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Quinta-feira Da 34ª Semana Do Tempo Comum

1ª Leitura – Rm 10,9-18 A fé vem da pregação e a pregação se faz pela palavra de Cristo. Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos 10,9-18 Irmãos: 9 Se, com tua boca, confessares Jesus como Senhor e, no teu coração, creres que Deus o ressuscitou dos mortos, serás salvo. 10 É crendo no coração que se alcança a justiça e é confessando a fé com a boca que se consegue a salvação. 11 Pois a Escritura diz: “Todo aquele que nele crer não ficará confundido”. 12 Portanto, não importa a diferença entre judeu e grego; todos têm o mesmo Senhor, que é generoso para com todos os que o invocam. 13 De fato, todo aquele que invocar o Nome do Senhor será salvo. 14 Mas, como invocá-lo, sem antes crer nele? E como crer, sem antes ter ouvido falar dele? E como ouvir, sem alguém que pregue? 15 E como pregar, sem ser enviado para isso? Assim é que está escrito: “Quão belos são os pés dos que anunciam o bem”. 16 Mas nem todos obedeceram à Boa-nova. Pois Isaías diz: “Senhor, quem acreditou em nossa pregação?” 17 Logo, a fé vem da pregação e a pregação se faz pela palavra de Cristo. 18 Então, eu pergunto: Será que eles não ouviram? Certamente que ouviram, pois “a voz deles se espalhou por toda a terra, e as suas palavras chegaram aos confins do mundo”. Palavra do Senhor. Salmo – Sl 18(19A),2-3.4-5 (R. 5a) R. Seu som ressoa e se espalha em toda terra. 2 Os céus proclamam a glória do Senhor, * e o firmamento, a obra de suas mãos; 3 o dia ao dia transmite esta mensagem, * a noite à noite publica esta notícia. R. 4 Não são discursos nem frases ou palavras, * nem são vozes que possam ser ouvidas; 5 seu som ressoa e se espalha em toda a terra, * chega aos confins do universo a sua voz. R. Evangelho – Mt 4,18-22 Imediatamente deixaram as redes e o seguiram. + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 4,18-22 18 Quando Jesus andava à beira do mar da Galiléia, viu dois irmãos: Simão, chamado Pedro, e seu irmão André. Estavam lançando a rede ao mar, pois eram pescadores. 19 Jesus disse a eles: ‘Segui-me, e eu farei de vós pescadores de homens.’ 20 Eles, imediatamente deixaram as redes e o seguiram. 21 Caminhando um pouco mais, Jesus viu outros dois irmãos: Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João. Estavam na barca com seu pai Zebedeu consertando as redes. Jesus os chamou. 22 Eles, imediatamente deixaram a barca e o pai, e o seguiram. Palavra da Salvação. Reflexão – Mt 4, 18-22 No nosso dia a dia devemos estar sempre atentos à presença de Jesus que se aproxima de nós e nos chama para o serviço do Reino. Esta aproximação acontece principalmente a partir dos apelos que chegam até nós nos sofrimentos, nas dores, nas necessidades não satisfeitas, na fome, na miséria, na culpa, na falta de fé, no desconhecimento de Deus, na falta de sentido de vida, na violência, enfim, em tudo o que exige de nós uma resposta de amor, que é o fundamento de todo apostolado, de todo seguimento de Jesus. Deixando tudo o que estamos fazendo, devemos ser a resposta viva de Deus para todos esses apelos. Fonte: Evangelho do dia – Notícias Católicas

Caridade Une Vicariato Jacarepaguá No I Dia Mundial Pelo Pobre

Em resposta ao pedido do Papa Francisco, que instituiu o Dia Mundial pelo Pobre, a Arquidiocese do Rio de Janeiro realizou ações sociais em todos os vicariatos. No dia 15 de novembro, a Paróquia Santa Luzia foi sede do encontro do Vicariato Jacarepaguá. Cerca de 50 pessoas em situação de rua foram atendidas e tiveram a oportunidade de tomar banho, trocar de roupa, tomar café da manhã, cortar os cabelos e almoçar. Além disso, os atendidos receberam mensagens preparadas pelos jovens da comunidade e assistiram a uma encenação teatral. O almoço foi servido com música ao vivo e a programação ainda contou com atendimentos psicológicos e sociais, apoios jurídicos e encaminhamentos para emissões de documentos. Para o pároco e também Vigário Episcopal, padre Robert Chrząszcz, a ação social gerou muitos frutos nas pessoas atendidas, mas, principalmente, nas pessoas que serviram. Segundo ele, todos se emocionaram e puderam perceber que a caridade é um ato de extrema importância. “Nós conseguimos atender 37 homens, 13 mulheres e 3 crianças, e agradecemos ao Papa Francisco pelo convite a fazer esse trabalho, que nos torna bons samaritanos na vida real. Foram poucas horas de atendimento, mas isso modificou as pessoas. Era perceptível ver a dignidade no rosto de todos eles. E ao perceber que o povo demonstrou interesse em realizar essa ação social mais vezes, estamos pensando em repetir o evento com mais regularidade, conforme a nossa possibilidade”, declarou. Uma das coordenadoras da ação solidária e integrante do movimento Somos Preciosos – que se reúne na Paróquia Nossa Senhora de Fátima e Santo Antônio de Lisboa, na Taquara -, Zélia Maria de Oliveira Vieira, disse que o grupo começou levando quentinhas para pessoas em situação de rua, mas ao perceberem que as necessidades dos atendidos também eram outras, começaram a buscar capacitação para trabalhar em todas as frentes. “Nosso movimento une os dons e talentos de cada um, nossas profissões são colocadas a serviço do Senhor e a gente tenta viver todos os dias a premissa de que a fé sem obras é vazia. Desta forma, a gente precisa ter obras para que a nossa fé se fortaleza ainda mais”. Zelia confessou que quando viu a instituição do Dia Mundial pelo Pobre, em um primeiro momento se chocou, por conhecer muita gente que vive da pobreza material, mas que é sobretudo, espiritual. Para ela, a iniciativa do Pontífice é um convite para que os católicos saiam em busca do Cristo que está além dos muros da Igreja. “É gratificante acolher esse pedido do Papa porque as pessoas em situação de rua perderem suas famílias e referências, e a partir disso, vivem uma pobreza muito maior.  Além do mais, isso pode gerar a perda da fé. Por essa razão, hoje foi um dia muito bom pois conseguimos acolher e dar atenção individualizada a todas as pessoas”. Mônica Casemiro dos Santos Fonseca é paroquiana e faz parte da Pastoral da Criança. Participando pela primeira vez de uma ação solidária com pessoas em situação de rua, ela explicou que escolheu servir neste dia porque é impulsionada como ser humano e como cristã a realizar gestos concretos. “A gente escolhe muito na vida; e aqui é uma concretização de fé porque você vê a realidade daqueles que não tem opções. E isso nos chama a ser gente, especialmente neste momento de desigualdade gritante pelo qual o nosso país passa”. Profissional da área da saúde, Mônica esteve atenta as necessidades médicas dos atendidos. Na hora do banho sua atenção foi direcionada a um senhor com dificuldades pulmonares, que a impressionou com um exemplo de superação. “Quando bati o olho percebi que ele tinha algum problema respiratório, então a partir disso fiquei pertinho o tempo inteiro. Ele quase não conseguiu tomar banho e estava com muita dificuldade de respirar. Naquele momento eu me projetei na minha realidade de trabalho porque tenho pacientes que possuem o apoio da família e toda assistência médica necessária; e ele estava ali, sozinho. Mesmo assim ele agradecia a Deus e pedia por todos os voluntários que estavam servindo. Em visto disso, gestos assim não tem preço. No fundo eles que nos fazem o bem e nos resgatam”, revelou. Michel Lopes Da Silva, serviu a maior parte do tempo nos banhos e ressaltou que algo tão cotidiano e natural para nós, faz muita diferença na vida de quem vive na rua. “Antes de vir para a igreja eu parei um morador de rua, falei para ele sobre a ação social e o que haveria, mas quando eu falei que teria banho, ele me disse: “então eu quero ir!”. A gente percebe que as pessoas chegam tristes e abatidas, mas depois do banho, a fisionomia muda e muitas vezes não se reconhece a pessoa. Imagina alguém por uma semana sem tomar banho, convivendo com outras pessoas; isso gera discriminação. E um banho, por mais simples que seja, dá dignidade as pessoas”. Testemunhos de vida Simone Sueli Lisboa Moura já conseguiu sair das ruas e hoje mora em uma casinha. Ela disse que resolveu participar para poder tomar um banho, ganhar doações e aproveitar o dia de solidariedade. “Aproveitei para vir e pegar uma roupa para o meu esposo que não pode estar aqui. Também estou levando uma lembrancinha para minha filha que mora com a minha mãe. Podia ter mais vezes porque foi muito tranquilo. Me senti bem e chorei quando cantaram os louvores da Igreja”. Diferente de Simone, Ailton Valdemberg da Silveira ainda não conseguiu um teto para morar. Há 20 anos vivendo em situação de rua, o ex empresário elogiou o Papa Francisco pela atitude para com os que mais necessitam. “O Papa Francisco não sabe o que bem que fez para a alma dele com essa obra. Para mim o dia foi ótimo porque é difícil achar pessoas que queiram ajudar. Todos foram muito carismáticos e a presença do padre também foi importante; não teve fila e todos foram atendidos. O que para nós é de uma imensa alegria, porque, infelizmente, existe muita

Missa Marca Abertura Do Ano Jubilar

A missa em ação de graças pelos 14 anos de fundação da Paróquia Santa Luzia, celebrada dia 9 de novembro, também comemorou a abertura do ano jubilar paroquial. Na celebração estiveram presentes o frei da Ordem dos Frades Menores Conventuais, Frei Luiz Fernando Lima Rangel e o diácono Pedro Manoel Lopes, além do pároco, padre Robert Chrząszcz, que presidiu a celebração. Por providência divina, no mesmo dia em que a Igreja celebra a consagração da Basílica de Latrão, que foi a primeira Igreja construída em Roma, no ano de 324, a paróquia celebra seu aniversário de fundação. Por este motivo, Frei Luiz Fernando, fruto da paróquia, ressaltou a importância de ser Igreja. “Hoje lembramos o esforço contínuo das pessoas que participam da comunidade, pois foram elas, que ao escutarem a voz de Deus, construíram o sonho de ser Igreja. E o que é ser Igreja? É transmitir a mensagem que é Deus, lembrando de nos comportarmos como batizados”, disse. Célia Gomes Nunes dos Santos é paroquiana desde o início da comunidade. Recebeu o sacramento da Eucaristia no dia 25 de maio de 1975 e em todos esses anos participou de diversos grupos. Para ela, fazer parte da história da paróquia é simplesmente emocionante e gratificante. “Eu não lembro da primeira capelinha, mas minha mãe quando veio morar aqui, falava dela. Hoje fico emocionada em ver uma paróquia que só cresce no número de fiéis e na fé. Agradeço ao Ricardo, nosso administrador no tempo em que éramos uma capela porque foi o primeiro a sonhar esse sonho. E agradeço ao padre Robert, que desde a sua chegada acreditou na comunidade. Ele sempre diz que foi o povo quem construiu a igreja, mas foi ele quem nos fez acreditar que tínhamos essa força. Um padre que veio de tão longe pra assumir esse ardor missionário. Ele se dedicou totalmente, foi o primeiro a trabalhar e carregava material de construção nas costas”, contou. Ao final da Santa Missa foi realizada uma adoração ao Santíssimo Sacramento, seguida de apresentação do projeto final das obras. Membro da comissão de obras, o paroquiano Celso Luís de Malaquias Oliveira, disse que a próxima etapa do projeto é concluir o teto, de onde sairão doze raios, simbolizando os doze discípulos que espalharam a fé de Cristo pelo mundo inteiro. Segundo ele é uma grande graça ver a empreitada chegando na reta final. “Para mim é muito emocionante. E como membro da equipe de obras é vibrante ver algo que muita gente não acreditava estar sendo finalizado tão rápido”, declarou.  

São Leão Magno

Eleito com o nome de Leão I, foi um dos maiores pontífices da história do cristianismo, embora pouco se saiba sobre sua vida antes de ocupar a Cátedra de Pedro. É venerado por sua profunda sabedoria, suas extraordinárias virtudes e sua brilhante direção, como relatam os historiadores e teólogos. Leão nasceu por volta do ano 400, na região da Toscana, onde está situada a cidade de Roma. Tornou-se sacerdote muito jovem e fez carreira consolidada num trabalho brilhante. Em 430, já era arcediácono e depois foi conselheiro dos papas Celestino I e Xisto III. Era tão respeitado e conceituado que, após a morte deste último papa, foi eleito para substituí-lo Com o título de Leão I, assumiu o governo da Igreja em agosto do ano 440. Eram tempos difíceis. Por um lado, o Império Romano esfacelava-se e já não conseguia conter as hordas de bárbaros que invadiam e saqueavam seus domínios. Por outro lado, a Igreja enfrentava divisões e dissidências doutrinárias em seu interior. Um panorama tão sombrio que só não levou o Ocidente ao caos por causa da atuação de Leão I nos dois terrenos: o espiritual e o material. Na esfera espiritual, ele permaneceu firme, defendendo as verdades do catolicismo diante das grandes heresias que sacudiram o século V, e atuou participando de discussões, encontros e concílios. Foi nessa época que escreveu um dos documentos mais importantes para a fé: a “Carta dogmática a Flaviano”, o patriarca de Constantinopla, defendendo as posições ortodoxas do cristianismo. “Pedro falou pela boca de Leão”, diziam os sacerdotes da Igreja que acabavam concordando com os argumentos. Estão guardados mais de cem dos seus sermões, além de cento e quarenta e três cartas contendo ensinamentos sobre a fé cristã, seguidos e respeitados ainda hoje. Já no plano material, era o único que poderia conseguir, graças ao seu prestígio e à sua eloquência, que o terrível rei Átila, comandante dos bárbaros hunos, não destruísse Roma e a Itália. A missão poderia ser fatal, pois Átila já invadira, conquistara e destruíra a ferro e fogo o norte do país. Mesmo assim Leão I foi ao seu encontro e saiu vitorioso da situação. Mais tarde, foi a vez de conter os vândalos, que, liderados pelo chefe bárbaro Genserico, entraram em Roma. Só não atearam fogo à Cidade Eterna e não dizimaram sua população graças à atuação do grande pontífice. Não existem relatos sobre os seus últimos dias de vida. O livro dos papas diz que Leão I governou vinte e um anos, um mês e treze dias. Faleceu no dia 10 de novembro de 461 e foi sepultado na Basílica de São Pedro, em Roma. O papa Bento XIV proclamou-o doutor da Igreja em 1754. Leão I foi o primeiro papa a receber o título de “o Magno”. Fonte: Santo do dia – Notícias Católicas

São Martinho De Tours

“Senhor, se o vosso povo precisa de mim, não vou fugir do trabalho. Seja feita a vossa vontade”, dizia Martinho, bispo de Tours, aos oitenta e um anos de idade. Ele despertou para a fé quando ainda menino e depois, mesmo soldado da cavalaria do exército romano, jamais abandonou os ensinamentos de Cristo. A sua vida foi uma verdadeira cruzada contra os pagãos e em favor do cristianismo. Quatro mil igrejas dedicadas a ele na França, e o seu nome dado a milhares de localidades, povoados e vilas; como em toda a Europa, nas Américas. Enfim, em todos os países do mundo. Martinho nasceu na Hungria, antiga Panônia, por volta do ano 316, e pertencia a uma família pagã. Seu pai era comandante do exército romano. Por curiosidade começou a frequentar uma Igreja cristã, ainda criança, sendo instruído na doutrina cristã, porém sem receber o batismo. Ao atingir a adolescência, para tê-lo mais à sua volta, seu pai o alistou na cavalaria do exército imperial. Mas se o intuito do pai era afastá-lo da Igreja, o resultado foi inverso, pois Martinho continuava praticando os ensinamentos cristãos, principalmente a caridade. Depois, foi destinado a prestar serviço na Gália, atual França. Foi nessa época que ocorreu o famoso episódio do manto. Um dia, um mendigo que tiritava de frio pediu-lhe esmola e, como não tinha, o cavalariano cortou seu próprio manto com a espada, dando metade ao pedinte. Durante a noite, o próprio Jesus apareceu-lhe em sonho usando o pedaço de manta que dera ao mendigo e agradeceu a Martinho por tê-lo aquecido no frio. Dessa noite em diante, ele decidiu que deixaria as fileiras militares para dedicar-se à religião. Com vinte e dois anos, já estava batizado, provavelmente pelo bispo de Amiens, afastado da vida da Corte e do exército. Tornou-se monge e discípulo do famoso bispo de Poitiers, santo Hilário, que o ordenou diácono. Mais tarde, quando voltou do exílio, em 360, doou a Martinho um terreno em Ligugé, a doze quilômetros de Poitiers. Lá, Martinho fundou uma comunidade de monges. Mas logo eram tantos jovens religiosos que buscavam sua orientação que Martinho construiu o primeiro mosteiro da França e da Europa ocidental. No Ocidente, ao contrário do Oriente, os monges podiam exercer o sacerdócio para que se tornassem apóstolos na evangelização. Martinho liderou, então, a conversão de muitos e muitos habitantes da região rural. Com seus monges, ele visitava as aldeias pagãs, pregava o Evangelho, derrubava templos e ídolos e construía igrejas. Onde encontrava resistência, fundava um mosteiro. Com os monges evangelizando pelo exemplo da caridade cristã, logo todo o povo se convertia. Dizem os escritos que, nessa época, havia recebido dons místicos, operando muitos prodígios em beneficio dos pobres e doentes que tanto amparava. Quando ficou vaga a diocese de Tours, em 371, o povo aclamou-o, unanimemente, para ser o bispo. Martinho aceitou, apesar de resistir no início. Mas não abandonou sua peregrinação apostólica: visitava todas as paróquias, zelava pelo culto e não desistiu de converter pagãos e exercer exemplarmente a caridade. Nas proximidades da cidade, fundou outro mosteiro, chamado de Marmoutier. E sua influência não se limitou a Tours, tendo se expandido por toda a França, tornando-o querido e amado por todo o povo. Martinho exerceu o bispado por vinte e cinco anos. Morreu, aos oitenta e um anos, na cidade de Candes, no dia 8 de novembro de 397. Sua festa é comemorada no dia 11, data em que foi sepultado na cidade de Tours. Venerado como são Martinho de Tours, ele se tornou o primeiro santo não-mártir a receber culto oficial da Igreja e também um dos santos mais populares da Europa medieval. Fonte: Santo do dia – Notícias Católicas

Dia Mundial Dos Pobres Na Paróquia Santa Luzia

  Instituído pelo Papa Francisco com uma Carta Apostólica intitulada “Misericórdia e mísera”, na conclusão do Ano Santo extraordinário da Misericórdia, o Dia Mundial dos Pobres será realizado pela Igreja no mundo inteiro e terá como tema: “Não amemos com palavras, mas com obras”. “Quem pretende amar como Jesus Amou, deve assumir o seu exemplo, sobretudo quando somos chamados a amar os pobres. Aliás, é bem conhecida a forma de amar do Filho de Deus: “Ele nos amou primeiro, a ponto de dar a sua vida por nós”. Deste modo, a misericórdia, que brota do coração da Trindade, se concretiza e gera compaixão e obras de misericórdia pelos irmãos e irmãs mais necessitados”, ressaltou o Santo Padre. O Papa concluiu sua Mensagem para o Dia Mundial dos Pobres convidando toda a Igreja a fixar seu olhar, neste dia, a todos que estendem suas mãos invocando ajuda e solidariedade. “Que este Dia sirva de estímulo para reagir à cultura do descarte, do desperdício e da exclusão e a assumir a cultura do encontro, com gestos concretos de oração e de caridade, para uma maior evangelização no mundo. Os pobres – diz por fim Francisco – não são um problema, mas um recurso para acolher e viver a essência do Evangelho”. Dia Mundial dos Pobres na Paróquia Santa Luzia No Vicariato de Jacarepaguá a ação solidária “Dia Mundial dos Pobres” será realizada na Paróquia Santa Luzia, no dia 15 de novembro, de 8h às 13h. A iniciativa é voltada para a população em situação de rua (PSR) e marcará a instituição do “Dia Mundial do Pobre”, conforme orientação do Papa Francisco. Nesta ação será oferecido café da manhã, almoço, banho, corte de cabelo, distribuição de roupa além de outras atividades educativas e culturais para os irmãos necessitados. Serão oferecidos ainda serviços de orientação e apoio jurídico e encaminhamento para emissão de documentos. Segundo o pároco, padre Robert Chrząszcz, é importante que a comunidade esteja engajada nesta ação solidária para responder ao apelo do Papa Francisco, que visa muito a prática da caridade pela Santa Igreja. “Nós podemos demonstrar nossa fé e amor a Deus através das orações, mas também podemos demonstrar através de gestos concretos, exercendo o amor ao próximo que necessita. Às vezes temos muita teoria e pouca prática, então essa é uma oportunidade de se doar, partilhar e viver o Evangelho”, disse.  

Santo Orestes

Existe um Santo Orestes que é celebrado pela Igreja Oriental, no dia 14 de abril. Ele é um dos 72 discípulos escolhidos por Jesus (Lucas 10,1). O segundo Santo Orestes é celebrado pela Igreja Católica Romana no dia 9 de novembro. Ele é natural de Tiana, na Capadócia. Foi um médico cristão e que foi martirizado durante a perseguição de Diocleciano. Orestes, ao contrário dos médicos pagãos, não aceitava a magia feita por seus colegas como tratamento. Orestes cuidava de todos os seus pacientes sem distinção de raça, credo ou riqueza, aceitando, como pagamento por seus serviços profissionais, o que eles fossem capazes de dar, muitas vezes trabalhando de graça e doando roupas, alimentos e remédios para os pobres. Ele agiu como Madre Teresa de Calcutá, que reconheceu Jesus em cada pessoa que necessita de cuidados, cada ser humano, criado à imagem e semelhança de Deus. Por esta razão, as pessoas recorreram a inúmeros tratamentos de Orestes. E, uma vez que muitos de seus pacientes, fascinados por sua fé e sua caridade, converteram-se ao cristianismo, tendo entre eles até mesmo as autoridades políticas e religiosas. Ele foi acusado de não reconhecer a divindade do imperador, não dar a devida consideração à reputação das autoridades imperiais (políticos e religiosos) e de desviar o povo da adoração dos deuses pagãos ao Deus que se fez homem. Assim, foi denunciado como cristão e promotor da nova fé. Durante o julgamento público, ele clamou que o céu lhe concedesse um prodígio capaz de cair sobre o povo, que queria trair a verdade do cristianismo. Imediatamente, foi atendido. Orestes, apenas com um sopro, fez as estátuas dos ídolos voarem como folhas mortas e as colunas do templo caírem, como se fossem de fios de palha. Foi condenado à morte. Mas antes foi torturado com pregos e arrastado por um cavalo. No final, com o cadáver desfigurado, foi atirado num rio, que devolveu seu corpo refeito e coberto com uma magnífica túnica. Foi assim que as relíquias do mártir chegaram naquele antigo local, onde existiu o famoso mosteiro de santo Orestes, na Capadócia, atual Turquia. Neste dia a Igreja celebra a Dedicação da Basílica de Latrão, a ainda memória dos santos: São Jorge Napper e São Salvador. Fonte: Santo do dia – Notícias Católicas

O Santo Terço: A Arma Do Homem Cristão

Na aparição de Nossa Senhora de Fátima, em 1917, a mãe de Deus apresentou-se aos pastorinhos sob o título de “Senhora do Rosário” e revelou um pedido especial àquelas três crianças: “rezem o terço todos os dias pelos próprios pecados, mas também e, principalmente, pela salvação dos pecadores”. Há oito anos reunindo em média 40 homens de 7 a 70 anos de idade, o terço dos homens da paróquia Santa Luzia, recitado todas as terças-feiras, após a Santa Missa, cumpre o pedido de Nossa Senhora e transforma, pouco a pouco, o Santo Terço na poderosa arma dos homens católicos. Mário de Moura Guimarães, coordenador do terço dos homens há quatro anos, disse que a iniciativa ensina os homens a serem perseverantes. Um exemplo disso é a frequência na participação. Algumas reuniões já chegaram a contar com a presença de apenas dois homens, mas empenhados na virtude da perseverança, já chegaram a 60 membros. “Às vezes, alguns homens pensam que vão perder tempo, mas ao contrário, através do terço nos conscientizamos que a oração une as famílias. Nós não podemos ter vergonha”.   O paroquiano José Evandro Lopes Vieira participa do terço dos homens desde o início. Para ele o encontro significa crescimento espiritual. “Eu participo de outras coisas na paróquia, mas faço questão de participar do santo terço e convidar outras pessoas. Esse momento é sempre uma bênção porque meditando as orações do terço nós estamos crescendo espiritualmente. Além disso, o terço traz paz para as famílias e para o ambiente de trabalho”, destacou. Primo de José Evandro, Severino Lopes Vieira, se tornou assíduo nos encontros há três meses, depois de uma dificuldade na saúde. Ele sai da Zona Sul da cidade para participar do terço dos homens. “Eu passei por um problema de saúde e fiquei quase 20 dias em coma no hospital; foi momento difícil. Depois que saí me tornei firme na Igreja e separo às terças-feiras para o meu compromisso com Deus e Nossa Senhora. Todo mundo deveria participar porque é um momento muito importante”.  

São Godofredo

No período de 1073-1085, a Igreja trabalhava para retomar a credibilidade da autoridade papal. O Papa Gregório VII, então, promoveu uma reforma na Igreja com a ênfase no sacerdócio celibatário e a completa separação da Igreja e do Estado, dando força para o surgimento de novas ordens monásticas. Na localidade de Soissons, na França, uma criança conhecerá desde cedo uma Ordem Monástica e, nela, fará um caminho de santidade. Filho de nobres, Godofredo nasceu num castelo rodeado de todos os cuidados por ser o herdeiro tão esperado pela família. A tradição católica aponta como data de nascimento o ano de 1066, quando recebeu o nome de Godofredo, que significa a “Paz de Deus”. Quando fez cinco anos, seus pais o entregaram aos monges beneditinos para receber uma boa educação. Ele, contudo, nunca mais se afastou da companhia dos monges. Quando terminou sua fase educativa, foi para o convento de São Quintino, onde foi ordenado sacerdote aos vinte e cinco anos. Não demorou muito para o monge que tinha integridade de caráter, profundidade nos conhecimentos dos assuntos da fé, bem como a visão social, tornar-se abade e elevar e transformar a vida monástica. Fez da abadia dos Beneditinos de Nugent um centro espiritual, que atraiu numerosas vocações. Os religiosos de outras localidades buscavam nesta abadia orientação e conselhos de Godofredo. Quando o arcebispo viu o resultado do trabalho de Godofredo, quis que ele assumisse a Abadia de São Remigio, a mais importante da diocese. Godofredo não aceitou, pois seu desejo era viver no seguimento de Cristo, dedicando-se à caridade e trabalhando junto a pobres e doentes. Era comum ver os pobre excluídos participando da sua mesa, pois acolhia a todos os necessitados com abrigo e esmolas. Suas virtudes levaram o povo e o clero a eleger Godofredo, Bispo de Amiens, mas ele só aceitou a diocese depois de receber ordem escrita do próprio Papa. Esta foi outra missão difícil para Godofredo. Teve de enfrentar os ricos e poderosos, que preferiam a vida de muitos vícios, prazeres e luxos, sem nenhuma virtude e ligação com os ensinamentos cristãos. Começou empregando toda a força e eloquência de sua pregação contra esses abusos denunciando-os do próprio púlpito. O que quase lhe causou a morte num atentado encomendado. Colocaram veneno em seu vinho, mas o plano foi descoberto antes. Quando os monges de um convento famoso, rico e poderoso o convidaram para ser o abade, ele recusou. O que desejava era viver no seguimento de Cristo, dedicando-se à caridade e trabalhando no amparo e proteção aos pobres e doentes, e não o poder ou a ostentação. Era comum ver os mendigos e leprosos participando da sua mesa, pois acolhia todos os necessitados com abrigo e esmolas fartas. Suas virtudes levaram o povo e o clero a eleger Godofredo bispo de Amiens, mas ele só aceitou a diocese depois de receber ordem escrita do próprio papa. Sentindo-se pressionado e sem apoio, retirou-se para o Mosteiro dos Trapistas em Chartreuse (1114) para dedicar-se à oração em silêncio. Mas nem os superiores, nem o povo aceitaram a demissão e Godofredo foi reconduzido ao cargo. Mas foi por pouco tempo. Durante uma peregrinação à igreja de São Crispim e São Crispiniano, situada em Soissons, sua cidade natal, ele adoeceu. Morreu no dia 8 de novembro de 1115, no convento dedicada aos dois santos padroeiros dos sapateiros, onde foi enterrado. A Igreja também celebra hoje a memória dos santos:   Deodato e o bem-aventurado João Duns Scotus. Fonte: Santo do dia – Notícias Católicas