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Santo Evaristo, Papa E Mártir

É o quinto Papa da Igreja Católica a receber, como seus predecessores, a coroa do Martírio. Foi em Roma, numa época em que as perseguições contra a Santa Igreja de Deus eram implacáveis. Tempos muito aflitivos para os cristãos que pagavam com a própria vida sua recusa em abjurar a fé. Santo Evaristo era judeu-grego de nascimento. Seu pai chamava-se Judas, originário de Belém, mas acabou fixando residência na Grécia. Educou seu filho na doutrina e princípios judaicos. Evaristo manifestou, desde a mais tenra infância, boas disposições pela virtude e pelas letras, fato que seu pai observou e cuidou de cultivar com dedicação. Assim foi progredindo Evaristo nas ciências, de forma que tornou-se pessoa de excelentes talentos, dentro dos seus puros e inocentes costumes. Não se sabe as circunstâncias e a época em que se converteu ao cristianismo e nem a época precisa em que foi para Roma, mas passou a ser conhecido como um membro do clero que destacou-se rapidamente em santidade, reconhecida por toda a Roma. Era um presbítero conhecido por acender o fervor e devoção no coração dos seus fiéis, pelos seus exemplos de virtude e caridade cristã. Sucedeu a São Clemente no trono pontifício. Apesar de resistir em assumir o cargo, após declarar publicamente sua indignidade, acabou sendo aclamado pelo clero e pelo povo como merecedor de tão nobre missão. A unanimidade de opiniões, portanto, fez com que fosse consagrado Papa no ano de 101. Logo que assumiu a cadeira de São Pedro, aplicou todo o seu desvelo para remediar as necessidades da Santa Igreja, perseguida por toda a parte, num calamitoso tempo em que a chama da heresia tentava debelar-se em território sagrado. O espírito das trevas valia-se de todos os artifícios para derramar o veneno de seus erros, particularmente, entre os fiéis de Roma. Porém, como o Divino Mestre tinha empenhado sua palavra, de que as portas do inferno jamais prevaleceriam contra Sua Igreja, dispôs, em sua amorosa providência, que ocupasse Santo Evaristo a cátedra da verdade, a fim de deter a inundação de iniqüidade e para dissipar esta multidão de inimigos. Com efeito, tão bem cuidou do aprisco que o Senhor lhe havia confiado, que todos os fiéis de Roma, conservaram sempre a pureza da fé. Ainda que a maior parte dos heresiarcas tenham concorrido para perverter a capital, o zelo, as instruções e a solicitude pastoral do Santo Padre foram preservativos tão eficazes, que o veneno do erro jamais pôde seduzir o coração de um só fiel sequer. Além da luta contra a heresia, empenhou-se também no aperfeiçoamento da disciplina eclesiástica, por meio de prudentíssimas regras e decretos. Foi por sua determinação que Roma foi dividida em paróquias. Essas paróquias, confiadas a diversos presbíteros, não eram na época igrejas públicas, mas oratórios de casas particulares, onde se congregavam os cristãos para ouvir a Palavra de Deus e para assistir à celebração dos divinos mistérios. Nas portas destes oratórios, eram afixadas cruzes para que fossem diferenciados dos locais profanos públicos, que eram distinguidos por estátuas de imperadores. Também, por decreto, definiu que o matrimônio fosse celebrado publicamente pelo sacerdote. Seu infatigável zêlo, fazia com que visitasse as paróquias pessoalmente, sempre preocupado com a conservação de seu rebanho na pureza da fé. Laboriosamente cuidava da causa das crianças e dos escravos, com solicitude e empenho. Ainda que o imperador Trajano fosse um dos melhores príncipes dos gentios, quer por sua paciência como por sua moderação, nem por isto receberam os cristãos melhor tratamento. Apesar de não ter firmado novo edito contra a Santa Religião, nutria mortal aversão aos cristãos, não porque os conhecesse, senão pelos horrorosos retratos que cortesãos idólatras e sacerdotes de ídolos, pintavam na mente do imperador. E bastava esta aversão para excitar contra os cristãos, o povo e os magistrados. O trabalho apostólico de Santo Evaristo continuava com vigor, de forma que o número de fiéis crescia palpavelmente, para insatisfação dos inimigos de Cristo. A vinha do Senhor era regada com o sangue dos Mártires, ostentando-se cada vez mais florida e fecunda. Os pagãos concluíram que essa fecundidade era efeito do zelo ardentíssimo do Santo Pontífice. Após arquitetarem diversas artimanhas, para pôr têrmo ao crescimento da religião de Cristo, decidiram que o meio mais eficaz para dispersar o rebanho, seria ferir o pastor. E assim foi feito! Fecharam-no com cadeias e conduziram-no ao cárcere para ser julgado. Conduzido ao tribunal, demonstrou tanta alegria ao receber sentença de morte por amor a Jesus Cristo, que os magistrados quedaram atônitos, não conseguindo compreender como cabia tanto valor e tanta constância em um pobre velho, acabrunhado pelo peso dos anos. Enfim, foi condenado à morte como o cabeça dos cristãos, no dia 26 de outubro do ano 107, recebendo a honra de ser mais um mártir da Igreja Universal. Fonte: http://www.paginaoriente.com/santos/evaristo1410papa.htm     The post Santo Evaristo, Papa e Mártir appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho

Evangelho Do Dia 2018-10-27

Sábado, 27 de Outubro de 2018. Santo do dia: Santo Oterano, mongeCor litúrgica: verde Evangelho do dia: São Lucas 13, 1-9 Primeira leitura: Efésios 4, 7-16Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios: Irmãos: 7Cada um de nós recebeu a graça na medida em que Cristo lha deu. 8Daí esta palavra: ‘Tendo subido às alturas, ele capturou prisioneiros, e distribuiu dons aos homens’. 9’Ele subiu’! Que significa isso, senão que ele desceu também às profundezas da terra? 10Aquele que desceu é o mesmo que subiu mais alto do que todos os céus, a fim de encher o universo. 11E foi ele quem instituiu alguns como apóstolos, outros como profetas, outros ainda como evangelistas, outros, enfim, como pastores e mestres. 12Assim, ele capacitou os santos para o ministério, para edificar o corpo de Cristo, 13até que cheguemos todos juntos à unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, ao estado do homem perfeito e à estatura de Cristo em sua plenitude. 14Assim, não seremos mais crianças ao sabor das ondas, arrastados por todo vento de doutrina, ludibriados pelos homens e induzidos por sua astúcia ao erro. 15Motivados pelo amor queremos ater-nos à verdade e crescer em tudo até atingirmos aquele que é a Cabeça, Cristo. 16Graças a ele, o corpo, coordenado e bem unido, por meio de todas as articulações que o servem, realiza o seu crescimento, segundo uma atividade à medida de cada membro, para a sua edificação no amor. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 121 (122) – Que alegria, quando ouvi que me disseram: ‘Vamos à casa do Senhor!’ E agora nossos pés já se detêm, Jerusalém, em tuas portas.   R: Que alegria, quando me disseram: Vamos à casa Senhor!   – Jerusalém,cidade bem edificada num conjunto harmonioso; para lá sobem as tribos de Israel, as tribos do Senhor.   R: Que alegria, quando me disseram: Vamos à casa Senhor!   – Para louvar, segundo a lei de Israel, o nome do Senhor. A sede da justiça lá está e o trono de Davi.   R: Que alegria, quando me disseram: Vamos à casa Senhor! Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 13, 1-9 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Não quero a morte do pecador, diz o Senhor, mas que ele volte, se converta e tenha vida (Ez 33,11); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas: 1Naquele tempo, vieram algumas pessoas trazendo notícias a Jesus a respeito dos galileus que Pilatos tinha matado, misturando seu sangue com o dos sacrifícios que ofereciam. 2Jesus lhes respondeu: ‘Vós pensais que esses galileus eram mais pecadores do que todos os outros galileus, por terem sofrido tal coisa? 3Eu vos digo que não. Mas se vós não vos converterdes, ireis morrer todos do mesmo modo. 4E aqueles dezoito que morreram, quando a torre de Siloé caiu sobre eles? Pensais que eram mais culpados do que todos os outros moradores de Jerusalém? 5Eu vos digo que não. Mas, se não vos converterdes, ireis morrer todos do mesmo modo.’ 6E Jesus contou esta parábola: ‘Certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha. Foi até ela procurar figos e não encontrou. 7Então disse ao vinhateiro: ‘Já faz três anos que venho procurando figos nesta figueira e nada encontro. Corta-a! Por que está ela inutilizando a terra?’ 8Ele, porém, respondeu: ‘Senhor, deixa a figueira ainda este ano. Vou cavar em volta dela e colocar adubo. 9Pode ser que venha a dar fruto. Se não der, então tu a cortarás.’ – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho por Santo Agostinho, Bispo e Doutor da IgrejaConfissões, livro 8 Responder ao apelo de Deus e converter-se Elas prendiam-me, aquelas velhas amigas, aquelas bagatelas de bagatela, vaidades de vaidade! Mansamente, puxavam-me pela veste de carne e murmuravam em voz baixa: «Queres mandar-nos embora? Deixa-te disso! Quando deixarmos de estar contigo, já não te será permitido fazer isto, ou aquilo». Oh! o que elas me sugeriam, meu Deus! […] Eu hesitava em as afastar, em saltar para onde Tu me chamavas; os maus hábitos diziam-me, tirânicos: «Julgas que poderás viver sem elas?» Mas a sua voz já era fraca, porque, do lado para onde eu voltava a cara e receava passar, a casta dignidade da continência convidava-me, nobre e graciosamente, a avançar sem receio, mostrando-me uma multidão de bons exemplos: […] «Foi o Senhor seu Deus que me entregou a eles. Porque te hás de apoiar em ti mesmo, se não te aguentas em pé? Lança-te nos seus braços, não tenhas medo. Ele não Se vai afastar para que caias. Lança-te sem receio; ele te receberá e curará». […] Esta disputa no meu coração era uma luta de mim contra mim mesmo. […] Quando o meu olhar conseguiu por fim retirar do fundo do meu coração todas as minhas misérias, ergueu-se uma imensa tempestade de lágrimas. Para apaziguar a tormenta, levantei-me e saí. […] Sem saber muito bem como, estendi-me debaixo de uma figueira e abandonei-me completamente às lágrimas, que correram em cascata – sacrifício digno de Ti, meu Deus. E, sem poder conter-me, perguntei-Te: «E tu, Senhor, até quando? Até quando estarás irritado? Não guardes a lembrança das nossas antigas iniquidades» (Sl 6,4; 78,5). […] E lancei gritos pungentes: «Quanto tempo mais? Quanto tempo? Amanhã, sempre amanhã. Porque não já?» […] E eis que ouvi uma voz vinda da casa ao lado, uma voz de criança ou de donzela, que cantava e repetia: «Toma e lê! Toma e lê!» Nesse instante, voltei a mim e tentei lembrar-me se seria o refrão de algum jogo infantil; mas nada me vinha à memória. Reprimindo as lágrimas, levantei-me com a ideia de que o Céu me ordenava que abrisse o livro do apóstolo Paulo e lesse a primeira passagem em que os meus olhos se fixassem. […] Voltei para casa à pressa, agarrei no livro e li a primeira coisa que vi: «Nada de comezainas e bebedeiras, nada de devassidão e libertinagens, nada de discórdias e invejas. Revesti-vos do Senhor Jesus Cristo. Não vos entregueis às coisas da carne, satisfazendo os seus

Evangelho Do Dia 2018-10-26

Sexta-feira, 26 de Outubro de 2018. Santo do dia: Beato Boaventura de Potenza, sacerdoteCor litúrgica: verde Evangelho do dia: São Lucas 12, 54-59 Primeira leitura: Efésios 4, 1-6Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios: Irmãos: 1Eu, prisioneiro no Senhor, vos exorto a caminhardes de acordo com a vocação que recebestes: 2Com toda a humildade e mansidão, suportai-vos uns aos outros com paciência, no amor. 3Aplicai-vos a guardar a unidade do espírito pelo vínculo da paz. 4Há um só Corpo e um só Espírito, como também é uma só a esperança à qual fostes chamados. 5Há um só Senhor, uma só fé, um só batismo, 6um só Deus e Pai de todos, que reina sobre todos, age por meio de todos e permanece em todos. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 23 (24) – Ao Senhor pertence a terra e o que ela encerra, o mundo inteiro com os seres que o povoam; porque ele a tornou firme sobre os mares, e sobre as águas a mantém inabalável.   R: É assim a geração dos que buscam vossa face, ó Senhor, Deus de Israel.   – ‘Quem subirá até o monte do Senhor, quem ficará em sua santa habitação?’ ‘Quem tem mãos puras e inocente coração, quem não dirige sua mente para o rime. R: É assim a geração dos que buscam vossa face, ó Senhor, Deus de Israel. – Sobre este desce a bênção do Senhor e a recompensa de seu Deus e Salvador’. ‘É assim a geração dos que o procuram, e do Deus de Israel buscam a face’.   R: É assim a geração dos que buscam vossa face, ó Senhor, Deus de Israel. Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 12, 54-59 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, pois revelaste os mistérios do teu Reino aos pequeninos, escondendo-os aos doutores! (Mt 11,25); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas: Naquele tempo: 54Jesus dizia às multidões: ‘Quando vedes uma nuvem vinda do ocidente, logo dizeis que vem chuva. E assim acontece. 55Quando sentis soprar o vento do sul, logo dizeis que vai fazer calor. E assim acontece. 56Hipócritas! Vós sabeis interpretar o aspecto da terra e do céu. Como é que não sabeis interpretar o tempo presente? 57Por que não julgais por vós mesmos o que é justo? 58Quando, pois, tu vais com o teu adversário apresentar-te diante do magistrado, procura resolver o caso com ele enquanto estais a caminho. Senão ele te levará ao juiz, o juiz te entregará ao guarda, e o guarda te jogará na cadeia. 59Eu te digo: daí tu não sairás, enquanto não pagares o último centavo.’ – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho por Santo Agostinho, Bispo e Doutor da IgrejaSermão 109; PL 38,636 «Porque não sabeis discernir o tempo presente?» Acabámos de escutar o evangelho em que Jesus critica aqueles que, sabendo reconhecer o aspeto do céu, não eram capazes de reconhecer o tempo em que urgia crer no Reino dos Céus. Era aos judeus que Ele o dizia, mas essa palavra também se dirige a nós. Ora, o próprio Senhor Jesus Cristo começou assim a sua pregação: «Convertei-vos, porque está próximo o Reino do Céu» (Mt 4,17). João Batista, o Precursor começara da mesma forma: «Convertei-vos, porque está próximo o Reino do Céu» (Mt 3,2). E agora o Senhor acusa-os de não se quererem converter, ainda que o Reino dos Céus esteja próximo. […] Só Deus sabe quando será o fim do mundo: seja quando for, o tempo da fé é hoje. […] O tempo está próximo para todos nós, porque somos mortais. Caminhamos no meio de perigos. Se fôssemos de vidro, não os recearíamos tanto; com efeito, não há coisa mais frágil que um recipiente de vidro, e no entanto conservamo-lo e dura séculos, porque pode cair, mas não pode envelhecer nem ser atingido por uma febre. Mas nós somos mais frágeis e mais fracos que o vidro, e essa fragilidade faz-nos recear em cada dia todos os acidentes que são constantes na vida dos homens. E se não houver acidentes, continua a existir o tempo que avança. O homem evita os choques; poderá evitar a sua última hora? Ele evita o que vem do exterior; poderá extirpar o que nasce no seu interior? Por vezes, é subitamente dominado por uma doença. E, mesmo que tenha sido poupado toda a vida, quando a velhice por fim chega, não há adiamento possível. The post Evangelho do dia 2018-10-26 appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho

São Leonardo De Porto Maurício

São Leonardo de Porto Maurício nasceu na Itália em 1976 e durante 44 anos pregou 326 missões em 84 dioceses, apresentando-se  assim como instrumento escolhido da Providência Divina, para a salvação de muitas almas. Sua história é extraordinária acumulando “títulos” como: “o santo da via-sacra”, “o frade que salvou o Coliseu de ruína total”, “o pregador inflamado da Paixão de Cristo”, “patrono dos sacerdotes que se consagram às missões populares Católicas” (constituído patrono pelo Papa Pio XI). Filho de capitão da marinha, Domingos Casanova, foi deixado órfão ainda muito novo. Levado a Roma, fez os seus estudos no Colégio Romano e depois entrou no retiro de São Boaventura. Aos 26 anos já era padre, participando da ordem Franciscana. Possuidor  do  espírito  de São Francisco, andava sempre descalço, não usava  hábito que não tivesse  já servido a outros Irmãos da Ordem e bastante gasto. Presentes, que em quantidade lhe eram oferecidos, por ocasião das missões, Leonardo os rejeitava, preferindo manter o voto de pobreza. É considerado um grande orador, tanto que sacro Barberini, homem de muita  experiência e  virtude, disse no relatório ao Papa  Clemente XII, em  referência à pregação de  Leonardo,  que  nunca ouvira um pregador mais eloqüente e  zeloso. Bento XIV  assistiu a diversas missões dirigidas por Leonardo, para ouvir-lhe as práticas. A eficácia de sua oratória pode ser constatada pelo evento em que pregando sobre a Paixão, na Córsega, os homens, endurecidos pelo ódio secular, descarregaram seus fuzis para cima e se abraçaram em sinal de paz. Trabalhador dedicado pelos  interesses  de  Jesus,  se destacava na prática da caridade principalmente no confessionário. Admirável era a sua  dedicação  no confessionário, durante as missões, que foi observado que permanecia  no tribunal da  penitência  durante  30 horas, sem tomar alimento e  sem se permitir  um descanso. Admirável  expressão de São Lourenço é a seguinte:  “De boa vontade ficaria na entrada  do inferno, suportando os maiores tormentos, se com meu corpo pudesse obstruir a passagem e impossibilitar  que  lá alguém entrasse”.  Em 1751, morreu em Roma, no retiro de São Boaventura e o próprio Papa foi ajoelhar-se ao lado de seu corpo. Fonte: http://www.ecclesiae.com.br   The post São Leonardo de Porto Maurício appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho

São Gaudêncio, Bispo De Bréscia, Itália

São Gaudêncio, bispo de Bréscia e sucessor de São Filastro, era contemporâneo de Santo Ambrósio, de São Jerônimo, de Santo Agostinho e de São Crisóstomo. Contudo, não se conhece ao certo a data do seu nascimento, nem o ano em que morreu. Só em seus discursos e sermões, em número de vinte e um, é que são encontradas algumas informações sobre a sua vida. No elogio que teceu sobre São Filastro, chama-o de pai, o que nos leva acreditar que também nascera em Bréscia, ou pelo menos, fora nessa cidade elevado ao clericato. Era sacerdote, mas ainda muito jovem, quando empreendeu a peregrinação a Jerusalém. Percorrendo as cidades da Capadócia, chegou a Cesaréia, metrópole de que São Basílio fora arcebispo. Lá encontrou um grande mosteiro de virgens, cujas superioras eram as sobrinhas de São Basílio, irmãs pela natureza, pela fé, pela pureza e pelo fervor. Tinham recebido de seu tio as relíquias dos quarenta mártires de Sebaste, cuja memória a Igreja cultua nos dias 9 e 10 de março. Havia muito tempo que pediam a Deus que lhes permitisse entregar aquele precioso tesouro a uma pessoa de confiança, que soubesse dar-lhes o devido valor, pois eram muito idosas, e esperavam morrer de um dia para outro. Tendo entrado em contato com São Gaudêncio e, informadas de que viera da província de Santo Ambrósio, de boa vontade lhe cederam as santas relíquias, convencidas de que seriam veneradas na Itália com a mesma piedade, ou ainda maior, do que o eram no Oriente. São Gaudêncio teve, pois, quarenta mártires como companheiros de peregrinação; de regresso, depositou-os numa nova igreja de Bréscia. Ainda não retornara de Jerusalém, quando faleceu São Filastro, bispo de Bréscia. Imediatamente o clero e o povo da cidade elegeram para substituí-lo o padre Gaudêncio, embora ausente. Protestaram, mesmo, sob juramente, que não aceitariam outro. Os bispos da província, encabeçados por Santo Ambrósio, escreveram a Gaudêncio, por emissários enviados pelo povo, pedindo-lhe que voltasse para a sua pátria. Ele regressou a Bréscia e malgrado todas as suas tentativas para subtrair-se à escolha, recebeu a consagração episcopal das mãos de Santo Ambrósio. Isso se deu no ano de 287. Chegou até nós o discurso que pronunciou na ocasião, e no qual fala de si mesmo com muita humildade: “Convencido da minha incapacidade, e esquivando-se por causa da minha idade, imatura para a dignidade do sacerdócio, supliquei aos soberanos sacerdotes que me permitissem permanecer em silêncio; pois temo em primeiro lugar que a virtude das palavras celestes perca a força através da linguagem da minha insuficiência. Em seguida, envergonho-me por não poder oferecer a tão grande espera o desejado fruto da doutrina. Assim, sentindo-me completamente incapaz de corresponder à vossa expectativa, esforcei-me para declinar este fardo. Mas o bem-aventurado padre Ambrósio e outros veneráveis pontífices, sujeitos ao juramento ao qual também vós temerariamente vos ligastes, escreveram-me, por intermédio de vossos emissários, cartas tais, que não me permitiram mais resistir. Sem perigo para a minha alma. Além disso, os bispos orientais recusar-me-iam a santa comunhão, se eu não prometesse voltar para vós. Cercado de todas as partes e subjugado pela autoridade dos santos aqui presentes, recebi o encargo do soberano sacerdócio, sem dele me julgar digno, nem pelos méritos, nem pela idade, nem pela doutrina. Considerai, pois, quanto sofro, eu que não sei falar, por não poder calar-me. Pela imposição dos mais antigos, sou obrigado a obedecer além de minhas forças, pois impossibilitado de guardar silêncio, e incapaz de proferir o que devo dizer. Porém ciente pela autoridade da lei divina de que as ordens de nossos pais espirituais são salutares, atrevo-me a falar, e a levar até os vossos ouvidos um insignificante sermão; talvez o acolhereis pacientemente, pela razão de que é útil ao povo de Cristo aprender, através do exemplo daquele que vos prega, a obediência, que é preferida ao sacrifício divino, e anteposta a todos os mandamentos de Deus”. São Gaudêncio assim termina a sua alocução: “Rogo a Ambrósio, nosso pai comum, que, após o insignificante orvalho do meu discurso, se digne regar vossos corações com os mistérios das Sagradas Escrituras; pois ele vos falará pelo Espírito Santo, que nele habita; rios de águas vivas irromperão de suas entranhas, e tal como um sucessor do apóstolo Pedro, ele será a boca de todos os pontífices aqui presentes; pois tendo o Senhor Jesus interpelado os apóstolos: “E vós, quem dizeis que eu seja? Unicamente Pedro respondeu, como órgão de todos: “Sois Cristo, Filho do Deus vivo”. Temos outro pequeno sermão que São Gaudêncio pronunciou mais tarde diante de Santo Ambrósio, em Milão, sobre a natividade ou nascimento de São Pedro e São Paulo, festejados àquele dia, isto é a natividade ou o nascimento para o céu pelo martírio. São Gaudêncio fazia todos os anos o panegírico de seu predecessor São Filastro que, como Abraão, deixara a pátria e a família para obedecer à vocação de Deus, percorrendo como apóstolo grande parte do universo, conquistando com seus ensinamentos os pagãos, os judeus, os heréticos, em particular os arianos de Milão. Tendo chegado a Bréscia, e eleito bispo, arroteou aquela terra, até então inculta, e transformou-a num campo abençoado. De todos os panegíricos que São Gaudêncio pronunciou todos os anos no dia 18 de julho, só nos ficou um, décimo-quarto. Os sermões de São Gaudêncio eram tão apreciados que havia quem os anotasse na própria igreja. Entre seus editores mais fiéis, encontrava-se Benévolo, um dos homens mais importantes de Bréscia, e até mesmo do império. Era chanceler do jovem imperador Valenciano, quando a mãe deste último, a Imperatriz Justina, começou a perseguir Santo Ambrósio e os católicos, para favorecer os arianos. Como o chanceler tinha a seu cargo escrever e selar as leis, ela tentou obrigá-lo a redigir uma em favor dos arianos, e contrária aos católicos. Ele se recusou. A Imperatriz prometeu-lhe ainda maiores honrarias. Benévolo ainda não fora batizado, era apenas catecúmeno. Insensível a todas as promessas, despojou-se dos símbolos da dignidade e retirou-se, como simples indivíduo, para Bréscia, sua

Evangelho Do Dia 2018-10-25

Quinta-feira, 25 de Outubro de 2018. Santo do dia: Santo Antônio de Sant’Ana Galvão, presbítero; Beato Tadeu Machar, BispoCor litúrgica: branco Evangelho do dia: São Lucas 12, 49-53 Primeira leitura: Efésios 3, 14-21Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios: Irmãos: 14Eu dobro os joelhos diante do Pai, 15de quem toda e qualquer família recebe seu nome, no céu e sobre a terra. 16Que ele vos conceda, segundo a riqueza da sua glória, serdes robustecidos, por seu Espírito, quanto ao homem interior, 17que ele faça habitar, pela fé, Cristo em vossos corações, que estejais enraizados e fundados no amor. 18Tereis assim a capacidade de compreender, com todos os santos, qual a largura, o comprimento, a altura, a profundidade, 19e de conhecer o amor de Cristo, que ultrapassa todo o conhecimento, a fim de que sejais cumulados até receber toda a plenitude de Deus. 20Aquele que tudo pode realizar superabundantemente, e muito mais do que nós pedimos ou concebemos, e cujo poder atua em nós, 21a ele a glória, na Igreja e em Jesus Cristo, por todas as gerações, para sempre. Amém. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 32 (33) – Ó justos, alegrai-vos no Senhor! aos retos fica bem glorificá-lo. Dai graças ao Senhor ao som da harpa, na lira de dez cordas celebrai-o!   R: Transborda em toda a terra a bondade do Senhor!   – Pois reta é a palavra do Senhor, e tudo o que ele faz merece fé. Deus ama o direito e a justiça, transborda em toda a terra a sua graça.   R: Transborda em toda a terra a bondade do Senhor!   – Mas os desígnios do Senhor são para sempre, e os pensamentos que ele traz no coração, de geração em geração, vão perdurar. Feliz o povo cujo Deus é o Senhor, e a nação que escolheu por sua herança!   R: Transborda em toda a terra a bondade do Senhor!   – Mas o Senhor pousa o olhar sobre os que o temem, e que confiam esperando em seu amor, para da morte libertar as suas vidas e alimentá-los quando é tempo de penúria.   R: Transborda em toda a terra a bondade do Senhor! Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 12, 49-53 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Eu tudo considero como perda e como lixo a fim de ganhar Cristo e ser achado nele” (Fl 3,8s); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas: Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 49Eu vim para lançar fogo sobre a terra, e como gostaria que já estivesse aceso! 50Devo receber um batismo, e como estou ansioso até que isto se cumpra! 51Vós pensais que eu vim trazer a paz sobre a terra? Pelo contrário, eu vos digo, vim trazer divisão. 52Pois, daqui em diante, numa família de cinco pessoas, três ficarão divididas contra duas e duas contra três; 53ficarão divididos: o pai contra o filho e o filho contra o pai; a mãe contra a filha e a filha contra a mãe; a sogra contra a nora e a nora contra a sogra.’ – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho por São Jerónimo, Presbítero e Doutor da IgrejaComentário sobre Mateus 1, 34-37 Jesus, causa de divisão entre os homens Cristo anuncia aqui o que vai seguir-se à sua pregação. O cristianismo suscitou divisões em todo o mundo, colocando umas pessoas contra as outras. Cada casa passou a ter os seus crentes e os seus incréus; foi lançada uma guerra boa, destinada a rasgar uma paz má. Está escrito no Génesis que Deus procedeu mais ou menos assim contra os homens rebeldes que, vindos do Oriente e cheios de altivez, construíram uma torre para penetrar nas alturas do Céu (cf Gn 11,1-9): provocou uma guerra entre eles. Donde a oração de David: dispersa, Senhor, os povos que querem a guerra (cf Sl 67,31). É necessária a ordem nos afetos. Ama teu pai, ama tua mãe, ama teus filhos diante de Deus. Se se tornar inevitável decidir entre o amor aos pais e aos filhos, e o amor a Deus, não sendo possível manter os dois, é uma prova de piedade para com Deus não preferir a família. The post Evangelho do dia 2018-10-25 appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho

São Gaudêncio, Bispo De Bréscia, Itália

São Gaudêncio, bispo de Bréscia e sucessor de São Filastro, era contemporâneo de Santo Ambrósio, de São Jerônimo, de Santo Agostinho e de São Crisóstomo. Contudo, não se conhece ao certo a data do seu nascimento, nem o ano em que morreu. Só em seus discursos e sermões, em número de vinte e um, é que são encontradas algumas informações sobre a sua vida. No elogio que teceu sobre São Filastro, chama-o de pai, o que nos leva acreditar que também nascera em Bréscia, ou pelo menos, fora nessa cidade elevado ao clericato. Era sacerdote, mas ainda muito jovem, quando empreendeu a peregrinação a Jerusalém. Percorrendo as cidades da Capadócia, chegou a Cesaréia, metrópole de que São Basílio fora arcebispo. Lá encontrou um grande mosteiro de virgens, cujas superioras eram as sobrinhas de São Basílio, irmãs pela natureza, pela fé, pela pureza e pelo fervor. Tinham recebido de seu tio as relíquias dos quarenta mártires de Sebaste, cuja memória a Igreja cultua nos dias 9 e 10 de março. Havia muito tempo que pediam a Deus que lhes permitisse entregar aquele precioso tesouro a uma pessoa de confiança, que soubesse dar-lhes o devido valor, pois eram muito idosas, e esperavam morrer de um dia para outro. Tendo entrado em contato com São Gaudêncio e, informadas de que viera da província de Santo Ambrósio, de boa vontade lhe cederam as santas relíquias, convencidas de que seriam veneradas na Itália com a mesma piedade, ou ainda maior, do que o eram no Oriente. São Gaudêncio teve, pois, quarenta mártires como companheiros de peregrinação; de regresso, depositou-os numa nova igreja de Bréscia. Ainda não retornara de Jerusalém, quando faleceu São Filastro, bispo de Bréscia. Imediatamente o clero e o povo da cidade elegeram para substituí-lo o padre Gaudêncio, embora ausente. Protestaram, mesmo, sob juramente, que não aceitariam outro. Os bispos da província, encabeçados por Santo Ambrósio, escreveram a Gaudêncio, por emissários enviados pelo povo, pedindo-lhe que voltasse para a sua pátria. Ele regressou a Bréscia e malgrado todas as suas tentativas para subtrair-se à escolha, recebeu a consagração episcopal das mãos de Santo Ambrósio. Isso se deu no ano de 287. Chegou até nós o discurso que pronunciou na ocasião, e no qual fala de si mesmo com muita humildade: “Convencido da minha incapacidade, e esquivando-se por causa da minha idade, imatura para a dignidade do sacerdócio, supliquei aos soberanos sacerdotes que me permitissem permanecer em silêncio; pois temo em primeiro lugar que a virtude das palavras celestes perca a força através da linguagem da minha insuficiência. Em seguida, envergonho-me por não poder oferecer a tão grande espera o desejado fruto da doutrina. Assim, sentindo-me completamente incapaz de corresponder à vossa expectativa, esforcei-me para declinar este fardo. Mas o bem-aventurado padre Ambrósio e outros veneráveis pontífices, sujeitos ao juramento ao qual também vós temerariamente vos ligastes, escreveram-me, por intermédio de vossos emissários, cartas tais, que não me permitiram mais resistir. Sem perigo para a minha alma. Além disso, os bispos orientais recusar-me-iam a santa comunhão, se eu não prometesse voltar para vós. Cercado de todas as partes e subjugado pela autoridade dos santos aqui presentes, recebi o encargo do soberano sacerdócio, sem dele me julgar digno, nem pelos méritos, nem pela idade, nem pela doutrina. Considerai, pois, quanto sofro, eu que não sei falar, por não poder calar-me. Pela imposição dos mais antigos, sou obrigado a obedecer além de minhas forças, pois impossibilitado de guardar silêncio, e incapaz de proferir o que devo dizer. Porém ciente pela autoridade da lei divina de que as ordens de nossos pais espirituais são salutares, atrevo-me a falar, e a levar até os vossos ouvidos um insignificante sermão; talvez o acolhereis pacientemente, pela razão de que é útil ao povo de Cristo aprender, através do exemplo daquele que vos prega, a obediência, que é preferida ao sacrifício divino, e anteposta a todos os mandamentos de Deus”. São Gaudêncio assim termina a sua alocução: “Rogo a Ambrósio, nosso pai comum, que, após o insignificante orvalho do meu discurso, se digne regar vossos corações com os mistérios das Sagradas Escrituras; pois ele vos falará pelo Espírito Santo, que nele habita; rios de águas vivas irromperão de suas entranhas, e tal como um sucessor do apóstolo Pedro, ele será a boca de todos os pontífices aqui presentes; pois tendo o Senhor Jesus interpelado os apóstolos: “E vós, quem dizeis que eu seja? Unicamente Pedro respondeu, como órgão de todos: “Sois Cristo, Filho do Deus vivo”. Temos outro pequeno sermão que São Gaudêncio pronunciou mais tarde diante de Santo Ambrósio, em Milão, sobre a natividade ou nascimento de São Pedro e São Paulo, festejados àquele dia, isto é a natividade ou o nascimento para o céu pelo martírio. São Gaudêncio fazia todos os anos o panegírico de seu predecessor São Filastro que, como Abraão, deixara a pátria e a família para obedecer à vocação de Deus, percorrendo como apóstolo grande parte do universo, conquistando com seus ensinamentos os pagãos, os judeus, os heréticos, em particular os arianos de Milão. Tendo chegado a Bréscia, e eleito bispo, arroteou aquela terra, até então inculta, e transformou-a num campo abençoado. De todos os panegíricos que São Gaudêncio pronunciou todos os anos no dia 18 de julho, só nos ficou um, décimo-quarto. Os sermões de São Gaudêncio eram tão apreciados que havia quem os anotasse na própria igreja. Entre seus editores mais fiéis, encontrava-se Benévolo, um dos homens mais importantes de Bréscia, e até mesmo do império. Era chanceler do jovem imperador Valenciano, quando a mãe deste último, a Imperatriz Justina, começou a perseguir Santo Ambrósio e os católicos, para favorecer os arianos. Como o chanceler tinha a seu cargo escrever e selar as leis, ela tentou obrigá-lo a redigir uma em favor dos arianos, e contrária aos católicos. Ele se recusou. A Imperatriz prometeu-lhe ainda maiores honrarias. Benévolo ainda não fora batizado, era apenas catecúmeno. Insensível a todas as promessas, despojou-se dos símbolos da dignidade e retirou-se, como simples indivíduo, para Bréscia, sua

Evangelho Do Dia 2018-10-25

Quinta-feira, 25 de Outubro de 2018. Santo do dia: Santo Antônio de Sant’Ana Galvão, presbítero; Beato Tadeu Machar, BispoCor litúrgica: branco Evangelho do dia: São Lucas 12, 49-53 Primeira leitura: Efésios 3, 14-21Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios: Irmãos: 14Eu dobro os joelhos diante do Pai, 15de quem toda e qualquer família recebe seu nome, no céu e sobre a terra. 16Que ele vos conceda, segundo a riqueza da sua glória, serdes robustecidos, por seu Espírito, quanto ao homem interior, 17que ele faça habitar, pela fé, Cristo em vossos corações, que estejais enraizados e fundados no amor. 18Tereis assim a capacidade de compreender, com todos os santos, qual a largura, o comprimento, a altura, a profundidade, 19e de conhecer o amor de Cristo, que ultrapassa todo o conhecimento, a fim de que sejais cumulados até receber toda a plenitude de Deus. 20Aquele que tudo pode realizar superabundantemente, e muito mais do que nós pedimos ou concebemos, e cujo poder atua em nós, 21a ele a glória, na Igreja e em Jesus Cristo, por todas as gerações, para sempre. Amém. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 32 (33) – Ó justos, alegrai-vos no Senhor! aos retos fica bem glorificá-lo. Dai graças ao Senhor ao som da harpa, na lira de dez cordas celebrai-o!   R: Transborda em toda a terra a bondade do Senhor!   – Pois reta é a palavra do Senhor, e tudo o que ele faz merece fé. Deus ama o direito e a justiça, transborda em toda a terra a sua graça.   R: Transborda em toda a terra a bondade do Senhor!   – Mas os desígnios do Senhor são para sempre, e os pensamentos que ele traz no coração, de geração em geração, vão perdurar. Feliz o povo cujo Deus é o Senhor, e a nação que escolheu por sua herança!   R: Transborda em toda a terra a bondade do Senhor!   – Mas o Senhor pousa o olhar sobre os que o temem, e que confiam esperando em seu amor, para da morte libertar as suas vidas e alimentá-los quando é tempo de penúria.   R: Transborda em toda a terra a bondade do Senhor! Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 12, 49-53 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Eu tudo considero como perda e como lixo a fim de ganhar Cristo e ser achado nele” (Fl 3,8s); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas: Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 49Eu vim para lançar fogo sobre a terra, e como gostaria que já estivesse aceso! 50Devo receber um batismo, e como estou ansioso até que isto se cumpra! 51Vós pensais que eu vim trazer a paz sobre a terra? Pelo contrário, eu vos digo, vim trazer divisão. 52Pois, daqui em diante, numa família de cinco pessoas, três ficarão divididas contra duas e duas contra três; 53ficarão divididos: o pai contra o filho e o filho contra o pai; a mãe contra a filha e a filha contra a mãe; a sogra contra a nora e a nora contra a sogra.’ – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho por São Jerónimo, Presbítero e Doutor da IgrejaComentário sobre Mateus 1, 34-37 Jesus, causa de divisão entre os homens Cristo anuncia aqui o que vai seguir-se à sua pregação. O cristianismo suscitou divisões em todo o mundo, colocando umas pessoas contra as outras. Cada casa passou a ter os seus crentes e os seus incréus; foi lançada uma guerra boa, destinada a rasgar uma paz má. Está escrito no Génesis que Deus procedeu mais ou menos assim contra os homens rebeldes que, vindos do Oriente e cheios de altivez, construíram uma torre para penetrar nas alturas do Céu (cf Gn 11,1-9): provocou uma guerra entre eles. Donde a oração de David: dispersa, Senhor, os povos que querem a guerra (cf Sl 67,31). É necessária a ordem nos afetos. Ama teu pai, ama tua mãe, ama teus filhos diante de Deus. Se se tornar inevitável decidir entre o amor aos pais e aos filhos, e o amor a Deus, não sendo possível manter os dois, é uma prova de piedade para com Deus não preferir a família. The post Evangelho do dia 2018-10-25 appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho

Santo Antônio Maria Claret, Fundador Dos Missionários Filhos Do Imaculado Coração De Maria

Antônio Claret nasceu na Catalunha, Espanha, a 23 de dezembro de 1807, quando Napoleão I, invadindo aquele país, ia atirá-lo a um longo período de crises, em que o catolicismo sofreria rudes golpes. Antônio Claret, então, seria um dos mais ativos defensores da fé. Quinto filho dos onze que João Claret e Josefina Clara tiveram, Antônio foi menino que deixou, precocemente, ver a piedade que sempre lhe foi característica. Tendo começado os estudos de latim com o cura, o pai, vendo-o entusiasmado, enviou-o, depois dos dezesseis anos, para Barcelona, para maiores vôos. Desejoso de vida cada vez mais perfeita, porque vivia modesta e castamente, fugindo do bulício e dos companheiros ruidosos, pensou Antônio em procurar os cartuxos. Antes, porém, buscou o conselho dos mais velhos, experimentados, piedosos e sensatos, que o inclinaram para o seminário de Vich, na diocese em que nascera. No seminário, ficou conhecendo Tiago Balmes, aquele Tiago que, embora vivendo tão pouco nesta terra, ensaiaria a renovação do pensamento cristão na Espanha. Antônio Claret foi seminarista perfeito. Tonsurado a 2 de fevereiro de 1832, a 20 de dezembro de 1834 era subdiácono. Padre a 13 de junho de 1835, pela festa de Santo Antônio de Pádua, justamente quando se iniciava a guerra carlista, imediatamente foi feito vigário, depois ecônomo da paróquia natal. Ali exerceu o ministério e terminou os estudos teológicos. Em 1839, viajou para Roma, a fim de, certo de sua verdadeira vocação, pôr-se à disposição da Congregação da Propaganda, para trabalhar nas missões. O cardeal prefeito, porém, estava ausente, de modo que foi seguir os Exercícios entre os jesuítas, atendendo-se a uma sua proposição. Uma chaga que lhe surgiu na perna obrigou-o a tornar à Espanha. Então, pelo bispo de Vich, foi nomeado cura de Viladrau. Pregando com ardor, Antônio Claret trazia em suspenso todo o auditório, desde o mais refinado até o mais modesto. Para completar as instruções orais, começou a escrever – e escreveu, pela vida a fora, mais de cento e cinqüenta livros. O seu Camino recto y seguro para llegar al Cielo apareceu em 1843. Antônio Claret não procurou expor uma doutrina original: seu objetivo era apresentar o Evangelho ao povo, insistindo sobre as grandes verdades e mostrando a afeição e a estima do dever do estado. Recomendava os exercícios de piedade clássicos, atribuindo grande importância à devoção à Santa Mãe de Deus. Pregando todos os dias, incansavelmente, a viajar, a pé, em busca dos mais longínquos sítios, ouvindo confissões à noite, piedoso, caridoso, sempre solícito e pronto para aliviar o pesado fardo dos homens, logo começaram a correr novas sobre milagres que teria operado. Dizia-se, insistentemente, que Nosso Senhor e sua Mãe Santíssima, lhe apareceram, duma feita. Naqueles tristes tempos, um homem assim era perigoso para os que procuravam valer-se da ignorância das gentes. Perseguido, achou-se muitíssimo exposto e, pois, transferiu-se para as Canárias. Ali, por quinze anos, Antônio pregou e pregou sem cessar. De volta à Espanha, em 1849, lançou as bases da Congregação dos Missionários Filhos do Coração Imaculado de Maria. Uma surpresa o esperava: o Papa Pio IX, a uma solicitação da rainha Isabel II, nomeou-o arcebispo de Santiago de Cuba, a 4 de agosto de 1849. Sagrado aos 6 de Outubro do ano seguinte, partiu para o novo posto a 28 de dezembro, chegando ao destino a 18 de fevereiro de 1851. Juntara, então, ao nome, o de Maria. A diocese não era nada edificante. Os padres eram poucos, viviam sem recursos e, o que era pior, tinham muito pouca instrução, O novo prelado logo organizou sessões de estudo no seminário e, para elevar o nível de vida daqueles sacerdotes, reduziu ao mínimo os gastos do arcebispado. Santo Antônio Maria Claret pregou a quaresma em Santiago e, em seguida, pôs-se a visitar a diocese, vasta diocese a sua. Um ano e meio depois, havia distribuído noventa e sete mil duzentos e dezessete livros, oitenta e três mil e quinhentas imagens, vinte mil e seiscentos terços e oito mil e trezentas medalhas. Em seis anos, havia pronunciado onze mil sermões, regularizou a situação de cerca de trinta casais mal casados e confirmou trezentas mil pessoas. Sem saber o que era cansaço, ignorando incidentes de viagem, que fazia a pé ou a cavalo, comendo o que podia encontrar pelo caminho, transpondo rios mansos ou perigosos, debaixo de sol ou de chuva, pelas noites frias ou cheias de assaltantes, destemidamente enfrentando gente atacada de cólera ou adversários do catolicismo, impávido, sereno, sem se queixar, calmo e doce, lá ia ele sempre para frente, para onde mais falta fazia aos filhos de Deus. Novamente a ser empecilho para os que vivem afastados da lei de Deus, reconciliando esposos perversamente separados, pregando a verdade que era funesta para funestos planos, grangeou Santo Antônio Maria Claret uma chusma de inimigos. Nada menos de quinze atentados, sofreu o bravo arcebispo sem medo. Uma noite, saindo da igreja, avançaram para ele de punhal. Vibraram-lhe tal golpe, que lhe abriram a face, no lado esquerdo, feíssima ferida, da qual, todos pensaram, viria morrer. Curou-se, porém, num instante, e aquela rápida cura foi tida como miraculosa. A 18 de março de 1857, a rainha Isabel chamava-o para a Espanha. Certo de que iria ser repreendido pela ação apostólica que vinha desenvolvendo à custa de sacrifícios, mesmo a expor a vida, apresentou-se à soberana assim que chegou no Velho Mundo, a 26 de Maio. E a rainha, que outra coisa não queria senão fazê-lo seu confessor, prendeu-o, malgrado seu, na Espanha. Nomeado arcebispo de Trajanópolis, continuou a administrar Cuba e, pouco tempo depois, também Madri. Muito influente no país, fez com que se designassem bons bispos, organizou centros de estudos eclesiásticos e, tendo lutado para que a corte se tornasse ,menos frívola, combatendo a indecência – formou novos inimigos, numerosos inimigos. Criticado, mostrado ridiculamente em romances, canções, comédias e caricaturas, Antônio Claret, com a sua santidade e amor de Deus, passava por cima de tudo, sem se apoquentar, sem se exaltar, porque combatia o bom combate.

Evangelho Do Dia 2018-10-24

Quarta-feira, 24 de Outubro de 2018. Santo do dia: Santo Antônio Maria Claret, Bispo; Beato José Baldo, presbíteroCor litúrgica: verde Evangelho do dia: São Lucas 12, 39-48 Primeira leitura: Efésios 3, 2-12Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios: Irmãos: 2Se ao menos soubésseis da graça que Deus me concedeu para realizar o seu plano a vosso respeito, 3como, por revelação, tive conhecimento do mistério, tal como o esbocei rapidamente. Ao ler-me, podeis conhecer a percepção que eu tenho do mistério de Cristo. 5Este mistério, Deus não o fez conhecer aos homens das gerações passadas mas acaba de o revelar agora, pelo Espírito, aos seus santos apóstolos e profetas: 6os pagãos são admitidos à mesma herança, são membros do corpo, são associados à mesma promessa em Jesus Cristo, por meio do Evangelho. 7Disto eu fui feito ministro pelo dom da graça que Deus me concedeu no exercício do seu poder. 8Eu, que sou o último de todos os santos, recebi esta graça de anunciar aos pagãos a insondável riqueza de Cristo 9e de mostrar a todos como Deus realiza o mistério desde sempre escondido nele, o criador do universo. 10Assim, doravante, as autoridades e poderes nos céus conhecem, graças à Igreja, a multiforme sabedoria de Deus, 11de acordo com o desígnio eterno que ele executou em Jesus Cristo, nosso Senhor. 12Em Cristo nós temos, pela fé nele, a liberdade de nos aproximarmos de Deus com toda a confiança. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo (Is 12) – Eis o Deus, meu Salvador, eu confio e nada temo; o Senhor é minha força, meu louvor e salvação. Com alegria bebereis do manancial da salvação. R: Com alegria bebereis do manancial da salvação. – E direis naquele dia: ‘Dai louvores ao Senhor, invocai seu santo nome, anunciai suas maravilhas, entre os povos proclamai que seu nome é o mais sublime. R: Com alegria bebereis do manancial da salvação. – Louvai cantando ao nosso Deus, que fez prodígios e portentos, publicai em toda a terra suas grandes maravilhas! Exultai cantando alegres, habitantes de Sião, porque é grande em vosso meio o Deus Santo de Israel!’ R: Com alegria bebereis do manancial da salvação. Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 12, 39-48 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Vigiai, diz Jesus, vigiai, pois, no dia em que não esperais, o vosso Senhor há de vir (Mt 24,42.44); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas: Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 39Ficai certos: se o dono da casa soubesse a hora em que o ladrão iria chegar, não deixaria que arrombasse a sua casa. 40Vós também ficai preparados! Porque o Filho do Homem vai chegar na hora em que menos o esperardes’. 41Então Pedro disse: ‘Senhor, tu contas esta parábola para nós ou para todos?’ 42E o Senhor respondeu: ‘Quem é o administrador fiel e prudente que o senhor vai colocar à frente do pessoal de sua casa para dar comida a todos na hora certa? 43Feliz o empregado que o patrão, ao chegar, encontrar agindo assim! 44Em verdade eu vos digo: o senhor lhe confiará a administração de todos os seus bens. 45Porém, se aquele empregado pensar: ‘Meu patrão está demorando’, e começar a espancar os criados e as criadas, e a comer, a beber e a embriagar-se, 46o senhor daquele empregado chegará num dia inesperado e numa hora imprevista, ele o partirá ao meio e o fará participar do destino dos infiéis. 47Aquele empregado que, conhecendo a vontade do senhor, nada preparou, nem agiu conforme a sua vontade, será chicoteado muitas vezes. 48Porém, o empregado que não conhecia essa vontade e fez coisas que merecem castigo, será chicoteado poucas vezes. A quem muito foi dado, muito será pedido; a quem muito foi confiado, muito mais será exigido! – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho por Beato John Henry NewmanWaiting for Christ, PPS, t. 6, n°17 «Estai vós também preparados» «Eis que venho como um ladrão. Feliz aquele que vigia e protege as suas vestes», diz o Senhor (Ap 16,15). […] Quando Cristo diz que a sua vinda está para breve, mas que contudo chegará de súbito, de modo inesperado, está a dizer que essa espera nos parecerá longa. […] Porque será que o cristianismo fraqueja incessantemente e, no entanto, perdura? Apenas Deus o sabe. Ele quere-o assim, é um facto; e não é paradoxal afirmar que este tempo da Igreja durou quase dois mil anos, que pode durar ainda muito e que, no entanto, caminha para o seu fim, que pode mesmo terminar num dia qualquer. E o Senhor quer que estejamos virados com todo o nosso ser para a iminência do seu regresso; trata-se de vivermos como se aquilo que pode acontecer a qualquer momento fosse acontecer durante a nossa vida. Antes da chegada de Cristo, o tempo decorria de outra forma: o Salvador iria chegar e trazer a perfeição; e a religião encaminhava-se para essa perfeição. As revelações sucediam-se […]; o tempo era medido pela palavra dos profetas, que se sucediam. […] O povo da Aliança não O esperava para breve, mas para depois da estadia em Canaã e do cativeiro no Egito, após o êxodo no deserto, os juízes e os reis, no termo dos prazos fixados para O introduzir neste mundo. Esses prazos eram reconhecidos e as sucessivas revelações preenchiam essa espera. Mas, uma vez Cristo chegado, como o Filho à sua própria casa, com o seu Evangelho perfeito, nada falta completar a não ser a reunião dos seus santos. Nenhuma doutrina mais perfeita pode ser revelada. Surgiu a luz e a vida dos homens; Cristo morreu e ressuscitou. Nada mais há fazer […]; por conseguinte, o fim dos tempos chegou. Além disso, embora deva existir um certo intervalo entre a primeira e a última chegada de Cristo, doravante o tempo já não conta. […] O tempo já não caminha para o fim, antes caminha a seu lado, sempre tão perto dele como se tendesse para ele. […] Cristo está sempre à nossa porta, tão próximo hoje como há dezoito séculos, e