Evangelho Do Dia 2018-09-17

Segunda-feira, 17 de Setembro de 2018. Santo do dia: São Roberto Belarmino, Bispo e Doutor da Igreja; Santa Hildegarda de Bingen, virgemCor litúrgica: verde Evangelho do dia: São Lucas 7, 1-10 Primeira leitura: Coríntios 11,17-26.33Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios: Irmãos: 17No que tenho a dizer-vos, eu não vos louvo, pois vossas reuniões não têm sido para o vosso bem, mas para o mal. 18Com efeito, e em primeiro lugar, ouço dizer que, quando vos reunis em assembléia, têm surgido divisões entre vós. E, em parte, acredito. 19Na verdade, convém que haja até cisões entre vós, para que também se tornem bem conhecidos aqueles dentre vós que resistem à prova. 20De fato, não é para comer a Ceia do Senhor que vos reunis em comum. 21Pois cada um se apressa a comer a sua própria ceia; e enquanto um passa fome o outro se embriaga. 22Não tendes casas onde comer e beber? Ou desprezais a Igreja de Deus e quereis envergonhar aqueles que nada têm? Que vos direi? Hei-de elogiar-vos? Neste ponto, não posso elogiar-vos. 23O que eu recebi do Senhor foi isso que eu vos transmiti: Na noite em que foi entregue, o Senhor Jesus tomou o pão 24e, depois de dar graças, partiu-o e disse: ‘Isto é o meu corpo que é dado por vós. Fazei-o em memória de mim’. 25Do mesmo modo, depois da ceia, tomou também o cálice e disse: ‘Este cálice é a nova aliança, em meu sangue. Todas as vezes que dele beberdes, fazei isto em minha memória’. 26Todas as vezes, de fato, que comerdes deste pão e beberdes deste cálice, estareis proclamando a morte do Senhor, até que ele venha. 33Portanto, meus irmãos, quando vos reunirdes para a Ceia, esperai uns pelos outros. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 39 (40) – Sacrifício e oblação não quisestes, mas abristes, Senhor, meus ouvidos; não pedistes ofertas nem vítimas, holocaustos por nossos pecados, E então eu vos disse: ‘Eis que venho!’ R: Irmãos, anunciai a morte do Senhor, até que ele venha! – Sobre mim está escrito no livro: ‘Com prazer faço a vossa vontade, guardo em meu coração vossa lei!’ R: Irmãos, anunciai a morte do Senhor, até que ele venha! – Boas-novas de vossa justiça anunciei numa grande assembléia; vós sabeis: não fechei os meus lábios! R: Irmãos, anunciai a morte do Senhor, até que ele venha! – Mas se alegre e em vós rejubile todo ser que vos busca, Senhor! Digam sempre: ‘É grande o Senhor!’ os que buscam em vós seu auxílio. R: Irmãos, anunciai a morte do Senhor, até que ele venha! Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 7, 1-10 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Deus o mundo tanto amou, que lhe deu seu próprio Filho, para que todo o que nele crer encontre vida eterna (Jo 3,16); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas: Naquele tempo: 1Quando acabou de falar ao povo que o escutava, Jesus entrou em Cafarnaum. 2Havia lá um oficial romano que tinha um empregado a quem estimava muito, e que estava doente, à beira da morte. 3O oficial ouviu falar de Jesus e enviou alguns anciãos dos judeus, para pedirem que Jesus viesse salvar seu empregado. 4Chegando onde Jesus estava, pediram-lhe com insistência: ‘O oficial merece que lhe faças este favor, 5porque ele estima o nosso povo. Ele até nos construiu uma sinagoga.’ 6Então Jesus pôs-se a caminho com eles. Porém, quando já estava perto da casa, o oficial mandou alguns amigos dizerem a Jesus: ‘Senhor, não te incomodes, pois não sou digno de que entres em minha casa. 7Nem mesmo me achei digno de ir pessoalmente ao teu encontro. Mas ordena com a tua palavra, e o meu empregado ficará curado. 8Eu também estou debaixo de autoridade, mas tenho soldados que obedecem às minhas ordens. Se ordeno a um : ‘Vai!’, ele vai; e a outro: ‘Vem!’, ele vem; e ao meu empregado ‘Faze isto!’, e ele o faz’.’ 9Ouvindo isso, Jesus ficou admirado. Virou-se para a multidão que o seguia, e disse: ‘Eu vos declaro que nem mesmo em Israel encontrei tamanha fé.’ 10Os mensageiros voltaram para a casa do oficial e encontraram o empregado em perfeita saúde. – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho por Santo Agostinho, Bispo e Doutor da IgrejaSermão 62 «Mas diz uma palavra e o meu servo será curado» Como é que o centurião obteve a graça da cura do seu servo? «Porque também eu, que sou um subalterno, tenho soldados sob as minhas ordens. Digo a um “vai” e ele vai; e a outro “vem” e ele vem; e ao meu servo “faz isto” e ele faz» Tenho poder sobre os meus subordinados, mas eu também estou submetido a uma autoridade superior. Se, pois, embora subordinado, tenho, apesar de tudo, o poder de comandar, o que não poderás fazer Tu, a quem se submetem todas as potestades? Este homem pertencia ao povo pagão pois a nação judaica estava ocupada pelos exércitos do Império Romano. […]. Mas Nosso Senhor, embora estivesse entre o povo hebraico, declarava já que a Igreja se espalharia por toda a Terra, para onde Ele enviaria os seus apóstolos (cf Mt 8,11). Com efeito, os pagãos acreditaram nele sem O terem visto […]. O Senhor não entrou fisicamente na casa do centurião; mas, embora ausente de corpo, esteve ali presente pela sua majestade e curou esta casa pela sua fé. Do mesmo modo, o Senhor só estava fisicamente presente no meio do povo hebraico; os outros povos não O viram nascer de uma Virgem, nem sofrer, nem caminhar, nem sujeitar-Se às condições da natureza humana, nem fazer maravilhas divinas. Ele não fez nada disso entre os pagãos e, no entanto, entre eles, realizou-se o que Ele tinha dito a seu respeito: «Povos desconhecidos prestaram-Me vassalagem». Como foi que O serviram se não O conheciam? O salmo continua: «Mal ouviram falar de Mim, logo Me obedeceram e os estrangeiros Me cortejaram» (Sl 17,45). 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Santa Hildegarda, Virgem

Nasceu no condado de Spanheim, diocese de Maiença, no ano de 1098, de pais nobres e virtuosos, que a consagraram ao serviço de Deus desde seus mais tenros anos, pois nem bem começara a falar, dera a entender, tanto por palavras como por sinais, que via coisas extraordinárias. Com a idade de oito anos, foi levada ao mosteiro de Disemberg ou do monte São Disibode, e colocada sob a direção da bem-aventurada Jutte ou Judite, irmã do Conde de Spanheim, que levava vida reclusa, e que a formou na humildade e na inocência, apenas lhe ensinando a ler o salmério. Dos oito anos aos quinze, Hildegarda continuou a ver sobrenaturalmente muitas coisas, das quais falava com simplicidade às companheiras, que ficavam maravilhadas, assim como todos que disso tiveram conhecimento. Indagavam qual poderia ser a origem das visões. A própria Hildegarda observou, surpresa que, enquanto via interiormente na sua alma, ao mesmo tempo enxergava as coisas exteriores com os olhos do corpo, como de costume, o que jamais ouvira dizer houvesse acontecido a qualquer outra pessoa. Desde então, presa de temor, não ousou mais entreter-se com pessoa alguma sobre a sua luz interior. Contudo, acontecia-lhe nas suas conversas, referir-se muitas vezes a coisas ainda por suceder, e que pareciam estranhas aos ouvintes. Ela via e ouvia tais coisas, não em sonhos, enquanto dormia, não em estado de exaltação, nem com os olhos do corpo, ou com os ouvidos do homem exterior; mas percebia-as bem desperta, apenas olhando dentro da sua alma, com os olhos e os ouvidos abertos, de acordo com a vontade de Deus. É a própria Hildegarda quem o explica. Esse estado de intuição sobrenatural perdurou durante toda a vida. Escrevia, já idosa: Desde a minha infância até hoje, com mais de setenta anos de idade, sempre vi essa luz na minha alma, e percebo-a, não com os olhos exteriores, através dos pensamentos do coração, ou com o concurso dos cinco sentidos externos, muito embora os olhos exteriores permaneçam abertos, e os outros sentidos corporais conservem suas funções; pois a luz que vejo não é local, porém, mais luminosa do que a nuvem que envolve o sol, e não me seria possível discriminar-lhe a altura, o comprimento ou a largura. Chamam-na sombra da luz viva; e, como o sol, a lua e as estrelas se refletem na água, assim as palavras, os escritos, as virtudes e algumas obras dos homens se refletem nessa luz. Guardo longamente a lembrança de tudo quanto vejo ou apreendo nessa visão. Vejo, ouço e aprendo ao mesmo tempo tudo o que sei. Mas tudo quanto não vejo, ignoro, pois não tenho instrução; e ao escrever estas coisas, só uso as palavras que costumo ouvir, palavras latinas não polidas. Quanto à maneira por que ouço essas palavras, não é a mesma por que soam ao saírem da boca de um homem, mas como se fossem uma chama luminosa, uma nuvem que se movesse no ar puro. Quanto à forma dessa luz, não posso absolutamente conhecê-la, assim como não posso olhar de frente para a esfera do sol. Contudo, percebe às vezes nessa luz, outra luz a que chamam de luz viva; mas não vejo sempre esta última e, ainda menos do que a primeira, poderei determinar-lhe a forma. Quanto contemplo essa luz, toda tristeza e todo o sofrimento se desvanecem da minha memória, de maneira que me comporto como menina muito simples e não como velha, Mas minha alma nunca é privada dessa primeira luz, que é chamada sombra da luz viva; e vejo-a como se divisasse através de uma nuvem luminosa o firmamento sem estrelas; e é nela que diviso tudo quanto digo sobre o brilho da luz viva. Desde a minha infância até a idade de quarenta anos vi essas coisas; falava delas, às vezes, mas nunca escrevi à respeito. Tinha quarenta anos quando ouviu uma voz do céu ordenar-lhe que escrevesse tudo quanto visse. Resistiu durante muito tempo, não por obstinação, mas por humildade e desconfiança. Aos quarenta e dois anos e sete meses, viu o céu abrir-se e uma chama muito luminosa penetrou-lhe na cabeça, no coração e em todo seu peito, sem queimá-la, mas aquecendo-a suavemente; no mesmo momento, recebeu a inteligência dos Salmos, dos Evangelhos e dos outros livros do Antigo e do Novo Testamento, de maneira a poder explicar-lhes o sentido, embora não conseguisse explicar gramaticalmente as palavras, pois não conhecia o latim, nem a gramática. Como perseverasse em recusar-se a escrever, mais por temor do que por desobediência, caiu doente. Enfim, confiou sua preocupação a um religioso, seu diretor, e por intermédio dele ao prior da congregação. Depois de aconselhar-se com os membros mais sábios da comunidade e de interrogar Hildegarda, o prior ordenou-lhe que escrevesse; o que ela fez pela primeira vez. Imediatamente se viu curada e levantou-se da cama, Essa cura pareceu tão milagrosa ao prior, que não quis confiar apenas em seu critério. Foi a Maiença relatar o que sabia ao arcebispo e às mais altas figuras do clero, e mostrou-lhes os escritos de Hildegarda. Isso deu motivo para que o arcebispo consultasse o próprio Papa. Desejando Eugênio III ficar bem a par daquele prodígio, enviou ao mosteiro de Hildegarda. Alberon, bispo de Verdum, juntamente com Alberto, seu primicério, e outras pessoas capazes, a fim de ouvirem da própria boca da monja, mas sem alarde nem curiosidade, a narrativa dos fatos com ela relacionados. Hildegarda respondeu com muita singeleza às perguntas. Tendo o bispo apresentado seu relatório, o Papa mandou que lhe trouxessem os escritos de Hildegarda e, tomando-os na mão, leu-os em voz alta, na presença do arcebispo, dos cardeais, e de todo o clero; também contou tudo quanto lhe fora relatado pelos emissários por ele enviados, e todos os assistentes renderam graças a Deus. São Bernardo estava presente e também deu testemunho do que sabia sobre a santa mulher, pois a visitara quando estivera em Francfort, e escrevera-lhe uma carta em que a felicitara pela graça por ela recebida, exortando-a a