Santa Clotilde

A santa que lembramos neste dia marcou a história política cristã da França, já que era filha do rei Ariano. Santa Clotilde nasceu em Leão, na França, no ano de 475. Ao perder os pais muito cedo, acabou sendo muito bem educada pela tia que a introduziu na vida da Graça. Clotilde era ainda uma bela princesa que interiormente e exteriormente comunicava formosura, quando casou-se com um rei pagão, ambicioso e guerreiro, tendo com ele cinco filhos que acabaram herdando o gênio do pai. Como rainha Clotilde foi paciente, caridosa, simples e como mãe e esposa investiu tudo na conversão destes que amava de coração, por amor a Deus. O soberano se propôs à conversão caso vencesse os alemães que avançavam sobre a França; ao conseguir este feito cumpriu sua palavra, pois tocado por Jesus e motivado pela esposa entrou na Catedral para receber o batismo e começar uma vida nova. O esposo morreu na Graça, ao contrário dos filhos revoltados e mortos a espada em guerras. Desta forma Santa Clotilde mudou para Tours, empenhou-se nas obras religiosas, e ajudou na construção de igrejas e mosteiros, isto até entrar no Céu em 545. Santa Clotilde, rogai por nós! Fonte: Santo do dia – Notícias Católicas
Folheto Do 11° Domingo Do Tempo Comum (12/06/2020)

Baixe o folheto clicando aqui ou veja na galeria abaixo: Santa Clotilde, rogai por nós!
Santo Antônio

Neste dia, celebramos a memória do popular santo – doutor da Igreja – que nasceu em Lisboa, no ano de 1195, e morreu nas vizinhanças da cidade de Pádua, na Itália, em 1231, por isso é conhecido como Santo Antônio de Lisboa ou de Pádua. O nome de batismo dele era Fernando de Bulhões y Taveira de Azevedo. Ainda jovem pertenceu à Ordem dos Cônegos Regulares, tanto que pôde estudar Filosofia e Teologia, em Coimbra, até ser ordenado sacerdote. Não encontrou dificuldade nos estudos, porque era de inteligência e memória formidáveis, acompanhadas por grande zelo apostólico e santidade. Aconteceu que em Portugal, onde estava, Antônio conheceu a família dos Franciscanos, que não só o encantou pelo testemunho dos mártires em Marrocos, como também o arrastou para a vida itinerante na santa pobreza, uma vez que também queria testemunhar Jesus com todas as forças. Ao ir para Marrocos, Antônio ficou tão doente que teve de voltar, mas providencialmente foi ao encontro do “Pobre de Assis”, o qual lhe autorizou a ensinar aos frades as ciências que não atrapalhassem os irmãos de viverem o Santo Evangelho. Neste sentido, Santo Antônio não fez muito, pois seu maior destaque foi na vivência e pregação do Evangelho, o que era confirmado por muitos milagres, além de auxiliar no combate à Seita dos Cátaros e Albigenses, os quais isoladamente viviam uma falsa doutrina e pobreza. Santo Antônio serviu sua família franciscana através da ocupação de altos cargos de serviço na Ordem, isto até morrer com 36 anos para esta vida e entrar para a Vida Eterna. Santo Antônio, rogai por nós! Fonte: Santo do dia – Notícias Católicas
São Gaspar De Búfalo

Gaspar nasceu no dia 6 de janeiro de 1786, em Roma. Filho de Antônio e Anunciata Quarteroni. Foi companheiro de Vicente Strambi nas missões, o qual o definia como “terremoto espiritual”. O povo o chamava de “anjo da paz”, devido suas pregações serem pacíficas e caridosas. Com estas armas da paz e da caridade conseguiu conter os bandidos que proliferavam nas periferias de Roma. O Papa Leão XII recorreu a Gaspar de Búfalo devido a proliferação do banditismo, o qual, conseguiu amansar os mais temíveis bandidos. O Papa João XXIII definiu-lhe como: “Glória toda resplandecente do clero romano, verdadeiro e maior apóstolo da devoção ao Preciosíssimo Sangue de Jesus no mundo”. Em 1810, uma piedosa religiosa dizia que surgiria um zeloso sacerdote que sacudiria o povo da sua indiferença, mediante a propagação da devoção ao Precioso Sangue de Cristo. Naquele ano Gaspar de Búfalo, com dois anos de sacerdócio, tinha sido preso por ter rejeitado o juramento de fidelidade a Napoleão. Libertado do cárcere, após a queda de Napoleão, Gaspar recebeu de Pio VII a incumbência de se dedicar às missões populares pela restauração religiosa e moral do Estado Pontifício. Ele empreendeu essa nova cruzada em nome do Precioso Sangue de Jesus, tornando-se o ardoroso apóstolo desta devoção. Faleceu no dia 28 de dezembro de 1837, em Roma, em um quarto em cima do Teatro Marcelo, São Vicente Palloti, seu contemporâneo, teve a visão de sua alma que subia ao encontro de Cristo, como uma estrela luminosa. A fama de sua santidade não demorou a atingir o mundo todo. Beatificado em 1904, foi canonizado por Pio XII em 1954. São Gaspar de Búfalo, rogai por nós! Fonte: Santo do dia – Notícias Católicas
Catequese Online – Santa Missa: Origem E Espiritualidade

Na Catequese Online desta semana começamos a falar sobre a Santa Missa, em sua origem e espiritualidade e descobrimos como também a Santa Missa, assim como o próprio Cristo, foi prefigurado em vários momentos durante o Antigo Testamento, se cumprindo tudo que o Senhor planejou para nós em seu plano de salvação. No princípio Deus nos criou não simplesmente pelo desejo de criar, mas sim por amor. Deus quer construir uma Aliança de Amor conosco e falar através de nós. Com o pecado original perdermos essa Aliança com o Senhor e passamos também e criar certos equívocos em relação ao culto e adoração ao Senhor. Como se o culto e a adoração ao Senhor fosse um sistema de troca onde Deus sustenta o mundo e nós sustentamos Deus através do culto e adoração. O significado correto do culto ao Senhor é o de doar-se e responder ao Senhor pelo seu amor, já que ele nos amou primeiro e continua no amando. Damos esta resposta através do culto envolvido em uma liturgia. Reconhecemos o amor de Deus para conosco, e louvamos e glorificamos a Deus através da adoração. É a partir do culto e adoração ao Senhor que o ser humano é santificado e ganhar a salvação, tendo uma perfeita intimidade com Deus. Porém, outro equívoco é quanto ao significado de sacrifício, que está incluído nos cultos a Deus desde o Antigo Testamento, onde eram sacrificados animais para a expiação dos pecados. O sacrifício no qual estamos acostumados é a entrega de algo precioso para nós, algo que não queremos dar, mas acabamos dando em sacrifício. O verdadeiro sentido de sacrifício é a doação de seus dons ao Senhor com o intuito de se reunir novamente com o Senhor. O verdadeiro sacrifício não é quando destruo o que tenho de mais precioso, mas quando eu saio da minha zona de conforto para me unir ao Senhor, saímos deste estado de separação. Assim, o objetivo da liturgia é a santificação do ser humano através desse verdadeiro sacrifício. Como dito antes, há a prefiguração da liturgia que temos hoje no Antigo Testamento. Por nós mesmos não conseguimos nos reunificar a Deus, somente o próprio Senhor pode reestabelecer este relacionamento. No Antigo Testamento, sabendo que não tinha a capacidade de se reconciliar, ele busca substituir para achar uma forma de “agradar” ao Senhor, através de sacrifícios de animais, porém isso não reconciliava a aliança no Senhor. Porém, em vários momentos Deus prefigura o verdadeiro sacrifício, o sacrifício de Cristo na cruz, no Antigo Testamento: como no sacrifício de Isaac que Abraão quase realizou, sendo impedido por Deus e dado um cordeiro macho para ser sacrificado no lugar de Isaac, também na Páscoa no Êxodo, antes do libertação do povo de Israel do Egito, onde cordeiros machos e sem mancha também foram sacrificados para livrar o povo de Israel da morte dos primogênitos. Também o Senhor coloca claramente a dúvida a eficácia dos sacrifícios feitos até então: Samuel replicou-lhe: “Acaso o Senhor se compraz tanto nos holocaustos e sacrifícios como na obediência a sua voz? A obediência é melhor que o sacrifício e a submissão vale mais que a gordura dos carneiros.” (1Sm 15,22) Assim, Deus preparou o seu povo para o verdadeiro sacrifício, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. É somente através daquele que obedeceu e se submeteu a Deus até a morte e morte de Cruz, que podemos corresponder ao amor de Deus. Vemos esta correspondência claramente na Igreja e na Santa Missa: Deus Pai por Cristo em seu sacrifício pascal no Espírito Santo santifica a Igreja, que santifica o mundo, que por sua vez, pelo Cristo e pela efusão do Espírito Santo dá glória ao Pai. Por isso, devemos participar da Santa Missa de forma plena, e não somente assistindo ou “esquentando o banco da igreja”, somo coparticipantes da Santa Missa juntamente com toda a Igreja, terrena e celestial, com todos os anjos e santos, celebrando a renovação do verdadeiro e prefeito sacrifício de Nosso Senhor Jesus Cristo. A Santa Missa é o mais próximo que chegamos de uma adoração perfeita a Deus. Conhecendo agora um pouco mais da origem e da espiritualidade da Santa Missa, nas próximas semanas serão explicadas as diferentes partes da Santa Missa e como elas se inserem nesta espiritualidade do sacrifício perfeito de Cristo. A Catequese Online é transmitida toda terça-feira às 20 horas. Reveja através desse link a catequese desta semana! Santo Padre Pio de Pietrelcina, rogai por nós!
Solenidade De Corpus Christi – Quinta-feira

Primeira Leitura: Deuteronômio 8,2-3.14-16 Leitura do livro do Deuteronômio – Moisés falou ao povo, dizendo: “Lembra-te de todo o caminho por onde o Senhor teu Deus te conduziu estes quarenta anos, no deserto, para te humilhar e te pôr à prova, para saber o que tinhas no teu coração e para ver se observarias ou não seus mandamentos. Ele te humilhou, fazendo-te passar fome e alimentando-te com o maná que nem tu nem teus pais conhecíeis, para te mostrar que nem só de pão vive o homem, mas de toda palavra que sai da boca do Senhor. Não te esqueças do Senhor teu Deus que te fez sair do Egito, da casa da escravidão, e que foi teu guia no vasto e terrível deserto, onde havia serpentes abrasadoras, escorpiões e uma terra árida e sem água nenhuma. Foi ele que fez jorrar água para ti da pedra duríssima e te alimentou no deserto com maná, que teus pais não conheciam”. – Palavra do Senhor. Salmo Responsorial: 147(147B) Glorifica o Senhor, Jerusalém; / celebra teu Deus, ó Sião! 1. Glorifica o Senhor, Jerusalém! / Ó Sião, canta louvores ao teu Deus! / Pois reforçou com segurança as tuas portas, / e os teus filhos em teu seio abençoou. – R. 2. A paz em teus limites garantiu / e te dá como alimento a flor do trigo. / Ele envia suas ordens para a terra, / e a palavra que ele diz corre veloz. – R. 3. Anuncia a Jacó sua palavra, / seus preceitos e suas leis a Israel. / Nenhum povo recebeu tanto carinho, / a nenhum outro revelou os seus preceitos. – R. Segunda Leitura: 1 Coríntios 10,16-17 Leitura da primeira carta de são Paulo aos Coríntios – Irmãos, o cálice da bênção, o cálice que abençoamos, não é comunhão com o sangue de Cristo? E o pão que partimos não é comunhão com o corpo de Cristo? Porque há um só pão, nós todos somos um só corpo, pois todos participamos desse único pão. – Palavra do Senhor. Evangelho: João 6,51-58 Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo João – Naquele tempo, disse Jesus às multidões dos judeus: “Eu sou o pão vivo descido do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que eu darei é a minha carne dada para a vida do mundo”. Os judeus discutiam entre si, dizendo: “Como é que ele pode dar a sua carne a comer?” Então Jesus disse: “Em verdade, em verdade vos digo, se não comerdes a carne do Filho do homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. Porque a minha carne é verdadeira comida e o meu sangue, verdadeira bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. Como o Pai, que vive, me enviou, e eu vivo por causa do Pai, assim aquele que me recebe como alimento viverá por causa de mim. Este é o pão que desceu do céu. Não é como aquele que os vossos pais comeram. Eles morreram. Aquele que come este pão viverá para sempre”. – Palavra da salvação. Reflexão: O ser humano necessita do alimento para sustentar a vida; sem comida e sem bebida, a pessoa não sobrevive por muito tempo. Jesus se apresenta no evangelho de hoje como “o pão vivo que desceu do céu”. Ele, Palavra encarnada, conscientiza-nos de que o ser humano não vive somente de pão material, mas necessita também de outro alimento. Comer a carne e beber o sangue dele é inebriar-se de sua mensagem e de suas propostas de vida digna e comprometer-se com a vida concreta das pessoas. Isso significa incorporar Cristo em nossa vida do dia a dia. A oferta de sua carne e seu sangue simboliza a doação total da própria vida. Jesus utilizou o símbolo do pão para mostrar uma realidade mais profunda, além do aspecto físico. É justamente num pedaço de pão que ele quis eternizar-se na Igreja e na humanidade. Ele veio não para dar “coisas”, mas dar-se a si mesmo. O pão oferecido contém sua própria entrega: seu corpo é “corpo entregue”, seu sangue é “sangue derramado”. Fonte: Evangelho do dia – Notícias Católicas
São Barnabé

Seu nome era José, chamado pelos apóstolos de Barnabé, que quer dizer “filho da consolação”. O santo de hoje pertenceu a ‘era apostólica’, chamado também de Barnabé apóstolo, embora não tenha pertencido ao grupo dos Doze Apóstolos. Nós encontramos o seu testemunho enraizado nas Sagradas Escrituras, nos Atos dos Apóstolos 4,32ss. Barnabé evangelizou comunitariamente, e o Espírito Santo contou com ele para que outro apóstolo exercesse o ministério: São Paulo. “Então Barnabé o tomou consigo, levou-o aos apóstolos e contou-lhes como Saulo tinha visto no caminho, o Senhor, que falara com ele, e como, na cidade de Damasco, ele havia pregado, corajosamente, no nome de Jesus. Daí em diante, Saulo permanecia com eles em Jerusalém e pregava, corajosamente, no nome do Senhor.” (Atos 9,27-28) Escritos antigos dizem que Barnabé passou por Roma e morreu, no ano 70, em Salamina, por apedrejamento. São Barnabé, rogai por nós! Fonte: Santo do dia – Notícias Católicas
Santo Anjo Da Guarda De Portugal

Anjo da Paz, da Pátria, da Eucaristia. As 3 aparições deste anjo em Portugal compuseram o ciclo angélico da mensagem de Fátima. Na primavera de 1916, as 3 crianças estavam na Loca do Cabeço (Fátima) a pastorear, quando apareceu-lhes um jovem de mais ou menos 14 ou 15 anos, mais branco que a neve, dizendo: “Não temais, sou o Anjo da Paz, orai comigo: Meu Deus eu creio, adoro, espero e amo-vos. Peço-vos perdão para os que não creem, não adoram, não esperam e não vos amam”. As crianças rezaram por três vezes, com o rosto ao chão. Depois ouviram do anjo: “Orai assim. Os corações de Jesus e de Maria, estão atentos à voz de vossas súplicas”. Esta oração acompanhou os pastorinhos sempre. A segunda aparição deu-se num dia de verão, no quintal da casa de Lúcia, no Poço do Arneiro. As crianças estavam brincando sobre o poço, quando o anjo apareceu-lhes dizendo: “Que fazeis? Orai, orai muito. Os corações santíssimos de Jesus e de Maria, tem sobre vós desígnios de misericórdia… eu sou o Anjo da sua guarda, o anjo de Portugal”. Na terceira aparição, outono do mesmo ano, novamente na Loca do Cabeço, as crianças rezavam a oração que aprenderam na primeira aparição, e o Anjo lhes apareceu com o cálice e uma hóstia. A hóstia a pingar gotas de sangue no cálice. Elas ajoelharam, e o anjo ensinou-lhes esta oração profundíssima que diz da essência da mensagem de Fátima: “Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espirito Santo, adoro-vos profundamente. E ofereço-vos o Preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo presente em todos os sacrários da Terra. Em reparação aos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido, e pelos méritos infinitos do Seu Santíssimo Coração e do Coração Imaculado de Maria, peço-vos a conversão dos pobres pecadores”. Depois disso, o Anjo da Eucaristia, entregou a hóstia para Lúcia e o cálice entre Francisco e Jacinta e disse-lhes: “Tomai e bebei o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo, horrivelmente ultrajado pelos homens ingratos. Reparai os seus crimes e consolai o vosso Deus.” Esta oração nos une com Maria, ao reparador Jesus Cristo, no mistério da Eucaristia para a glória da Santíssima Trindade. Santo Anjo da Guarda de Portugal, rogai por nós! Fonte: Santo do dia – Notícias Católicas
Porque Maria é A Mãe Da Igreja?

Neste último 1° de junho, logo após Pentecostes, celebramos a solenidade de Maria Mãe da Igreja. Porém, por que Maria é considerada Mãe da Igreja? É importante primeiro compreendermos que a Igreja não é somente uma organização humana aqui na Terra, na verdade, a sua essência é mais invisível do que visível. A Igreja é compreendida por todos os fiéis aqui na Terra, aqueles que estão no purgatório e aqueles que vivem a glória no céu, sendo esta parte invisível: purgatório e céu, a maior parte da Igreja. A Igreja é chamada muitas vezes, também, de Corpo Místico de Cristo. Existem várias passagens na Bíblia onde é realizada uma comparação neste sentido. Nosso Senhor, em João diz que Ele é a videira, e nós somos os ramos e que sem ele nada podemos fazer (Jo 15,5), assim como São Paulo faz a comparação com os membros de um corpo onde Cristo é a cabeça (1Cor, 12,12-27). Assim sendo, a Virgem Maria, dando seu sim a Deus através do anjo permitiu que o Nosso Salvador viesse ao mundo. Como mãe de Jesus Cristo, e sendo a Igreja o Corpo Místico de Cristo, não seria possível ela não ser nossa mãe, já que sendo ela mãe de Jesus Cristo por inteiro, ela também é mãe de todo o Corpo Místico de Cristo, com todos os seus membros. Como diz São Luís Maria Grignion de Montfort no Tratada da Verdadeira Devoção a Santíssima Virgem (recomendação de leitura a todos os católicos): Se Jesus Cristo, o chefe dos homens, nasceu nela, os predestinados, que são os membros deste chefe, devem também nascer nela, por uma consequência necessária. Não há mãe que dê à luz a cabeça sem os membros ou os membros sem a cabeça: seria uma monstruosidade da natureza. Porém, não só por esta fato lógico podemos deduzir que Maria é Mãe da Igreja, mas sim pelas próprias palavras de Nosso Senhor Jesus Cristo, no Calvário, quando Maria e o discípulo que Ele amava, que sabemos ser São João, estavam ao pé da cruz: Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua mãe: “Mulher, eis aí o teu filho”. Depois disse ao discípulo: “Eis aí a tua mãe”. E dessa hora em diante o discípulo a recebeu como sua. (Jo 19, 26-27) Jesus, em um de seus últimos atos na cruz entregou a sua mãe ao discípulo que ele amava, que na verdade representava toda a Igreja, a todos nós. Daquele momento em diante o discípulo a recebeu como sua e também nós devemos receber Maria como nossa. Ela recebeu esta missão de seu filho, de cuidar de nós e de nos proteger o mal, como uma mãe faz com o seu filho. Ela não se cansa de interceder por nós junto ao seu Filho, como mãe que quer ver todos reunidos no céu, na felicidade eterna. Que nós também recebamos Maria como nossa mãe, é através dela que devemos ir a Cristo, Ele nos entregou-a como mãe e não devemos hesitar em ir até ela porque sabemos que Lhe é muito agradável esta devoção a Santíssima Virgem. Maria, Mãe da Igreja, rogai por nós!
São José De Anchieta

Nascido nas Ilhas Canárias, pertencente a uma grande família de 12 irmãos, o santo de hoje viveu no século XVI. Por motivos de estudo, foi enviado para Coimbra – Portugal, local onde teve o primeiro contato com a Companhia de Jesus e com o testemunho de São Francisco Xavier. Muitas coisas o levaram a discernir seu chamado à vida religiosa, e aos 17 anos diante de uma imagem de Nossa Senhora, ele fazia o seu compromisso de abandonar tudo e servir a Deus. Anchieta entrou na Companhia de Jesus em 1551, fez um noviciado exigente, e mesmo com a saúde frágil fez os seus votos de castidade, pobreza e obediência, em 1553. Neste mesmo ano foi enviado para o Brasil, e chegando na Terra de Santa Cruz ele pôde evangelizar. Ainda não era sacerdote. Estudava Filosofia, Teologia, e sempre evangelizando, dando aulas, indo ao encontro dos indígenas. Respeitava a cultura do povo, conheceu a língua Tupi-Guarani para melhor evangelizar. Homem fiel à santa doutrina, à sua congregação e acima de tudo, fiel ao Espírito Santo. Esteve em diversos lugares do Brasil, como São Paulo, Rio de janeiro, Espírito Santo, Bahia etc. Consumia-se na missão. José de Anchieta é um modelo para todos os tempos, para uma nova evangelização no poder do Espírito Santo e com profundo respeito a quem nos acolhe, a quem é chamado também a ser inteiro de Jesus. Considerado o “Apóstolo do Brasil”, José de Anchieta foi beatificado em 22 de junho de 1980 pelo Papa João Paulo II, e no dia 3 de abril de 2014 foi declarado santo por intermédio de um decreto assinado pelo Papa Francisco. São José de Anchieta, rogai por nós! Fonte: Santo do dia – Notícias Católicas
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