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27º Domingo Do Tempo Comum

Primeira Leitura: Isaías 5,1-7 Leitura do livro do profeta Isaías – Vou cantar para o meu amado o cântico da vinha de um amigo meu: um amigo meu possuía uma vinha em fértil encosta. Cercou-a, limpou-a de pedras, plantou videiras escolhidas, edificou uma torre no meio e construiu um lagar; esperava que ela produzisse uvas boas, mas produziu uvas selvagens. Agora, habitantes de Jerusalém e cidadãos de Judá, julgai a minha situação e a de minha vinha. O que poderia eu ter feito a mais por minha vinha e não fiz? Eu contava com uvas de verdade, mas por que produziu ela uvas selvagens? Pois agora vou mostrar-vos o que farei com minha vinha: vou desmanchar a cerca, e ela será devastada; vou derrubar o muro, e ela será pisoteada. Vou deixá-la inculta e selvagem: ela não será podada nem lavrada, espinhos e sarças tomarão conta dela; não deixarei as nuvens derramar a chuva sobre ela. Pois bem, a vinha do Senhor dos exércitos é a casa de Israel, e o povo de Judá, sua dileta plantação; eu esperava deles frutos de justiça – e eis injustiça; esperava obras de bondade – e eis iniquidade. – Palavra do Senhor. Salmo Responsorial: 79(80) A vinha do Senhor é a casa de Israel. 1. Arrancastes do Egito esta videira / e expulsastes as nações para plantá-la; / até o mar se estenderam seus sarmentos, / até o rio os seus rebentos se espalharam. – R. 2. Por que razão vós destruístes sua cerca, / para que todos os passantes a vindimem, / o javali da mata virgem a devaste / e os animais do descampado nela pastem? – R. 3. Voltai-vos para nós, Deus do universo! † Olhai dos altos céus e observai. / Visitai a vossa vinha e protegei-a! / Foi a vossa mão direita que a plantou; / protegei-a, e ao rebento que firmastes! – R. 4. E nunca mais vos deixaremos, Senhor Deus! / Dai-nos vida, e louvaremos vosso nome! / Convertei-nos, ó Senhor Deus do universo, † e sobre nós iluminai a vossa face! / Se voltardes para nós, seremos salvos! – R. Segunda Leitura: Filipenses 4,6-9 Leitura da carta de São Paulo aos Filipenses – Irmãos, não vos inquieteis com coisa alguma, mas apresentai as vossas necessidades a Deus, em orações e súplicas, acompanhadas de ação de graças. E a paz de Deus, que ultrapassa todo entendimento, guardará os vossos corações e pensamentos em Cristo Jesus. Quanto ao mais, irmãos, ocupai-vos com tudo o que é verdadeiro, respeitável, justo, puro, amável, honroso, tudo o que é virtude ou de qualquer modo mereça louvor. Praticai o que aprendestes e recebestes de mim ou que de mim vistes e ouvistes. Assim o Deus da paz estará convosco. – Palavra do Senhor. Evangelho: Mateus 21,33-43 Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, Jesus disse aos sumos sacerdotes e aos anciãos do povo: “Escutai esta outra parábola: certo proprietário plantou uma vinha, pôs uma cerca em volta, fez nela um lagar para esmagar as uvas e construiu uma torre de guarda. Depois, arrendou-a a vinhateiros e viajou para o estrangeiro. Quando chegou o tempo da colheita, o proprietário mandou seus empregados aos vinhateiros para receber seus frutos. Os vinhateiros, porém, agarraram os empregados, espancaram a um, mataram a outro e ao terceiro apedrejaram. O proprietário mandou de novo outros empregados, em maior número do que os primeiros. Mas eles os trataram da mesma forma. Finalmente, o proprietário enviou-lhes o seu filho, pensando: ‘Ao meu filho eles vão respeitar’. Os vinhateiros, porém, ao verem o filho, disseram entre si: ‘Este é o herdeiro. Vinde, vamos matá-lo e tomar posse da sua herança!’ Então agarraram o filho, jogaram-no para fora da vinha e o mataram. Pois bem, quando o dono da vinha voltar, o que fará com esses vinhateiros?” Os sumos sacerdotes e os anciãos do povo responderam: “Com certeza mandará matar de modo violento esses perversos e arrendará a vinha a outros vinhateiros, que lhe entregarão os frutos no tempo certo”. Então Jesus lhes disse: “Vós nunca lestes nas Escrituras: ‘A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular; isso foi feito pelo Senhor e é maravilhoso aos nossos olhos’? Por isso eu vos digo, o Reino de Deus vos será tirado e será entregue a um povo que produzirá frutos”. – Palavra da salvação. Reflexão: Com suas parábolas, Jesus nos surpreende com muita frequência, como no caso da parábola de hoje. Ela critica as autoridades de Jerusalém (em geral, os latifundiários) do tempo de Mateus, que aproveitam de seu poder e influência para se apropriarem da vinha do legítimo dono (os pequenos proprietários). Nessa parábola está sintetizada a história dos profetas, de Jesus e dos apóstolos, via de regra rejeitados e condenados. Deixando de lado o aspecto histórico e literal, a parábola questiona também a nós, a quem foi confiado o Reino de Deus, que temos o compromisso de produzir e entregar os frutos ao dono (Deus). Jesus não acusa a vinha (o povo) por não produzir frutos, mas seus responsáveis. Fazer parte do povo de Deus (a vinha do Senhor) não constitui privilégio, mas compromisso de produzir frutos de justiça, fraternidade, solidariedade. O Brasil é um dos países mais cristãos do mundo e é também um dos mais injustos. Deus cuida com amor e carinho do seu povo e espera dos responsáveis a mesma atitude. Fonte: Evangelho do dia – Notícias Católicas

São Francisco De Assis

Francisco nasceu em Assis, na Úmbria (Itália) em 1182. Jovem orgulhoso, vaidoso e rico, que se tornou o mais italiano dos santos e o mais santo dos italianos. Com 24 anos, renunciou a toda riqueza para desposar a “Senhora Pobreza”. Aconteceu que Francisco foi para a guerra como cavaleiro, mas doente ouviu e obedeceu a voz do Patrão que lhe dizia: “Francisco, a quem é melhor servir, ao amo ou ao criado?”. Ele respondeu que ao amo. “Porque, então, transformas o amo em criado?”, replicou a voz. No início de sua conversão, foi como peregrino a Roma, vivendo como eremita e na solidão, quando recebeu a ordem do Santo Cristo na igrejinha de São Damião: “Vai restaurar minha igreja, que está em ruínas”. Partindo em missão de paz e bem, seguiu com perfeita alegria o Cristo pobre, casto e obediente. No campo de Assis havia uma ermida de Nossa Senhora chamada Porciúncula. Este foi o lugar predileto de Francisco e dos seus companheiros, pois na Primavera do ano de 1200 já não estava só; tinham-se unido a ele alguns valentes que pediam também esmola, trabalhavam no campo, pregavam, visitavam e consolavam os doentes. A partir daí, Francisco dedica-se a viagens missionárias: Roma, Chipre, Egito, Síria… Peregrinando até aos Lugares Santos. Quando voltou à Itália, em 1220, encontrou a Fraternidade dividida. Parte dos Frades não compreendia a simplicidade do Evangelho. Em 1223, foi a Roma e obteve a aprovação mais solene da Regra, como ato culminante da sua vida. Na última etapa de sua vida, recebeu no Monte Alverne os estigmas de Cristo, em 1224. Já enfraquecido por tanta penitência e cego por chorar pelo amor que não é amado, São Francisco de Assis, na igreja de São Damião, encontra-se rodeado pelos seus filhos espirituais e assim, recita ao mundo o cântico das criaturas. O seráfico pai, São Francisco de Assis, retira-se então para a Porciúncula, onde morre deitado nas humildes cinzas a 3 de outubro de 1226. Passados dois anos incompletos, a 16 de julho de 1228, o Pobrezinho de Assis era canonizado por Gregório IX. São Francisco de Assis, rogai por nós! Fonte: Santo do dia – Notícias Católicas

Protomártires Do Brasil

Dentro da conturbada invasão dos holandeses no nordeste do Brasil, encontram-se os dois martírios coletivos: o de Cunhaú e o de Uruaçu. Estes martírios aconteceram no ano de 1645, sendo que o Pe. André de Soveral e Domingos de Carvalho foram mártires em Cunhaú e o Pe. Ambrósio Francisco Ferro e Mateus Moreira em Uruaçu; dentre outros. No Engenho de Cunhaú, principal pólo econômico da Capitania do Rio Grande (atual estado do Rio Grande do Norte), existia uma pequena e fervorosa comunidade composta por 70 pessoas sob os cuidados do Pe. André de Soveral. No dia 15 de julho chegou em Cunhaú Jacó Rabe, trazendo consigo seus liderados, os ferozes tapuias, e, além deles, alguns potiguares com o chefe Jerera e soldados holandeses. Jacó Rabe era conhecido por seus saques e desmandos, feitos com a conivência dos holandeses, deixando um rastro de destruição por onde passava. Dizendo-se em missão oficial pelo Supremo Conselho Holandês do Recife, convoca a população para ouvir as ordens do Conselho após a missa dominical no dia seguinte. Durante a Santa Missa, após a elevação da hóstia e do cálice, a um sinal de Jacó Rabe, foram fechadas todas as portas da igreja e se deu início à terrível carnificina: os fiéis em oração, tomados de surpresa e completamente indefesos, foram covardemente atacados e mortos pelos flamengos com a ajuda dos tapuias e dos potiguares. A notícia do massacre de Cunhaú espalhou-se por todo o Rio Grande e capitanias vizinhas, mesmo suspeitando dessa conivência do governo holandês, alguns moradores influentes pediram asilo ao comandante da Fortaleza dos Reis Magos. Assim, foram recebidos como hóspedes o vigário Pe. Ambrósio Francisco Ferro, Antônio Vilela, o Moço, Francisco de Bastos, Diogo Pereira e José do Porto. Os outros moradores, a grande maioria, não podendo ficar no Forte, assumiram a sua própria defesa, construindo uma fortificação na pequena cidade de Potengi, a 25 km de Fortaleza. Enquanto isso, Jacó Rabe prosseguia com seus crimes. Após passar por várias localidades do Rio Grande e da Paraíba, Rabe foi então à Potengi, e encontrou heróica resistência armada dos fortificados. Como sabiam que ele mandara matar os inocentes de Cunhaú, resistiram o mais que puderam, por 16 dias, até que chegaram duas peças de artilharia vindas da Fortaleza dos Reis Magos. Não tinham como enfrentá-las. Depuseram as armas e entregaram-se nas mãos de Deus. Cinco reféns foram levados à Fortaleza: Estêvão Machado de Miranda, Francisco Mendes Pereira, Vicente de Souza Pereira, João da Silveira e Simão Correia. Desse modo, os moradores do Rio Grande ficaram em dois grupos: 12 na Fortaleza e o restante sob custódia em Potengi. Dia 2 de outubro chegaram ordens de Recife mandando matar todos os moradores, o que foi feito no dia seguinte, 3 de outubro. Os holandeses decidiram eliminar primeiro os 12 da Fortaleza, por serem pessoas influentes, servindo de exemplo: o vigário, um escabino, um rico proprietário. Foram embarcados e levados rio acima para o porto de Uruaçu. Lá os esperava o chefe indígena potiguar Antônio Paraopaba e um pelotão armado de duzentos índios seus comandados. Repetiram-se então as piores atrocidades e barbáries, que os próprios cronistas da época sentiam pejo em contá-las, porque atentavam às leis da moral e modéstia. Um deles, Mateus Moreira, estando ainda vivo, foi-lhe arrancado o coração das costas, mas ele ainda teve forças para proclamar a sua fé na Eucaristia, dizendo: “Louvado seja o Santíssimo Sacramento”. A 5 de março de 2000, na Praça de São Pedro, no Vaticano, o Papa João Paulo II beatificou os 30 protomártires brasileiros, sendo 2 sacerdotes e 28 leigos beatificados. Protomártires do Brasil, rogai por nós!   Fonte: Santo do dia – Notícias Católicas

26ª Semana Do Tempo Comum – Sábado

Primeira Leitura: Jó 42,1-3.5-6.12-16 Leitura do livro de Jó – Jó respondeu ao Senhor, dizendo: “Reconheço que podes tudo e que para ti nenhum pensamento é oculto. Quem é esse que ofusca a Providência, sem nada entender? Falei, pois, de coisas que não entendia, de maravilhas que ultrapassam a minha compreensão. Conhecia o Senhor apenas por ouvir falar, mas, agora, eu o vejo com meus olhos. Por isso me retrato e faço penitência no pó e na cinza”. O Senhor abençoou a Jó no fim de sua vida mais do que no princípio; ele possuía agora catorze mil ovelhas, seis mil camelos, mil juntas de bois e mil jumentas. Teve outros sete filhos e três filhas: a primeira chamava-se Rola, a segunda Cássia e a terceira Azeviche. Não havia em toda a terra mulheres mais belas que as filhas de Jó. Seu pai lhes destinou uma parte da herança entre os seus irmãos. Depois desses acontecimentos, Jó viveu cento e quarenta anos e viu seus filhos e os filhos de seus filhos até a quarta geração. E Jó morreu velho e repleto de anos. – Palavra do Senhor. Salmo Responsorial: 118(119) Fazei brilhar vosso semblante ao vosso servo / e ensinai-me vossas leis e mandamentos. 1. Dai-me bom senso, retidão, sabedoria, / pois tenho fé nos vossos santos mandamentos! – R. 2. Para mim foi muito bom ser humilhado, / porque assim eu aprendi vossa vontade! – R. 3. Sei que os vossos julgamentos são corretos, / e com justiça me provastes, ó Senhor! – R. 4. Porque mandastes, tudo existe até agora; / todas as coisas, ó Senhor, vos obedecem! – R. 5. Sou vosso servo: concedei-me inteligência, / para que eu possa compreender vossa Aliança! – R. 6. Vossa palavra, ao revelar-se, me ilumina, / ela dá sabedoria aos pequeninos. – R. Evangelho: Lucas 10,17-24 Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – Naquele tempo, os setenta e dois voltaram muito contentes, dizendo: “Senhor, até os demônios nos obedeceram por causa do teu nome”. Jesus respondeu: “Eu vi satanás cair do céu como um relâmpago. Eu vos dei o poder de pisar em cima de cobras e escorpiões e sobre toda a força do inimigo. E nada vos poderá fazer mal. Contudo, não vos alegreis porque os espíritos vos obedecem. Antes, ficai alegres porque vossos nomes estão escritos no céu”. Naquele momento, Jesus exultou no Espírito Santo e disse: “Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste essas coisas aos sábios e inteligentes e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado. Tudo me foi entregue pelo meu Pai. Ninguém conhece quem é o Filho, a não ser o Pai; e ninguém conhece quem é o Pai, a não ser o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar”. Jesus voltou-se para os discípulos e disse-lhes em particular: “Felizes os olhos que veem o que vós vedes! Pois eu vos digo que muitos profetas e reis quiseram ver o que estais vendo e não puderam ver; quiseram ouvir o que estais ouvindo e não puderam ouvir”. – Palavra da salvação. Reflexão: Sucesso na missão, alegria geral. A alegria é um tema que atravessa todo o Evangelho de Lucas. Numerosas são as pessoas que experimentam profunda alegria, procedente do Espírito Santo, a começar por Maria, que exclama: “Meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, porque olhou para a humilhação de sua serva” (Lc 1,47-48). O próprio Jesus exulta no Espírito Santo, porque os pequeninos deixaram-se envolver pelos mistérios do amor de Deus. Coisas extraordinárias os discípulos haviam realizado pelo poder de Jesus, que os acolhe e participa da alegria deles. Alegria que se intensifica por saberem que seus nomes “estão inscritos nos céus”. Eles estão a serviço da ação misericordiosa de Deus. São seus instrumentos privilegiados. Incentivo a perseverarem, colaborando na missão libertadora de Jesus. Fonte: Evangelho do dia – Notícias Católicas

Papa Francisco Nos Convida A Sermos Fiéis Na Oração Do Terço

O Papa Francisco, na Audiência Geral do dia 30 de setembro recordou que o mês de outubro é dedicado à Nossa Senhora do Rosário. Ele nos exorta a sermos fiéis a oração do santo terço em comunidade, principalmente na família. O papa disse: Meditando todos os dias nos mistérios da vida de Maria à luz da obra salvífica de seu Filho, compartilhem com ela suas alegrias, suas preocupações e seus momentos de felicidade. É muito importante a reza do santo terço acompanhado da meditação dos mistérios da vida de Nosso Senhor Jesus Cristo, assim ficamos mais próximos d’Ele e podemos meditar e imitar a suas virtudes, assim como as da Virgem Maria. E vocês? Com que frequência rezam o terço? Responda na enquete abaixo! Nossa Senhora do Rosário, rogai por nós que recorremos a vós!

Santos Anjos Da Guarda

Neste dia em que fazemos memória do nosso protetor, a Igreja termina assim o hino e oração da manhã: “Salvai por vosso filho a nós, no amor; ungidos sejamos pelos anjos; por Deus trino, protegidos!” A palavra anjo significa, “enviado, mensageiro divino”, muitas vezes encontramos as manifestações dos anjos como missionários de Deus, e por isso, com clareza lemos no salmo 91: “Pois Ele encarregará seus anjos de guardar-te em todos os teus caminhos”. Quando nos deparamos com a Anunciação e outros Mistérios da vida de Jesus, conseguimos perceber que este salmo profetiza a presença dos anjos na vida do Senhor. Ora, Cristo é o primogênito de todas as criaturas, nosso irmão e modelo. Se portanto sua humanidade, apesar de unida com a Divindade, era continuamente protegida por anjos, logo quanto mais devemos ser nós, seus membros tão frágeis. Tanto o Pai quer isto que revelou a Jesus: “Guardai-vos de desprezar algum desses pequeninos, pois eu vos digo, nos céus os seus anjos se mantêm sem cessar na presença do meu Pai que está nos céus.” (Mt 18,10) Nos Atos dos Apóstolos e nos escritos de São Bernardo, Santo Tomás de Aquino e outros Doutores da Igreja, encontramos testemunhos que nos motivam a confiarmos nos Santos Anjos protetores de cada um, pois atesta a Sagrada Escritura: “Não são todos (os anjos) eles espíritos cumpridores de funções e enviados a serviço, em proveito daqueles que devem receber a salvação como herança?” (Hb 1,14) Na Inglaterra desde o ano 800 acontecia uma festa dedicada aos Anjos da Guarda e a partir do ano 1111 surgiu uma linda oração (apresentada a seguir). Da Inglaterra esta festa se estendeu de maneira universal depois do ano 1608 por iniciativa do Sumo Pontífice da época. Aprendamos e rezemos esta quase milenar prece: “Anjo do Senhor – que por ordem da piedosa providência Divina, sois meu guardião – guardai-me neste dia (tarde ou noite); iluminai meu entendimento; dirigi meus afetos; governai meus sentimentos para que eu jamais ofenda ao Deus e Senhor. Amém.” Santos Anjos da Guarda, rogai por nós! Fonte: Santo do dia – Notícias Católicas

26ª Semana Do Tempo Comum – Santos Anjos Da Guarda – Sexta-feira

Primeira Leitura: Êxodo 23,20-23 Leitura do livro do Êxodo – Assim diz o Senhor: “Vou enviar um anjo que vá à tua frente, que te guarde pelo caminho e te conduza ao lugar que te preparei. Respeita-o e ouve a sua voz. Não lhe sejas rebelde, porque não suportará as vossas transgressões e nele está o meu nome. Se ouvires a sua voz e fizeres tudo o que eu disser, serei inimigo dos teus inimigos e adversário dos teus adversários. O meu anjo irá à tua frente e te conduzirá à terra dos amorreus, dos hititas, dos ferezeus, dos cananeus, dos eveus e dos jebuseus, e eu os exterminarei”. – Palavra do Senhor. Salmo Responsorial: 90(91) O Senhor deu uma ordem aos seus anjos / para em todos os caminhos te guardarem. 1. Quem habita ao abrigo do Altíssimo / e vive à sombra do Senhor onipotente / diz ao Senhor: “Sois meu refúgio e proteção, / sois o meu Deus, no qual confio inteiramente”. – R. 2. Do caçador e do seu laço ele te livra. / Ele te salva da palavra que destrói. / Com suas asas haverá de proteger-te, / com seu escudo e suas armas, defender-te. – R. 3. Não temerás terror algum durante a noite / nem a flecha disparada em pleno dia; / nem a peste que caminha pelo escuro / nem a desgraça que devasta ao meio-dia. – R. 4. Nenhum mal há de chegar perto de ti, / nem a desgraça baterá à tua porta; / pois o Senhor deu uma ordem a seus anjos / para em todos os caminhos te guardarem. – R. Evangelho: Mateus 18,1-5.10 Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquela hora, os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram: “Quem é o maior no Reino dos céus?” Jesus chamou uma criança, colocou-a no meio deles e disse: “Em verdade vos digo, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, não entrareis no Reino dos céus. Quem se faz pequeno como esta criança, esse é o maior no Reino dos céus. E quem recebe em meu nome uma criança como esta é a mim que recebe. Não desprezeis nenhum desses pequeninos, pois eu vos digo que os seus anjos nos céus veem sem cessar a face do meu Pai que está nos céus”. – Palavra da salvação. Reflexão: No início, o culto dos Anjos da Guarda está unido ao de São Miguel. A partir do século XVI, figura como festa própria em muitas igrejas. Os anjos são mencionados mais de trezentas vezes na Bíblia. Os evangelhos falam frequentemente dos anjos. Significativa é a passagem em que Jesus se põe em defesa dos pequeninos: “Os anjos deles contemplam continuamente o rosto do meu Pai que está nos céus”. A respeito dos Anjos da Guarda, assim se expressa o Catecismo da Igreja Católica (n. 336): “Desde o início até a morte, a vida humana é cercada por sua proteção e por sua intercessão. Cada fiel é ladeado por um anjo como protetor e pastor para conduzi-lo à vida”. O famoso pregador Bossuet dizia: “Sejam felizes por ter amigos tão prestativos, intercessores tão fiéis, intérpretes tão caridosos”. Fonte: Evangelho do dia – Notícias Católicas

26ª Semana Do Tempo Comum – Santa Teresinha Do Menino Jesus – Quinta-feira

Primeira Leitura: Jó 19,21-27 Leitura do livro de Jó – Disse Jó: “Piedade, piedade de mim, meus amigos, pois a mão de Deus me feriu! Por que me perseguis como Deus e não vos cansais de me torturar? Gostaria que minhas palavras fossem escritas e gravadas numa inscrição com ponteiro de ferro e com chumbo, cravadas na rocha para sempre! Eu sei que o meu redentor está vivo e que, por último, se levantará sobre o pó; e depois que tiverem destruído esta minha pele, na minha carne, verei a Deus. Eu mesmo o verei, meus olhos o contemplarão, e não os olhos de outros. Dentro de mim consomem-se os meus rins”.  – Palavra do Senhor. Salmo Responsorial: 26(27) Sei que a bondade do Senhor eu hei de ver / na terra dos viventes. 1. Ó Senhor, ouvi a voz do meu apelo, / atendei por compaixão! / Meu coração fala convosco confiante / e os meus olhos vos procuram. – R. 2. Senhor, é vossa face que eu procuro; / não me escondais a vossa face! / Não afasteis em vossa ira o vosso servo, / sois vós o meu auxílio! / Não me esqueçais nem me deixeis abandonado, / meu Deus e salvador! – R. 3. Sei que a bondade do Senhor eu hei de ver / na terra dos viventes. / Espera no Senhor e tem coragem, / espera no Senhor! – R. Evangelho: Lucas 10,1-12 Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – Naquele tempo, o Senhor escolheu outros setenta e dois discípulos e os enviou dois a dois, na sua frente, a toda cidade e lugar aonde ele próprio devia ir. E dizia-lhes: “A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Por isso, pedi ao dono da messe que mande trabalhadores para a colheita. Eis que vos envio como cordeiros para o meio de lobos. Não leveis bolsa, nem sacola, nem sandálias e não cumprimenteis ninguém pelo caminho! Em qualquer casa em que entrardes, dizei primeiro: ‘A paz esteja nesta casa!’ Se ali morar um amigo da paz, a vossa paz repousará sobre ele; se não, ela voltará para vós. Permanecei naquela mesma casa, comei e bebei do que tiverem, porque o trabalhador merece o seu salário. Não passeis de casa em casa. Quando entrardes numa cidade e fordes bem recebidos, comei do que vos servirem, curai os doentes que nela houver e dizei ao povo: ‘O Reino de Deus está próximo de vós’. Mas, quando entrardes numa cidade e não fordes bem recebidos, saindo pelas ruas, dizei: ‘Até a poeira de vossa cidade, que se apegou aos nossos pés, sacudimos contra vós. No entanto, sabei que o Reino de Deus está próximo!’ Eu vos digo que, naquele dia, Sodoma será tratada com menos rigor do que essa cidade”. – Palavra da salvação. Reflexão: Jesus envia seus discípulos “como ovelhas no meio de lobos”. A perspectiva de rejeição assusta. Entretanto, é possível entrever um movimento carregado de esperança: evangelizar é transformar uma sociedade de lobos numa sociedade de irmãos. Com efeito, os discípulos levam a mansidão, a pobreza, o espírito de paz. Sem exigências, “comendo e bebendo o que tiverem”. Curam os doentes e anunciam o Reino de Deus. Recebem a justa retribuição pelo trabalho, e batem os pés como gesto de julgamento contra os inimigos do Reino. Naturalmente, essa benéfica transformação entra em choque com o egoísmo de muitos e as estruturas sociais injustas. Diante do panorama um tanto sombrio da missão, os discípulos não precisam recuar de medo. Eles vão em nome de Jesus: “O Senhor… os enviou à sua frente”. Fonte: Evangelho do dia – Notícias Católicas

26ª Semana Do Tempo Comum – Quarta-feira

Primeira Leitura: Jó 9,1-12.14-16 Leitura do livro de Jó – Jó respondeu a seus amigos e disse: “Sei muito bem que é assim: como poderia o homem ser justo diante de Deus? Se quisesse disputar com ele, entre mil razões não haverá uma para rebatê-lo. Ele é sábio de coração e poderoso em força; quem poderia enfrentá-lo e ficar ileso? Ele desloca as montanhas sem que elas percebam e as derruba em sua cólera. Ele abala a terra em suas bases e suas colunas vacilam. Ele manda ao sol que não brilhe e guarda escondidas as estrelas. Sozinho desdobra os céus e caminha sobre as ondas do mar. Criou a Ursa e o Órion, as Plêiades e as constelações do Sul. Faz prodígios insondáveis, maravilhas sem conta. Se passa junto de mim, não o vejo e, quando se afasta, não o percebo. Se ele apanha uma presa, quem ousa impedi-lo? Quem pode dizer-lhe: ‘O que está fazendo?’ Quem sou eu para replicar-lhe e contra ele escolher meus argumentos? Ainda que eu tivesse razão, não poderia replicar e deveria pedir misericórdia ao meu juiz. Se eu clamasse e ele me respondesse, não creio que daria atenção à minha voz”.  – Palavra do Senhor. Salmo Responsorial: 87(88) Chegue a minha oração até a vossa presença! 1. Clamo a vós, ó Senhor, sem cessar, todo o dia, / minhas mãos para vós se levantam em prece. / Para os mortos, acaso, faríeis milagres? / Poderiam as sombras erguer-se e louvar-vos? – R. 2. No sepulcro haverá quem vos cante o amor / e proclame entre os mortos a vossa verdade? / Vossas obras serão conhecidas nas trevas, / vossa graça, no reino onde tudo se esquece? – R. 3. Quanto a mim, ó Senhor, clamo a vós na aflição, / minha prece se eleva até vós desde a aurora. / Por que vós, ó Senhor, rejeitais a minha alma? / E por que escondeis vossa face de mim? – R. Evangelho: Lucas 9,57-62 Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – Naquele tempo, enquanto Jesus e seus discípulos caminhavam, alguém na estrada disse a Jesus: “Eu te seguirei para onde quer que fores”. Jesus lhe respondeu: “As raposas têm tocas e os pássaros têm ninhos, mas o Filho do Homem não tem onde repousar a cabeça”. Jesus disse a outro: “Segue-me”. Este respondeu: “Deixa-me primeiro ir enterrar meu pai”. Jesus respondeu: ”Deixa que os mortos enterrem os seus mortos; mas tu, vai anunciar o Reino de Deus”. Um outro ainda lhe disse: ”Eu te seguirei, Senhor, mas deixa-me primeiro despedir-me dos meus familiares”. Jesus, porém, respondeu-lhe: “Quem põe a mão no arado e olha para trás não está apto para o Reino de Deus”. – Palavra da salvação. Reflexão: Jesus segue seu caminho para Jerusalém, onde será crucificado. Alguém se mostra disposto a segui-lo (v. 57). Jesus o previne: é necessário ser solidário com todos os marginalizados, a exemplo do “Filho do Homem”, que escolheu ser pobre entre os pobres (v. 58). Outro recebe de Jesus o convite: “siga-me”, mas põe condições que atrasariam seu imediato engajamento; precisa cuidar da família. Jesus ensina-lhe que o anúncio do Reino de Deus é urgente e está acima de outros compromissos, também importantes. Um terceiro manifesta o desejo de seguir o Mestre, mas antes tem negócios familiares para acertar. Jesus não concorda. Olhar para trás é não viver o presente, é buscar seguranças humanas. Paulo dizia: “Esquecendo-me do que fica para trás… corro em direção à meta…” (Fl 3,13-14). Fonte: Evangelho do dia – Notícias Católicas