Santa Joana D’Arc

Joana nasceu na região francesa de Lorena, em 6 de janeiro de 1412. Cresceu no meio rural, piedosa, devota e analfabeta. Assinava seu nome utilizando uma cruz. Aos treze anos, começou a viver experiências místicas. Os pais acharam que estava louca. A França vivia a guerra dos cem anos com a Inglaterra. Os franceses estavam enfraquecidos com o rei deposto e os ingleses tentando firmar seus exércitos para tomar de vez o trono. Joana, nas suas orações, recebia mensagens que exigiam que ela expulsasse os invasores, reconquistasse a cidade de Órleans e reconduzisse ao trono o rei Carlos VII. O rei só concordou em seguir os conselhos de Joana quando percebeu que ela realmente era um sinal de Deus. Deu-lhe a chefia de seus exércitos. Joana vestiu armadura de aço, empunhou como única arma uma bandeira com a cruz e os nomes de Jesus e Maria nela bordados, chamando os comandantes à luta pela pátria e por Deus. Os franceses sitiados reagiram e venceram os invasores ingleses, livrando o país da submissão. Carlos VII foi então coroado na catedral de Reims, como era tradição na realeza francesa. Quanto a Joana, foi ferida, traída e vendida para os ingleses, que decidiram julgá-la por heresia. Num processo religioso, grotesco, completamente ilegal, foi condenada à fogueira como “feiticeira, blasfema e herética”. Tinha dezenove anos e morreu murmurando os nomes de Jesus e Maria, em 30 de maio de 1431. Vinte anos depois, o processo foi revisto pelo Papa Calisto III, que constatou a injustiça e a reabilitou. Joana d’Arc foi canonizada em 1920 pelo Papa Bento XV, sendo proclamada padroeira da França. Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR
3ª-feira Da 7ª Semana Da Páscoa

1ª Leitura – At 20,17-27 Contanto que eu leve a bom termo a minha carreira e realize o serviço que recebi do Senhor Jesus. Leitura dos Atos dos Apóstolos 20,17-27 Naqueles dias: 17 De Mileto, Paulo mandou um recado a Éfeso, convocando os anciãos da Igreja. 18 Quando os anciãos chegaram, Paulo disse-lhes: ‘Vós bem sabeis de que modo me comportei em relação a vós, durante todo o tempo, desde o primeiro dia em que cheguei à Ásia. 19 Servi ao Senhor com toda a humildade, com lágrimas e no meio das provações que sofri por causa das ciladas dos judeus. 20 Nunca deixei de anunciar aquilo que pudesse ser de proveito para vós, nem de vos ensinar publicamente e também de casa em casa. 21 Insisti, com judeus e gregos, para que se convertessem a Deus e acreditassem em Jesus nosso Senhor. 22 E agora, prisioneiro do Espírito, vou para Jerusalém sem saber o que aí me acontecerá. 23 Sei apenas que, de cidade em cidade, o Espírito Santo me adverte, dizendo que me aguardam cadeias e tribulações. 24 Mas, de modo nenhum, considero a minha vida preciosa para mim mesmo, contanto que eu leve a bom termo a minha carreira e realize o serviço que recebi do Senhor Jesus, ou seja, testemunhar o Evangelho da graça de Deus. 25 Agora, porém, tenho a certeza que vós não vereis mais o meu rosto, todos vós entre os quais passei anunciando o Reino. 26 Portanto, hoje dou testemunho diante de todos vós: eu não sou responsável se algum de vós se perder, 27 pois não deixei de vos anunciar todo o projeto de Deus a vosso respeito. Palavra do Senhor. Salmo – Sl 67, 10-11. 20-21 (R. 33a) R. Reinos da terra, cantai ao Senhor. Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia 10 Derramastes lá do alto uma chuva generosa, * e vossa terra, vossa herança, já cansada, renovastes; 11 e ali vosso rebanho encontrou sua morada; * com carinho preparastes essa terra para o pobre. R. 20 Bendito seja Deus, bendito seja cada dia, * o Deus da nossa salvação, que carrega os nossos fardos! 21 Nosso Deus é um Deus que salva, é um Deus libertador; * o Senhor, só o Senhor, nos poderá livrar da morte! R. Evangelho – Jo 17,1-11a Pai, glorifica o teu Filho. + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 17,1-11a Naquele tempo: 1 Jesus ergueu os olhos ao céu e disse: ‘Pai, chegou a hora. Glorifica o teu Filho, para que o teu Filho te glorifique a ti, 2 e, porque lhe deste poder sobre todo homem, ele dê a vida eterna a todos aqueles que lhe confiaste. 3 Ora, a vida eterna é esta: que eles te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e àquele que tu enviaste, Jesus Cristo. 4 Eu te glorifiquei na terra e levei a termo a obra que me deste para fazer. 5 E agora, Pai, glorifica-me junto de ti, com a glória que eu tinha junto de ti antes que o mundo existisse. 6 Manifestei o teu nome aos homens que tu me deste do meio do mundo. Eram teus, e tu os confiaste a mim, e eles guardaram a tua palavra. 7 Agora eles sabem que tudo quanto me deste vem de ti, 8 pois dei-lhes as palavras que tu me deste, e eles as acolheram, e reconheceram verdadeiramente que eu saí de ti e acreditaram que tu me enviaste. 9 Eu te rogo por eles. Não te rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus. 10 Tudo o que é meu é teu e tudo o que é teu é meu. E eu sou glorificado neles. 11a Já não estou no mundo, mas eles permanecem no mundo, enquanto eu vou para junto de ti’. Palavra da Salvação. Reflexão – Jo 17, 1-11a Antes de partir para junto do Pai, Jesus reza por todos nós e o Evangelho de São João registra essa oração que ficou conhecida como Oração Sacerdotal de Jesus. Jesus inicia esta oração rezando por si mesmo, uma vez que ele sabe que a paixão está chegando e que deve estar preparado para sofrer. Em seguida, Jesus diz ao Pai que cumpriu a missão que lhe foi confiada,de modo que o Nome de Deus foi manifestado aos homens sendo que sua mensagem foi acolhida e muitos reconheceram-no como o enviado do Pai para, em seguida, rezar por todos os que creram em suas palavras. Fonte: CNBB
Arquidiocese Do Rio Ganha 7 Novos Presbíteros

O arcebispo do Rio, Cardeal Orani João Tempesta, ordenou sete novos presbíteros na Catedral de São Sebastião do Rio de Janeiro no dia 27 de maio. São eles: Felipe Machado Silva, Guilherme Freitas Silva Almeida, José Carlos Rosa Silva Júnior, Max Cardoso, Rafael Viana Lima, Thiago Luiz Serejo Borges Vale da Silva e Vitor José de Oliveira Carvalho. A turma escolheu como lema de ordenação “Eis que sou vosso servo, ó Senhor, vosso servo que nasceu de vossa serva” (Sl 115, 16). “Meu coração se enche de alegria ao receber a ordenação presbiteral, pois é meu ‘sim’ para a obra de Deus em minha vida. É Deus quem me chama a ser sacerdote, levar almas para Ele e guiar seu povo. Eu, sendo fiel ao seu chamado, discerni com muito afinco durante a minha formação e percebi que a minha vida hoje é ser um pastor, um instrumento do Senhor para guiar as Suas ovelhas. Que nessa nova etapa da minha vida eu possa ter Maria Santíssima como modelo de vida e sinal de obediência e de doação ao mistério salvífico de Deus.” Felipe Machado Silva “Com grande alegria e esperança dou esse passo que, sem dúvida, é um dos mais importantes da minha vida. Tenho plena consciência que esse ministério a mim concedido é fruto do amor e da misericórdia do próprio Deus. Depois de tanto caminho percorrido, de alegrias e tristezas, minha maior expectativa para o ministério sacerdotal é poder realizá-lo da melhor forma e ser um padre que se santifica no amor e no cuidado com suas “ovelhas”, com seu povo. O que suscitou minha vocação, ainda muito jovem, foram duas coisas que quero levar para toda a minha vida: a primeira é a entrega total pela edificação do Reino e o bem das pessoas; e a segunda é o exercício dos sacramentos, pelos quais o povo se santifica recebendo e o padre se santifica quando administrando, na consciência de quem ele é. Enfim, meu coração transborda de alegria porque o Senhor me concede a graça de ser sacerdote.” Guilherme Freitas Silva Almeida “Sem sombra de dúvidas esse é um dos momentos mais importantes da minha vida, no qual tudo ganha um sentido maior. Deus me chamou e quanto mais correspondo a este chamado, mais feliz eu sou. Deus me quer sacerdote. Quero doar minha vida todos os dias por amor a Deus, às ovelhas e à Igreja.” José Carlos Rosa Silva Júnior “Nesse momento, faço uma profunda experiência da misericórdia de Deus, que concede tão grande dom a tão indigno servo. Alegro-me de poder dar esse passo tão importante no ‘sim’ que dei a Deus nove anos atrás. Este ‘sim’ foi se confirmando e crescendo a cada dia. Agora culminará no passo definitivo do ministério sacerdotal. Tenho certeza que foi a graça de Deus que me conduziu até aqui. Peço a Ele que continue me guiando na Sua Vontade para servir à Igreja nesse novo caminho. Estou muito feliz e grato pela vocação que Deus me concedeu.” Max Cardoso “Tenho plena consciência de que Jesus não precisa de mim para absolutamente nada e que não me deve nada. A escolha d’Ele é livre e somente Ele sabe o motivo. O único sentimento que emerge é o de gratidão. Assim como o Beato Álvaro del Portillo, eu repito: ‘Obrigado. Perdão. Ajuda-me mais.’ Acredito que nessas três realidades se esconde o mistério inefável do sacerdócio ministerial. Sou grato pelo chamado e reconhecimento de nossas misérias. E peço sinceramente que Ele fique conosco, porque sem Ele a vida é tudo menos vida!” Rafael Viana Lima “Ao aproximar-me de minha Ordenação Sacerdotal, sem sombra de dúvidas a gratidão a Deus é o sentimento que mais sobressai no coração. Ao olhar para trás e contemplar meu processo formativo no seminário, só posso elevar ao Bom Deus uma sincera oração de agradecimento por suas numerosas maravilhas em minha história vocacional e, como o salmista, entoar este singelo, mas profundo louvor de ação de graças: ‘Que poderei retribuir ao Senhor Deus, por tudo aquilo que Ele fez em meu favor?’ (Sl 115 [116],11).” Thiago Luiz Serejo Borges Vale da Silva “‘Em verdade, em verdade, vos digo: eu sou a porta das ovelhas. Se alguém entrar por mim, será salvo’. (Jo 10, 7-9) Tendo como ponto de partida esse trecho do Evangelho de São João, meu coração se enche de alegria e gratidão por receber de Deus e da Igreja o segundo grau do Sacramento da Ordem. Jesus Cristo, o Supremo Pastor de nossas almas, vai me configurar inteiramente a Ele através do sacerdócio ministerial. Por Ele, com Ele e n’Ele terei a missão de pastorear as ovelhas do seu redil. Por isso, ser padre é ser todo de Deus e todo do povo que Ele nos confiará. O sacerdócio é um dom imerecido e grandioso. E diante desse mistério e missão que o Bom Pastor quer confiar à minha fraqueza, só posso dizer: Eis-me aqui, envia-me!” Vitor José de Oliveira Carvalho Foto: Symone Matias Fonte: Arqrio.
Semana De Oração Pela Unidade Cristã 2017

Em preparação a Solenidade de Pentecostes, a Arquidiocese do Rio de Janeiro promove, junto ao Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic-Rio), a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos de 2017, que no Brasil passou a ser denominada de Semana de Oração pela Unidade Cristã. O tema da Semana de Oração de 2017 inspira-se numa passagem da segunda Carta de São Paulo aos Coríntios: “Reconciliação: é o amor de Cristo que nos impele”. O subsídio de reflexão e orações foi preparado e publicado em conjunto pelo Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos e a Comissão Fé e Constituição, do Conselho Mundial de Igrejas. A Semana 2017 faz memória dos 500 anos da Reforma protestante, iniciada por Martinho Lutero. A ideia deste ano é conclamar a todos os cristãos, de todas as denominações, à unidade. “Esse ano teremos o contexto todo especial da memória dos 500 anos da Reforma protestante. Este movimento marcou uma separação dolorosa na Igreja de Jesus Cristo que não era o seu desejo. Por isso, o tema trabalhado neste ano para as celebrações ecumênicas é o da ‘Reconciliação’. Também lembramos os 50 anos do início dos trabalhos de diálogo católico luterano. Assim, com a lembrança da triste separação da cristandade, também celebramos as iniciativas na direção da reconciliação, do diálogo e do exercício da caridade cristã entre os crentes de várias denominações cristãs, filhos de Deus e irmãos de Jesus Cristo e membros do seu corpo pelo batismo”, explicou o coordenador da Comissão da Arquidiocese para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso e presidente do Conic-Rio, padre Fábio Luiz de Souza. A Semana de Oração deste ano quer, por um lado, a celebração do amor e da graça de Deus, a “justificação da humanidade somente pela graça”, refletindo a ideia principal das Igrejas marcadas pela Reforma de Martinho Lutero. Por outro lado, reconhecer a dor das subsequentes profundas divisões que afligiram a Igreja, com menção aberta de culpa e oferta de uma oportunidade para dar passos na direção da reconciliação. “São três as iniciativas concretas do ecumenismo as quais realizamos: a primeira delas é espiritual, ou seja, rezamos juntos. A Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos tem essa finalidade, porém de forma mais intensa. A segunda é social, na qual precisamos dar testemunho de Jesus Cristo através do serviço aos irmãos. Por exemplo, iniciarmos uma campanha e atuarmos nela junto, deixando cair as barreiras das Igrejas para realizarmos um trabalho em unidade. A terceira e última motivação é acadêmica, no respeito mútuo, no desejo de querer, realmente, respeitar o irmão na sua diferença, estudar teologicamente as nossas motivações, diferenças, aquilo que temos de igual, para que possamos crescer também na área da teologia”, afirmou padre Fábio Luiz. Subsídios Os subsídios para a Semana foram preparados pela Comissão Ecumênica Alemã – a Alemanha é considerada um dos berços da Reforma. No Brasil, quem adaptou o material foi o regional do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic) no Rio Grande do Sul. Quem quiser adquirir o material (que é pago), basta encaminhar um e-mail para conic@conic.org.br com o número de cadernos que deseja. Quem quiser conferir o conteúdo do subsídio, pode acessar o site do Vaticano. Oferta A oferta da Semana de Oração simboliza o comprometimento das pessoas com o ecumenismo. É uma forma concreta de mostrar que se acredita na unidade dos cristãos. Os frutos das ofertas doadas ao longo da Semana são distribuídos, anualmente, da seguinte maneira: 40% para a representação regional do Conic (onde houver), que é destinado a subsidiar reuniões e atividades ecumênicas locais, e 60% para o Conic Nacional, para projetos de maior alcance. Programação da Semana de Oração pela Unidade Cristã no Estado do Rio de Janeiro 27 de maio 19h – Culto Ecumênico de abertura na Paróquia Bom Samaritano (Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil), na Rua Barão da Torre, 98, em Ipanema. 20h – Novena de Pentecostes na Comunidade Bom Pastor – Paróquia Nossa Senhora de Copacabana e Santa Rosa de Lima, na Rua Hilário de Gouveia, 36 / 9º andar, em Copacabana. 28 de maio 10h – Culto Ecumênico na Comunidade Castelo Forte (Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil), na Rua Luiz Beltrão, 1052, em Vila Valqueire. 20h – Novena de Pentecostes na Comunidade Bom Pastor – Paróquia Nossa Senhora de Copacabana e Santa Rosa de Lima, na Rua Hilário de Gouveia, 36 / 9º andar, em Copacabana. 29 de maio 18h – Oração Ecumênica no Curso Multiplus, na Rua Calógeras, 6 – b, sobreloja, no Castelo. 19h30 – Culto Ecumênico na Igreja Cristã de Ipanema, na Rua Joana Angélica, 203, em Ipanema. 20h – Novena de Pentecostes na Comunidade Bom Pastor – Paróquia Nossa Senhora de Copacabana e Santa Rosa de Lima, na Rua Hilário de Gouveia, 36 / 9º andar, em Copacabana. 30 de maio 18h – Oração Ecumênica na Comunidade Castelo Forte (Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil), na Rua Luiz Beltrão, 1052, em Vila Valqueire. 18h – Celebração Ecumênica na Paróquia Anglicana São Paulo Apóstolo, na Rua Paschoal Carlos Magno, 95, em Santa Teresa. 19h – Novena de Pentecostes na Comunidade Bom Pastor – Paróquia Nossa Senhora de Copacabana e Santa Rosa de Lima, na Rua Hilário de Gouveia, 36 / 9º andar, em Copacabana. 19h30 – Celebração Ecumênica no Santuário das Almas – Paróquia Nossa Senhora do Sagrado Coração, na Rua Álvares de Azevedo, 237, em Icaraí, cidade de Niterói. 31 de maio 19h – Culto Ecumênico na Igreja Palavra Viva, na Estrada Marino Nunes Vieira, 500, Várzea das Moças, em Niterói. 19h – Culto Ecumênico na Igreja Anglicana de Niterói (Paróquia de Todos os Santos), na Rua Otávio Carneiro, 144, em Icaraí. Na cidade de Niterói 20h – Novena de Pentecostes na Comunidade Bom Pastor – Paróquia Nossa Senhora de Copacabana e Santa Rosa de Lima, na Rua Hilário de Gouveia, 36 / 9º andar, em Copacabana. 20h – Palestra no Instituto Dom Vital, na Rua Araújo Porto Alegre, Centro, 70 / 11º andar.
Dia Mundial Das Comunicações Sociais: Comunicar Esperança E Confiança

Cidade do Vaticano (RV) – Celebra-se neste domingo (28/5), solenidade da Ascensão do Senhor, o 51º Dia Mundial das Comunicações Sociais. O tema da mensagem do Papa para este dia “Não tenhas medo, que Eu estou contigo. Comunicar esperança e confiança no nosso tempo” foi divulgado no dia litúrgico de São Francisco de Sales, patrono dos escritores e jornalistas, celebrado em 24 de janeiro. Com este tema, Francisco propõe um estilo “aberto e criativo” para comunicar a esperança. Por isso, encoraja todos os que trabalham neste campo a comunicar de modo construtivo, rejeitando preconceitos e promovendo uma cultura do encontro. Com efeito, em sua mensagem, o Santo Padre ressalta: “ O protagonista da notícia não pode ser o mal – que nos leva à apatia, ao desespero e a anestesiar a consciência –, mas a solução dos problemas, com um estilo aberto e criativo”. “Em um sistema de comunicação, – frisa o Papa – onde vigora a lógica de que uma notícia boa não desperta a atenção e, por conseguinte, não se torna notícia, e onde o drama do sofrimento e o mistério do mal facilmente se tornam espetáculo, somos tentados a anestesiar a consciência ou a cair no desespero”. A realidade não tem um significado unívoco – afirma o Papa -; tudo depende do modo com que a encaramos. Portanto, o ponto de partida ideal, para se encarar a realidade, é a “Boa Nova por excelência”, ou seja, o Evangelho de Jesus Cristo. Esta boa notícia, – diz por fim Francisco – comporta sofrimento, porque o sofrimento é vivido num quadro mais amplo, como parte integrante do amor de Cristo ao Pai e à humanidade. Em Cristo, – concluiu o Pontífice – Deus se fez solidário com toda a situação humana, revelando que não estamos sozinhos, porque temos um Pai que nunca esquece seus filhos. (MT) Fonte: Radio Vaticana
Santa Úrsula Ledochiwska

Júlia Ledochowska nasceu em 17 de abril de 1865 e os pais eram nobres poloneses, que residiam na Áustria. Aos vinte e um anos, pronunciou os votos definitivos, tomando o nome de Úrsula. Ativa educadora, fundou um pensionato feminino para jovens, promovendo entre os estudantes a Associação das Filhas de Maria. Após ocupar a função de superiora do seu convento por quatro anos, foi chamada pelo pároco da igreja de Santa Catarina em Petersburgo, na Rússia, para dirigir um internato de estudantes polonesas exiladas. Fundou também uma casa das ursulinas na Finlândia onde inovou com um pensionato e uma escola ao ar livre. Sua cidadania e origem austríaca a fizeram objeto de perseguição por parte da polícia russa, durante a Primeira Guerra Mundial. Em 1917, foi para a Dinamarca dar assistência aos poloneses perseguidos, onde permaneceu por dois anos, quando então regressou para o seu convento na Polônia. Em 1920, fundou uma nova ordem: as Irmãs Ursulinas do Sagrado Coração Agonizante, com a função de dar assistência aos jovens abandonados e cuidar dos pobres, velhos e crianças. Quando Madre Úrsula morreu, já existiam trinta e cinco casas e mais de mil irmãs. Ela deixou vários livros, todos escritos em polonês, que foram traduzidos para o italiano e francês. Faleceu em Roma no dia 29 de maio de 1939. Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR
2ª-feira Da 7ª Semana Da Páscoa

1ª Leitura – At 19,1-8 Vós recebestes o Espírito Santo quando abraçastes a fé? Leitura dos Atos dos Apóstolos 19,1-8 1 Enquanto Apolo estava em Corinto,Paulo atravessou as regiões montanhosase chegou a Éfeso.Aí encontrou alguns discípulos e perguntou-lhes:2 ‘Vós recebestes o Espírito Santo quando abraçastes a fé?’Eles responderam:‘Nem sequer ouvimos dizer que existe o Espírito Santo!’3 Então Paulo perguntou:‘Que batismo vós recebestes?’Eles responderam: ‘O batismo de João.’4 Paulo disse-lhes:‘João administrava um batismo de conversão,dizendo ao povo que acreditassenaquele que viria depois dele, isto é, em Jesus.’5 Tendo ouvido isso,eles foram batizados no nome do Senhor Jesus.6 Paulo impôs-lhes as mãose sobre eles desceu o Espírito Santo.Começaram então a falar em línguas e a profetizar.7 Ao todo, eram uns doze homens.8 Paulo foi então à sinagogae, durante três meses, falava com toda convicção,discutindo e procurando convencer os ouvintessobre o Reino de Deus.Palavra do Senhor. Salmo – Sl 67, 2-3. 4-5ac. 6-7ab (R. 33a) R. Reinos da terra, cantai ao Senhor. Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia2 Eis que Deus se põe de pé, e os inimigos se dispersam! *Fogem longe de sua face os que odeiam o Senhor!3 Como a fumaça se dissipa, assim também os dissipais, +como a cera se derrete, ao contato com o fogo, *assim pereçam os iníquos ante a face do Senhor! R. 4 Mas os justos se alegram na presença do Senhor *rejubilam satisfeitos e exultam de alegria!5a Cantai a Deus, a Deus louvai, cantai um salmo a seu nome!*5c o seu nome é Senhor: exultai diante dele! R. 6 Dos órfãos ele é pai, e das viúvas protretor; *é assim o nosso Deus em sua santa habitação.7a É o Senhor quem dá abrigo, dá um lar aos deserdados,*7b quem liberta os prisioneiros e os sacia com fartura. R. Evangelho – Jo 16,29-33 Tende coragem! Eu venci o mundo! + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 16,29-33 Naquele tempo:29 Os discípulos disseram a Jesus:‘Eis, agora falas claramente e não usas mais figuras. 30 Agora sabemos que conheces tudo e que não precisas que alguém te interrogue.Por isto cremos que vieste da parte de Deus. 31 Jesus respondeu: ‘Credes agora? 32 Eis que vem a hora – e já chegou – em que vos dispersareis, cada um para seu lado,e me deixareis só. Mas eu não estou só; o Pai está comigo. 33 Disse-vos estas coisas para que tenhais paz em mim.No mundo, tereis tribulações. Mas, tende coragem! Eu venci o mundo!’Palavra da Salvação. Reflexão – Jo 16, 29-33 Muitas vezes proclamamos com orgulho a nossa fé e procuramos vivê-la da melhor forma possível através da prática da caridade e da participação na vida comunitária. Mas seria um grande engano acreditarmos que estamos prontos para vencer todos os desafios que poderão ser propostos para a nossa fé. Os discípulos acreditaram em Jesus, no entanto fraquejaram diante da cruz. Nós devemos ter consciência que Jesus venceu o mundo, mas nós não o vencemos, e nem poderemos vencê-lo. A vitória sobre o mundo é obra de Jesus, temos que acreditar nisso e participar da sua obra para que, com ele, também nós sejamos vencedores. Fonte: CNBB
São Germano De Paris

Germano nasceu em 496. Diz a tradição que sua mãe tentou abortá-lo e que na infância ele teria sido envenenado, mas o menino sobreviveu para tornar-se um grande santo. Foi criado por um primo bem mais velho, um ermitão chamado Escapilão, que o fez prosseguir os estudos em Avalon. Germano viveu como ermitão durante quinze anos, aprendendo a doutrina de Cristo. Em 531, ele foi ordenado diácono e três anos depois, sacerdote. Foi então para Paris, e pelos seus dons, principalmente o do conselho, ganhou a estima do rei, que apreciava a sua sensatez. Tornou-se bispo de Paris. Germano era pródigo em caridade e esmolas, dedicando ao seu rebanho um amor incondicional. Frequentemente, era visto apenas com sua túnica, pois o restante das roupas vestira um pobre, feliz por sentir frio, mas tendo a certeza que o pobre estava aquecido. Assim viveu o bispo Germano de Paris, até morrer no dia 28 de maio de 576. Suas relíquias se encontram na majestosa igreja de São Germano de Paris, uma das mais belas construções da cidade. Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR
Ascensão Do Senhor Da Páscoa

1ª Leitura – At 1,1-11 Jesus foi levado aos céus, à vista deles. Leitura dos Atos dos Apóstolos 1,1-11 1 No meu primeiro livro, ó Teófilo, já tratei de tudo o que Jesus fez e ensinou, desde o começo, 2 até ao dia em que foi levado para o céu, depois de ter dado instruções pelo Espírito Santo, aos apóstolos que tinha escolhido. 3 Foi a eles que Jesus se mostrou vivo depois da sua paixão, com numerosas provas. Durante quarenta dias, apareceu-lhes falando do Reino de Deus. 4 Durante uma refeição, deu-lhes esta ordem: ‘Não vos afasteis de Jerusalém, mas esperai a realização da promessa do Pai, da qual vós me ouvistes falar: 5 ‘João batizou com água; vós, porém, sereis batizados com o Espírito Santo, dentro de poucos dias`.’ 6 Então os que estavam reunidos perguntaram a Jesus: ‘Senhor, é agora que vais restaurar o Reino em Israel?’ 7 Jesus respondeu: ‘Não vos cabe saber os tempos e os momentos que o Pai determinou com a sua própria autoridade. 8 Mas recebereis o poder do Espírito Santo que descerá sobre vós, para serdes minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e na Samaria, e até os confins da terra.’ 9 Depois de dizer isto, Jesus foi levado ao céu, à vista deles. Uma nuvem o encobriu, de forma que seus olhos não mais podiam vê-lo. 10 Os apóstolos continuavam olhando para o céu, enquanto Jesus subia. Apareceram então dois homens vestidos de branco, 11 que lhes disseram: ‘Homens da Galiléia, por que ficais aqui, parados, olhando para o céu? Esse Jesus que vos foi levado para o céu, virá do mesmo modo como o vistes partir para o céu.’ Palavra do Senhor. Salmo – Sl 46,2-3.6-7.8-9 (R.6) R. Por entre aclamações Deus se elevou, o Senhor subiu ao toque da trombeta. Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia 2 Povos todos do universo, batei palmas,* gritai a Deus aclamações de alegria! 3 Porque sublime é o Senhor, o Deus Altíssimo,* o soberano que domina toda a terra. R. 6 Por entre aclamações Deus se elevou,* o Senhor subiu ao toque da trombeta. 7 Salmodiai ao nosso Deus ao som da harpa,* salmodiai ao som da harpa ao nosso Rei! R. 8 Porque Deus é o grande Rei de toda a terra,* ao som da harpa acompanhai os seus louvores! 9 Deus reina sobre todas as nações,* está sentado no seu trono glorioso. R. 2ª Leitura – Ef 1,17-23 E o fez sentar-se à sua direita nos céus. Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios 1,17-23 Irmãos: 17 O Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai a quem pertence a glória, vos dê um espírito de sabedoria que vo-lo revele e faça verdadeiramente conhecer. 18 Que ele abra o vosso coração à sua luz, para que saibais qual a esperança que o seu chamamento vos dá, qual a riqueza da glória que está na vossa herança com os santos, 19 e que imenso poder ele exerceu em favor de nós que cremos, de acordo com a sua ação e força onipotente. 20 Ele manifestou sua força em Cristo, quando o ressuscitou dos mortos e o fez sentar-se à sua direita nos céus, 21 bem acima de toda a autoridade, poder, potência, soberania ou qualquer título que se possa mencionar não somente neste mundo, mas ainda no mundo futuro. 22 Sim, ele pôs tudo sob os seus pés e fez dele, que está acima de tudo, a Cabeça da Igreja, 23 que é o seu corpo, a plenitude daquele que possui a plenitude universal. Palavra do Senhor. Evangelho – Mt 28,16-20 Toda a autoridade me foi dada no céu e sobre a terra. Conclusão do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 28,16-20 Naquele tempo: 16 Os onze discípulos foram para a Galiléia, ao monte que Jesus lhes tinha indicado. 17 Quando viram Jesus, prostraram-se diante dele. Ainda assim alguns duvidaram. 18 Então Jesus aproximou-se e falou: ‘Toda a autoridade me foi dada no céu e sobre a terra. 19 Portanto, ide e fazei discípulos meus todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, 20 e ensinando-os a observar tudo o que vos ordenei! Eis que eu estarei convosco todos os dias, até ao fim do mundo’. Palavra da Salvação. Fonte: CNBB
Santo Agostinho

Agostinho era um monge beneditino num mosteiro fundado pelo Papa Gregório Magno. Foi justamente este Papa que ordenou o envio de missionários às ilhas britânicas. No final do século VI, o cristianismo já tinha chegado à Grã-Bretanha, mas a invasão dos bárbaros saxões da Alemanha atrasou sua propagação e quase destruiu totalmente o que fora implantado. Santo Agostinho renovou o trabalho missionário nesta ilha. Em 597 para lá partiram quarenta monges, todos beneditinos, sob a direção do monge Agostinho. Todos desaconselhavam a missão. Mas, tendo recebido do Papa Gregório Magno a informação de que a época era propícia apesar dos perigos, pois o rei Etelberto havia desposado a princesa católica Berta, filha do rei de Paris, ele resolveu corajosamente enfrentar os riscos. A chegada foi triunfante. Agostinho, com a ajuda de um intérprete, colocou ao rei as verdades cristãs e pediu permissão para pregá-las em seus domínios. O rei impressionou-se com a coragem do monge e ele mesmo recebeu o batismo, seguido de muitos súditos. Agostinho foi nomeado arcebispo da Cantuária, primeira diocese fundada por ele. Agostinho morreu no dia 25 de maio de 604, sendo sepultado na Igreja da Cantuária, que ainda guarda suas relíquias. Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR
Você precisa fazer login para comentar.