São Vilibrodo, Bispo De Utrecht, Apóstolo Da Frísia

Os ingleses, vindos da Germânia, e convertidos à fé católica pelos missionários do Papa Gregório, encheram-se de zelo e puseram-se a converter os povos dos quais se originaram, a começar pelos frisões, que eram os mais próximos. Santo Egberto, nobre inglês, que se retirara para a Irlanda, e abraçara a vida monástica, em 686, resolveu ir à Frísia, mas, à última hora, abandonou o projeto, pondo-se a trabalhar ativa e utilmente na reunião dos irlandeses cismáticos. Wilgberto, um dos companheiros de Egberto, que vivia desde muito na Irlanda, levou a vida de anacoreta numa grande perfeição, embarcou para a Frísia, e durante dois anos pregou o Evangelho àquela nação e ao rei Radbod. Percebendo que fruto algum lhe vinha do imenso trabalho, tornou à Irlanda, para, em silêncio, servir a Deus e aproveitar, pelo menos aos seus, o exemplo. Santo Tgberto, vendo que o companheiro conseguira da Frísia, experimentou enviar para lá homens zelosos e virtuosos. E escolheu doze, dos quais o principal era São Vilibrodo, inglês, nascido na Nortúmbria, em 658. O pai chamava-se Wilgis e era extremamente piedoso, tendo deixado o século e abraçado o estado monástico, fazendo-se ermitão mais tarde. Na velhice, tendo fundado uma pequena comunidade entre o oceano e Humbert, passou a dirigi-la. Honrado entre os santos, no mosteiro de Epternach, na diocese de Tréveris, é nomeado no calendário inglês. Alcuíno, amigo de Carlos Magno, deu-nos sua vida, bem como a do filho Vilibrodo. Vilibrodo ainda não completara sete anos e já o pai o enviava ao convento de Ripon, onde ficou sob a direção de São Wilfrido e abraçou a vida monástica. Assim, aos vinte anos, com o consentimento do abade de Ripon, conseguiu permissão para ir à Irlanda: queria aperfeiçoar-se ao pé de Santo Egberto. Era padre, e estava com trinta anos, quando foi enviado à Frísia por aquele santo, que viveu até o ano 729 e morreu com 90 anos, aos 24 de abril, dia em que a Igreja lhe honra a memória. Chegados que foram à Frísia is doze missionários, em 690, foram otimamente recebidos por Pepino, duque dos francos e presidente do palácio, cognominado de Héristal, que ganhara de Radbord as graças e uma parte da Frísia, parte que ficava entre o reino e o Mosa. Foi por isso que os enviou, aos doze, para ali pregar, dando-lhe a proteção de que necessitavam, concordando que chamassem à fé quem quer que fosse: pouco depois, um grande número de idólatras era convertido. Com o tempo, os missionários escolheram Swidberto, um dentre eles, para ser ordenado bispo. E, na Inglaterra, por São Wilfrido, então arcebispo de York, foi elevado àquela dignidade. Ao retornar, na Germânia esteve o novo prelado entre os povos das vizinhanças de Colônia, e a muita gente converteu. Pouco tempo depois, todavia, aqueles convertidos se viram obrigados a dispersar-se, pela pressão saxônia, e São Swidberto foi ter com Pepino, que lhe deu, para retiro, uma ilha no Reno, onde, então, o bispo ergueu um convento, a que chamou Verden, e depois Keiserswert, que quer dizer Ilha do Imperador. São Swidberto morreu no ano de 713. São Vilibrodo, com os demais missionários ingleses, trabalhava com sucesso na conversão dos frisões, sob a benéfica sombra de Pepino. Lá pelo ano de 692, por Pepino mesmo, foi o santo enviado a Roma, para receber do Papa Sérgio a benção apostólica e trazer santas relíquias. Ao regressar, continuou pregando aos frisões, submetidos aos francos, e, pouco mais tarde, tornou a Roma com presentes e cartas de Pepino, que rogava ao Papa lhe ordenasse Vilibrodo bispo de seu povo. O Papa Sérgio consagrou-o arcebispo dos frisões, na igreja de Santa Cecília, no dia mesmo da festa desta santa, aos 22 de novembro de 696. E, dando são novo arcebispo o pallium, deu-lhe também novo nome, o de Clemente, em lugar daquele Vilibrodo bárbaro, nome pelo qual, todavia, é mais conhecido até hoje. Enviado pelo Papa ao seio do seu povo, não ficou o santo mais do que quatorze dias em Roma. De Pepino, recebeu o lugar onde, então estabeleceu a sede episcopal, na cidade hoje denominada Utrecht. São Vilibrodo ali erigiu uma igreja, a igreja de São Salvador, que passou a ser o centro do episcopado. Como convertera grande número de fiéis, de todas as partes, durante cinqüenta anos de pregação, acabou fundando muitos conventos, erigindo várias igrejas e fez com que se ordenassem novos bispos. Um dia, resolveu pregar o Evangelho na parte da Frísia que vivia sob o governo de Radbod, e o príncipe recebeu-o com muitas honras. Dali, passou São Vilibrodo à Dinamarca, cujo povo, muito feroz, era comandado por Ongende, mais cruel que a mais cruel das feras. Ongente recebeu-o com certa complacência, mas por pouco entre os dinamarqueses esteve o santo, vendo que fruto poderia esperar daquele país. Contentou-se, então, com a boa vontade de trinta jovens, reuniu-os e retornou à França. E, pensando nos acidentes que pudessem surgir de tão longa viagem, instruiu-os e batizou-os em caminho. Nos confins da Dinamarca e da Frísia, há uma ilha, na embocadura do Elba, que agora tem o nome do seu deus Fosite. Os pagãos veneram-na e não ousam tocar em animal algum que ali vive; nem falar sequer de tirar água duma fonte que irriga aquelas terras. Ora, aconteceu que São Vilibrodo, atirado por uma tempestade, ali foi ter e passou alguns dias, à espera de tempo favorável para reiniciar a viagem. Três homens, batizou-os na fonte, e pediu que lhe matassem qualquer caça para a alimentação. E os pagãos ficaram na expectativa: ao comer daquela carne, se o santo homem não morresse subitamente, de ficar louco furioso na escaparia. Nada disso, porém, sucedeu. Maravilhados, fizeram chegar a Radbod, o acontecido. O príncipe, querendo vingar os deuses, fez lançar a sorte três vezes por dia, durante três dias, segundo velha superstição dos germanos, sobre o santo bispo e os companheiros. Como a sorte lhe foi desfavorável, livrando o santo do martírio, limitou-se a recriminá-lo, dizendo-lhe que só fizera por
Evangelho Do Dia 2018-11-07

Quarta-feira, 07 de Novembro de 2018. Santo do dia: São Vicente Grossi, presbíteroCor litúrgica: verde Evangelho do dia: São Lucas 14, 25-33 Primeira leitura: Filipenses 2, 12-18Leitura da carta de São Paulo aos Filipenses: 12Meus queridos, como sempre fostes obedientes, não só em minha presença, mas ainda mais agora na minha ausência, trabalhai para a vossa salvação, com temor e tremor. 13Pois é Deus que realiza em vós tanto o querer como o fazer, conforme o seu desígnio benevolente. 14Fazei tudo sem reclamar ou murmurar, 15para que sejais livres de repreensão e ambiguidade, filhos de Deus sem defeito, no meio desta geração depravada e pervertida, na qual brilhais como os astros no universo. 16Conservai com firmeza a palavra da vida. Assim, no dia de Cristo, terei a glória de não ter corrido em vão nem trabalhado inutilmente. 17E ainda que eu seja oferecido em libação, no sacrifício que é o sagrado serviço de vossa fé, fico feliz e alegro-me com todos vós. 18Vós também, alegrai-vos pelo mesmo motivo e congratulai-vos comigo. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 26 (27) – O Senhor é minha luz e salvação; de quem eu terei medo? O Senhor é a proteção da minha vida; perante quem eu tremerei? R: O Senhor é minha luz e salvação! – Ao Senhor eu peço apenas uma coisa, e é só isto que eu desejo: habitar no santuário do Senhor por toda a minha vida; saborear a suavidade do Senhor e contemplá-lo no seu templo. R: O Senhor é minha luz e salvação! – Sei que a bondade do Senhor eu hei de ver na terra dos viventes. Espera no Senhor e tem coragem, espera no Senhor! R: O Senhor é minha luz e salvação! Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 14,25-33 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Felizes sereis vós se fordes ultrajados por causa de Jesus, pois repousa sobre vós o Espírito de Deus (1Pd 4,14); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas: Naquele tempo, 25grandes multidões acompanhavam Jesus. Voltando-se, ele lhes disse: 26“Se alguém vem a mim, mas não se desapega de seu pai e sua mãe, sua mulher e seus filhos, seus irmãos e suas irmãs e até da sua própria vida, não pode ser meu discípulo. 27Quem não carrega sua cruz e não caminha atrás de mim não pode ser meu discípulo. 28Com efeito, qual de vós, querendo construir uma torre, não senta primeiro e calcula os gastos, para ver se tem o suficiente para terminar? Caso contrário, 29ele vai lançar o alicerce e não será capaz de acabar. E todos os que virem isso começarão a caçoar, dizendo: 30‘Este homem começou a construir e não foi capaz de acabar!’ 31Ou ainda, qual o rei que, ao sair para guerrear com outro, não se senta primeiro e examina bem se, com dez mil homens, poderá enfrentar o outro que marcha contra ele com vinte mil? 32Se ele vê que não pode, enquanto o outro rei ainda está longe, envia mensageiros para negociar as condições de paz. 33Do mesmo modo, portanto, qualquer um de vós, se não renunciar a tudo o que tem, não pode ser meu discípulo!” – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho por São Boaventura, franciscano, Doutor da IgrejaA Vida de São Francisco, Legenda major, cap. 2 São Francisco renuncia a tudo para seguir Cristo O pai de Francisco queria que ele comparecesse perante o bispo para renunciar a todos os seus direitos de herdeiro, e que lhe restituísse o que ainda possuía. Como verdadeiro amante da pobreza, Francisco prestou-se de boa vontade à cerimónia, apresentou-se no tribunal do bispo e, sem esperar um momento nem hesitar sobre fosse o que fosse, sem esperar por uma ordem nem pedir qualquer explicação, despiu todas as suas roupas e entregou-as a seu pai. […] A seguir, cheio de fervor e levado pela embriaguez espiritual, descalçou os sapatos e, completamente nu perante a assistência, declarou a seu pai: «Até agora chamei-te pai na Terra; doravante poderei dizer com segurança: “Pai Nosso que estais no Céu”, pois foi a Ele que confiei o meu tesouro e entreguei a minha fé». O bispo, homem santo e muito digno, chorava de admiração ao ver os excessos a que o levava o seu amor a Deus; levantou-se, tomou o jovem nos braços, cobriu-o com o seu manto e mandou buscar alguma coisa para lhe vestir. Trouxeram-lhe um pobre manto de burel de um camponês que estava ao serviço do bispo. Francisco recebeu-o com gratidão e, apanhando em seguida do chão um pedaço de giz, traçou nele uma cruz: a veste significava este homem crucificado, este pobre meio despido. Foi assim que o servidor do Grande Rei ficou nu para caminhar atrás do seu Senhor, pregado à cruz na sua nudez. The post Evangelho do dia 2018-11-07 appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho