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Evangelho Do Dia 2018-10-19

Sexta-feira, 19 de Outubro de 2018. Santo do dia: Santos João de Brébeuf, Isaac Jogues, presbíteros, e companheiros, mártires; São Paulo da Cruz, presbítero; Santa Fridesvida, virgemCor litúrgica: verde Evangelho do dia: São Lucas 12, 1-7 Primeira leitura: Efésios 1, 11-14Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios: Irmãos: 11Em Cristo nós recebemos a nossa parte. Segundo o projeto daquele que conduz tudo conforme a decisão de sua vontade, nós fomos predestinados 12a sermos, para o louvor de sua glória, os que de antemão colocaram a sua esperança em Cristo. 13Nele também vós ouvistes a palavra da verdade, o evangelho que vos salva. Nele, ainda, acreditastes e fostes marcados com o selo do Espírito prometido, o Espírito Santo, 14o que é o penhor da nossa herança para a redenção do povo que ele adquiriu, para o louvor da sua glória. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 32 (33) – Ó justos, alegrai-vos no Senhor! aos retos fica bem glorificá-lo. Dai graças ao Senhor ao som da harpa, na lira de dez cordas celebrai-o!   R: Feliz o povo que o Senhor escolheu por sua herança!   – Pois reta é a palavra do Senhor, e tudo o que ele faz merece fé. Deus ama o direito e a justiça, transborda em toda a terra a sua graça.   R: Feliz o povo que o Senhor escolheu por sua herança!   – Feliz o povo cujo Deus é o Senhor, e a nação que escolheu por sua herança! Dos altos céus o Senhor olha e observa; ele se inclina para olhar todos os homens.   R: Feliz o povo que o Senhor escolheu por sua herança! Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 12, 1-7 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça, da mesma forma que em vós nós esperamos! (Sl 32,22); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas: Naquele tempo: 1Milhares de pessoas se reuniram, a ponto de uns pisarem os outros. Jesus começou a falar, primeiro a seus discípulos: ‘Tomai cuidado com o fermento dos fariseus, que é a hipocrisia. 2Não há nada de escondido, que não venha a ser revelado, e não há nada de oculto que não venha a ser conhecido. 3Portanto, tudo o que tiverdes dito na escuridão, será ouvido à luz do dia; e o que tiverdes pronunciado ao pé do ouvido, no quarto, será proclamado sobre os telhados. 4Pois bem, meus amigos, eu vos digo: não tenhais medo daqueles que matam o corpo, não podendo fazer mais do que isto. 5Vou mostrar-vos a quem deveis temer: temei aquele que, depois de tirar a vida, tem o poder de lançar-vos no inferno. Sim, eu vos digo, a este temei. 6Não se vendem cinco pardais por uma pequena quantia? No entanto, nenhum deles é esquecido por Deus. 7Até mesmo os cabelos de vossa cabeça estão todos contados. Não tenhais medo! Vós valeis mais do que muitos pardais. – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho por São Pio de Pietrelcina, capuchinhoCarta 979-980 «Não temais» A verdadeira razão pela qual nem sempre és bem sucedido na tua meditação é esta – e não me engano! Começas a meditar agitado e ansioso. Basta isso para que não obtenhas nunca o que procuras, porque o teu espírito não está concentrado na verdade que meditas e não há amor no teu coração. Esta ansiedade é ineficaz, não retiras dela senão uma grande fadiga espiritual e uma certa frieza da alma, sobretudo ao nível afetivo. Para isso, não conheço outro remédio que não seja abandonares essa ansiedade, que é um dos maiores obstáculos à prática religiosa e à vida de oração. Ela faz-nos correr para nos fazer tropeçar. Não quero evidentemente dispensar-te da meditação porque te parece que não retiras dela qualquer benefício. Pois quando fores fazendo vazio em ti, libertando-te desse apego por meio da humildade, o Senhor te dará o dom da oração, que guarda na sua mão direita. The post Evangelho do dia 2018-10-19 appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho

São Paulo Da Cruz, Fundador Da Congregação Dos Passionistas

Paulo era filho de Lucas Danei e de Ana Maria Massari. Lucas, de Castellazo, comerciava em Ovada, burgo da República de Gênova. O casal teve dezesseis filhos, mas muitos morreram quando ainda muito novos. Paulo nasceu no dia 3 de fevereiro de 1694. No ano seguinte, nasceria o irmão que lhe seria inseparável companheiro, João Batista. Em 1709, Lucas Danei, com toda a família, estava em Castellazo, com o seu comércio. Ali, as crianças, chegadas à idade conveniente, iam ajudá-lo. Paulo, em 1715, buscou a carreira das armas. Um ano depois, contudo, abandonou-a. Piedoso e quieto, desejando levar vida mais perfeita, procurou um tio padre, chamado Cristóvão, irmão de Lucas Danei, para aconselhar-se. Encaminhando a um capuchinho da cidade, o padre Jerônimo de Tortona, nada conseguiu, porque, provisoriamente em Castellazo, ia deixá-la brevemente. Depois de procurar este e aquele, o jovem viu-se diante de Francisco de Gattinara, bispo de Alexandria, que descobriu no bom filho de Lucas excepcionais qualidades e entrou a encorajá-los: é que Paulo, duns tempos àquela parte, vinha já pensando na congregação, em termos vagos, que lhe veio a mente decerto quando longamente ficava na igreja a adorar o Santíssimo Sacramento exposto, “pelo menos cinco horas de joelhos”. Paulo falou dos seus projetos ao bispo, da vida religiosa e do desejo que tinha de envergar uma túnica negra com um sinal especial: Jesu Christi Passio. Mais tarde havia de escrever: Quem me ler saiba que, quando me via levando a santa túnica, não a via a forma corporal, como a figura de um homem, isto não, mas de Deus; quero dizer que a alma conhecia que era Deus, porque a fazia compreender por movimentos interiores do coração e da inteligência infusa no espírito, e tão altamente, que é bem difícil de explicar … Entretanto, para que seja bem compreendido, direi de uma certa visão espiritual, que Deus, na sua infinita misericórdia, muitas vezes me concedeu, quando quis enviar-me alguma pena particular. Enquanto estava a orar, via um chicote, na mão de Deus, e este chicote tinha cordas como as disciplinas e sobre elas estava escrita a palavra Amor. No mesmo instante, Deus mostrava à alma, numa altíssima contemplação, que desejava chicoteá-la, mas por amor, e a alma corria depressa abraçar o chicote, dando-lhe beijos espirituais…. Ora, escrevi isto para explicar e para dizer, segundo a inteligência que Deus me deu, que o que vi em espírito com a luz altíssima da santa fé, que o tenho por mais verdadeiro do que se tivesse visto com meus olhos corporais, visto que estes me poderiam enganar com qualquer fantasma, enquanto que, pela outra via não há perigo, graças à inteligência que Deus me concedeu. Quando disse que tinha visto nas mãos de Deus, não vi, mas a alma tem uma altíssima inteligência, que é imensa, e assim me aconteceu com a túnica. Enfim, saiba que, depois que Deus me retirou dos exercícios de meditação, para me ocupar com o discorrer sobre os mistérios, indo disto para aquilo, não mais tive formas imaginárias. Tudo levado a bom termo, Paulo começou a usar a túnica negra com o sinal especial, com a autorização do bispo Gattinara: benzeu-o e entusiasmou-se com a alegria do moço. Era em 1720, aos vinte e dois dias de julho. Aos 23 de novembro daquele mesmo ano, Paulo retirava-se com a permissão do prelado, a uma pequena cela situada debaixo duma escada, ao lado da sacristia da igreja paroquial de São Carlos de Castellazo, onde fez um retiro de quarenta dias: descalço, ali permaneceu, presa do frio, da umidade e do desconforto, a dormir dobre sobre palhas, a alimentar-se de pão e água. Naquela celazinha escura e feia nasceu o primeiro esboço da futura Regra, a áspera, esboço que Gattinara aprovou ipsis-litteris. Imediatamente, pôs-se o Santo em ação, principiando a propagar o catecismo, exercendo-o, primeiramente, pelo campo, entre os humildes que viviam nos arredores da cidade. Da ermida da Santa Trindade, depois da de Santo Estevão, reunia grande auditório, e passava a falar sobre o fim daquilo que tão gratamente se propusera, Foi um sucesso, e, de início, dois discípulos juntaram-se a ele. Um, foi João Batista, o próprio irmão, que lhe seria inseparável, e o outro Paulo Sardi. Ao Santo, depois que pregou a quaresma, atraindo verdadeira multidão, todos, mesmo de longe, começaram a aparecer para ouvi-lo. E o desejo de Paulo de ver obtida uma aprovação pontifical para o que criara, partiu para Gênova, donde, embarcando num navio, buscou Civita Vechia. Foi quando retocou a regra, antes de alcançar Roma. Desconhecido, sem protetor, ia difícil a obtenção duma audiência com o Papa. Afinal triste, sem conseguir o desejado, tornou à terra natal, a pé, bordejando o mar. A 21 de setembro de 1721, Gattinara deu o hábito a João Batista, e os dois irmãos partiram para o Monte Argentário, lugar em que viveram uma vida difícil, dura, toda de oração e de penitência. Conhecidos, passaram a evangelizar as gentes de Orbetello, cidadezinha que se achava na raiz da montanha, poeticamente plantada à beira dum lago. Não tardou para que o bispo de Gaeta, Carlos Pignatelli, ouvisse referências sobre a atividade que os dois Danei estavam, ardorosamente, desenvolvendo. Quis, então, conhecê-los. E, para tal, convidou-os para ir pregar na diocese que governava. O mês de junho de 1723 estava a findar. Aceitaram, gostosamente, o convite. E foram. Recebidos com gentileza, hospedaram-se no palácio episcopal. Dali, pouco depois, passaram à ermida de Nossa Senhora da Cadeia. O bispo gostou dos dois. E, não satisfeito com vê-los a pregar pelas igrejas, confiou-lhes o cuidado do retiro dos ordenandos. No mês de outubro, Paulo e João Batista deixavam Gaeta e retornavam a Castellazo, mas, no ano seguinte, ou seja, em março de 1724, voltaram de novo para uma temporada ao pé de Pignatelli, E Paulo, inflamado, pregou a quaresma na catedral. Em agosto, para pregar, receberam o convite do bispo de Troja, e no ano seguinte, chegavam a Roma para o jubileu. Quando pregavam na basílica de São