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Santo Antônio Maria Claret, Fundador Dos Missionários Filhos Do Imaculado Coração De Maria

Antônio Claret nasceu na Catalunha, Espanha, a 23 de dezembro de 1807, quando Napoleão I, invadindo aquele país, ia atirá-lo a um longo período de crises, em que o catolicismo sofreria rudes golpes. Antônio Claret, então, seria um dos mais ativos defensores da fé. Quinto filho dos onze que João Claret e Josefina Clara tiveram, Antônio foi menino que deixou, precocemente, ver a piedade que sempre lhe foi característica. Tendo começado os estudos de latim com o cura, o pai, vendo-o entusiasmado, enviou-o, depois dos dezesseis anos, para Barcelona, para maiores vôos. Desejoso de vida cada vez mais perfeita, porque vivia modesta e castamente, fugindo do bulício e dos companheiros ruidosos, pensou Antônio em procurar os cartuxos. Antes, porém, buscou o conselho dos mais velhos, experimentados, piedosos e sensatos, que o inclinaram para o seminário de Vich, na diocese em que nascera. No seminário, ficou conhecendo Tiago Balmes, aquele Tiago que, embora vivendo tão pouco nesta terra, ensaiaria a renovação do pensamento cristão na Espanha. Antônio Claret foi seminarista perfeito. Tonsurado a 2 de fevereiro de 1832, a 20 de dezembro de 1834 era subdiácono. Padre a 13 de junho de 1835, pela festa de Santo Antônio de Pádua, justamente quando se iniciava a guerra carlista, imediatamente foi feito vigário, depois ecônomo da paróquia natal. Ali exerceu o ministério e terminou os estudos teológicos. Em 1839, viajou para Roma, a fim de, certo de sua verdadeira vocação, pôr-se à disposição da Congregação da Propaganda, para trabalhar nas missões. O cardeal prefeito, porém, estava ausente, de modo que foi seguir os Exercícios entre os jesuítas, atendendo-se a uma sua proposição. Uma chaga que lhe surgiu na perna obrigou-o a tornar à Espanha. Então, pelo bispo de Vich, foi nomeado cura de Viladrau. Pregando com ardor, Antônio Claret trazia em suspenso todo o auditório, desde o mais refinado até o mais modesto. Para completar as instruções orais, começou a escrever – e escreveu, pela vida a fora, mais de cento e cinqüenta livros. O seu Camino recto y seguro para llegar al Cielo apareceu em 1843. Antônio Claret não procurou expor uma doutrina original: seu objetivo era apresentar o Evangelho ao povo, insistindo sobre as grandes verdades e mostrando a afeição e a estima do dever do estado. Recomendava os exercícios de piedade clássicos, atribuindo grande importância à devoção à Santa Mãe de Deus. Pregando todos os dias, incansavelmente, a viajar, a pé, em busca dos mais longínquos sítios, ouvindo confissões à noite, piedoso, caridoso, sempre solícito e pronto para aliviar o pesado fardo dos homens, logo começaram a correr novas sobre milagres que teria operado. Dizia-se, insistentemente, que Nosso Senhor e sua Mãe Santíssima, lhe apareceram, duma feita. Naqueles tristes tempos, um homem assim era perigoso para os que procuravam valer-se da ignorância das gentes. Perseguido, achou-se muitíssimo exposto e, pois, transferiu-se para as Canárias. Ali, por quinze anos, Antônio pregou e pregou sem cessar. De volta à Espanha, em 1849, lançou as bases da Congregação dos Missionários Filhos do Coração Imaculado de Maria. Uma surpresa o esperava: o Papa Pio IX, a uma solicitação da rainha Isabel II, nomeou-o arcebispo de Santiago de Cuba, a 4 de agosto de 1849. Sagrado aos 6 de Outubro do ano seguinte, partiu para o novo posto a 28 de dezembro, chegando ao destino a 18 de fevereiro de 1851. Juntara, então, ao nome, o de Maria. A diocese não era nada edificante. Os padres eram poucos, viviam sem recursos e, o que era pior, tinham muito pouca instrução, O novo prelado logo organizou sessões de estudo no seminário e, para elevar o nível de vida daqueles sacerdotes, reduziu ao mínimo os gastos do arcebispado. Santo Antônio Maria Claret pregou a quaresma em Santiago e, em seguida, pôs-se a visitar a diocese, vasta diocese a sua. Um ano e meio depois, havia distribuído noventa e sete mil duzentos e dezessete livros, oitenta e três mil e quinhentas imagens, vinte mil e seiscentos terços e oito mil e trezentas medalhas. Em seis anos, havia pronunciado onze mil sermões, regularizou a situação de cerca de trinta casais mal casados e confirmou trezentas mil pessoas. Sem saber o que era cansaço, ignorando incidentes de viagem, que fazia a pé ou a cavalo, comendo o que podia encontrar pelo caminho, transpondo rios mansos ou perigosos, debaixo de sol ou de chuva, pelas noites frias ou cheias de assaltantes, destemidamente enfrentando gente atacada de cólera ou adversários do catolicismo, impávido, sereno, sem se queixar, calmo e doce, lá ia ele sempre para frente, para onde mais falta fazia aos filhos de Deus. Novamente a ser empecilho para os que vivem afastados da lei de Deus, reconciliando esposos perversamente separados, pregando a verdade que era funesta para funestos planos, grangeou Santo Antônio Maria Claret uma chusma de inimigos. Nada menos de quinze atentados, sofreu o bravo arcebispo sem medo. Uma noite, saindo da igreja, avançaram para ele de punhal. Vibraram-lhe tal golpe, que lhe abriram a face, no lado esquerdo, feíssima ferida, da qual, todos pensaram, viria morrer. Curou-se, porém, num instante, e aquela rápida cura foi tida como miraculosa. A 18 de março de 1857, a rainha Isabel chamava-o para a Espanha. Certo de que iria ser repreendido pela ação apostólica que vinha desenvolvendo à custa de sacrifícios, mesmo a expor a vida, apresentou-se à soberana assim que chegou no Velho Mundo, a 26 de Maio. E a rainha, que outra coisa não queria senão fazê-lo seu confessor, prendeu-o, malgrado seu, na Espanha. Nomeado arcebispo de Trajanópolis, continuou a administrar Cuba e, pouco tempo depois, também Madri. Muito influente no país, fez com que se designassem bons bispos, organizou centros de estudos eclesiásticos e, tendo lutado para que a corte se tornasse ,menos frívola, combatendo a indecência – formou novos inimigos, numerosos inimigos. Criticado, mostrado ridiculamente em romances, canções, comédias e caricaturas, Antônio Claret, com a sua santidade e amor de Deus, passava por cima de tudo, sem se apoquentar, sem se exaltar, porque combatia o bom combate.

Evangelho Do Dia 2018-10-24

Quarta-feira, 24 de Outubro de 2018. Santo do dia: Santo Antônio Maria Claret, Bispo; Beato José Baldo, presbíteroCor litúrgica: verde Evangelho do dia: São Lucas 12, 39-48 Primeira leitura: Efésios 3, 2-12Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios: Irmãos: 2Se ao menos soubésseis da graça que Deus me concedeu para realizar o seu plano a vosso respeito, 3como, por revelação, tive conhecimento do mistério, tal como o esbocei rapidamente. Ao ler-me, podeis conhecer a percepção que eu tenho do mistério de Cristo. 5Este mistério, Deus não o fez conhecer aos homens das gerações passadas mas acaba de o revelar agora, pelo Espírito, aos seus santos apóstolos e profetas: 6os pagãos são admitidos à mesma herança, são membros do corpo, são associados à mesma promessa em Jesus Cristo, por meio do Evangelho. 7Disto eu fui feito ministro pelo dom da graça que Deus me concedeu no exercício do seu poder. 8Eu, que sou o último de todos os santos, recebi esta graça de anunciar aos pagãos a insondável riqueza de Cristo 9e de mostrar a todos como Deus realiza o mistério desde sempre escondido nele, o criador do universo. 10Assim, doravante, as autoridades e poderes nos céus conhecem, graças à Igreja, a multiforme sabedoria de Deus, 11de acordo com o desígnio eterno que ele executou em Jesus Cristo, nosso Senhor. 12Em Cristo nós temos, pela fé nele, a liberdade de nos aproximarmos de Deus com toda a confiança. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo (Is 12) – Eis o Deus, meu Salvador, eu confio e nada temo; o Senhor é minha força, meu louvor e salvação. Com alegria bebereis do manancial da salvação. R: Com alegria bebereis do manancial da salvação. – E direis naquele dia: ‘Dai louvores ao Senhor, invocai seu santo nome, anunciai suas maravilhas, entre os povos proclamai que seu nome é o mais sublime. R: Com alegria bebereis do manancial da salvação. – Louvai cantando ao nosso Deus, que fez prodígios e portentos, publicai em toda a terra suas grandes maravilhas! Exultai cantando alegres, habitantes de Sião, porque é grande em vosso meio o Deus Santo de Israel!’ R: Com alegria bebereis do manancial da salvação. Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 12, 39-48 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Vigiai, diz Jesus, vigiai, pois, no dia em que não esperais, o vosso Senhor há de vir (Mt 24,42.44); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas: Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 39Ficai certos: se o dono da casa soubesse a hora em que o ladrão iria chegar, não deixaria que arrombasse a sua casa. 40Vós também ficai preparados! Porque o Filho do Homem vai chegar na hora em que menos o esperardes’. 41Então Pedro disse: ‘Senhor, tu contas esta parábola para nós ou para todos?’ 42E o Senhor respondeu: ‘Quem é o administrador fiel e prudente que o senhor vai colocar à frente do pessoal de sua casa para dar comida a todos na hora certa? 43Feliz o empregado que o patrão, ao chegar, encontrar agindo assim! 44Em verdade eu vos digo: o senhor lhe confiará a administração de todos os seus bens. 45Porém, se aquele empregado pensar: ‘Meu patrão está demorando’, e começar a espancar os criados e as criadas, e a comer, a beber e a embriagar-se, 46o senhor daquele empregado chegará num dia inesperado e numa hora imprevista, ele o partirá ao meio e o fará participar do destino dos infiéis. 47Aquele empregado que, conhecendo a vontade do senhor, nada preparou, nem agiu conforme a sua vontade, será chicoteado muitas vezes. 48Porém, o empregado que não conhecia essa vontade e fez coisas que merecem castigo, será chicoteado poucas vezes. A quem muito foi dado, muito será pedido; a quem muito foi confiado, muito mais será exigido! – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho por Beato John Henry NewmanWaiting for Christ, PPS, t. 6, n°17 «Estai vós também preparados» «Eis que venho como um ladrão. Feliz aquele que vigia e protege as suas vestes», diz o Senhor (Ap 16,15). […] Quando Cristo diz que a sua vinda está para breve, mas que contudo chegará de súbito, de modo inesperado, está a dizer que essa espera nos parecerá longa. […] Porque será que o cristianismo fraqueja incessantemente e, no entanto, perdura? Apenas Deus o sabe. Ele quere-o assim, é um facto; e não é paradoxal afirmar que este tempo da Igreja durou quase dois mil anos, que pode durar ainda muito e que, no entanto, caminha para o seu fim, que pode mesmo terminar num dia qualquer. E o Senhor quer que estejamos virados com todo o nosso ser para a iminência do seu regresso; trata-se de vivermos como se aquilo que pode acontecer a qualquer momento fosse acontecer durante a nossa vida. Antes da chegada de Cristo, o tempo decorria de outra forma: o Salvador iria chegar e trazer a perfeição; e a religião encaminhava-se para essa perfeição. As revelações sucediam-se […]; o tempo era medido pela palavra dos profetas, que se sucediam. […] O povo da Aliança não O esperava para breve, mas para depois da estadia em Canaã e do cativeiro no Egito, após o êxodo no deserto, os juízes e os reis, no termo dos prazos fixados para O introduzir neste mundo. Esses prazos eram reconhecidos e as sucessivas revelações preenchiam essa espera. Mas, uma vez Cristo chegado, como o Filho à sua própria casa, com o seu Evangelho perfeito, nada falta completar a não ser a reunião dos seus santos. Nenhuma doutrina mais perfeita pode ser revelada. Surgiu a luz e a vida dos homens; Cristo morreu e ressuscitou. Nada mais há fazer […]; por conseguinte, o fim dos tempos chegou. Além disso, embora deva existir um certo intervalo entre a primeira e a última chegada de Cristo, doravante o tempo já não conta. […] O tempo já não caminha para o fim, antes caminha a seu lado, sempre tão perto dele como se tendesse para ele. […] Cristo está sempre à nossa porta, tão próximo hoje como há dezoito séculos, e