São Pedro Crisci De Foligno, Confessor

Filho de nobre e rica família, Pedro Crisci foi moço de vida toda ela cheia de aventuras. Converteu-se aos trinta anos. Abominando tudo aquilo que fizera na ruidosa juventude, vendeu o que possuía, o que apurou distribuiu aos pobres e, nada mais restando, quis vender-se a si mesmo, prometendo a quem o comprasse obedecê-lo em tudo. Um senhor comprou-o, mas, tocado pela humildade do jovem Pedro, restituiu-lhe a liberdade, impondo-lhe, como condição para tal, que não se esquecesse jamais de pedir a Deus por si. Vestido com um saco, Pedro de Crisci orava a olhar para o sol, que para ele simbolizava Jesus Cristo. Banhado em suor, enquanto não terminava as orações, não abandonava aquela postura, o que, logo, levou os habitantes de Foligno a tê-lo como louco. Morto aos 19 de Julho de 1323 no campanário da catedral, que era a sua casa, foi honrado como santo quase que imediatamente depois – já que interrogado pelos inquisidores de Assis e de Espoleto, saíra-se honrosamente de tudo aquilo que os afoitos e os mal informados o haviam acusado. Escreveu-lhe a vida um dos bispos de Foligno, o dominicano João Corini de São Geminiano. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XIII, p. 180-181) Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
Evangelho Do Dia 2018-07-18

Quarta-feira, 18 de Julho de 2018. Santo do dia: São Filastro, BispoCor litúrgica: verde Evangelho do dia: São Mateus 11, 25-27 Primeira leitura: Isaías 10, 5-7.13-16Leitura do livro do profeta Isaías: Assim fala o Senhor: 5“Ai de Assur, vara de minha cólera, bastão em minhas mãos, instrumento de minha indignação! 6Eu o envio contra uma nação ímpia e ordeno-lhe, contra um povo que me excita à ira, que o submeta à pilhagem e ao saque, que o calque aos pés como lama nas ruas. 7Mas ele assim não pensava, seu propósito não era esse; pelo contrário, sua intenção era esmagar e exterminar não poucas nações. 13Pois diz o rei da Assíria: ‘Realizei isso pela força da minha mão e com minha sagacidade, pois tenho experiência; aboli as fronteiras dos povos, saqueei seus tesouros e derrubei de golpe os ocupantes de altos postos; 14minha mão empalmou como um ninho a riqueza dos povos; e como se apanha uma ninhada de ovos, assim ajuntei eu os povos da terra, e não houve quem batesse asa ou abrisse o bico e desse um pio’. 15Mas, acaso, gloria-se o machado, em detrimento do lenhador que com ele corta? Ou se exalta a serra contra o serrador que a maneja? Como se a vara movesse quem a levanta e um bastão erguesse aquele que não é madeira. 16Por isso, enviará o dominador, Senhor dos exércitos, contra aqueles fortes guerreiros o raquitismo; e abalará sua glória com convulsões que queimam como fogo”. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 93 (94) – Eis que oprimem, Senhor, vosso povo e humilham a vossa herança; estrangeiro e viúva trucidam, e assassinam o pobre e o órfão! R: O Senhor não rejeita o seu povo. – Eles dizem: “O Senhor não nos vê e o Deus de Jacó não percebe!” Entendei, ó estultos do povo; insensatos, quando é que vereis? R: O Senhor não rejeita o seu povo. – O que fez o ouvido não ouve? Quem os olhos formou não verá? Quem educa as nações não castiga? Quem os homens ensina não sabe? R: O Senhor não rejeita o seu povo. – O Senhor não rejeita o seu povo e não pode esquecer sua herança: voltarão a juízo as sentenças; quem é reto andará na justiça. R: O Senhor não rejeita o seu povo. Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 11, 25-27 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, pois revelaste os mistérios do teu reino aos pequeninos, escondendo-os aos doutores ! (Mt 11,25); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus: 25Naquele tempo, Jesus pôs-se a dizer: “Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos. 26Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado. 27Tudo me foi entregue por meu Pai, e ninguém conhece o Filho, senão o Pai, e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar”. – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho por São Vicente de Paulo, PresbíteroConversas espirituais, conferência de 21/03/1659 «Escondeste estas verdades aos sábios e inteligentes e as revelaste aos pequeninos» A simplicidade é tão agradável a Deus! Sabeis que a Escritura diz que a sua alegria é estar com os simples de coração, os que vivem de boa fé e com simplicidade: «Ele reserva a sua intimidade para os justos» (Pr 3,32). Quereis encontrar a Deus? Falai com os simples. Ó meu Salvador! Ó meus irmãos que sentis o desejo de ser simples, que felicidade! Que felicidade! Coragem, uma vez que tendes a promessa de que a alegria de Deus é estar com os simples. Outra coisa que nos recomenda maravilhosamente a simplicidade são estas palavras do nosso Senhor: «Eu Te bendigo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas verdades aos sábios e inteligentes e as revelaste aos pequeninos». Reconheço, meu Pai, e por isso Vos agradeço, que a doutrina que aprendi com vossa divina majestade e que difundo entre os homens é conhecida apenas dos simples, e que permitis que os entendidos do mundo não a entendam; a eles a escondestes, se não em palavras, pelo menos no espírito. Ó Salvador! Ó meu Deus! Isto deve amedrontar-nos. Corremos atrás da ciência como se dela dependesse a nossa felicidade. Mal de nós se a não temos! É necessário tê-la, mas apenas a essencial; é preciso estudar, mas sobriamente. Há quem simule ter conhecimentos, fazendo-se passar por pessoa de posição e de condição. A esses, aos sábios e entendidos do mundo, Deus tira o entendimento das verdades cristãs. A quem o dá então? Às gentes do povo, às pessoas de bem. […] Senhores, a verdadeira religião está entre os pobres. Deus enche-os de uma fé viva; eles creem, alcançam, experimentam as palavras de vida. […] Normalmente, conservam a paz no meio das preocupações e dos sofrimentos. Porquê? Devido à sua fé. Porquê? Porque são simples, Deus fez abundar neles as graças que recusa aos ricos e sábios do mundo. Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho
São Simão De Lipnica, Confessor

Simão nasceu em Lipnica, Murowana, na Polônia meridional, entre os anos de 1435-1440. Seus pais, Gregório e Ana, souberam dar a ele uma boa educação, inspirada nos valores da fé cristã e, apesar de sua modesta condição, preocuparam-se em assegurar uma adequada formação cultural. Simão cresceu com um caráter piedoso e responsável, uma natural predisposição à oração e um terno amor à Mãe de Deus. Em 1454, viajou a Cracóvia para assistir à famosa Academia Jagellonica. Nesse tempo São João de Capistrano entusiasmava a cidade com a santidade de sua vida e o fervor de sua pregação, atraindo à vocação franciscana um numeroso grupo de jovens. Em 8 de setembro de 1453, o santo italiano havia também fundado, na Cracóvia, o primeiro convento da Observância, com o nome de São Bernardino de Sena. Por esse motivo, os frades menores daquele convento foram chamados pelo povo de “bernardinos”. Em 1457, também o jovem Simão, fascinado pelo ideal franciscano, preferiu seguir o Evangelho, interrompendo uma carreira de sucessos. Para tanto, pediu para ser aceito, com outros dez companheiros de estudos, no convento de Stradom. Sob a orientação do Mestre de noviços, P. Cristóforo de Varese, religioso eminente por sua doutrina e santidade de vida, Simão recorreu com generosidade à vida humilde e pobre dos frades menores, alcançando o sacerdócio em 1460. Exerceu seu primeiro ministério no convento de Tarnów, onde foi guardião da fraternidade. Em seguida, se estabaleceu em Stradom (Cracóvia), dedicando-se incansavelmente à pregação evangélica, com palavra limpa, plena de ardor, de fé e sabedoria, que deixava entrever sua profunda união com Deus e o prolongado estudo da Sagrada Escritura. Como São Bernardino de Sena e São João de Capistrano, Fr. Simão estende a devoção ao Nome de Jesus, obtendo a conversão de inúmeros pecadores. Em 1463, primeiro entre os Frades Menores, ocupou o ofício de pregador na catedral de Wawel. Por sua entrega à pregação evangélica das fontes antigas, ganhou o título de “Pregador Fervorosíssimo”. Desejoso em render homenagem a São Bernardino de Sena, inspirador de sua pregação, em 17 de maio de 1472, junto a outros frades poloneses, chegou a Aquitania para participar da solene transladação do santo para o novo templo erguido em sua honra. Novamente foi à Itália, em 1478, por ocasião do Capítulo Geral em Pávia. Nessa ocasião pode satisfazer um desejo profundo de visitar as tumbas dos Apóstolos, em Roma, e prosseguir depois sua peregrinação à Terra Santa. Viveu a feliz experiência em espírito de penitência, de verdadeiro amante da Paixão de Cristo, com a oculta aspiração de derramar o próprio sangue pela salvação das almas, agradando assim a Deus. Imitador de São Francisco em seu amor pelos lugares santos, na eventualidade de ser capturado pelos infiéis, antes de viajar memorizou todo o texto da Regra da Ordem “para tê-la sempre diante dos olhos e da mente”. O amor de Simão pelos irmãos se manifestou de maneira extraordinária no último ano de sua vida, quando uma epidemia da peste devastou Cracóvia. De julho de 1482 a 6 de junho de 1483, a cidade esteve sob o flagelo da enfermidade. Na desolação geral, os franciscanos do convento de São Bernardino se doaram incansavelmente no cuidado aos enfermos, como verdadeiros anjos de consolo. São Simão tomou aquele como um “tempo propício” para exercitar a caridade e para levar a cabo a oferenda da própria vida. Por todas as partes passou confortando, prestando ajuda, administrando os sacramentos e anunciando a consoladora Palavra de Deus aos moribundos. E acabou também contagiado. Suportou com extraordinária paciência os sofrimentos da enfermidade e, próximo da morte, expressou o desejo de ser sepultado no umbral da igreja, para que todos pudessem pisoteá-lo. No sexto dia da enfermidade, a 18 de julho de 1482, sem temer a morte e com os olhos fixos sobre a Cruz, entregou sua alma a Deus. A causa de sua canonização, retomada pelo Papa Pio 12, em 25 de junho de 1948, chegou a bom termo com o reconhecimento de um milagre na cidade de Cracóvia em 1943 e decretada pelo Papa Bento XVI, em dezembro de 2006. São Simão de Lipnica soube harmonizar admiravelmente o compromisso da evangelização e o testemunho da caridade, que brota de seu grande amor à Palavra de Deus e aos irmãos mais pobres e que mais sofrem. (Fonte: “Santos franciscanos para cada dia”, edizioni Porziuncola) Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
Bem-Aventuradas Carmelitas De Compiégne, Virgens E Mártires

Aos 22 de Junho de 1794, catorze dias depois da Convenção reconhecer a existência de um Ente Supremo, levada por Robespierre, desprezando leis, a tramar, assim o queriam os revolucionários, “pour Le rétablissement de La royauté et l’anéantissement de La Republique”, várias religiosas, que viviam em comunidade, foram presas e encerradas no mosteiro da Visitação, o qual fora transformado em prisão. Levadas a prestar o juramento de Liberté-Egalité, preferiram mil vezes morrer do que “rester coupables d’um serment”. A recusa significava a guilhotina e, assim, dezesseis carmelitas receberam a palma do martírio, na triste tarde do dia 17 de Julho daquele mesmo ano de 1794. Eram elas: – Reverenda Madre Teresa de Santo Agostinho (Maria Madalena Claudina Lidoire, priora, nascida em Paris no dia 22 de setembro de 1752. – Irmã São Luís (Maria Ana Francisca Brideau) sub-priora, nascida em Belford aos 7 de Dezembro de 1752. – Irmã de Jesus Crucificado (Maria Ana Piedcourt), de Paris, onde veio ao mundo aos 9 de Dezembro de 1715. – Irmã Carlota da Ressurreição (Ana Maria Madalena Thouret), nascida em Mouy-Oise – a 16 de Setembro de 1715. – Irmã Eufrásia da Imaculada Conceição (Maria Cláudia Cipriana Brard), de Bourth, onde nasceu aos 12 de Maio de 1736. – Madre Henriqueta de Jesus (Maria Gabriela de Croissy), nascida em Paris no dia 18 de Junho de 1745. – Irmã Teresa do Coração de Maria (Maria Ana Hanisset), de Reims, de 18 de Janeiro de 1742. – Irmã Teresa de Santo Inácio (Maria Gabriela Trézelle), nascida em Compiégne aos 4 de Abril de 1743. – Irmã Júlia Luísa de Jesus (Rosa Cristão de Neufville), nascida em Evreux aos 30 de Dezembro de 1741) – Irmã Maria Henriqueta da Providência (Annette Pelras), nascida aos 16 de Junho de 1760 em Cajard. – Irmã Constância (Maria Genoveva Meunier), de São Dionísio, onde nasceu aos 28 de Maio de 1765. – Irmã Maria do Santo Espírito (Angélica Roussel), nascida em Fresnes no dia 3 de Agosto de 1742. – Irmã Santa Marta (Maria Dufour), nascida em Bannes, Sarthe, aos 2 de Outubro de 1741. – Irmã São Francisco (Isabel Júlia Vérolot), de Ligniéres, Aube, nascida aos 13 de Janeiro de 1764. – Catarina Soiron, irmã rodeira, nascida em Compiégne aos 2 de Fevereiro de 1742. – Teresa Soiron, irmã rodeira, nascida em Compiégne aos 23 de Janeiro de 1748. Antes de morrer, serenes, indiferentes, cantavam o Miserere, o Salve Regina. Aos pés do cadafalso, entoaram o Te Deum, depois o Veni Creator. Mortas, tiveram os restos mutilados transportados para o cemitério de Picpus. E, como homenagem, no muro que rodeia a tuba comum, onde foram depositadas, lê-se, numa placa de mármore: Beati qui in Domino moriuntur Somente uma carmelita escapou do massacre: Francisca Genoveva Filipe, no século – Irmã Josefina Maria da Encarnação, na vida religiosa. O processo de beatificação, aberto por iniciativa do cardeal Ricardo, arcebispo de Paris, a 23 de Fevereiro de 1896, teve tramitação rápida. No dia 6 de Dezembro de 1902, o Papa Leão XIII, declarava as carmelitas veneráveis, e, a 10 de Dezembro de 1905, Pio X, beatificava-as. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XIII, p. 118 à 120) Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
Bem-Aventuradas Carmelitas De Compiégne, Virgens E Mártires

Aos 22 de Junho de 1794, catorze dias depois da Convenção reconhecer a existência de um Ente Supremo, levada por Robespierre, desprezando leis, a tramar, assim o queriam os revolucionários, “pour Le rétablissement de La royauté et l’anéantissement de La Republique”, várias religiosas, que viviam em comunidade, foram presas e encerradas no mosteiro da Visitação, o qual fora transformado em prisão. Levadas a prestar o juramento de Liberté-Egalité, preferiram mil vezes morrer do que “rester coupables d’um serment”. A recusa significava a guilhotina e, assim, dezesseis carmelitas receberam a palma do martírio, na triste tarde do dia 17 de Julho daquele mesmo ano de 1794. Eram elas: – Reverenda Madre Teresa de Santo Agostinho (Maria Madalena Claudina Lidoire, priora, nascida em Paris no dia 22 de setembro de 1752. – Irmã São Luís (Maria Ana Francisca Brideau) sub-priora, nascida em Belford aos 7 de Dezembro de 1752. – Irmã de Jesus Crucificado (Maria Ana Piedcourt), de Paris, onde veio ao mundo aos 9 de Dezembro de 1715. – Irmã Carlota da Ressurreição (Ana Maria Madalena Thouret), nascida em Mouy-Oise – a 16 de Setembro de 1715. – Irmã Eufrásia da Imaculada Conceição (Maria Cláudia Cipriana Brard), de Bourth, onde nasceu aos 12 de Maio de 1736. – Madre Henriqueta de Jesus (Maria Gabriela de Croissy), nascida em Paris no dia 18 de Junho de 1745. – Irmã Teresa do Coração de Maria (Maria Ana Hanisset), de Reims, de 18 de Janeiro de 1742. – Irmã Teresa de Santo Inácio (Maria Gabriela Trézelle), nascida em Compiégne aos 4 de Abril de 1743. – Irmã Júlia Luísa de Jesus (Rosa Cristão de Neufville), nascida em Evreux aos 30 de Dezembro de 1741) – Irmã Maria Henriqueta da Providência (Annette Pelras), nascida aos 16 de Junho de 1760 em Cajard. – Irmã Constância (Maria Genoveva Meunier), de São Dionísio, onde nasceu aos 28 de Maio de 1765. – Irmã Maria do Santo Espírito (Angélica Roussel), nascida em Fresnes no dia 3 de Agosto de 1742. – Irmã Santa Marta (Maria Dufour), nascida em Bannes, Sarthe, aos 2 de Outubro de 1741. – Irmã São Francisco (Isabel Júlia Vérolot), de Ligniéres, Aube, nascida aos 13 de Janeiro de 1764. – Catarina Soiron, irmã rodeira, nascida em Compiégne aos 2 de Fevereiro de 1742. – Teresa Soiron, irmã rodeira, nascida em Compiégne aos 23 de Janeiro de 1748. Antes de morrer, serenes, indiferentes, cantavam o Miserere, o Salve Regina. Aos pés do cadafalso, entoaram o Te Deum, depois o Veni Creator. Mortas, tiveram os restos mutilados transportados para o cemitério de Picpus. E, como homenagem, no muro que rodeia a tuba comum, onde foram depositadas, lê-se, numa placa de mármore: Beati qui in Domino moriuntur Somente uma carmelita escapou do massacre: Francisca Genoveva Filipe, no século – Irmã Josefina Maria da Encarnação, na vida religiosa. O processo de beatificação, aberto por iniciativa do cardeal Ricardo, arcebispo de Paris, a 23 de Fevereiro de 1896, teve tramitação rápida. No dia 6 de Dezembro de 1902, o Papa Leão XIII, declarava as carmelitas veneráveis, e, a 10 de Dezembro de 1905, Pio X, beatificava-as. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XIII, p. 118 à 120) Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
Evangelho Do Dia 2018-07-17

Terça-feira, 17 de Julho de 2018. Santo do dia: Beato Inácio de Azevedo, presbítero e companheiros, mártiresCor litúrgica: vermelho Evangelho do dia: São Mateus 11, 20-24 Primeira leitura: Isaías 7, 1-9Leitura do livro do profeta Isaías: 1No tempo de Acaz, filho de Joatão, filho de Ozias, rei de Judá, aconteceu que Rason, rei da Síria, e Faceia, filho de Romelias, rei de Israel, puseram-se em marcha para atacar Jerusalém, mas não conseguiram conquistá-la. 2Foi dada a notícia à casa de Davi: “Os homens da Síria estão acampados em Efraim”. Tremeu o coração do rei e de todo o povo, como as árvores da floresta diante do vento. 3Então disse o Senhor a Isaías: “Vai ao encontro de Acaz com teu filho Sear-Iasub (isto é, ‘um resto voltará’) até a ponta do canal, na piscina superior, na direção da estrada do campo dos Pisadores; 4e dirás ao rei: ‘Procura estar calmo; não temas nem estremeça o teu coração por causa desses dois pedaços de tição fumegantes, diante da ira furiosa de Rason e da Síria, e do filho de Romelias, 5por terem a Síria, Efraim e o filho de Romelias conjurado contra ti, dizendo: 6‘Vamos atacar Judá, enchê-lo de medo e conquistá-lo para nós, e nomear novo rei, o filho de Tabeel’. 7Isto diz o Senhor Deus: ‘Este plano fracassará, nada disso se realizará! 8Que seja Damasco a capital da Síria e Rason o chefe de Damasco; dentro de sessenta e cinco anos deixará Efraim de ser povo; 9que seja a Samaria capital de Efraim e o filho de Romelias chefe de Efraim. De resto, se não confiardes, não podereis manter-vos firmes’”. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 47 (48) – Grande é o Senhor e muito digno de louvores na cidade onde ele mora; seu monte santo, esta colina encantadora é a alegria do universo. R: O Senhor estabelece sua cidade para sempre. – Monte Sião, no extremo norte situado, és a mansão do grande rei! Deus revelou-se, em suas fortes cidadelas, um refúgio poderoso. R: O Senhor estabelece sua cidade para sempre. – Pois eis que os reis da terra se aliaram e todos juntos avançaram; mal a viram, de pavor estremeceram, debandaram perturbados. R: O Senhor estabelece sua cidade para sempre. – Como as dores da mulher sofrendo parto, uma angústia os invadiu; semelhante ao vento leste impetuoso, que despedaça as naus de Társis. R: O Senhor estabelece sua cidade para sempre. Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 11, 20-24 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Oxalá ouvísseis hoje a sua voz. Não fecheis os corações como em Meriba! (Sl 94,8); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus: Naquele tempo, 20Jesus começou a censurar as cidades onde fora realizada a maior parte de seus milagres, porque não se tinham convertido. 21“Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! Porque, se os milagres que se realizaram no meio de vós tivessem sido feitos em Tiro e Sidônia, há muito tempo elas teriam feito penitência, vestindo-se de cilício e cobrindo-se de cinza. 22Pois bem! Eu vos digo, no dia do julgamento, Tiro e Sidônia serão tratadas com menos dureza do que vós. 23E tu, Cafarnaum! Acaso serás erguida até o céu? Não! Serás jogada no inferno! Porque, se os milagres que foram realizados no meio de ti tivessem sido feitos em Sodoma, ela existiria até hoje! 24Eu, porém, vos digo, no dia do juízo, Sodoma será tratada com menos dureza do que vós!” – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho por São Tiago de Sarug, monge e Bispo sírioPoema Converter-se e regressar Regressarei à casa de meu Pai, como o filho pródigo (Lc 15,18), e serei acolhido. Como ele fez, assim farei eu: corresponderá o Pai aos meus desejos? […] Pois estou morto pelo pecado, como se morre de doença. Resgata-me desta ruína, e possa eu louvar o teu nome! Senhor da terra e do céu, peço-Te: ajuda-me e mostra-me o caminho para chegar a Ti! Leva-me à tua presença, Filho do Magnânimo, e alcança o cume da tua misericórdia! Irei a Ti e saciar-me-ei com a tua alegria. Nesta hora de profundo cansaço, mói para mim o fermento da vida! Parti à tua procura e o maligno estava à espreita, como salteador (Lc 10,30). Atou-me e atolou-me nos prazeres deste mundo; encarcerou-me nos seus deleites e depois deu-me com a porta na cara. Não há ninguém que me liberte para que eu parta de novo à tua procura, ó meu Senhor! […] Quero ser teu, Senhor, e caminhar contigo! Medito nos teus mandamentos dia e noite (Sl 1,2). Sê-me propício e acolhe o meu lamento, ó Misericordioso! Não me cortes a esperança, Senhor, porque sou teu servo e espero em Ti! Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho
Bem-Aventuradas Carmelitas De Compiégne, Virgens E Mártires

Aos 22 de Junho de 1794, catorze dias depois da Convenção reconhecer a existência de um Ente Supremo, levada por Robespierre, desprezando leis, a tramar, assim o queriam os revolucionários, “pour Le rétablissement de La royauté et l’anéantissement de La Republique”, várias religiosas, que viviam em comunidade, foram presas e encerradas no mosteiro da Visitação, o qual fora transformado em prisão. Levadas a prestar o juramento de Liberté-Egalité, preferiram mil vezes morrer do que “rester coupables d’um serment”. A recusa significava a guilhotina e, assim, dezesseis carmelitas receberam a palma do martírio, na triste tarde do dia 17 de Julho daquele mesmo ano de 1794. Eram elas: – Reverenda Madre Teresa de Santo Agostinho (Maria Madalena Claudina Lidoire, priora, nascida em Paris no dia 22 de setembro de 1752. – Irmã São Luís (Maria Ana Francisca Brideau) sub-priora, nascida em Belford aos 7 de Dezembro de 1752. – Irmã de Jesus Crucificado (Maria Ana Piedcourt), de Paris, onde veio ao mundo aos 9 de Dezembro de 1715. – Irmã Carlota da Ressurreição (Ana Maria Madalena Thouret), nascida em Mouy-Oise – a 16 de Setembro de 1715. – Irmã Eufrásia da Imaculada Conceição (Maria Cláudia Cipriana Brard), de Bourth, onde nasceu aos 12 de Maio de 1736. – Madre Henriqueta de Jesus (Maria Gabriela de Croissy), nascida em Paris no dia 18 de Junho de 1745. – Irmã Teresa do Coração de Maria (Maria Ana Hanisset), de Reims, de 18 de Janeiro de 1742. – Irmã Teresa de Santo Inácio (Maria Gabriela Trézelle), nascida em Compiégne aos 4 de Abril de 1743. – Irmã Júlia Luísa de Jesus (Rosa Cristão de Neufville), nascida em Evreux aos 30 de Dezembro de 1741) – Irmã Maria Henriqueta da Providência (Annette Pelras), nascida aos 16 de Junho de 1760 em Cajard. – Irmã Constância (Maria Genoveva Meunier), de São Dionísio, onde nasceu aos 28 de Maio de 1765. – Irmã Maria do Santo Espírito (Angélica Roussel), nascida em Fresnes no dia 3 de Agosto de 1742. – Irmã Santa Marta (Maria Dufour), nascida em Bannes, Sarthe, aos 2 de Outubro de 1741. – Irmã São Francisco (Isabel Júlia Vérolot), de Ligniéres, Aube, nascida aos 13 de Janeiro de 1764. – Catarina Soiron, irmã rodeira, nascida em Compiégne aos 2 de Fevereiro de 1742. – Teresa Soiron, irmã rodeira, nascida em Compiégne aos 23 de Janeiro de 1748. Antes de morrer, serenes, indiferentes, cantavam o Miserere, o Salve Regina. Aos pés do cadafalso, entoaram o Te Deum, depois o Veni Creator. Mortas, tiveram os restos mutilados transportados para o cemitério de Picpus. E, como homenagem, no muro que rodeia a tuba comum, onde foram depositadas, lê-se, numa placa de mármore: Beati qui in Domino moriuntur Somente uma carmelita escapou do massacre: Francisca Genoveva Filipe, no século – Irmã Josefina Maria da Encarnação, na vida religiosa. O processo de beatificação, aberto por iniciativa do cardeal Ricardo, arcebispo de Paris, a 23 de Fevereiro de 1896, teve tramitação rápida. No dia 6 de Dezembro de 1902, o Papa Leão XIII, declarava as carmelitas veneráveis, e, a 10 de Dezembro de 1905, Pio X, beatificava-as. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XIII, p. 118 à 120) Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
Santa Maria Madalena Postel, Virgem

Júlia Maria Francisca Postel era filha de João Postel e de Teresa Levallois. Nascida em Barfleur, no dia 28 de Novembro de 1756, foi batizada no dia mesmo em que veio ao mundo, à tardinha. À santa virgem deve-se a fundação do Instituto das Irmãs das escolas cristãs da Misericórdia. Desde os cinco anos, Maria Madalena principiou a preocupar-se com a pobreza e os enfermos. De uma feita, pequenina ainda, encontrou na estrada um menino todo vestido de farrapos: impressionada e contristada, deu-lhe o casado; a um outro, de sapatos rotos, deu-lhe os seus novos, adquiridos fazia pouco. E esmolava para os mendigos, carregava água para as mulheres atarefadas com a penca de filhos, acendia o fogo para as donas de casa enfermas, tratava das crianças abandonadas. Aos nove anos, fez o voto de castidade e o de devotamento à salvação do próximo. E tanto era benquista que o bispo resolveu admiti-la à primeira comunhão, porque, “como Júlia Postel outra não haveria”. Às escondidas dos pais, jejuava duramente, passando a pão seco. Um dia, ao sair da escola, findas as aulas, deparou com dois soldados, velhos desafetos, prontos para se digladiar num duelo: Júlia ajoelhou-se à frente dos dois, mostrou-lhes o Crucificado, e os soldados, tocados pela graça, abraçando-se, com lágrimas nos olhos, reconciliaram-se para sempre. Em 1774, com dezoito anos, terminados os estudos, abriu um pensionato em Barfleur. Ali, pacientemente, ministrava ensinamentos às crianças: linguagem, cálculos, aulas de crochê e de culinária para as meninas. Dos pobres, os seus pobres, jamais se esqueceu. Procurava-os, consolava, aliviava no que lhe era possível, sempre zelosa para com os que nada tinham de próprio. Em 1798, foi admitida entre os terciários de São Francisco. A instituição das Pobres Filhas da Misericórdia nasceu aos 8 de Setembro de 1807, e a sua rega era “silêncio, obediência pronta, absoluta e alegre”. Logo duzentas meninas freqüentavam as aulas das pobres filhas da agora Maria Madalena. Em 1817, com grande fome, as religiosas foram as laboriosas organizadoras das chamadas sopas populares, em que os menos favorecidos eram carinhosamente socorridos. E a instituição, abençoada por Deus, foi crescendo. A 21 de Setembro de 1837, catorze veteranas e dez noviças pronunciavam o voto, segundo novas constituições, as de São João Batista de La Salle: instrução gratuita aos pobres; ensinar e trabalhar nos hospitais; dependência direta de Roma. Maria Madalena Postel, teve a alegria, antes de morrer, de ver fundadas trinta e sete casas. Estava velha, mas trazia na alma a cantar; como jovem cheia de energia, sentia-se feliz por tudo aquilo que fizera, pelo bem que semeara, pelo trabalho que desenvolvera. Nem mesmo a asma, que a perseguia, deixou-a de mau humor por um único instante que seja. Aos que se inquietavam, quando jazia numa das crises, dizia-lhes, sorrindo: – Estou bem, já que estou como o Bom Deus quer que eu esteja. Santa Maria Madalena Postel faleceu em 1846, aos 15 de Julho. Previra o futuro, multiplicara pães, curara doentes. Fora-se para Deus depois de noventa anos de vida, de vida vivida para o bem, rodeada de cento e cinqüenta professas e vinte postulantes. Declarada venerável a 31 de Maio de 1903, foi beatificada a 22 de Janeiro de 1908 e canonizada a 24 de Maio de 1925. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XIII, p. 88 à 90) Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
Evangelho Do Dia 2018-07-16

Segunda-feira, 16 de Julho de 2018. Santo do dia: Nossa Senhora do CarmoCor litúrgica: branco Evangelho do dia: São Mateus 12, 46-50 Primeira leitura: Zacarias 2, 14-17Leitura da profecia de Zacarias: 14“Rejubila, alegra-te, cidade de Sião, eis que venho para habitar no meio de ti, diz o Senhor. 15Muitas nações se aproximarão do Senhor naquele dia e serão o seu povo. Habitarei no meio de ti, e saberás que o Senhor dos exércitos me enviou a ti. 16O Senhor entrará em posse de Judá, como sua porção na terra santa, e escolherá de novo Jerusalém. 17Emudeça todo mortal diante do Senhor, ele acaba de levantar-se de sua santa habitação”. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo (Lc 1) – A minha alma engrandece ao Senhor, e se alegrou o meu espírito em Deus, meu salvador. R: O Poderoso fez por mim maravilhas e santo é o seu nome. – Pois ele viu a pequenez de sua serva, desde agora as gerações hão de chamar-me de bendita. O Poderoso fez por mim maravilhas e santo é o seu nome! R: O Poderoso fez por mim maravilhas e santo é o seu nome. – Seu amor, de geração em geração, chega a todos os que o respeitam. Demonstrou o poder de seu braço, dispersou os orgulhosos. R: O Poderoso fez por mim maravilhas e santo é o seu nome. – Derrubou os poderosos de seus tronos e os humildes exaltou. De bens saciou os famintos e despediu, sem nada, os ricos. R: O Poderoso fez por mim maravilhas e santo é o seu nome. – Acolheu Israel, seu servidor, fiel ao seu amor, como havia prometido aos nossos pais, em favor de Abraão e de seus filhos para sempre. R: O Poderoso fez por mim maravilhas e santo é o seu nome. Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 12, 46-50 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Feliz quem ouve e observa a Palavra de Deus! (Lc 11,28); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus: Naquele tempo, 46enquanto Jesus estava falando às multidões, sua mãe e seus irmãos ficaram do lado de fora, procurando falar com ele. 47Alguém disse a Jesus: “Olha! Tua mãe e teus irmãos estão aí fora e querem falar contigo”. 48Jesus perguntou àquele que tinha falado: “Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?” 49E, estendendo a mão para os discípulos, Jesus disse: “Eis minha mãe e meus irmãos. 50Pois todo aquele que faz a vontade do meu Pai, que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”. – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho
Santa Maria Madalena Postel, Virgem

Júlia Maria Francisca Postel era filha de João Postel e de Teresa Levallois. Nascida em Barfleur, no dia 28 de Novembro de 1756, foi batizada no dia mesmo em que veio ao mundo, à tardinha. À santa virgem deve-se a fundação do Instituto das Irmãs das escolas cristãs da Misericórdia. Desde os cinco anos, Maria Madalena principiou a preocupar-se com a pobreza e os enfermos. De uma feita, pequenina ainda, encontrou na estrada um menino todo vestido de farrapos: impressionada e contristada, deu-lhe o casado; a um outro, de sapatos rotos, deu-lhe os seus novos, adquiridos fazia pouco. E esmolava para os mendigos, carregava água para as mulheres atarefadas com a penca de filhos, acendia o fogo para as donas de casa enfermas, tratava das crianças abandonadas. Aos nove anos, fez o voto de castidade e o de devotamento à salvação do próximo. E tanto era benquista que o bispo resolveu admiti-la à primeira comunhão, porque, “como Júlia Postel outra não haveria”. Às escondidas dos pais, jejuava duramente, passando a pão seco. Um dia, ao sair da escola, findas as aulas, deparou com dois soldados, velhos desafetos, prontos para se digladiar num duelo: Júlia ajoelhou-se à frente dos dois, mostrou-lhes o Crucificado, e os soldados, tocados pela graça, abraçando-se, com lágrimas nos olhos, reconciliaram-se para sempre. Em 1774, com dezoito anos, terminados os estudos, abriu um pensionato em Barfleur. Ali, pacientemente, ministrava ensinamentos às crianças: linguagem, cálculos, aulas de crochê e de culinária para as meninas. Dos pobres, os seus pobres, jamais se esqueceu. Procurava-os, consolava, aliviava no que lhe era possível, sempre zelosa para com os que nada tinham de próprio. Em 1798, foi admitida entre os terciários de São Francisco. A instituição das Pobres Filhas da Misericórdia nasceu aos 8 de Setembro de 1807, e a sua rega era “silêncio, obediência pronta, absoluta e alegre”. Logo duzentas meninas freqüentavam as aulas das pobres filhas da agora Maria Madalena. Em 1817, com grande fome, as religiosas foram as laboriosas organizadoras das chamadas sopas populares, em que os menos favorecidos eram carinhosamente socorridos. E a instituição, abençoada por Deus, foi crescendo. A 21 de Setembro de 1837, catorze veteranas e dez noviças pronunciavam o voto, segundo novas constituições, as de São João Batista de La Salle: instrução gratuita aos pobres; ensinar e trabalhar nos hospitais; dependência direta de Roma. Maria Madalena Postel, teve a alegria, antes de morrer, de ver fundadas trinta e sete casas. Estava velha, mas trazia na alma a cantar; como jovem cheia de energia, sentia-se feliz por tudo aquilo que fizera, pelo bem que semeara, pelo trabalho que desenvolvera. Nem mesmo a asma, que a perseguia, deixou-a de mau humor por um único instante que seja. Aos que se inquietavam, quando jazia numa das crises, dizia-lhes, sorrindo: – Estou bem, já que estou como o Bom Deus quer que eu esteja. Santa Maria Madalena Postel faleceu em 1846, aos 15 de Julho. Previra o futuro, multiplicara pães, curara doentes. Fora-se para Deus depois de noventa anos de vida, de vida vivida para o bem, rodeada de cento e cinqüenta professas e vinte postulantes. Declarada venerável a 31 de Maio de 1903, foi beatificada a 22 de Janeiro de 1908 e canonizada a 24 de Maio de 1925. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XIII, p. 88 à 90) Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho