Santa Teresinha Do Menino Jesus, Carmelita

Maria Francisca Teresa, ou Teresinha, depois Teresinha do Menino Jesus, nascida aos 2 de Janeiro de 1873, era filha de Luís José Aloyles Estanislau Martin e de Zélia Maria Guerin, dos quais a Santa, mais tarde diria: “O bom Deus deu-me um pai e uma mãe mais dignos do céu do que da terra.” Depois de terem imitado, durante dez meses, a vida toda a pureza de Nossa Senhora e de São José, rogaram ao Senhor que se dignasse dar-lhes muitos filhos, e os tomasse para si. Com efeito, casados em 1858, em 1860 nasceu-lhes Maria Luísa; em 1861, Maria Paulina; em 1863, Maria Leônia; em 1864, Maria Helena, que faleceu em 1870; em 1866, Maria Celina, falecida no Carmelo de Lisieux; e em 1870, Maria Melânia Teresa, que morreu no ano mesmo em que nasceu. Com excessão das falecidas, as demais foram religiosas. Santa Teresinha veio ao mundo em Alencon. Quando a mãe, a boa Zélia Maria, faleceu, contava quatro anos e, embora em tenra idade, sofreu grande choque. Luís Martin então deixou a cidade e foi ficar-se em Lisieux, nos Buissonnets, perto da farmácia do cunhado Guérin. Teresinha, para Luís Martin, era a filha querida, a “pequenina rainha da França e da Navarra”, como a chamava. Invariavelmente, colocava-a sobre os joelhos e, em cadência de cavalinho, ia-a balançando, a cantar, destacando as sílabas: Mon petit Reinot qui a fait La fortune de toute l’Auvergne, fouchtra! Morta a mãe, Teresinha viu-se rodeada pela ternura do pai e das irmãs, principalmente dos cuidados de Paulina, a sua mãezinha. Desde os três anos de idade que a nossa santa resolveu nada recusar a Jesus, Assim é que, sendo a caçula, e, pois, a mais mimada, assentou que de tal privilégio não havia de abusar jamais. Tímida, amável, obediente, às vezes, como ela mesma nos conta, era vaidosa. Vivia-lhe ainda a mãe, quando nos relata o que se segue: Duma feita, devíamos ir ao campo, à casa duma família amiga. A mamãe disse a Maria que me pusesse o meu lindo vestido, mas que me cobrisse os braços. Não disse palavra, mostrei até indiferença, própria das crianças daquela idade, mas, interiormente, dizia: Quanto mais bonita iria eu com os meus bracinhos de fora”. E então? Como se os santos já nascessem santos! Quanto detratores há da religião, pelo mundo afora, que, por isto e por aquilo, desmerecem os escolhidos de Deus. A santidade há que se conquistar com o combate, combate rude, que só com a graça do Alto se levará a bom termo. Com treze anos por motivo de doença, retiraram-na do colégio, para ficar com uma preceptora da sociedade, que se encarregaria de lhe completar a educação. Daqueles tempos, diria: “Nesta salinha mobiliada à antiga, rodeada de cadernos, assisti, muitas vezes, à recepção de numerosas visitas. A mãe da minha professora era quem sustentava a conversa. Todavia, nesses dias, não aprendia grande coisa. Com o nariz em cima do livro, ouvia tudi, até mesmo o que seria melhor não ouvir. Uma das senhores dizia que eu tinha um lindíssimo cabelo, outra, ao sair, perguntava quem era a mocinha tão bonita. E estas palavras, tanto mais lisonjeadoras porque eram pronunciadas para mim, davam-me tal prazer que eu via claramente quanto estava cheia de amor próprio. Em agosto do ano de 1879, estava, então com quase sete anos, ocorreu o primeiro fenômeno verdadeiramente extraordinário que encontramos na vida mística da Irmã Teresa, – como diz Petitot – a visão profética que se relaciona com Luís Martin. Segundo a autobiografia, confirmada pelo depoimento das principais testemunhas, dá-nos a cena como passada no verão. Deviam ser dias ou três horas da tarde. O sol, esplendoroso, brilhava por todo os Buissonets, e a natureza parecia estar em festa. Luís Martin estava fora, ausentava-se já de alguns dias. Em Alencon, tratava de negócios. Maria e Paulina, num dos quartos da casa, trabalhavam. Noutro quarto, Teresinha, pela janela, apreciava a natureza. Teve a santa, naquele dia, a sombria visão da mais pesada prova moral que, em 1892, muitos anos mais tarde, pois, devia afligi-la. Diz ela com pormenores: Encontrava-me sozinha a uma das janelas que davam para o jardim e tinha o espírito com pensamentos alegres, quando vi defronte da lavanderia, à minha frente, um homem vestido exatamente como meu pai, da mesma estatura, com o mesmo andar, mas mais curvado e envelhecido. Digo envelhecido para pintar o conjunto geral da sua pessoa, porque não lhe vi o rosto; a cabeça estava coberta com um espesso véu. Caminhava lentamente e, com passo regular, ao longo do jardinzinho. Imediatamente, fui tomada dum sentimento de pavor sobrenatural e gritei alto, com voz trêmula: – Papai, Papai! Mas a personagem misteriosa parecia não ouvir; continuou a andar sem se voltar, e dirigiu-se para um bosquezinho de pinheiros que cortava a álea principal do jardim. Esperava vê-la reaparecer do outro lado das grandes árvores, mas a visão profética desvanecera-se. Maria e Paulina, quando ouviram aquele grito: Papai!Papai! correram até Teresa, em busca de explicação para as notas de terror que sentiram na voz da irmã. Cientes do sucedido, deram minuciosa busca por toda a extensão do jardim, e nada encontraram. Mas Teresa teimava e dizia: – Eu vi um homem e esse homem parecia-se absolutamente com papai! Cansadas de rebuscar pelas moitas, pelos arbustos, de olhar por todos os recantos que pudessem esconder um ser humano, acabaram por voltar para casa. E as duas mais velhas aconselharam a Teresinha que não mais pensasse no caso. Não pensar mais no que sucedera! Ah! Diria ela, mais tarde, se estivesse na minha mãe! Muitas vezes a imaginação me representava essa visão misteriosa. Muitas vezes procurava levantar o véu que lhe encobria o sentido, e no íntimo do coração tinha a convicção de que um dia me seria inteiramente revelada. E o foi, de fato. Anos mais tarde, Luís Martin precisaria ir a Alençon. Julgando-se muito feliz, conta-nos Petitot, muito cheio de consolações, ofereceu-se como vítima na Igreja de Nossa Senhora: – Meu
Evangelho Do Dia 2018-10-02

Terça-feira, 02 de Outubro de 2018. Santo do dia: Santos Anjos da Guarda; Beato João Beyzym, presbíteroCor litúrgica: branco Evangelho do dia: São Mateus 18,1-5.10 Primeira leitura: Êxodo 23,20-23Leitura do Livro do Êxodo: Assim diz o Senhor: 20Vou enviar um anjo que vá à tua frente, que te guarde pelo caminho e te conduza ao lugar que te preparei. 21Respeita-o e ouve a sua voz. Não lhe sejas rebelde, porque não suportará as vossas transgressões, e nele está o meu nome. 22Se ouvires a sua voz e fizeres tudo o que eu disser, serei inimigo dos teus inimigos, e adversário dos teus adversários. 23O meu anjo irá à tua frente e te conduzirá à terra dos amorreus, dos hititas, dos fereseus, dos cananeus, dos heveus e dos jebuseus, e eu os exterminarei. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 90(91) – Quem habita ao abrigo do Altíssimo e vive à sombra do Senhor onipotente, diz ao Senhor: “Sois meu refúgio e proteção, sois o meu Deus, no qual confio inteiramente”. R: O Senhor deu uma ordem aos seus anjos, para em todos os caminhos te guardarem. – Do caçador e do seu laço ele te livra. Ele te salva da palavra que destrói. Com suas asas haverá de proteger-te, com seu escudo e suas armas, defender-te. R: O Senhor deu uma ordem aos seus anjos, para em todos os caminhos te guardarem. – Não temerás terror algum durante a noite, nem a flecha disparada em pleno dia; nem a peste que caminha pelo escuro, nem a desgraça que devasta ao meio-dia. R: O Senhor deu uma ordem aos seus anjos, para em todos os caminhos te guardarem. – Nenhum mal há de chegar perto de ti, nem a desgraça baterá à tua porta; pois o Senhor deu uma ordem a seus anjos para em todos os caminhos te guardarem. R: O Senhor deu uma ordem aos seus anjos, para em todos os caminhos te guardarem. Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 18,1-5.10 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Bendizei ao Senhor Deus, os seus poderes, seus ministros que fazeis sua vontade! (Sl 102,21); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus: Naquela hora, 1Os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram: “Quem é o maior no Reino dos Céus?” 2Jesus chamou uma criança, colocou-a no meio deles 3e disse: “Em verdade vos digo, se não vos converterdes, e não vos tornardes como crianças, não entrareis no Reino dos Céus. 4Quem se faz pequeno como esta criança, esse é o maior no Reino dos Céus. 5E quem recebe em meu nome uma criança como esta, é a mim que recebe. 10Não desprezeis nenhum desses pequeninos, pois eu vos digo que os seus anjos nos céus vêem sem cessar a face do meu Pai que está nos céus. – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho por São Vicente de Paulo, presbíteroDiscurso às Filhas da Caridade, 07/12/1643 Ser o anjo de outra pessoa Minhas filhas, vós que cuidais das crianças, que lugar tendes junto destes pequenos? Sois, de certa forma, os seus anjos da guarda. Pois bem, minhas filhas, desdenharíeis de acompanhar estas pobres crianças, quando os seus anjos se consideram felizes por permanecer continuamente junto delas? Se eles veem a Deus, é desse posto; se O glorificam, é ao lado destas crianças; se recebem os seus mandamentos, é também aí. São eles que elevam até Deus a glória que Lhe dão estes pequenos seres com as suas exclamações e os seus gorjeios. E consideram uma honra poder servi-los desta maneira. Ó minhas filhas, fazei o mesmo, vós que estais, com estes espíritos gloriosos, encarregadas de cuidar destas crianças. The post Evangelho do dia 2018-10-02 appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho