São Cirilo De Jerusalém

Desde o início dos tempos cristãos a heresia se infiltrara na Igreja, mas, foi no século IV, que ocorreram as do arianismo e do “nestorianismo” causando profundas divisões. Cirilo viveu nesse período em Jerusalém, perto de onde nascera em 315, de pais cristãos e bem situados financeiramente. Muito preparado, desde a infância, nas Sagradas Escrituras e nas matérias humanísticas, em 345, foi ordenado sacerdote. Em 348, foi consagrado, bispo de Jerusalém. Ocupou o cargo durante aproximadamente trinta e cinco anos, dezesseis dos quais passou no exílio, em três ocasiões diferentes. A primeira porque o bispo Acácio, de grande influencia na Igreja, cuja obra foi citada por São Jerônimo, acusou Cirilo de heresia. A segunda por ordem do imperador Constâncio que entendeu ser Cirílo realmente um simpatizante dos hereges, mas em sua defesa atuaram os bispos, Atanásio e Hilário, ambos Padres da Igreja assim como o próprio bispo Cirilo o é. A terceira, foi a mais longa , porque o imperador Valente, este sim herege, decidiu mandar de volta ao exílio todos os bispos anistiados, fato que fez Cirilo peregrinar durante onze anos, por várias cidades da Ásia, até a morte do soberano, em 378. O seu trabalho, entretanto resistiu a tudo e chegou até nossos dias e especialmente porque ele sabia ensinar o Evangelho, como poucos. Em sua cidade, logo que se tornou sacerdote e no início do episcopado era o responsável por preparar os catecúmenos, isto é, os adultos que se convertiam e iriam ser batizados. Foi nesse período que escreveu dezoito discursos catequéticos, um sermão, a carta ao imperador Constantino e outros pequenos fragmentos. Treze escritos eram dedicados à exposição geral da doutrina e cinco dedicados ao comentário dos ritos Sacramentais da iniciação cristã. Assim, seus escritos explicam detalhadamente os “como” e os “porquês” de cada oração, do batismo, da crisma, da penitência, dos sacramentos e dos mistérios do Cristianismo, ditos dogmas da Igreja. Cirilo também soube viver a religião na prática. Numa época de grande carestia, por exemplo, não hesitou em vender valiosos vasos litúrgicos e outras preciosidades eclesiásticas, para matar a fome dos pobres da cidade. Ele morreu no ano 386. Desde o início de sua vida religiosa, Cirilo cujo caráter era afável e suave, sempre preferiu a catequese aos assuntos polêmicos, chegando quase a se comprometer com os arianos e semiarianos. Porém, de maneira contundente aderiu à doutrina ortodoxa da Igreja no III Concílio ecumênico de Constantinopla, em 382, no qual ficou clara sua sempre fiel postura à Santa Sé e à Verdade de Cristo. Nessa oportunidade teve em seu favor a eloquência das vozes dos sinceros bispos e amigos, Atanásio e Hilário, que o chamaram “valente lutador para defender a Igreja dos hereges que negam as verdades de nossa religião”. Sua canonização demorou porque, durante muito tempo, seu pensamento teológico foi considerado vacilante, como dizem os registros. Em 1882, o Papa Leão XIII, na solenidade em que instituiu sua veneração, honrou São Cirilo de Jerusalém, com os títulos de doutor da Igreja e príncipe dos catequistas católicos. A Igreja também celebra hoje a memória dos santos: Cristiano e Narciso Fonte: Santo do dia – Notícias Católicas
5º Domingo Da Quaresma

1ª Leitura – Jr 31, 31-34 Concluirei uma nova aliança e não mais lembrarei o seu pecado. Leitura do Livro do Profeta Jeremias 31, 31-34 31Eis que virão dias, diz o Senhor,em que concluirei com a casa de Israele a casa de Judá uma nova aliança;32não como a aliança que fiz com seus pais,quando os tomei pela mãopara retirá-los da terra do Egito,e que eles violaram,mas eu fiz valer a força sobre eles,diz o Senhor.33Esta será a aliançaque concluirei com a casa de Israel,depois desses dias, diz o Senhor:imprimirei minha lei em suas entranhas,e hei de inscrevê-la em seu coração;serei seu Deus e eles serão meu povo.34Não será mais necessárioensinar seu próximo ou seu irmão,dizendo: ‘Conhece o Senhor!`;todos me reconhecerão,do menor ao maior deles, diz o Senhor,pois perdoarei sua maldade,e não mais lembrarei o seu pecado’.Palavra do Senhor. Salmo – Sl 50,3-4.12-13.14-15 (R. 12a) R. Criai em mim um coração que seja puro.3Tende piedade, ó meu Deus, misericórdia!*Na imensidão de vosso amor, purificai-me!4Lavai-me todo inteiro do pecado,*e apagai completamente a minha culpa!R.12Criai em mim um coração que seja puro,*dai-me de novo um espírito decidido.13ó Senhor, não me afasteis de vossa face,*nem retireis de mim o vosso Santo Espírito!R. 14Dai-me de novo a alegria de ser salvo*e confirmai-me com espírito generoso!15Ensinarei vosso caminho aos pecadores,*e para vós se voltarão os transviados.R. 2ª Leitura – Hb 5,7-9 Aprendeu a obediência e tornou-se causa de salvação eterna. Leitura da Carta aos Hebreus5,7-9 7Cristo, nos dias de sua vida terrestre,dirigiu preces e súplicas,com forte clamor e lágrimas,àquele que era capaz de salvá-lo da morte.E foi atendido, por causa de sua entrega a Deus.8Mesmo sendo Filho,aprendeu o que significa a obediência a Deuspor aquilo que ele sofreu.9Mas, na consumação de sua vida,tornou-se causa de salvação eternapara todos os que lhe obedecem.Palavra do Senhor. Evangelho – Jo 12,20-33 Se o grão de trigo cair na terra e morrer, produzirá muito fruto. + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 12,20-33 Naquele tempo:20Havia alguns gregosentre os que tinham subido a Jerusalém,para adorar durante a festa.21Aproximaram-se de Filipe,que era de Betsaida da Galiléia, e disseram:‘Senhor, gostaríamos de ver Jesus.’22Filipe combinou com André,e os dois foram falar com Jesus.23Jesus respondeu-lhes:‘Chegou a horaem que o Filho do Homem vai ser glorificado.24Em verdade, em verdade vos digo:Se o grão de trigo que cai na terra não morre,ele continua só um grão de trigo;mas se morre, então produz muito fruto.25Quem se apega à sua vida, perde-a;mas quem faz pouca conta de sua vida neste mundoconservá-la-á para a vida eterna.26Se alguém me quer servir, siga-me,e onde eu estou estará também o meu servo.Se alguém me serve, meu Pai o honrará.27Agora sinto-me angustiado. E que direi?`Pai, livra-me desta hora!’?Mas foi precisamente para esta hora que eu vim.28Pai, glorifica o teu nome!’Então, veio uma voz do céu:‘Eu o glorifiquei e o glorificarei de novo!’29A multidão que lá estava e ouviu,dizia que tinha sido um trovão.Outros afirmavam:‘Foi um anjo que falou com ele.’30Jesus respondeu e disse:‘Esta voz que ouvistes não foi por causa de mim,mas por causa de vós.É agora o julgamento deste mundo.Agora o chefe deste mundo vai ser expulso,32e eu, quando for elevado da terra,atrairei todos a mim.’33Jesus falava assimpara indicar de que morte iria morrer.Palavra da Salvação. Fonte: Evangelho do dia – Notícias Católicas
São Patrício

Há poucos dados sobre a origem de Patrício, mas os que temos foram tirados do seu livro autobiográfico “Confissão”. Nele, Patrício diz ter nascido numa vila de seu pai, situada na Inglaterra ou Escócia, no ano 377. Era filho de Calpurnius, e neto de um padre e apesar de ter nascido cristão, só na adolescência passou a se dedicar à religião, e aos estudos. Aos dezesseis anos, foi raptado por piratas irlandeses e vendido como escravo. Levado para a Irlanda foi obrigado a executar duros trabalhos em meio a um povo rude e pagão. Por duas vezes, Patrício tentou a fuga, até que na terceira vez conseguiu se libertar. Embarcou para a Grã-Bretanha e depois para as Gálias, atual França, onde frequentou vários mosteiros e se habilitou para a vida monástica e missionária. A princípio, acompanhou São Germano do mosteiro de Auxerre, numa missão apostólica na Grã-Bretanha. Mas seu destino parecia mesmo ligado à Irlanda, mesmo porque sua alma piedosa desejava evangelizar aquela nação pagã, que o escravizara. Quando faleceu o Bispo Paládio, responsável pela missão no país, o Papa Celestino I o convocou para dar segmento à missão. Foi consagrado bispo e viajou para a “Ilha Verde”, no ano 432. Sua obra naquelas terras ficará eternamente gravada na História da Igreja Católica e da própria Humanidade, pois mudou o destino de todo um povo. Em quase três décadas, o bispo Patrício converteu praticamente todo o país. Não contava com apoio político e muito menos usou de violência contra os pagãos. Com isso, não houve repressão também contra os cristãos. O próprio rei Leogário deu o exemplo maior, possibilitando a conversão de toda sua corte. O trabalho desse fantástico e singelo bispo foi tão eficiente que o catolicismo se enraizou na Irlanda, vendo nos anos seguintes florescer um grande número de Santos e evangelizadores missionários. O método de Patrício para conseguir tanta conversão foi a fundação de incontáveis mosteiros. Esse método foi imitado pela Igreja também na Inglaterra e na evangelização dos alemães do norte da Europa. Promovendo por toda parte a construção e povoação de mosteiros, o bispo Patrício fez da Ilha um centro de irradiação de fé e cultura. Dali partiram centenas de monges missionários que peregrinaram por terras estrangeiras levando o Evangelho. Temos, como exemplo, a atuação dos célebres apóstolos Columbano, Galo, Willibrordo, Tarásio, Donato e tantos outros. A obra do bispo Patrício interferiu tanto na cultura dos irlandeses, que as lendas heroicas desse povo falam sempre de monges simples com suas aventuras, prodígios e graças, enquanto outras nações têm como protagonistas seus reis e suas façanhas bélicas. Patrício morreu no dia 17 de março de 461, na cidade de Down, atualmente Downpatrick. Até hoje, no dia de sua festa os irlandeses fixam à roupa um trevo, cuja folha se divide em três, numa homenagem ao venerado São Patrício que o usava para exemplificar melhor o sentido do mistério da Santíssima Trindade: “um só Deus em três pessoas”. A data de 17 de março há séculos marca a festa de São Patrício, a glória da Irlanda. Os irlandeses sempre sentiram um enorme orgulho de sua pátria, tanto, por ter ela nascido na chamada Ilha dos Santos, quanto, por ter sido convertida pelo venerado bispo. Só na Irlanda existem duzentos santuários erguidos em honra a São Patrício, seu padroeiro. A Igreja também celebra hoje a memória dos santos: José de Arimateia e Paulo de Constantinopla. Fonte: Santo do dia – Notícias Católicas
Sábado Da 4ª Semana Da Quaresma

1ª Leitura – Jr 11,18-20 Eu era como manso cordeiro levado ao sacrifício. Leitura do Livro do Profeta Jeremias 11,18-20 18Senhor, avisaste-me e eu entendi;fizeste-me saber as intrigas deles.19Eu era como manso cordeiro levado ao sacrifício,e não sabia que tramavam contra mim: ‘Vamos cortar a árvore em toda sua força,eliminá-lo do mundo dos vivos,para seu nome não ser mais lembrado.’20E tu, Senhor dos exércitos,que julgas com justiçae perscrutas os afetos do coração,concede que eu veja a vingançaque tomarás contra eles,pois eu te confiei a minha causa.Palavra do Senhor. Salmo – Sl 7, 2-3. 9bc-10. 11-12 (R. 2a) R. Senhor meu Deus, em vós procuro o meu refúgio. 2Senhor meu Deus, em vós procuro o meu refúgio: *vinde salvar-me do inimigo, libertai-me!3Não aconteça que agarrem minha vida +como um leão que despedaça a sua presa, *sem que ninguém venha salvar-me e libertar-me!R. 9bJulgai-me, Senhor Deus, como eu mereço *9ce segundo a inocência que há em mim!10Ponde um fim à iniqüidade dos perversos, +e confirmai o vosso justo, ó Deus-justiça, *vós que sondais os nossos rins e corações.R. 11O Deus vivo é um escudo protetor, *e salva aqueles que têm reto coração.12Deus é juiz, e ele julga com justiça, *mas é um Deus que ameaça cada dia.R. Evangelho – Jo 7,40-53 Porventura o Messias virá da Galiléia? + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 7,40-53 Naquele tempo:40Ao ouvirem as palavras de Jesus,algumas pessoas da multidão diziam:‘Este é, verdadeiramente, o Profeta.’41Outros diziam: ‘Ele é o Messias’.Mas alguns objetavam:Porventura o Messias virá da Galiléia?42Não diz a Escritura que o Messias será da descendência de Davie virá de Belém, povoado de onde era Davi?’43Assim, houve divisão no meio do povopor causa de Jesus.44Alguns queriam prendê-lo,mas ninguém pôs as mãos nele.45Então, os guardas do Templo voltaram para os sumos sacerdotes e os fariseus,e estes lhes perguntaram:‘Por que não o trouxestes?’46Os guardas responderam:‘Ninguém jamais falou como este homem.’47Então os fariseus disseram-lhes:‘Também vós vos deixastes enganar?Por acaso algum dos chefes ou dos fariseus acreditou nele?49Mas esta gente que não conhece a Lei,é maldita!’50Nicodemos, porém, um dos fariseus,aquele que se tinha encontrado com Jesus anteriormente,disse: 51‘Será que a nossa Lei julga alguém,antes de o ouvir e saber o que ele fez?’52Eles responderam:‘Também tu és galileu, porventura?Vai estudar e verás que da Galiléia não surge profeta.’53E cada um voltou para sua casa.Palavra da Salvação. Fonte: Evangelho do dia – Notícias Católicas
Santa Eusébia

Pertenceu a uma família de muitos santos. Com oito anos seu pai, Santo Adalberto, faleceu. Sua mãe, chamada a uma vida de entrega total a Deus, montou um convento e quis a sua filha junto. Sua avó Gertrudes também a chamou para a vida religiosa em Hamage (França), e ela aceitou. A mãe, Santa Riertrudes, soube que Eusébia seria a Abadessa após a morte de sua avó. Então fez de tudo para ela ser bem formada antes, pois tinha apenas 12 anos. E foi para junto de sua mãe, mas às vezes escapava para a comunidade de Hamage (França), onde percebia ser o seu lugar. Riertrudes repensou, e após se aconselhar com bispos e abades liberou sua filha para voltar e ser Abadessa, talvez a mais jovem da França. Eusébia pressentiu que não duraria muito por aqui. Com apenas 23 anos reuniu suas filhas espirituais, e deu-lhes vários conselhos. Depois, esperou a morte de maneira calma e confiante. Isso no ano de 680. Santa Eusébia, rogai por nós! Fonte: Santo do dia – Notícias Católicas
6ª-feira Da 4ª Semana Da Quaresma

1ª Leitura – Sb 2,1a.12-22 Vamos condená-lo à morte vergonhosa. Leitura do Livro da Sabedoria 2,1a.12-22 1aDizem entre si, os ímpios, em seus falsos raciocínios:12Armemos ciladas ao justo, porque sua presença nos incomoda:ele se opõe ao nosso modo de agir,repreende em nós as transgressões da leie nos reprova as faltas contra a nossa disciplina.13Ele declara possuir o conhecimento de Deuse chama-se ‘filho de Deus’.14Tornou-se uma censura aos nossos pensamentose só o vê-lo nos é insuportável;15sua vida é muito diferente da dos outros,e seus caminhos são imutáveis.16Somos comparados por ele à moeda falsae foge de nossos caminhos como de impurezas;proclama feliz a sorte final dos justose gloria-se de ter a Deus por pai.17Vejamos, pois, se é verdade o que ele diz,e comprovemos o que vai acontecer com ele.18Se, de fato, o justo é ‘filho de Deus’, Deus o defenderáe o livrará das mãos dos seus inimigos.19Vamos pô-lo à prova com ofensas e torturas,para ver a sua serenidadee provar a sua paciência;20vamos condená-lo à morte vergonhosa,porque, de acordo com suas palavras,virá alguém em seu socorro’.21Tais são os pensamentos dos ímpios, mas enganam-se;pois a malícia os torna cegos,22não conhecem os segredos de Deus,não esperam recompensa para a santidadee não dão valor ao prêmio reservado às vidas puras.Palavra do Senhor. Salmo – Sl 33, 17-18. 19-20. 2l.23 (R. 19a) R. Do coração atribulado está perto o Senhor. 17O Senhor volta a sua face contra os maus, *para da terra apagar sua lembrança.18Clamam os justos, e o Senhor bondoso escuta *e de todas as angústias os liberta.R. 19Do coração atribulado ele está perto *e conforta os de espírito abatido.20Muitos males se abatem sobre os justos, *mas o Senhor de todos eles os liberta.R. 21Mesmo os seus ossos ele os guarda e os protege, *e nenhum deles haverá de se quebrar.23Mas o Senhor liberta a vida dos seus servos, *e castigado não será quem nele espera.R. Evangelho – Jo 7,1-2.10.25-30 Queriam prendê-lo, mas ainda não tinha chegado a sua hora. + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 7,1-2.10.25-30 Naquele tempo: 1Jesus andava percorrendo a Galiléia.Evitava andar pela Judéia, porque os judeus procuravam matá-lo.2Entretanto, aproximava-se a festa judaica das Tendas.10Quando seus irmãos já tinham subido,então também ele subiu para a festa,não publicamente mas sim, como que às escondidas.25Alguns habitantes de Jerusalém disseram então:‘Não é este a quem procuram matar?26Eis que fala em público e nada lhe dizem.Será que, na verdade, as autoridades reconheceramque ele é o Messias?27Mas este, nós sabemos donde é.O Cristo, quando vier, ninguém saberá donde ele é.’28Em alta voz, Jesus ensinava no Templo, dizendo:‘Vós me conheceis e sabeis de onde sou;eu não vim por mim mesmo,mas o que me enviou é fidedigno.A esse, não o conheceis,29mas eu o conheço,porque venho da parte dele,e ele foi quem me enviou.’30Então, queriam prendê-lo,mas ninguém pôs a mão nele,porque ainda não tinha chegado a sua hora.Palavra da Salvação. Fonte: Evangelho do dia – Notícias Católicas
São Clemente Maria Hofbauer

Ele nasceu em Tasswitz aos 26 de dezembro de 1751. Foi o último dos doze filhos de Paulo Hofbauer e de Maria Steer. Foi batizado com o nome de João. O pai era um açougueiro. A família era muito pobre e o pequeno João frequentou muito pouco a escola nos anos juvenis. Com a morte do pai empregou-se como servente no mosteiro dos premonstratenses de Burra, onde desempenhou o ofício de padeiro. Durante algum tempo viveu como eremita. Foi quando mudou o nome para Clemente. De volta para Viena, e graças à generosidade de três senhoras piedosas e ricas, pode estudar na universidade. Em 1784 viajou novamente para Roma junto com um estudante e amigo Tadeu. Os dois peregrinos foram parar entre os redentoristas, recentemente estabelecidos em São Julião, no Monte Esquilino, onde eles foram recebidos como candidatos. Depois de um noviciado breve, fizeram a profissão no dia 19 de março de 1785 e, dez dias depois, em 29 de março de 1785, foram ordenados padres em Alatri. Junto com o Padre Tadeu, voltou à Viena onde quis estabelecer a Congregação. Mas isto não era possível devido às leis josefinistas. Foram então para Varsóvia onde se encarregou da igreja alemã de São Beno. Começou uma intensa atividade pastoral, e lá atraiu numerosos candidatos desejosos de se unirem a ele. A igreja de São Beno tornou-se sede de uma missão contínua com um programa diário de pregações, instruções, confissões e devoções. Fundou, também, um orfanato para os meninos e meninas. Esta atividade ele a continuou até os 1808, quando Napoleão Bonaparte fechou a igreja e dispersou a comunidade. Clemente se estabeleceu novamente em Viena e lá permaneceu até sua morte. Como capelão do convento e da igreja das Ursulinas, teve uma influência extraordinária na cidade inteira. Aconselhou e encorajou alguns líderes do novo movimento romântico e outros que trabalhavam para a renovação católica nos países de idioma alemão. Foi-lhe conferido o título e a responsabilidade de Vigário Geral da congregação redentorista fora da Itália, principalmente para o sul da Alemanha e Suíça. São Clemente foi a base da renovação da vida redentorista na Europa do Norte. São Clemente morreu em Viena, no dia 15 de março de 1820. Quando o Papa Pio VII teve notícia da morte e disse: “A religião perdeu na Áustria a seu apoio principal.” É chamado patrono de Viena e venerado como o principal propagador da Congregação Redentorista. Por A12 Fonte: Santo do dia – Notícias Católicas
5ª-feira Da 4ª Semana Da Quaresma

1ª Leitura – Ex 32,7-14 Aplaque-se a tua irae perdoa a iniqüidade do teu povo. Leitura do Livro do Êxodo 32,7-14 Naqueles dias:7O Senhor falou a Moisés:‘Vai, desce, pois corrompeu-se o teu povo,que tiraste da terra do Egito.8Bem depressa desviaram-se do caminho que lhes prescrevi.Fizeram para si um bezerro de metal fundido,inclinaram-se em adoração diante delee ofereceram-lhe sacrifícios, dizendo:‘Estes são os teus deuses, Israel,que te fizeram sair do Egito!’ ‘9E o Senhor disse ainda a Moisés:‘Vejo que este é um povo de cabeça dura.10Deixa que minha cólera se inflame contra elese que eu os extermine.Mas de ti farei uma grande nação’.11Moisés, porém, suplicava ao Senhor seu Deus, dizendo:‘Por que, ó Senhor, se inflama a tua cólera contra o teu povo,que fizeste sair do Egitocom grande poder e mão forte?12Não permitas, te peço, que os egípcios digam:‘Foi com má intenção que ele os tirou,para fazê-los perecer nas montanhase exterminá-los da face da terra’.Aplaque-se a tua irae perdoa a iniqüidade do teu povo.13Lembra-te de teus servos Abraão, Isaac e Israel,com os quais te comprometestepor juramento, dizendo:‘Tornarei os vossos descendentestão numerosos como as estrelas do céu;e toda esta terra de que vos falei,eu a darei aos vossos descendentescomo herança para sempre’ ‘.14E o Senhor desistiu do malque havia ameaçado fazer ao seu povo.Palavra do Senhor. Salmo – Sl 105, 19-20. 21-22. 23 (R. 4a) R. Lembrai-vos de nós, ó Senhor, segundo o amor para com vosso povo! 19Construíram um bezerro no Horeb *e adoraram uma estátua de metal;20eles trocaram o seu Deus, que é sua glória, *pela imagem de um boi que come feno.R. 21Esqueceram-se do Deus que os salvara, *que fizera maravilhas no Egito;22no país de Cam fez tantas obras admiráveis, *no Mar Vermelho, tantas coisas assombrosas.R. 23Até pensava em acabar com sua raça, *não se tivesse Moisés, o seu eleito,interposto, intercedendo junto a ele, *para impedir que sua ira os destruísse.R. Evangelho – Jo 5,31-47 Há alguém que vos acusa:Moisés, no qual colocais a vossa esperança. + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 5,31-47 Naquele tempo, disse Jesus aos judeus:31Se eu der testemunho de mim mesmo,meu testemunho não vale.32Mas há um outro que dá testemunho de mim,e eu sei que o testemunhoque ele dá de mim é verdadeiro.33Vós mandastes mensageiros a João,e ele deu testemunho da verdade.34Eu, porém, não dependo do testemunho de um ser humano.Mas falo assim para a vossa salvação.35João era uma lâmpada que estava acesa e a brilhar,e vós com prazer vos alegrastes por um tempo com a sua luz.36Mas eu tenho um testemunho maior que o de João;as obras que o Pai me concedeu realizar.As obras que eu faço dão testemunho de mim,mostrando que o Pai me enviou.37E também o Pai que me envioudá testemunho a meu favor.Vós nunca ouvistes sua voz,nem vistes sua face,38e sua palavra não encontrou morada em vós, pois não acreditais naquele que ele enviou.39Vós examineis as Escrituras,pensando que nelas possuís a vida eterna.No entanto, as Escrituras dão testemunho de mim,40mas não quereis vir a mim para ter a vida eterna!41Eu não recebo a glória que vem dos homens.42Mas eu sei:que não tendes em vós o amor de Deus.43Eu vim em nome do meu Pai,e vós não me recebeis.Mas, se um outro viesse em seu próprio nome,a este vós o receberíeis.44Como podereis acreditar,vós que recebeis glória uns dos outrose não buscais a glória que vem do único Deus?45Não penseis que eu vos acusarei diante do Pai.Há alguém que vos acusa:Moisés, no qual colocais a vossa esperança.46Se acreditásseis em Moisés,também acreditaríeis em mim, pois foi a respeito de mim que ele escreveu.47Mas se não acreditais nos seus escritos,como acreditareis então nas minhas palavras?’Palavra da Salvação. Fonte: Evangelho do dia – Notícias Católicas
Práticas Quaresmais – O Jejum

Uma das características do tempo da quaresma, é a penitência, sobretudo no comer e no beber. Tal penitência pode consistir numa simples abstinência, que é renúncia a algum alimento, ou pode chegar ao jejum, que consiste no privar-se das refeições de modo total ou parcial. A Igreja chama o jejum, a esmola e a oração de remédios contra o pecado; pois cada uma dessas atividades, a seu modo, nos ajudam a vencer o maior mal deste mundo, o pecado. A oração nos fortalece em Deus; a esmola (obras de caridade) cobre uma multidão de pecados; e o jejum fortalece o nosso espírito contra as tentações da carne e do espírito e nos liberta e abre para os valores superiores da alma. Dando continuidade à série de artigos sobre as práticas Quaresmais, vamos falar sobre o JEJUM: Por que jejuar? Por que se abster de alimentos? É necessário compreender o sentido profundo que o cristianismo dá a essas práticas, para não ficarmos numa atitude superficial, às vezes até folclórica ou, por ignorância pura e simples, desprezarmos algo tão belo e precioso no caminho espiritual do cristão. 1. O jejum nos ensina que somos radicalmente dependentes de Deus. 2. A abstenção do alimento nos exercita na disciplina, fortalecendo nossa força de vontade, aguçando nossa capacidade de vigilância, dando-nos a capacidade para uma verdadeira disciplina. O jejum e a abstinência, portanto, são um treino para que sejamos senhores de nós mesmos, de nossas paixões, desejos e vontades. 3. O jejum tem também a função de nos unir a Cristo, no seu período de quarenta dias no deserto. O cristão jejua por amor a Cristo e para unir-se a ele, trazendo na sua carne as marcas da cruz do Senhor. 4. Finalmente, o jejum e a abstinência, fazem-nos recordar aqueles que passam privação, sobretudo a fome, abrindo-nos para os irmãos necessitados. Os Padres da Igreja davam grande valor ao jejum. Diz, por exemplo, São Pedro Crisólogo (451): “O jejum é paz do corpo, força dos espíritos e vigor das almas” e ainda: “O jejum é o leme da vida humana e governa todo o navio do nosso corpo” (Sermão VII: sobre o jejum, 3.1). A Bíblia recomenda muito o jejum, tanto o Antigo como o Novo Testamento; Jesus o realizou por quarenta dias no deserto antes de enfrentar o demônio e começar a vida pública; e muito o recomendou. O nosso jejum deve ser acompanhado de mudança de vida, de conversão, de arrependimento dos pecados e volta para Deus. A necessidade de mortificação do corpo aparece claramente, se considerarmos a fragilidade da nossa natureza, na qual, depois do pecado de Adão, a carne e o espírito têm desejos contrários. Através do jejum corporal, o homem recupera o vigor, e a ferida infligida à dignidade da nossa natureza é curada pelo remédio de uma penitência salutar. A lei da abstinência proíbe o consumo de carne, bem como de alimentos e bebidas que, segundo um julgamento prudente, devem ser considerados como particularmente procurados e caros. A lei do jejum ‘obriga a fazer uma única refeição durante o dia, mas não proíbe de consumir um pouco de comida de manhã e à noite, de acordo com a quantidade e qualidade aprovadas pelo costume local. A abstinência deve ser observada em toda e cada sexta-feira da Quaresma, a não ser que coincida com uma solenidade no dia (como em 19 e 25 de março). Em todas as outras sextas-feiras do ano, a menos que caiam em uma solenidade, deve-se observar a abstinência no sentido aqui exposto ou realizar alguma obra de penitência, oração ou caridade. QUEM ESTÁ OBRIGADO A FAZER O JEJUM? Todo católico maior de idade (a partir dos 18 anos) até os sessenta anos começados(cinquenta e nove completos) conforme dita o Código do Direito Canônico 1252: Estão obrigados à lei da abstinência aqueles que tiverem completado catorze anos de idade; estão obrigados à lei do jejum todos os maiores de idade até os sessenta anos começados. Todavia, os pastores de almas e os pais cuidem que sejam formados para o genuíno sentido da penitência também os que não estão obrigados à lei do jejum e da abstinência em razão da pouca idade. A observância da obrigação da lei do jejum e da abstinência pode não ser realizada por uma razão justa, por exemplo, a saúde. TIPOS DE JEJUM: Que possamos aproveitar esse tempo quaresmal para intensificar as nossas obras de penitência através do jejum, e com isso aprofundar a nossa espiritualidade e crescer na caridade fraterna! Para aprofundar o tema do JEJUM, veja esse vídeo de Dom Henrique Soares, bispo da diocese de Palmares-PE: No próximo artigo falaremos sobre a ORAÇÃO como prática quaresmal. Não perca! Uma Feliz e Santa Quaresma! Salve Maria! Fontes: https://formacao.cancaonova.com/espiritualidade/jejum-da-igreja/ https://formacao.cancaonova.com/liturgia/tempo-liturgico/quaresma/saiba-quais-sao-os-tipos-de-jejum/ https://formacao.cancaonova.com/liturgia/tempo-liturgico/quaresma/jejum-esmola-e-oracao/ https://pt.aleteia.org/2017/03/01/qual-e-a-verdadeira-doutrina-catolica-sobre-o-jejum/ http://www.youcat.org.br/saiba-quais-sao-os-tipos-de-jejum/http://cleofas.com.br/o-jejum-quaresmal/
Santa Matilde

Matilde era filha de nobres saxões. Nasceu em Westfalia, por volta do ano 895 e foi educada pela avó, também Matilde, abadessa de um convento de beneditinas em Herford. Por isso, aprendeu a ler, a escrever e estudou teologia e filosofia, fato pouco comum para as nobres da época, inclusive gostava de assuntos políticos. Constatamos nos registros da época que associada à brilhante inteligência estava uma impressionante beleza física e de alma. Casou-se aos catorze anos com Henrique, duque da Saxônia, que em pouco tempo se tornou Henrique I, rei da Alemanha, com o qual viveu um matrimônio feliz por vinte anos. Foi um reinado justo e feliz também para o povo. Segundo os relatos, muito dessa justiça recheada de bondade se deveu à rainha que, desde o início, mostrou-se extremamente generosa com os súditos pobres e doentes. Enquanto ela assistia à população e erguia conventos, escolas e hospitais, o rei tornava a Alemanha líder da Europa, salvando-a da invasão dos húngaros, regularizando a situação de seu país com a Itália e a França e exercendo ainda domínio sobre os eslavos e dinamarqueses. Havia paz em sua nação, graças à rainha, e por isso, ele podia se dedicar aos problemas externos, fortalecendo cada vez mais o seu reinado. Mas essa bonança chegou ao fim. Henrique I faleceu e começou o sofrimento de Matilde. Antes de morrer, o rei indicou para o trono seu primogênito Oton, mas seu irmão Henrique queria o trono para si. As forças aliadas de cada um dos príncipes entraram em guerra, para desgosto de sua mãe. O exército do príncipe Henrique foi derrotado e Oton foi coroado rei assumindo o trono. Em seguida, os filhos se voltaram contra a mãe, alegando que ela esbanjava os bens da coroa, com a Igreja e os pobres. Tiraram toda sua fortuna e ordenaram que deixasse a corte, exilando-a. Matilde, triste, infeliz e sofrendo muito, retirou-se para o convento de Engerm. Contudo, muitos anos mais tarde, Oton e Henrique se arrependeram do gesto terrível de ingratidão e devolveram à mãe tudo o que lhe pertencia. De posse dos seus bens, Matilde distribuiu tudo o que tinha para os pobres. Preferindo continuar sua vida como religiosa permaneceu no convento onde, depois de muitas penitências e orações, desenvolveu o dom das profecias. Matilde faleceu em 968, sendo sepultada ao lado do marido, no convento de Quedlinburgo. Logo foi venerada como Santa pelo povo que propagou rapidamente a fama de sua santidade por todo mundo católico do Ocidente ao Oriente. Especialmente na Alemanha, Itália e Mônaco ainda hoje sua festa, autorizada pela Igreja, é largamente celebrada no dia 14 de março. A Igreja também celebra hoje a memória dos santos: Eutíquio e Afrodísio Fonte: Santo do dia – Notícias Católicas
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