveram a situação invertida com a invasão dos turcos seldjúcidas, originários do Turquestão, ao norte da Pérsia. Maomé recomendara a guerra santa para a difusão da doutrina. Prometera recompensas aos que morressem combatendo pela fé. Espírito belicoso, os árabes seguiram, sem hesitar, as recomendações do profeta, e, desta maneira, ainda no ano da morte de Maomé, deram início à guerra santa. Em menos de um século de lutas, conquistaram a Palestina, a Síria, a Mesopotâmia, a Armênia, a índia, a Pérsia, todo o norte africano, a península Ibérica. A civilização árabe foi brilhantíssima. As ciências, a literatura, a história, a arquitetura, a indústria, o comércio e a agricultura tiveram grande desenvolvimento. Os novos conquistadores, porém, de espírito mais belicoso, que se tinham feito maometanos, fanáticos maometanos, não manifestaram para com os cristãos a mesma atitude tolerante dos árabes. Apoderando-se de Jerusalém em 1078, principiaram a perseguição aos peregrinos que para lá se dirigiam, perseguição essa que sempre cominava com as mais bárbaras atrocidades. E as crueldades que se perpetravam cresciam dia a dia. Logo a idéia de libertar a terra Santa do jugo infiel começou apoderar-se dos espíritos cristãos. A poesia épica medieval está repleta de versos onde transparece aquele grande desejo do mundo que abraçara a fé católica. Foi no Concílio de Clermont, de 1095, como dissemos, convocado por Urbano II, que tal desejo viu alçado às alturas da realização. A 27 de Novembro daquele ano mesmo de 1095, Urbano II deixou a igreja, onde o concílio terminara e, num vigorosíssimo discurso, solicitou aos cavaleiros do Ocidente que partissem para a libertação dos irmãos do Oriente, oprimidos pelo turco cruel, para a libertação da terra que Deus feito homem pisara e santificara. Não demorou muito, o brado ardoroso, entusiástico de “Deus o quer”! correu a terra. E o povo cristão, sequioso de alistar-se no exército que iria libertar o túmulo de Cristo, acorria em massa. Urbano II, ousadamente, tomou a direção daquela cruzada. A figura de Pedro Eremita impressionava a toda a cristandade, cristandade que jazia como tomada da febre do zelo. E a flor da cavalaria marchou com imensa alegria para a tomada de Jerusalém. Foi um êxito colossal. Bandos infindos de homens, mulheres e crianças rumara, desordenadamente, para a Terra Santa e foram morrendo pelo caminho, vítimas de fome, da sede, do cansaço e das doenças. Não poucos foram massacrados na Alemanha e na Hungria em represália às devastações que iam realizando à medida que passavam, qual nuvem de gafanhotos depredadores. O restante, melancolicamente, foi quase que totalmente exterminado pelos turcos depois da travessia do Bósforo. Mais felizes do que aqueles da primeira arrancada não foram os seiscentos mil infantes e cem mil cavaleiros organizados que partiram no afã sem par de mover guerra aos profanadores. Tomaram Nicéia, depois Antioquia defendida por quatrocentos e cinqüenta torres. Daquele exército, porém, só uma minoria conseguiu avistar Jerusalém. Caíram todos, então de joelhos. E, a soluçar de emoção, choraram de alegria. Era a 15 de Junho de 1099. Poucos dias depois, a 29 do mesmo mês, o grande Urbano II deixava a terra, indo-se para a “bem-aventurada Jerusalém, visão de paz”, sem saber do sucesso que lhe coroava os esforços despendidos. Morto o pontífice, atribuíram-lhe uma infinidade de milagres. Em 1881, a 14 de Julho, Leão XIII confirmou-lhe o culto, culto rendido desde os mais recuados tempos. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XIII, p. 419 à 425) Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
Bem-aventurado Urbano II, Papa E Confessor

Eudes, variante de Odon, Oton, Oto, depois Urbano II, nasceu em Chatillon-sur-Marne, diocese de Soissons, atualmente de Reims, em 1040, numa nobre família. Aluno daquele que seria o fundador da Cartuxa, São Bruno, Eudes, em 1064, era arcediago de Reims, e, logo, depois cônego. Em 1073, estava em Cluny, onde se formou sob a regra beneditina. Quando o grande Papa reformador São Gregório VII, solicitou de Santo Hugo, o Pai, o abade de Cluny, alguns caracteres de valor que os elevasse ao episcopado, Eudes foi-lhe apresentado e, em seguida, feito bispo de Óstia, em 1078. Depois duma legação na Alemanha, destinada a defender o Papado contra os desmandos do imperador Henrique IV, Eudes tornou à Itália. Pouco depois, o grande Papa desaparecia. Vítor III sucedeu ao Santo Padre morto. Todavia, logo deixou o mundo. A 12 de Março de 1088, Eudes foi eleito, assentando-se com muitíssima humildade na cátedra imperecível do Príncipe dos Apóstolos, para governar a cristandade. A Alemanha, então em guerra, era um fardo pesado para a Santa Sé. Henrique IV, com seu antipapa, Clemente III, provocava sérios embaraços na vida religiosa, mas o calmo Urbano eloqüente soube contornar as maquinações que se urdiram. A condessa Matilde, grande amida da Santa Sé, casou-se, em Agosto de 1089, com o jovem Welf, duque da Baviera. Esta aliança da Toscana e da Alemanha do Sul foi o maior obstáculo que se deparou ao imperador. No entanto, conseguiu invadir a Itália, mas em 1092 foi obrigado a retroceder. E o seu papa, que estava em Roma, deixou a cidade, indo-se para Ravena. Destarte, mais e mais, agrupou-se a Itália em torno de Urbano II, cada vez mais firme no posto supremo. Foi no concílio de Clermont, de 1095, convocado pelo Santo Papa, que a idéia da cruzada contra os infiéis triunfou. No século VII, com as conquistas árabes, tomada por eles a Palestina, as peregrinações dos cristãos europeus à Terra Santa não sofreram solução de continuidade. Todavia, os peregrinos que eram bem tratados por aquele povo, tiveram a situação invertida com a invasão dos turcos seldjúcidas, originários do Turquestão, ao norte da Pérsia. Maomé recomendara a guerra santa para a difusão da doutrina. Prometera recompensas aos que morressem combatendo pela fé. Espírito belicoso, os árabes seguiram, sem hesitar, as recomendações do profeta, e, desta maneira, ainda no ano da morte de Maomé, deram início à guerra santa. Em menos de um século de lutas, conquistaram a Palestina, a Síria, a Mesopotâmia, a Armênia, a índia, a Pérsia, todo o norte africano, a península Ibérica. A civilização árabe foi brilhantíssima. As ciências, a literatura, a história, a arquitetura, a indústria, o comércio e a agricultura tiveram grande desenvolvimento. Os novos conquistadores, porém, de espírito mais belicoso, que se tinham feito maometanos, fanáticos maometanos, não manifestaram para com os cristãos a mesma atitude tolerante dos árabes. Apoderando-se de Jerusalém em 1078, principiaram a perseguição aos peregrinos que para lá se dirigiam, perseguição essa que sempre cominava com as mais bárbaras atrocidades. E as crueldades que se perpetravam cresciam dia a dia. Logo a idéia de libertar a terra Santa do jugo infiel começou apoderar-se dos espíritos cristãos. A poesia épica medieval está repleta de versos onde transparece aquele grande desejo do mundo que abraçara a fé católica. Foi no Concílio de Clermont, de 1095, como dissemos, convocado por Urbano II, que tal desejo viu alçado às alturas da realização. A 27 de Novembro daquele ano mesmo de 1095, Urbano II deixou a igreja, onde o concílio terminara e, num vigorosíssimo discurso, solicitou aos cavaleiros do Ocidente que partissem para a libertação dos irmãos do Oriente, oprimidos pelo turco cruel, para a libertação da terra que Deus feito homem pisara e santificara. Não demorou muito, o brado ardoroso, entusiástico de “Deus o quer”! correu a terra. E o povo cristão, sequioso de alistar-se no exército que iria libertar o túmulo de Cristo, acorria em massa. Urbano II, ousadamente, tomou a direção daquela cruzada. A figura de Pedro Eremita impressionava a toda a cristandade, cristandade que jazia como tomada da febre do zelo. E a flor da cavalaria marchou com imensa alegria para a tomada de Jerusalém. Foi um êxito colossal. Bandos infindos de homens, mulheres e crianças rumara, desordenadamente, para a Terra Santa e foram morrendo pelo caminho, vítimas de fome, da sede, do cansaço e das doenças. Não poucos foram massacrados na Alemanha e na Hungria em represália às devastações que iam realizando à medida que passavam, qual nuvem de gafanhotos depredadores. O restante, melancolicamente, foi quase que totalmente exterminado pelos turcos depois da travessia do Bósforo. Mais felizes do que aqueles da primeira arrancada não foram os seiscentos mil infantes e cem mil cavaleiros organizados que partiram no afã sem par de mover guerra aos profanadores. Tomaram Nicéia, depois Antioquia defendida por quatrocentos e cinqüenta torres. Daquele exército, porém, só uma minoria conseguiu avistar Jerusalém. Caíram todos, então de joelhos. E, a soluçar de emoção, choraram de alegria. Era a 15 de Junho de 1099. Poucos dias depois, a 29 do mesmo mês, o grande Urbano II deixava a terra, indo-se para a “bem-aventurada Jerusalém, visão de paz”, sem saber do sucesso que lhe coroava os esforços despendidos. Morto o pontífice, atribuíram-lhe uma infinidade de milagres. Em 1881, a 14 de Julho, Leão XIII confirmou-lhe o culto, culto rendido desde os mais recuados tempos. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XIII, p. 419 à 425) Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
Bem-aventurado Urbano II, Papa E Confessor

Eudes, variante de Odon, Oton, Oto, depois Urbano II, nasceu em Chatillon-sur-Marne, diocese de Soissons, atualmente de Reims, em 1040, numa nobre família. Aluno daquele que seria o fundador da Cartuxa, São Bruno, Eudes, em 1064, era arcediago de Reims, e, logo, depois cônego. Em 1073, estava em Cluny, onde se formou sob a regra beneditina. Quando o grande Papa reformador São Gregório VII, solicitou de Santo Hugo, o Pai, o abade de Cluny, alguns caracteres de valor que os elevasse ao episcopado, Eudes foi-lhe apresentado e, em seguida, feito bispo de Óstia, em 1078. Depois duma legação na Alemanha, destinada a defender o Papado contra os desmandos do imperador Henrique IV, Eudes tornou à Itália. Pouco depois, o grande Papa desaparecia. Vítor III sucedeu ao Santo Padre morto. Todavia, logo deixou o mundo. A 12 de Março de 1088, Eudes foi eleito, assentando-se com muitíssima humildade na cátedra imperecível do Príncipe dos Apóstolos, para governar a cristandade. A Alemanha, então em guerra, era um fardo pesado para a Santa Sé. Henrique IV, com seu antipapa, Clemente III, provocava sérios embaraços na vida religiosa, mas o calmo Urbano eloqüente soube contornar as maquinações que se urdiram. A condessa Matilde, grande amida da Santa Sé, casou-se, em Agosto de 1089, com o jovem Welf, duque da Baviera. Esta aliança da Toscana e da Alemanha do Sul foi o maior obstáculo que se deparou ao imperador. No entanto, conseguiu invadir a Itália, mas em 1092 foi obrigado a retroceder. E o seu papa, que estava em Roma, deixou a cidade, indo-se para Ravena. Destarte, mais e mais, agrupou-se a Itália em torno de Urbano II, cada vez mais firme no posto supremo. Foi no concílio de Clermont, de 1095, convocado pelo Santo Papa, que a idéia da cruzada contra os infiéis triunfou. No século VII, com as conquistas árabes, tomada por eles a Palestina, as peregrinações dos cristãos europeus à Terra Santa não sofreram solução de continuidade. Todavia, os peregrinos que eram bem tratados por aquele povo, tiveram a situação invertida com a invasão dos turcos seldjúcidas, originários do Turquestão, ao norte da Pérsia. Maomé recomendara a guerra santa para a difusão da doutrina. Prometera recompensas aos que morressem combatendo pela fé. Espírito belicoso, os árabes seguiram, sem hesitar, as recomendações do profeta, e, desta maneira, ainda no ano da morte de Maomé, deram início à guerra santa. Em menos de um século de lutas, conquistaram a Palestina, a Síria, a Mesopotâmia, a Armênia, a índia, a Pérsia, todo o norte africano, a península Ibérica. A civilização árabe foi brilhantíssima. As ciências, a literatura, a história, a arquitetura, a indústria, o comércio e a agricultura tiveram grande desenvolvimento. Os novos conquistadores, porém, de espírito mais belicoso, que se tinham feito maometanos, fanáticos maometanos, não manifestaram para com os cristãos a mesma atitude tolerante dos árabes. Apoderando-se de Jerusalém em 1078, principiaram a perseguição aos peregrinos que para lá se dirigiam, perseguição essa que sempre cominava com as mais bárbaras atrocidades. E as crueldades que se perpetravam cresciam dia a dia. Logo a idéia de libertar a terra Santa do jugo infiel começou apoderar-se dos espíritos cristãos. A poesia épica medieval está repleta de versos onde transparece aquele grande desejo do mundo que abraçara a fé católica. Foi no Concílio de Clermont, de 1095, como dissemos, convocado por Urbano II, que tal desejo viu alçado às alturas da realização. A 27 de Novembro daquele ano mesmo de 1095, Urbano II deixou a igreja, onde o concílio terminara e, num vigorosíssimo discurso, solicitou aos cavaleiros do Ocidente que partissem para a libertação dos irmãos do Oriente, oprimidos pelo turco cruel, para a libertação da terra que Deus feito homem pisara e santificara. Não demorou muito, o brado ardoroso, entusiástico de “Deus o quer”! correu a terra. E o povo cristão, sequioso de alistar-se no exército que iria libertar o túmulo de Cristo, acorria em massa. Urbano II, ousadamente, tomou a direção daquela cruzada. A figura de Pedro Eremita impressionava a toda a cristandade, cristandade que jazia como tomada da febre do zelo. E a flor da cavalaria marchou com imensa alegria para a tomada de Jerusalém. Foi um êxito colossal. Bandos infindos de homens, mulheres e crianças rumara, desordenadamente, para a Terra Santa e foram morrendo pelo caminho, vítimas de fome, da sede, do cansaço e das doenças. Não poucos foram massacrados na Alemanha e na Hungria em represália às devastações que iam realizando à medida que passavam, qual nuvem de gafanhotos depredadores. O restante, melancolicamente, foi quase que totalmente exterminado pelos turcos depois da travessia do Bósforo. Mais felizes do que aqueles da primeira arrancada não foram os seiscentos mil infantes e cem mil cavaleiros organizados que partiram no afã sem par de mover guerra aos profanadores. Tomaram Nicéia, depois Antioquia defendida por quatrocentos e cinqüenta torres. Daquele exército, porém, só uma minoria conseguiu avistar Jerusalém. Caíram todos, então de joelhos. E, a soluçar de emoção, choraram de alegria. Era a 15 de Junho de 1099. Poucos dias depois, a 29 do mesmo mês, o grande Urbano II deixava a terra, indo-se para a “bem-aventurada Jerusalém, visão de paz”, sem saber do sucesso que lhe coroava os esforços despendidos. Morto o pontífice, atribuíram-lhe uma infinidade de milagres. Em 1881, a 14 de Julho, Leão XIII confirmou-lhe o culto, culto rendido desde os mais recuados tempos. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XIII, p. 419 à 425) Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
Evangelho Do Dia 2018-07-29

Domingo, 29 de Julho de 2018. Santo do dia: Santa Marta; São LázaroCor litúrgica: verde Evangelho do dia: São João 6, 1-15 Primeira leitura: Reis 4, 42-44Leitura do segundo livro dos Reis: Naqueles dias, 42veio também um homem de Baal-Salisa, trazendo em seu alforje para Eliseu, o homem de Deus, pães dos primeiros frutos da terra: eram vinte pães de cevada e trigo novo. E Eliseu disse: “Dá ao povo para que coma”. 43Mas o seu servo respondeu-lhe: “Como vou distribuir tão pouco para cem pessoas?” Eliseu disse outra vez: “Dá ao povo para que coma; pois assim diz o Senhor: ‘Comerão e ainda sobrará’”. 44O homem distribuiu e ainda sobrou, conforme a palavra do Senhor. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 144 (145) – Que vossas obras, ó Senhor, vos glorifiquem, e os vossos santos com louvores vos bendigam! Narrem a glória e o esplendor do vosso reino e saibam proclamar vosso poder! R: Saciai os vossos filhos, ó Senhor! – Todos os olhos, ó Senhor, em vós esperam, e vós lhes dais no tempo certo o alimento; vós abris a vossa mão prodigamente e saciais todo ser vivo com fartura. R: Saciai os vossos filhos, ó Senhor! – É justo o Senhor em seus caminhos, é santo em toda obra que ele faz. Ele está perto da pessoa que o invoca, de todo aquele que o invoca lealmente. R: Saciai os vossos filhos, ó Senhor! Segunda leitura: Efésios 4, 1-6Leitura da carta de são Paulo aos Efésios: Irmãos, 1eu, prisioneiro no Senhor, vos exorto a caminhardes de acordo com a vocação que recebestes: 2com toda a humildade e mansidão, suportai-vos uns aos outros com paciência, no amor. 3Aplicai-vos a guardar a unidade do espírito pelo vínculo da paz. 4Há um só corpo e um só Espírito, como também é uma só a esperança à qual fostes chamados. 5Há um só Senhor, uma só fé, um só batismo, 6um só Deus e Pai de todos, que reina sobre todos, age por meio de todos e permanece em todos. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 6, 1-15 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Um grande profeta surgiu, surgiu e entre nós se mostrou; é Deus que seu povo visita, seu povo, meu Deus visitou! (Lc 7,16); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João: Naquele tempo, 1Jesus foi para o outro lado do mar da Galileia, também chamado de Tiberíades. 2Uma grande multidão o seguia, porque via os sinais que ele operava a favor dos doentes. 3Jesus subiu ao monte e sentou-se aí com os seus discípulos. 4Estava próxima a Páscoa, a festa dos judeus. 5Levantando os olhos e vendo que uma grande multidão estava vindo ao seu encontro, Jesus disse a Filipe: “Onde vamos comprar pão para que eles possam comer?” 6Disse isso para pô-lo à prova, pois ele mesmo sabia muito bem o que ia fazer. 7Filipe respondeu: “Nem duzentas moedas de prata bastariam para dar um pedaço de pão a cada um”. 8Um dos discípulos, André, o irmão de Simão Pedro, disse: 9“Está aqui um menino com cinco pães de cevada e dois peixes. Mas o que é isso para tanta gente?” 10Jesus disse: “Fazei sentar as pessoas”. Havia muita relva naquele lugar, e lá se sentaram, aproximadamente, cinco mil homens. 11Jesus tomou os pães, deu graças e distribuiu-os aos que estavam sentados, tanto quanto queriam. E fez o mesmo com os peixes. 12Quando todos ficaram satisfeitos, Jesus disse aos discípulos: “Recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca!” 13Recolheram os pedaços e encheram doze cestos com as sobras dos cinco pães, deixadas pelos que haviam comido. 14Vendo o sinal que Jesus tinha realizado, aqueles homens exclamavam: “Este é verdadeiramente o profeta, aquele que deve vir ao mundo”. 15Mas, quando notou que estavam querendo levá-lo para proclamá-lo rei, Jesus retirou-se de novo, sozinho, para o monte. – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho por Santo Hilário, Bispo e Doutor da IgrejaComentário ao Evangelho de S. Mateus, 14, 11; PL 9, 999 «Este é, na verdade, o Profeta que estava para vir ao mundo» Os discípulos dizem que têm apenas cinco pães e dois peixes. Os cinco pães significam que estavam ainda submetidos aos cinco livros da Lei, e os dois peixes que eram alimentados pelos ensinamentos dos profetas e de João Batista. […] O Senhor tomou os pães e os peixes, ergueu os olhos ao céu, abençoou-os e partiu-os, dando graças ao Pai pelo alimento da Boa Nova, após séculos da Lei e dos profetas. […] Os pães são dados aos apóstolos, pois seria por eles que seriam difundidos os dons da graça divina. Em seguida, as pessoas são alimentadas com os cinco pães e os dois peixes. Uma vez saciados os convivas, os bocados de pão e de peixe que sobejaram eram de tal forma abundantes que encheram doze cestos. Isto significa que a multidão fica saciada com a palavra de Deus, que provém dos ensinamentos da Lei e dos profetas. É a abundância do poder divino […] que realiza a plenitude do número doze, que é também o número dos apóstolos. Ora acontece que o número dos que comeram é o mesmo que o dos crentes vindouros: cinco mil homens (Mt 14,21; At 4,4). Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho