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Evangelho Do Dia 2018-08-02

Quinta-feira, 02 de Agosto de 2018. Santo do dia: São Pedro Julião Eymard, presbítero; Beato Justino Maria Russolillo, presbíteroCor litúrgica: verde Evangelho do dia: São Mateus 13, 47-53 Primeira leitura: Jeremias 18, 1-6Leitura do livro do profeta Jeremias: 1Palavra dirigida a Jeremias, da parte do Senhor: 2“Levanta-te e vai à casa do oleiro, e ali te farei ouvir minhas palavras”. 3Fui à casa do oleiro, e eis que ele estava trabalhando ao torno; 4quando o vaso que moldava com barro se avariava em suas mãos, ei-lo de novo a fazer com esse material um outro vaso, conforme melhor lhe parecesse aos olhos. 5Fez-se em mim a palavra do Senhor: 6“Acaso não posso fazer convosco como este oleiro, casa de Israel? – diz o Senhor. Como é o barro na mão do oleiro, assim sois vós em minha mão, casa de Israel”. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 145 (146) – Bendize, minha alma, ao Senhor! Bendirei ao Senhor toda a vida, cantarei ao meu Deus sem cessar! R: Feliz quem se apoia no Deus de Jacó! – Não ponhais vossa fé nos que mandam, não há homem que possa salvar. Ao faltar-lhe o respiro, ele volta para a terra de onde saiu; nesse dia seus planos perecem. R: Feliz quem se apoia no Deus de Jacó! – É feliz todo homem que busca seu auxílio no Deus de Jacó e que põe no Senhor a esperança. O Senhor fez o céu e a terra, fez o mar e o que neles existe. R: Feliz quem se apoia no Deus de Jacó! Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 13, 47-53 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Abre-nos, ó Senhor, o coração, para ouvirmos a palavra de Jesus! (At 16,14); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus: Naquele tempo, disse Jesus à multidão: 47“O reino dos céus é ainda como uma rede lançada ao mar e que apanha peixes de todo tipo. 48Quando está cheia, os pescadores puxam a rede para a praia, sentam-se e recolhem os peixes bons em cestos e jogam fora os que não prestam. 49Assim acontecerá no fim dos tempos: os anjos virão para separar os homens maus dos que são justos 50e lançarão os maus na fornalha de fogo. E aí haverá choro e ranger de dentes. 51Compreendestes tudo isso?” Eles responderam: “Sim”. 52Então Jesus acrescentou: “Assim, pois, todo mestre da lei que se torna discípulo do reino dos céus é como um pai de família que tira do seu tesouro coisas novas e velhas”. 53Quando Jesus terminou de contar essas parábolas, partiu dali. – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho por Bento XVI, Papa de 2005 a 2013Encíclica «Spe Salvi», §§ 45-46 (trad. © copyright Libreria Editrice Vaticana) Puxam-na para a praia Com a morte, a opção de vida feita pelo homem torna-se definitiva; esta sua vida está diante do Juiz. A sua opção, que tomou forma ao longo de toda a vida, pode ter caracteres diversos. Pode haver pessoas que destruíram totalmente em si próprias o desejo da verdade e a disponibilidade para o amor; pessoas nas quais tudo se tornou mentira; pessoas que viveram para o ódio e espezinharam o amor em si mesmas. Trata-se de uma perspectiva terrível, mas algumas figuras da nossa mesma história deixam entrever, de forma assustadora, perfis deste género. Em tais indivíduos, não haveria nada de remediável e a destruição do bem seria irrevogável: é já isto que se indica com a palavra «inferno». Por outro lado, podem existir pessoas puríssimas, que se deixaram penetrar inteiramente por Deus e, consequentemente, estão totalmente abertas ao próximo – pessoas em quem a comunhão com Deus orienta desde já todo o seu ser e cuja chegada a Deus apenas leva a cumprimento aquilo que já são. Mas, segundo a nossa experiência, nem um nem outro são o caso normal da existência humana. Na maioria dos homens – como podemos supor – perdura no mais profundo da sua essência uma derradeira abertura interior para a verdade, para o amor, para Deus. Nas opções concretas da vida, porém, aquela é sepultada sob repetidos compromissos com o mal. […] O que acontece a tais indivíduos quando comparecem diante do Juiz? Será que todas as coisas imundas que acumularam na sua vida se tornarão de repente irrelevantes? Ou acontecerá algo de diverso? São Paulo, na Primeira Carta aos Coríntios, dá-nos uma ideia da distinta repercussão do juízo de Deus sobre o homem, conforme as suas condições. […] «Se alguém edifica sobre este fundamento com ouro, prata, pedras preciosas, madeiras, feno ou palha, a obra de cada um ficará patente, pois o dia do Senhor a fará conhecer. Pelo fogo será revelada, e o fogo provará o que vale a obra de cada um. Se a obra construída subsistir, o construtor receberá a paga. Se a obra de alguém se queimar, sofrerá a perda. Ele, porém, será salvo, como que através do fogo» (3,12-15). Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho

São Pedro De Osma, Bispo

São Pedro, bispo de Osma, originário de Bourges, foi monge na ordem de Cluny, talvez em Santo Orens, na diocese de Auch, onde teria conhecido Bernardo da Salvação. Com vários outros monges, da mesma ordem, passou à Espanha, no afã de ligar-se aos homens de Castela no grande trabalho da reconquista e combate aos mouros. Em 1085, Bernardo da Salvação foi nomeado arcebispo de Toledo, Castela formou-se em 1037, sob Fernando Magno, pela união de Leão, mas, com a morte deste rei, em 1075, seus Estados foram novamente divididos pelos filhos, um dos quais, Afonso VI de Leão, conseguiu, de novo, anexar Castela e Galiza e fazer de Toledo a capital, no ano em que Bernardo era nomeado arcebispo, 1085. Todavia, o período sobre todo heróico da reconquista da península foi o século XII. Neste século foi que, chamadas pelo emir de Sevilha, vieram as cruéis hordas de berberes fanáticas, período em que se salientou Dom Rodrigo de Bivar, o Cid Campeador da lenda. Em 1097, Bernardo escolheu a Pedro para arcediago, e, em 1103, levava-o a Sé de Osma, vaga desde muito tempo, e restaurada pelos católicos apenas se viram expulsos da cidade os infiéis. O novo bispo teve trabalhos penosíssimos na diocese. Havia que começar tudo, recriar. As igrejas estavam em ruínas. Os fiéis, na mais crassa ignorância, haviam como que esquecido as obrigações da moral cristã. Foi um trabalho insano, trabalho que varava dias, varava noites, ininterruptamente. São Pedro de Osma lançou os fundamentos duma nova catedral, Restaurou paróquias, Estabeleceu hospitais. E pregava. Pregava sem tréguas. Cansado, esgotado, pregava com ardor, com entusiasmo. Alevantava-se com o fogo das próprias palavras. E Deus, coroando aquele esforço hercúleo, confirmava as pregações com grandes milagres. E tudo foi subindo, firmando-se, concretizando, definindo, assentando definitivamente. Em 1109. São Pedro compareceu às exéquias do rei Afonso VI em Sahagum. Ali, durante as cerimônias, tomou-o a febre. Piorando e piorando, levaram-no para Palência, onde faleceu. Era no dia 2 de Agosto. Segundo o desejo que deixava expresso, o corpo foi levado para Osma. Enterrado, os milagres sem conta que se realizaram à beira da sepultura levaram o povo a considerá-lo, de fato, um grande santo, já que, em vida, tal o trabalho que desenvolvera, tinham-no todos como tal. Num átimo, o culto de São Pedro espalhou-se por toda a região. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XIV, p. 51-52)           Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho