Santo Alberto foi um dos maiores sábios da Idade Média, em matéria de ciências naturais. Grande filósofo, grande teólogo, contribuiu na formação de Santo Tomás de Aquino. Nasceu em Lauingen, na diocese de Augsburgo, na Baviera. Levado por um tio a Bolonha, ali iniciou os estudos, passando, mais tarde, para Pádua, com alguns colegas.
Quanto aos estudos que Santo Alberto fez entre os pregadores, nós o ignoramos. Em 1228, era leitor (querem alguns que professor, na cidade de Colônia), época em que procurava conciliar ao pensamento cristão a teorias de Aristóteles. Em 1234, ensinava em Hildesheim, donde passou para Friburgo de Brigau, depois para Ratisbona.
Em 1245, estava em Paris, explicando as clássicas Sentenças de Pedro Lombardo. Depois do ano de 1248, encontramo-lo na Itália. Tomás de Aquino então, ouvia-o pregar.
Eleito provincial da Teutônia pelo capítulo de Worms, de 1254 a 1257 permaneceu no posto a que fora elevado. Três anos mais tarde, aceitou o bispado de Ratisbona, importante centro ao sul da Alemanha, em péssimo estado, além de desorganizadíssimas.
Mal acolhido pelo povo, porque o Santo era modesto e simples e toda a cidade se acostumara com o fausto do predecessor, desistiu, tempos depois, da diocese, para, a mandado do Papa Urbano IV, pregar a cruzada nos países de língua alemã. Neste novo mister, Santo Alberto, não obteve grande sucesso: os sarracenos, em 1244, tomaram Jerusalém; a expedição de São Luís, em 1245, foi, materialmente, sem muita eficácia; ademais, bruxuleava o fogo do principado cristão de Antioquia, de modo que tudo conspirava para que o ardor do povo fosse esfriando.
Voltou então, a ensinar. Em 1274, Tomás de Aquino, o aluno querido, falecia. Foi uma grande perda, e a emoção fortíssima. Velho já, intelectualmente enfraquecido, compilando, a última obra, uma Summa Theologica, teve que deixar o trabalho de lado para, em Paris, defender o pensamento de Santo Tomás.
Perto do fim, perdeu a memória. Conta-se que um amigo foi visitá-lo. Bateu à porta e obteve a seguinte resposta:
– Alberto não está mais aqui, já se foi.
A 15 de novembro de 1280, desaparecia, rodeado pelos irmãos.
O Papa Inocêncio VIII, em 1484 concedeu aos pregadores de Colônia, aos quais o bem-aventurado bispo legara todos os seus livros, um ofício em sua honra, extensivo aos de Ratisbona. Proclamado Santo e Doutor da Igreja por Pio XI, a 16 de dezembro de 1931, Pio XII (Carta Apostólica de 16 de dezembro de 1941) fê-lo patrono de todos aqueles que cultivam as ciências naturais.
Foto: santiebeati.it
(Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XX, p. 32-33)
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