Search
Close this search box.

Nossa Senhora De Loreto

Transladação da Santa Casa de Nazaré Em fins do século XIII, a nova, súbita e terrível de que a Terra Santa estava perdida para os cristãos espalhou uma profunda tristeza nas almas todas, piedosas. No entanto, outra notícia, silenciosa e calma, veio trazer alegria: a santa casa de Nazaré, onde a Virgem concebera o Verbo feito carne, foram transportada pelos anjos a Dalmácia, e de lá, por Ancona, para Recanati, Loreto. Era no ano de 1291. Os santos lugares da Palestina eram invadidos. A igreja magnífica, que a imperatriz Helena erigira em Nazaré, vinha de tombar sob o terrível martelo destruidor dos maometanos. O santo lar ia ter a mesma sorte, quando Deus ordenou aos anjos que o transportassem às terras felizes da fiel Dalmácia. Estava-se a 10 de maio. E, à segunda vigília da noite, o santuário de Nazaré fora depositado às margens do Adriático entre Tersatz e Fiume, num lugar vulgarmente chamado Rauniza pelos habitantes do país. Nicolau IV governava então a Igreja, e Rodolfo de Habsburgo o império. A cidade de Tersatz obedecia a Nicolau Frangipane, oriundo da antiga raça aniciens, cuja autoridade se estendia por terras da Croácia e da Esclavônia. Ao levantar da aurora, alguns habitantes se aperceberam, com espanto, do novo edifício, localizado num lugar onde jamais se vira casa alguma ou mesmo qualquer cabana. A bulha do prodígio bem cedo correu por toda a parte. E a concorrência foi tremenda. Donde viera aquela misteriosa construção, toda ela de pequenas pedras vermelhas e quadradas, ligadas por cimento? E a forma oriental, o estranho ar de antiguidade, a estrutura, tudo levava a interrogações sem fim. E o que mais desconcertava e a todos boquiabria, era o que se perguntavam, sem que o pudessem explicar, de que maneira se sustinha a mole, uma vez que estava pousada sobre a terra nua, sem quaisquer fundamentos. A surpresa, porém, e o estupor, seriam ainda bem maiores. Quando entraram e ganharam interior, pasmaram. A câmara formava um grande quadrilátero. O teto, encimado por um pequeno campanário, era de madeira, pintado de azul e dividido em muitos compartimentos, juncado por todo ele de estrelas douradas. Nas paredes e, abaixo dos lambris, notavam-se muitos semi-círculos que se entremesclavam , dando a idéia de vasos de formas variadas. As paredes, espessas dum côvado, erguidas sem regra e sem nível, não seguiam, exatamente, a linha vertical. Estavam cobertas dum reboco onde se viam, pintados, os principais mistérios daquele lugar sagrado. Uma porta assaz larga, aberta numa das partes laterais, dava entrada ao misterioso prédio. À direita, abria-se uma estreita e única janela. Em frente, erguia-se um altar construído de pedras quadradas, onde se elevava uma cruz grega antiga, ornada dum crucifixo pintado sobre uma tela colada à madeira, em cujo topo se lia o título de nossa salvação: Jesus Nazareno, Rei dos Judeus. Perto do altar havia um pequeno armário duma simplicidade admirável, destinado a receber os utensílios necessários a um pobre lar, com tigelas e pratinhos como se fora destinado a crianças. À esquerda, duma espécie de fogão ou lareira, com um nicho logo ao alto, muito trabalhado e muito precioso, sustentado por colunazinhas ornadas de caneluras, e de volutas, terminando por uma abóboda arredondada, formada por cinco luas que se juntavam, acorrentando-se mutuamente. Descansava ali uma imagem de cedro, representando a bem-aventurada Virgem. Estava de pé, muito doce e muito linda, com o Menino Jesus ao colo. O rosto de Maria, suave e tranqüilo e o rostinho gorducho do Menino Deus eram pintados duma tinta que se assemelhava à prata, escurecidos ambos, talvez pelo tempo ou pela fumaça dos círios que, porventura, houvessem acendido diante das santas representações. Uma coroa de pérolas, pousada na cabeça da Mãe dos homens, revelava-lhe a nobreza do semblante. Os cabelos, à nazarena caíam-lhe pelo pescoço, espargiam-se-lhe pelas espáduas. Vestida duma roupa dourada, apertada por um largo cinturão, aos pés lhe tombavam flutuante. Um manto azul lhe pousava nas costas sagradas. Tanto a Mãe celeste como o celeste Filho eram cinzelados e compostos da mesma antiga madeira. O Menino Jesus, mais corpulento que as crianças ordinárias, com um rosto onde transparecia uma divina majestade. Embelezado por cabelos também a nazarena, levantava a mão direita, os primeiros dedinhos erguidos como a abençoar, sustentando, na esquerda, o globo, símbolo de seu poder soberano sobre o universo. O estupor, pois, era geral. E as perguntas que ainda no dia seguinte se faziam era cada vez mais atormentadoras, e ficavam absolutamente sem resposta. Eis então quando surgiu a venerável figura do pastor da igreja de São Jorge, o bispo Alexandre, natural de Modruzia. E um murmúrio, febril e longo, encheu os ares – uma vez que o prelado jazia gravemente enfermo e sem esperanças de cura. Como aparecia ele, então, ali, cheio de viço e de disposição, no meio do povo? O rosto, trazia-o cheio de cor, não da cor doente da febre, e o corpo, antes fraco, movia-se com desembaraço. À noite, no leito da dor, sentira o mais ardente desejo de ir contemplar o prodígio, cujos rumores, como um enxame de abelhas, cruzava por toda parte. Então, nervosamente, chamou por Maria, da qual lhe haviam descrito a imagem do santuário. E Maria, ao mesmo instante, como Mãe carinhosa e solícita que é, lhe apareceu. Abriu-se-lhe o céu aos olhos, e a Santíssima Virgem, rodeada de anjos sem conta, sorrindo maravilhosamente, disse-lhe com uma voz, cuja doçura, sentia-o o bom bispo, vinda toda do mais fundo do sagrado coração. -Eis-me aqui, filho, que me chamaste, Vim dar-te um eficaz socorro e explicações sobre o mistério que teu coração deseja ver revelado. Fica, pois, sabendo que a santa morada trazida recentemente ao teu território é a casa mesma onde nasci e recebi quase toda a minha educação. Foi onde recebi a nova trazida pelo arcanjo Gabriel, onde concebi por obra do Espírito Santo o divino Menino. Foi lá, escuta, que o Verbo se fez carne! Os apóstolos, depois de minha morte, consagraram esta casa ilustre pelos altos mistérios, disputando

Evangelho Do Dia 2018-12-10

Segunda-feira, 10 de Dezembro de 2018. Segunda Semana do AdventoSanto do dia: São Mauro, mártirCor litúrgica: roxo Evangelho do dia: São Lucas 5, 17-26 Primeira leitura: Isaías 35, 1-10Leitura do Livro do Profeta Isaías: 1Alegre-se a terra que era deserta e intransitável, exulte a solidão e floresça como um lírio. 2Germine e exulte de alegria e louvores. Foi-lhe dada a glória do Líbano, o esplendor do Carmelo e de Saron; seus habitantes verão a glória do Senhor, a majestade do nosso Deus. 3Fortalecei as mãos enfraquecidas e firmai os joelhos debilitados. 4Dizei às pessoas deprimidas: ‘Criai ânimo, não tenhais medo! Vede, é vosso Deus, é a vingança que vem, é a recompensa de Deus; é ele que vem para vos salvar’. 5Então se abrirão os olhos dos cegos e se descerrarão os ouvidos dos surdos. 6O coxo saltará como um cervo e se desatará a língua dos mudos, assim como brotarão águas no deserto e jorrarão torrentes no ermo. 7A terra árida se transformará em lago, e a região sedenta, em fontes d’água; nas cavernas onde viviam dragões crescerá o caniço e o junco. 8Ali haverá uma vereda e um caminho; o caminho se chamará estrada santa: por ela não passará o impuro; mas será uma estrada reta em que até os débeis não se perderão. 9Ali não existem leões, não andam por ela animais de predadores, nem mesmo aparecem lá; os que forem libertados, poderão percorrê-la, 10os que o Senhor salvou, voltarão para casa. Eles virão a Sião cantando louvores, com infinita alegria brilhando em seus rostos: cheios de gozo e contentamento, não mais conhecerão a dor e o pranto. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 84 (85) – Quero ouvir o que o Senhor irá falar: é a paz que ele vai anunciar; a paz para o seu povo e seus amigos, para os que voltam ao Senhor seu coração. Está perto a salvação dos que o temem, e a glória habitará em nossa terra. R: Eis que vem o nosso Deus! Ele vem para salvar. – A verdade e o amor se encontrarão, a justiça e a paz se abraçarão; da terra brotará a fidelidade, e a justiça olhará dos altos céus. R: Eis que vem o nosso Deus! Ele vem para salvar. – O Senhor nos dará tudo o que é bom, e a nossa terra nos dará suas colheitas; a justiça andará na sua frente e a salvação há de seguir os passos seus. R: Eis que vem o nosso Deus! Ele vem para salvar. Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 5, 17-26 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Eis que o rei há de vir, Senhor da terra, ele mesmo de nós afastará o jugo do nosso cativeiro; Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas: 17Um dia Jesus estava ensinando. À sua volta estavam sentados fariseus e doutores da Lei, vindos de todas as aldeias da Galiléia, da Judéia e de Jerusalém. E a virtude do Senhor o levava a curar. 18Uns homens traziam um paralítico num leito e procuravam fazê-lo entrar para apresentá-lo. 19Mas, nóo achando por onde introduzi-lo, devido à multidão, subiram ao telhado e por entre as telhas o desceram com o leito no meio da assembléia diante de Jesus. 20Vendo-lhes a fé, ele disse: Homem, teus pecados estão perdoados. 21Os escribas e fariseus começaram a murmurar, dizendo: Quem é este que assim blasfema? Quem pode perdoar os pecados senão Deus? 22Conhecendo-lhes os pensamentos, Jesus respondeu, dizendo: ‘Por que murmurais em vossos corações? 23O que é mais fácil dizer: ‘teus pecados estão perdoados’, ou dizer: ‘levanta-te e anda’? 24Pois, para que saibais que o Filho do homem tem na terra poder de perdoar os pecados – disse ao paralítico – eu te digo: levanta-te, pega o leito e vai para casa’. 25Imediatamente, diante deles, ele se levantou, tomou o leito e foi para casa, louvando a Deus. 26Todos ficaram fora de si, glorificavam a Deus e cheios de temor diziam: ‘Hoje vimos coisas maravilhosas!’ – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor The post Evangelho do dia 2018-12-10 appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho

Evangelho Do Dia 2018-12-09

Domingo do Advento, 09 de Dezembro de 2018. Segunda Semana do AdventoSanto do dia: São João Diego CuauhtlatoatzinCor litúrgica: roxo Evangelho do dia: São Lucas 3, 1-6 Primeira leitura: Baruc 5, 1-9Leitura do Livro do Profeta Baruc: 1Despe ó Jerusalém, a veste de luto e de aflição, e reveste, para sempre, os adornos da glória vinda de Deus. 2Cobre-te com o manto da justiça que vem de Deus e põe na cabeça o diadema da glória do Eterno. 3Deus mostrará teu esplendor, ó Jerusalém, a todos os que estão debaixo do céu. 4Receberás de Deus este nome para sempre: ‘Paz-da-justiça e glória-da-piedade’. 5Levanta-te, Jerusalém, põe-te no alto e olha para o Oriente! Vê teus filhos reunidos pela voz do Santo, desde o poente até o levante, jubilosos por Deus ter-se lembrado deles. 6Saíram de ti, caminhando a pé, levados pelos inimigos. Deus os devolve a ti, conduzidos com honras, como príncipes reais. 7Deus ordenou que se abaixassem todos os altos montes e as colinas eternas, e se enchessem os vales, para aplainar a terra, a fim de que Israel caminhe com segurança, sob a glória de Deus. 8As florestas e todas as árvores odoríferas, darão sombra a Israel, por ordem de Deus. 9Sim, Deus guiará Israel, com alegria, à luz de sua glória, manifestando a misericórdia e a justiça que dele procedem. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 125 (126) – Quando o Senhor reconduziu nossos cativos, parecíamos sonhar; encheu-se de sorriso nossa boca, nossos lábios, de canções. R: Maravilhas fez conosco o Senhor, exultemos de alegria! – Entre os gentios se dizia: ‘Maravilhas fez com eles o Senhor!’ Sim, maravilhas fez conosco o Senhor, exultemos de alegria! R: Maravilhas fez conosco o Senhor, exultemos de alegria! – Mudai a nossa sorte, ó Senhor, como torrentes no deserto. Os que lançam as sementes entre lágrimas, ceifarão com alegria. R: Maravilhas fez conosco o Senhor, exultemos de alegria! – Chorando de tristeza sairão, espalhando suas sementes; cantando de alegria voltarão, carregando os seus feixes! R: Maravilhas fez conosco o Senhor, exultemos de alegria! Segunda leitura: Filipenses 1, 4-6.8-11Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses: Irmãos: 4Sempre em todas as minhas orações rezo por vós, com alegria, 5por causa da vossa comunhão conosco na divulgação do Evangelho, desde o primeiro dia até agora. 6Tenho a certeza de que aquele que começou em vós uma boa obra, há de levá-la à perfeição até ao dia de Cristo Jesus. 8Deus é testemunha de que tenho saudade de todos vós, com a ternura de Cristo Jesus. 9E isto eu peço a Deus: que o vosso amor cresça sempre mais, em todo o conhecimento e experiência, 10para discernirdes o que é o melhor. E assim ficareis puros e sem defeito para o dia de Cristo, 11cheios do fruto da justiça que nos vem por Jesus Cristo, para a glória e o louvor de Deus. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 3, 1-6 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Preparai o caminho do Senhor, endireitai suas veredas. Toda a carne há de ver a salvação do nosso Deus (Lc 3,4.6); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas: 1No décimo quinto ano do império de Tibério César, quando Pôncio Pilatos era governador da Judéia, Herodes administrava a Galiléia, seu irmão Filipe, as regiões da Ituréia e Traconítide, e Lisânias a Abilene; 2quando Anás e Caifás eram sumos sacerdotes, foi então que a palavra de Deus foi dirigida a João, o filho de Zacarias, no deserto. 3E ele percorreu toda a região do Jordão, pregando um batismo de conversão para o perdão dos pecados, 4como está escrito no Livro das palavras do profeta Isaías: ‘Esta é a voz daquele que grita no deserto: ‘preparai o caminho do Senhor, endireitai suas veredas. 5Todo vale será aterrado, toda montanha e colina serão rebaixadas; as passagens tortuosas ficarão retas e os caminhos acidentados serão aplainados. 6E todas as pessoas verão a salvação de Deus”. – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho por Beato Guerric de Igny, abade cisterciense4.º Sermão do Advento «O deserto e a terra árida vão alegrar-se, a estepe exultará e dará flores» (Is 35,1)«Uma voz clama no deserto: ‘Preparai o caminho do Senhor’». Irmãos, reflitamos antes de mais na graça da solidão, na beatitude do deserto, que mereceu ser consagrado ao repouso dos santos desde o começo da era da salvação. É verdade que o deserto foi santificado para nós pela «voz [que] clama no deserto», João Batista, que pregava e administrava um batismo de penitência; mas já antes dele os profetas mais santos tinham amado a solidão enquanto local favorável ao Espírito. Porém, este local recebeu uma graça de santificação incomparavelmente maior quando Jesus tomou o lugar de João (Mt 4,1). […] Ele permaneceu no deserto durante quarenta dias, como que para purificar e consagrar este local a uma vida nova; venceu o déspota que o assombrava […], não tanto por si, mas por aqueles que, no futuro, aí habitariam. […] Portanto, espera no deserto Aquele que te salvará do medo e das tempestades; quaisquer que sejam os combates que sobre ti se abatam, quaisquer que sejam as privações que venhas a sofrer, não regresses ao Egito, pois o deserto há de alimentar-te melhor com o maná. […] Jesus jejuou no deserto, mas muitas vezes alimentou a multidão que O seguia, e fê-lo de forma maravilhosa. […] Quando pensares que Ele te abandonou há muito, nessa altura Ele virá, recordado da sua bondade, para te consolar e te dizer: «Recordo-me da tua fidelidade no tempo da tua juventude, dos amores do tempo do teu noivado, quando me seguias no deserto» (Jer 2,1). Nessa altura, Ele fará do teu deserto um paraíso de delícias, e tu proclamarás, como o profeta, que «tem a glória do Líbano, a formosura do monte Carmelo e da planície de Saron» (Is 35,2). […] Então, da tua alma saciada brotará um hino de louvor: «Deem graças ao Senhor, pelo seu amor e pelas suas maravilhas em favor dos homens. Pois Ele deu de beber aos que tinham sede, e matou

Beato Bernardo Maria Silvestrelli

  Bernardo Maria, da nobre família Silvestrelli (Roma, 1831 – Moricone, Itália, 1911). Já sacerdote, entra na Congregação dos Passionistas (1857), tendo sido, durante o seu noviciado, companheiro de S. Gabriel de Nossa Senhora das Dores. Depois de ter ocupado distintos cargos na Congregação, foi Superior Geral nos anos 1878-1889 e 1893-1907. Acérrimo defensor do espírito da Congregação, herdado do Fundador, S. Paulo da Cruz, colaborou eficazmente na expansão do Instituto, criando-se, durante seu governo, seis novas províncias na Europa, no continente Americano e na Austrália. Beatificou-o João Paulo II em 1988.     The post Beato Bernardo Maria Silvestrelli appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho

Imaculada Conceição De Nossa Senhora

A criação de nossos primeiros pais, Adão e Eva, foi imaculada, ou seja, sem mancha. Deus mesmo, Pai, Filho e Espírito Santo, criou-os num estado de graça e de inocência. Que dizer do segundo Adão e da segunda Eva? Não tiveram eles o mesmo privilégio? O segundo Adão é Jesus Cristo, o Filho de Deus feito homem. Certamente, foi concebido sem pecado e em estado de graça uma vez que Ele é a graça e a santidade. Este segundo Adão fez com que desta graça participasse a segunda Eva, a Virgem Maria, sua Mãe? Vejamos o que disse no primeiro julgamento. Nossos primeiros pais, Adão e Eva, perderam a graça e a inocência quando comeram o fruto proibido. Deus, então, foi julgá-los. Ora, o Evangelho, ensina-nos que Deus Pai concedeu ao Filho todos os julgamentos. É pois, o Filho de Deus feito homem, Jesus Cristo, aquele que irá julgar os anjos, os homens e os demônios no fim do mundo. Foi, pois, o Filho de Deus, antes de se fazer homem, um dia, aquele que apareceu julgar Adão e Eva depois da falta cometida, mas para julgar na sua misericórdia. Tendo ouvido a voz do Senhor Deus, que passeava pelo paraíso, à hora da brisa, depois do meio-dia, Adão e a mulher esconderam-se da face do Senhor Deus no meio das árvores do paraíso. E o Senhor Deus chamou por Adão, e disse: “- Onde estás?” E ele respondeu: “- Ouvi tua voz no paraíso e tive medo, porque estava nu, e escondi-me”. (1) Disse-lhe Deus então: “- Mas quem te fez conhecer que estavas nu? Acaso comeste da árvore, da qual eu havia ordenado que não comesses?” Adão, respondendo disse: “- A mulher, que me deste por companheira, deu-me do fruto da árvore, e eu comi”. E o Senhor Deus disse para a mulher: “- Porque fizeste isto?” Ela respondeu: “- A serpente enganou-me e eu comi!” E o Senhor Deus disse à serpente: “- Porque fizeste isto, és maldita entre todos os animais e bestas da terra. Andarás de rasto sobre teu peito e comerás terra todos os dias da tua vida. Porei inimizades entre ti e a mulher, e entre a tua posteridade e a posteridade dela. Ela te pisará a cabeça e tu armarás traições ao seu calcanhar”. Disse também à mulher: “- Multiplicarei os teus trabalhos, e especialmente os de teus partos. Darás à luz com dor os dilhos, e desejarás com ardor a teu marido, que te dominará”. E disse a Adão: “- Por que deste ouvidos à voz de tua mulher, e comeste da árvore, da qual eu te havia ordenado que não comesses, a terra será maldita por tua causa. Dela tirarás o sustento com penosos trabalhos todos os dias de tua vida. Ela te produzirá espinhos e abrolhos, e tu comerás a erva da terra. Comerás o pão com o suor do teu rosto, até que voltes à terra, de que foste tomado, porque tu és pó, e em pó hás de tornar”. (2) Eis como o Filho de Deus proferiu o primeiro julgamento sobre o gênero humano, julgamento ao mesmo tempo cheio de justiça e de misericórdia, do qual todas as circunstâncias merecem uma particular atenção, notadamente aquelas que dizem respeito à mulher. Nossos primeiros pais envergonharam-se da falta cometida. Confessaram-na diante de Deus, o juiz. Deus imp^s-lhe por penitência penas desta vida, incluindo a morte, mas não os maldisse. Havia-os abençoado, e os dons de Deus são sem arrependimento. Não é, pois, verdadeiro dizer que Deus maldisse nossos primeiros pais, nem nós neles. Quanto à serpente, porém, que disse o soberano Juiz? Pois que fizeste isto, és maldita entre todos os animais e bestas da terra. Assim, foi a serpente que Deus amaldiçoou, não o homem, não a mulher. Amaldiçoou a serpente, ou, antes, Satanás disfarçado. E fê-lo sem o interrogar, sem necessidade de respostas quaisquer. Adão pecara por complacência. Eva, por sedução, e a serpente, por pura malícia. Maldita sejas, entre todos os animais e bestas da terra. Andarás de rasto sobre teu peito e comerás terra todos os dias da tua vida. Eis, pois, o espírito soberbo que queria ser igual ao Altíssimo condenado a arrastar-se como um réptil, ao fazer mil baixezas para persuadir aos homens imprevidentes, vergonhosos desejos. Nós o veremos como no Evangelho, a ele e aos seus, expulsos do corpo dum homem, pedir a Jesus Cristo, o juiz, a graça de poder alojar-se no corpo de porcos: Chegaram à outra banda do mar, ao território dos gerasenos. E, ao sair Jesus da barca, foi logo ter com ele, saindo dos sepulcros, um homem possesso de um espírito imundo, do qual tinha seu domicílio nos sepulcros, e nem com cadeias o podia alguém ter preso, porque, tendo sido atado por muitas vezes com grilhões e com cadeias, tinha quebrado as cadeias e despedaçado os grilhões, e ninguém o podia domar. E sempre, dia e noite, andava pelos sepulcros e pelos montes, gritando e ferindo-se com pedras. Vendo Jesus, porém, de longe, correu e prostrou-se diante dele. E, chamando em altas vozes, perguntou: “- Que tens tu comigo, Jesus, Filho de Deus Altíssimo? Eu te conjuro por Deus que não atormentes”. Por que? Porque Jesus lhe dizia: “- Espírito imundo, sai desse homem”. E perguntou, em seguida: “- Que nome é o teu?” E ele respondeu: “- O meu nome é Legião, porque somos muitos”. E suplicava-lhe que não o expulsasse daquele país. Ora, pastando por ali, encontrava-se uma grande vara de porcos. E os espíritos suplicavam a Jesus: “- Mandai-nos para os porcos, para nos metermos neles”. Jesus deu-lhes a permissão. E, saindo os espíritos imundos, entraram nos porcos. E a vara, que era de cerca de dois mil, precipitou-se por um despenhadeiro ao mar, onde se afogaram todos. Os que andavam apascentando, fugiram e foram espalhar a notícia pela cidade e pelos campos. E o povo foi ver o que sucedera. Foram ter com Jesus, e viram o que tinha sido vexado

Evangelho Do Dia 2018-12-08

Sábado, 08 de Dezembro de 2018. Primeira Semana do AdventoSanto do dia: Imaculada Conceição de Nossa SenhoraCor litúrgica: branco Evangelho do dia: São Lucas 1, 26-38 Primeira leitura: Gênesis 3, 9-15.20Leitura do Livro do Gênesis: 9O Senhor Deus o chamou, dizendo: “Onde estás?” 10E ele respondeu: “Ouvi tua voz no jardim, e fiquei com medo porque estava nu; e me escondi”. 11Disse-lhe o Senhor Deus: “E quem te disse que estavas nu? Então comeste da árvore, de cujo fruto te proibi comer?” 12Adão disse: “A mulher que tu me deste por companheira, foi ela que me deu do fruto da árvore, e eu comi”. 13Disse o Senhor Deus à mulher: “Por que fizeste isso?” E a mulher respondeu: “A serpente enganou-me e eu comi”. 14Então o Senhor Deus disse à serpente: “Porque fizeste isso, serás maldita entre todos os animais domésticos e todos os animais selvagens! Rastejarás sobre o ventre e comerás pó todos os dias da tua vida! 15Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça e tu lhe ferirás o calcanhar”. 20E Adão chamou à sua mulher “Eva”, porque ela é a mãe de todos os viventes. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 97 (98) – Cantai ao Senhor Deus um canto novo, porque ele fez prodígios! Sua mão e o seu braço forte e santo alcançaram-lhe a vitória. R: Cantai ao Senhor Deus um canto novo, porque ele fez prodígios! – O Senhor fez conhecer a salvação, e às nações, sua justiça; recordou o seu amor sempre fiel pela casa de Israel. R: Cantai ao Senhor Deus um canto novo, porque ele fez prodígios! – Os confins do universo contemplaram a salvação do nosso Deus. Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, alegrai-vos e exultai! R: Cantai ao Senhor Deus um canto novo, porque ele fez prodígios! Segunda leitura: Efésios 1, 3-6.11-12Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios: 3Bendito seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Ele nos abençoou com toda a bênção do seu Espírito em virtude de nossa união com Cristo, no céu. 4Em Cristo, ele nos escolheu, antes da fundação do mundo, para que sejamos santos e irrepreensíveis sob o seu olhar, no amor. 5Ele nos predestinou para sermos seus filhos adotivos por intermédio de Jesus Cristo, conforme a decisão da sua vontade, 6para o louvor da sua glória e da graça com que ele nos cumulou no seu Bem-amado. 11Nele também nós recebemos a nossa parte. Segundo o projeto daquele que conduz tudo conforme a decisão de sua vontade, nós fomos predestinados 12a sermos, para o louvor de sua glória, os que de antemão colocaram a sua esperança em Cristo. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 1, 26-38 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Maria, alegra-te, ó cheia de graça, o Senhor é contigo! (Lc 1,28); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas: Naquele tempo: 26no sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, 27a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de Davi e o nome da virgem era Maria 28O anjo entrou onde ela estava e disse: ‘Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!’ 29Maria ficou perturbada com estas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação. 30O anjo, então, disse-lhe: ‘Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. 31Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. 32Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. 33Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim’. 34Maria perguntou ao anjo: ‘Como acontecerá isso, se eu não conheço homem algum?’ 35O anjo respondeu: ‘O Espírito virá sobre ti, e o poder do Altissimo te cobrirá com sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado Santo, Filho de Deus. 36Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice. Este já é o sexto mês daquela que era considerada estéril, 37porque para Deus nada é impossível’. 38Maria, então, disse: ‘Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!’ E o anjo retirou-se. – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor The post Evangelho do dia 2018-12-08 appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho

Santo Ambrósio, Destemido Defensor Da Igreja

Aclamado pelo povo, admirado por Santo Agostinho, este “insigne pregador e piedoso Prelado” não receou enfrentar sequer o próprio Imperador. Luiz Francisco Beccari De importante família romana, Ambrósio nasceu em 340, na Gália, da qual seu pai era governador. Ainda jovem, viu sua irmã, Santa Marcelina, beijar a mão de um Bispo e deu-lhe a sua a beijar, dizendo: “Também eu serei Bispo um dia”. Estudou direito e retórica em Roma, e fez brilhante carreira: Advogado Consular, Conselheiro do Imperador e Governador das províncias de Emília e Ligúria, com sede em Milão. Uma singular eleição No ano 374, morreu o Bispo dessa cidade. Para eleger seu sucessor, a população se dividiu em dois partidos. Os católicos queriam eleger um homem fiel ao Papa, os arianos propugnavam por um sequaz de Ario. A exaltação dos ânimos ameaçava degenerar em guerra civil. O Governador Ambrósio viu-se obrigado a intervir para manter a ordem. Dispôs suas tropas na praça e fez cessar o tumulto. Em seguida, acompanhado de uma escolta, entrou na Catedral para garantir o bom andamento da eleição. Graças à sua eficaz ação, logo se acalmaram os ânimos exaltados. Então ele postou-se em lugar bem visível a todos os presentes, com olhar vigilante sobre a assembléia. Nesse momento, ouviram-se uns brados partidos do fundo do grandioso templo: – Ambrosius episcopus! (Ambrósio seja o Bispo!) Como surgiu essa surpreendente aclamação? Um menino, tão novo que ainda não sabia falar, foi quem deu o primeiro brado. Altamente admirada de ver o filho pronunciar suas primeiras palavras – e que palavras! – a mãe fez coro com ele, e logo se lhes juntaram outras vozes. Em pouco tempo, todos na Catedral, inclusive os arianos, bradavam em uníssono: – Ambrosius episcopus! Ambrosius episcopus! – Sou um pecador! Sou um pecador! – replicava o Governador. – Não importa, não importa! Invocamos sobre nós os teus pecados! – gritava o povo, a uma só voz. Ante essa inesperada manifestação, aquela autoridade do maior império do mundo não encontrou outra saída senão o recurso dos indefesos: fugiu e foi esconder-se no sítio de um amigo.  Os cristãos milaneses não desistiram. Enviaram uma delegação para relatar a Valentiniano I o que havia acontecido e rogar-lhe autorização para o Governador Ambrósio ser sagrado Bispo. O Imperador consentiu, reconhecendo no eleito um verdadeiro “enviado de Deus”. À vista disso, o amigo de Ambrósio indicou o lugar onde ele se encontrava. Reconduzido a Milão, o Santo acabou por reconhecer naqueles acontecimentos a vontade de Deus. De catecúmeno a Bispo, em oito dias O Bispo recém-eleito tinha 34 anos de idade e pertencia a uma família cristã, mas era apenas catecúmeno. Foi batizado, recebeu a ordenação sacerdotal logo em seguida e, oito dias depois, foi sagrado Bispo, a 7 de dezembro de 374. O clero e fiéis de todo o Império acolheram com indizível júbilo a notícia dessa prodigiosa intervenção divina. Não é difícil, sob impulso do Espírito Santo, ordenar um Bispo apenas oito dias após seu Batismo. Mas como, num curto tempo, transformar em pastor de almas um homem que, uma semana antes, era ainda catecúmeno? Pergunta interessante para se ver como a graça divina, quando bem correspondida, opera maravilhas. Ambrósio era rico, mas não apegado à riqueza deste mundo. Doou para a Igreja as terras que herdara. Quanto aos outros bens, distribuiu parte aos pobres, dando à Igreja o restante. Altos cargos no governo imperial, posição social brilhante, vida familiar – tudo isto ele sacrificou para se ocupar somente do serviço de Deus. Assim desembaraçado de qualquer preocupação terrena, o novo Bispo aplicou-se ao estudo das Sagradas Escrituras e dos autores eclesiásticos, sobretudo São Basílio. À medida que estudava, fazia pregações. Apenas três anos haviam decorrido, e já ele inaugurava – com a publicação dos livros “As Virgens” e “As viúvas” – a prodigiosa atividade de escritor que lhe valeu os títulos de Doutor e Padre da Igreja. Em breve tempo, ele brilhava no mundo cristão como o campeão da luta contra o arianismo, muito forte naquela época, e os restos do antigo paganismo. Triunfou sobre ambos, impondo silêncio à heresia e conquistando a Itália inteira para a Fé Católica. Tinha sempre presente sua alta responsabilidade na escolha dos candidatos ao sacerdócio. Por seu espírito de vigilância nesta matéria, adquiriu uma aguda capacidade de discernir quem estava apto ou não a ser admitido à recepção da sagrada Ordem. Por exemplo, pelo simples modo de andar, ele podia recusar um pretendente, pois dizia estar persuadido de que os movimentos desregrados do corpo são efeito do desregramento da alma. Confronto com o Imperador Teodósio I, o Grande, ascendeu ao trono imperial em 379. No ano seguinte, declarou o Cristianismo religião do Estado e proibiu os cultos pagãos. Entretanto, embora muito amigos, não deixou de haver certas divergências entre o Bispo e o Imperador, um propugnando pela inteira independência da Igreja, outro, pela do Estado. Durante uma rebelião no ano 390, foi assassinado em Tessalônica o comandante militar local. Por excitação de um camareiro intrigante, Teodósio decretou terrível vingança contra os habitantes dessa cidade. Sem distinguir inocentes de culpados, sem mesmo tomar em consideração idade e sexo, as tropas imperiais massacraram sete mil pessoas. Um clamor de indignação ressoou por todo o Império. Não podendo calar- se ante essa atrocidade criminosa, o Bispo – com solicitude de amigo e respeito de súdito, mas também com firmeza de representante de Deus – admoestou o Soberano de que nenhum sacerdote de sua Diocese lhe daria a absolvição. E, recordando-lhe o exemplo do Rei Davi, o exortou a fazer sincera penitência. Como para mostrar que ninguém tinha direito de vituperar-lhe o procedimento, o Imperador se dirigiu à igreja com grande aparato, segundo o costume. À porta do recinto sagrado, Ambrósio barrou-lhe a entrada: “Vejo que por desgraça, ó Imperador, não medes a gravidade do fato sanguinário ordenado por ti (…) Não acrescentes um novo crime ao que já te pesa. Retira-te e submete-te à penitência que Deus te impõe. Já que imitaste David no crime, imitao

Evangelho Do Dia 2018-12-07

Sexta-feira, 07 de Dezembro de 2018. Primeira Semana do AdventoSanto do dia: Santo Ambrósio, Bispo e Doutor da Igreja; Santa Fara, abadessaCor litúrgica: branco Evangelho do dia: São Mateus 9, 27-31 Primeira leitura: Isaías 29, 17-24Leitura do livro do Profeta Isaías: Assim fala o Senhor Deus: 17“Dentro de pouco tempo, não se transformará o Líbano em jardim? E não poderá o jardim tornar-se floresta? 18Naquele dia, os surdos ouvirão as palavras do livro, e os olhos dos cegos verão no meio das trevas e das sombras. 19Os humildes aumentarão sua alegria no Senhor, e os mais pobres dos homens se rejubilarão no santo de Israel. 20Fracassou o prepotente, desapareceu o trapaceiro e sucumbiram todos os malfeitores precoces, 21os que faziam os outros pecar por palavras, e armavam ciladas ao juiz à porta da cidade, e atacavam o justo com palavras falsas”. 22Isto diz o Senhor à casa de Jacó, ele que libertou Abraão: “Agora, Jacó não mais terá que envergonhar-se nem seu rosto terá que enrubescer; 23quando contemplarem as obras de minhas mãos, hão de honrar meu nome no meio do povo, honrarão o santo de Jacó e temerão o Deus de Israel; 24os homens de espírito inconstante conseguirão sabedoria, e os maldizentes concordarão em aprender”.  – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 26 (27) – O Senhor é minha luz e salvação; de quem eu terei medo? O Senhor é a proteção da minha vida; perante quem eu tremerei? R: O Senhor é minha luz e salvação. – Ao Senhor eu peço apenas uma coisa, e é só isto que eu desejo: habitar no santuário do Senhor por toda a minha vida; saborear a suavidade do Senhor e contemplá-lo no seu templo. R: O Senhor é minha luz e salvação. – Sei que a bondade do Senhor eu hei de ver na terra dos viventes. Espera no Senhor e tem coragem, espera no Senhor! R: O Senhor é minha luz e salvação. Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 9, 27-31 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Eis que virá o nooso Deus, com poder e majestade, e ele há de iluminar os olhos dos seus servos! Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus: Naquele tempo, 27partindo Jesus, dois cegos o seguiram, gritando: “Tem piedade de nós, filho de Davi!” 28Quando Jesus entrou em casa, os cegos se aproximaram dele. Então, Jesus perguntou-lhes: “Vós acreditais que eu posso fazer isso?” Eles responderam: “Sim, Senhor”. 29Então Jesus tocou nos olhos deles, dizendo: “Faça-se conforme a vossa fé”. 30E os olhos deles se abriram. Jesus os advertiu severamente: “Tomai cuidado para que ninguém fique sabendo”. 31Mas eles saíram e espalharam sua fama por toda aquela região.  – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho por São Máximo de Turim, BispoCC Sermão 53, sobre o salmo 117; PL 57, 361 «O Verbo era a luz verdadeira que, ao vir ao mundo, a todo o homem ilumina» (Jo 1,9) Este dia que o Senhor fez (Sl 117,24) penetra em todas as coisas e tudo contém, abarcando o Céu, a Terra e os infernos! A luz que é Cristo não é detida por muros, nem anulada pelos elementos, nem ofuscada pelas trevas. A luz de Cristo é um dia sem noite, um dia sem ocaso, que resplandece em toda a parte, que em toda a parte irradia e permanece. Cristo é o dia, afirma o apóstolo Paulo: «A noite vai avançada e aproxima-se o dia» (Rom 13,12). A noite vai avançada, afirma ele, e precede o dia. Significa isto que, quando aparece a luz de Cristo, as trevas do demónio se dispersam e a noite do pecado se detém: o esplendor eterno expulsa as sombras do passado e detém o progresso dissimulado do mal. A Escritura atesta que o dia de Cristo ilumina o Céu, a Terra e os infernos. Este dia brilha na Terra: «Ele era a luz verdadeira que, ao vir ao mundo, a todo o homem ilumina» (Jo 1,9); resplandece nos infernos: «O povo que andava nas trevas viu uma grande luz» Is 9,1); e, no Céu, o dia permanece, como afirma David: «A sua descendência permanecerá para sempre e o seu trono será como o Sol na minha presença» (Sl 89,37) The post Evangelho do dia 2018-12-07 appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho

Evangelho Do Dia 2018-12-07

Sexta-feira, 07 de Dezembro de 2018. Primeira Semana do AdventoSanto do dia: Santo Ambrósio, Bispo e Doutor da Igreja; Santa Fara, abadessaCor litúrgica: branco Evangelho do dia: São Mateus 9, 27-31 Primeira leitura: Isaías 29, 17-24Leitura do livro do Profeta Isaías: Assim fala o Senhor Deus: 17“Dentro de pouco tempo, não se transformará o Líbano em jardim? E não poderá o jardim tornar-se floresta? 18Naquele dia, os surdos ouvirão as palavras do livro, e os olhos dos cegos verão no meio das trevas e das sombras. 19Os humildes aumentarão sua alegria no Senhor, e os mais pobres dos homens se rejubilarão no santo de Israel. 20Fracassou o prepotente, desapareceu o trapaceiro e sucumbiram todos os malfeitores precoces, 21os que faziam os outros pecar por palavras, e armavam ciladas ao juiz à porta da cidade, e atacavam o justo com palavras falsas”. 22Isto diz o Senhor à casa de Jacó, ele que libertou Abraão: “Agora, Jacó não mais terá que envergonhar-se nem seu rosto terá que enrubescer; 23quando contemplarem as obras de minhas mãos, hão de honrar meu nome no meio do povo, honrarão o santo de Jacó e temerão o Deus de Israel; 24os homens de espírito inconstante conseguirão sabedoria, e os maldizentes concordarão em aprender”.  – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 26 (27) – O Senhor é minha luz e salvação; de quem eu terei medo? O Senhor é a proteção da minha vida; perante quem eu tremerei? R: O Senhor é minha luz e salvação. – Ao Senhor eu peço apenas uma coisa, e é só isto que eu desejo: habitar no santuário do Senhor por toda a minha vida; saborear a suavidade do Senhor e contemplá-lo no seu templo. R: O Senhor é minha luz e salvação. – Sei que a bondade do Senhor eu hei de ver na terra dos viventes. Espera no Senhor e tem coragem, espera no Senhor! R: O Senhor é minha luz e salvação. Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 9, 27-31 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Eis que virá o nooso Deus, com poder e majestade, e ele há de iluminar os olhos dos seus servos! Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus: Naquele tempo, 27partindo Jesus, dois cegos o seguiram, gritando: “Tem piedade de nós, filho de Davi!” 28Quando Jesus entrou em casa, os cegos se aproximaram dele. Então, Jesus perguntou-lhes: “Vós acreditais que eu posso fazer isso?” Eles responderam: “Sim, Senhor”. 29Então Jesus tocou nos olhos deles, dizendo: “Faça-se conforme a vossa fé”. 30E os olhos deles se abriram. Jesus os advertiu severamente: “Tomai cuidado para que ninguém fique sabendo”. 31Mas eles saíram e espalharam sua fama por toda aquela região.  – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho por São Máximo de Turim, BispoCC Sermão 53, sobre o salmo 117; PL 57, 361 «O Verbo era a luz verdadeira que, ao vir ao mundo, a todo o homem ilumina» (Jo 1,9) Este dia que o Senhor fez (Sl 117,24) penetra em todas as coisas e tudo contém, abarcando o Céu, a Terra e os infernos! A luz que é Cristo não é detida por muros, nem anulada pelos elementos, nem ofuscada pelas trevas. A luz de Cristo é um dia sem noite, um dia sem ocaso, que resplandece em toda a parte, que em toda a parte irradia e permanece. Cristo é o dia, afirma o apóstolo Paulo: «A noite vai avançada e aproxima-se o dia» (Rom 13,12). A noite vai avançada, afirma ele, e precede o dia. Significa isto que, quando aparece a luz de Cristo, as trevas do demónio se dispersam e a noite do pecado se detém: o esplendor eterno expulsa as sombras do passado e detém o progresso dissimulado do mal. A Escritura atesta que o dia de Cristo ilumina o Céu, a Terra e os infernos. Este dia brilha na Terra: «Ele era a luz verdadeira que, ao vir ao mundo, a todo o homem ilumina» (Jo 1,9); resplandece nos infernos: «O povo que andava nas trevas viu uma grande luz» Is 9,1); e, no Céu, o dia permanece, como afirma David: «A sua descendência permanecerá para sempre e o seu trono será como o Sol na minha presença» (Sl 89,37) The post Evangelho do dia 2018-12-07 appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho

São Nicolau, Bispo

Um dos biógrafos de São Nicolau, bispo de Mira, foi São João Damasceno. Nas nove odes em honra do santo, encontradas pelo Cardeal Mai, das quais as duas primeiras faltam, o poeta de Damasco resume a tradição comum dos gregos e dos latinos sobre o ilustre Pontífice de Mira. “Nem a areia que se encontra à beira-mar, diz ele, nem a multidão de vagas, nem as pérolas do orvalho e os flocos de neve, nem o coro dos astros, nem as gotas da chuva e as correntes dos rios, nem o murmúrio dos das fontes jamais se igualarão, ó Pai, ao número de teus milagres (1). Todo o universo tem em ti um pronto socorro nas aflições, um encorajamento nas tristezas, uma consolação nas calamidades, um defensor nas tentações, um remédio salutaríssimo nas enfermidades”.(2) O Padre Croiset, jesuíta, resume assim esta mesma vida no seu Ano Cristão: “São Nicolau, bispo de Mira, na Lícia, tão celebrado em todo o mundo pelo clarão das virtudes, pelo número de milagres e pela confiança do povo, pela qual intercedia sempre, nasceu em Patares, cidade da Lícia, na Ásia Menor. Os pais eram riquíssimos; mais ainda, piedosos. Quando já se encontravam desesperançados de ter um filho, nasceu-lhes Nicolau, que lhes foi um presente do céu. Tais presságios de futura santidade do jovem Nicolau animaram os virtuosos pais a redobrar de cuidados. E a educação que o menino teve foi toda ela cristã, esmeradamente cristã. Aplicando-se às ciências, em breve tornou-se sábio, mas, ao mesmo tempo, mais santo. A doçura, a mansidão, a modéstia eram nele coisas tão características que o impunham como modelo aos moços. Todos lhe admiravam a regularidade, a meiga devoção, a sabedoria, numa idade em que a vivacidade e o amor ao prazer dominam, onde as paixões são, ordinariamente, a grande impulsionadora das ações. Era São Nicolau bastante jovem quando perdeu os pais. Sentiu a perda grandemente, mas não foi obstáculo às virtudes. A morte do pai e da mãe, lhe legaram bens enormes, serviu para mais piedoso torná-lo, mas arredio e retirado, mais caridoso do que já era. Um dia, ao saber que um gentil-homem da cidade, pobre, muito pobre, estava a ponto de fazer prostituir as três filhas, porque não tinha nada de seu para casá-las, São Nicolau ficou tremendamente emocionado. Depois de pensar, esperou que a noite caísse, e, enchendo de moedas de ouro uma grande bolsa, saiu em demanda da casa do desolado pai. Então, quando percebeu que estava só, defronte à casa, diante duma janela providencialmente aberta, atirou a bolsa e deixou o local às carreiras, furtivamente, rente à parede das casas, para que a escuridão mais o ocultasse. No dia seguinte, quando o gentil-homem deu a bolsa, febrilmente pôs-se a contar o dinheiro, certificando-se de que continha uma grande quantia. Dando graças a Deus, pode dotar a filha mais velha, procurando casá-la imediatamente, certo, de que a Providência se ocuparia de outras duas. E assim foi, porque, logo na noite seguinte, sempre à socapada, o nosso bom santo arremessou pela janela outra bolsa, que continha a mesma soma da anterior. O pai, no auge da alegria, pressentiu que quem assim fazia faria ainda uma terceira vez. E um grande, insopitável desejo de conhecer o benfeitor o levou a emboscar-se, nem bem caíra a noite. São Nicolau, de fato, com uma terceira bolsa, protegido pela escuridão, rumou para a casa do gentil-homem. E, nem sequer saíra ainda a bolsa no cômodo costumeiro, já era efusivamente abraçado pelo pais das três jovens que saíra da sombra suma porta, onde se ocultara e tudo vira. São Nicolau, surpreso e, ao mesmo tempo, grandemente constrangido por ver-se descoberto, calou, sem saber o que dizer. Afinal, recuperando-se, ordenou, com veemência: – Isto deve ficar absolutamente em segredo – absolutamente! O gentil-homem prometeu-lhe que assim seria, categoricamente. Mas, no dia seguinte, já de manhã, toda a cidade sabia, encantada, daquela liberalidade, daquela caridade imensa. Virtude tão resplandecente e tão pura não era para o mundo. Com efeito, São Nicolau pensava em deixar o século. Deus escolhera-o para dele fazer um dos mais belos ornamentos da Igreja. E foi com a aprovação pública que o viram integrar o clero. O bispo de Mira, conhecendo-lhe a grande piedade e a não menor sabedoria, apressou-se em fazê-lo padre. Tal dignidade deu um novo lustre à santidade de Nicolau, e o sacerdócio, encontrando meios tão puros e alma tão cristã, comunicou-lhe um novo brilho à virtude, imprimindo novo rigor ao seu zelo. O tio, pronto para fazer uma viagem de devoção à terra santa, deixou a direção da diocese ao sobrinho. E Nicolau governou-a com tanta sabedoria e edificação geral, que todos passaram a desejá-lo para bispo. Falecendo o tio pouco depois do regresso, Nicolau, que nada temia mais do que o episcopado, aproveitou-se para deixar o país e demandou à Palestina. Após visitar os lugares santos, retirou-se ele a uma caverna onde se diz que o Menino Jesus, Nossa Senhora e São José, ao fugirem da Judéia, passaram uma noite, em demanda do Egito. Desejava ali ficar para o resto da vida, mas Deus deu-lhe a conhecer que devia retornar a Mira. E assim fez o Santo. Chegando a Mira, enfurnou-se num mosteiro aspirando à obscuridade, para dar-se aos exercícios da mais austera penitência. No entanto, o bispo João, que sucedera ao tio de Nicolau, vinha a falecer. Os bispos da província reuniram-se em Mira para dar à Igreja um novo bispo. A escolha ia difícil, não se chegava a um acordo, quando um dos mais veneráveis da assembléia por um movimento do Espírito Santo, disse que Deus desejava que se escolhesse para bispo de Mira o santo homem que primeiro entrasse na igreja para orar, no dia seguinte. São Nicolau foi o eleito de Deus, porque, sem nada saber do que se passava, certo dia, que era o que o velho bispo dissera, saiu do mosteiro, o que raramente fazia, para rezar na igreja. Todos ficaram agradavelmente surpresos quando viram que era