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Evangelho Do Dia 2018-09-20

Quinta-feira, 20 de Setembro de 2018. Santo do dia: Santos André Kim Tae-gon, presbítero, Paulo Chong Ha-sang e companheiros, mártiresCor litúrgica: vermelho Evangelho do dia: São Lucas 7,36-50 Primeira leitura: Coríntios 15,1-11Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios: 1Irmãos, quero lembrar-vos o evangelho que vos preguei e que recebestes, e no qual estais firmes. 2Por ele sois salvos, se o estais guardando tal qual ele vos foi pregado por mim. De outro modo, teríeis abraçado a fé em vão. 3Com efeito, transmití-vos, em primeiro lugar, aquilo que eu mesmo tinha recebido, a saber: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras; 4que foi sepultado; que, ao terceiro dia, ressuscitou, segundo as Escrituras; 5e que apareceu a Cefas e, depois, aos Doze. 6Mais tarde, apareceu a mais de quinhentos irmãos, de uma vez. Destes, a maioria ainda vive e alguns já morreram. 7Depois, apareceu a Tiago e, depois, apareceu aos apóstolos todos juntos. 8Por último, apareceu também a mim, como a um abortivo. 9Na verdade, eu sou o menor dos apóstolos, nem mereço o nome de apóstolo, porque persegui a Igreja de Deus. 10É pela graça de Deus que eu sou o que sou. Sua graça para comigo não foi estéril: a prova é que tenho trabalhado mais do que os outros apóstolos – não propriamente eu, mas a graça de Deus comigo. 11É isso, em resumo, o que eu e eles temos pregado e é isso o que crestes. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 117 (118) – Dai graças ao Senhor, porque ele é bom! ‘Eterna é a sua misericórdia!’ A casa de Israel agora o diga: ‘Eterna é a sua misericórdia!’   R: Dai graças ao Senhor, porque ele é bom!   – A mão direita do Senhor fez maravilhas, a mão direita do Senhor me levantou, a mão direita do Senhor fez maravilhas!’ Não morrerei, mas ao contrário, viverei para cantar as grandes obras do Senhor!   R: Dai graças ao Senhor, porque ele é bom!   – Vós sois meu Deus, eu vos bendigo e agradeço! Vós sois meu Deus, eu vos exalto com louvores!    R: Dai graças ao Senhor, porque ele é bom! Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 7, 36-50 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Vinde a mim, todos vós que estais cansados, e descanso eu vos darei, diz o Senhor (Mt 11,28); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas: Naquele tempo: 36Um fariseu convidou Jesus para uma refeição em sua casa. Jesus entrou na casa do fariseu e pôs-se à mesa. 37Certa mulher, conhecida na cidade como pecadora, soube que Jesus estava à mesa, na casa do fariseu. Ela trouxe um frasco de alabastro com perfume, 38e, ficando por detrás, chorava aos pés de Jesus; com as lágrimas começou a banhar-lhe os pés, enxugava-os com os cabelos, cobria-os de beijos e os ungia com o perfume. 39Vendo isso, o fariseu que o havia convidado ficou pensando: ‘Se este homem fosse um profeta, saberia que tipo de mulher está tocando nele, pois é uma pecadora.’ 40Jesus disse então ao fariseu: ‘Simão, tenho uma coisa para te dizer.’ Simão respondeu: ‘Fala, mestre!’ 41’Certo credor tinha dois devedores; um lhe devia quinhentas moedas de prata, o outro cinqüenta. 42Como não tivessem com que pagar, o homem perdoou os dois. Qual deles o amará mais?’ 43Simão respondeu: ‘Acho que é aquele ao qual perdoou mais.’ Jesus lhe disse: ‘Tu julgaste corretamente.’ 44Então Jesus virou-se para a mulher e disse a Simão: ‘Estás vendo esta mulher? Quando entrei em tua casa, tu não me ofereceste água para lavar os pés; ela, porém, banhou meus pés com lágrimas e enxugou-os com os cabelos. 45Tu não me deste o beijo de saudação; ela, porém, desde que entrei, não parou de beijar meus pés. 46Tu não derramaste óleo na minha cabeça; ela, porém, ungiu meus pés com perfume. 47Por esta razão, eu te declaro: os muitos pecados que ela cometeu estão perdoados porque ela mostrou muito amor. Aquele a quem se perdoa pouco mostra pouco amor.’ 48E Jesus disse à mulher: ‘Teus pecados estão perdoados.’ 49Então, os convidados começaram a pensar: ‘Quem é este que até perdoa pecados?’ 50Mas Jesus disse à mulher: ‘Tua fé te salvou. Vai em paz!’ – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho por São Bernardo, Doutor da IgrejaSermão 7 sobre o Cântico dos Cânticos «Porque muito amou» «Beija-me com ósculos da tua boca» (Cant 1,2). Quem fala assim? A esposa [do Cântico dos cânticos]. E quem é esta esposa? É a alma associada a Deus. E a quem fala ela? Ao seu Deus. […] Não seria possível encontrar palavras mais doces para exprimir a ternura recíproca de Deus e da alma que estas do Esposo e da esposa. Tudo lhes é comum, não possuem nada próprio nem à parte. Única é a sua herança, única a sua mesa, única a sua casa, única até a carne que em conjunto constituem (Gn 2, 24). […] Se a palavra «amar» convém especialmente e em primeiro lugar aos esposos, é compreensível que se dê o nome de esposa à alma que ama a Deus. A prova de que ela ama é que pede a Deus um beijo. Não deseja a liberdade, nem uma recompensa, nem uma herança, nem mesmo um ensinamento, mas um beijo, ao jeito de uma esposa casta, elevada por um santo amor e incapaz de esconder a chama que lhe arde dentro. […] Sim, o seu amor é casto, pois ela deseja apenas Aquele que ama, e não alguma coisa que Lhe pertença. O seu amor é santo, porque ela não ama com um desejo pesado da carne, mas com pureza do espírito. O seu amor é ardente, pois, inebriada por este mesmo amor, esquece a grandeza de quem ama. Não é Ele, com efeito, que com um olhar faz tremer a Terra? (Sl 103,32). E é a este que ela pede um beijo? Não estará embriagada? Sim, está embriagada de amor pelo seu Deus. […] Que força, a do amor! Que confiança e que liberdade

Evangelho Do Dia 2018-09-20

Quinta-feira, 20 de Setembro de 2018. Santo do dia: Santos André Kim Tae-gon, presbítero, Paulo Chong Ha-sang e companheiros, mártiresCor litúrgica: vermelho Evangelho do dia: São Lucas 7,36-50 Primeira leitura: Coríntios 15,1-11Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios: 1Irmãos, quero lembrar-vos o evangelho que vos preguei e que recebestes, e no qual estais firmes. 2Por ele sois salvos, se o estais guardando tal qual ele vos foi pregado por mim. De outro modo, teríeis abraçado a fé em vão. 3Com efeito, transmití-vos, em primeiro lugar, aquilo que eu mesmo tinha recebido, a saber: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras; 4que foi sepultado; que, ao terceiro dia, ressuscitou, segundo as Escrituras; 5e que apareceu a Cefas e, depois, aos Doze. 6Mais tarde, apareceu a mais de quinhentos irmãos, de uma vez. Destes, a maioria ainda vive e alguns já morreram. 7Depois, apareceu a Tiago e, depois, apareceu aos apóstolos todos juntos. 8Por último, apareceu também a mim, como a um abortivo. 9Na verdade, eu sou o menor dos apóstolos, nem mereço o nome de apóstolo, porque persegui a Igreja de Deus. 10É pela graça de Deus que eu sou o que sou. Sua graça para comigo não foi estéril: a prova é que tenho trabalhado mais do que os outros apóstolos – não propriamente eu, mas a graça de Deus comigo. 11É isso, em resumo, o que eu e eles temos pregado e é isso o que crestes. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 117 (118) – Dai graças ao Senhor, porque ele é bom! ‘Eterna é a sua misericórdia!’ A casa de Israel agora o diga: ‘Eterna é a sua misericórdia!’   R: Dai graças ao Senhor, porque ele é bom!   – A mão direita do Senhor fez maravilhas, a mão direita do Senhor me levantou, a mão direita do Senhor fez maravilhas!’ Não morrerei, mas ao contrário, viverei para cantar as grandes obras do Senhor!   R: Dai graças ao Senhor, porque ele é bom!   – Vós sois meu Deus, eu vos bendigo e agradeço! Vós sois meu Deus, eu vos exalto com louvores!    R: Dai graças ao Senhor, porque ele é bom! Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 7, 36-50 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Vinde a mim, todos vós que estais cansados, e descanso eu vos darei, diz o Senhor (Mt 11,28); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas: Naquele tempo: 36Um fariseu convidou Jesus para uma refeição em sua casa. Jesus entrou na casa do fariseu e pôs-se à mesa. 37Certa mulher, conhecida na cidade como pecadora, soube que Jesus estava à mesa, na casa do fariseu. Ela trouxe um frasco de alabastro com perfume, 38e, ficando por detrás, chorava aos pés de Jesus; com as lágrimas começou a banhar-lhe os pés, enxugava-os com os cabelos, cobria-os de beijos e os ungia com o perfume. 39Vendo isso, o fariseu que o havia convidado ficou pensando: ‘Se este homem fosse um profeta, saberia que tipo de mulher está tocando nele, pois é uma pecadora.’ 40Jesus disse então ao fariseu: ‘Simão, tenho uma coisa para te dizer.’ Simão respondeu: ‘Fala, mestre!’ 41’Certo credor tinha dois devedores; um lhe devia quinhentas moedas de prata, o outro cinqüenta. 42Como não tivessem com que pagar, o homem perdoou os dois. Qual deles o amará mais?’ 43Simão respondeu: ‘Acho que é aquele ao qual perdoou mais.’ Jesus lhe disse: ‘Tu julgaste corretamente.’ 44Então Jesus virou-se para a mulher e disse a Simão: ‘Estás vendo esta mulher? Quando entrei em tua casa, tu não me ofereceste água para lavar os pés; ela, porém, banhou meus pés com lágrimas e enxugou-os com os cabelos. 45Tu não me deste o beijo de saudação; ela, porém, desde que entrei, não parou de beijar meus pés. 46Tu não derramaste óleo na minha cabeça; ela, porém, ungiu meus pés com perfume. 47Por esta razão, eu te declaro: os muitos pecados que ela cometeu estão perdoados porque ela mostrou muito amor. Aquele a quem se perdoa pouco mostra pouco amor.’ 48E Jesus disse à mulher: ‘Teus pecados estão perdoados.’ 49Então, os convidados começaram a pensar: ‘Quem é este que até perdoa pecados?’ 50Mas Jesus disse à mulher: ‘Tua fé te salvou. Vai em paz!’ – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho por São Bernardo, Doutor da IgrejaSermão 7 sobre o Cântico dos Cânticos «Porque muito amou» «Beija-me com ósculos da tua boca» (Cant 1,2). Quem fala assim? A esposa [do Cântico dos cânticos]. E quem é esta esposa? É a alma associada a Deus. E a quem fala ela? Ao seu Deus. […] Não seria possível encontrar palavras mais doces para exprimir a ternura recíproca de Deus e da alma que estas do Esposo e da esposa. Tudo lhes é comum, não possuem nada próprio nem à parte. Única é a sua herança, única a sua mesa, única a sua casa, única até a carne que em conjunto constituem (Gn 2, 24). […] Se a palavra «amar» convém especialmente e em primeiro lugar aos esposos, é compreensível que se dê o nome de esposa à alma que ama a Deus. A prova de que ela ama é que pede a Deus um beijo. Não deseja a liberdade, nem uma recompensa, nem uma herança, nem mesmo um ensinamento, mas um beijo, ao jeito de uma esposa casta, elevada por um santo amor e incapaz de esconder a chama que lhe arde dentro. […] Sim, o seu amor é casto, pois ela deseja apenas Aquele que ama, e não alguma coisa que Lhe pertença. O seu amor é santo, porque ela não ama com um desejo pesado da carne, mas com pureza do espírito. O seu amor é ardente, pois, inebriada por este mesmo amor, esquece a grandeza de quem ama. Não é Ele, com efeito, que com um olhar faz tremer a Terra? (Sl 103,32). E é a este que ela pede um beijo? Não estará embriagada? Sim, está embriagada de amor pelo seu Deus. […] Que força, a do amor! Que confiança e que liberdade

Beato Francisco De Posadas, Dominicano

Seus pais eram pobres e ganhavam a vida vendendo flores, legumes e frutos. Moravam a princípio em Lama de Arcos, em Castela; depois, estabeleceram-se em Córdova. Malgrado a humildade da sua condição, provinham de estirpe nobre, circunstâncias que, aliadas às virtudes por eles praticadas, faziam-nos merecedores de consideração. Francisco nasceu em Córdova, no dia 25 de novembro de 1644. Seus piedosos pais preocuparam-se em inculcar-lhe profundos sentimentos religiosos. Ensinaram-lhe muitas práticas de piedade, com as quais entretiveram seu espírito desde a infância, e educaram-no na oração, no amor a Deus e ao próximo. Inspiraram-lhe particularmente uma terna devoção à Santa Virgem. Desde os mais verdes anos, habituou-se a recitar todos os dias o rosário. Muitas vezes, outras crianças da mesma idade a ele se juntavam. Reuniam-se a determinada hora e depois de terem recitado algumas orações, caminhavam em procissão pelas ruas da cidade e pelas estradas adjacentes, cantando o rosário e também hinos. Francisco era a alma de todos esses exercícios piedosos e, desde então, começava a salientar-se como um zeloso servo de Deus. Sua mãe que, logo após ter Francisco nascido, o colocara sob a proteção da Santa Virgem, alimentava o grande desejo de que ele pudesse entrar na Ordem de São Domingos e mandou educá-lo da melhor maneira possível. Os progressos do jovem Francisco no estudo, atenção que lhe mereciam os deveres religiosos, correspondiam perfeitamente às intenções de seus pais. Desde a mais tenra idade demonstrara o menino o desejo de pô-las em execução, tornando-se dominicano. Daí por diante foi como se já tivesse renunciado ao mundo e se consagrado inteiramente a Deus. Não tomava parte nos jogos e nos divertimentos infantis; procurava a solidão e dedicava à prece e à meditação quase todo o tempo que não dispendia no estudo. Frequentava os sacramentos com grande devoção e seu único objetivo era vir a ser um digno membro da Ordem de São Domingos. Durante muito tempo seus desejos permaneceram irrealizados, Morreu-lhe o pai, e sua mãe tornou a casar-se com um homem que se comportou com ele da pior maneira possível. Obrigou-o a aprender o ofício, e confiou-o um mestre brutal, que o espancava todos os dias, não obstante a sua assiduidade ao trabalho. Finalmente de tal forma a brandura do virtuoso jovem conquistou o patrão, que este o auxiliou a concluir os estudos. Tendo sua mãe enviuvado pela segunda vez, Francisco cumpriu em relação a ela todos os deveres de um bom filho e prodigalizou-lhe os mais ternos cuidados. Mais tarde, na velhice, Francisco atribuía as graças a ele concedidas por Deus ao respeito que sua mãe sempre lhe merecera. Enfim, chegou o tão almejado momento de consagrar-se a Deus. Em 1663 foi admitido nos Dominicanos da Scale Coeli, convento situado a uma légua de Córdoba, e, depois das provas habituais, pronunciou os votos solenes. A princípio seus méritos não foram devidamente apreciados. Foi vítima de perseguições e de calúnias, mas suportou-as com grande paciência; e havendo sido o erro reconhecido, foi ordenado sacerdote em São Lucar de Barmeja. Em seguida seus superiores designaram-no para o ministério da prédica. Seus sermões, apoiados pela santidade de vida, produziram frutos incomensuráveis. Multidões acorriam para ouvi-lo e tinha de pregar em praças públicas, pois as igrejas eram insuficientes para contê-las. Bastava que sua voz ressoasse para que o auditório ficasse penetrado de respeito; a força e o encanto das suas palavras, as lágrimas que derramava, tocavam e convertiam as almas. Viram-no algumas vezes com o rosto resplandecente, como são representados os serafins. Levava nas suas missões uma vida mortificada, viajando sempre a pé, muitas vezes descalço, sem provisões, e só tendo como leito um saco de palha, ou mesmo a terra nua. Obtinha os mesmos resultados no tribunal da penitência; a unção com que envolvia as palavras era quase irresistível. Guia sábio e esclarecido, levava à perfeição as almas por ele dirigidas, afastando-as dos perigos do mundo. Tinha horror aos espetáculos profanos e empenhava-se tenazmente para dele desviar os fiéis. Seu prestígio sobre o espírito dos habitantes de Córdova foi bastante forte para conseguir a demolição do teatro dessa cidade, que até agora não foi reconstruído. Nem as fadigas, nem as dificuldades logravam atenuar seu zelo pelo serviço de Deus: nada, porém, ultrapassava seu amor pelos pobres e servia-se dos mais engenhosos meios para proporcionar-lhes socorros temporais e espirituais. Suas austeridades e seus jejuns surpreendiam. Os bispados de Alquer, na Sardenha, e o de Cádiz foram-lhe oferecidos; recusou-os, pois desejava viver na humildade e na obscuridade da profissão que abraçara. Após uma vida transcorrida em meio a todas as práticas da perfeição religiosa, e no trabalho incessante de um santo apostolado, morreu quase subitamente, ao sair para celebrar a missa, no dia 20 de setembro de 1713. Publicara várias obras sobre questões de teologia e assuntos piedosos. As mais notáveis são: 1. O triunfo da castidade sobre a luxúria diabólica de Molinos 2. Vida da Venerável Madre Leonarda de Cristo, religiosa dominicana 3. Vida do Padre Cristóvão de Santa Catarina, fundador do Asilo de Jesus de Nazaré 4. Vida de São Domingos 5. Conselhos à cidade de Córdova Durante os últimos anos de vida já era reverenciado como santo pelos habitantes das províncias meridionais da Espanha. As diligências para a sua canonização foram iniciadas logo após a sua morte e depois regularmente continuadas. No dia 4 de agosto de 1804, o Papa Pio VII declarou que ele possuíra as virtudes teologais em grau muito elevado. No dia 5 de maio de 1817, o mesmo Pontífice proclamou dois milagres que haviam sido operados pela sua intercessão; no dia 8 de setembro do mesmo ano, o Santo Padre anunciou que iriam proceder à beatificação de Francisco. O decreto de beatificação foi promulgado no dia 20 de setembro de 1818, e a festa foi celebrada em Roma com grande solenidade. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XVI, p. 343 à 346)   The post Beato Francisco de Posadas, Dominicano appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do

Evangelho Do Dia 2018-09-20

Quinta-feira, 20 de Setembro de 2018. Santo do dia: Santos André Kim Tae-gon, presbítero, Paulo Chong Ha-sang e companheiros, mártiresCor litúrgica: vermelho Evangelho do dia: São Lucas 7,36-50 Primeira leitura: Coríntios 15,1-11Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios: 1Irmãos, quero lembrar-vos o evangelho que vos preguei e que recebestes, e no qual estais firmes. 2Por ele sois salvos, se o estais guardando tal qual ele vos foi pregado por mim. De outro modo, teríeis abraçado a fé em vão. 3Com efeito, transmití-vos, em primeiro lugar, aquilo que eu mesmo tinha recebido, a saber: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras; 4que foi sepultado; que, ao terceiro dia, ressuscitou, segundo as Escrituras; 5e que apareceu a Cefas e, depois, aos Doze. 6Mais tarde, apareceu a mais de quinhentos irmãos, de uma vez. Destes, a maioria ainda vive e alguns já morreram. 7Depois, apareceu a Tiago e, depois, apareceu aos apóstolos todos juntos. 8Por último, apareceu também a mim, como a um abortivo. 9Na verdade, eu sou o menor dos apóstolos, nem mereço o nome de apóstolo, porque persegui a Igreja de Deus. 10É pela graça de Deus que eu sou o que sou. Sua graça para comigo não foi estéril: a prova é que tenho trabalhado mais do que os outros apóstolos – não propriamente eu, mas a graça de Deus comigo. 11É isso, em resumo, o que eu e eles temos pregado e é isso o que crestes. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 117 (118) – Dai graças ao Senhor, porque ele é bom! ‘Eterna é a sua misericórdia!’ A casa de Israel agora o diga: ‘Eterna é a sua misericórdia!’   R: Dai graças ao Senhor, porque ele é bom!   – A mão direita do Senhor fez maravilhas, a mão direita do Senhor me levantou, a mão direita do Senhor fez maravilhas!’ Não morrerei, mas ao contrário, viverei para cantar as grandes obras do Senhor!   R: Dai graças ao Senhor, porque ele é bom!   – Vós sois meu Deus, eu vos bendigo e agradeço! Vós sois meu Deus, eu vos exalto com louvores!    R: Dai graças ao Senhor, porque ele é bom! Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 7, 36-50 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Vinde a mim, todos vós que estais cansados, e descanso eu vos darei, diz o Senhor (Mt 11,28); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas: Naquele tempo: 36Um fariseu convidou Jesus para uma refeição em sua casa. Jesus entrou na casa do fariseu e pôs-se à mesa. 37Certa mulher, conhecida na cidade como pecadora, soube que Jesus estava à mesa, na casa do fariseu. Ela trouxe um frasco de alabastro com perfume, 38e, ficando por detrás, chorava aos pés de Jesus; com as lágrimas começou a banhar-lhe os pés, enxugava-os com os cabelos, cobria-os de beijos e os ungia com o perfume. 39Vendo isso, o fariseu que o havia convidado ficou pensando: ‘Se este homem fosse um profeta, saberia que tipo de mulher está tocando nele, pois é uma pecadora.’ 40Jesus disse então ao fariseu: ‘Simão, tenho uma coisa para te dizer.’ Simão respondeu: ‘Fala, mestre!’ 41’Certo credor tinha dois devedores; um lhe devia quinhentas moedas de prata, o outro cinqüenta. 42Como não tivessem com que pagar, o homem perdoou os dois. Qual deles o amará mais?’ 43Simão respondeu: ‘Acho que é aquele ao qual perdoou mais.’ Jesus lhe disse: ‘Tu julgaste corretamente.’ 44Então Jesus virou-se para a mulher e disse a Simão: ‘Estás vendo esta mulher? Quando entrei em tua casa, tu não me ofereceste água para lavar os pés; ela, porém, banhou meus pés com lágrimas e enxugou-os com os cabelos. 45Tu não me deste o beijo de saudação; ela, porém, desde que entrei, não parou de beijar meus pés. 46Tu não derramaste óleo na minha cabeça; ela, porém, ungiu meus pés com perfume. 47Por esta razão, eu te declaro: os muitos pecados que ela cometeu estão perdoados porque ela mostrou muito amor. Aquele a quem se perdoa pouco mostra pouco amor.’ 48E Jesus disse à mulher: ‘Teus pecados estão perdoados.’ 49Então, os convidados começaram a pensar: ‘Quem é este que até perdoa pecados?’ 50Mas Jesus disse à mulher: ‘Tua fé te salvou. Vai em paz!’ – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho por São Bernardo, Doutor da IgrejaSermão 7 sobre o Cântico dos Cânticos «Porque muito amou» «Beija-me com ósculos da tua boca» (Cant 1,2). Quem fala assim? A esposa [do Cântico dos cânticos]. E quem é esta esposa? É a alma associada a Deus. E a quem fala ela? Ao seu Deus. […] Não seria possível encontrar palavras mais doces para exprimir a ternura recíproca de Deus e da alma que estas do Esposo e da esposa. Tudo lhes é comum, não possuem nada próprio nem à parte. Única é a sua herança, única a sua mesa, única a sua casa, única até a carne que em conjunto constituem (Gn 2, 24). […] Se a palavra «amar» convém especialmente e em primeiro lugar aos esposos, é compreensível que se dê o nome de esposa à alma que ama a Deus. A prova de que ela ama é que pede a Deus um beijo. Não deseja a liberdade, nem uma recompensa, nem uma herança, nem mesmo um ensinamento, mas um beijo, ao jeito de uma esposa casta, elevada por um santo amor e incapaz de esconder a chama que lhe arde dentro. […] Sim, o seu amor é casto, pois ela deseja apenas Aquele que ama, e não alguma coisa que Lhe pertença. O seu amor é santo, porque ela não ama com um desejo pesado da carne, mas com pureza do espírito. O seu amor é ardente, pois, inebriada por este mesmo amor, esquece a grandeza de quem ama. Não é Ele, com efeito, que com um olhar faz tremer a Terra? (Sl 103,32). E é a este que ela pede um beijo? Não estará embriagada? Sim, está embriagada de amor pelo seu Deus. […] Que força, a do amor! Que confiança e que liberdade

Beato Francisco De Posadas, Dominicano

Seus pais eram pobres e ganhavam a vida vendendo flores, legumes e frutos. Moravam a princípio em Lama de Arcos, em Castela; depois, estabeleceram-se em Córdova. Malgrado a humildade da sua condição, provinham de estirpe nobre, circunstâncias que, aliadas às virtudes por eles praticadas, faziam-nos merecedores de consideração. Francisco nasceu em Córdova, no dia 25 de novembro de 1644. Seus piedosos pais preocuparam-se em inculcar-lhe profundos sentimentos religiosos. Ensinaram-lhe muitas práticas de piedade, com as quais entretiveram seu espírito desde a infância, e educaram-no na oração, no amor a Deus e ao próximo. Inspiraram-lhe particularmente uma terna devoção à Santa Virgem. Desde os mais verdes anos, habituou-se a recitar todos os dias o rosário. Muitas vezes, outras crianças da mesma idade a ele se juntavam. Reuniam-se a determinada hora e depois de terem recitado algumas orações, caminhavam em procissão pelas ruas da cidade e pelas estradas adjacentes, cantando o rosário e também hinos. Francisco era a alma de todos esses exercícios piedosos e, desde então, começava a salientar-se como um zeloso servo de Deus. Sua mãe que, logo após ter Francisco nascido, o colocara sob a proteção da Santa Virgem, alimentava o grande desejo de que ele pudesse entrar na Ordem de São Domingos e mandou educá-lo da melhor maneira possível. Os progressos do jovem Francisco no estudo, atenção que lhe mereciam os deveres religiosos, correspondiam perfeitamente às intenções de seus pais. Desde a mais tenra idade demonstrara o menino o desejo de pô-las em execução, tornando-se dominicano. Daí por diante foi como se já tivesse renunciado ao mundo e se consagrado inteiramente a Deus. Não tomava parte nos jogos e nos divertimentos infantis; procurava a solidão e dedicava à prece e à meditação quase todo o tempo que não dispendia no estudo. Frequentava os sacramentos com grande devoção e seu único objetivo era vir a ser um digno membro da Ordem de São Domingos. Durante muito tempo seus desejos permaneceram irrealizados, Morreu-lhe o pai, e sua mãe tornou a casar-se com um homem que se comportou com ele da pior maneira possível. Obrigou-o a aprender o ofício, e confiou-o um mestre brutal, que o espancava todos os dias, não obstante a sua assiduidade ao trabalho. Finalmente de tal forma a brandura do virtuoso jovem conquistou o patrão, que este o auxiliou a concluir os estudos. Tendo sua mãe enviuvado pela segunda vez, Francisco cumpriu em relação a ela todos os deveres de um bom filho e prodigalizou-lhe os mais ternos cuidados. Mais tarde, na velhice, Francisco atribuía as graças a ele concedidas por Deus ao respeito que sua mãe sempre lhe merecera. Enfim, chegou o tão almejado momento de consagrar-se a Deus. Em 1663 foi admitido nos Dominicanos da Scale Coeli, convento situado a uma légua de Córdoba, e, depois das provas habituais, pronunciou os votos solenes. A princípio seus méritos não foram devidamente apreciados. Foi vítima de perseguições e de calúnias, mas suportou-as com grande paciência; e havendo sido o erro reconhecido, foi ordenado sacerdote em São Lucar de Barmeja. Em seguida seus superiores designaram-no para o ministério da prédica. Seus sermões, apoiados pela santidade de vida, produziram frutos incomensuráveis. Multidões acorriam para ouvi-lo e tinha de pregar em praças públicas, pois as igrejas eram insuficientes para contê-las. Bastava que sua voz ressoasse para que o auditório ficasse penetrado de respeito; a força e o encanto das suas palavras, as lágrimas que derramava, tocavam e convertiam as almas. Viram-no algumas vezes com o rosto resplandecente, como são representados os serafins. Levava nas suas missões uma vida mortificada, viajando sempre a pé, muitas vezes descalço, sem provisões, e só tendo como leito um saco de palha, ou mesmo a terra nua. Obtinha os mesmos resultados no tribunal da penitência; a unção com que envolvia as palavras era quase irresistível. Guia sábio e esclarecido, levava à perfeição as almas por ele dirigidas, afastando-as dos perigos do mundo. Tinha horror aos espetáculos profanos e empenhava-se tenazmente para dele desviar os fiéis. Seu prestígio sobre o espírito dos habitantes de Córdova foi bastante forte para conseguir a demolição do teatro dessa cidade, que até agora não foi reconstruído. Nem as fadigas, nem as dificuldades logravam atenuar seu zelo pelo serviço de Deus: nada, porém, ultrapassava seu amor pelos pobres e servia-se dos mais engenhosos meios para proporcionar-lhes socorros temporais e espirituais. Suas austeridades e seus jejuns surpreendiam. Os bispados de Alquer, na Sardenha, e o de Cádiz foram-lhe oferecidos; recusou-os, pois desejava viver na humildade e na obscuridade da profissão que abraçara. Após uma vida transcorrida em meio a todas as práticas da perfeição religiosa, e no trabalho incessante de um santo apostolado, morreu quase subitamente, ao sair para celebrar a missa, no dia 20 de setembro de 1713. Publicara várias obras sobre questões de teologia e assuntos piedosos. As mais notáveis são: 1. O triunfo da castidade sobre a luxúria diabólica de Molinos 2. Vida da Venerável Madre Leonarda de Cristo, religiosa dominicana 3. Vida do Padre Cristóvão de Santa Catarina, fundador do Asilo de Jesus de Nazaré 4. Vida de São Domingos 5. Conselhos à cidade de Córdova Durante os últimos anos de vida já era reverenciado como santo pelos habitantes das províncias meridionais da Espanha. As diligências para a sua canonização foram iniciadas logo após a sua morte e depois regularmente continuadas. No dia 4 de agosto de 1804, o Papa Pio VII declarou que ele possuíra as virtudes teologais em grau muito elevado. No dia 5 de maio de 1817, o mesmo Pontífice proclamou dois milagres que haviam sido operados pela sua intercessão; no dia 8 de setembro do mesmo ano, o Santo Padre anunciou que iriam proceder à beatificação de Francisco. O decreto de beatificação foi promulgado no dia 20 de setembro de 1818, e a festa foi celebrada em Roma com grande solenidade. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XVI, p. 343 à 346)   The post Beato Francisco de Posadas, Dominicano appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do

Evangelho Do Dia 2018-09-20

Quinta-feira, 20 de Setembro de 2018. Santo do dia: Santos André Kim Tae-gon, presbítero, Paulo Chong Ha-sang e companheiros, mártiresCor litúrgica: vermelho Evangelho do dia: São Lucas 7,36-50 Primeira leitura: Coríntios 15,1-11Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios: 1Irmãos, quero lembrar-vos o evangelho que vos preguei e que recebestes, e no qual estais firmes. 2Por ele sois salvos, se o estais guardando tal qual ele vos foi pregado por mim. De outro modo, teríeis abraçado a fé em vão. 3Com efeito, transmití-vos, em primeiro lugar, aquilo que eu mesmo tinha recebido, a saber: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras; 4que foi sepultado; que, ao terceiro dia, ressuscitou, segundo as Escrituras; 5e que apareceu a Cefas e, depois, aos Doze. 6Mais tarde, apareceu a mais de quinhentos irmãos, de uma vez. Destes, a maioria ainda vive e alguns já morreram. 7Depois, apareceu a Tiago e, depois, apareceu aos apóstolos todos juntos. 8Por último, apareceu também a mim, como a um abortivo. 9Na verdade, eu sou o menor dos apóstolos, nem mereço o nome de apóstolo, porque persegui a Igreja de Deus. 10É pela graça de Deus que eu sou o que sou. Sua graça para comigo não foi estéril: a prova é que tenho trabalhado mais do que os outros apóstolos – não propriamente eu, mas a graça de Deus comigo. 11É isso, em resumo, o que eu e eles temos pregado e é isso o que crestes. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 117 (118) – Dai graças ao Senhor, porque ele é bom! ‘Eterna é a sua misericórdia!’ A casa de Israel agora o diga: ‘Eterna é a sua misericórdia!’   R: Dai graças ao Senhor, porque ele é bom!   – A mão direita do Senhor fez maravilhas, a mão direita do Senhor me levantou, a mão direita do Senhor fez maravilhas!’ Não morrerei, mas ao contrário, viverei para cantar as grandes obras do Senhor!   R: Dai graças ao Senhor, porque ele é bom!   – Vós sois meu Deus, eu vos bendigo e agradeço! Vós sois meu Deus, eu vos exalto com louvores!    R: Dai graças ao Senhor, porque ele é bom! Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 7, 36-50 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Vinde a mim, todos vós que estais cansados, e descanso eu vos darei, diz o Senhor (Mt 11,28); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas: Naquele tempo: 36Um fariseu convidou Jesus para uma refeição em sua casa. Jesus entrou na casa do fariseu e pôs-se à mesa. 37Certa mulher, conhecida na cidade como pecadora, soube que Jesus estava à mesa, na casa do fariseu. Ela trouxe um frasco de alabastro com perfume, 38e, ficando por detrás, chorava aos pés de Jesus; com as lágrimas começou a banhar-lhe os pés, enxugava-os com os cabelos, cobria-os de beijos e os ungia com o perfume. 39Vendo isso, o fariseu que o havia convidado ficou pensando: ‘Se este homem fosse um profeta, saberia que tipo de mulher está tocando nele, pois é uma pecadora.’ 40Jesus disse então ao fariseu: ‘Simão, tenho uma coisa para te dizer.’ Simão respondeu: ‘Fala, mestre!’ 41’Certo credor tinha dois devedores; um lhe devia quinhentas moedas de prata, o outro cinqüenta. 42Como não tivessem com que pagar, o homem perdoou os dois. Qual deles o amará mais?’ 43Simão respondeu: ‘Acho que é aquele ao qual perdoou mais.’ Jesus lhe disse: ‘Tu julgaste corretamente.’ 44Então Jesus virou-se para a mulher e disse a Simão: ‘Estás vendo esta mulher? Quando entrei em tua casa, tu não me ofereceste água para lavar os pés; ela, porém, banhou meus pés com lágrimas e enxugou-os com os cabelos. 45Tu não me deste o beijo de saudação; ela, porém, desde que entrei, não parou de beijar meus pés. 46Tu não derramaste óleo na minha cabeça; ela, porém, ungiu meus pés com perfume. 47Por esta razão, eu te declaro: os muitos pecados que ela cometeu estão perdoados porque ela mostrou muito amor. Aquele a quem se perdoa pouco mostra pouco amor.’ 48E Jesus disse à mulher: ‘Teus pecados estão perdoados.’ 49Então, os convidados começaram a pensar: ‘Quem é este que até perdoa pecados?’ 50Mas Jesus disse à mulher: ‘Tua fé te salvou. Vai em paz!’ – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho por São Bernardo, Doutor da IgrejaSermão 7 sobre o Cântico dos Cânticos «Porque muito amou» «Beija-me com ósculos da tua boca» (Cant 1,2). Quem fala assim? A esposa [do Cântico dos cânticos]. E quem é esta esposa? É a alma associada a Deus. E a quem fala ela? Ao seu Deus. […] Não seria possível encontrar palavras mais doces para exprimir a ternura recíproca de Deus e da alma que estas do Esposo e da esposa. Tudo lhes é comum, não possuem nada próprio nem à parte. Única é a sua herança, única a sua mesa, única a sua casa, única até a carne que em conjunto constituem (Gn 2, 24). […] Se a palavra «amar» convém especialmente e em primeiro lugar aos esposos, é compreensível que se dê o nome de esposa à alma que ama a Deus. A prova de que ela ama é que pede a Deus um beijo. Não deseja a liberdade, nem uma recompensa, nem uma herança, nem mesmo um ensinamento, mas um beijo, ao jeito de uma esposa casta, elevada por um santo amor e incapaz de esconder a chama que lhe arde dentro. […] Sim, o seu amor é casto, pois ela deseja apenas Aquele que ama, e não alguma coisa que Lhe pertença. O seu amor é santo, porque ela não ama com um desejo pesado da carne, mas com pureza do espírito. O seu amor é ardente, pois, inebriada por este mesmo amor, esquece a grandeza de quem ama. Não é Ele, com efeito, que com um olhar faz tremer a Terra? (Sl 103,32). E é a este que ela pede um beijo? Não estará embriagada? Sim, está embriagada de amor pelo seu Deus. […] Que força, a do amor! Que confiança e que liberdade

Beato Francisco De Posadas, Dominicano

Seus pais eram pobres e ganhavam a vida vendendo flores, legumes e frutos. Moravam a princípio em Lama de Arcos, em Castela; depois, estabeleceram-se em Córdova. Malgrado a humildade da sua condição, provinham de estirpe nobre, circunstâncias que, aliadas às virtudes por eles praticadas, faziam-nos merecedores de consideração. Francisco nasceu em Córdova, no dia 25 de novembro de 1644. Seus piedosos pais preocuparam-se em inculcar-lhe profundos sentimentos religiosos. Ensinaram-lhe muitas práticas de piedade, com as quais entretiveram seu espírito desde a infância, e educaram-no na oração, no amor a Deus e ao próximo. Inspiraram-lhe particularmente uma terna devoção à Santa Virgem. Desde os mais verdes anos, habituou-se a recitar todos os dias o rosário. Muitas vezes, outras crianças da mesma idade a ele se juntavam. Reuniam-se a determinada hora e depois de terem recitado algumas orações, caminhavam em procissão pelas ruas da cidade e pelas estradas adjacentes, cantando o rosário e também hinos. Francisco era a alma de todos esses exercícios piedosos e, desde então, começava a salientar-se como um zeloso servo de Deus. Sua mãe que, logo após ter Francisco nascido, o colocara sob a proteção da Santa Virgem, alimentava o grande desejo de que ele pudesse entrar na Ordem de São Domingos e mandou educá-lo da melhor maneira possível. Os progressos do jovem Francisco no estudo, atenção que lhe mereciam os deveres religiosos, correspondiam perfeitamente às intenções de seus pais. Desde a mais tenra idade demonstrara o menino o desejo de pô-las em execução, tornando-se dominicano. Daí por diante foi como se já tivesse renunciado ao mundo e se consagrado inteiramente a Deus. Não tomava parte nos jogos e nos divertimentos infantis; procurava a solidão e dedicava à prece e à meditação quase todo o tempo que não dispendia no estudo. Frequentava os sacramentos com grande devoção e seu único objetivo era vir a ser um digno membro da Ordem de São Domingos. Durante muito tempo seus desejos permaneceram irrealizados, Morreu-lhe o pai, e sua mãe tornou a casar-se com um homem que se comportou com ele da pior maneira possível. Obrigou-o a aprender o ofício, e confiou-o um mestre brutal, que o espancava todos os dias, não obstante a sua assiduidade ao trabalho. Finalmente de tal forma a brandura do virtuoso jovem conquistou o patrão, que este o auxiliou a concluir os estudos. Tendo sua mãe enviuvado pela segunda vez, Francisco cumpriu em relação a ela todos os deveres de um bom filho e prodigalizou-lhe os mais ternos cuidados. Mais tarde, na velhice, Francisco atribuía as graças a ele concedidas por Deus ao respeito que sua mãe sempre lhe merecera. Enfim, chegou o tão almejado momento de consagrar-se a Deus. Em 1663 foi admitido nos Dominicanos da Scale Coeli, convento situado a uma légua de Córdoba, e, depois das provas habituais, pronunciou os votos solenes. A princípio seus méritos não foram devidamente apreciados. Foi vítima de perseguições e de calúnias, mas suportou-as com grande paciência; e havendo sido o erro reconhecido, foi ordenado sacerdote em São Lucar de Barmeja. Em seguida seus superiores designaram-no para o ministério da prédica. Seus sermões, apoiados pela santidade de vida, produziram frutos incomensuráveis. Multidões acorriam para ouvi-lo e tinha de pregar em praças públicas, pois as igrejas eram insuficientes para contê-las. Bastava que sua voz ressoasse para que o auditório ficasse penetrado de respeito; a força e o encanto das suas palavras, as lágrimas que derramava, tocavam e convertiam as almas. Viram-no algumas vezes com o rosto resplandecente, como são representados os serafins. Levava nas suas missões uma vida mortificada, viajando sempre a pé, muitas vezes descalço, sem provisões, e só tendo como leito um saco de palha, ou mesmo a terra nua. Obtinha os mesmos resultados no tribunal da penitência; a unção com que envolvia as palavras era quase irresistível. Guia sábio e esclarecido, levava à perfeição as almas por ele dirigidas, afastando-as dos perigos do mundo. Tinha horror aos espetáculos profanos e empenhava-se tenazmente para dele desviar os fiéis. Seu prestígio sobre o espírito dos habitantes de Córdova foi bastante forte para conseguir a demolição do teatro dessa cidade, que até agora não foi reconstruído. Nem as fadigas, nem as dificuldades logravam atenuar seu zelo pelo serviço de Deus: nada, porém, ultrapassava seu amor pelos pobres e servia-se dos mais engenhosos meios para proporcionar-lhes socorros temporais e espirituais. Suas austeridades e seus jejuns surpreendiam. Os bispados de Alquer, na Sardenha, e o de Cádiz foram-lhe oferecidos; recusou-os, pois desejava viver na humildade e na obscuridade da profissão que abraçara. Após uma vida transcorrida em meio a todas as práticas da perfeição religiosa, e no trabalho incessante de um santo apostolado, morreu quase subitamente, ao sair para celebrar a missa, no dia 20 de setembro de 1713. Publicara várias obras sobre questões de teologia e assuntos piedosos. As mais notáveis são: 1. O triunfo da castidade sobre a luxúria diabólica de Molinos 2. Vida da Venerável Madre Leonarda de Cristo, religiosa dominicana 3. Vida do Padre Cristóvão de Santa Catarina, fundador do Asilo de Jesus de Nazaré 4. Vida de São Domingos 5. Conselhos à cidade de Córdova Durante os últimos anos de vida já era reverenciado como santo pelos habitantes das províncias meridionais da Espanha. As diligências para a sua canonização foram iniciadas logo após a sua morte e depois regularmente continuadas. No dia 4 de agosto de 1804, o Papa Pio VII declarou que ele possuíra as virtudes teologais em grau muito elevado. No dia 5 de maio de 1817, o mesmo Pontífice proclamou dois milagres que haviam sido operados pela sua intercessão; no dia 8 de setembro do mesmo ano, o Santo Padre anunciou que iriam proceder à beatificação de Francisco. O decreto de beatificação foi promulgado no dia 20 de setembro de 1818, e a festa foi celebrada em Roma com grande solenidade. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XVI, p. 343 à 346)   The post Beato Francisco de Posadas, Dominicano appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do