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São Sóstenes, Discípulo De São Paulo – 1° Século

No dia de hoje, o martirológio romano anuncia: “Perto de Corinto, a morte de São Sóstenes, um dos discípulos do bem-aventurado Apóstolo Paulo, que o menciona ao escrever aos coríntios. Sóstenes era chefe da sinagoga daquela cidade, mas convertido a Jesus Cristo, foi batido com violência em presença do procônsul Galião, consagrando por um glorioso princípio as primícias da sua fé (1º século)”. O nome de Sóstenes aparece duas vezes no Novo Testamento: nos Atos dos Apóstolos e na Primeira Epístola aos Coríntios: I. Paulo, em Corinto, operava numerosas conversões, quando foi denunciado ao procônsul Galião. Os judeus, de comum acordo, levaram-no ao tribunal, dizendo: – Este persuade os homens a que adorem a deus com um culto contra a lei. Começando Paulo a abrir a boca para responder, disse Galião aos judeus: – Se isto fosse em realidade algum agravo ou delito grave, eu vos ouviria, ó judeus, conforme o direito. Mas, se são questões de palavra acerca de nomes, e acerca da vossa lei, isso é convosco, eu não quero ser juiz de tais coisas. E mandou-os sair do tribunal. Então eles todos, lançando mão de Sóstenes, príncipe da sinagoga, batiam-lhe diante do tribunal: e Galião nada se importava com isso (Act. 18, 12-17). II. Estando em Éfeso, São Paulo foi informado de abusos gravíssimos que se tinham introduzido na Igreja de Corinto. Os fiéis encontravam-se divididos, com perigo de cair num verdadeiro cisma. Alguns dos convertidos não tinham deixado os vícios carnais do paganismo, sendo causa de escândalo. Este e outros abusos, levaram o grande apóstolo a escrever uma longa epístola, na qual censurou com severidade os culpados. São Sóstenes aparece no Preâmbulo, que se divide em Endereço, e Saudação e Ações de Graças a Deus pelos dons Concedidos aos Coríntios: Paulo, chamado Apóstolo de Jesus Cristo, por vontade de Deus, e Sóstenes, irmão, à igreja de Deus, que está em Corinto”, etc (I, Cor. 1). São Lucas, contando o sucesso que vimos na passagem I, sem mais detalhes, deixou campo, livre às interpretações. Assim, segundo São João Crisóstomo (In Act. Hom., XXX, 2) São Sóstenes teria sido espancado porque se convertera ao cristianismo: mostrava, pois, a solidez da fé. Essa interpretação foi a adotada pelo martirológio romano. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XX, p. 301-302)     The post São Sóstenes, Discípulo de São Paulo – 1° Século appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho

Santo Eusício, Monge – Século VI

Conhecemos Santo Eusício por São Gregório de Tours (In Gloria Confessorum). A Santo Eusício, as mães levavam os filhos com dor de garganta. Como as crianças, geralmente, são gulosas, o santo monge, invariavelmente, acariciando os pequenos, dizia, sorrindo, saboreando o dito: – É justo que essa garganta esteja assim tão inflamada e que não permita que se engulam coisas… Então, sempre a sorrir, com um terno sinal da cruz em nome da Trindade, punha-as curadas. Certa vez, Santo Eusício curou um febrento. Quando o homem ia de volta para casa, percebeu numa arvora, dias colméias que os clérigos do monge vinham cuidando: assentou, então, que viria buscá-las à noite, quando tudo estivesse sossegado. Noite fechada, apareceu, trazendo um cúmplice, para mais rapidamente se apossar das colméias. Ágil, trepou árvore acima. Senão quando, o Santo apareceu, e o outro, que aguardava debaixo, fugiu, sem que o que trepara e lidava com as colméias dessa pela coisa. Santo Eusício, bem humorado, postou-se no lugar do fujão. E recebeu a primeira colméia, depois a segunda. Quando o ladrão desceu, ao invés de deparar com o ajudante que trouxera, viu-se frente a frente com o santo monge, que lhe sorria matreiramente e lhe dizia: – Por que, meu filho, seguir o diabo? Não recebeste de mim, há pouco, a benção do Senhor? Levou-o para a cela, falou-lhe: – Se tu gostas de mel, por que não mo pediste? Eu to daria de muito boa vontade. Era só pedir, e te livrarias da condenação. Tendo-lhe dado um favo, despediu-o, finalizando: – Cuidado! Não faças mais o que fizeste, porque o roubo enriquece a Satanás. Quando o rei Childeberto partiu para a campanha contra os visigodos na Espanha, visitou Eusício. Tomou da bolsa, colheu cinqüenta sous de ouro e os estendeu ao monge. Por que? Perguntou o Santo ao rei. Dá-os aos teus homens, para que os distribuam aos pobres, porque isto é supérfluo. A mim me basta poder rogar a Deus por meus pecados. Depois acrescentou: – Vai, que conseguirás a vitória, e o que resolveres se cumprirá. Childeberto com as tropas, partiu. E, a caminho distribuindo o dinheiro aos pobres, prometeu que se Nosso Senhor lhe fosse favorável, haveria de alevantar uma basílica em sua honra, basílica em que o santo monge pudesse repousar, depois que deixasse esta terra. De regresso, cumpriu a promessa. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XX, p. 279 à 281) The post Santo Eusício, Monge – Século VI appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho

Evangelho Do Dia 2018-11-27

Terça-feira, 27 de Novembro de 2018. Santo do dia: Nossa Senhora das Graças ou da Medalha MilagrosaCor litúrgica: verde Evangelho do dia: São Lucas 21, 5-11 Primeira leitura: Apocalipse 14, 14-19Leitura do livro do Apocalipse de São João: Eu, João, 14na minha visão, vi uma nuvem branca e, sentado na nuvem, alguém que parecia um “filho de homem”. Tinha na cabeça uma coroa de ouro e, nas mãos, uma foice afiada. 15Saiu do templo um outro anjo, gritando em alta voz para aquele que estava sentado na nuvem: “Lança tua foice e ceifa. Chegou a hora da colheita. A seara da terra está madura!” 16E aquele que estava sentado na nuvem lançou a foice, e a terra foi ceifada. 17Então saiu do templo que está no céu mais um anjo. Também ele tinha nas mãos uma foice afiada. 18E saiu, de junto do altar, outro anjo ainda, aquele que tem o poder sobre o fogo. Ele gritou em alta voz para aquele que segurava a foice afiada: “Lança a foice e colhe os cachos da videira da terra, porque as uvas já estão maduras”. 19E o anjo lançou a foice afiada na terra e colheu as uvas da videira da terra. Depois, despejou as uvas no grande lagar do furor de Deus. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 95 (96) – Publicai entre as nações: “Reina o Senhor!” Ele firmou o universo inabalável, e os povos ele julga com justiça. R: O Senhor vem julgar nossa terra. – O céu se rejubile e exulte a terra, aplauda o mar com o que vive em suas águas; os campos com seus frutos rejubilem, e exultem as florestas e as matas. R: O Senhor vem julgar nossa terra. – Na presença do Senhor, pois ele vem, porque vem para julgar a terra inteira. Governará o mundo todo com justiça e os povos julgará com lealdade. R: O Senhor vem julgar nossa terra. Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 21, 5-11 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Permanece fiel até a morte, e a coroa da vida eu te darei! (Ap 2,10); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas: Naquele tempo, 5algumas pessoas comentavam a respeito do templo que era enfeitado com belas pedras e com ofertas votivas. Jesus disse: 6“Vós admirais estas coisas? Dias virão em que não ficará pedra sobre pedra. Tudo será destruído”. 7Mas eles perguntaram: “Mestre, quando acontecerá isso? E qual vai ser o sinal de que essas coisas estão para acontecer?” 8Jesus respondeu: “Cuidado para não serdes enganados, porque muitos virão em meu nome, dizendo: ‘Sou eu!’ E ainda: ‘O tempo está próximo’. Não sigais essa gente! 9Quando ouvirdes falar de guerras e revoluções, não fiqueis apavorados. É preciso que essas coisas aconteçam primeiro, mas não será logo o fim”. 10E Jesus continuou: “Um povo se levantará contra outro povo, um país atacará outro país. 11Haverá grandes terremotos, fomes e pestes em muitos lugares; acontecerão coisas pavorosas e grandes sinais serão vistos no céu”.  – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho por São Cirilo de Alexandria, Bispo e Doutor da IgrejaSobre Isaias, III, 1 «Quando estas coisas começarem a acontecer, cobrai ânimo e levantai a cabeça, porque a vossa libertação está próxima» (Lc 21,28) «Reduzistes a cidade a um montão de pedras; a cidadela dos orgulhosos está aniquilada, jamais será reedificada. Por isso um povo forte vos glorifica» (Is 25,2-3). Pertence ao desígnio constante de Deus omnipotente e aos seus conselhos irrepreensíveis reduzir as «cidadelas» a «montões de pedra», abalá-las desde os fundamentos, sem esperança de voltarem a erguer-se: «jamais será reedificada», diz o texto. Estas cidades destruídas não são, a nosso ver, aquelas que são percetíveis pelos sentidos, nem são os homens que nelas vivem. Parece-nos que se trata antes das potências más e hostis, e sobretudo de Satanás, aqui chamado cidade e «cidadela». […] Quando o Emanuel apareceu e brilhou neste mundo, o exército ímpio das potências adversas foi derrubado, Satanás foi abalado nos seus fundamentos e caiu, enfraquecido para sempre, sem esperança de voltar a erguer-se, de levantar de novo a cabeça. Por isso, o povo pobre e a cidade dos homens oprimidos bendirá o Senhor. Israel foi chamado ao conhecimento de Deus pela pedagogia da Lei, foi cumulado de todos os bens por Deus. Sim, Israel foi salvo e obteve em herança a terra da promessa. Mas a multidão das nações que estão sob o céu estava privada destes bens espirituais. […] Quando Cristo apareceu em pessoa e, destruindo a tirania do demónio, as conduziu a seu Deus e seu Pai, foram enriquecidas com a luz da verdade pela participação na glória divina, pela grandeza da vida do Evangelho. Por isso, cantam hinos de ações de graças a Deus Pai: «Vós realizastes os vossos maravilhosos desígnios» (v.1), tudo recapitulando em Cristo. Vós iluminastes aqueles que se encontravam nas trevas (cf Lc 1,79), derrubando as potências que dominam o mundo (cf Ef 6,12) como se derrubam cidadelas. «Por isso um povo forte vos glorifica». The post Evangelho do dia 2018-11-27 appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho

Evangelho Do Dia 2018-11-26

Segunda-feira, 26 de Novembro de 2018. Santo do dia: São Sirício, PapaCor litúrgica: verde Evangelho do dia: São Lucas 21, 1-4 Primeira leitura: Apocalipse 14, 1-5Leitura do livro do Apocalipse de são João: Eu, João, 1tive esta visão: o Cordeiro estava de pé sobre o monte Sião. Com ele, os cento e quarenta e quatro mil que tinham a fronte marcada com o nome dele e o nome do seu Pai. 2Ouvi uma voz que vinha do céu; parecia o barulho de águas torrenciais e o estrondo de um forte trovão. O ruído que ouvi era como o som de músicos tocando harpa. 3Estavam diante do trono, diante dos quatro seres vivos e dos anciãos, e cantavam um cântico novo. Era um cântico que ninguém podia aprender; só os cento e quarenta e quatro mil marcados, que foram resgatados da terra. 4Eles seguem o Cordeiro aonde quer que vá. Foram resgatados do meio dos homens, como primeira oferta a Deus e ao Cordeiro. 5Na sua boca nunca foi encontrada mentira. São íntegros! – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 23 (24) – Ao Senhor pertence a terra e o que ela encerra, o mundo inteiro com os seres que o povoam; porque ele a tornou firme sobre os mares e, sobre as águas, a mantém inabalável. R: É assim a geração dos que buscam vossa face, ó Senhor, Deus de Israel. – “Quem subirá até o monte do Senhor, quem ficará em sua santa habitação?” “Quem tem mãos puras e inocente coração, quem não dirige sua mente para o crime. R: É assim a geração dos que buscam vossa face, ó Senhor, Deus de Israel. – Sobre este desce a bênção do Senhor e a recompensa de seu Deus e salvador.” “É assim a geração dos que o procuram e do Deus de Israel buscam a face.”  R: É assim a geração dos que buscam vossa face, ó Senhor, Deus de Israel. Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 21, 1-4 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Vigiai, diz Jesus, vigiai, pois, no dia em que não esperais, o vosso Senhor há de vir (Mt 24,42.44); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas: Naquele tempo, 1Jesus ergueu os olhos e viu pessoas ricas depositando ofertas no tesouro do templo. 2Viu também uma pobre viúva que depositou duas pequenas moedas. 3Diante disso, ele disse: “Em verdade vos digo que essa pobre viúva ofertou mais do que todos. 4Pois todos eles depositaram, como oferta feita a Deus, aquilo que lhes sobrava. Mas a viúva, na sua pobreza, ofertou tudo quanto tinha para viver”. – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho por Santo Ambrósio, Bispo e Doutor da IgrejaExortação às viúvas §§ 27ss. «Esta viúva pobre deu mais do que todos os outros» No Evangelho de Lucas, o Senhor ensina-nos como devemos ser misericordiosos e generosos para com os pobres, sem nos determos a pensar na nossa pobreza; porque a generosidade não se avalia segundo a abundância do património, mas segundo a disposição de dar. É por isso que a palavra do Senhor deu preferência entre todos à viúva, acerca da qual diz: «Esta viúva deu mais do que todos». No aspeto moral, o Senhor ensina-nos que não devemos deixar de fazer o bem por vergonha da pobreza, e que os ricos não se devem vangloriar por parecer que dão mais que os pobres. Uma pequena moeda tirada de poucos bens prevalece sobre um tesouro tirado da abundância; não se avalia o que é dado, mas sim o que fica. Ninguém deu mais do que aquela que nada guardou para si. […] Em sentido místico, não podemos esquecer esta mulher que põe duas moedas no tesouro. É seguramente grande, esta mulher que mereceu ser preferida a todos no juízo de Deus! Não terá sido ela que, pela sua fé, foi beber aos dois Testamentos, para auxílio dos homens? Por conseguinte ninguém fez mais que ela e nenhum homem pôde igualar a grandeza do seu donativo, dado que ela uniu a fé à misericórdia. Também tu, quem quer que sejas, […] não hesites em trazer para o tesouro duas moedas cheias de fé e graça. The post Evangelho do dia 2018-11-26 appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho

São Silvestre, Abade E Fundador

São Silvestre, nascido em 1177, em Osimo, perto de Ancona e de Loreto, era filho dum jurista, Ghislério di Jacopo, e de Branca Ghislieri. Data dos tempos de estudante, da adolescêcnia, de Bolonha e de Pavia, o conhecimento que teve de Benvenuto Scatiroli, futuro bispo de Ancona, ao qual se ligou por estreita amizade. Resolvido a dedicar-se a Deus, deixou a tudo, e foi viver numa gruta, onde, conta-se, tinha por único companheiro um lobo. Logo, discípulos de toda a região começaram a procurá-lo, pela fama de santidade. Em 1231, tendo erguido um pequeno mosteiro, o número dos seus habitantes cresceu tão rapidamente que, de 1231 a 1267, acabou por fundar outros doze, onde viviam quatrocentos e trinta e três monges. O Papa Inocêncio IV aprovou a nova congregação que surgira, beneditina, em 1247. Eremitismo, cenobitismo rústico e pobre, trabalhos manuais, ideal capaz de rivalizar com o objetivo dos religiosos mendicantes, isto era, de início, o que praticaram os futuros silvestrinos. São Silvestre faleceu em Monte Fano na noite de 26 de novembro de 1267. Desde 1301, fala-se da Ordem de São Silvestre. Data de 1233, o primeiro mosteiro das monjas silvestrinas. Os silvestrinos tem, atualmente, missões no Ceilão, na Austrália, e na América do Norte. Quase imediatamente depois do falecimento do filho de Ghislério e de Branca, o Papa Clemente IV autorizou o primeiro processo diocesano. O culto desenvolveu-se nas Marcas a principiar do século XIII. Leão XIII, em 1890, estendia a toda a Igreja o ofício e a missa de São Silvestre. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XX, p. 269-270)     The post São Silvestre, Abade e Fundador appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho

Santa Catarina De Alexandria, Virgem E Mártir

Santa Catarina era da cidade de Alexandria. Empregou os primeiros anos da vida no estudo das Santas Letras e das profanas. Foi um prodígio de doutrina. Maximino II, originário de Dácia, sobrinho de Maximino Galera, genro de Diocleciano, partilhava o império com Constantino, o Grande, e com Licínio, e porque o Egito lhe era do distrito, mais estava em Alexandria, capital desta província. Era um príncipe cruel. Contra os cristãos, herdara o ódio insopitável de Diocleciano e de Galera. Eis um edito seu: Saúdo a todos os que vivem no império. Tendo recebido um assinalado benefício da clemência dos deuses, resolvemos demonstrar nosso reconhecimento oferecendo-lhes sacrifícios. Eis aí que vos exortamos ao zelo que tendes, para que maior o seja, pelas divindades adoráveis. E se alguém ao nosso edito desprezar, ou outra religião tiver, que acarrete a cólera dos deuses, esse será rigorosa e inexoravelmente punido. De todos os lados, acorria-se para obedecer às ordens do imperador. O ar vivia perenemente obscurecido com o fumo das vítimas queimadas. Enquanto se sacrificava aos demônios, Catarina aplicava-se em sustentar a fé cristã, a todos fazendo ver claramente que os oráculos do paganismo nada mais eram do que pura ilusão. – Os que chamais deuses, dizia, não são mais do que homens que se tornaram famosos pela desordem, homens mortais que nada tem de divino. Não deveis obedecer às ordens do príncipe, pois assim atraís para vós o castigo de Deus, aquele verdadeiro, que fez o céu e a terra. Só Ele merecer ser louvado. Só Ele merece ser adorado. Depois de ter exortado os cristãos, resolveu abordar o imperador mesmo, para mostrar-lhe a impiedade em que vivia. Foi, pois, falar-lhe. Como Santa Catarina tinha o porte majestoso, e era de rara beleza, não demorou para conseguir audiência. E, na presença do príncipe, com firmeza, aquela firmeza que só a fé empresta, disse ao imperador que devia, já de longa data, ter reconhecido que aquela multidão de deuses adorados era vã, uma vez que a luz mesma da razão o demonstrava. Citou-lhe Plutarco e muitos outros homens de envergadura. Acrescentou que era estranho que um príncipe, pela característica ,mesma de imperador, ao invés de conduzir o povo ao culto do deus verdadeiro, fosse justamente atirá-lo às falsas divindades – e, o que era pior, ele mesmo dava o exemplo. – Deixai, disse-lhe, tal abominação, e rendei homenagem ai Deus verdadeiro, aquele que de fato, merece a suprema adoração. Quando Catarina acabou de falar, o imperador, boquiaberto de espanto, perguntou-lhe: – Quem és tu? Donde vens? – A Santa respondeu: – Minha origem é assaz conhecida em Alexandria. Chamo-me Catarina, e meus pais vem do ilustre do país. Emprego todo o meu tempo no conhecimento da verdade, e quanto mais estudo, mais me capacito da fragilidade dos ídolos que adorais. Sou cristã e tudo faço para ser esposa de Jesus Cristo. Meu único desejo é que o conheçais, e todo o vosso império convosco. Aquilo que professais nada mais é do que superstição. O imperador, não sabendo o que responder à virgem cristã, deixou o debate para depois. Reuniu cinqüenta filósofos, os mais renomados, alojou-os no palácio, tratando-os com deferências mil, como se fossem mestres do mundo, e mandou chamar a Santa. Antes de enfrentar o imperador pela segunda vez, com os cinqüenta luminares, um anjo apareceu à virgem e disse-lhe: – Nada temas. Haverás de persuadir os cinqüenta filósofos e um grande número dos que vão assistir a discussão. Far-lhes-ás conhecer Nosso Senhor Jesus Cristo e conquistarás a palma do martírio. Como surgiu, assim o anjo desapareceu. Fortalecida, Catarina entrou na vasta sala do palácio com passo firme e cabeça erguida, embora humilde. Indicaram-lhe assento em meio aos filósofos, perto do trono do imperador, ansioso todo ele e atento para não perder uma só palavra de tudo o que se dissesse. Um doutor pagão começou por dizer-lhe, tentando persuadi-la, que o sol, sob o nome de Apolo, era muito próprio para ser adorado. – É, disse, além do mais, útil ao mundo. Regra as estações, amadurece as frutas, os cereais, dá às flores as maravilhosas cores variegadas. Aos seres todos, com o calor, dá a vida. Devemos negar-lhe honrarias? Que seria do mundo sem a Liz que dele vem, sem o calor que a tudo anima? Por ventura a natureza não subsiste graças a ele? Aquilo era para Maximino a vitória. Que poderia a virgem opor àquela sabedoria?Pobre príncipe cego! Quão surpreso iria ficar! – Que seria de Apolo, deste sol que dizeis merecer nossa adoração, não fora o Deus verdadeiro? Está ele absolutamente sujeito ao Senhor, ao divino poder. Quando Jesus Cristo, pregado à cruz, expirou para a salvação dos homens, foi obrigado a empalidecer – e a terra viu-se coberta de trevas em pleno meio-dia. A quem obedeceu senão a uma força superior – a Deus Todo-poderoso. E, discorrendo sobre coisas convincentíssimas, derrotou os filósofos. O imperador incitou-os para que opusessem maiores argumentos aos que a Santa expusera, mas todos se reconheceram vencidos, confessando, em seguida, existir, de fato, um só Deus verdadeiro. E asseveraram: – Assinaremos esta verdade com o próprio sangue, se assim for necessário. Maximino, irritado, que podia fazer? Unicamente o que lhe parecia certo fazer: defender a causa dos deuses condenando ao fogo os que lhe eram contrários. Os filósofos converteram-se e sofreram o martírio com uma constância invencível. A Catarina, fez com que a atormentassem cruelmente, mas a generosa adoradora de Jesus Cristo tudo suportou e suplantou, conquistando, na prisão, mais almas para o Esposo. A imperatriz, e Porfírio, chefe da primeira legião, com duzentos soldados, confessaram Jesus Cristo, confirmando a conversão pelo martírio. Quando à santa, foi, depois de inomináveis torturas, abatida. E os anjos que desceram do céu para lhe testemunhar o combate e honrá-la com a presença, tomaram-lhe o corpo – diz o martirológio – e o levaram para o Monte Sinai, onde, cantando, entoando louvores à glória de Deus, que é sempre admirável nos seus santos, a sepultaram ternamente. Foto: santiebeati.it

Evangelho Do Dia 2018-11-25

Domingo, 25 de Novembro de 2018. Santo do dia: Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do UniversoCor litúrgica: branco Evangelho do dia: São João 18, 33-37 Primeira leitura: Daniel 7, 13-14Leitura do livro do profeta Daniel: 13“Continuei insistindo na visão noturna, e eis que, entre as nuvens do céu, vinha um como filho de homem, aproximando-se do ancião de muitos dias, e foi conduzido à sua presença. 14Foram-lhe dados poder, glória e realeza, e todos os povos, nações e línguas o serviam: seu poder é um poder eterno que não lhe será tirado, e seu reino, um reino que não se dissolverá.” – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 92 (93) – Deus é rei e se vestiu de majestade, revestiu-se de poder e de esplendor! R: Deus é rei e se vestiu de majestade, glória ao Senhor! – Vós firmastes o universo inabalável, vós firmastes vosso trono desde a origem, desde sempre, ó Senhor, vós existis! R: Deus é rei e se vestiu de majestade, glória ao Senhor! – Verdadeiros são os vossos testemunhos, refulge a santidade em vossa casa pelos séculos dos séculos, Senhor! R: Deus é rei e se vestiu de majestade, glória ao Senhor! Segunda leitura: Apocalipse 1, 5-8Leitura do livro do Apocalipse: 5Jesus Cristo é a testemunha fiel, o primeiro a ressuscitar dentre os mortos, o soberano dos reis da terra. A Jesus, que nos ama, que por seu sangue nos libertou dos nossos pecados 6e que fez de nós um reino, sacerdotes para seu Deus e Pai, a ele a glória e o poder, em eternidade. Amém. 7Olhai! Ele vem com as nuvens, e todos os olhos o verão, também aqueles que o traspassaram. Todas as tribos da terra baterão no peito por causa dele. Sim. Amém! 8“Eu sou o alfa e o ômega”, diz o Senhor Deus, “aquele que é, que era e que vem, o todo-poderoso”. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 18, 33-37 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– É bendito aquele que vem vindo, que vem vindo em nome do Senhor, e o Reino que vem seja bendito, ao que vem e a seu Reino, o louvor! (Mc 11,9s); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João: Naquele tempo, 33Pilatos chamou Jesus e perguntou-lhe: “Tu és o rei dos judeus?” 34Jesus respondeu: “Estás dizendo isso por ti mesmo ou outros te disseram isso de mim?” 35Pilatos falou: “Por acaso, sou judeu? O teu povo e os sumos sacerdotes te entregaram a mim. Que fizeste?” 36Jesus respondeu: “O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus guardas lutariam para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu reino não é daqui”. 37Pilatos disse a Jesus: “Então tu és rei?” Jesus respondeu: “Tu o dizes: eu sou rei. Eu nasci e vim ao mundo para isto: para dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade escuta a minha voz”.  – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor The post Evangelho do dia 2018-11-25 appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho

Evangelho Do Dia 2018-11-24

Sábado, 24 de Novembro de 2018. Santo do dia: Santos André Dung-Lac, presbítero, e companheiros, mártires; Santo Alberto de Lovaina, Bispo e mártirCor litúrgica: vermelho Evangelho do dia: São Lucas 20, 27-40 Primeira leitura: Apocalipse 11, 4-12Leitura do livro do Apocalipse de São João: Disseram a mim, João: 4“Essas duas testemunhas são as duas oliveiras e os dois candelabros que estão diante do Senhor da terra. 5Se alguém quiser fazer-lhes mal, um fogo sairá da boca delas e devorará seus inimigos. Sim, se alguém quiser fazer-lhes mal, é assim que vai morrer. 6Elas têm o poder de fechar o céu, de modo que não caia chuva alguma enquanto durar a sua missão profética. Elas têm também o poder de transformar as águas em sangue. E quantas vezes elas quiserem, podem ferir a terra com todo tipo de praga. 7Quando elas terminarem o seu testemunho, a besta que sobe do abismo vai combater contra elas, vai vencê-las e matá-las. 8E os cadáveres das duas testemunhas vão ficar expostos na praça da grande cidade, que se chama, simbolicamente, Sodoma e Egito e na qual foi crucificado também o Senhor delas. 9Gente de todos os povos, raças, línguas e nações verão seus cadáveres durante três dias e meio e não deixarão que os corpos sejam sepultados. 10Os habitantes da terra farão festa pela morte das testemunhas; felicitar-se-ão e trocarão presentes, pois esses dois profetas estavam incomodando os habitantes da terra”. 11Depois dos três dias e meio, um sopro de vida veio de Deus, penetrou nos dois profetas e eles ficaram de pé. Todos aqueles que os contemplavam ficaram com muito medo. 12Ouvi então uma voz forte, vinda do céu, chamando os dois: “Subi para aqui!” Eles subiram ao céu, na nuvem, enquanto os inimigos ficaram olhando. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 143 (144) – Bendito seja o Senhor, meu rochedo, que adestrou minhas mãos para a luta e os meus dedos treinou para a guerra! R: Bendito seja o Senhor, meu rochedo! – Ele é meu amor, meu refúgio, libertador, fortaleza e abrigo; é meu escudo: é nele que espero, ele submete as nações a meus pés. R: Bendito seja o Senhor, meu rochedo! – Um canto novo, meu Deus, vou cantar-vos, nas dez cordas da harpa louvar-vos, a vós que dais a vitória aos reis e salvais vosso servo Davi. R: Bendito seja o Senhor, meu rochedo! Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 20, 27-40 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Jesus Cristo salvador destruiu o mal e a morte; fez brilhar pelo evangelho a luz e a vida imperecíveis (2Tm 1,10); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas: Naquele tempo, 27aproximaram-se de Jesus alguns saduceus, que negam a ressurreição, 28e lhe perguntaram: “Mestre, Moisés deixou-nos escrito: ‘Se alguém tiver um irmão casado e este morrer sem filhos, deve casar-se com a viúva a fim de garantir a descendência para o seu irmão’. 29Ora, havia sete irmãos. O primeiro casou e morreu sem deixar filhos. 30Também o segundo 31e o terceiro se casaram com a viúva. E assim os sete: todos morreram sem deixar filhos. 32Por fim, morreu também a mulher. 33Na ressurreição, ela será esposa de quem? Todos os sete estiveram casados com ela”. 34Jesus respondeu aos saduceus: “Nesta vida, os homens e as mulheres casam-se, 35mas os que forem julgados dignos da ressurreição dos mortos e de participar da vida futura, nem eles se casam nem elas se dão em casamento; 36e já não poderão morrer, pois serão iguais aos anjos, serão filhos de Deus, porque ressuscitaram. 37Que os mortos ressuscitam, Moisés também o indicou na passagem da sarça, quando chama o Senhor o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó. 38Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos, pois todos vivem para ele”. 39Alguns doutores da lei disseram a Jesus: “Mestre, tu falaste muito bem”. 40E ninguém mais tinha coragem de perguntar coisa alguma a Jesus. – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho por São Paciano de Barcelona, BispoHomilia sobre o batismo, 6-7; PL 13, 1093 «Não é um Deus de mortos, mas de vivos» «Assim como trouxemos a imagem do homem da Terra, assim também levaremos a imagem do homem celeste; [porque] o primeiro homem, tirado da terra, é terreno; o segundo vem do Céu» (1Cor 15,49.47). Se assim agirmos, meus bem-amados, não morreremos no futuro. Mesmo que o nosso corpo se dissolva, viveremos em Cristo, conforme Ele afirma: «Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em Mim, mesmo que tenha morrido, viverá» (Jo 11,25). Estamos certos, segundo o testemunho do próprio Senhor, de que Abraão, Isaac, Jacob e todos os santos estão vivos. Porque é acerca deles que o Senhor diz: «Não é um Deus de mortos, mas de vivos, porque para Ele todos estão vivos». E o apóstolo Paulo afirma, falando de si próprio: «É que, para mim, viver é Cristo e morrer, um lucro. […] Tenho o desejo de partir e de estar com Cristo» (Fil 1,21.23). E declara ainda: «Estamos sempre confiantes e conscientes de que, permanecendo neste corpo, vivemos exilados, longe do Senhor, pois caminhamos pela fé e não pela visão» (2Cor 5,6-7). Eis aquilo em que acreditamos, irmãos bem-amados. Aliás, o apóstolo diz também: «Se nós temos esperança em Cristo apenas para esta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens» (1Cor 15,19). A vida neste mundo, como vedes, é igual para os animais, as feras, os pássaros, e para nós próprios, e pode até ser mais longa para eles. Mas o que é próprio do homem é o que Cristo nos deu pelo seu Espírito, que é a vida sem fim, sob condição de não voltarmos a pecar: «É que o salário do pecado é a morte; ao passo que o dom gratuito que vem de Deus é a vida eterna, em Cristo Jesus, Senhor nosso» (Rom 6,23). The post Evangelho do dia 2018-11-24 appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho

São Porciano, Abade

São Porciano, desde a adolescência, esforçou-se para viver perto de Deus. Escravo dum homem cruel, bárbaro e inescrupuloso, foi tratado duramente. As vezes, fugindo de perversos castigos, buscava um mosteiro da vizinhança, e, ali, pedia ao abade que intercedesse por ele. Um dia livrou-se definitivamente. O rude senhor foi buscá-lo na abadia, gritando que o abade tudo andava fazendo para lhe seduzir o escravo em assim, retirá-lo do seu serviço. E exigiu que lhe entregasse o jovem, então escondido. O abade chamou-o, e perguntou: – Que desejas que eu faça, Porciano? Porciano, amedrontado, respondeu: – Faze com que ele me perdoe. O senhor perdoou-o, prometendo ao abade que não castigaria o escravo. E o jovem, aliviado, seguiu o senhor. A meio caminho de casa, subitamente, o senhor perdeu a vista. Abatido, levado por Porciano, tornou ao abade, dizendo-lhe com voz entrecortada de soluços: – Eu te suplico, roga ao Senhor por mim, e toma este escravo para que sirva o mesmo Senhor. Talvez merecerei recuperar a luz que acabo de perder. O abade disse a Porciano: – Peço-te, impõe tuas mãos sobre os olhos dele. O jovem recusou, negando-o humildemente. O abade, em tom enérgico, insistiu. Então Porciano aproximou-se do cego, fez-lhe o sinal da cruz nos olhos, os quais, imediatamente, tornaram a ver. Elevado à clericatura, o Santo chegou a tal altura na virtude que, morto o bom abade, substituiu-o no governo da fundação que mais tarde recebeu o seu nome. Penitente, levou vida santa, piedosa e austera. Acabado pelos jejuns, faleceu em 532, ano em que Teodorico invadiu o Auvergue. Conta-se que, já velho, respeitado pela fama de santidade, quando soube que o rei acampara em Artona, foi vê-lo, de manhãzinha. Teodorico, então, ainda dormia, na sua tenda de campanha. São Porciano, encaminhou-se para o primeiro oficial, Sigivaldo, e se queixou do grande número de prisioneiros que o soberano vinha fazendo. Sigivaldo, muito respeitosamente, recebeu o velho e santo abade. Delicadamente, rogou-lhe que lavasse as mãos, descansasse da caminhada e tomasse um copo de vinho em sua companhia. Porciano desculpou-se, pois não chegara a hora em que podia tomar qualquer coisa. Ademais, ainda não saudara o rei. Enquanto humildemente o Santo se excusava, Sigivaldo, sem lhe dar ouvidos, ia enchendo os copos. Tomou dum e estendeu-o ao doce velho e rogou que o acompanhasse., O abade apanhou o copo, mas, nem bem o fizera, partiu-se ele ao meio e, junto com o vinho que se esparramou, escorregou e caiu ao chão imensa e grossa cobra asquerosa, viscosa e feia. Sigivaldo caiu de joelhos. E atabalhoadamente, pôs-se a beijar os pés e a fímbria do hábito de São Porciano, espaventadamente, sem cessar. Os presentes, vendo o oficial tão amedrontado, também se prosternaram, e entraram a beijar as marcas que os pés do santo abade haviam deixado no chão. Logo, um grande rumor encheu todo o acampamento, e o rei, julgando que o exército recebia um ataque de surpresa, pulou da cama. Quando soube do sucedido e do objetivo da visita de São Porciano, deu ordens imediatas para que todos os prisioneiros fossem postos em liberdade. São Porciano enfrentou o diabo várias vezes. Duma feita, à noite, quando dormia, despertou e viu a cela em chamas. O fogo, forte e vivo, tomava-a quase completamente. O santo abade precipitou-se para a porta, correndo, mas quando procurou abri-la, não conseguiu. Empregou toda a força de que dispunha, debalde. Entrementes, o fogo, crepitando e aumentando assustadoramente, ameaçava toda a cela. O santo desistiu das tentativas que empregava para abrir a porta. Deixou-a, pôs-se de joelhos, e principiou a rezar, depois do sinal da cruz: o fogo, vagarosamente, foi-se extinguindo, desaparecendo, sem deixar qualquer marcar, sem ter feito o mínimo estrago. São Porciano, então, compreendeu que aquilo nada mais fora do que um embuste do demônio. O velho abade faleceu em idade bastante avançada. A sepultura que lhe recebeu o corpo, pouco depois do enterramento foi ilustrada, através dos tempos, por um sem-número de milagres. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XX, p. 226 à 229) The post São Porciano, Abade appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho

Evangelho Do Dia 2018-11-24

Sábado, 24 de Novembro de 2018. Santo do dia: Santos André Dung-Lac, presbítero, e companheiros, mártires; Santo Alberto de Lovaina, Bispo e mártirCor litúrgica: vermelho Evangelho do dia: São Lucas 20, 27-40 Primeira leitura: Apocalipse 11, 4-12Leitura do livro do Apocalipse de São João: Disseram a mim, João: 4“Essas duas testemunhas são as duas oliveiras e os dois candelabros que estão diante do Senhor da terra. 5Se alguém quiser fazer-lhes mal, um fogo sairá da boca delas e devorará seus inimigos. Sim, se alguém quiser fazer-lhes mal, é assim que vai morrer. 6Elas têm o poder de fechar o céu, de modo que não caia chuva alguma enquanto durar a sua missão profética. Elas têm também o poder de transformar as águas em sangue. E quantas vezes elas quiserem, podem ferir a terra com todo tipo de praga. 7Quando elas terminarem o seu testemunho, a besta que sobe do abismo vai combater contra elas, vai vencê-las e matá-las. 8E os cadáveres das duas testemunhas vão ficar expostos na praça da grande cidade, que se chama, simbolicamente, Sodoma e Egito e na qual foi crucificado também o Senhor delas. 9Gente de todos os povos, raças, línguas e nações verão seus cadáveres durante três dias e meio e não deixarão que os corpos sejam sepultados. 10Os habitantes da terra farão festa pela morte das testemunhas; felicitar-se-ão e trocarão presentes, pois esses dois profetas estavam incomodando os habitantes da terra”. 11Depois dos três dias e meio, um sopro de vida veio de Deus, penetrou nos dois profetas e eles ficaram de pé. Todos aqueles que os contemplavam ficaram com muito medo. 12Ouvi então uma voz forte, vinda do céu, chamando os dois: “Subi para aqui!” Eles subiram ao céu, na nuvem, enquanto os inimigos ficaram olhando. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 143 (144) – Bendito seja o Senhor, meu rochedo, que adestrou minhas mãos para a luta e os meus dedos treinou para a guerra! R: Bendito seja o Senhor, meu rochedo! – Ele é meu amor, meu refúgio, libertador, fortaleza e abrigo; é meu escudo: é nele que espero, ele submete as nações a meus pés. R: Bendito seja o Senhor, meu rochedo! – Um canto novo, meu Deus, vou cantar-vos, nas dez cordas da harpa louvar-vos, a vós que dais a vitória aos reis e salvais vosso servo Davi. R: Bendito seja o Senhor, meu rochedo! Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 20, 27-40 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Jesus Cristo salvador destruiu o mal e a morte; fez brilhar pelo evangelho a luz e a vida imperecíveis (2Tm 1,10); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas: Naquele tempo, 27aproximaram-se de Jesus alguns saduceus, que negam a ressurreição, 28e lhe perguntaram: “Mestre, Moisés deixou-nos escrito: ‘Se alguém tiver um irmão casado e este morrer sem filhos, deve casar-se com a viúva a fim de garantir a descendência para o seu irmão’. 29Ora, havia sete irmãos. O primeiro casou e morreu sem deixar filhos. 30Também o segundo 31e o terceiro se casaram com a viúva. E assim os sete: todos morreram sem deixar filhos. 32Por fim, morreu também a mulher. 33Na ressurreição, ela será esposa de quem? Todos os sete estiveram casados com ela”. 34Jesus respondeu aos saduceus: “Nesta vida, os homens e as mulheres casam-se, 35mas os que forem julgados dignos da ressurreição dos mortos e de participar da vida futura, nem eles se casam nem elas se dão em casamento; 36e já não poderão morrer, pois serão iguais aos anjos, serão filhos de Deus, porque ressuscitaram. 37Que os mortos ressuscitam, Moisés também o indicou na passagem da sarça, quando chama o Senhor o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó. 38Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos, pois todos vivem para ele”. 39Alguns doutores da lei disseram a Jesus: “Mestre, tu falaste muito bem”. 40E ninguém mais tinha coragem de perguntar coisa alguma a Jesus. – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho por São Paciano de Barcelona, BispoHomilia sobre o batismo, 6-7; PL 13, 1093 «Não é um Deus de mortos, mas de vivos» «Assim como trouxemos a imagem do homem da Terra, assim também levaremos a imagem do homem celeste; [porque] o primeiro homem, tirado da terra, é terreno; o segundo vem do Céu» (1Cor 15,49.47). Se assim agirmos, meus bem-amados, não morreremos no futuro. Mesmo que o nosso corpo se dissolva, viveremos em Cristo, conforme Ele afirma: «Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em Mim, mesmo que tenha morrido, viverá» (Jo 11,25). Estamos certos, segundo o testemunho do próprio Senhor, de que Abraão, Isaac, Jacob e todos os santos estão vivos. Porque é acerca deles que o Senhor diz: «Não é um Deus de mortos, mas de vivos, porque para Ele todos estão vivos». E o apóstolo Paulo afirma, falando de si próprio: «É que, para mim, viver é Cristo e morrer, um lucro. […] Tenho o desejo de partir e de estar com Cristo» (Fil 1,21.23). E declara ainda: «Estamos sempre confiantes e conscientes de que, permanecendo neste corpo, vivemos exilados, longe do Senhor, pois caminhamos pela fé e não pela visão» (2Cor 5,6-7). Eis aquilo em que acreditamos, irmãos bem-amados. Aliás, o apóstolo diz também: «Se nós temos esperança em Cristo apenas para esta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens» (1Cor 15,19). A vida neste mundo, como vedes, é igual para os animais, as feras, os pássaros, e para nós próprios, e pode até ser mais longa para eles. Mas o que é próprio do homem é o que Cristo nos deu pelo seu Espírito, que é a vida sem fim, sob condição de não voltarmos a pecar: «É que o salário do pecado é a morte; ao passo que o dom gratuito que vem de Deus é a vida eterna, em Cristo Jesus, Senhor nosso» (Rom 6,23). The post Evangelho do dia 2018-11-24 appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho