Santa Julita, Mártir

Santa Julita viveu nos tempos de Diocleciano, falecendo em Cesaréia da Capadócia no ano de 303. Conhecemos o martírio de Santa Julita graças a São Basílio, bispo de Cesaréia. Julita era uma rica viúva, que um considerável homem da cidade, inescrupuloso, aos poucos foi empobrecendo, lesando-a fraudulentamente. Levado ao tribunal, o ursupador, caviloso, depois que a santa viúva expôs os fatos, provando a veracidade do que revelara, disse: – A parte contrária não está apta a sustentar ação de juízo, É incapaz, juridicamente, uma vez que fora do direito comum, porque se recusa adorar os deuses dos imperadores e renegar a crença de Jesus Cristo. Um edito recente, de 303 mesmo, excluía da comunidade, não podendo, pois, ter vida ativa dentro daquela comunidade, aqueles que não adorasse deuses da paganidade. O presidente do tribunal, imediatamente, mandou que trouxessem incenso e um altar portátil e, dirigindo-se à queixosa, convidou-a a agir de modo que pudesse intentar a ação. Bastaria um único grãozinho de incenso e recuperaria todo o patrimônio. Tudo dependia de um simples grão de incenso, da fumaça que dirigisse aos ídolos. Julita recusou-se por amor a Jesus. E, como não quisera queimar um só grãozinho, ela, então, foi condenada a ser queimada. Com grande coragem, a santa viúva enfrentou o martírio, a exortar, com voz pausada e firme, os amigos sinceros que assistiam à demanda, no tribunal: – Nós fomos, disse ela, criados da mesma matéria que o homem, à imagem de Deus, como ele. A virtude é acessível tanto às mulheres como aos homens, Carne da carne de Adão, ossos dos seus ossos, é necessário que ofereçamos ao Senhor constância, coragem e paciência viris. Ditas estas palavras, dirigiu-se para o fogo, com denodo e altivez. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XIII, p. 453-454) Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
Evangelho Do Dia 2018-07-30

Segunda-feira, 30 de Julho de 2018. Santo do dia: São Pedro Crisólogo, Bispo e Doutor da Igreja; Santa Maria de Jesus Sacramentado, virgemCor litúrgica: verde Evangelho do dia: São Mateus 13, 31-35 Primeira leitura: Jeremias 13, 1-11Leitura do livro do profeta Jeremias: 1Isto disse-me o Senhor: “Vai comprar um cinto de linho e põe-no em torno da cintura, mas não o deixes molhar na água”. 2Comprei o cinto, conforme a ordem do Senhor, e coloquei-o à cintura. 3E a palavra do Senhor dirigiu-se a mim pela segunda vez, dizendo: 4“Toma o cinto que compraste e tens à cintura, levanta-te e vai ao Eufrates, esconde-o lá na fenda de uma pedra”. 5Fui e o escondi perto do Eufrates, conforme mandara o Senhor. 6Ora, ao cabo de muitos dias, disse-me o Senhor: “Levanta-te, vai ao Eufrates e retira de lá o cinto que te mandei esconder”. 7Fui ao Eufrates, cavei e retirei o cinto do lugar, onde o tinha escondido; mas eis que o cinto tinha apodrecido tanto, que não servia mais para nada. 8E a palavra do Senhor dirigiu-se a mim, dizendo: 9“Isto diz o Senhor: assim farei apodrecer a grande soberba de Judá e de Jerusalém; 10esse povo perverso, que se recusa a ouvir minhas palavras, convive com a maldade no coração e vai atrás de deuses estrangeiros, prestando-lhes culto e prostrando-se diante deles, será como este cinto que não serve mais para nada. 11Pois, assim como o cinto se une à cintura do homem, assim quis eu que toda a casa de Israel e toda a casa de Judá se unissem a mim, diz o Senhor, para ser meu povo, honra do meu nome, louvor e glória. Mas não ouviram”. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo Dt 32 – Da rocha que te deu à luz te esqueceste, do Deus que te gerou não te lembraste. Vendo isso, o Senhor os desprezou, aborrecido com seus filhos e suas filhas. R: Esqueceram o Deus que os gerou. – E disse: Esconderei deles meu rosto e verei, então, o fim que eles terão, pois tornaram-se um povo pervertido, são filhos que não têm fidelidade. R: Esqueceram o Deus que os gerou. – Com deuses falsos provocaram minha ira, com ídolos vazios me irritaram; vou provocá-los por aqueles que nem povo são, através de gente louca hei de irritá-los. R: Esqueceram o Deus que os gerou. Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 13, 31-35 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Deus nos gerou pela Palavra da verdade como as primícias de suas criaturas (Tg 1,18); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus: Naquele tempo, 31Jesus contou-lhes outra parábola: “O reino dos céus é como uma semente de mostarda que um homem pega e semeia no seu campo. 32Embora ela seja a menor de todas as sementes, quando cresce, fica maior do que as outras plantas. E torna-se uma árvore, de modo que os pássaros vêm e fazem ninhos em seus ramos”. 33Jesus contou-lhes ainda uma outra parábola: “O reino dos céus é como o fermento que uma mulher pega e mistura com três porções de farinha, até que tudo fique fermentado”. 34Tudo isso Jesus falava em parábolas às multidões. Nada lhes falava sem usar parábolas, 35para se cumprir o que foi dito pelo profeta: “Abrirei a boca para falar em parábolas; vou proclamar coisas escondidas desde a criação do mundo”. – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho por São Pedro Crisólogo, Bispo e Doutor da IgrejaSermão 99 «Até ficar tudo levedado» Busquemos o sentido profundo desta parábola. A mulher que tomou o fermento é a Igreja; o fermento que ela tomou é a revelação da doutrina celeste; as três medidas em que misturou o fermento são a Lei, os Profetas e os Evangelhos, onde o sentido divino mergulha e se esconde sob termos simbólicos, a fim de ser captado pelo fiel e de escapar ao infiel. As palavras «até ficar tudo levedado» dizem respeito ao que diz o apóstolo Paulo: «Imperfeita é a nossa ciência, imperfeita também a nossa profecia. Quando vier o que é perfeito, desaparecerá o que é imperfeito» (1Cor 13,9). O conhecimento de Deus está agora na massa: espalha-se pelos sentidos, enche os corações, aumenta as inteligências e, como todos os ensinamentos, alarga-os, eleva-os e desenvolve-os até alcançarem as dimensões da sabedoria celeste. Tudo será levedado em breve. Quando? Na segunda vinda de Cristo. Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho
Santa Julita, Mártir

Santa Julita viveu nos tempos de Diocleciano, falecendo em Cesaréia da Capadócia no ano de 303. Conhecemos o martírio de Santa Julita graças a São Basílio, bispo de Cesaréia. Julita era uma rica viúva, que um considerável homem da cidade, inescrupuloso, aos poucos foi empobrecendo, lesando-a fraudulentamente. Levado ao tribunal, o ursupador, caviloso, depois que a santa viúva expôs os fatos, provando a veracidade do que revelara, disse: – A parte contrária não está apta a sustentar ação de juízo, É incapaz, juridicamente, uma vez que fora do direito comum, porque se recusa adorar os deuses dos imperadores e renegar a crença de Jesus Cristo. Um edito recente, de 303 mesmo, excluía da comunidade, não podendo, pois, ter vida ativa dentro daquela comunidade, aqueles que não adorasse deuses da paganidade. O presidente do tribunal, imediatamente, mandou que trouxessem incenso e um altar portátil e, dirigindo-se à queixosa, convidou-a a agir de modo que pudesse intentar a ação. Bastaria um único grãozinho de incenso e recuperaria todo o patrimônio. Tudo dependia de um simples grão de incenso, da fumaça que dirigisse aos ídolos. Julita recusou-se por amor a Jesus. E, como não quisera queimar um só grãozinho, ela, então, foi condenada a ser queimada. Com grande coragem, a santa viúva enfrentou o martírio, a exortar, com voz pausada e firme, os amigos sinceros que assistiam à demanda, no tribunal: – Nós fomos, disse ela, criados da mesma matéria que o homem, à imagem de Deus, como ele. A virtude é acessível tanto às mulheres como aos homens, Carne da carne de Adão, ossos dos seus ossos, é necessário que ofereçamos ao Senhor constância, coragem e paciência viris. Ditas estas palavras, dirigiu-se para o fogo, com denodo e altivez. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XIII, p. 453-454) Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho