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São Pio De Pietrelcina, Sacerdote

Nasceu em Pietrelcina, pequena aldeia perto de Nápoles (Itália), em 25 de maio de 1887, sendo batizado já na manhã seguinte, com o nome de Francesco. Seus pais Grazio Forgione e Maria Josefa de Nunzio eram humildes e trabalhadores; viviam modestamente da pequena lavoura e de umas ovelhas que tinham, num lugar próximo chamado Piana Romana. Eram bons católicos, viviam sua fé de maneira simples; foram sempre muito piedosos. Tiveram sete filhos, mas apenas cinco sobreviveram. Francisco gostava do recreio, mas não permitia brincadeiras de mau gosto e palavrões. Aparentemente, era um menino igual aos outros. Na realidade, porém, sua vida foi cheia de carismas especiais e de estranhas experiências. Desde os cinco anos começou a ter aparições de Jesus, de Nossa Senhora e do Anjo da Guarda – um fato que ele considerava comum a todas as pessoas. Por isso ficou admirado quando perguntou ao confessor se ele também enxergava a Madonna, e esse lhe respondeu que não. Chegou a pensar que o padre dissera aquilo por humildade. Ademais de ser abençoado com aparições celestes, Francisco teve que enfrentar o assédio implacável do demônio, que começou a molestá-lo ainda como bebê. Em todas as suas biografias encontramos que chorava muito de noite. Um choro estranho, que nada tinha a ver com problemas de saúde, e que ele próprio explicaria mais tarde: “Depois de me colocar na cama, a mãe apagava a luz, e então se aproximavam de mim muitos monstros, que me faziam chorar de medo… Uma vez, eles até tentaram matar-me!” Que monstros seriam esses? Figuras criadas pela imaginação? Não, porque com um ou dois anos de idade, a imaginação da criança não tem condições de criar imagens capazes de assustá-la. Sentiu-se chamado ao sacerdócio já aos cinco anos. Estava rezando, sozinho na igreja, quando viu Jesus acenar-lhe, pedindo que se aproximasse, e o abençoou paternalmente. Este desejo de se tornar padre foi crescendo bem nutrido, ao longo dos anos, pela oração, estudo e penitência. Depois de brincar um pouco, dava um jeito de se retirar, para rezar. Aos nove anos, a mãe o encontrou dormindo no chão. E mais de uma vez o surpreendeu assentado atrás da cama, flagelando as costas com uma correntinha de ferro. Em 6 de janeiro de 1903, acompanhado de seu professor e mais dois candidatos, tomou o trem para Morcone, onde se encontrava o noviciado capuchinho que os iria acolher. Para quem ingressa na vida religiosa, o noviciado representa a etapa básica para verificar se o candidato reúne as condições exigidas por aquela ordem ou congregação. À semelhança dos atletas esportivos, ele também aprende ali técnicas e exercícios espirituais para se tornar um “atleta de Deus” e poder levar uma vida ascética sadia. É aqui que, em 22 de janeiro de 1903, juntamente com doze confrades, recebe o hábito capuchinho, passando a chamar-se Frei Pio de Pietrelcina. Escolheu esse nome em honra de Pio V, o Santo Padroeiro de Pietrelcina. Mas, eis que, a partir do final do noviciado, a saúde do jovem Frei Pio começa a emitir sinais de alarme. • Aparecem-lhe doenças misteriosas, que os próprios médicos não conseguem entender … • Passa de cama dias inteiros … • Seu estômago não tolera qualquer alimento … • Tem febres absurdas, que chegam a 48º. Para tomar-lhe a febre os médicos se valem de termômetros especiais, utilizados para medir a temperatura da água. • Sua fraqueza é geral e, às vezes, não consegue manter-se de pé. Consultam-se os melhores especialistas. Segundo alguns, está com tuberculose, e para evitar o perigo de contagiar os confrades, convém isolá-lo o mais possível. Segundo outros, porém, está apenas com bronquite. Por via das dúvidas, tanto os médicos como os superiores concordam em mandá-lo à Pietrelcina onde, aos cuidados da família e respirando ares mais puros, puderá recuperar novamente a saúde necessarária para continuar os estudos. Diante deste arranjo, Pietrelcina devia acolher o filho, quando doente e dar-lhe nova vida e os superiores, reconduzi-lo ao convento, logo que melhorasse. Este processo de vai-e-vem acabou durando uns dez anos, pois de volta ao convento, as febres altíssimas, as dores por todo o corpo se repetiam! Uma situação anômala e estranha exisgindo novas visitas aos médicos, e levando à mesma conclusão de antes: passar mais uma temporada em sua terra natal. Simplesmente não havia lógica. Era um caso que não harmonizava com a Regra da Ordem e com o Código de Direito Canônico. Uma situação difícil de resolver mesmo havendo a melhor boa vontade de ambos os lados. O escritor Renzo Allegri, num de seus livros, tontou uma explicação com estas palavras: “O Padre Pio era uma pessoa especial. Viera ao mundo para cumprir a missão mais alta e sublime que se possa imaginar: ser um ‘outro Cristo’, a fim de colaborar com Ele, através do mistério do sofrimento, na redenção do mundo. Devia ser um ‘co-redentor’, como realmente o foi. Para isto o próprio Deus quis encarregar-se de educá-lo e conduzi-lo. E quis fazê-lo […] fora dos procedimentos de uma ascese normal. “Após tê-lo chamado ao convento, a fim de iniciá-lo nos rudimentos da vida espiritual e ascética, encontrou um jeito de o empurrar para fora e encaminhá-lo por aquelas estradas intransitáveis que reserva a certas almas eleitas. Neste sentido, pilotou habilmente situações, recorreu a doenças misteriosas, criou condições de emergência, até conseguir o que queria….”. Apesar das difíceis circunstancias, Frei Pio não descurava seus estudos e obrigações religiosas. Fez os votos perpétuos junto com os demais do grupo, no dia 27 de janeiro de 1907. Em 18 de julho de 1909, em Morcone recebeu o diaconato. Um ano depois, indo com os colegas a Benevento, superou com facilidade os exames requeridos antes da ordenação sacerdotal. Por razões de saúde sua ordenação fora antecipada de seis meses, com o compromisso, porém, de continuar seus estudos. Então, aos 23 anos de idade, em 10 de agosto de 1910, foi ordenado sacerdote, na catedral de Benevento. Na tarde do mesmo dia, viajou à Pietrelcina, onde quatro dias depois

Evangelho Do Dia 2018-09-23

Domingo, 23 de Setembro de 2018. Santo do dia: São Pio de Pietrelcina, presbítero; Beata Bernardina Jablonska, virgemCor litúrgica: verde Evangelho do dia: São Marcos 9, 30-37 Primeira leitura: Sabedoria 2, 12.17-20Leitura do Livro da Sabedoria: Os ímpios dizem: 12Armemos ciladas ao justo, porque sua presença nos incomoda: ele se opõe ao nosso modo de agir, repreende em nós as transgressões da lei e nos reprova as faltas contra a nossa disciplina. 17Vejamos, pois, se é verdade o que ele diz, e comprovemos o que vai acontecer com ele. 18Se, de fato, o justo é ‘filho de Deus’, Deus o defenderá e o livrará das mãos dos seus inimigos. 19Vamos pô-lo à prova com ofensas e torturas, para ver a sua serenidade e provar a sua paciência; 20vamos condená-lo à morte vergonhosa, porque, de acordo com suas palavras, virá alguém em seu socorro’. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 53 (54) – Por vosso nome, salvai-me, Senhor; e dai-me a vossa justiça! Ó meu Deus, atendei minha prece e escutai as palavras que eu digo! R: É o Senhor quem sustenta minha vida! – Pois contra mim orgulhosos se insurgem, e violentos perseguem-me a vida: não há lugar para Deus aos seus olhos. Quem me protege e me ampara é meu Deus; é o Senhor quem sustenta minha vida! R: É o Senhor quem sustenta minha vida! – Quero ofertar-vos o meu sacrifício de coração e com muita alegria; quero louvar, ó Senhor, vosso nome, quero cantar vosso nome que é bom! R: É o Senhor quem sustenta minha vida! Segunda leitura: Tiago 3, 16-4, 3Leitura da Carta de São Tiago: Caríssimos: 3,16Onde há inveja e rivalidade, aí estão as desordens e toda espécie de obras más. 17Por outra parte, a sabedoria que vem do alto é, antes de tudo, pura, depois pacífica, modesta, conciliadora, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade e sem fingimento. 18O fruto da justiça é semeado na paz, para aqueles que promovem a paz. 4,1De onde vêm as guerras? De onde vêm as brigas entre vós? Não vêm, justamente, das paixões que estão em conflito dentro de vós? 2Cobiçais, mas não conseguis ter. Matais e cultivais inveja, mas não conseguis êxito. Brigais e fazeis guerra, mas não conseguis possuir. E a razão está em que não pedis. 3Pedis, sim, mas não recebeis, porque pedis mal. Pois só quereis esbanjar o pedido nos vossos prazeres. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos 9, 30-37 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Pelo evangelho o Pai nos chamou, a fim de alcançarmos a glória de nosso Senhor Jesus Cristo (2Ts 2,14); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos: Naquele tempo: 30Jesus e seus discípulos atravessavam a Galiléia. Ele não queria que ninguém soubesse disso, 31pois estava ensinando a seus discípulos. E dizia-lhes: ‘O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens, e eles o matarão. Mas, três dias após sua morte, ele ressuscitará’. 32Os discípulos, porém, não compreendiam estas palavras e tinham medo de perguntar. 33Eles chegaram a Cafarnaum. Estando em casa, Jesus perguntou-lhes: ‘O que discutíeis pelo caminho?’ 34Eles, porém, ficaram calados, pois pelo caminho tinham discutido quem era o maior. 35Jesus sentou-se, chamou os doze e lhes disse: ‘Se alguém quiser ser o primeiro, que seja o último de todos e aquele que serve a todos!’ 36Em seguida, pegou uma criança, colocou-a no meio deles, e abraçando-a disse: 37’Quem acolher em meu nome uma destas crianças, é a mim que estará acolhendo. E quem me acolher, está acolhendo, não a mim, mas àquele que me enviou’. – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho por São Leão Magno, Papa e Doutor da Igreja6.º sermão para o Natal «Quem receber uma destas crianças em meu nome é a Mim que recebe» A majestade dos Filho de Deus não desprezou a infância. Mas a criança foi crescendo até à estatura do homem perfeito; seguidamente, quando realizou plenamente o triunfo da sua Paixão e ressurreição, todas as ações de condição humilde que fizera por amor a nós se tornaram passado. Contudo, a festa do seu nascimento recorda-nos os primeiros momentos de Jesus, nascido da Virgem Maria. E, quando adoramos o nascimento do nosso Salvador, celebramos a nossa própria origem. Com efeito, o cristianismo inicia-se quando Cristo vem ao mundo: o aniversário da cabeça é o aniversário do corpo. Certamente que cada um dos que são chamados o é na sua vez, e que os filhos da Igreja aparecem em diferentes épocas. No entanto, assim como todos os fiéis, nascidos da fonte do batismo, foram crucificados com Cristo na sua Paixão, reanimados na sua ressurreição e se sentaram à direita do Pai na sua ascensão, assim também todos nasceram com Ele na sua natividade. Todo o crente que renasce em Cristo após ter abandonado o caminho do pecado original, seja de que parte do mundo for, torna-se um homem novo pelo seu segundo nascimento. Já não pertence à descendência de seu pai pela carne, mas à estirpe do Salvador, porque este Se tornou Filho do homem para que nós possamos ser filhos de Deus. The post Evangelho do dia 2018-09-23 appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho