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4ª Semana Do Tempo Comum – Segunda-feira

Primeira Leitura: 2 Samuel 15,13-14.30; 16,5-13 Leitura do segundo livro de Samuel – Naqueles dias, um mensageiro veio dizer a Davi: “As simpatias de todo o Israel estão com Absalão”. Davi disse aos servos que estavam com ele em Jerusalém: “Depressa, fujamos, porque, de outro modo, não podemos escapar de Absalão! Apressai-vos em partir, para que não aconteça que ele, chegando, nos apanhe, traga sobre nós a ruína e passe a cidade ao fio da espada”. Davi caminhava chorando, enquanto subia o monte das Oliveiras com a cabeça coberta e os pés descalços. E todo o povo que o acompanhava subia também chorando, com a cabeça coberta. Quando o rei chegou a Baurim, saiu de lá um homem da parentela de Saul chamado Semei, filho de Gera, que ia proferindo maldições enquanto andava. Atirava pedras contra Davi e contra todos os servos do rei, embora toda a tropa e todos os homens de elite seguissem agrupados à direita e à esquerda do rei Davi. Semei amaldiçoava-o, dizendo: “Vai-te embora! Vai-te embora, homem sanguinário e criminoso! O Senhor fez cair sobre ti todo o sangue da casa de Saul, cujo trono usurpaste, e entregou o trono a teu filho Absalão. Tu estás entregue à tua própria maldade, porque és um homem sanguinário”. Então Abisai, filho de Sárvia, disse ao rei: “Por que há de este cão morto continuar amaldiçoando o senhor, meu rei? Deixa-me passar para lhe cortar a cabeça”. Mas o rei respondeu: “Não te intrometas, filho de Sárvia! Se ele amaldiçoa e se o Senhor o mandou maldizer a Davi, quem poderia dizer-lhe: ‘Por que fazes isso?’” E Davi disse a Abisai e a todos os seus servos: “Vede, se meu filho, que saiu das minhas entranhas, atenta contra a minha vida, com mais razão esse filho de Benjamim. Deixai-o amaldiçoar, conforme a permissão do Senhor. Talvez o Senhor leve em conta a minha miséria, restituindo-me a ventura em lugar da maldição de hoje”. E Davi e seus homens seguiram adiante. – Palavra do Senhor.   Salmo Responsorial: 3 Levantai-vos, ó Senhor, vinde salvar-me! 1. Quão numerosos, ó Senhor, os que me atacam; / quanta gente se levanta contra mim! / Muitos dizem, comentando a meu respeito: / “Ele não acha a salvação junto de Deus!” – R. 2. Mas sois vós o meu escudo protetor, / a minha glória que levanta minha cabeça! / Quando eu chamei em alta voz pelo Senhor, / do monte santo ele me ouviu e respondeu. – R. 3. Eu me deito e adormeço bem tranquilo; / acordo em paz, pois o Senhor é meu sustento. / Não terei medo de milhares que me cerquem † e, furiosos, se levantem contra mim. / Levantai-vos, ó Senhor, vinde salvar-me! – R. Evangelho: Marcos 5,1-20 Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos – Naquele tempo, Jesus e seus discípulos chegaram à outra margem do mar, na região dos gerasenos. Logo que saiu da barca, um homem possuído por um espírito impuro, saindo de um cemitério, foi ao seu encontro. Esse homem morava no meio dos túmulos e ninguém conseguia amarrá-lo, nem mesmo com correntes. Muitas vezes tinha sido amarrado com algemas e correntes, mas ele arrebentava as correntes e quebrava as algemas. E ninguém era capaz de dominá-lo. Dia e noite ele vagava entre os túmulos e pelos montes, gritando e ferindo-se com pedras. Vendo Jesus de longe, o endemoninhado correu, caiu de joelhos diante dele e gritou bem alto: “Que tens a ver comigo, Jesus, Filho do Deus altíssimo? Eu te conjuro por Deus, não me atormentes!” Com efeito, Jesus lhe dizia: “Espírito impuro, sai desse homem!” Então Jesus perguntou: “Qual é o teu nome?” O homem respondeu: “Meu nome é Legião, porque somos muitos”. E pedia com insistência que Jesus não o expulsasse da região. Havia aí perto uma grande manada de porcos, pastando na montanha. O espírito impuro suplicou então: “Manda-nos para os porcos, para que entremos neles”. Jesus permitiu. Os espíritos impuros saíram do homem e entraram nos porcos. E toda a manada – mais ou menos uns dois mil porcos – atirou-se monte abaixo para dentro do mar, onde se afogou. Os homens que guardavam os porcos saíram correndo e espalharam a notícia na cidade e nos campos. E as pessoas foram ver o que havia acontecido. Elas foram até Jesus e viram o endemoninhado sentado, vestido e no seu perfeito juízo, aquele mesmo que antes estava possuído pela Legião. E ficaram com medo. Os que tinham presenciado o fato explicaram-lhes o que havia acontecido com o endemoninhado e com os porcos. Então começaram a pedir que Jesus fosse embora da região deles. Enquanto Jesus entrava de novo na barca, o homem que tinha sido endemoninhado pediu-lhe que o deixasse ficar com ele. Jesus, porém, não permitiu. Entretanto, lhe disse: “Vai para casa, para junto dos teus, e anuncia-lhes tudo o que o Senhor, em sua misericórdia, fez por ti”. Então o homem foi embora e começou a pregar na Decápole tudo o que Jesus tinha feito por ele. E todos ficavam admirados. – Palavra da salvação.   Reflexão: Jesus encontra-se em território pagão. Tarefa árdua o aguarda. Aparece um homem possuído por espírito impuro. Esse espírito simboliza a sociedade opressora, que tira da pessoa a liberdade de pensar e de viver dignamente. O homem atormentado pelo espírito impuro se encontra com Jesus. Movido pelo Espírito Santo, o mesmo Jesus que exerce seu poder sobre as forças do mar e da natureza, manda também nos espíritos impuros. A fala do possesso é uma tentativa de demonstrar poder sobre Jesus. Impossível. Jesus expulsa a legião e lhe permite apossar-se da manada de porcos, cujos donos ficam inconformados, pois veem escapar sua fonte de lucro. Os habitantes do lugar também rechaçam Jesus. Gesto nobre é o do homem que, uma vez curado, torna-se missionário de Cristo entre os pagãos. Fonte: Evangelho do dia – Notícias Católicas

Apresentação Do Senhor – Domingo

Primeira Leitura: Malaquias 3,1-4 Leitura da profecia de Malaquias – Assim diz o Senhor: Eis que envio meu anjo, e ele há de preparar o caminho para mim; logo chegará ao seu templo o dominador, que tentais encontrar, e o anjo da aliança, que desejais. Ei-lo que vem, diz o Senhor dos exércitos; e quem poderá fazer-lhe frente no dia de sua chegada? E quem poderá resistir-lhe quando ele aparecer? Ele é como o fogo da forja e como a barrela dos lavadeiros; e estará a postos, como para fazer derreter e purificar a prata: assim ele purificará os filhos de Levi e os refinará como ouro e como prata, e eles poderão assim fazer oferendas justas ao Senhor. Será então aceitável ao Senhor a oblação de Judá e de Jerusalém, como nos primeiros tempos e nos anos antigos. – Palavra do Senhor.   Salmo Responsorial: 23(24) O rei da glória é o Senhor onipotente! 1. “Ó portas, levantai vossos frontões! † Elevai-vos bem mais alto, antigas portas, / a fim de que o rei da glória possa entrar!” – R. 2. Dizei-nos: “Quem é este rei da glória?” † “É o Senhor, o valoroso, o onipotente, / o Senhor, o poderoso nas batalhas!” – R. 3. “Ó portas, levantai vossos frontões! † Elevai-vos bem mais alto, antigas portas, / a fim de que o rei da glória possa entrar!” – R. 4. Dizei-nos: “Quem é este rei da glória?” † “O rei da glória é o Senhor onipotente, / o rei da glória é o Senhor Deus do universo.” – R. Segunda Leitura: Hebreus 2,14-18 Leitura da carta aos Hebreus – Irmãos, visto que os filhos têm em comum a carne e o sangue, também Jesus participou da mesma condição, para assim destruir, com a sua morte, aquele que tinha o poder da morte, isto é, o diabo, e libertar os que, por medo da morte, estavam a vida toda sujeitos à escravidão. Pois, afinal, não veio ocupar-se com os anjos, mas com a descendência de Abraão. Por isso, devia fazer-se em tudo semelhante aos irmãos, para se tornar um sumo sacerdote misericordioso e digno de confiança nas coisas referentes a Deus, a fim de expiar os pecados do povo. Pois, tendo ele próprio sofrido ao ser tentado, é capaz de socorrer os que agora sofrem a tentação. – Palavra do Senhor.   Evangelho: Lucas 2,22-40 ou 22-32 Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – [Quando se completaram os dias para a purificação da mãe e do filho, conforme a lei de Moisés, Maria e José levaram Jesus a Jerusalém, a fim de apresentá-lo ao Senhor, conforme está escrito na lei do Senhor: “Todo primogênito do sexo masculino deve ser consagrado ao Senhor”. Foram também oferecer o sacrifício – um par de rolas ou dois pombinhos –, como está ordenado na lei do Senhor. Em Jerusalém havia um homem chamado Simeão, o qual era justo e piedoso e esperava a consolação do povo de Israel. O Espírito Santo estava com ele e lhe havia anunciado que não morreria antes de ver o Messias que vem do Senhor. Movido pelo Espírito, Simeão veio ao templo. Quando os pais trouxeram o menino Jesus para cumprir o que a lei ordenava, Simeão tomou o menino nos braços e bendisse a Deus: “Agora, Senhor, conforme a tua promessa, podes deixar teu servo partir em paz; porque meus olhos viram a tua salvação, que preparaste diante de todos os povos: luz para iluminar as nações e glória do teu povo Israel”.] O pai e a mãe de Jesus estavam admirados com o que diziam a respeito dele. Simeão os abençoou e disse a Maria, a mãe de Jesus: “Este menino vai ser causa tanto de queda como de reerguimento para muitos em Israel. Ele será um sinal de contradição. Assim serão revelados os pensamentos de muitos corações. Quanto a ti, uma espada te traspassará a alma”. Havia também uma profetisa, chamada Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Era de idade muito avançada; quando jovem, tinha sido casada e vivera sete anos com o marido. Depois ficara viúva e agora já estava com oitenta e quatro anos. Não saía do templo, dia e noite servindo a Deus com jejuns e orações. Ana chegou nesse momento e pôs-se a louvar a Deus e a falar do menino a todos os que esperavam a libertação de Jerusalém. Depois de cumprirem tudo, conforme a lei do Senhor, voltaram à Galileia, para Nazaré, sua cidade. O menino crescia e tornava-se forte, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava com ele. – Palavra da salvação.   Reflexão: Quarenta dias após o nascimento, Jesus é consagrado ao Senhor, conforme previa a lei mosaica. Segundo essa lei, todo primogênito masculino devia ser levado ao Templo e oferecê-lo ao Senhor e, ao mesmo tempo, fazer a purificação ritual da mãe. Os pais o resgatam mediante a oferta de um par de pombinhos (oferta dos pobres). Essa festa teve início no Oriente com o nome de “festa do encontro” (hipapante), depois se estendeu ao Ocidente, e tomou o nome de “festa das luzes” (candelária). Com essa festa, encerram-se as comemorações natalinas. O evangelho narra justamente esse acontecimento. Ao mesmo tempo que os pais do menino o apresentam ao Senhor, ele é, nas figuras de Simeão e Ana, apresentado à humanidade. A vela acesa representa o “menino luz” que ilumina mulheres e homens de boa vontade. A vela que cada um acende simboliza que nos comprometemos com o projeto de Jesus e, ao mesmo tempo, nos tornamos também luzes do mundo. A oferta do filho que os pais fazem ao Pai se completará quando Jesus, na cruz, entrega toda a sua vida nas mãos de Deus. Fonte: Evangelho do dia – Notícias Católicas

3ª Semana Do Tempo Comum – Sábado

Primeira Leitura: 2 Samuel 12,1-7.10-17 Leitura do segundo livro de Samuel – Naqueles dias, o Senhor mandou o profeta Natã a Davi. Ele foi ter com o rei e lhe disse: “Numa cidade havia dois homens, um rico e outro pobre. O rico possuía ovelhas e bois em grande número. O pobre só possuía uma ovelha pequenina, que tinha comprado e criado. Ela crescera em sua casa junto com seus filhos, comendo do seu pão, bebendo do mesmo copo, dormindo no seu regaço. Era para ele como uma filha. Veio um hóspede à casa do homem rico, e este não quis tomar uma das suas ovelhas ou um dos seus bois para preparar um banquete e dar de comer ao hóspede que chegara. Mas foi, apoderou-se da ovelhinha do pobre e preparou-a para o visitante”. Davi ficou indignado contra esse homem e disse a Natã: “Pela vida do Senhor, o homem que fez isso merece a morte! Pagará quatro vezes o valor da ovelha, por ter feito o que fez e não ter tido compaixão”. Natã disse a Davi: “Esse homem és tu! Assim diz o Senhor, o Deus de Israel: ‘Por isso, a espada jamais se afastará de tua casa, porque me desprezaste e tomaste a mulher do hitita Urias para fazer dela a tua esposa’. Assim diz o Senhor: ‘Da tua própria casa farei surgir o mal contra ti e tomarei as tuas mulheres, sob os teus olhos, e as darei a um outro, e ele se aproximará das tuas mulheres à luz deste sol. Tu fizeste tudo às escondidas. Eu, porém, farei o que digo diante de todo Israel e à luz do sol’”. Davi disse a Natã: “Pequei contra o Senhor”. Natã respondeu-lhe: “De sua parte, o Senhor perdoou o teu pecado, de modo que não morrerás! Entretanto, por teres ultrajado o Senhor com teu procedimento, o filho que te nasceu morrerá”. E Natã voltou para a sua casa. O Senhor feriu o filho que a mulher de Urias tinha dado a Davi, e ele adoeceu gravemente. Davi implorou a Deus pelo menino e fez um grande jejum. E, voltando para casa, passou a noite deitado no chão. Os anciãos do palácio insistiam com ele para que se levantasse do chão; mas ele não o quis fazer nem tomar com eles alimento algum. – Palavra do Senhor.   Salmo Responsorial: 50(51) Criai em mim um coração que seja puro! 1. Criai em mim um coração que seja puro, / dai-me de novo um espírito decidido. / Ó Senhor, não me afasteis de vossa face / nem retireis de mim o vosso Santo Espírito! – R. 2. Dai-me de novo a alegria de ser salvo / e confirmai-me com espírito generoso! / Ensinarei vosso caminho aos pecadores, / e para vós se voltarão os transviados. – R. 3. Da morte como pena, libertai-me, / e minha língua exaltará vossa justiça! / Abri meus lábios, ó Senhor, para cantar, / e minha boca anunciará vosso louvor! – R.   Evangelho: Marcos 4,35-41 Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos – Naquele dia, ao cair da tarde, Jesus disse a seus discípulos: “Vamos para a outra margem!” Eles despediram a multidão e levaram Jesus consigo, assim como estava, na barca. Havia ainda outras barcas com ele. Começou a soprar uma ventania muito forte, e as ondas se lançavam dentro da barca, de modo que a barca já começava a se encher. Jesus estava na parte detrás, dormindo sobre um travesseiro. Os discípulos o acordaram e disseram: “Mestre, estamos perecendo, e tu não te importas?” Ele se levantou e ordenou ao vento e ao mar: “Silêncio! Cala-te!” O vento cessou e houve uma grande calmaria. Então Jesus perguntou aos discípulos: “Por que sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?” Eles sentiram um grande medo e diziam uns aos outros: “Quem é este, a quem até o vento e o mar obedecem?” – Palavra da salvação.   Reflexão: A travessia “para a outra margem do lago” indica evangelizar em território não judeu. Desafio tanto para Jesus como para os discípulos: que obstáculos encontrariam em terras pagãs, eles que já eram perseguidos em território judeu? A agitação das águas simboliza as ideias fixas dos discípulos: eles continuavam apegados a seu nacionalismo, acreditando que os judeus eram uma raça superior aos outros povos. Convencidos desse modo de pensar, os discípulos censuram Jesus, que dorme e não os apoia. Jesus acalma a tempestade. Faz cessar as pretensões judaicas. Dessa vez é Jesus quem repreende os discípulos: “Por que vocês são medrosos? Ainda não têm fé?”. Jesus, que fora perseguido pelas autoridades dos judeus e por seus próprios familiares, agora enfrenta o medo dos discípulos. O nosso medo. Fonte: Evangelho do dia – Notícias Católicas

3ª Semana Do Tempo Comum – Quinta-feira

Primeira Leitura: 2 Samuel 7,18-19.24-29 Leitura do segundo livro de Samuel – Depois que Natã falara a Davi, o rei entrou no tabernáculo, foi assentar-se diante do Senhor e disse: “Quem sou eu, Senhor Deus, e o que é a minha família, para que me tenhas conduzido até aqui? Mas, como isso te parecia pouco, Senhor Deus, ainda fizeste promessas à casa do teu servo para um futuro distante. Porque esta é a lei do homem, Senhor Deus! Estabeleceste o teu povo, Israel, para que ele seja para sempre o teu povo; e tu, Senhor, te tornaste o seu Deus. Agora, Senhor Deus, cumpre para sempre a promessa que fizeste ao teu servo e à sua casa e faze como disseste! Então o teu nome será exaltado para sempre, e dirão: ‘O Senhor todo-poderoso é o Deus de Israel’. E a casa do teu servo Davi permanecerá estável na tua presença. Pois tu, Senhor todo-poderoso, Deus de Israel, fizeste esta revelação ao teu servo: ‘Eu te construirei uma casa’. Por isso o teu servo se animou a dirigir-te esta oração. Agora, Senhor Deus, tu és Deus e tuas palavras são verdadeiras. Pois que fizeste esta bela promessa ao teu servo, abençoa, então, a casa do teu servo, para que ela permaneça para sempre na tua presença. Porque és tu, Senhor Deus, que falaste, e é graças à tua bênção que a casa do teu servo será abençoada para sempre”. – Palavra do Senhor.   Salmo Responsorial: 131(132) O Senhor vai dar-lhe o trono / de seu pai, o rei Davi. 1. Recordai-vos, ó Senhor, do rei Davi / e de quanto vos foi ele dedicado; / do juramento que ao Senhor havia feito / e de seu voto ao Poderoso de Jacó. – R. 2. “Não entrarei na minha tenda, minha casa, / nem subirei à minha cama em que repouso, / não deixarei adormecerem os meus olhos / nem cochilarem em descanso minhas pálpebras, / até que eu ache um lugar para o Senhor, / uma casa para o Forte de Jacó!” – R. 3. O Senhor fez a Davi um juramento, / uma promessa que jamais renegará: / “Um herdeiro que é fruto do teu ventre / colocarei sobre o trono em teu lugar! – R. 4. Se teus filhos conservarem minha aliança / e os preceitos que lhes dei a conhecer, / os filhos deles igualmente hão de sentar-se / eternamente sobre o trono que te dei!” – R. 5. Pois o Senhor quis para si Jerusalém / e a desejou para que fosse sua morada: / “Eis o lugar do meu repouso para sempre, / eu fico aqui: este é o lugar que preferi!” – R.   Evangelho: Marcos 4,21-25 Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos – Naquele tempo, Jesus disse à multidão: “Quem é que traz uma lâmpada para colocá-la debaixo de um caixote ou debaixo da cama? Ao contrário, não a coloca num candeeiro? Assim, tudo o que está escondido deverá tornar-se manifesto, e tudo o que está em segredo deverá ser descoberto. Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça”. Jesus dizia ainda: “Prestai atenção no que ouvis: com a mesma medida com que medirdes, também vós sereis medidos; e vos será dado ainda mais. Ao que tem alguma coisa, será dado ainda mais; do que não tem, será tirado até mesmo o que ele tem”. – Palavra da salvação.   Reflexão: Jesus dizia de si mesmo: “Eu sou a luz do mundo. Quem me segue não andará na escuridão, mas terá a luz da vida” (Jo 8,12). E a seus discípulos dizia: “Vocês são a luz do mundo” (Mt 5,14). E recomendava-lhes: “Brilhe a luz de vocês diante das pessoas, para que elas glorifiquem o Pai de vocês que está nos céus” (Mt 5,16). A luz é a verdade; é a Palavra de Deus. A luz é a própria presença de Deus. Jesus nos pede que demos testemunho da luz. O evangelho precisa ser anunciado e conhecido no mundo todo. Essa é a missão que cristãos e cristãs receberam de Jesus. Cabe a pergunta: Somos luz na vida dos nossos semelhantes? Quanto aos dons que de Deus recebemos, eles podem ser luz na vida das pessoas: poderão transfigurar o mundo, se os fizermos frutificar. Fonte: Evangelho do dia – Notícias Católicas

3ª Semana Do Tempo Comum – Quarta-feira

Primeira Leitura: 2 Samuel 7,4-17 Leitura do segundo livro de Samuel – Naqueles dias, a palavra do Senhor foi dirigida a Natã nestes termos: “Vai dizer ao meu servo Davi: ‘Assim fala o Senhor: Porventura és tu que me construirás uma casa para eu habitar? Pois eu nunca morei numa casa, desde que tirei do Egito os filhos de Israel até o dia de hoje, mas tenho vagueado em tendas e abrigos. Por todos os lugares onde andei com os filhos de Israel, disse, porventura, a algum dos chefes de Israel, que encarreguei de apascentar o meu povo: Por que não me edificastes uma casa de cedro?’ Dirás, pois, agora ao meu servo Davi: ‘Assim fala o Senhor todo-poderoso: Fui eu que te tirei do pastoreio, do meio das ovelhas, para que fosses o chefe do meu povo, Israel. Estive contigo em toda parte por onde andaste e exterminei diante de ti todos os teus inimigos, fazendo o teu nome tão célebre como o dos homens mais famosos da terra. Vou preparar um lugar para o meu povo, Israel: eu o implantarei, de modo que possa morar lá sem jamais ser inquietado. Os homens violentos não tornarão a oprimi-lo como outrora, no tempo em que eu estabelecia juízes sobre o meu povo, Israel. Concedo-te uma vida tranquila, livrando-te de todos os teus inimigos. E o Senhor te anuncia que te fará uma casa. Quando chegar o fim dos teus dias e repousares com teus pais, então suscitarei, depois de ti, um filho teu e confirmarei a sua realeza. Será ele que construirá uma casa para o meu nome, e eu firmarei para sempre o seu trono real. Eu serei para ele um pai, e ele será para mim um filho. Se ele proceder mal, eu o castigarei com vara de homens e com golpes dos filhos dos homens. Mas não retirarei dele a minha graça, como a retirei de Saul, a quem expulsei da minha presença. Tua casa e teu reino serão estáveis para sempre diante de mim, e teu trono será firme para sempre’”. Natã comunicou a Davi todas essas palavras e toda essa revelação. – Palavra do Senhor.   Salmo Responsorial: 88(89) Guardarei eternamente para ele a minha graça. 1. “Eu firmei uma aliança com meu servo, meu eleito, / e eu fiz um juramento a Davi, meu servidor. / Para sempre, no teu trono, firmarei tua linhagem, / de geração em geração, garantirei o teu reinado!” – R. 2. Ele então me invocará: “Ó Senhor, vós sois meu Pai, / sois meu Deus, sois meu rochedo onde encontro a salvação!” / E por isso farei dele o meu filho primogênito, / sobre os reis de toda a terra farei dele o rei altíssimo. – R. 3. Guardarei eternamente para ele a minha graça / e com ele firmarei minha aliança indissolúvel. / Pelos séculos sem fim conservarei sua descendência, / e o seu trono, tanto tempo quanto os céus, há de durar. – R.   Evangelho: Marcos 4,1-20 Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos – Naquele tempo, Jesus começou a ensinar de novo às margens do mar da Galileia. Uma multidão muito grande se reuniu em volta dele, de modo que Jesus entrou numa barca e se sentou, enquanto a multidão permanecia junto às margens, na praia. Jesus ensinava-lhes muitas coisas em parábolas. E, em seu ensinamento, dizia-lhes: “Escutai! O semeador saiu a semear. Enquanto semeava, uma parte da semente caiu à beira do caminho; vieram os pássaros e a comeram. Outra parte caiu em terreno pedregoso, onde não havia muita terra; brotou logo, porque a terra não era profunda, mas, quando saiu o sol, ela foi queimada; e, como não tinha raiz, secou. Outra parte caiu no meio dos espinhos; os espinhos cresceram, a sufocaram, e ela não deu fruto. Outra parte caiu em terra boa e deu fruto, que foi crescendo e aumentando, chegando a render trinta, sessenta e até cem por um”. E Jesus dizia: “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça”. Quando ficou sozinho, os que estavam com ele, junto com os doze, perguntaram sobre as parábolas. Jesus lhes disse: “A vós foi dado o mistério do reino de Deus; para os que estão fora, tudo acontece em parábolas, para que olhem, mas não enxerguem, escutem, mas não compreendam, para que não se convertam e não sejam perdoados”. E lhes disse: “Vós não compreendeis esta parábola? Então, como compreendereis todas as outras parábolas? O semeador semeia a Palavra. Os que estão à beira do caminho são aqueles nos quais a Palavra foi semeada; logo que a escutam, chega satanás e tira a Palavra que neles foi semeada. Do mesmo modo, os que receberam a semente em terreno pedregoso são aqueles que ouvem a Palavra e logo a recebem com alegria, mas não têm raiz em si mesmos, são inconstantes; quando chega uma tribulação ou perseguição por causa da Palavra, logo desistem. Outros recebem a semente entre os espinhos: são aqueles que ouvem a Palavra, mas, quando surgem as preocupações do mundo, a ilusão da riqueza e todos os outros desejos, sufocam a Palavra, e ela não produz fruto. Por fim, aqueles que recebem a semente em terreno bom são os que ouvem a Palavra, a recebem e dão fruto; um dá trinta, outro sessenta e outro cem por um”. – Palavra da salvação.   Reflexão: Jesus investe tempo e energias ensinando não somente os apóstolos, mas também as multidões que chegam de todas as partes. Anuncia-lhes a Palavra, atende às necessidades pessoais de seus ouvintes, cura os enfermos. Intensa e fatigosa é sua atividade cotidiana. Obra de zeloso evangelizador. Comparada ao cuidadoso trabalho do semeador. As sementes se comportam conforme a qualidade do terreno; o resultado é desigual, pois os terrenos são diferentes. Assim também a Palavra de Deus, que será acolhida segundo a disposição de cada ouvinte. Alguns se deixam envolver por ela e se tornam fiéis discípulos de Jesus. Outros, vencida a euforia inicial, vão esfriando o ânimo e se afastam. A parábola deixa espaço

3ª Semana Do Tempo Comum – Terça-feira

Primeira Leitura: 2 Samuel 6,12-15.17-19 Leitura do segundo livro de Samuel – Naqueles dias, Davi pôs-se a caminho e transportou festivamente a arca de Deus da casa de Obed-Edom para a cidade de Davi. A cada seis passos que davam, os que transportavam a arca do Senhor sacrificavam um boi e um carneiro. Davi, cingido apenas com um éfode de linho, dançava com todas as suas forças diante do Senhor. Davi e toda a casa de Israel conduziram a arca do Senhor, soltando gritos de júbilo e tocando trombetas. Introduziram a arca do Senhor e depuseram-na em seu lugar, no centro da tenda que Davi tinha armado para ela. Em seguida, ele ofereceu holocaustos e sacrifícios pacíficos na presença do Senhor. Assim que terminou de oferecer os holocaustos e os sacrifícios pacíficos, Davi abençoou o povo em nome do Senhor todo-poderoso. E distribuiu a toda a multidão de Israel, a cada um dos homens e das mulheres, um pão de forno, um bolo de tâmaras e uma torta de uvas. Depois todo o povo foi para casa. – Palavra do Senhor.   Salmo Responsorial: 23(24) Dizei-nos: “Quem é este rei da glória?” / “É o Senhor, o valoroso, o grandioso!” 1. “Ó portas, levantai vossos frontões! † Elevai-vos bem mais alto, antigas portas, / a fim de que o rei da glória possa entrar!” – R. 2. Dizei-nos: “Quem é este rei da glória?” † “É o Senhor, o valoroso, o onipotente, / o Senhor, o poderoso nas batalhas!” – R. 3. “Ó portas, levantai vossos frontões! † Elevai-vos bem mais alto, antigas portas, / a fim de que o rei da glória possa entrar!” – R. 4. Dizei-nos: “Quem é este rei da glória?” † “O rei da glória é o Senhor onipotente, / o rei da glória é o Senhor Deus do universo!” – R.   Evangelho: Marcos 3,31-35 Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos – Naquele tempo, chegaram a mãe de Jesus e seus irmãos. Eles ficaram do lado de fora e mandaram chamá-lo. Havia uma multidão sentada ao redor dele. Então lhe disseram: “Tua mãe e teus irmãos estão lá fora à tua procura”. Ele respondeu: “Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?” E olhando para os que estavam sentados ao seu redor, disse: “Aqui estão minha mãe e meus irmãos. Quem faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”. – Palavra da salvação.   Reflexão: Em outra ocasião, alguns parentes de Jesus apareceram com a intenção de interromper sua obra, pois achavam que ele tinha perdido o juízo. Não haviam entendido a missão dele. No episódio aqui proposto, fala-se de parentes próximos de Jesus, que estão fora da casa e querem falar com ele. Com certeza, esse grupo vem com boa intenção, mesmo porque estava acompanhado da mãe dele. A mãe havia percorrido o longo e duro caminho da fé e havia dialogado horas a fio com o filho; sabia de sua intimidade com o Pai e que viera para fazer a vontade dele. Era a mãe de Jesus, mas também sua primeira discípula. Com esse espírito, aqueles visitantes podiam entrar na casa e tornar-se membros da nova família de Jesus. Já não mais unidos pelos laços de sangue, mas porque fazem a vontade de Deus. Fonte: Evangelho do dia – Notícias Católicas

3ª Semana Do Tempo Comum – Segunda-feira

Primeira Leitura: 2 Samuel 5,1-7.10 Leitura do segundo livro de Samuel – Naqueles dias, todas as tribos de Israel vieram encontrar-se com Davi em Hebron e disseram-lhe: “Aqui estamos. Somos teus ossos e tua carne. Tempo atrás, quando Saul era nosso rei, eras tu que dirigias os negócios de Israel. E o Senhor te disse: ‘Tu apascentarás o meu povo Israel e serás o seu chefe’”. Vieram, pois, todos os anciãos de Israel até o rei em Hebron. O rei Davi fez com eles uma aliança em Hebron, na presença do Senhor, e eles o ungiram rei de Israel. Davi tinha trinta anos quando começou a reinar e reinou quarenta anos: sete anos e seis meses sobre Judá, em Hebron, e trinta e três anos em Jerusalém, sobre todo Israel e Judá. Davi marchou então com seus homens para Jerusalém, contra os jebuseus que habitavam aquela terra. Estes disseram a Davi: “Não entrarás aqui, pois serás repelido por cegos e coxos”. Com isso queriam dizer que Davi não conseguiria entrar lá. Davi, porém, tomou a fortaleza de Sião, que é a cidade de Davi. Davi ia crescendo em poder, e o Senhor, Deus todo-poderoso, estava com ele. – Palavra do Senhor.   Salmo Responsorial: 88(89) Minha verdade e meu amor estarão sempre com ele. 1. Outrora vós falastes em visões a vossos santos: † “Coloquei uma coroa na cabeça de um herói / e do meio deste povo escolhi o meu eleito. – R. 2. Encontrei e escolhi a Davi, meu servidor, / e o ungi, para ser rei, com meu óleo consagrado. / Estará sempre com ele minha mão onipotente, / e meu braço poderoso há de ser a sua força. – R. 3. Minha verdade e meu amor estarão sempre com ele, / sua força e seu poder, por meu nome, crescerão. / Eu farei que ele estenda sua mão por sobre os mares, / e a sua mão direita estenderei por sobre os rios”. – R.   Evangelho: Marcos 3,22-30 Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos – Naquele tempo, os mestres da lei, que tinham vindo de Jerusalém, diziam que ele estava possuído por Belzebu e que pelo príncipe dos demônios ele expulsava os demônios. Então Jesus os chamou e falou-lhes em parábolas: “Como é que satanás pode expulsar a satanás? Se um reino se divide contra si mesmo, ele não poderá manter-se. Se uma família se divide contra si mesma, ela não poderá manter-se. Assim, se satanás se levanta contra si mesmo e se divide, não poderá sobreviver, mas será destruído. Ninguém pode entrar na casa de um homem forte para roubar seus bens sem antes o amarrar. Só depois poderá saquear sua casa. Em verdade vos digo, tudo será perdoado aos homens, tanto os pecados como qualquer blasfêmia que tiverem dito. Mas quem blasfemar contra o Espírito Santo nunca será perdoado; será culpado de um pecado eterno”. Jesus falou isso porque diziam: “Ele está possuído por um espírito mau”. – Palavra da salvação.   Reflexão: No episódio anterior, os parentes de Jesus chegaram para impedir sua atividade, pois suspeitavam de que ele estivesse “louco”. Agora vem uma carga mais pesada. Efetiva campanha de difamação. Trata-se de uma comitiva oficial. São os doutores da Lei, “descidos de Jerusalém”. Querem desqualificar a pessoa e a obra de Jesus. A acusação é gravíssima, como se Jesus fosse o agente do rival satanás (v. 22). Jesus pede que eles se aproximem para ouvir bem, e demonstra que o argumento deles é falho (v. 23). Atribuir a satanás o que é ação de Deus é blasfemar contra o Espírito Santo. Maior não é o chefe dos demônios; maior é Jesus, que age pela força do Espírito Santo. Não aceitar essa verdade é negar a evidência, é não acolher Jesus, é pecar contra o Espírito Santo. Fonte: Evangelho do dia – Notícias Católicas

3º Domingo Do Tempo Comum

Primeira Leitura: Isaías 8,23-9,3 Leitura do livro do profeta Isaías – No tempo passado, o Senhor humilhou a terra de Zabulon e a terra de Neftali; mas recentemente cobriu de glória o caminho do mar, do além-Jordão e da Galileia das nações. O povo que andava na escuridão viu uma grande luz; para os que habitavam nas sombras da morte, uma luz resplandeceu. Fizeste crescer a alegria e aumentaste a felicidade; todos se regozijam em tua presença como alegres ceifeiros na colheita ou como exaltados guerreiros ao dividirem os despojos. Pois o jugo que oprimia o povo – a carga sobre os ombros, o orgulho dos fiscais –, tu os abateste como na jornada de Madiã. – Palavra do Senhor.   Salmo Responsorial: 26(27) O Senhor é minha luz e salvação. / O Senhor é a proteção da minha vida. 1. O Senhor é minha luz e salvação; / de quem eu terei medo? / O Senhor é a proteção da minha vida; / perante quem eu tremerei? – R. 2. Ao Senhor eu peço apenas uma coisa / e é só isto que eu desejo: / habitar no santuário do Senhor / por toda a minha vida; / saborear a suavidade do Senhor / e contemplá-lo no seu templo. – R. 3. Sei que a bondade do Senhor eu hei de ver / na terra dos viventes. / Espera no Senhor e tem coragem, / espera no Senhor! – R. Segunda Leitura: 1 Coríntios 1,10-13.17 Leitura da primeira carta de são Paulo aos Coríntios – Irmãos, eu vos exorto, pelo nome do Senhor nosso, Jesus Cristo, a que sejais todos concordes uns com os outros e não admitais divisões entre vós. Pelo contrário, sede bem unidos e concordes no pensar e no falar. Com efeito, pessoas da família de Cloé informaram-me a vosso respeito, meus irmãos, que está havendo contendas entre vós. Digo isso porque cada um de vós afirma: “Eu sou de Paulo”, ou “eu sou de Apolo”, ou “eu sou de Cefas”, ou “eu sou de Cristo!” Será que Cristo está dividido? Acaso Paulo é que foi crucificado por amor de vós? Ou é no nome de Paulo que fostes batizados? De fato, Cristo não me enviou para batizar, mas para pregar a boa-nova da salvação, sem me valer dos recursos da oratória, para não privar a cruz de Cristo da sua força própria. – Palavra do Senhor.   Evangelho: Mateus 4,12-23 ou 12-17 Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Ao saber que João tinha sido preso, Jesus voltou para a Galileia. Deixou Nazaré e foi morar em Cafarnaum, que fica às margens do mar da Galileia, no território de Zabulon e Neftali, para se cumprir o que foi dito pelo profeta Isaías: “Terra de Zabulon, terra de Neftali, caminho do mar, região do outro lado do rio Jordão, Galileia dos pagãos! O povo que vivia nas trevas viu uma grande luz, e para os que viviam na região escura da morte brilhou uma luz”. Daí em diante, Jesus começou a pregar, dizendo: “Convertei-vos, porque o reino dos céus está próximo”. Quando Jesus andava à beira do mar da Galileia, viu dois irmãos: Simão, chamado Pedro, e seu irmão André. Estavam lançando a rede ao mar, pois eram pescadores. Jesus disse a eles: “Segui-me, e eu farei de vós pescadores de homens”. Eles imediatamente deixaram as redes e o seguiram. Caminhando um pouco mais, Jesus viu outros dois irmãos: Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João. Estavam na barca com seu pai, Zebedeu, consertando as redes. Jesus os chamou. Eles imediatamente deixaram a barca e o pai e o seguiram. Jesus andava por toda a Galileia, ensinando em suas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando todo tipo de doença e enfermidade do povo. – Palavra da salvação.   Reflexão: João Batista sai de cena, e Jesus, após o batismo e a prova no deserto, entra de cheio na missão: estabelece morada em Cafarnaum; proclama o arrependimento e a proximidade do Reino; convoca alguns auxiliares; ensina e prega nas sinagogas, e cura o povo de suas enfermidades. O Mestre resume sua missão inicial com o imperativo: “Arrependam-se”, e proclama a chegada do Reino, sem explicar em que este consiste. Contudo, talvez se possa dizer que o arrependimento e a cura das enfermidades são a base do seu reinado. Ao chamar os primeiros seguidores, Jesus já indica sua proposta de discipulado: o convite como iniciativa dele, o desapego à segurança do trabalho (Pedro e André) e aos afetos familiares (Tiago e João), e, por fim, a comunhão com o Mestre, para depois se tornarem pescadores de gente, discípulos que libertam o povo de tudo aquilo que o degrada e destrói. Toda religião (a católica deveria ser a primeira) deveria buscar a defesa e a justiça para os pobres, pois só assim terá a bênção de Deus. Fonte: Evangelho do dia – Notícias Católicas

2ª Semana Do Tempo Comum – Sábado

Primeira Leitura: Atos 22,3-16 Leitura dos Atos dos Apóstolos – Naqueles dias, Paulo disse ao povo: “Eu sou judeu, nascido em Tarso da Cilícia, mas fui criado aqui nesta cidade. Como discípulo de Gamaliel, fui instruído em todo o rigor da lei de nossos antepassados, tornando-me zeloso da causa de Deus, como acontece hoje convosco. Persegui até a morte os que seguiam esse caminho, prendendo homens e mulheres e jogando-os na prisão. Disso são minhas testemunhas o sumo sacerdote e todo o conselho dos anciãos. Eles deram-me cartas de recomendação para os irmãos de Damasco. Fui para lá a fim de prender todos os que encontrasse e trazê-los para Jerusalém, a fim de serem castigados. Ora, aconteceu que, na viagem, estando já perto de Damasco, pelo meio-dia, de repente uma grande luz que vinha do céu brilhou ao redor de mim. Caí por terra e ouvi uma voz que me dizia: ‘Saulo, Saulo, por que me persegues?’ Eu perguntei: ‘Quem és tu, Senhor?’ Ele me respondeu: ‘Eu sou Jesus, o Nazareno, a quem tu estás perseguindo’. Meus companheiros viram a luz, mas não ouviram a voz que me falava. Então perguntei: ‘Que devo fazer, Senhor?’ O Senhor me respondeu: ‘Levanta-te e vai para Damasco. Ali te explicarão tudo o que deves fazer’. Como eu não podia enxergar, por causa do brilho daquela luz, cheguei a Damasco guiado pelas mãos dos meus companheiros. Um certo Ananias, homem piedoso e fiel à lei, com boa reputação junto de todos os judeus que aí moravam, veio encontrar-me e disse: ‘Saulo, meu irmão, recupera a vista!’ No mesmo instante, recuperei a vista e pude vê-lo. Ele, então, me disse: ‘O Deus de nossos antepassados escolheu-te para conheceres a sua vontade, veres o Justo e ouvires a sua própria voz. Porque tu serás a sua testemunha, diante de todos os homens, daquilo que viste e ouviste. E agora, o que estás esperando? Levanta-te, recebe o batismo e purifica-te dos teus pecados, invocando o nome dele!’” – Palavra do Senhor.   Salmo Responsorial: 116(117) Ide por todo o mundo, a todos pregai o evangelho. 1. Cantai louvores ao Senhor, todas as gentes, / povos todos, festejai-o! – R. 2. Pois comprovado é seu amor para conosco, / para sempre ele é fiel! – R. Evangelho: Marcos 16,15-18 Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos – Naquele tempo, Jesus se manifestou aos onze discípulos e disse-lhes: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai o evangelho a toda criatura! Quem crer e for batizado será salvo. Quem não crer será condenado. Os sinais que acompanharão aqueles que crerem serão estes: expulsarão demônios em meu nome, falarão novas línguas; se pegarem em serpentes ou beberem algum veneno mortal, não lhes fará mal algum; quando impuserem as mãos sobre os doentes, eles ficarão curados”. – Palavra da salvação.   Reflexão: Antes de sua ascensão ao céu, Jesus envia seus discípulos com uma ordem bem precisa: proclamar o evangelho. Os destinatários são todos os povos do mundo todo. Jesus confere aos discípulos o poder de curar doentes e expulsar demônios, isto é, libertar as pessoas de tudo o que as oprime e devolver-lhes a dignidade de filhos e filhas de Deus. Muitos sinais prodigiosos haveriam de acompanhar e confirmar a obra dos seguidores de Jesus. A Igreja primitiva (ler Atos dos Apóstolos) testemunhou a verdade dessa promessa: “O Senhor confirmava o que eles diziam sobre a graça de Deus, permitindo que através deles se realizassem sinais e prodígios” (At 14,3). Faz parte dessa corrente de pregadores o apóstolo Paulo, através do qual Deus realizava milagres extraordinários (cf. At 19,11). Fonte: Evangelho do dia – Notícias Católicas

2ª Semana Do Tempo Comum – Sexta-feira

Primeira Leitura: 1 Samuel 24,3-21   Leitura do primeiro livro de Samuel – Naqueles dias, 3Saul tomou consigo três mil homens escolhidos em todo Israel e saiu em busca de Davi e de seus homens, até os rochedos das cabras monteses. 4E chegou aos currais de ovelhas que encontrou no caminho. Havia ali uma gruta, onde Saul entrou para satisfazer suas necessidades. Davi e seus homens achavam-se no fundo da gruta, 5e os homens de Davi disseram-lhe: “Este certamente é o dia do qual o Senhor te falou: ‘Eu te entregarei o teu inimigo, para que faças dele o que quiseres’”. Então, Davi aproximou-se de mansinho e cortou a ponta do manto de Saul. 6Mas logo o seu coração se encheu de remorsos por ter feito aquilo, 6e disse aos seus homens: “Que o Senhor me livre de fazer uma coisa dessas ao ungido do Senhor, levantando a minha mão contra ele, o ungido do Senhor”. 8Com essas palavras, Davi conteve os seus homens e não permitiu que se lançassem sobre Saul. Este deixou a gruta e seguiu seu caminho. 9Davi levantou-se a seguir, saiu da gruta e gritou atrás dele: “Senhor, meu rei!” Saul voltou-se, e Davi inclinou-se até o chão e prostrou-se. 10E disse a Saul: “Por que dás ouvidos às palavras dos que te dizem que Davi procura fazer-te mal? 11Viste hoje com teus próprios olhos que o Senhor te entregou em minhas mãos, na gruta. Renunciando a matar-te, poupei-te a vida, porque pensei: Não levantarei a mão contra o meu senhor, pois ele é o ungido do Senhor 12e meu pai. Presta atenção e vê em minha mão a ponta do teu manto. Se eu cortei este pedaço do teu manto e não te matei, reconhece que não há maldade nem crime em mim, que não pequei contra ti. Tu, porém, andas procurando tirar-me a vida. 13Que o Senhor seja nosso juiz e que ele me vingue de ti. Mas eu nunca levantarei a minha mão contra ti. 14‘Dos ímpios sairá a impiedade’, diz o antigo provérbio; por isso, a minha mão não te tocará. 15A quem persegues tu, ó rei de Israel? A quem persegues? Um cão morto! E uma pulga! 16Pois bem! O Senhor seja juiz e julgue entre mim e ti. Que ele examine e defenda a minha causa e me livre das tuas mãos”. 17Quando Davi terminou de falar, Saul lhe disse: “É esta a tua voz, ó meu filho Davi?” E começou a clamar e a chorar. 18Depois disse a Davi: “Tu és mais justo do que eu, porque me tens feito bem e eu só te tenho feito mal. 19Hoje me revelaste a tua bondade para comigo, pois o Senhor me entregou em tuas mãos e não me mataste. 20Qual é o homem que, encontrando o seu inimigo, o deixa ir embora tranquilamente? Que o Senhor te recompense pelo bem que hoje me fizeste. 21Agora eu sei com certeza que tu serás rei e que terás em tua mão o reino de Israel”. – Palavra do Senhor.   Salmo Responsorial: 56(57)   Piedade, Senhor, tende piedade. 1. Piedade, Senhor, piedade, / pois em vós se abriga a minha alma! / De vossas asas, à sombra, me achego, / até que passe a tormenta, Senhor! – R. 2. Lanço um grito ao Senhor Deus altíssimo, / a esse Deus que me dá todo o bem. / Que me envie do céu sua ajuda † e confunda os meus opressores! / Deus me envie sua graça e verdade! – R. 3. Elevai-vos, ó Deus, sobre os céus, / vossa glória refulja na terra! / Vosso amor é mais alto que os céus, / mais que as nuvens a vossa verdade! – R.   Evangelho: Marcos 3,13-19 Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos – Naquele tempo, Jesus subiu ao monte e chamou os que ele quis. E foram até ele. Então Jesus designou doze, para que ficassem com ele e para enviá-los a pregar, com autoridade para expulsar os demônios. Designou, pois, os doze: Simão, a quem deu o nome de Pedro; Tiago e João, filhos de Zebedeu, aos quais deu o nome de Boanerges, que quer dizer “filhos do trovão”; André, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago, filho de Alfeu, Tadeu, Simão, o cananeu, e Judas Iscariotes, aquele que depois o traiu. – Palavra da salvação.   Reflexão: Na Bíblia, o monte representa o lugar do encontro com Deus. Jesus muitas vezes subiu ao monte para estar a sós e rezar. Desta vez, a finalidade é constituir o grupo dos Doze “para que ficassem com ele, a fim de enviá-los a pregar, e para que tivessem autoridade para expulsar demônios”. Portanto, três finalidades bem definidas: estar com ele, pregar a Boa-Nova do Reino e livrar as pessoas de todo tipo de opressão. A escolha recai sobre homens de culturas e níveis sociais diferentes. Cada um se entrega ao Senhor com as condições que tem. Caberá ao Mestre torná-los seus fiéis discípulos e continuadores de sua obra no mundo. Um dos Doze, “aquele que o entregou”, não compreendeu o projeto de Jesus e se tornou seu adversário. Fonte: Evangelho do dia – Notícias Católicas