Evangelho Do Dia 2018-08-11

Sábado, 11 de Agosto de 2018. Santo do dia: Santa Clara de Assis, virgem; Santo Alexandre, Bispo e mártirCor litúrgica: branco Evangelho do dia: São Mateus 17, 14-20 Primeira leitura: Habacuc 1, 12-2, 4Leitura da profecia de Habacuc: 12Acaso não existes desde o princípio, Senhor, meu Deus, meu santo, que não haverás de morrer? Senhor, puseste essa gente como instrumento de tua justiça; criaste-a, ó meu rochedo, para exercer punição. 13Teus olhos são puros para não veres o mal; não podes aceitar a visão da iniquidade. Por que, então, olhando para os malvados e vendo-os devorar o justo, ficas calado? 14Tratas os homens como os peixes do mar, como os répteis, que não têm dono. 15O pescador pega tudo com o anzol, puxa os peixes com a rede varredoura e recolhe-os na outra rede; com isso, alegra-se e faz a festa. 16Faz imolação por causa da sua malha, oferece incenso por causa da sua rede, porque com elas cresceu a captura de peixes e sua comida aumentou. 17Será por isso que ele sempre desembainhará a espada, para matar os povos sem dó nem piedade? 2,1Vou ocupar meu posto de guarda e estarei de atalaia, atento ao que me será dito e ao que será respondido à minha denúncia. 2Respondeu-me o Senhor, dizendo: “Escreve esta visão, estende seus dizeres sobre tábuas, para que possa ser lida com facilidade. 3A visão refere-se a um prazo definido, mas tende para um desfecho e não falhará; se demorar, espera, pois ela virá com certeza e não tardará. 4Quem não é correto vai morrer, mas o justo viverá por sua fé”. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 9A (9) – Deus sentou-se para sempre no seu trono, preparou o tribunal do julgamento; julgará o mundo inteiro com justiça, e as nações há de julgar com equidade. R: Vós nunca abandonais quem vos procura, ó Senhor. – O Senhor é o refúgio do oprimido, seu abrigo nos momentos de aflição. Quem conhece o vosso nome em vós espera, porque nunca abandonais quem vos procura. R: Vós nunca abandonais quem vos procura, ó Senhor. – Cantai hinos ao Senhor Deus de Sião, celebrai seus grandes feitos entre os povos! Pois não esquece o clamor dos infelizes, deles se lembra e pede conta do seu sangue. R: Vós nunca abandonais quem vos procura, ó Senhor. Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 17, 14-20 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Jesus Cristo salvador destruiu o mal e a morte; fez brilhar pelo evangelho a luz e a vida imperecíveis (2Tm 1,10); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus: 14Naquele tempo, chegando Jesus e seus discípulos junto da multidão, um homem aproximou-se de Jesus, ajoelhou-se e disse: 15“Senhor, tem piedade do meu filho. Ele é epilético e sofre ataques tão fortes, que muitas vezes cai no fogo ou na água. 16Levei-o aos teus discípulos, mas eles não conseguiram curá-lo!” 17Jesus respondeu: “Ó gente sem fé e perversa! Até quando deverei ficar convosco? Até quando vos suportarei? Trazei aqui o menino”. 18Então Jesus o ameaçou e o demônio saiu dele. Na mesma hora, o menino ficou curado. 19Então, os discípulos aproximaram-se de Jesus e lhe perguntaram em particular: “Por que nós não conseguimos expulsar o demônio?” 20Jesus respondeu: “Porque a vossa fé é demasiado pequena. Em verdade vos digo, se vós tiverdes fé do tamanho de uma semente de mostarda, direis a esta montanha: ‘Vai daqui para lá’, e ela irá. E nada vos será impossível”. – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho por São Cirilo de Jerusalém, Bispo e Doutor da IgrejaCatequese baptismal 5, 10-11 «Aumenta a nossa fé» (Lc 17,5) A palavra «fé» tem um duplo significado. Há, na verdade, um aspeto da fé que diz respeito aos dogmas e que consiste em concordar com uma dada verdade. Este aspeto da fé é proveitoso para a alma, segundo a palavra do Senhor: «Quem ouve a minha palavra e crê naquele que Me enviou tem a vida eterna» (Jo 5,24). […] Mas há um segundo aspeto da fé: é a fé que nos foi dada por Cristo como carisma, gratuitamente, como dom espiritual. «A um é dada, pela ação do Espírito, uma palavra de sabedoria; a outro, uma palavra de ciência, segundo o mesmo Espírito; a outro, a fé, no mesmo Espírito; a outro, o dom das curas, no único Espírito» (1Cor 12,8-9). Esta fé que nos é dada como graça pelo Espírito Santo não é apenas uma fé dogmática, mas tem também o poder de realizar coisas que ultrapassam as forças humanas. Quem possui essa fé dirá «a este monte: “Tira-te daí e lança-te ao mar” […], assim acontecerá». Pois, quando alguém pronunciar esta palavra com fé «e não vacilar em seu coração, mas acreditar que o que diz se vai realizar» (Mc 11,23), recebe a graça da sua realização. É desta fé que foi dito: se tivésseis fé «como um grão de mostarda». Na verdade, o grão de mostarda é muito pequeno, mas tem em si uma energia fogosa; semente minúscula, desenvolve-se a ponto de estender os seus longos ramos e de até poder abrigar as aves do céu (cf Mt 13,32). Do mesmo modo, a fé realiza numa alma os maiores feitos num piscar de olhos. Quando está iluminada pela fé, a alma representa Deus diante de si e contempla-O tanto quanto possível. Abarca os limites do universo e, antes do fim dos tempos, já vê o julgamento e o cumprimento das promessas. Tu, portanto, possui essa fé que depende de Deus e que te leva a Ele; então receberás dele essa fé que age para além das forças humanas. Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho
Santa Clara De Assis, Virgem – Fundadora Das Pobres Clarissas

Clara nasceu em Assis em 1194, duma nobre família, provavelmente no dia 11 de Julho, filha de Favorino, dos Scifi, e de Ortolana, dos Fiume, oriunda de Sterpeto. Os Scifi pertenciam a mais alta aristocracia de Assis, Favorino, que tinha o título de conde de Sasso Rosso, era cavaleiro. Aliás, todos os seus parentes buscavam a carreira das armas. Ortolana, muito piedosa, dedicada às boas obras, teve cinco filhos: um homem, Bosone, e quatro mulheres, Peneda, Clara, Inês e Beatriz. Da mãe de Santa Clara conta-se que tinha feito várias peregrinações, como a de Bari e a da Terra Santa. Estando para dar à luz a filha, rogava a Deus com instância para que tudo lhe corresse bem. Ouviu, então, uma voz que lhe disse: – Não temas. Darás ao mundo uma luz que o iluminará. Por isso, chamarás Clara à menina. Clara, luminosa e ilustre, cresceu na casa de Assis, cercada de conforto. Desde a infância, foi caridosa para com os pobres e aplicada à oração. Conta-se que, não tendo com que contar os Padre-Nossos e as Ave-Marias que rezava, e queria saber quantos diria, lançava mão de pedrinhas. Sob os ricos vestidos, usava cilício, um rude cilício de pelos bastantes ásperos. Aos quinze anos, era alta e bela, recolhida e silenciosa, de lindos cabelos loiros. Resolveram os pais, um dia, casá-la. Entre os muitos pretendentes, um, especialmente, era do agrado de Favorino e de Ortolana. Falaram, a respeito, com a filha, e muito surpresos ficaram com a firme resposta da linda jovem. Clara não queria ouvir falar em casamento, e, como a mãe entrasse a atormentá-la com perguntas buscando a razão da obstinada negativa, a filha revelou-lhe que se consagrara a Deus e estava firmemente disposta a jamais conhecer homem algum. Tendo ouvido falar de Francisco, filho de Pedro Bernardone, convertido bruscamente em 1208, e que agora levava vida à imitação de Jesus Cristo, Aquele que nem sequer tinha uma pedra onde pudesse repousar a cabeça, sentira-se tocada. Tendo restaurado as capelas de São Damião, de São Pedro e de Santa Maria dos Anjos, ao lado da qual se estabelecera com alguns companheiros. Francisco, de volta a Roma, em 1211, com autorização pontifícia para pregar, acendeu no coração de Clara o mais vivo desejo de ouvi-lo e vê-lo. Logo todos ouviram-no a predicar a quaresma. E a jovem filha de Favorino e Ortolana, desde o primeiro instante em, que relanceou os olhos no Pobrezinho de Assis, sentiu que a vida que ele levava era justamente a vida que a ele destinava a vontade de Deus. Ora, dois frades, Rufino e Silvestre, ambos pertencentes à família de Clara, propuseram-se a pô-la em contato com Francisco, e, um belo dia, a jovem, acompanhada, como convinha, duma parenta, a qual tradição chamou de Bona Guelfucci, eis a jovem, ardentemente, diante do filho de Barnardone. Francisco, duns tempos àquela parte, já havia ouvido falar de Clara, e resolveu “roubar ao mundo mau tão nobre presa, como diz a legenda, para com a jovem enriquecer o divino Mestre. Assim, ele logo se pôs a aconselhá-la, francamente, para que desprezasse o mundo, aquele mundo vão e transitório, para que resistisse aos pais e conservasse o corpo como um templo só para Deus e a não ter outro esposo senão a Nosso Senhor Jesus Cristo”. São Francisco, desde então, tornou-se o guia, o pai espiritual de Santa Clara, que, sentindo-se muito segura de si, ia preparando o terreno para o grande dia, o dia em que se daria totalmente para as coisas de Deus. O grande dia chegava. A 18 de Março de 1212, Domingo de Ramos, de manhã, foi à igreja, com a mãe, as irmãs e as mulheres que habitualmente as acompanhavam. E, enquanto as outras se apressavam a receber os ramos, Clara deixou-se ficar no seu lugar, por modéstia. E o bispo, descendo do altar, veio oferecer-lhe o ramo, como um presságio da vitória que ia obter sobre o mundo. Na noite seguinte, preparou a fuga, seguindo a ordem de Francisco, mas, como o exigia a decência, fazendo-se acompanhar. Saiu secretamente de casa. Deixou a cidade e tomou o rumo de Santa Maria dos Anjos, onde os irmãos, que cantavam as matinas, receberam-na à luz de grandes archotes. Diante do altar da Rainha das Virgens, Francisco cortou-lhe os cabelos, os “belos cabelos loiros”, e a revestiu com o hábito de penitência. Em seguida, Clara, comovidamente, pronunciou o voto de pobreza e de castidade. Tudo o que trouxera consigo e era precioso, distribuiu-o aos pobres. E Francisco, também comovido, levou-a imediatamente a um mosteiro de religiosas de São Bento, em São Paulo de Assis, onde a deixou. Clara contava, então dezoito anos. O refúgio da filha de Favorino não tardou a ser descoberto. Tendo fugido de casa por uma porta que vivia quase sempre fechada, Chamada Porta da Morte, porque por ali é que saiam os que morriam, Favorino logo deu pela coisa, já que uma pilha de lenha, então contra a porta, fora completamente arredada. Descoberto, pois o paradeiro da filha, o pai com alguns parentes, foi ter com ela, para trazê-la de volta para casa. A Clara que Favorino encontrou foi uma Clara absolutamente adversa daquela antiga jovem obediente que conhecia muito bem: resoluta e irredutível agora, de nada valeram, para demovê-la daquela vida nova que pretendia levar, as promessas e as ameaças. Empregaram, então, a violência, mas Clara, desvencilhando-se das mãos do pai, correi para junto do altar da igreja e ali tirou o véu que lhe cobria a cabeça, a todos mostrando-a raspada, dando a entender que, para todo o sempre, dera solene adeus ao século. Francisco, como as tentativas de Favorino para recuperar a filha se repetissem, resolveu transferi-la para outro convento, em que a jovem se visse mais resguardada. Foi assim que Santa Clara passou a Santo Angelo de Panzo, também das beneditinas. A cólera de Favorino, quando soube que dezesseis dias depois da fuga de Clara também Inês lhe fugia, para ir ao encontro da irmã,