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São Venceslau, Duque Da Boêmia, Mártir

São Venceslau é o grande santo nacional da Boêmia, Filho de Vratislau, que governava uma parte do país, Venceslau, nascido em 907, era neto de Santa Ludmila, que o educou, carinhosamente, bem como o irmão, Boleslau. Morto o pai, em 920, quando se fez com a expedição que marchou contra os húngaros, a mãe, Drahomira, tomou as rédeas do governo, como regente. Espírito irrequieto, com um verniz de cristianismo, talvez levada pelo conselheiros, fez com que assassinassem Santa Ludmila, que encaminhava o jovem duque Venceslau para Deus, a ele que fora feito para dirigir o país. Quando, oficialmente, o santo se assenhoreou do poder, em 925, a mãe era o foco de todas as intrigas que campeavam na corte. Grande foi a luta do filho contra os súditos apaganisados, aos quais dizia: – Canalhas! Por que me impedistes de levar avante o meu aprendizado de Jesus Cristo e de obedecer os seus mandamentos? Se Deus a vós vos embotou a alma, por que impedis aos outros de amá-lo? Quanto a mim, desembaraço-me de vós todos, rejeito-vos os conselhos, não os quero! Quero, sim, servir a Deus de todo o meu coração! Referia-se, certamente, à morte da avó querida e ao desejo que tinham todos de desviá-lo do caminho da verdade, tirando-lhe o doce Jesus do coração. Drahomira era a maquiavélica Drahomira de sempre, a fomentadora do desassossego, a procurar, com intrigas, favorecer os que lhe eram simpáticos: para tal, encaminhava a política para o terreno que melhor lhe coubesse. Dela vinham todos os dissabores, mas Venceslau, com pulso firme, afastou-a daquela vida, e só a chamou novamente quando, tendo abjurado aquela funesta política que fazia, prometeu-lhe não mais se ocupar com o que si a ele dizia respeito. São Venceslau fez vir de Praga as santas relíquias de Ludmila. E aos sacerdotes que as trouxeram, favoreceu-os da melhor maneira possível. Cedo, levantava-se e dirigia-se à igreja. Ao padre que o atendia, rogava que por ele pedisse ao Senhor um dia pacífico e dele fizesse o governante que a Deus fosse agradável. Embora fosse entranhadamente avesso à guerra, teve de participar de algumas, mas em caráter defensivo. Conta-se de São Venceslau que, um dia, afrontou em combate singular um duque inimigo. O adversário, percebendo uma cruz a brilhar na sua fronte, deixou cair a espada, ajoelhou-se imediatamente e tratou o santo com a maior deferência, com veneração que não escondeu dos próprios soldados, rudes e sequiosos de luta. O santo duque tomou o inimigo pelo braço, ajudou-o a levantar-se, abraçou-o fraternalmente e levou para o castelo. Em 929, a Boêmia foi atacada pelas hordas germânicas, e o santo, para evitar o desastre, a ruína do país, submeteu-se, sem lutar. Ora, o irmão, Boleslau, tomando o partido que aquele ato se opusera, com os demais confrades tratou de eliminá-lo. Marcado o dia, 27 e setembro, acabariam com ele num banquete. Todavia, no último momento, hesitaram, pensando melhor no que pretendiam fazer. O santo, prevenido, compareceu ao banquete, e, em dado momento, levantando a taça na mão direita, ergueu-se e disse: – Em honra de São Miguel, ao qual suplico que faça entrar vossas almas na paz e na eterna alegria! Os comensais, a uma voz, responderam, constrangidos: – Amém. Depois de ter abraçado os amigos, sorridente, retirou-se. E, antes de deitar-se, orou longamente. Ficou, então, decidido, que haviam de matá-lo no dia seguinte, 28, pela manhã, quando, conforme velho hábito, fosse à igreja. À porta, encontrou o irmão. Cumprimentou-o, disse-lhe: – Possa o Cristo convidar-te ao seu banquete eterno, a ti que me recebeste, e aos meus, tão bem! Boleslau, de má catadura, respondeu: – Ontem servi-te como pude, mas eis como o irmão vai servir o irmão! Agrediu-o. Venceslau puxou da espada, mas no mesmo instante arrojou-a ao chão. – Como fizeste mal! Exclamou. Depois: – Tu te condenaste a ti mesmo! Eu poderia arrasar-te como uma mosca se arrasaria, mas a destra dum servidor de Deus não deve ser fratricida. Venceslau deixou o irmão e buscou o interior da igreja. Então Boleslau, espumando, chamou a sua gente e acabaram com o santo. Era 28 de setembro de 929. Logo os primeiros milagres que o duque operou correram terras. Enterrado perto da pequenina igreja de São Cosme e São Damião, pouco mais tarde transferiram-no para Praga (4 de Março de 932), indo repousar na igreja de São Guido. Ali, um paralítico que fora trazido de longe, “do país franco”, foi curado. Herói nacional, depois patrono dos exércitos checos, os hussitas invocaram-no sempre com grande sucesso. Em 1929, festas magníficas, triunfais, marcaram os mil anos da morte do santo. E os checos, ainda hoje, cantam o que os antepassados no século XII cantavam: São Venceslau duque da terra checa, nosso príncipe, rogai por nós a deus, o Santo Espírito! Kyrie Eleison. Vós, o herdeiro da terra da Boêmia, lembrai-vos da vossa raça, não deixais que pereçamos. nem nossos filhos! São Venceslau, Kyrie eleison Imploramos vosso socorro, tende piedade de nós, consolai os que estão tristes, ó São Venceslau Kyrie eleison. A corte celeste é um belo palácio: feliz daquele que nele pode entrar para a vida eterna, Kyrie eleison (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XVII, P. 117 à 122)     The post São Venceslau, Duque da Boêmia, Mártir appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho

São Venceslau, Duque Da Boêmia, Mártir

São Venceslau é o grande santo nacional da Boêmia, Filho de Vratislau, que governava uma parte do país, Venceslau, nascido em 907, era neto de Santa Ludmila, que o educou, carinhosamente, bem como o irmão, Boleslau. Morto o pai, em 920, quando se fez com a expedição que marchou contra os húngaros, a mãe, Drahomira, tomou as rédeas do governo, como regente. Espírito irrequieto, com um verniz de cristianismo, talvez levada pelo conselheiros, fez com que assassinassem Santa Ludmila, que encaminhava o jovem duque Venceslau para Deus, a ele que fora feito para dirigir o país. Quando, oficialmente, o santo se assenhoreou do poder, em 925, a mãe era o foco de todas as intrigas que campeavam na corte. Grande foi a luta do filho contra os súditos apaganisados, aos quais dizia: – Canalhas! Por que me impedistes de levar avante o meu aprendizado de Jesus Cristo e de obedecer os seus mandamentos? Se Deus a vós vos embotou a alma, por que impedis aos outros de amá-lo? Quanto a mim, desembaraço-me de vós todos, rejeito-vos os conselhos, não os quero! Quero, sim, servir a Deus de todo o meu coração! Referia-se, certamente, à morte da avó querida e ao desejo que tinham todos de desviá-lo do caminho da verdade, tirando-lhe o doce Jesus do coração. Drahomira era a maquiavélica Drahomira de sempre, a fomentadora do desassossego, a procurar, com intrigas, favorecer os que lhe eram simpáticos: para tal, encaminhava a política para o terreno que melhor lhe coubesse. Dela vinham todos os dissabores, mas Venceslau, com pulso firme, afastou-a daquela vida, e só a chamou novamente quando, tendo abjurado aquela funesta política que fazia, prometeu-lhe não mais se ocupar com o que si a ele dizia respeito. São Venceslau fez vir de Praga as santas relíquias de Ludmila. E aos sacerdotes que as trouxeram, favoreceu-os da melhor maneira possível. Cedo, levantava-se e dirigia-se à igreja. Ao padre que o atendia, rogava que por ele pedisse ao Senhor um dia pacífico e dele fizesse o governante que a Deus fosse agradável. Embora fosse entranhadamente avesso à guerra, teve de participar de algumas, mas em caráter defensivo. Conta-se de São Venceslau que, um dia, afrontou em combate singular um duque inimigo. O adversário, percebendo uma cruz a brilhar na sua fronte, deixou cair a espada, ajoelhou-se imediatamente e tratou o santo com a maior deferência, com veneração que não escondeu dos próprios soldados, rudes e sequiosos de luta. O santo duque tomou o inimigo pelo braço, ajudou-o a levantar-se, abraçou-o fraternalmente e levou para o castelo. Em 929, a Boêmia foi atacada pelas hordas germânicas, e o santo, para evitar o desastre, a ruína do país, submeteu-se, sem lutar. Ora, o irmão, Boleslau, tomando o partido que aquele ato se opusera, com os demais confrades tratou de eliminá-lo. Marcado o dia, 27 e setembro, acabariam com ele num banquete. Todavia, no último momento, hesitaram, pensando melhor no que pretendiam fazer. O santo, prevenido, compareceu ao banquete, e, em dado momento, levantando a taça na mão direita, ergueu-se e disse: – Em honra de São Miguel, ao qual suplico que faça entrar vossas almas na paz e na eterna alegria! Os comensais, a uma voz, responderam, constrangidos: – Amém. Depois de ter abraçado os amigos, sorridente, retirou-se. E, antes de deitar-se, orou longamente. Ficou, então, decidido, que haviam de matá-lo no dia seguinte, 28, pela manhã, quando, conforme velho hábito, fosse à igreja. À porta, encontrou o irmão. Cumprimentou-o, disse-lhe: – Possa o Cristo convidar-te ao seu banquete eterno, a ti que me recebeste, e aos meus, tão bem! Boleslau, de má catadura, respondeu: – Ontem servi-te como pude, mas eis como o irmão vai servir o irmão! Agrediu-o. Venceslau puxou da espada, mas no mesmo instante arrojou-a ao chão. – Como fizeste mal! Exclamou. Depois: – Tu te condenaste a ti mesmo! Eu poderia arrasar-te como uma mosca se arrasaria, mas a destra dum servidor de Deus não deve ser fratricida. Venceslau deixou o irmão e buscou o interior da igreja. Então Boleslau, espumando, chamou a sua gente e acabaram com o santo. Era 28 de setembro de 929. Logo os primeiros milagres que o duque operou correram terras. Enterrado perto da pequenina igreja de São Cosme e São Damião, pouco mais tarde transferiram-no para Praga (4 de Março de 932), indo repousar na igreja de São Guido. Ali, um paralítico que fora trazido de longe, “do país franco”, foi curado. Herói nacional, depois patrono dos exércitos checos, os hussitas invocaram-no sempre com grande sucesso. Em 1929, festas magníficas, triunfais, marcaram os mil anos da morte do santo. E os checos, ainda hoje, cantam o que os antepassados no século XII cantavam: São Venceslau duque da terra checa, nosso príncipe, rogai por nós a deus, o Santo Espírito! Kyrie Eleison. Vós, o herdeiro da terra da Boêmia, lembrai-vos da vossa raça, não deixais que pereçamos. nem nossos filhos! São Venceslau, Kyrie eleison Imploramos vosso socorro, tende piedade de nós, consolai os que estão tristes, ó São Venceslau Kyrie eleison. A corte celeste é um belo palácio: feliz daquele que nele pode entrar para a vida eterna, Kyrie eleison (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XVII, P. 117 à 122)     The post São Venceslau, Duque da Boêmia, Mártir appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho

São Venceslau, Duque Da Boêmia, Mártir

São Venceslau é o grande santo nacional da Boêmia, Filho de Vratislau, que governava uma parte do país, Venceslau, nascido em 907, era neto de Santa Ludmila, que o educou, carinhosamente, bem como o irmão, Boleslau. Morto o pai, em 920, quando se fez com a expedição que marchou contra os húngaros, a mãe, Drahomira, tomou as rédeas do governo, como regente. Espírito irrequieto, com um verniz de cristianismo, talvez levada pelo conselheiros, fez com que assassinassem Santa Ludmila, que encaminhava o jovem duque Venceslau para Deus, a ele que fora feito para dirigir o país. Quando, oficialmente, o santo se assenhoreou do poder, em 925, a mãe era o foco de todas as intrigas que campeavam na corte. Grande foi a luta do filho contra os súditos apaganisados, aos quais dizia: – Canalhas! Por que me impedistes de levar avante o meu aprendizado de Jesus Cristo e de obedecer os seus mandamentos? Se Deus a vós vos embotou a alma, por que impedis aos outros de amá-lo? Quanto a mim, desembaraço-me de vós todos, rejeito-vos os conselhos, não os quero! Quero, sim, servir a Deus de todo o meu coração! Referia-se, certamente, à morte da avó querida e ao desejo que tinham todos de desviá-lo do caminho da verdade, tirando-lhe o doce Jesus do coração. Drahomira era a maquiavélica Drahomira de sempre, a fomentadora do desassossego, a procurar, com intrigas, favorecer os que lhe eram simpáticos: para tal, encaminhava a política para o terreno que melhor lhe coubesse. Dela vinham todos os dissabores, mas Venceslau, com pulso firme, afastou-a daquela vida, e só a chamou novamente quando, tendo abjurado aquela funesta política que fazia, prometeu-lhe não mais se ocupar com o que si a ele dizia respeito. São Venceslau fez vir de Praga as santas relíquias de Ludmila. E aos sacerdotes que as trouxeram, favoreceu-os da melhor maneira possível. Cedo, levantava-se e dirigia-se à igreja. Ao padre que o atendia, rogava que por ele pedisse ao Senhor um dia pacífico e dele fizesse o governante que a Deus fosse agradável. Embora fosse entranhadamente avesso à guerra, teve de participar de algumas, mas em caráter defensivo. Conta-se de São Venceslau que, um dia, afrontou em combate singular um duque inimigo. O adversário, percebendo uma cruz a brilhar na sua fronte, deixou cair a espada, ajoelhou-se imediatamente e tratou o santo com a maior deferência, com veneração que não escondeu dos próprios soldados, rudes e sequiosos de luta. O santo duque tomou o inimigo pelo braço, ajudou-o a levantar-se, abraçou-o fraternalmente e levou para o castelo. Em 929, a Boêmia foi atacada pelas hordas germânicas, e o santo, para evitar o desastre, a ruína do país, submeteu-se, sem lutar. Ora, o irmão, Boleslau, tomando o partido que aquele ato se opusera, com os demais confrades tratou de eliminá-lo. Marcado o dia, 27 e setembro, acabariam com ele num banquete. Todavia, no último momento, hesitaram, pensando melhor no que pretendiam fazer. O santo, prevenido, compareceu ao banquete, e, em dado momento, levantando a taça na mão direita, ergueu-se e disse: – Em honra de São Miguel, ao qual suplico que faça entrar vossas almas na paz e na eterna alegria! Os comensais, a uma voz, responderam, constrangidos: – Amém. Depois de ter abraçado os amigos, sorridente, retirou-se. E, antes de deitar-se, orou longamente. Ficou, então, decidido, que haviam de matá-lo no dia seguinte, 28, pela manhã, quando, conforme velho hábito, fosse à igreja. À porta, encontrou o irmão. Cumprimentou-o, disse-lhe: – Possa o Cristo convidar-te ao seu banquete eterno, a ti que me recebeste, e aos meus, tão bem! Boleslau, de má catadura, respondeu: – Ontem servi-te como pude, mas eis como o irmão vai servir o irmão! Agrediu-o. Venceslau puxou da espada, mas no mesmo instante arrojou-a ao chão. – Como fizeste mal! Exclamou. Depois: – Tu te condenaste a ti mesmo! Eu poderia arrasar-te como uma mosca se arrasaria, mas a destra dum servidor de Deus não deve ser fratricida. Venceslau deixou o irmão e buscou o interior da igreja. Então Boleslau, espumando, chamou a sua gente e acabaram com o santo. Era 28 de setembro de 929. Logo os primeiros milagres que o duque operou correram terras. Enterrado perto da pequenina igreja de São Cosme e São Damião, pouco mais tarde transferiram-no para Praga (4 de Março de 932), indo repousar na igreja de São Guido. Ali, um paralítico que fora trazido de longe, “do país franco”, foi curado. Herói nacional, depois patrono dos exércitos checos, os hussitas invocaram-no sempre com grande sucesso. Em 1929, festas magníficas, triunfais, marcaram os mil anos da morte do santo. E os checos, ainda hoje, cantam o que os antepassados no século XII cantavam: São Venceslau duque da terra checa, nosso príncipe, rogai por nós a deus, o Santo Espírito! Kyrie Eleison. Vós, o herdeiro da terra da Boêmia, lembrai-vos da vossa raça, não deixais que pereçamos. nem nossos filhos! São Venceslau, Kyrie eleison Imploramos vosso socorro, tende piedade de nós, consolai os que estão tristes, ó São Venceslau Kyrie eleison. A corte celeste é um belo palácio: feliz daquele que nele pode entrar para a vida eterna, Kyrie eleison (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XVII, P. 117 à 122)     The post São Venceslau, Duque da Boêmia, Mártir appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho

São Venceslau, Duque Da Boêmia, Mártir

São Venceslau é o grande santo nacional da Boêmia, Filho de Vratislau, que governava uma parte do país, Venceslau, nascido em 907, era neto de Santa Ludmila, que o educou, carinhosamente, bem como o irmão, Boleslau. Morto o pai, em 920, quando se fez com a expedição que marchou contra os húngaros, a mãe, Drahomira, tomou as rédeas do governo, como regente. Espírito irrequieto, com um verniz de cristianismo, talvez levada pelo conselheiros, fez com que assassinassem Santa Ludmila, que encaminhava o jovem duque Venceslau para Deus, a ele que fora feito para dirigir o país. Quando, oficialmente, o santo se assenhoreou do poder, em 925, a mãe era o foco de todas as intrigas que campeavam na corte. Grande foi a luta do filho contra os súditos apaganisados, aos quais dizia: – Canalhas! Por que me impedistes de levar avante o meu aprendizado de Jesus Cristo e de obedecer os seus mandamentos? Se Deus a vós vos embotou a alma, por que impedis aos outros de amá-lo? Quanto a mim, desembaraço-me de vós todos, rejeito-vos os conselhos, não os quero! Quero, sim, servir a Deus de todo o meu coração! Referia-se, certamente, à morte da avó querida e ao desejo que tinham todos de desviá-lo do caminho da verdade, tirando-lhe o doce Jesus do coração. Drahomira era a maquiavélica Drahomira de sempre, a fomentadora do desassossego, a procurar, com intrigas, favorecer os que lhe eram simpáticos: para tal, encaminhava a política para o terreno que melhor lhe coubesse. Dela vinham todos os dissabores, mas Venceslau, com pulso firme, afastou-a daquela vida, e só a chamou novamente quando, tendo abjurado aquela funesta política que fazia, prometeu-lhe não mais se ocupar com o que si a ele dizia respeito. São Venceslau fez vir de Praga as santas relíquias de Ludmila. E aos sacerdotes que as trouxeram, favoreceu-os da melhor maneira possível. Cedo, levantava-se e dirigia-se à igreja. Ao padre que o atendia, rogava que por ele pedisse ao Senhor um dia pacífico e dele fizesse o governante que a Deus fosse agradável. Embora fosse entranhadamente avesso à guerra, teve de participar de algumas, mas em caráter defensivo. Conta-se de São Venceslau que, um dia, afrontou em combate singular um duque inimigo. O adversário, percebendo uma cruz a brilhar na sua fronte, deixou cair a espada, ajoelhou-se imediatamente e tratou o santo com a maior deferência, com veneração que não escondeu dos próprios soldados, rudes e sequiosos de luta. O santo duque tomou o inimigo pelo braço, ajudou-o a levantar-se, abraçou-o fraternalmente e levou para o castelo. Em 929, a Boêmia foi atacada pelas hordas germânicas, e o santo, para evitar o desastre, a ruína do país, submeteu-se, sem lutar. Ora, o irmão, Boleslau, tomando o partido que aquele ato se opusera, com os demais confrades tratou de eliminá-lo. Marcado o dia, 27 e setembro, acabariam com ele num banquete. Todavia, no último momento, hesitaram, pensando melhor no que pretendiam fazer. O santo, prevenido, compareceu ao banquete, e, em dado momento, levantando a taça na mão direita, ergueu-se e disse: – Em honra de São Miguel, ao qual suplico que faça entrar vossas almas na paz e na eterna alegria! Os comensais, a uma voz, responderam, constrangidos: – Amém. Depois de ter abraçado os amigos, sorridente, retirou-se. E, antes de deitar-se, orou longamente. Ficou, então, decidido, que haviam de matá-lo no dia seguinte, 28, pela manhã, quando, conforme velho hábito, fosse à igreja. À porta, encontrou o irmão. Cumprimentou-o, disse-lhe: – Possa o Cristo convidar-te ao seu banquete eterno, a ti que me recebeste, e aos meus, tão bem! Boleslau, de má catadura, respondeu: – Ontem servi-te como pude, mas eis como o irmão vai servir o irmão! Agrediu-o. Venceslau puxou da espada, mas no mesmo instante arrojou-a ao chão. – Como fizeste mal! Exclamou. Depois: – Tu te condenaste a ti mesmo! Eu poderia arrasar-te como uma mosca se arrasaria, mas a destra dum servidor de Deus não deve ser fratricida. Venceslau deixou o irmão e buscou o interior da igreja. Então Boleslau, espumando, chamou a sua gente e acabaram com o santo. Era 28 de setembro de 929. Logo os primeiros milagres que o duque operou correram terras. Enterrado perto da pequenina igreja de São Cosme e São Damião, pouco mais tarde transferiram-no para Praga (4 de Março de 932), indo repousar na igreja de São Guido. Ali, um paralítico que fora trazido de longe, “do país franco”, foi curado. Herói nacional, depois patrono dos exércitos checos, os hussitas invocaram-no sempre com grande sucesso. Em 1929, festas magníficas, triunfais, marcaram os mil anos da morte do santo. E os checos, ainda hoje, cantam o que os antepassados no século XII cantavam: São Venceslau duque da terra checa, nosso príncipe, rogai por nós a deus, o Santo Espírito! Kyrie Eleison. Vós, o herdeiro da terra da Boêmia, lembrai-vos da vossa raça, não deixais que pereçamos. nem nossos filhos! São Venceslau, Kyrie eleison Imploramos vosso socorro, tende piedade de nós, consolai os que estão tristes, ó São Venceslau Kyrie eleison. A corte celeste é um belo palácio: feliz daquele que nele pode entrar para a vida eterna, Kyrie eleison (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XVII, P. 117 à 122)     The post São Venceslau, Duque da Boêmia, Mártir appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho

São Venceslau, Duque Da Boêmia, Mártir

São Venceslau é o grande santo nacional da Boêmia, Filho de Vratislau, que governava uma parte do país, Venceslau, nascido em 907, era neto de Santa Ludmila, que o educou, carinhosamente, bem como o irmão, Boleslau. Morto o pai, em 920, quando se fez com a expedição que marchou contra os húngaros, a mãe, Drahomira, tomou as rédeas do governo, como regente. Espírito irrequieto, com um verniz de cristianismo, talvez levada pelo conselheiros, fez com que assassinassem Santa Ludmila, que encaminhava o jovem duque Venceslau para Deus, a ele que fora feito para dirigir o país. Quando, oficialmente, o santo se assenhoreou do poder, em 925, a mãe era o foco de todas as intrigas que campeavam na corte. Grande foi a luta do filho contra os súditos apaganisados, aos quais dizia: – Canalhas! Por que me impedistes de levar avante o meu aprendizado de Jesus Cristo e de obedecer os seus mandamentos? Se Deus a vós vos embotou a alma, por que impedis aos outros de amá-lo? Quanto a mim, desembaraço-me de vós todos, rejeito-vos os conselhos, não os quero! Quero, sim, servir a Deus de todo o meu coração! Referia-se, certamente, à morte da avó querida e ao desejo que tinham todos de desviá-lo do caminho da verdade, tirando-lhe o doce Jesus do coração. Drahomira era a maquiavélica Drahomira de sempre, a fomentadora do desassossego, a procurar, com intrigas, favorecer os que lhe eram simpáticos: para tal, encaminhava a política para o terreno que melhor lhe coubesse. Dela vinham todos os dissabores, mas Venceslau, com pulso firme, afastou-a daquela vida, e só a chamou novamente quando, tendo abjurado aquela funesta política que fazia, prometeu-lhe não mais se ocupar com o que si a ele dizia respeito. São Venceslau fez vir de Praga as santas relíquias de Ludmila. E aos sacerdotes que as trouxeram, favoreceu-os da melhor maneira possível. Cedo, levantava-se e dirigia-se à igreja. Ao padre que o atendia, rogava que por ele pedisse ao Senhor um dia pacífico e dele fizesse o governante que a Deus fosse agradável. Embora fosse entranhadamente avesso à guerra, teve de participar de algumas, mas em caráter defensivo. Conta-se de São Venceslau que, um dia, afrontou em combate singular um duque inimigo. O adversário, percebendo uma cruz a brilhar na sua fronte, deixou cair a espada, ajoelhou-se imediatamente e tratou o santo com a maior deferência, com veneração que não escondeu dos próprios soldados, rudes e sequiosos de luta. O santo duque tomou o inimigo pelo braço, ajudou-o a levantar-se, abraçou-o fraternalmente e levou para o castelo. Em 929, a Boêmia foi atacada pelas hordas germânicas, e o santo, para evitar o desastre, a ruína do país, submeteu-se, sem lutar. Ora, o irmão, Boleslau, tomando o partido que aquele ato se opusera, com os demais confrades tratou de eliminá-lo. Marcado o dia, 27 e setembro, acabariam com ele num banquete. Todavia, no último momento, hesitaram, pensando melhor no que pretendiam fazer. O santo, prevenido, compareceu ao banquete, e, em dado momento, levantando a taça na mão direita, ergueu-se e disse: – Em honra de São Miguel, ao qual suplico que faça entrar vossas almas na paz e na eterna alegria! Os comensais, a uma voz, responderam, constrangidos: – Amém. Depois de ter abraçado os amigos, sorridente, retirou-se. E, antes de deitar-se, orou longamente. Ficou, então, decidido, que haviam de matá-lo no dia seguinte, 28, pela manhã, quando, conforme velho hábito, fosse à igreja. À porta, encontrou o irmão. Cumprimentou-o, disse-lhe: – Possa o Cristo convidar-te ao seu banquete eterno, a ti que me recebeste, e aos meus, tão bem! Boleslau, de má catadura, respondeu: – Ontem servi-te como pude, mas eis como o irmão vai servir o irmão! Agrediu-o. Venceslau puxou da espada, mas no mesmo instante arrojou-a ao chão. – Como fizeste mal! Exclamou. Depois: – Tu te condenaste a ti mesmo! Eu poderia arrasar-te como uma mosca se arrasaria, mas a destra dum servidor de Deus não deve ser fratricida. Venceslau deixou o irmão e buscou o interior da igreja. Então Boleslau, espumando, chamou a sua gente e acabaram com o santo. Era 28 de setembro de 929. Logo os primeiros milagres que o duque operou correram terras. Enterrado perto da pequenina igreja de São Cosme e São Damião, pouco mais tarde transferiram-no para Praga (4 de Março de 932), indo repousar na igreja de São Guido. Ali, um paralítico que fora trazido de longe, “do país franco”, foi curado. Herói nacional, depois patrono dos exércitos checos, os hussitas invocaram-no sempre com grande sucesso. Em 1929, festas magníficas, triunfais, marcaram os mil anos da morte do santo. E os checos, ainda hoje, cantam o que os antepassados no século XII cantavam: São Venceslau duque da terra checa, nosso príncipe, rogai por nós a deus, o Santo Espírito! Kyrie Eleison. Vós, o herdeiro da terra da Boêmia, lembrai-vos da vossa raça, não deixais que pereçamos. nem nossos filhos! São Venceslau, Kyrie eleison Imploramos vosso socorro, tende piedade de nós, consolai os que estão tristes, ó São Venceslau Kyrie eleison. A corte celeste é um belo palácio: feliz daquele que nele pode entrar para a vida eterna, Kyrie eleison (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XVII, P. 117 à 122)     The post São Venceslau, Duque da Boêmia, Mártir appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho

Evangelho Do Dia 2018-09-28

Sexta-feira, 28 de Setembro de 2018. Santo do dia: São Venceslau, mártir; São Lourenço Ruiz e companheiros, mártires; São Simão de Rojas, presbíteroCor litúrgica: verde Evangelho do dia: São Lucas 9, 18-22 Primeira leitura: Eclesiastes, 3, 1-11Leitura do Livro do Eclesiastes: 1Tudo tem seu tempo. Há um momento oportuno para tudo que acontece debaixo do céu. 2Tempo de nascer e tempo de morrer; Tempo de plantar e tempo de colher a planta. 3Tempo de matar e tempo de salvar; tempo de destruir e tempo de construir. 4Tempo de chorar e tempo de rir; tempo de lamentar e tempo de dançar. 5Tempo de atirar pedras e tempo de as amontoar; tempo de abraçar e tempo de se separar. 6Tempo de buscar e tempo de perder; tempo de guardar e tempo de esbanjar. 7Tempo de rasgar e tempo de costurar; tempo de calar e tempo de falar. 8Tempo de amar e tempo de odiar; tempo de guerra e tempo de paz. 9Que proveito tira o trabalhador de seu esforço? 10Observei a tarefa que Deus impôs aos homens, para que nela se ocupassem. 11As coisas que ele fez são todas boas no tempo oportuno. Além disso, ele dispôs que fossem permanentes; no entanto o homem jamais chega a conhecer o princípio e o fim da ação que Deus realiza. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 143 (144) – Bendito seja o Senhor, meu rochedo. Ele é meu amor, meu refúgio, libertador, fortaleza e abrigo; É meu escudo: é nele que espero. R: Bendito seja o Senhor, meu rochedo!   – Que é o homem, Senhor, para vós? Por que dele cuidais tanto assim, e no filho do homem pensais? Como o sopro de vento é o homem, os seus dias são sombra que passa.   R: Bendito seja o Senhor, meu rochedo! Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 9, 18-22 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Veio o Filho do homem, a fim de servir e dar sua vida em resgate por muitos (Mc 10,45); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas: Aconteceu que, 18Jesus estava rezando num lugar retirado, e os discípulos estavam com ele. Então Jesus perguntou-lhes: ‘Quem diz o povo que eu sou?’ 19Eles responderam: ‘Uns dizem que és João Batista; outros, que és Elias; mas outros acham que és algum dos antigos profetas que ressuscitou.’ 20Mas Jesus perguntou: ‘E vós, quem dizeis que eu sou?’ Pedro respondeu: ‘O Cristo de Deus.’ 21Mas Jesus proibiu-lhes severamente que contassem isso a alguém. 22E acrescentou: ‘O Filho do Homem deve sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e doutores da Lei, deve ser morto e ressuscitar no terceiro dia.’ – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho por Santa Teresinha do Menino Jesus, carmelita e Doutora da IgrejaPesia 52, «O abandono é o fruto delicioso do amor» «”E Eu, quando for levantado da terra, atrirei todos a Mim”. E dizia isto para indicar de que morte ia morrer» (Jo, 12,32-33) Há nesta terrauma Árvore maravilhosacuja raíz, oh mistério!se encontra nos céus. À sombra dos seus ramosnada pode ferir;aí se pode repousarsem temer a tempestade. Esta Árvore inefáveltem por nome Amor;e seu fruto deleitávelchama-se abandono. É um fruto que me torna felizjá nesta vida;e minha alma se alegracom seu odor divino. Este fruto, quando lhe toco,é para mim um tesouro;ao levá-lo à bocamais doce ainda o sinto. Ele me dá neste mundoum oceano de paz;e nesta paz profundarepouso para sempre. Só o abandono me entregaem teus braços, Jesus.Ele me faz vivera vida dos eleitos. The post Evangelho do dia 2018-09-28 appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho