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Evangelho Do Dia 2018-11-26

Segunda-feira, 26 de Novembro de 2018. Santo do dia: São Sirício, PapaCor litúrgica: verde Evangelho do dia: São Lucas 21, 1-4 Primeira leitura: Apocalipse 14, 1-5Leitura do livro do Apocalipse de são João: Eu, João, 1tive esta visão: o Cordeiro estava de pé sobre o monte Sião. Com ele, os cento e quarenta e quatro mil que tinham a fronte marcada com o nome dele e o nome do seu Pai. 2Ouvi uma voz que vinha do céu; parecia o barulho de águas torrenciais e o estrondo de um forte trovão. O ruído que ouvi era como o som de músicos tocando harpa. 3Estavam diante do trono, diante dos quatro seres vivos e dos anciãos, e cantavam um cântico novo. Era um cântico que ninguém podia aprender; só os cento e quarenta e quatro mil marcados, que foram resgatados da terra. 4Eles seguem o Cordeiro aonde quer que vá. Foram resgatados do meio dos homens, como primeira oferta a Deus e ao Cordeiro. 5Na sua boca nunca foi encontrada mentira. São íntegros! – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 23 (24) – Ao Senhor pertence a terra e o que ela encerra, o mundo inteiro com os seres que o povoam; porque ele a tornou firme sobre os mares e, sobre as águas, a mantém inabalável. R: É assim a geração dos que buscam vossa face, ó Senhor, Deus de Israel. – “Quem subirá até o monte do Senhor, quem ficará em sua santa habitação?” “Quem tem mãos puras e inocente coração, quem não dirige sua mente para o crime. R: É assim a geração dos que buscam vossa face, ó Senhor, Deus de Israel. – Sobre este desce a bênção do Senhor e a recompensa de seu Deus e salvador.” “É assim a geração dos que o procuram e do Deus de Israel buscam a face.”  R: É assim a geração dos que buscam vossa face, ó Senhor, Deus de Israel. Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 21, 1-4 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Vigiai, diz Jesus, vigiai, pois, no dia em que não esperais, o vosso Senhor há de vir (Mt 24,42.44); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas: Naquele tempo, 1Jesus ergueu os olhos e viu pessoas ricas depositando ofertas no tesouro do templo. 2Viu também uma pobre viúva que depositou duas pequenas moedas. 3Diante disso, ele disse: “Em verdade vos digo que essa pobre viúva ofertou mais do que todos. 4Pois todos eles depositaram, como oferta feita a Deus, aquilo que lhes sobrava. Mas a viúva, na sua pobreza, ofertou tudo quanto tinha para viver”. – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho por Santo Ambrósio, Bispo e Doutor da IgrejaExortação às viúvas §§ 27ss. «Esta viúva pobre deu mais do que todos os outros» No Evangelho de Lucas, o Senhor ensina-nos como devemos ser misericordiosos e generosos para com os pobres, sem nos determos a pensar na nossa pobreza; porque a generosidade não se avalia segundo a abundância do património, mas segundo a disposição de dar. É por isso que a palavra do Senhor deu preferência entre todos à viúva, acerca da qual diz: «Esta viúva deu mais do que todos». No aspeto moral, o Senhor ensina-nos que não devemos deixar de fazer o bem por vergonha da pobreza, e que os ricos não se devem vangloriar por parecer que dão mais que os pobres. Uma pequena moeda tirada de poucos bens prevalece sobre um tesouro tirado da abundância; não se avalia o que é dado, mas sim o que fica. Ninguém deu mais do que aquela que nada guardou para si. […] Em sentido místico, não podemos esquecer esta mulher que põe duas moedas no tesouro. É seguramente grande, esta mulher que mereceu ser preferida a todos no juízo de Deus! Não terá sido ela que, pela sua fé, foi beber aos dois Testamentos, para auxílio dos homens? Por conseguinte ninguém fez mais que ela e nenhum homem pôde igualar a grandeza do seu donativo, dado que ela uniu a fé à misericórdia. Também tu, quem quer que sejas, […] não hesites em trazer para o tesouro duas moedas cheias de fé e graça. The post Evangelho do dia 2018-11-26 appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho

São Silvestre, Abade E Fundador

São Silvestre, nascido em 1177, em Osimo, perto de Ancona e de Loreto, era filho dum jurista, Ghislério di Jacopo, e de Branca Ghislieri. Data dos tempos de estudante, da adolescêcnia, de Bolonha e de Pavia, o conhecimento que teve de Benvenuto Scatiroli, futuro bispo de Ancona, ao qual se ligou por estreita amizade. Resolvido a dedicar-se a Deus, deixou a tudo, e foi viver numa gruta, onde, conta-se, tinha por único companheiro um lobo. Logo, discípulos de toda a região começaram a procurá-lo, pela fama de santidade. Em 1231, tendo erguido um pequeno mosteiro, o número dos seus habitantes cresceu tão rapidamente que, de 1231 a 1267, acabou por fundar outros doze, onde viviam quatrocentos e trinta e três monges. O Papa Inocêncio IV aprovou a nova congregação que surgira, beneditina, em 1247. Eremitismo, cenobitismo rústico e pobre, trabalhos manuais, ideal capaz de rivalizar com o objetivo dos religiosos mendicantes, isto era, de início, o que praticaram os futuros silvestrinos. São Silvestre faleceu em Monte Fano na noite de 26 de novembro de 1267. Desde 1301, fala-se da Ordem de São Silvestre. Data de 1233, o primeiro mosteiro das monjas silvestrinas. Os silvestrinos tem, atualmente, missões no Ceilão, na Austrália, e na América do Norte. Quase imediatamente depois do falecimento do filho de Ghislério e de Branca, o Papa Clemente IV autorizou o primeiro processo diocesano. O culto desenvolveu-se nas Marcas a principiar do século XIII. Leão XIII, em 1890, estendia a toda a Igreja o ofício e a missa de São Silvestre. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XX, p. 269-270)     The post São Silvestre, Abade e Fundador appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho

Santa Catarina De Alexandria, Virgem E Mártir

Santa Catarina era da cidade de Alexandria. Empregou os primeiros anos da vida no estudo das Santas Letras e das profanas. Foi um prodígio de doutrina. Maximino II, originário de Dácia, sobrinho de Maximino Galera, genro de Diocleciano, partilhava o império com Constantino, o Grande, e com Licínio, e porque o Egito lhe era do distrito, mais estava em Alexandria, capital desta província. Era um príncipe cruel. Contra os cristãos, herdara o ódio insopitável de Diocleciano e de Galera. Eis um edito seu: Saúdo a todos os que vivem no império. Tendo recebido um assinalado benefício da clemência dos deuses, resolvemos demonstrar nosso reconhecimento oferecendo-lhes sacrifícios. Eis aí que vos exortamos ao zelo que tendes, para que maior o seja, pelas divindades adoráveis. E se alguém ao nosso edito desprezar, ou outra religião tiver, que acarrete a cólera dos deuses, esse será rigorosa e inexoravelmente punido. De todos os lados, acorria-se para obedecer às ordens do imperador. O ar vivia perenemente obscurecido com o fumo das vítimas queimadas. Enquanto se sacrificava aos demônios, Catarina aplicava-se em sustentar a fé cristã, a todos fazendo ver claramente que os oráculos do paganismo nada mais eram do que pura ilusão. – Os que chamais deuses, dizia, não são mais do que homens que se tornaram famosos pela desordem, homens mortais que nada tem de divino. Não deveis obedecer às ordens do príncipe, pois assim atraís para vós o castigo de Deus, aquele verdadeiro, que fez o céu e a terra. Só Ele merecer ser louvado. Só Ele merece ser adorado. Depois de ter exortado os cristãos, resolveu abordar o imperador mesmo, para mostrar-lhe a impiedade em que vivia. Foi, pois, falar-lhe. Como Santa Catarina tinha o porte majestoso, e era de rara beleza, não demorou para conseguir audiência. E, na presença do príncipe, com firmeza, aquela firmeza que só a fé empresta, disse ao imperador que devia, já de longa data, ter reconhecido que aquela multidão de deuses adorados era vã, uma vez que a luz mesma da razão o demonstrava. Citou-lhe Plutarco e muitos outros homens de envergadura. Acrescentou que era estranho que um príncipe, pela característica ,mesma de imperador, ao invés de conduzir o povo ao culto do deus verdadeiro, fosse justamente atirá-lo às falsas divindades – e, o que era pior, ele mesmo dava o exemplo. – Deixai, disse-lhe, tal abominação, e rendei homenagem ai Deus verdadeiro, aquele que de fato, merece a suprema adoração. Quando Catarina acabou de falar, o imperador, boquiaberto de espanto, perguntou-lhe: – Quem és tu? Donde vens? – A Santa respondeu: – Minha origem é assaz conhecida em Alexandria. Chamo-me Catarina, e meus pais vem do ilustre do país. Emprego todo o meu tempo no conhecimento da verdade, e quanto mais estudo, mais me capacito da fragilidade dos ídolos que adorais. Sou cristã e tudo faço para ser esposa de Jesus Cristo. Meu único desejo é que o conheçais, e todo o vosso império convosco. Aquilo que professais nada mais é do que superstição. O imperador, não sabendo o que responder à virgem cristã, deixou o debate para depois. Reuniu cinqüenta filósofos, os mais renomados, alojou-os no palácio, tratando-os com deferências mil, como se fossem mestres do mundo, e mandou chamar a Santa. Antes de enfrentar o imperador pela segunda vez, com os cinqüenta luminares, um anjo apareceu à virgem e disse-lhe: – Nada temas. Haverás de persuadir os cinqüenta filósofos e um grande número dos que vão assistir a discussão. Far-lhes-ás conhecer Nosso Senhor Jesus Cristo e conquistarás a palma do martírio. Como surgiu, assim o anjo desapareceu. Fortalecida, Catarina entrou na vasta sala do palácio com passo firme e cabeça erguida, embora humilde. Indicaram-lhe assento em meio aos filósofos, perto do trono do imperador, ansioso todo ele e atento para não perder uma só palavra de tudo o que se dissesse. Um doutor pagão começou por dizer-lhe, tentando persuadi-la, que o sol, sob o nome de Apolo, era muito próprio para ser adorado. – É, disse, além do mais, útil ao mundo. Regra as estações, amadurece as frutas, os cereais, dá às flores as maravilhosas cores variegadas. Aos seres todos, com o calor, dá a vida. Devemos negar-lhe honrarias? Que seria do mundo sem a Liz que dele vem, sem o calor que a tudo anima? Por ventura a natureza não subsiste graças a ele? Aquilo era para Maximino a vitória. Que poderia a virgem opor àquela sabedoria?Pobre príncipe cego! Quão surpreso iria ficar! – Que seria de Apolo, deste sol que dizeis merecer nossa adoração, não fora o Deus verdadeiro? Está ele absolutamente sujeito ao Senhor, ao divino poder. Quando Jesus Cristo, pregado à cruz, expirou para a salvação dos homens, foi obrigado a empalidecer – e a terra viu-se coberta de trevas em pleno meio-dia. A quem obedeceu senão a uma força superior – a Deus Todo-poderoso. E, discorrendo sobre coisas convincentíssimas, derrotou os filósofos. O imperador incitou-os para que opusessem maiores argumentos aos que a Santa expusera, mas todos se reconheceram vencidos, confessando, em seguida, existir, de fato, um só Deus verdadeiro. E asseveraram: – Assinaremos esta verdade com o próprio sangue, se assim for necessário. Maximino, irritado, que podia fazer? Unicamente o que lhe parecia certo fazer: defender a causa dos deuses condenando ao fogo os que lhe eram contrários. Os filósofos converteram-se e sofreram o martírio com uma constância invencível. A Catarina, fez com que a atormentassem cruelmente, mas a generosa adoradora de Jesus Cristo tudo suportou e suplantou, conquistando, na prisão, mais almas para o Esposo. A imperatriz, e Porfírio, chefe da primeira legião, com duzentos soldados, confessaram Jesus Cristo, confirmando a conversão pelo martírio. Quando à santa, foi, depois de inomináveis torturas, abatida. E os anjos que desceram do céu para lhe testemunhar o combate e honrá-la com a presença, tomaram-lhe o corpo – diz o martirológio – e o levaram para o Monte Sinai, onde, cantando, entoando louvores à glória de Deus, que é sempre admirável nos seus santos, a sepultaram ternamente. Foto: santiebeati.it

Evangelho Do Dia 2018-11-25

Domingo, 25 de Novembro de 2018. Santo do dia: Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do UniversoCor litúrgica: branco Evangelho do dia: São João 18, 33-37 Primeira leitura: Daniel 7, 13-14Leitura do livro do profeta Daniel: 13“Continuei insistindo na visão noturna, e eis que, entre as nuvens do céu, vinha um como filho de homem, aproximando-se do ancião de muitos dias, e foi conduzido à sua presença. 14Foram-lhe dados poder, glória e realeza, e todos os povos, nações e línguas o serviam: seu poder é um poder eterno que não lhe será tirado, e seu reino, um reino que não se dissolverá.” – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 92 (93) – Deus é rei e se vestiu de majestade, revestiu-se de poder e de esplendor! R: Deus é rei e se vestiu de majestade, glória ao Senhor! – Vós firmastes o universo inabalável, vós firmastes vosso trono desde a origem, desde sempre, ó Senhor, vós existis! R: Deus é rei e se vestiu de majestade, glória ao Senhor! – Verdadeiros são os vossos testemunhos, refulge a santidade em vossa casa pelos séculos dos séculos, Senhor! R: Deus é rei e se vestiu de majestade, glória ao Senhor! Segunda leitura: Apocalipse 1, 5-8Leitura do livro do Apocalipse: 5Jesus Cristo é a testemunha fiel, o primeiro a ressuscitar dentre os mortos, o soberano dos reis da terra. A Jesus, que nos ama, que por seu sangue nos libertou dos nossos pecados 6e que fez de nós um reino, sacerdotes para seu Deus e Pai, a ele a glória e o poder, em eternidade. Amém. 7Olhai! Ele vem com as nuvens, e todos os olhos o verão, também aqueles que o traspassaram. Todas as tribos da terra baterão no peito por causa dele. Sim. Amém! 8“Eu sou o alfa e o ômega”, diz o Senhor Deus, “aquele que é, que era e que vem, o todo-poderoso”. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 18, 33-37 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– É bendito aquele que vem vindo, que vem vindo em nome do Senhor, e o Reino que vem seja bendito, ao que vem e a seu Reino, o louvor! (Mc 11,9s); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João: Naquele tempo, 33Pilatos chamou Jesus e perguntou-lhe: “Tu és o rei dos judeus?” 34Jesus respondeu: “Estás dizendo isso por ti mesmo ou outros te disseram isso de mim?” 35Pilatos falou: “Por acaso, sou judeu? O teu povo e os sumos sacerdotes te entregaram a mim. Que fizeste?” 36Jesus respondeu: “O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus guardas lutariam para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu reino não é daqui”. 37Pilatos disse a Jesus: “Então tu és rei?” Jesus respondeu: “Tu o dizes: eu sou rei. Eu nasci e vim ao mundo para isto: para dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade escuta a minha voz”.  – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor The post Evangelho do dia 2018-11-25 appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho

Evangelho Do Dia 2018-11-24

Sábado, 24 de Novembro de 2018. Santo do dia: Santos André Dung-Lac, presbítero, e companheiros, mártires; Santo Alberto de Lovaina, Bispo e mártirCor litúrgica: vermelho Evangelho do dia: São Lucas 20, 27-40 Primeira leitura: Apocalipse 11, 4-12Leitura do livro do Apocalipse de São João: Disseram a mim, João: 4“Essas duas testemunhas são as duas oliveiras e os dois candelabros que estão diante do Senhor da terra. 5Se alguém quiser fazer-lhes mal, um fogo sairá da boca delas e devorará seus inimigos. Sim, se alguém quiser fazer-lhes mal, é assim que vai morrer. 6Elas têm o poder de fechar o céu, de modo que não caia chuva alguma enquanto durar a sua missão profética. Elas têm também o poder de transformar as águas em sangue. E quantas vezes elas quiserem, podem ferir a terra com todo tipo de praga. 7Quando elas terminarem o seu testemunho, a besta que sobe do abismo vai combater contra elas, vai vencê-las e matá-las. 8E os cadáveres das duas testemunhas vão ficar expostos na praça da grande cidade, que se chama, simbolicamente, Sodoma e Egito e na qual foi crucificado também o Senhor delas. 9Gente de todos os povos, raças, línguas e nações verão seus cadáveres durante três dias e meio e não deixarão que os corpos sejam sepultados. 10Os habitantes da terra farão festa pela morte das testemunhas; felicitar-se-ão e trocarão presentes, pois esses dois profetas estavam incomodando os habitantes da terra”. 11Depois dos três dias e meio, um sopro de vida veio de Deus, penetrou nos dois profetas e eles ficaram de pé. Todos aqueles que os contemplavam ficaram com muito medo. 12Ouvi então uma voz forte, vinda do céu, chamando os dois: “Subi para aqui!” Eles subiram ao céu, na nuvem, enquanto os inimigos ficaram olhando. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 143 (144) – Bendito seja o Senhor, meu rochedo, que adestrou minhas mãos para a luta e os meus dedos treinou para a guerra! R: Bendito seja o Senhor, meu rochedo! – Ele é meu amor, meu refúgio, libertador, fortaleza e abrigo; é meu escudo: é nele que espero, ele submete as nações a meus pés. R: Bendito seja o Senhor, meu rochedo! – Um canto novo, meu Deus, vou cantar-vos, nas dez cordas da harpa louvar-vos, a vós que dais a vitória aos reis e salvais vosso servo Davi. R: Bendito seja o Senhor, meu rochedo! Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 20, 27-40 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Jesus Cristo salvador destruiu o mal e a morte; fez brilhar pelo evangelho a luz e a vida imperecíveis (2Tm 1,10); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas: Naquele tempo, 27aproximaram-se de Jesus alguns saduceus, que negam a ressurreição, 28e lhe perguntaram: “Mestre, Moisés deixou-nos escrito: ‘Se alguém tiver um irmão casado e este morrer sem filhos, deve casar-se com a viúva a fim de garantir a descendência para o seu irmão’. 29Ora, havia sete irmãos. O primeiro casou e morreu sem deixar filhos. 30Também o segundo 31e o terceiro se casaram com a viúva. E assim os sete: todos morreram sem deixar filhos. 32Por fim, morreu também a mulher. 33Na ressurreição, ela será esposa de quem? Todos os sete estiveram casados com ela”. 34Jesus respondeu aos saduceus: “Nesta vida, os homens e as mulheres casam-se, 35mas os que forem julgados dignos da ressurreição dos mortos e de participar da vida futura, nem eles se casam nem elas se dão em casamento; 36e já não poderão morrer, pois serão iguais aos anjos, serão filhos de Deus, porque ressuscitaram. 37Que os mortos ressuscitam, Moisés também o indicou na passagem da sarça, quando chama o Senhor o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó. 38Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos, pois todos vivem para ele”. 39Alguns doutores da lei disseram a Jesus: “Mestre, tu falaste muito bem”. 40E ninguém mais tinha coragem de perguntar coisa alguma a Jesus. – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho por São Paciano de Barcelona, BispoHomilia sobre o batismo, 6-7; PL 13, 1093 «Não é um Deus de mortos, mas de vivos» «Assim como trouxemos a imagem do homem da Terra, assim também levaremos a imagem do homem celeste; [porque] o primeiro homem, tirado da terra, é terreno; o segundo vem do Céu» (1Cor 15,49.47). Se assim agirmos, meus bem-amados, não morreremos no futuro. Mesmo que o nosso corpo se dissolva, viveremos em Cristo, conforme Ele afirma: «Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em Mim, mesmo que tenha morrido, viverá» (Jo 11,25). Estamos certos, segundo o testemunho do próprio Senhor, de que Abraão, Isaac, Jacob e todos os santos estão vivos. Porque é acerca deles que o Senhor diz: «Não é um Deus de mortos, mas de vivos, porque para Ele todos estão vivos». E o apóstolo Paulo afirma, falando de si próprio: «É que, para mim, viver é Cristo e morrer, um lucro. […] Tenho o desejo de partir e de estar com Cristo» (Fil 1,21.23). E declara ainda: «Estamos sempre confiantes e conscientes de que, permanecendo neste corpo, vivemos exilados, longe do Senhor, pois caminhamos pela fé e não pela visão» (2Cor 5,6-7). Eis aquilo em que acreditamos, irmãos bem-amados. Aliás, o apóstolo diz também: «Se nós temos esperança em Cristo apenas para esta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens» (1Cor 15,19). A vida neste mundo, como vedes, é igual para os animais, as feras, os pássaros, e para nós próprios, e pode até ser mais longa para eles. Mas o que é próprio do homem é o que Cristo nos deu pelo seu Espírito, que é a vida sem fim, sob condição de não voltarmos a pecar: «É que o salário do pecado é a morte; ao passo que o dom gratuito que vem de Deus é a vida eterna, em Cristo Jesus, Senhor nosso» (Rom 6,23). The post Evangelho do dia 2018-11-24 appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho

São Porciano, Abade

São Porciano, desde a adolescência, esforçou-se para viver perto de Deus. Escravo dum homem cruel, bárbaro e inescrupuloso, foi tratado duramente. As vezes, fugindo de perversos castigos, buscava um mosteiro da vizinhança, e, ali, pedia ao abade que intercedesse por ele. Um dia livrou-se definitivamente. O rude senhor foi buscá-lo na abadia, gritando que o abade tudo andava fazendo para lhe seduzir o escravo em assim, retirá-lo do seu serviço. E exigiu que lhe entregasse o jovem, então escondido. O abade chamou-o, e perguntou: – Que desejas que eu faça, Porciano? Porciano, amedrontado, respondeu: – Faze com que ele me perdoe. O senhor perdoou-o, prometendo ao abade que não castigaria o escravo. E o jovem, aliviado, seguiu o senhor. A meio caminho de casa, subitamente, o senhor perdeu a vista. Abatido, levado por Porciano, tornou ao abade, dizendo-lhe com voz entrecortada de soluços: – Eu te suplico, roga ao Senhor por mim, e toma este escravo para que sirva o mesmo Senhor. Talvez merecerei recuperar a luz que acabo de perder. O abade disse a Porciano: – Peço-te, impõe tuas mãos sobre os olhos dele. O jovem recusou, negando-o humildemente. O abade, em tom enérgico, insistiu. Então Porciano aproximou-se do cego, fez-lhe o sinal da cruz nos olhos, os quais, imediatamente, tornaram a ver. Elevado à clericatura, o Santo chegou a tal altura na virtude que, morto o bom abade, substituiu-o no governo da fundação que mais tarde recebeu o seu nome. Penitente, levou vida santa, piedosa e austera. Acabado pelos jejuns, faleceu em 532, ano em que Teodorico invadiu o Auvergue. Conta-se que, já velho, respeitado pela fama de santidade, quando soube que o rei acampara em Artona, foi vê-lo, de manhãzinha. Teodorico, então, ainda dormia, na sua tenda de campanha. São Porciano, encaminhou-se para o primeiro oficial, Sigivaldo, e se queixou do grande número de prisioneiros que o soberano vinha fazendo. Sigivaldo, muito respeitosamente, recebeu o velho e santo abade. Delicadamente, rogou-lhe que lavasse as mãos, descansasse da caminhada e tomasse um copo de vinho em sua companhia. Porciano desculpou-se, pois não chegara a hora em que podia tomar qualquer coisa. Ademais, ainda não saudara o rei. Enquanto humildemente o Santo se excusava, Sigivaldo, sem lhe dar ouvidos, ia enchendo os copos. Tomou dum e estendeu-o ao doce velho e rogou que o acompanhasse., O abade apanhou o copo, mas, nem bem o fizera, partiu-se ele ao meio e, junto com o vinho que se esparramou, escorregou e caiu ao chão imensa e grossa cobra asquerosa, viscosa e feia. Sigivaldo caiu de joelhos. E atabalhoadamente, pôs-se a beijar os pés e a fímbria do hábito de São Porciano, espaventadamente, sem cessar. Os presentes, vendo o oficial tão amedrontado, também se prosternaram, e entraram a beijar as marcas que os pés do santo abade haviam deixado no chão. Logo, um grande rumor encheu todo o acampamento, e o rei, julgando que o exército recebia um ataque de surpresa, pulou da cama. Quando soube do sucedido e do objetivo da visita de São Porciano, deu ordens imediatas para que todos os prisioneiros fossem postos em liberdade. São Porciano enfrentou o diabo várias vezes. Duma feita, à noite, quando dormia, despertou e viu a cela em chamas. O fogo, forte e vivo, tomava-a quase completamente. O santo abade precipitou-se para a porta, correndo, mas quando procurou abri-la, não conseguiu. Empregou toda a força de que dispunha, debalde. Entrementes, o fogo, crepitando e aumentando assustadoramente, ameaçava toda a cela. O santo desistiu das tentativas que empregava para abrir a porta. Deixou-a, pôs-se de joelhos, e principiou a rezar, depois do sinal da cruz: o fogo, vagarosamente, foi-se extinguindo, desaparecendo, sem deixar qualquer marcar, sem ter feito o mínimo estrago. São Porciano, então, compreendeu que aquilo nada mais fora do que um embuste do demônio. O velho abade faleceu em idade bastante avançada. A sepultura que lhe recebeu o corpo, pouco depois do enterramento foi ilustrada, através dos tempos, por um sem-número de milagres. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XX, p. 226 à 229) The post São Porciano, Abade appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho

Evangelho Do Dia 2018-11-24

Sábado, 24 de Novembro de 2018. Santo do dia: Santos André Dung-Lac, presbítero, e companheiros, mártires; Santo Alberto de Lovaina, Bispo e mártirCor litúrgica: vermelho Evangelho do dia: São Lucas 20, 27-40 Primeira leitura: Apocalipse 11, 4-12Leitura do livro do Apocalipse de São João: Disseram a mim, João: 4“Essas duas testemunhas são as duas oliveiras e os dois candelabros que estão diante do Senhor da terra. 5Se alguém quiser fazer-lhes mal, um fogo sairá da boca delas e devorará seus inimigos. Sim, se alguém quiser fazer-lhes mal, é assim que vai morrer. 6Elas têm o poder de fechar o céu, de modo que não caia chuva alguma enquanto durar a sua missão profética. Elas têm também o poder de transformar as águas em sangue. E quantas vezes elas quiserem, podem ferir a terra com todo tipo de praga. 7Quando elas terminarem o seu testemunho, a besta que sobe do abismo vai combater contra elas, vai vencê-las e matá-las. 8E os cadáveres das duas testemunhas vão ficar expostos na praça da grande cidade, que se chama, simbolicamente, Sodoma e Egito e na qual foi crucificado também o Senhor delas. 9Gente de todos os povos, raças, línguas e nações verão seus cadáveres durante três dias e meio e não deixarão que os corpos sejam sepultados. 10Os habitantes da terra farão festa pela morte das testemunhas; felicitar-se-ão e trocarão presentes, pois esses dois profetas estavam incomodando os habitantes da terra”. 11Depois dos três dias e meio, um sopro de vida veio de Deus, penetrou nos dois profetas e eles ficaram de pé. Todos aqueles que os contemplavam ficaram com muito medo. 12Ouvi então uma voz forte, vinda do céu, chamando os dois: “Subi para aqui!” Eles subiram ao céu, na nuvem, enquanto os inimigos ficaram olhando. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 143 (144) – Bendito seja o Senhor, meu rochedo, que adestrou minhas mãos para a luta e os meus dedos treinou para a guerra! R: Bendito seja o Senhor, meu rochedo! – Ele é meu amor, meu refúgio, libertador, fortaleza e abrigo; é meu escudo: é nele que espero, ele submete as nações a meus pés. R: Bendito seja o Senhor, meu rochedo! – Um canto novo, meu Deus, vou cantar-vos, nas dez cordas da harpa louvar-vos, a vós que dais a vitória aos reis e salvais vosso servo Davi. R: Bendito seja o Senhor, meu rochedo! Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 20, 27-40 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Jesus Cristo salvador destruiu o mal e a morte; fez brilhar pelo evangelho a luz e a vida imperecíveis (2Tm 1,10); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas: Naquele tempo, 27aproximaram-se de Jesus alguns saduceus, que negam a ressurreição, 28e lhe perguntaram: “Mestre, Moisés deixou-nos escrito: ‘Se alguém tiver um irmão casado e este morrer sem filhos, deve casar-se com a viúva a fim de garantir a descendência para o seu irmão’. 29Ora, havia sete irmãos. O primeiro casou e morreu sem deixar filhos. 30Também o segundo 31e o terceiro se casaram com a viúva. E assim os sete: todos morreram sem deixar filhos. 32Por fim, morreu também a mulher. 33Na ressurreição, ela será esposa de quem? Todos os sete estiveram casados com ela”. 34Jesus respondeu aos saduceus: “Nesta vida, os homens e as mulheres casam-se, 35mas os que forem julgados dignos da ressurreição dos mortos e de participar da vida futura, nem eles se casam nem elas se dão em casamento; 36e já não poderão morrer, pois serão iguais aos anjos, serão filhos de Deus, porque ressuscitaram. 37Que os mortos ressuscitam, Moisés também o indicou na passagem da sarça, quando chama o Senhor o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó. 38Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos, pois todos vivem para ele”. 39Alguns doutores da lei disseram a Jesus: “Mestre, tu falaste muito bem”. 40E ninguém mais tinha coragem de perguntar coisa alguma a Jesus. – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho por São Paciano de Barcelona, BispoHomilia sobre o batismo, 6-7; PL 13, 1093 «Não é um Deus de mortos, mas de vivos» «Assim como trouxemos a imagem do homem da Terra, assim também levaremos a imagem do homem celeste; [porque] o primeiro homem, tirado da terra, é terreno; o segundo vem do Céu» (1Cor 15,49.47). Se assim agirmos, meus bem-amados, não morreremos no futuro. Mesmo que o nosso corpo se dissolva, viveremos em Cristo, conforme Ele afirma: «Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em Mim, mesmo que tenha morrido, viverá» (Jo 11,25). Estamos certos, segundo o testemunho do próprio Senhor, de que Abraão, Isaac, Jacob e todos os santos estão vivos. Porque é acerca deles que o Senhor diz: «Não é um Deus de mortos, mas de vivos, porque para Ele todos estão vivos». E o apóstolo Paulo afirma, falando de si próprio: «É que, para mim, viver é Cristo e morrer, um lucro. […] Tenho o desejo de partir e de estar com Cristo» (Fil 1,21.23). E declara ainda: «Estamos sempre confiantes e conscientes de que, permanecendo neste corpo, vivemos exilados, longe do Senhor, pois caminhamos pela fé e não pela visão» (2Cor 5,6-7). Eis aquilo em que acreditamos, irmãos bem-amados. Aliás, o apóstolo diz também: «Se nós temos esperança em Cristo apenas para esta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens» (1Cor 15,19). A vida neste mundo, como vedes, é igual para os animais, as feras, os pássaros, e para nós próprios, e pode até ser mais longa para eles. Mas o que é próprio do homem é o que Cristo nos deu pelo seu Espírito, que é a vida sem fim, sob condição de não voltarmos a pecar: «É que o salário do pecado é a morte; ao passo que o dom gratuito que vem de Deus é a vida eterna, em Cristo Jesus, Senhor nosso» (Rom 6,23). The post Evangelho do dia 2018-11-24 appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho

São Clemente, Papa E Mártir

Enquanto a ruína de Jerusalém e do templo acarretava a ruína da sinagoga e do sacerdote de Aarão, os pontífices da Igreja cristã se sucediam, em Roma, na Cátedra eterna de São Pedro. São Lino, morto depois de um pontificado de quase doze anos, a contar da época em que São Pedro o encarregou de governar a Igreja romana em sua ausência, e de somente dois depois do martírio do mesmo apóstolo, subiu ao pontificado São Clemente, o mesmo do qual São Pedro fala na epístola aos Filipenses. Temos do Papa São Clemente uma carta aos cristãos de Corinto. Escreveu-a por ocasião dum cisma assaz grave, excitado naquela igreja por um pequeno número de sediciosos, que enciumados dalguns sacerdotes de grande mérito e virtude comprovada, não cessaram de os perseguir. E, enquanto não os viram, pela calúnia e os artifícios, despojados das dignidades, não deram tréguas. O ciúme e a inveja sempre, em todos os tempos, geraram grandes males, diz ele. Além dos exemplos da antiguidade, cita o de apóstolos perseguidos, que acabaram recebendo a coroa dos mártires, tudo devido ao ciúme, à inveja. Cita também, na carta, o caso de duas damas ilustres, Danaide e Dirce, que por inveja, foram gravemente maltratadas, e chegaram à vitória. Deveis fugir das dissensões, das disputas, e abraçar a penitência, praticar a caridade, a humildade, a doçura, para conservar a boa ordem nas funções da igreja, evitando agitações e respeitando a hierarquia eclesiástica, submisso, cada qual, aos legítimos pastores. (…) Depois doutras considerações, prossegue: Considerai os que fazem a guerra: com que ordem, com que bravura e submissão executam ordens do comando. Nem todos são generais, nem tribunos, nem centuriões, nem oficiais de grau. Cada qual, no posto que lhe é peculiar, executa ordenadamente o que lhe compete executar: acatam todos o que do rei e dos chefes emana. Os grandes não podem subsistir sem os pequenos, os humildes, nem os pequeninos sem os grandes. É recíproca harmonia que resulta a utilidade comum. Devemos observar pontualmente o que nos foi prescrito por Deus. É Ele que estabelece, por suprema vontade, em que tempo, em que lugar e por quais pessoas é preciso fazerem-se oblações sagradas e celebrar os divinos ofícios: as oferendas dos que são puros, santos e agradáveis aos olhos do Pai, que em tudo se conformam com a vontade divina. Aos prelados são designadas funções próprias. Aos sacerdotes, o competente lugar, Tudo, então, marchará bem. Depois acrescenta que, para estabelecer a ordem, foi Jesus Cristo enviado por Deus, e os apóstolos por Cristo Jesus, depois da descida do Espírito Santo. Nota-se nesta carta que, falando da ressurreição dos corpos, São Clemente cita, entre outros exemplos, tirados da natureza, o da fênix, a fabulosa ave que, segundo a mitologia, vivia nãos e anos e, queimada, renascia das cinzas mesmas. Uma coisa mais notável ainda, é que, falando da harmonia que reina no universo, refere-se abertamente aos antípodas, ou seja, à parte do globo que se designou Novo Mundo. E continua, para exortar à paz: Os céus, movendo-se à vontade do Criador, são-lhe submissos em paz. O dia e a noite, sem jamais embaraçar um na outra, cumprem a carreira que Ele lhes prescreveu. O sol, a lua, todo o conjunto dos astros, segundo a ordem que jamais transgridem, rolam nas esferas imensas que lhes foram traçadas. Nos tempos marcados pela Vontade, a terra, sem hesitar, sem mudar nos decretos, apresenta o seio fecundo e carregado de alimentos para os homens, os animais e todos os seres que a habitam. Os abismos impenetráveis, os segredos do mundo subterrâneo são regidos pela mesma lei. Conforme às ordens do Supremo, a profundeza do mar, soerguida, em toda a extensão, não transpõe as barreiras que o contém. Deus ordena, e ele obedece: Diz-lhe “Tu virás até aqui. Aqui as ondas se quebrarão sobre si mesmas”. O oceano, impermeável ao homem, e tudo o que nele existe, governam-no as mesmas leis do soberano Mestre. A primavera, o verão, o outono e o inverno sucedem-se na paz um com o outro. Atendendo o tempo prescrito, os ventos cumprem o ministério que devem cumprir, sem obstáculos. As fontes, inesgotáveis, criadas para entreter a saúde e a vida, obedecem ao homem, sem jamais falar, águas abundantes. Enfim, até na mais pequena assembléia de animais reina a paz e a concórdia. Tudo é paz, tudo é ordem. Assim o quer o Criador e o Mestre de todas as coisas, que se mostra bondoso com tudo, mais ainda conosco, os homens, aos quais deu o Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, a quem a glória e a majestade nos séculos dos séculos. Amém. Depois dessa carta foram enviados a Corinto cinco legados: Cláudio, Efebo, Valério, Viton e Fortunato, sem dúvida a fim de que, pela prudência, zelo e sabedoria, trabalhassem ainda de viva voz para acalmar as dissensões, e restabelecessem naquela igreja a tranquilidade e a paz. Também aos romanos roga como aos de Corinto: Diligenciai a fim de que nos tragam o mais cedo possível, boas novas de vossa paz e de vossa concórdia, coisas que, naturalmente, desejamos com vivo ardor. Esta carta foi escrita depois da morte de Nero, e antes da destruição de Jerusalém e do templo. Nela, entrevê-se que os sacrifícios da manhã e da noite ainda se ofereciam em Jerusalém, no adro do templo, ao pé do altar, e depois do pontífice e dos ministros terem atentamente examinado a vítima. Nela também se fala da perseguição de Nero, onde São Pedro e São Paulo sofreram o martírio com um grande número de fiéis. Duas outras cartas de Clemente foram descobertas nas quais fala das vantagens da virgindade. Diz São Jerônimo: Nas epístolas que Clemente, sucessor de São Pedro, escreveu às virgens, quase em todas elas se estende as excelências da virgindade. Foi o Papa São Clemente que enviou às Gálias, São Dionísio, primeiro bispo de Paris. São Clemente, discípulo e sucessor de São Pedro, recebeu, como ele, a coroa dos mártires. Foi exilado no Quersoneso, durante a

Evangelho Do Dia 2018-11-23

Sexta-feira, 23 de Novembro de 2018. Santo do dia: São Clemente I, Papa e mártir; Beato Miguel Agostinho Pró, presbítero e mártirCor litúrgica: verde Evangelho do dia: São Lucas 19, 45-48 Primeira leitura: Apocalipse 10, 8-11Leitura do livro do Apocalipse de São João: 8Aquela mesma voz do céu que eu, João, já tinha ouvido tornou a falar comigo: “Vai, pega o livrinho aberto da mão do anjo que está de pé sobre o mar e a terra”. 9Eu fui até o anjo e pedi que me entregasse o livrinho. Ele me falou: “Pega e come. Será amargo no estômago, mas na tua boca será doce como mel”. 10Peguei da mão do anjo o livrinho e o comi. Na boca era doce como mel, mas, quando o engoli, meu estômago tornou-se amargo. 11Então ele me disse: “Deves profetizar ainda contra outros povos e nações, línguas e reis”.  – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 118 (119) – Seguindo vossa lei, me rejubilo muito mais do que em todas as riquezas. R: Como é doce ao paladar vossa Palavra, ó Senhor. – Minha alegria é a vossa aliança, meus conselheiros são os vossos mandamentos. R: Como é doce ao paladar vossa Palavra, ó Senhor. – A lei de vossa boca, para mim, vale mais do que milhões em ouro e prata. R: Como é doce ao paladar vossa Palavra, ó Senhor. – Como é doce ao paladar vossa Palavra, muito mais doce do que o mel na minha boca! R: Como é doce ao paladar vossa Palavra, ó Senhor. – Vossa Palavra é minha herança para sempre, porque ela é que me alegra o coração! R: Como é doce ao paladar vossa Palavra, ó Senhor. – Abro a boca e aspiro largamente, pois estou ávido de vossos mandamentos. R: Como é doce ao paladar vossa Palavra, ó Senhor. Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 19, 45-48 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Minhas ovelhas escutam minha voz, eu as conheço, e elas me seguem (Jo 10,27); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas: Naquele tempo, 45Jesus entrou no templo e começou a expulsar os vendedores. 46E disse: “Está escrito: ‘Minha casa será casa de oração’. No entanto, vós fizestes dela um antro de ladrões”. 47Jesus ensinava todos os dias no templo. Os sumos sacerdotes, os mestres da lei e os notáveis do povo procuravam modo de matá-lo. 48Mas não sabiam o que fazer, porque o povo todo ficava fascinado quando ouvia Jesus falar. – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor The post Evangelho do dia 2018-11-23 appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho

Santa Cecília, Virgem E Mártir

Pelo Pe. Iolando Azzi S.D.B. As duas Cecílias Quem, aos dias de hoje, por turismo ou devoção, parte de Roma pela porta de São Sebastião e se encaminha pela Via Ápia Antica, ao chegar à altura do quilômetro três, depara à esquerda com um grandioso monumento: uma imponente torre cilíndrica de vinte metros de diâmetro, bem conservada apesar dos seus vinte séculos de existência. É uma tumba de Cecília Metella. A solene inscrição que se divisa ao longe recorda que a nobre matrona romana ali sepultada foi Cecília, filha de Quinto Metello Crético e esposa de Crasso, filho do triúnviro e general de Céssar na Gália. Um monumento, portanto, da era de Augusto. Na antiga Roma imperial, os mortos não podiam ser sepultados dentro dos muros que limitavam o perímetro urbano da cidade. Por isso os romanos adquiriam terrenos ao longo das grandes vias que partiam da Cidade Eterna e ali faziam construir os túmulos de suas famílias. Os séculos fizeram desaparecer a maior parte desses grandiosos monumentos funerários que ornavam as alas das vias imperiais nas proximidades de Roma. A tumba de Cecília Metella é um dos poucos que resistiu aos tempos e que ainda se pode contemplar. Mas a Via Ápia esconde ainda a memória de outra Cecília. Esconde: é o termo adequado, pois é necessário para encontrá-la baixar as catacumbas de São Calisto, que se situam à direita, cerca de um quilômetro antes. São as mais célebres de Roma, pois aí foram sepultados quase todos os Papas do século III: Zeferino, Cornélio, Fabiano, Eutiquiano, Lúcio… Ao lado dessa famosa cripta papal, descoberta por De Rossi no século passado, acha-se a capela de Santa Cecília. Nesse local a santa venerada deste tempos mui remotos, conforme atesta um afresco da santa que os arqueólogos dataram do século VII. É provável que este terreno fosse primitivamente propriedade da família dos Cecílios ou Cecilianos, pois De Rossi recolheu nessa cripta diversas lápides, marmóreas com inscrições datadas do século II ao século V. Assim a inscrição de “Sétimius Praetextatus Caecilianus” e sua esposa “Pompéia Attica” do século IV. Pode-se concluir com probabilidade que a cripta de Santa Cecília era a capela funerária dos Cecílios. Pelos adornos e símbolos de suas lápides sepulcrais, observa-se que os Cecílios eram pagãos inicialmente, e que depois se converteram ao cristianismo. Estes, verossimilmente, ao se converterem, colocaram à disposição da Igreja aquele campo funerário para a sepultura de seus irmãos na fé. Tal conjectura tem algum fundamento, pois não seria um fato único na história da Igreja antiga. Com efeito, já desde a segunda metade do século I alguns membros da família imperial dos Flávios, ao se converteram ao cristianismo (Flávio Clemente, Flávia Domitila), haviam cedido seus terrenos para a sepultura dos cristãos: é a catacumba de Domitila que se encontra a pouca distância , na Via Ardeatina, e cuja parte mais importante é justamente o hipogeu dos Flávios. O mesmo se diga das catacumbas de Priscila na Via Nomentana, pertencente provavelmente à nobre família dos Acílios (Acílio Glábrio, ex-cônsul romano, é um dos mártires da perseguição de Domiciano). A Via Appia, pois, conserva duas importantes memórias dos antigos Cecílios: a tumba de Cecília Metella e a cripta de Santa Cecília. Duas Cecílias: a primeira, nobre matrona romana do século I, a segunda nobre jovem cristã do século III, provavelmente. A tumba de Cecília Metella, em sua imponente majestade, é hoje um corpo sem alma, pois o nome da nobre matrona nada mais significa aos nossos contemporâneos. A cripta de Santa Cecília, ao contrário, apresenta-se ainda hoje como um dos santuários de grande veneração em Roma, pois ali acorrem diariamente numerosos peregrinos de Roma e do mundo para venerar a grande santa, consagrada pela Igreja como padroeira da música. Santa Cecília na tradição cristã e na liturgia Entre as santas mais antigas e mais veneradas pela tradição popular Santa Cecília ocupa um lugar de primária importância. Sua biografia, baseada nos dados de uma Paixão (ou seja, descrição do martírio) escrita no século VI, é uma das mais conhecidas e divulgadas. Os dados principais dessa Paixão são os seguintes: Cecília é apresentada como uma jovem romana de família nobre, que é prometida, sem que seus pais soubessem, e tinha consagrada a Deus sua virgindade. No dia de núpcias, enquanto a música ressoava no salão de festas, ela entoava em seu coração um hino à virtude da castidade. Na primeira noite do matrimônio declara ao seu jovem esposo que não ouse tocar o seu corpo com amor impuro, pois que ela tem ao seu lado um anjo encarregado por Deus para defender sua virtude. Valeriano exprime desejos de poder também ele ver o anjo. Cecília apresenta-lhe como condição essencial a recepção do batismo. O esposo manifesta-lhe suas boas disposições e ela o envia ao bispo Urbano que se encontra refugiado na Via Ápia. O nobre romano recebe as primeiras instruções na religião cristã e é batizado por Urbano. Ao regressar para casa, fica deslumbrado diante da visão celeste do anjo de Cecília. O exemplo de Valeriano, é imitado posteriormente por seu irmão Tibúrcio. Ambos, juntamente com Máximo, convertido por eles, são martirizados em Roma sob o governo do prefeito Túrcio Almáquio. Pouco depois também Cecília é citada ao tribunal de Almáquio, por ser cristã. A jovem e condenada à morte por asfixia no “calidarium” de sua própria casa. Não obtendo esta pena o efeito desejado, Almáquio ordena que a virgem seja decapitada ali mesmo. O algoz treme ao dar-lhe os golpes fatais e a deixa semi- viva. Sua agonia prolonga-se por três dias. Nesse tempo Cecília confirma seus familiares na fé cristã e faz doação de seus bens à Igreja. O Papa Urbano mandou sepultar seu corpo virginal ao lado dos outros bispos, seus colegas. A casa do martírio foi transformada em igreja. Tais são, em resumo, os dados da Paixão. Escrita num século em que reinava no Ocidente grande entusiasmo pela vida religiosa, reflete claramente a intenção do autor de compor uma prática exortação de renúncia aos