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Evangelho Do Dia 2018-07-12

Quinta-feira, 12 de Julho de 2018. Santo do dia: São João Gualberto, abadeCor litúrgica: verde Evangelho do dia: São Mateus 10, 7-15 Primeira leitura: Oseias 11, 1-4.8-9Leitura da profecia de Oseias: Assim fala o Senhor: 1“Quando Israel era criança, eu já o amava, e desde o Egito chamei meu filho. 2Quanto mais eu os chamava, tanto mais eles se afastavam de mim; imolavam aos Baals e sacrificavam aos ídolos. 3Ensinei Efraim a dar os primeiros passos, tomei-o em meus braços, mas eles não reconheceram que eu cuidava deles. 4Eu os atraía com laços de humanidade, com laços de amor; era para eles como quem leva uma criança ao colo e rebaixava-me a dar-lhes de comer. 8Meu coração comove-se no íntimo e arde de compaixão. 9Não darei largas à minha ira, não voltarei a destruir Efraim, eu sou Deus e não homem; o santo no meio de vós, e não me servirei do terror”. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 79 (80) – Ó pastor de Israel, prestai ouvidos. Vós, que sobre os querubins vos assentais, despertai vosso poder, ó nosso Deus, e vinde logo nos trazer a salvação! R: Sobre nós iluminai a vossa face e, então, seremos salvos, ó Senhor! – Voltai-vos para nós, Deus do universo! Olhai dos altos céus e observai. Visitai a vossa vinha e protegei-a! Foi a vossa mão direita que a plantou; protegei-a, e ao rebento que firmastes!  R: Sobre nós iluminai a vossa face e, então, seremos salvos, ó Senhor! Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 10, 7-15 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Convertei-vos e crede no evangelho, pois o reino de Deus está chegando! (Mc 1,15); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus: Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 7“Em vosso caminho, anunciai: ‘O reino dos céus está próximo’. 8Curai os doentes, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demônios. De graça recebestes, de graça deveis dar! 9Não leveis ouro, nem prata, nem dinheiro nos vossos cintos; 10nem sacola para o caminho, nem duas túnicas, nem sandálias, nem bastão, porque o operário tem direito ao seu sustento. 11Em qualquer cidade ou povoado onde entrardes, informai-vos para saber quem ali seja digno. Hospedai-vos com ele até a vossa partida. 12Ao entrardes numa casa, saudai-a. 13Se a casa for digna, desça sobre ela a vossa paz; se ela não for digna, volte para vós a vossa paz. 14Se alguém não vos receber nem escutar vossa palavra, saí daquela casa ou daquela cidade e sacudi a poeira dos vossos pés. 15Em verdade vos digo, as cidades de Sodoma e Gomorra serão tratadas com menos dureza do que aquela cidade, no dia do juízo”.  – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário por São Boaventura, Franciscano, Doutor da IgrejaVida de São Francisco, Legenda major, cap. 3 «Ide e proclamai que está próximo o reino dos céus» [O jovem] Francisco assistia devotamente à Missa em honra dos apóstolos; o Evangelho era aquele em que Jesus envia os seus discípulos a pregar e lhes ensina a maneira evangélica de viver: «Não adquirais ouro, prata ou cobre, para guardardes nas vossas bolsas; nem alforge para o caminho, nem duas túnicas, nem sandálias, nem cajado». Compreendendo e interiorizando este texto, ficou apaixonado por essa pobreza dos apóstolos e gritou, num transporte de alegria: «É isto que eu quero! É isto que desejo com toda a minha alma!» E, sem mais, tirou os sapatos, deixou cair o cajado, abandonou o alforje e o dinheiro como objetos dignos de repúdio, ficando apenas com a túnica, e deitou fora o cinto, que substituiu por uma corda: pôs todo o seu empenho em concretizar o que acabara de ouvir e quis conformar-se em tudo com esse código de perfeição, dado aos apóstolos. Um impulso comunicado por Deus levou-o, desde então, à conquista da perfeição evangélica e a uma campanha de penitência. Quando ele falava […], as suas palavras, totalmente impregnadas pela força do Espírito Santo, penetravam até ao mais profundo dos corações e mergulhavam os ouvintes no espanto. Toda a sua pregação era um anúncio de paz, e ele começava cada um dos seus sermões com esta saudação ao povo: «Que o Senhor vos dê a paz!» «Foi uma revelação do Senhor que me ensinou esta fórmula», declarou mais tarde. […] Falava-se cada vez mais do homem de Deus, dos seus ensinamentos simples e da sua vida, e alguns, vendo o seu exemplo e tocados por esse espírito de penitência, juntaram-se a ele e, deixando tudo e vestindo-se como ele, começaram a partilhar a sua vida. Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho

São João Gualberto, Fundador Da Ordem De Valumbrosa

Como outrora São Pedro visitava as Igrejas da Judéia, para confirmar a fé e a piedade, do mesmo modo, seu sucessor, o Papa São Leão IX, visitava as principais províncias da Igreja universal. No ano de 1049, numa dessas visitas, aproximando-se de Passignano, na estrada de Pavia, o Santo Papa mandou dizer a São João Gualberto, fundador da congregação de Valumbrosa, que desejava jantar com ele em seu mosteiro de Passignano. Muito surpreso com tal visita, Gualberto perguntou ao ecônomo do mosteiro se ainda havia peixe. Ante a resposta negativa, mandou dois noviços pescar num lago vizinho. Como jamais havia existido peixe algum naquele lago, os noviços disseram que seria muito difícil apanhá-los. O santo abade, ante tal resposta, reiterou a ordem e eles voltaram, atiraram a rede por obediência, e apanharam dois enormes lúcios, que serviram para o jantar do Papa e de sua comitiva. São João Gualberto era oriundo de uma família rica e nobre, estabelecida em Florença. Fora cuidadosamente educado nas máximas da piedade e do conhecimento das letras. Mal tinha entrado no mundo, tomou-lhe logo o espírito gosto pelas vaidades. Ele estaria perdido se não fosse um fato, que o poderia perder de verdade. Seu irmão único fora assassinado por um gentil-homem; João, incitado ainda por seu pai, resolveu vingar-lhe a morte. Numa sexta-feira santa, voltando do campo com alguns homens armados, encontrou o gentil-homem, numa passagem estreita onde não podia voltar, nem de um lado nem de outro. A presença do inimigo acendeu-lhe a vingança; saca da espada para lhe atravessar o corpo, mas o outro se lhe atira aos pés e, de braços abertos, em forma de cruz, roga-lhe, pela Paixão de Jesus Cristo, cuja memória se celebrava naquele mesmo dia, que não lhe tire a vida. João Gualberto sentiu-se tocado até o fundo da alma. Estende a mão ao assassino do irmão e diz-lhe com doçura: Não vos posso recusar o que me pedis em nome de Jesus Cristo. Concedo-vos não somente à vida, mas até mesmo minha amizade. Rogai a deus que me perdoe o pecado. Abraçaram-se e separaram-se. João continuando o caminho a uma igreja: entra, reza com fervor extraordinário diante de um crucifixo, que vê inclinar distintamente a cabeça, como para lhe agradecer a misericórdia de que acabava de usar, por amor dele. Profundamente comovido por aquilo que via, Gualberto, pôs-se a pensar de que maneira poderia melhor agradecer a Deus; pois, dizia a si mesmo, que recompensa receberei do céu, se servir fielmente o Senhor, ele que, pelo pouco que acabo de fazer, me recompensa com tão grande milagre? Cheios desses pensamentos, aproximava-se de Florença; ali despede o escudeiro, e entra no mosteiro de São Miniato, no arrabalde; conta ao abade tudo o que lhe acabava de suceder e pede-lhe o hábito monástico. O abade ponderando tudo com atenção, encoraja-o no intento de deixar o mundo e de se consagrar a deus, mas, para lhe dar o hábito, propõe-lhe esperar, quer, para o experimentar, quer pelo temor de seu pai, que, efetivamente, tendo sabido onde estava o filho, veio reclamá-lo com ameaça de destruir o mosteiro até os alicerces. Nessa situação crítica, Gualberto, toma o hábito religioso e leva-o ao altar da igreja; corta ele mesmo o cabelo, veste-se com o hábito de religião, e, depois, põe-se a ler tranquilamente um livro. O pai, encontrando-o naquele estado, enche-se de cólera, arranca os cabelos, rola por terra, mas acaba por se acalmar e por lhe dar a benção. O jovem religioso, entrega-se às mais austeras práticas de penitência. Por sua extrema fidelidade a todos os exercícios, torna-se bem depressa modelo completo de todas as virtudes. O abade morreu e ele foi escolhido, a uma voz, para o substituir; mas foi-lhe impossível obter o consentimento. Aspirava a obedecer, não a mandar, repetia muitas vezes estas palavras do profeta: “Eu sou um verme e não um homem, o opróbrio dos homens e abjeção do povo.” Entretanto, outro monge obteve do Bispo de Florença, por meio de dinheiro, o governo do mosteiro; São Gualberto, sabendo disso, foi com outro irmão consultar um santo recluso de Florença, chamado Teuzon, que condenava publicamente a simonia. O velho, tendo experimentado sua fé e sua constância, disse-lhes: Ide à grande praça da cidade, proclamai diante de todo o povo que o bispo e o abade são simoníacos. Depois, ide procurar outro mosteiro onde possais servir livremente a Jesus Cristo. São Gualberto seguiu o conselho. Visitou várias comunidades, em particular a de Camáldula e enfim fundou ele mesmo um mosteiro, onde se seguia a regra de São Bento, segundo toda sua primitiva austeridade; fundou essa comunidade num vale, sombreado por salgueiros, de onde lhe veio o nome de Valumbrosa. O espírito dominante da nova ordem foi o amor ao retiro e ao silêncio, o desapego de todas as coisas da terra, a prática da humildade, o amor das austeridades da penitência e da caridade mais universal João Gualberto estabeleceu vários outros mosteiros, entre outros o de Passignano e reanimou a regularidade e o fervor em vários outros. Além dos religiosos de coro, recebia também irmãos leigos, para as funções exteriores, divisão que foi logo adotada por outras ordens. A congregação de Valumbrosa, com seu santo fundador, ajudou potentemente o Papa São Leão IX, e o Papa São Gregório VII, a extirpar a simonia e a restaurar a disciplina do clero. No século onde o clero secular tinha necessidade de uma grande reforma; encontrou-se ele principalmente na ordem monástica. Daí lhe vieram os maiores Papas e os maiores Bispos. São João Gualberto morreu a 12 de Julho de 1073, na cidade de setenta e quatro anos, e foi canonizado em 1183 pelo Papa Celestino III. Foto: santiebeati.it (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XII, p. 382 à 385)             Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho

Evangelho Do Dia 2018-07-11

Quarta-feira, 11 de Julho de 2018. Santo do dia: São Bento, abade; Beato Beltrão, abadeCor litúrgica: branco Evangelho do dia: São Mateus 10, 1-7 Primeira leitura: Oseias 10, 1-3.7-8.12Leitura da profecia de Oseias: 1Israel era uma vinha exuberante e dava frutos para seu consumo; na medida de sua produção, erguia os numerosos altares; na medida da fertilidade da terra, embelezava seus ídolos. 2Com o coração dividido, deve agora receber castigo; o Senhor mesmo derrubará seus altares, destruirá os seus simulacros. 3Decerto, dirão agora: “Não temos rei; não temos medo do Senhor. Que poderia o rei fazer por nós?” 7Samaria está liquidada, seu rei vai flutuando como palha em cima da água. 8Será desmantelada a idolatria dos lugares altos, pecado de Israel; ali crescerão espinhos e abrolhos sobre seus altares; então se dirá aos montes: “Cobri-nos!”, e às colinas: “Caí sobre nós!” 12Semeai justiça entre vós e colhereis amor; desbravai uma roça nova. É tempo de procurar o Senhor, até que ele venha e derrame a justiça em vós. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 104 (105) – Cantai, entoai salmos para ele, publicai todas as suas maravilhas! Gloriai-vos em seu nome que é santo, exulte o coração que busca a Deus! R: Buscai constantemente a face do Senhor! – Procurai o Senhor Deus e seu poder, buscai constantemente a sua face! Lembrai as maravilhas que ele fez, seus prodígios e as palavras de seus lábios! R: Buscai constantemente a face do Senhor! – Descendentes de Abraão, seu servidor, e filhos de Jacó, seu escolhido, ele mesmo, o Senhor, é nosso Deus, vigoram suas leis em toda a terra. R: Buscai constantemente a face do Senhor! Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 10, 1-7 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Convertei-vos e crede no evangelho, pois o reino de Deus está chegando! (Mc 1,15); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus: Naquele tempo, 1Jesus chamou os doze discípulos e deu-lhes poder para expulsarem os espíritos maus e para curarem todo tipo de doença e enfermidade. 2Estes são os nomes dos doze apóstolos: primeiro, Simão, chamado Pedro, e André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João; 3Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o cobrador de impostos; Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu; 4Simão, o Zelota, e Judas Iscariotes, que foi o traidor de Jesus. 5Jesus enviou esses doze com as seguintes recomendações: “Não deveis ir aonde moram os pagãos nem entrar nas cidades dos samaritanos! 6Ide, antes, às ovelhas perdidas da casa de Israel! 7Em vosso caminho, anunciai: ‘O reino dos céus está próximo’”. – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho

São Bento, Fundador Da Ordem Dos Beneditinos

São Bento de Núrsia, nascido Benedetto da Norcia (Nórcia, c. 480 – monastério de Montecassino, c. 547) foi um monge italiano, fundador da Ordem dos Beneditinos, até hoje uma das maiores ordens monásticas do mundo. Foi o criador também da “Regra de São Bento”, provavelmente a mais importante e mais utilizada regra de vida monástica existente, inspiração de muitas outras comunidades religiosas. Foi designado santo padroeiro da Europa pelo Papa Paulo VI em 1964. Foi o fundador da Abadia do Monte Cassino, na Itália (destruída durante a Segunda Guerra Mundial e posteriormente restaurada). A fonte de todos os acontecimentos da vida de São Bento são os Diálogos de São Gregório Magno, que se baseou em fatos narrados por monges que conheceram pessoalmente São Bento. Segundo São Gregório, São Bento foi filho de um nobre romano, tendo realizado seus primeiros estudos na região de Núrsia (próximo à cidade italiana de Spoleto). Mais tarde, foi enviado a Roma para estudar retórica e filosofia, mas, tendo se decepcionado com a decadência moral da cidade, abandona logo a capital e se retira para Enfide (atual Affile). Ajudado por um abade da região chamado Romano, instalou-se em uma gruta de difícil acesso, a fim de viver como eremita. Depois de três anos nesse lugar, dedicando-se à oração e ao sacrifício, foi descoberto por alguns pastores, que divulgaram sua fama de santidade. A partir de então, foi visitado constantemente por pessoas que buscavam seus conselhos e direção espiritual. É então eleito Abade de um mosteiro em Vicovaro, no norte da Itália; no entanto, por causa de seu regime de vida exigente, os monges tentaram envenená-lo, mas no momento em que deu a bênção sobre o alimento a taça se fez em pedaços. Com isso, São Bento resolve deixar a comunidade. Volta à sua caverna onde, recebendo grande quantidade de discípulos, funda diversos mosteiros. Em 529, por causa da inveja de um sacerdote da região, tem de se mudar para Montecassino, onde funda o mosteiro que viria a ser o fundamento da expansão da Ordem Beneditina. Em 540 escreve a Regula Monasteriorum (“Regra dos Mosteiros”). Morre em 547. As representações de São Bento geralmente mostram, junto com o santo, o livro da Regra, um cálice quebrado e um corvo com um pão na boca, em memória ao pão envenenado que recebeu de um sacerdote invejoso. São Gregório conta que, por sua ordem, o corvo levou o pão até onde ninguém o encontrasse. As relíquias de São Bento estão conservadas na crípta da Abadia de Saint-Benoît-sur-Loire (Fleury), próximo a Orleáns e Germigny-des-Prés, no centro da França. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho

São Pedro Vincioli, Abade

São Pedro Vincioli nasceu perto de Perusa, onde fez os estudos. Da clericatura passou ao sacerdócio. Contristado com o abandono em que jazia a catedral dedicada ao Apóstolo Pedro, dirigiu-se ao bispo Honesto, solicitando-lhe permissão para restaurá-la. O bispo, depois de alguma hesitação, deu-lhe a ordem de iniciar os trabalhos, e Pedro, cheio do mais ardoroso afã, deu começo às obras. Muito antiga, deixada à ação do tempo, por Rogério, predecessor de Honesto, a catedral requeria árduo labor. Muitos milagres marcaram aquela restauração. Sem qualquer auxílio senão o de Deus, Pedro vivia a braços com as necessidades dos operários. Assim, do céu veio a ajuda. Certa vez, misteriosos personagens surgiram a trazer pão para os trabalhadores, quando nem uma migalha havia; de outra feita, de alto andaime, precipitou-se ao solo um dos pedreiros, chegando embaixo sem qualquer dano: uma coluna, a pender, tornava ao lugar com fervoroso sinal da cruz do futuro abade. Findo o trabalho, a catedral reluzia, com as suas três naves, de transepto, de teto sustentado por dezoito colunas e de mármore, que Pedro fizera vir de lugares distantes. A dedicação da igreja de São Pedro ocorreu no ano de 969. Com o bispo de Perusa, o Santo buscou Roma, e ao Papa João XIII disse que, servida por monges beneditinos, a nova fundação só necessitava de aprovação, a qual, humildemente, solicitou do Sumo Pontífice. Feito abade pelo Papa, Pedro Vincioli tornou com o bispo. Desde 1002 o mosteiro de São Pedro de Perusa abraçou a reforma de Cluny. Após ter feito inúmeros milagres e ter levado vida da mais santas, São Pedro Vincioli faleceu aos 10 de Julho de 1007. A abadia passou por duras fases. Destruída por um incêndio, foi reconstruída em 1318. Em 1436 Eugênio IV reuniu-a à congregação do Monte Cassino. Suprimida por Napoleão, Pio VII restaurou-a. Novamente suprimida pelo governo italiano, reapareceu pouco mais tarde, sempre debaixo da congregação beneditina do Monte Cassino. Foto: santiebeati.it (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XII, p. 359-360) Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho

São Pedro Vincioli, Abade

São Pedro Vincioli nasceu perto de Perusa, onde fez os estudos. Da clericatura passou ao sacerdócio. Contristado com o abandono em que jazia a catedral dedicada ao Apóstolo Pedro, dirigiu-se ao bispo Honesto, solicitando-lhe permissão para restaurá-la. O bispo, depois de alguma hesitação, deu-lhe a ordem de iniciar os trabalhos, e Pedro, cheio do mais ardoroso afã, deu começo às obras. Muito antiga, deixada à ação do tempo, por Rogério, predecessor de Honesto, a catedral requeria árduo labor. Muitos milagres marcaram aquela restauração. Sem qualquer auxílio senão o de Deus, Pedro vivia a braços com as necessidades dos operários. Assim, do céu veio a ajuda. Certa vez, misteriosos personagens surgiram a trazer pão para os trabalhadores, quando nem uma migalha havia; de outra feita, de alto andaime, precipitou-se ao solo um dos pedreiros, chegando embaixo sem qualquer dano: uma coluna, a pender, tornava ao lugar com fervoroso sinal da cruz do futuro abade. Findo o trabalho, a catedral reluzia, com as suas três naves, de transepto, de teto sustentado por dezoito colunas e de mármore, que Pedro fizera vir de lugares distantes. A dedicação da igreja de São Pedro ocorreu no ano de 969. Com o bispo de Perusa, o Santo buscou Roma, e ao Papa João XIII disse que, servida por monges beneditinos, a nova fundação só necessitava de aprovação, a qual, humildemente, solicitou do Sumo Pontífice. Feito abade pelo Papa, Pedro Vincioli tornou com o bispo. Desde 1002 o mosteiro de São Pedro de Perusa abraçou a reforma de Cluny. Após ter feito inúmeros milagres e ter levado vida da mais santas, São Pedro Vincioli faleceu aos 10 de Julho de 1007. A abadia passou por duras fases. Destruída por um incêndio, foi reconstruída em 1318. Em 1436 Eugênio IV reuniu-a à congregação do Monte Cassino. Suprimida por Napoleão, Pio VII restaurou-a. Novamente suprimida pelo governo italiano, reapareceu pouco mais tarde, sempre debaixo da congregação beneditina do Monte Cassino. Foto: santiebeati.it (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XII, p. 359-360) Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho

São Pedro Vincioli, Abade

São Pedro Vincioli nasceu perto de Perusa, onde fez os estudos. Da clericatura passou ao sacerdócio. Contristado com o abandono em que jazia a catedral dedicada ao Apóstolo Pedro, dirigiu-se ao bispo Honesto, solicitando-lhe permissão para restaurá-la. O bispo, depois de alguma hesitação, deu-lhe a ordem de iniciar os trabalhos, e Pedro, cheio do mais ardoroso afã, deu começo às obras. Muito antiga, deixada à ação do tempo, por Rogério, predecessor de Honesto, a catedral requeria árduo labor. Muitos milagres marcaram aquela restauração. Sem qualquer auxílio senão o de Deus, Pedro vivia a braços com as necessidades dos operários. Assim, do céu veio a ajuda. Certa vez, misteriosos personagens surgiram a trazer pão para os trabalhadores, quando nem uma migalha havia; de outra feita, de alto andaime, precipitou-se ao solo um dos pedreiros, chegando embaixo sem qualquer dano: uma coluna, a pender, tornava ao lugar com fervoroso sinal da cruz do futuro abade. Findo o trabalho, a catedral reluzia, com as suas três naves, de transepto, de teto sustentado por dezoito colunas e de mármore, que Pedro fizera vir de lugares distantes. A dedicação da igreja de São Pedro ocorreu no ano de 969. Com o bispo de Perusa, o Santo buscou Roma, e ao Papa João XIII disse que, servida por monges beneditinos, a nova fundação só necessitava de aprovação, a qual, humildemente, solicitou do Sumo Pontífice. Feito abade pelo Papa, Pedro Vincioli tornou com o bispo. Desde 1002 o mosteiro de São Pedro de Perusa abraçou a reforma de Cluny. Após ter feito inúmeros milagres e ter levado vida da mais santas, São Pedro Vincioli faleceu aos 10 de Julho de 1007. A abadia passou por duras fases. Destruída por um incêndio, foi reconstruída em 1318. Em 1436 Eugênio IV reuniu-a à congregação do Monte Cassino. Suprimida por Napoleão, Pio VII restaurou-a. Novamente suprimida pelo governo italiano, reapareceu pouco mais tarde, sempre debaixo da congregação beneditina do Monte Cassino. Foto: santiebeati.it (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XII, p. 359-360) Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho

Evangelho Do Dia 2018-07-10

Terça-feira, 10 de Julho de 2018. Santo do dia: Santos Agostinho Zhaom Rong, presbítero, e companheiros, mártires; Santa Amalberga, virgemCor litúrgica: verde Evangelho do dia: São Mateus 9, 32-38 Primeira leitura: Oseias 8, 4-7.11-13Leitura da profecia de Oseias: Assim fala o Senhor: 4“Eles constituíram reis sem minha vontade; constituíram príncipes sem meu conhecimento; sua prata e seu ouro serviram para fazer ídolos e para sua perdição. 5Teu bezerro, ó Samaria, foi jogado ao chão; minha cólera inflamou-se contra eles. Até quando ficarão sem purificar-se? 6Esse bezerro provém de Israel; um artesão fabricou-o, isso não é um deus; será feito em pedaços esse bezerro de Samaria. 7Semeiam ventos, colherão tempestades; se não há espiga, o grão não dará farinha; e, mesmo que dê, estranhos a comerão. 11Efraim ergueu muitos altares em expiação do pecado, mas seus altares resultaram-lhe em pecado. 12Eu lhes deixei, por escrito, grande número de preceitos, mas estes foram considerados coisa que não lhes toca. 13Gostam de oferecer sacrifícios, imolam carnes e comem; mas o Senhor não os recebe. Antes, o Senhor lembra seus pecados e castiga suas culpas: eles deverão voltar para o Egito”. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 113B (115) – É nos céus que está o nosso Deus, ele faz tudo aquilo que quer. São os deuses pagãos ouro e prata, todos eles são obras humanas. R: Confia, Israel, no Senhor! – Têm boca e não podem falar, têm olhos e não podem ver; têm nariz e não podem cheirar, tendo ouvidos, não podem ouvir. R: Confia, Israel, no Senhor! – Têm mãos e não podem pegar, têm pés e não podem andar. Como eles, serão seus autores, que os fabricam e neles confiam. R: Confia, Israel, no Senhor! – Confia, Israel, no Senhor. Ele é teu auxílio e escudo! Confia, Aarão, no Senhor. Ele é teu auxílio e escudo! R: Confia, Israel, no Senhor! Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 9, 32-38 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Eu sou o bom pastor, conheço minhas ovelhas, e elas me conhecem, assim fala o Senhor (Jo 10,14); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus: Naquele tempo, 32apresentaram a Jesus um homem mudo, que estava possuído pelo demônio. 33Quando o demônio foi expulso, o mudo começou a falar. As multidões ficaram admiradas e diziam: “Nunca se viu coisa igual em Israel”. 34Os fariseus, porém, diziam: “É pelo chefe dos demônios que ele expulsa os demônios”. 35Jesus percorria todas as cidades e povoados, ensinando em suas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando todo tipo de doença e enfermidade. 36Vendo Jesus as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam cansadas e abatidas como ovelhas que não têm pastor. Então disse a seus discípulos: 37“A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. 38Pedi, pois, ao dono da messe que envie trabalhadores para a sua colheita!” – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário por São João Crisóstomo, Bispo e Doutor da IgrejaHomilia sobre a seara grande, 10,2-3; PG 63, 519-521 «A seara é grande» Todos os trabalhos do agricultor vão naturalmente dar à colheita. Então porque foi que Cristo disse que a colheita ainda estava no começo? A idolatria reinava em toda a Terra. […] Por todo o lado se praticava a fornicação, o adultério, o deboche, a cupidez, roubos e guerras. […] A Terra estava cheia de muitos males! Nenhuma semente tinha ainda sido lançada. Os espinhos, os cardos e as ervas daninhas que cobriam o chão ainda não tinham sido arrancados. Não se tinha ainda puxado a charrua nem traçado um sulco. Então como é que Jesus pode afirmar que a seara é grande? […] Os apóstolos terão, muito provavelmente, ficado desconcertados: «Como poderemos sequer abrir a boca e manter-nos de pé diante de tantos homens? Como poderemos nós, os Onze, corrigir todos os habitantes da Terra? Saberemos, nós que somos tão ignorantes, abordar os sábios; nós, que nada temos, confrontar homens armados; nós, que somos subordinados, enfrentar as autoridades? Nós que apenas sabemos uma língua, seremos capazes de discutir com os povos bárbaros, que falam outras línguas? Quem nos ouvirá, se nem compreendem o que dizemos?» Jesus não quer que estes raciocínios os mergulhem na confusão. Por isso, quando afirma que o evangelho é uma seara, é como se lhes dissesse: «Está tudo preparado. Eu envio-vos a colher o trigo maduro; podereis semear e colher no mesmo dia». Quando o agricultor sai de sua casa para ir fazer a ceifa, transborda de alegria e resplandece de felicidade. Não contempla as dores nem as dificuldades que poderá encontrar. […] «Emprestai-me a vossa língua», diz Cristo, «e vereis o trigo maduro entrar nos celeiros do rei». E acrescenta: «Eu estarei sempre convosco até ao fim dos tempos» (Mt 28,20). Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho

Evangelho Do Dia 2018-07-09

Segunda-feira, 09 de Julho de 2018. Santo do dia: Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus, virgem; São Joaquim He Kaizhi, mártirCor litúrgica: branco Evangelho do dia: São Mateus 9, 18-26 Primeira leitura: Oseias 2, 16-18.21-22Leitura da profecia de Oseias: Assim fala o Senhor: 16“Eis que eu a vou seduzir, levando-a à solidão, onde lhe falarei ao coração; 17e ela aí responderá ao compromisso, como nos dias de sua juventude, nos dias da sua vinda da terra do Egito. 18Acontecerá nesse dia, diz o Senhor, que ela me chamará ‘Meu marido’, e não mais chamará ‘Meu Baal’. 21Eu te desposarei para sempre; eu te desposarei conforme as sanções da justiça e conforme as práticas da misericórdia. 22Eu te desposarei para manter fidelidade, e tu conhecerás o Senhor”. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 144 (145) – Todos os dias haverei de bendizer-vos, hei de louvar o vosso nome para sempre. Grande é o Senhor e muito digno de louvores, e ninguém pode medir sua grandeza. R: Misericórdia e piedade é o Senhor. – Uma idade conta à outra vossas obras e publica os vossos feitos poderosos; proclamam todos o esplendor de vossa glória e divulgam vossas obras portentosas! R: Misericórdia e piedade é o Senhor. – Narram todos vossas obras poderosas, e de vossa imensidade todos falam. Eles recordam vosso amor tão grandioso e exaltam, ó Senhor, vossa justiça. R: Misericórdia e piedade é o Senhor. – Misericórdia e piedade é o Senhor, ele é amor, é paciência, é compaixão. O Senhor é muito bom para com todos, sua ternura abraça toda criatura. R: Misericórdia e piedade é o Senhor. Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 9, 18-26 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Jesus Cristo salvador destruiu o mal e a morte; fez brilhar, pelo evangelho, a luz e a vida imperecíveis (2Tm 1,10); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus: 18Enquanto Jesus estava falando, um chefe aproximou-se, inclinou-se profundamente diante dele e disse: “Minha filha acaba de morrer. Mas vem, impõe tua mão sobre ela, e ela viverá”. 19Jesus levantou-se e o seguiu, junto com os seus discípulos. 20Nisto, uma mulher que sofria de hemorragia há doze anos veio por trás dele e tocou a barra do seu manto. 21Ela pensava consigo: “Se eu conseguir ao menos tocar no manto dele, ficarei curada”. 22Jesus voltou-se e, ao vê-la, disse: “Coragem, filha! A tua fé te salvou”. E a mulher ficou curada a partir daquele instante. 23Chegando à casa do chefe, Jesus viu os tocadores de flauta e a multidão alvoroçada 24e disse: “Retirai-vos, porque a menina não morreu, mas está dormindo”. E começaram a caçoar dele. 25Quando a multidão foi afastada, Jesus entrou, tomou a menina pela mão, e ela se levantou. 26Essa notícia espalhou-se por toda aquela região. – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário por Santo Atanásio, Bispo de Alexandria, Doutor da IgrejaSobre a encarnação do Verbo, 8-9 (SC 190) «Jesus entrou, tomou a menina pela mão e ela levantou-se». O Verbo, a Palavra de Deus incorpórea, incorruptível e imaterial, veio habitar no meio de nós, ainda que antes não tivesse estado ausente. Com efeito, não deixara parte alguma da criação privada da sua presença, pois Ele estava em todas as coisas e em toda a parte, Ele que mora junto do Pai. Mas tornou-Se presente humilhando-Se por causa do seu amor por nós, e a nós Se manifestou […]. Teve piedade da nossa espécie, teve compaixão da nossa fragilidade, condescendeu para com a nossa perecível condição. Não aceitou que a morte nos dominasse; não quis ver perecer o que tinha iniciado, nem que se malograsse a obra de seu Pai ao criar o homem. Tomou portanto um corpo, e um corpo que não era diferente do nosso. Porque Ele não queria somente habitar um corpo nem somente manifestar-Se. Se tivesse apenas querido manifestar-Se, poderia ter realizado essa teofania com outro e maior poder. Mas não: foi de facto um corpo igual ao nosso que Ele tomou […]. O Verbo tomou um corpo capaz de morrer para que esse corpo, ao participar do Verbo que está acima de tudo […], se tornasse imperecível pelo poder do Verbo que nele existe, e para libertar da degradação definitiva todos os homens, pela graça da ressurreição. O Verbo ofereceu pois à morte o corpo que tinha tomado, como sacrifício e vítima isenta de toda a mácula; e logo aniquilou a morte, dela libertando todos os homens seus semelhantes, pela oferenda desse corpo que se lhes assemelha. O Verbo de Deus, a todos superior, que ofereceu o seu próprio templo, o seu corpo, em expiação de todos, pagou a nossa dívida com a sua morte, cumprindo a justiça de seu Pai. Unido a todos os homens por um corpo semelhante, o Filho incorruptível de Deus a todos reveste de incorruptibilidade, com a promessa da ressurreição. A própria corrupção, implicada na morte, já não tem poder algum sobre os homens, por causa do Verbo que entre eles habita num único e mesmo corpo. Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho

BEATO ADRIANO FORTESCUE, Mártir // SANTA VERÔNICA GIULIANI, Virgem

BEATO ADRIANO FORTESCUE, Mártir Originário da Inglaterra, do Devon, Adriano pertenceu à velha família tradicional. Era, pelo lado materno, primo de Ana Bolena. Moço, casou-se com Ana Stonor de Stonor, a qual lhe deu duas filhas. Viúvo, doze anos depois da morte de Ana, Rede de Boarstall, da qual lhe nasceram três filhos. Adriano Fortescue teve arroubos de aventureiro. Na França, combateu em 1513 e em 1523. Inscrito entre os terciários dominicanos, fazia também o bem-aventurado parte dos cavaleiros de São João de Jerusalém, ou da ordem de Malta. Com o tempo, Sir Adriano foi-se tornando sossegado e contemplativo, circunspecto e de pouco falar. Jazia neste estado de espírito quando ocorreu o conflito entre Henrique VIII e Roma. Tendo tomado atitude contrária ao rei, foi preso. Era a 29 de Agosto de 1534, mas, na primavera do ano seguinte, conseguiria a liberdade. No ano de 1539, em fevereiro, prenderam-no de novo, e foi enviado para a temida Torre de Londres como traidor e sedicioso. No cárcere, encontrou grandes homens, grandes companheiros: o Cardeal Pole, Tomás Goldwell e o franciscano Guilherme Peto. Pole morreu na Inglaterra. Goldwell acabou os dias no exílio. Peto, como cardeal, igualmente findou-se no degredo. Adriano Fortescue, ao mesmo tempo que o bem-aventurado Tomás Dingley, foi decapitado no dia 8 ou 9 de Julho de 1539. Honram-no com um culto os cavaleiros de Malta. Leão XIII beatificou-o em 1895. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XII, p. 325-326) ****************************************************************** SANTA VERÔNICA GIULIANI, Virgem Verônica nasceu aos 27 de Dezembor de 1660 em Mercatello, no ducado de Urbino. Era filha de Francisco Giuliani e de Benedita Mancini, Batizada no segundo dia de vida, recebeu o nome de Úrsula. Em 1677, no dia 28 de Outubro, em Cittá di Castello, na Úmbria, foi admitida entre as clarissas tomando-lhes o hábito. Levando vida austera, penitente, de longos jejuns, irmã Verônica principiou a palmilhar a via que leva ao céu. Manifestando uma particular devoção para a Paixão de Nosso Senhor, a santa virgem tudo fazia para, em si mesma, renovar os sofrimentos que o divino Salvador experimentou. Assim, em 1693, de Jesus recebeu a coroa de espinhos, e, em 1697, numa sexta-feira santa, quando contemplava as chagas do divino Crucificado, viu sair raios que, transformando-se em lança e cravos, imprimiram-lhe os estigmas. Desde então, viveu como que escondida, até 1716, quando foi eleita abadessa. Pouco depois, Maria Santíssima apareceu-lhe, falou-lhe: – Não olhes o passado nem o futuro. Governa a comunidade com amor e por amor, sem a influência humana e a procura de ti, mas com Deus, em Deus, para Deus. Depois disso, ocorreu o período de ouro no mosteiro, tanto espiritual como material. Falecida em 1727, aos 9 de Julho, vitimada pela apoplexia, que a atacou aos 6 de Junho, as chagas das mãos e dos pés foram constatadas ainda depois da morte, e o coração aberto de lada a lado, foi enterrado separadamente, com um pergaminho, onde se liam os termos da autópsia. Beatificada em 1804, canonizada em 1839. Fotos: santiebeati.it (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XII, p. 323-324)   Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho