Evangelho Do Dia 2018-07-29

Domingo, 29 de Julho de 2018. Santo do dia: Santa Marta; São LázaroCor litúrgica: verde Evangelho do dia: São João 6, 1-15 Primeira leitura: Reis 4, 42-44Leitura do segundo livro dos Reis: Naqueles dias, 42veio também um homem de Baal-Salisa, trazendo em seu alforje para Eliseu, o homem de Deus, pães dos primeiros frutos da terra: eram vinte pães de cevada e trigo novo. E Eliseu disse: “Dá ao povo para que coma”. 43Mas o seu servo respondeu-lhe: “Como vou distribuir tão pouco para cem pessoas?” Eliseu disse outra vez: “Dá ao povo para que coma; pois assim diz o Senhor: ‘Comerão e ainda sobrará’”. 44O homem distribuiu e ainda sobrou, conforme a palavra do Senhor. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 144 (145) – Que vossas obras, ó Senhor, vos glorifiquem, e os vossos santos com louvores vos bendigam! Narrem a glória e o esplendor do vosso reino e saibam proclamar vosso poder! R: Saciai os vossos filhos, ó Senhor! – Todos os olhos, ó Senhor, em vós esperam, e vós lhes dais no tempo certo o alimento; vós abris a vossa mão prodigamente e saciais todo ser vivo com fartura. R: Saciai os vossos filhos, ó Senhor! – É justo o Senhor em seus caminhos, é santo em toda obra que ele faz. Ele está perto da pessoa que o invoca, de todo aquele que o invoca lealmente. R: Saciai os vossos filhos, ó Senhor! Segunda leitura: Efésios 4, 1-6Leitura da carta de são Paulo aos Efésios: Irmãos, 1eu, prisioneiro no Senhor, vos exorto a caminhardes de acordo com a vocação que recebestes: 2com toda a humildade e mansidão, suportai-vos uns aos outros com paciência, no amor. 3Aplicai-vos a guardar a unidade do espírito pelo vínculo da paz. 4Há um só corpo e um só Espírito, como também é uma só a esperança à qual fostes chamados. 5Há um só Senhor, uma só fé, um só batismo, 6um só Deus e Pai de todos, que reina sobre todos, age por meio de todos e permanece em todos. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 6, 1-15 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Um grande profeta surgiu, surgiu e entre nós se mostrou; é Deus que seu povo visita, seu povo, meu Deus visitou! (Lc 7,16); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João: Naquele tempo, 1Jesus foi para o outro lado do mar da Galileia, também chamado de Tiberíades. 2Uma grande multidão o seguia, porque via os sinais que ele operava a favor dos doentes. 3Jesus subiu ao monte e sentou-se aí com os seus discípulos. 4Estava próxima a Páscoa, a festa dos judeus. 5Levantando os olhos e vendo que uma grande multidão estava vindo ao seu encontro, Jesus disse a Filipe: “Onde vamos comprar pão para que eles possam comer?” 6Disse isso para pô-lo à prova, pois ele mesmo sabia muito bem o que ia fazer. 7Filipe respondeu: “Nem duzentas moedas de prata bastariam para dar um pedaço de pão a cada um”. 8Um dos discípulos, André, o irmão de Simão Pedro, disse: 9“Está aqui um menino com cinco pães de cevada e dois peixes. Mas o que é isso para tanta gente?” 10Jesus disse: “Fazei sentar as pessoas”. Havia muita relva naquele lugar, e lá se sentaram, aproximadamente, cinco mil homens. 11Jesus tomou os pães, deu graças e distribuiu-os aos que estavam sentados, tanto quanto queriam. E fez o mesmo com os peixes. 12Quando todos ficaram satisfeitos, Jesus disse aos discípulos: “Recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca!” 13Recolheram os pedaços e encheram doze cestos com as sobras dos cinco pães, deixadas pelos que haviam comido. 14Vendo o sinal que Jesus tinha realizado, aqueles homens exclamavam: “Este é verdadeiramente o profeta, aquele que deve vir ao mundo”. 15Mas, quando notou que estavam querendo levá-lo para proclamá-lo rei, Jesus retirou-se de novo, sozinho, para o monte. – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho por Santo Hilário, Bispo e Doutor da IgrejaComentário ao Evangelho de S. Mateus, 14, 11; PL 9, 999 «Este é, na verdade, o Profeta que estava para vir ao mundo» Os discípulos dizem que têm apenas cinco pães e dois peixes. Os cinco pães significam que estavam ainda submetidos aos cinco livros da Lei, e os dois peixes que eram alimentados pelos ensinamentos dos profetas e de João Batista. […] O Senhor tomou os pães e os peixes, ergueu os olhos ao céu, abençoou-os e partiu-os, dando graças ao Pai pelo alimento da Boa Nova, após séculos da Lei e dos profetas. […] Os pães são dados aos apóstolos, pois seria por eles que seriam difundidos os dons da graça divina. Em seguida, as pessoas são alimentadas com os cinco pães e os dois peixes. Uma vez saciados os convivas, os bocados de pão e de peixe que sobejaram eram de tal forma abundantes que encheram doze cestos. Isto significa que a multidão fica saciada com a palavra de Deus, que provém dos ensinamentos da Lei e dos profetas. É a abundância do poder divino […] que realiza a plenitude do número doze, que é também o número dos apóstolos. Ora acontece que o número dos que comeram é o mesmo que o dos crentes vindouros: cinco mil homens (Mt 14,21; At 4,4). Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho
São Sansão – Século VI

Sansão nasceu ao sul do País de Gales, nas imediações de Dyved. Era filho de Ammon e de Ana, casal que estava a serviço do chefe da região. Desde muito jovem consagrado a Deus, Sansão iniciou a vida religiosa em Llantwit Major, mosteiro vizinho à aldeia em que nascera. Naquele tempo, Iltut era o abade da fundação, monge de grande renome, tal a santidade e o saber. Pela aplicação ao trabalho, bem como pelas virtudes, o jovem Sansão logo atraiu para si a atenção do bom abade, conquistando-lhe, num piscar de olhos, a afeição, e não só a do mestre, mas também a dos colegas, que o procuravam pela bondade, simplicidade e contagiante alegria de viver. Dois jovens monges, porém, sobrinhos de Iltut, maus religiosos, e invejosos, entraram a detestá-lo. E, um deles, enfermeiro do mosteiro, propôs-se envenenar o virtuoso e querido jovem. Apoiado pelo outro desalmado, preparou ao Santo uma tisana. Sabendo-a envenenada, Sansão disse ao que lha apresentara, com um sorriso: – Meu irmão, a tisana que me preparaste estava deliciosa. Possa Deus, em troca, curar-te do mal que te aflige. Tal caridosa exortação produziu tremendo efeito: o malvado, a soluçar, converteu-se. A impenitência do outro, porém, valeu-lhe severo castigo vindo de Deus. Promovido ao diaconato, dois anos mais tarde Sansão era ordenando padre pelo bispo Dubric, que viu uma pombinha branca pousada num dos ombros do virtuosíssimo jovem. Desde então, o Santo foi modelo em tudo. Tendo deixado o mosteiro, embora fosse deveras afeiçoado ao velho Iltut, buscou a ilha de Caldey, onde havia uma abadia, e ali ficou, primeiramente como ecônomo, depois como abade. De volta à terra natal, onde converteu quase todos os conterrâneos, levou vida eremítica por uns tempos. Passando à Armórica, para evangelizá-la, depois do apostolado entrou na Cornualha britânica, com o mesmo fim. Presenteado com umvasto terreno, por Privatus, um piedoso galo-romano, nele ergueu um mosteiro – ao redor do qual nasceu a cidadezinha de Dol. Pregador infatigável, São Sansão – depois de fundar outros mosteiros, de tomar o partido do príncipe Judwal, filho do rei Iona, assassino pelo usurpador Conomor, para o qual príncipe conseguiu a ajuda dos francos, em Paris – faleceu em paz. Dol mostrou-se a mais ardente defensora da lembrança do Santo. Durante muitos séculos, reivindicou mesmo, em face de Tours, o título de metrópole da Bretanha, sempre a cultuar o santo confessor do velho mosteiro surgido nas terras do piedoso galo-romano Privatus. Foto: santiebeati,it (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XIII, p. 396 à 399) Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
Evangelho Do Dia 2018-07-28

Sábado, 28 de Julho de 2018. Santo do dia: São Vítor I, PapaCor litúrgica: verde Evangelho do dia: São Mateus 13, 24-30 Primeira leitura: Jeremias 7, 1-11Leitura do livro do profeta Jeremias: 1Palavra comunicada a Jeremias da parte do Senhor: 2“Põe-te à porta da casa do Senhor e lá anuncia esta palavra, dizendo: Ouvi a palavra do Senhor, todos vós de Judá, que entrais por estas portas para adorar o Senhor. 3Isto diz o Senhor dos exércitos, Deus de Israel: Melhorai vossa conduta e vossas obras, que eu vos farei habitar neste lugar. 4Não ponhais vossa confiança em palavras mentirosas, dizendo: ‘É o templo do Senhor, o templo do Senhor, o templo do Senhor!’ 5Mas, se melhorardes vossa conduta e vossas obras, se fizerdes valer a justiça uns com os outros, 6não cometerdes fraudes contra o estrangeiro, o órfão e a viúva nem derramardes sangue inocente neste lugar, e não andardes atrás de deuses estrangeiros, para vosso próprio mal, 7então eu vos farei habitar neste lugar, na terra que dei a vossos pais, desde sempre e para sempre. 8Eis que confiais em palavras mentirosas, que para nada servem. 9Como?! Roubar, matar, cometer adultério e perjúrio, queimar incenso a Baal e andar atrás de deuses que nem sequer conheceis; 10e depois vindes à minha presença, nesta casa em que meu nome é invocado, e dizeis: ‘Nenhum mal nos foi infligido’, tendo embora cometido todas essas abominações. 11Acaso, esta casa, em que meu nome é invocado, tornou-se a vossos olhos uma caverna de ladrões? Eis que também eu vi”, diz o Senhor. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 83 (84) – Minha alma desfalece de saudades e anseia pelos átrios do Senhor! Meu coração e minha carne rejubilam e exultam de alegria no Deus vivo! R: Quão amável, ó Senhor, é vossa casa! – Mesmo o pardal encontra abrigo em vossa casa, e a andorinha ali prepara o seu ninho, para nele seus filhotes colocar: vossos altares, ó Senhor Deus do universo! Vossos altares, ó meu rei e meu Senhor! R: Quão amável, ó Senhor, é vossa casa! – Felizes os que habitam vossa casa; para sempre haverão de vos louvar! Felizes os que em vós têm sua força, caminharão com um ardor sempre crescente. R: Quão amável, ó Senhor, é vossa casa! – Na verdade, um só dia em vosso templo vale mais do que milhares fora dele! Prefiro estar no limiar de vossa casa a hospedar-me na mansão dos pecadores! R: Quão amável, ó Senhor, é vossa casa! Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 13, 24-30 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Acolhei docilmente a Palavra semeada em vós, meus irmãos; ela pode salvar vossas vidas! (Tg 1,21); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus: Naquele tempo, 24Jesus contou outra parábola à multidão: “O reino dos céus é como um homem que semeou boa semente no seu campo. 25Enquanto todos dormiam, veio seu inimigo, semeou joio no meio do trigo e foi embora. 26Quando o trigo cresceu e as espigas começaram a se formar, apareceu também o joio. 27Os empregados foram procurar o dono e lhe disseram: ‘Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? Donde veio então o joio?’ 28O dono respondeu: ‘Foi algum inimigo que fez isso’. Os empregados lhe perguntaram: ‘Queres que vamos arrancar o joio?’ 29O dono respondeu: ‘Não! Pode acontecer que, arrancando o joio, arranqueis também o trigo. 30Deixai crescer um e outro até a colheita! E, no tempo da colheita, direi aos que cortam o trigo: arrancai primeiro o joio e o amarrai em feixes para ser queimado! Recolhei, porém, o trigo no meu celeiro’”. – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho por São João Maria Vianney, presbítero, Cura de ArsEspírito do Cura d’Ars nos seus catecismos, nas suas homilias e nas suas conversas A boa semente e a cizânia Vemos no evangelho de hoje, meus irmãos, que o senhor do campo tinha semado boa semente, mas o inimigo veio enquanto ele domia e semeou a cizânia. O que significa que Deus tinha criado o homem bom e perfeito, mas veio o inimigo e semeou o pecado: é a queda de Adão, queda terrível, que deu entrada ao pecado no coração do homem. Temos de arrancar a cizânia, dizeis? «”Não!”, responde o senhor, “não suceda que, ao arrancardes o joio, arranqueis também o trigo. Deixai-os crescer ambos até à ceifa”». O coração do homem terá de permanecer assim até ao fim: uma combinação de bem e de mal, de luz e de trevas, de boa semente e de cizânia. Deus não quis destruir esta combinação e refazer a nossa natureza, de tal maneira que nela houvesse apenas boa semente. Ele quer que combatamos, que trabalhemos para impedir que a cizânia invada o nosso campo. O demónio semeia as tentações; mas, com a graça de Deus, nós temos força para o vencer, para impedir que a cizânia cresça. Há três coisas absolutamente necessárias para combater as tentações: a oração, que nos esclarece; os sacramentos, que nos dão força; e a vigilância, que nos preserva. Felizes as almas que são tentadas! Com efeito, o demónio redobra a sua raiva quando vê que uma alma tende para a união com Deus. Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho
BEATO NEVOLON, Operário

O Bem-aventurado Nevolon, nascido no século XIII, em Faença, na Romanha, exercia o mister de sapateiro. Teve a infelicidade de se afastar na juventude das santas veredas do Evangelho; uma doença grave que sofreu na idade de vinte e quatro anos foi um meio da graça para o reconduzir à virtude. Reconquistando a saúde, deu provas de sincera conversão, primeiro, por uma mudança completa no procedimento, depois, pelo sacrifício do pouco que possuía, em favor dos pobres, aos quais consagrou todo o fruto de seu trabalho. Não contente com praticar as obras de misericórdia, o novo convertido, a fim de castigar o corpo, abraçou o gênero de vida mais austera; jejuava três vezes por semana, a pão e água, quando os jejuns eram ordenados pela Igreja. As peregrinações estavam muito em uso naquele século; por espírito de mortificação, Nevolon empreendeu a do túmulo dos Santos Apóstolos, a Roma e a de São Tiago, na Galícia; fê-las como verdadeiro penitente e terminou a segunda, descalço. De regresso à pátria, o servo de deus teve muito que sofrer do mau humor de sua esposa, que ao vê-lo ocupar-se unicamente de sua salvação e fazer abundantes esmolas, queixava-se amargamente. Ele suportava-lhe as queixas com paciência e continuava a caminhar com coragem na estrada da perfeição. Um dia, um mendigo lhe pediu uma esmola e ele disse à esposa que lhe desse um pedaço de pão. Não temos mais nada no armário, respondeu ela. Como ele insistisse, ela deu-lhe várias vezes a mesma resposta. – Em nome do Senhor, vai, disse ele por fim, e dá esmola a esse pobre. – Comovida por tais palavras, ela abriu o armário, e qual não foi o seu espanto! Encontrou lá uma grande quantidade de pão. Aquele prodígio a comoveu de tal modo, que mudou de sentimento sobre seu santo esposo, e o acompanhou, desde então, em suas viagens de devoção. Ela morreu, de volta de uma dessas peregrinações, e Nevolon que não deixava passar nenhuma ocasião para aliviar os indigentes, distribuiu às viúvas, aos órfãos e aos pobres, todos os objetos que constituíam a herança recolhida de sua esposa. Sua generosidade para com os pobres, o reduziu também à extrema indigência e ele abrigou-se na casa do irmão Lourenço, assim chamado, porque um eremita desse nome, da ordem de Valumbrosa, morava lá com cinco irmãos e levava um gênero de vida muito austera. Nevolon dormia sobre uma tábua ou sobre a terra nua, dava pouco tempo ao sono e o tomava de maneira que aquele descanso se tornava para ele, um ato de mortificação. Ele deixava às vezes esse lugar, para fazer peregrinações. Um dia, quando estava a caminho e sentia fome, pediu inutilmente a um hoteleiro que lhe desse um pedaço de pão; não o pode conseguir, porque não tinha dinheiro e aquele homem disse-lhe que o fosse pedir de porta em porta. A essas palavras o servo de Deus, ergueu os olhos ao céu e rogou ao Senhor que o socorresse na sua necessidade. Depois os abaixou e viu a seus pés uma moeda que lhe serviu para pagar o pão que antes tinha pedido por esmola. O socorro inesperado da Providência comoveu o hoteleiro que, lembrando-se de que Deus lhe pedira contas um dia, em seu juízo, se tinha auxiliado os pobres, tornou-se daquele momento menos insensível às suas necessidades. O bem-aventurado Nevolon, chegou à mais provecta velhice, morreu santamente em Faença a 27 de Julho de 1280. Afirma-se que os sinos da igreja na qual ia rezar, tocaram sozinhos, para anunciar sua morte. Admirado com aquele prodígio, o vigário da igreja foi com várias testemunhas à pequena casa onde morava os ervo de Deus e o encontrou de joelhos, pensando que estava em oração; mas logo, examinando-o, de perto viu que estava morto. O vigário procurou informar de tudo o Bispo. O prelado acompanhado por uma grande multidão de povo, veio buscar o santo corpo e o depositou em sua catedral, onde lhe foi erguido um monumento de mármore. A confiança dos fiéis nesse bem-aventurado foi autorizada por vários milagres, que ele operou. Seu culto foi aprovado pelo Papa Pio VII, a 31 de Maio de 1817. Foto: santiebeati.it (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XIII, p. 373 à 375) Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
Evangelho Do Dia 2018-07-27

Sexta-feira, 27 de Julho de 2018. Santo do dia: São Simeão Estilita, mongeCor litúrgica: verde Evangelho do dia: São Mateus 13, 18-23 Primeira leitura: Jeremias 3, 14-17Leitura do livro do profeta Jeremias: 14“Convertei-vos, filhos, que vos tendes afastado de mim, diz o Senhor, pois eu sou vosso Senhor; vou tomar-vos, um de uma cidade e dois de uma família, e vos reconduzirei a Sião; 15eu vos darei pastores segundo o meu coração, que vos apascentarão com clarividência e sabedoria. 16Quando vos tiverdes multiplicado e crescerdes na terra, naqueles dias, diz o Senhor, não se falará mais da ‘arca da aliança do Senhor’; ela não virá à memória de ninguém, não se lembrarão dela, não a procurarão nem fabricarão outra. 17Naquele tempo, chamarão Jerusalém ‘Trono do Senhor’, em torno dela se reunirão, em nome do Senhor, todos os povos; eles não se deixarão mais levar pelas inclinações de um coração mau”. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo Jr 31 – Ouvi, nações, a Palavra do Senhor e anunciai-a nas ilhas mais distantes: “Quem dispersou Israel vai congregá-lo e o guardará qual pastor a seu rebanho!” R: O Senhor nos guardará qual pastor a seu rebanho. – Pois, na verdade, o Senhor remiu Jacó e o libertou do poder do prepotente. Voltarão para o monte de Sião, entre brados e cantos de alegria afluirão para as bênçãos do Senhor. R: O Senhor nos guardará qual pastor a seu rebanho. – Então a virgem dançará alegremente, também o jovem e o velho exultarão; mudarei em alegria o seu luto, serei consolo e conforto após a guerra. R: O Senhor nos guardará qual pastor a seu rebanho. Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 13, 18-23 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Felizes os que observam a Palavra do Senhor de reto coração e que produzem muitos frutos, até o fim perseverantes! (Lc 8,15); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus: Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 18“Ouvi a parábola do semeador: 19todo aquele que ouve a palavra do Reino e não a compreende, vem o maligno e rouba o que foi semeado em seu coração. Este é o que foi semeado à beira do caminho. 20A semente que caiu em terreno pedregoso é aquele que ouve a palavra e logo a recebe com alegria; 21mas ele não tem raiz em si mesmo, é de momento: quando chega o sofrimento ou a perseguição por causa da palavra, ele desiste logo. 22A semente que caiu no meio dos espinhos é aquele que ouve a palavra, mas as preocupações do mundo e a ilusão da riqueza sufocam a palavra, e ele não dá fruto. 23A semente que caiu em boa terra é aquele que ouve a palavra e a compreende. Esse produz fruto. Um dá cem, outro sessenta e outro trinta”. – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho por São Cesário de Arles, monge e BispoSermões ao povo, n.°6 passim; SC 175 «Produz ora cem, ora sessenta, ora trinta por um» Irmãos bem amados, quando vos apresentamos uma coisa útil para a vossa alma, que ninguém tente desculpar-se dizendo: «Não tenho tempo para ler, e é por isso que não posso conhecer os mandamentos de Deus nem observá-los». […] Evitemos as vãs tagarelices e as brincadeiras corrosivas […], e veremos se não temos tempo para consagrar à leitura da Sagrada Escritura. […] Quando as noites são mais longas, haverá alguém capaz de tanto de dormir, que não possa ler ou ouvir ler as Escrituras? […] Pois a luz da alma e seu alimento eterno é a Palavra de Deus, sem a qual o coração não pode nem viver nem ver. […] O cuidado da nossa alma é semelhante ao cultivo da terra. Assim como para cultivar a terra se arranca de um lado e se extirpa do outro até à raiz para semear o bom grão, o mesmo se deve fazer à nossa alma: arrancar o que é mau e plantar o que é bom; extirpar o que é prejudicial, transplantar o que é útil; desenraizar o orgulho e plantar a humildade; deitar fora a avareza e guardar a misericórdia; desprezar a imoralidade e amar a castidade. […] Efetivamente, vós sabeis como se cultiva a terra. Em primeiro lugar, arrancam-se as silvas e atiram-se as pedras para longe, seguidamente lavra-se a própria terra, faz-se o mesmo segunda vez, e terceira, e finalmente […] semeia-se. Que seja assim na nossa alma: em primeiro lugar, arranquemos as silvas, ou seja, os maus pensamentos; seguidamente, retiremos as pedras, isto é, a malícia e a dureza. Por último, lavremos o nosso coração com o arado do Evangelho e a relha da cruz e, quebrado pela penitência, amolecido pela esmola e pela caridade, preparemo-lo para a semente do Senhor […], para que possa receber com alegria a semente da palavra divina e não dar apenas trinta, mas sessenta e cem vezes o seu fruto. Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho
São Joaquim E Santa Ana, Pais De Nossa Senhora

Desde os primeiros séculos, a mãe da Santíssima Virgem Maria foi venerada na Igreja Oriental. Na liturgia romana a festa foi introduzida no século XII, propagada pelas cruzadas, e teve o apogeu nos séculos XIV e XV, em correlação com a devoção à Imaculada Conceição de Maria. Sobre os pais de Maria, não nos dizem nada os evangelhos canônicos. Sobre tal questão, diz muito sutilmente o Padre Luís Francisco de Argentan, capuchinho do século XVII: Se as grandezas de Maria tiveram o pai e a mãe como fontes, era necessário que aparecessem como primeiros, a fim de que espalhassem os raios da própria glória sobre ela, como o sol comunica a Luz aos astros que o rodeiam; todavia esta ordem é invertida, porque a Santa Virgem recebeu toda a glória de Jesus Cristo, seu Filho e, pois, São Joaquim e Santa Ana receberam muito maior glória da filha, pela qual levam esta incomparável vantagem sobre o resto dos santos, de ser os mais próximos parentes, segundo a carne, do Salvador do mundo, uma vez que são verdadeiramente pai e mãe da Virgem Maria. Se os quatro inspirados evangelistas não se referiram a Santa Ana e a São Joaquim, não ficaram os pais de Maria, entretanto, totalmente apagados: três evangelhos apócrifos falam dos dois bem-aventurados Santos: o Proto-Evangelho de Tiago, o Evangelho do pseudo-Mateus e o Evangelho da Infância. Segundo o primeiro deles, cuja composição é olhada como muitíssimo antiga, Joaquim e Ana eram de piedosos e ricos israelitas da tribo de Judá, possuidores de grandes rebanhos. Não tinham filhos, e isto, para os judeus era motivo de ignomínia. Um dia, Joaquim, que foi ao templo apresentar uma oferenda, viu-a, tristíssimo, ser recusada pelo sacerdote, justamente por causa da esterilidade da esposa. Arrasado pelo sucesso, o bom homem, ao invés de voltar para casa, com os rebanhos buscou a montanha, desesperado. Durante cinco meses,, ninguém, nem mesmo a esposa, ouviu falar de Joaquim. Desaparecera, e dele, notícia alguma chegava ao lugar em que vivia. A dor de Ana foi imensa. Dir-se-ia que enviuvara. Mas, um dia, quando, como de costume, fazia suas preces, um anjo apareceu-lhe, para enchê-la de alegria: Joaquim, muito breve, tornaria, e ambos, novamente juntos, haveriam de ter o que tanto desejavam – um filho. Joaquim na montanha, também recebeu aquele enviado de Deus, que lhe prometeu a mesma alegria e lhe ordenou que descesse e voltasse para a esposa. Quando o Santo se aproximava, tornou o anjo a visitar Ana, dizendo-lhe que o marido se avizinhava e, pois, fosse-lhe aoencontro, na Porta Dourada. Ana, deslumbrada, toda numa alegria sem par, deixou a casa correndo e se precipitou nos braços do esposo. Assim, exultando, voltaram para o lar, a bendizer a Deus incessantemente. Nove meses mais tarde, nasceu-lhes uma filha – a qual deram o nome de Maria. Nasceu-lhes aquela Maria sublime, pela qual “grande coisas dez Aquele que é poderoso”, aquela Maria sublime que “resplandeceu de tal abundância de dons celestes, de tal plenitude de graça e de tal inocência, que se tornou como que o milagre de Deus por excelência, ante a culminância de todos os seus milagres, e digna Mãe de Deus – de modo que, colocada tanto quanto é possível a uma criatura, como a mais próxima de Deus, ela se tornou superior a todos os louvores dos homens e dos Anjos”, a Maria sublime que, com o auxílio divino, quebrou, inutilizou a violência e o poder da serpente. Nasceu-lhes o Lírio entre os espinhos, a Terra absolutamente intacta, virginal, ilibada, imaculada, sempre abençoada e livre de todo contágio de pecado – “da qual foi formado o novo Adão”. Nasceu-lhes o Jardim “ordenadíssimo, esplêndido, ameníssimo, de inocência e de imortalidade, delicioso, plantado por Deus mesmo e defendido de todas as insídias da serpente venenosa”. Nasceu-lhes o Lenho imarcescível “que o verme do pecado jamais corroeu”. Nasceu-lhes a Fonte sempre límpida, o Templo diviníssimo, o Escrínio da imortalidade. Nasceu-lhes a Co-redentora dos homens, a Medianeira poderosíssima, o Caminho mais seguro e mais fácil para Jesus, a que sofre por nossa causa, a Mulher vestida do sol, que tinha a lua debaixo dos seus pés e uma coroa de doze estrelas sobre a cabeça, de São João, a qual, estando grávida, clamava com dores de parto e sofria tormentos para dar à luz (Apoc. 12, 1-2) Que parto? “Por certo o nosso, pois que, retidos neste degredo, carecemos de nascer para o perfeito amor de Deus e felicidade eterna. As dores do parto que nos estão a demonstrar o amor ardente com que Maria zela e trabalha, lá no céu, por suas preces incessantes para levar o número dos eleitos à sua plenitude. (Pio X) **** Quando a menina completou dois anos, Joaquim disse a Ana: – Conduzamo-la ao Templo do Senhor, a fim de cumprir o voto que formulamos. Ana respondeu: – Esperemos até o terceiro ano, porque talvez a menina venha a procurar o pai e a mãe. Joaquim concordou, dizendo: – Esperemos. Quando Maria entrou nos três anos de vida, foi desmamada, e Joaquim disse? – Chamai as jovens virgens santas de Israel. Que casa qual tome uma lâmpada e a tenha acessa, para que a menina não volte atrás e seu coração não se apegue às coisas de fora do Templo do Senhor. E assim foi feito. **** A glória maior de Santa Ana reside no fato de ter sido mãe da Imaculada. Foi esposa modelo, humilde, casta, submissa a deus em tudo, e ao marido. Devotadíssima à filha, colaborou com a obra do Espírito Santo, para fazer frutificar os dons maravilhosos daquela alma. Avó de Jesus! Eis uma nova, imensa glória porque de Santa Ana veio o ser humano de Maria, e de Maria todo o ser humano de Jesus. E não foi no seio de Santa Ana que se cumpriu o mistério da imaculada conceição, que se deu o prelúdio da Encarnação e da Redenção? Maria, por uma aplicação antecipada do sacrifício de Jesus, não foi a primeira alma resgatada,
Evangelho Do Dia 2018-07-26

Quinta-feira, 26 de Julho de 2018. Santo do dia: São Joaquim e Santa Ana, pais de Nossa SenhoraCor litúrgica: branco Evangelho do dia: São Mateus 13, 16-17 Primeira leitura: Eclesiástico 44, 1.10-15Leitura do livro do Eclesiástico: 1Vamos fazer o elogio dos homens famosos, nossos antepassados através das gerações. 10Estes são homens de misericórdia; seus gestos de bondade não serão esquecidos. 11Eles permanecem com seus descendentes; seus próprios netos são a sua melhor herança. 12A descendência deles mantém-se fiel às alianças 13e, graças a eles, também os seus filhos. Sua descendência permanece para sempre, e sua glória jamais se apagará. 14Seus corpos serão sepultados na paz, e seu nome dura através das gerações. 15Os povos proclamarão a sua sabedoria, e a assembleia vai celebrar o seu louvor. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 131 (132) – O Senhor fez a Davi um juramento, uma promessa que jamais renegará: “Um herdeiro que é fruto do teu ventre colocarei sobre o trono em teu lugar!” R: O Senhor vai dar-lhe o trono de seu pai, o rei Davi. – Pois o Senhor quis para si Jerusalém e a desejou para que fosse sua morada: “Eis o lugar do meu repouso para sempre, eu fico aqui: este é o lugar que preferi!” R: O Senhor vai dar-lhe o trono de seu pai, o rei Davi. – “De Davi farei brotar um forte herdeiro, acenderei ao meu ungido uma lâmpada. Cobrirei de confusão seus inimigos, mas sobre ele brilhará minha coroa!” R: O Senhor vai dar-lhe o trono de seu pai, o rei Davi. Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 13, 16-17 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Esperavam estes pais a redenção de Israel, e o Espírito do Senhor estava sobre eles (Lc 2,25); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus: Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 16“Felizes sois vós, porque vossos olhos veem e vossos ouvidos ouvem. 17Em verdade vos digo, muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes e não viram, desejaram ouvir o que ouvis e não ouviram”. – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho por Santo Hilário, Bispo e Doutor da IgrejaTratado dos Mistérios, Prefácio «A vós é dado conhecer os mistérios do reino dos Céus» Toda a obra contida nos santos livros anuncia por palavras, revela por factos e estabelece com exemplos a vinda de Jesus Cristo nosso Senhor, que, enviado por seu Pai, Se fez homem, nascendo de uma virgem por ação do Espírito Santo. Com efeito, durante todo o processo da criação, é Ele que, através de prefigurações verdadeiras e manifestas, gera, lava, santifica, escolhe, separa e resgata a Igreja nos patriarcas: pelo sono de Adão, pelo diúvio de Noé, pela justificação de Abraão, pelo nascimento de Isaac, pela servidão de Jacob. Numa palavra, ao longo dos tempos, o conjunto das profecias, essa realização do plano secreto de Deus, foi-nos dado por benevolência, para conhecimento da sua incarnação futura. […] Em cada personagem, em cada época, em cada acontecimento, o conjunto das profecias projeta como que num espelho a imagem da sua vinda, da sua pregação, da sua Paixão, da sua ressurreição e da nossa congregação na Igreja. […] A começar por Adão, ponto de partida do nosso conhecimento do género humano, encontramos anunciado desde a origem do mundo, em grande número de prefigurações, tudo aquilo que recebeu no Senhor o seu cumprimento total. Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho
São Cristóvão, Mártir

São Cristóvão, que teve a sublime ventura de transportar Jesus às costas, o bom gigante inabalavelmente daria a vida, sem se importar com a crueldade dos algozes. São Cristóvão é o padroeiro dos motoristas e, por extensão, dos viajantes. Segundo a lenda grega, São Cristóvão era um bárbaro antropófago, da tribo dos cinocéfalos – homens com cabeça de cão – que se converteu, foi engajado nos exércitos imperiais e se recusou a apostatar, morrendo sob inomináveis torturas. A lenda ocidental, apresenta-o diferentemente: um gigante com mania de grandezas. Servindo um rei poderoso, que, supunha, fosse o maior da terra, deixou-o, quando soube que Satanás era maior e mais poderoso. Ouvindo qualquer coisa a respeito de Jesus, muitíssimo superior a Satanás, Cristóvão procurou informar-se. Buscou elucidações com um ermitão, e ficou sabendo que Nosso Senhor era absolutamente o reverso do demônio, apreciando os homens pela bondade para com o próximo, não pela grandeza. Tendo-se fixado à beira de um rio caudaloso, para fazer bem aos semelhantes, propôs-se atravessar de uma margem a outra aqueles que disso necessitavam, valendo-se da força imensa de que era dotado. Uma noite, um belo menino solicitou os préstimos do gigante. Cristóvão tomou-o nos ombros e iniciou a travessia da corrente. À medida que avançava pelas águas, mais aquela tenra criaturinha lhe pesava assustadoramente. Que significava aquilo? Como pesava! Era de derrear! Dir-se-ia que levava aos ombros o peso do mundo! E o gigante, arfando e bufando, arrimado no bordão que arcava ao estranho peso, depois de lutar contra a fadiga, todo cansaço, conseguiu atingir a margem oposta, que levara um tempo infindo para ser alcançada. Limpando o suor do rosto afogueado, Cristóvão, de narinas dilatadas, sorvendo sofregamente o ar que lhe fugia dos pulmões, exclamou ao menino, já em terra firme: – O mundo não é mais pesado do que tu! E o menino, sorrindo-lhe muito docemente, retrucou: – Tu levaste sobre os ombros, mais do que o mundo todo – levaste o seu Criador! Eu sou o Jesus que tu serves! Mais tarde, por aquele Jesus que teve a sublime ventura de transportar às costas, o bom gigante inabalavelmente daria a vida, sem se importar com a crueldade dos algozes. São Cristóvão, logo, passou a ser invocado pelos condutores de veículos e pelos viajantes, E a fórmula Christophorum videas, postea tutus eas tornou-se comum através dos tempos. E aos que iam viajar, para que o fizessem com segurança e sem atrapalhações, aconselhava-se: – Olha São Cristóvão e vai tranqüilo! Diz o martirológio, numa síntese: Na Lícia, São Cristóvao, mártir, que, sob o imperador Décio, tendo sido ferido com varas de ferro e preservado da violência do fogo pelo poder de Jesus Cristo, foi, afinal, atravessado de flechas e recebeu o martírio, pela decapitação (III Século?) (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XIII, p. 341 à 343) Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
Evangelho Do Dia 2018-07-25

Quarta-feira, 25 de Julho de 2018. Santo do dia: São Tiago Maior, Apóstolo; Santa Glodesinda, abadessaCor litúrgica: vermelho Evangelho do dia: São Mateus 20, 20-28 Primeira leitura: Coríntios 4, 7-15Leitura da segunda carta de São Paulo aos Coríntios: Irmãos, 7trazemos esse tesouro em vasos de barro, para que todos reconheçam que esse poder extraordinário vem de Deus e não de nós. 8Somos afligidos de todos os lados, mas não vencidos pela angústia; postos entre os maiores apuros, mas sem perder a esperança; 9perseguidos, mas não desamparados; derrubados, mas não aniquilados; 10por toda parte e sempre levamos em nós mesmos os sofrimentos mortais de Jesus, para que também a vida de Jesus seja manifestada em nossos corpos. 11De fato, nós, os vivos, somos continuamente entregues à morte por causa de Jesus, para que também a vida de Jesus seja manifestada em nossa natureza mortal. 12Assim, a morte age em nós, enquanto a vida age em vós. 13Mas, sustentados pelo mesmo espírito de fé, conforme o que está escrito: “Eu creio e, por isso, falei”, nós também cremos e, por isso, falamos, 14certos de que aquele que ressuscitou o Senhor Jesus nos ressuscitará também com Jesus e nos colocará ao seu lado, juntamente convosco. 15E tudo isso é por causa de vós, para que a abundância da graça em um número maior de pessoas faça crescer a ação de graças para a glória de Deus. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 125 (126) – Quando o Senhor reconduziu nossos cativos, parecíamos sonhar; encheu-se de sorriso nossa boca, nossos lábios, de canções. R: Os que lançam as sementes entre lágrimas ceifarão com alegria. – Entre os gentios se dizia: “Maravilhas fez com eles o Senhor!” Sim, maravilhas fez conosco o Senhor, exultemos de alegria! R: Os que lançam as sementes entre lágrimas ceifarão com alegria. – Mudai a nossa sorte, ó Senhor, como torrentes no deserto. Os que lançam as sementes entre lágrimas ceifarão com alegria. R: Os que lançam as sementes entre lágrimas ceifarão com alegria. – Chorando de tristeza, sairão, espalhando suas sementes; cantando de alegria, voltarão, carregando os seus feixes! R: Os que lançam as sementes entre lágrimas ceifarão com alegria. Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 20, 20-28 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Eu vos designei para que vades e deis frutos, e o vosso fruto permaneça, assim disse o Senhor (Jo 15,16); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus: Naquele tempo, 20a mãe dos filhos de Zebedeu aproximou-se de Jesus com seus filhos e ajoelhou-se com a intenção de fazer um pedido. 21Jesus perguntou: “O que tu queres?” Ela respondeu: “Manda que estes meus dois filhos se sentem, no teu reino, um à tua direita e outro à tua esquerda”. 22Jesus, então, respondeu-lhes: “Não sabeis o que estais pedindo. Por acaso podeis beber o cálice que eu vou beber?” Eles responderam: “Podemos”. 23Então Jesus lhes disse: “De fato, vós bebereis do meu cálice, mas não depende de mim conceder o lugar à minha direita ou à minha esquerda. Meu Pai é quem dará esses lugares àqueles para os quais ele os preparou”. 24Quando os outros dez discípulos ouviram isso, ficaram irritados contra os dois irmãos. 25Jesus, porém, chamou-os e disse: “Vós sabeis que os chefes das nações têm poder sobre elas e os grandes as oprimem. 26Entre vós não deverá ser assim. Quem quiser tornar-se grande torne-se vosso servidor; 27quem quiser ser o primeiro seja vosso servo. 28Pois o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como resgate em favor de muitos”. – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho por São João Crisóstomo, Bispo e Doutor da IgrejaHomilias sobre o Evangelho de São Mateus, n.º 65, 2-4; PG 58, 619 Beber do seu cálice e sentar-se à sua direita Por intermédio de sua mãe, os filhos de Zebedeu fazem ao Mestre este pedido, na presença dos companheiros : «Ordena que nos sentemos um à tua direita e o outro à tua esquerda». […] Cristo apressa-Se a tirar-lhes as ilusões, dizendo-lhes que devem estar prontos a sofrer injúrias, perseguições e mesmo a morte: «Não sabeis o que estais a pedir. Podeis beber o cálice que Eu hei de beber?» Que ninguém se espante por ver os apóstolos presa de tão imperfeitas inclinações. Espera que o mistério da cruz seja cumprido, que a força do Espírito Santo lhes seja comunicada. Se queres ver a sua força de alma, observa-os mais tarde, e vê-los-ás superiores a todas as fragilidades humanas. Cristo não esconde as suas fraquezas, para que tu vejas aquilo em que depois se hão de tornar, pela força da graça que os há de transformar […]. «Não sabeis o que estais a pedir». Não sabeis quão grande e prodigiosa é essa honra. Sentar-se à minha direita? Isso ultrapassa os próprios poderes angélicos. «Podeis beber o cálice que Eu hei de beber?» Falais-Me de tronos e de diademas insignificantes; Eu falo-vos de combates e de sofrimentos. Não é agora que receberei a minha realeza; ainda não chegou a hora da glória. Para Mim e para os meus, é tempo de violência, de combates e de perigos. Repara que Ele não lhes pergunta diretamente: «Tereis coragem para derramar o vosso sangue?» Para os encorajar, propõe-lhes que partilhem o seu cálice, que vivam em comunhão com Ele […]. Mais tarde, verás São João, o mesmo que agora deseja o primeiro lugar, ceder a presidência a São Pedro […]. Quanto a Tiago, o seu apostolado não durou muito tempo. Ardente de fervor, desprezando por completo os interesses meramente humanos, com seu zelo, mereceu ser o primeiro mártir de entre os apóstolos (cf At 12,2). Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho
São Charbel Makhlouf: Paz De Alma, Silêncio E Solidão

No Líbano, cujos majestosos cedros e míticas montanhas foram tantas vezes louvados pela Sagrada Escritura, brilhou, em pleno século XIX, um dos maiores anacoretas da história da Igreja. Raphaela Nogueira Thomaz Desde os primórdios do Cristianismo, reluziram no firmamento da Igreja homens e mulheres orantes que passavam a vida na contemplação e no silêncio, absortos somente em Deus. Despojados por completo das preocupações terrenas, tinham a alma fixada num único fim: vacare Deo – descansar em Deus, dar-se a Deus. Retrocedamos quase dois séculos e viajemos, em busca de uma dessas almas, a um país de escarpados montes cujas maravilhas foram inúmeras vezes proclamadas nos L ivros Sagrados: o Líbano. Foi ali onde, em 1828, na aldeia de Beqaa Kafra, nascera à sombra dos cedros centenários o pequeno Youssef Makhlouf. Deus começa a lhe falar ao coração Já nos tenros anos de sua infância, morreu seu pai, Antun Za’rur Makhlouf, submetido pelo exército otomano a um regime de trabalhos forçados. Sua mãe, Brígida, contraíra novas núpcias, deixando a casa e as pequenas propriedades de Antun para os filhos, que passaram a ser tutelados pelo tio paterno, Tannus. Inclinado à piedade e à devoção, coube ao pequeno Youssef, sendo embora o caçula de cinco irmãos, dar-lhes bom exemplo na piedade e no cumprimento dos deveres. Dotado de um espírito piedoso e altamente submisso, recitava diariamente as orações com a família, bem como desempenhava com grande esmero a tarefa de vigiar os animais no pasto. Suas virtudes logo se tornaram manifestas a todos os habitantes da aldeia. Gostava da solidão, era prudente e inteligente. Na igreja, mantinha-se recolhido, sem sequer olhar ao redor de si. De tal forma seu bom comportamento chamava a atenção, que os rapazes da região a ele se referiam como “o Santo”. A Providência foi preparando aos poucos a alma desse seu filho eleito até o ponto de que, vivendo ainda no mundo, dele se utilizava apenas para cumprir o que era a única aspiração de sua vida. “Quando Deus quer se unir intimamente a um homem e lhe falar ao coração, Ele o conduz à solidão. Se se trata de um homem chamado à vida religiosa contemplativa, Deus, para realizar o seu desejo, começa por separá-lo do mundo”.1 Foi assim que, no ano de 1851, aos 23 anos de idade, Youssef deixou o lar materno e ingressou no Mosteiro de Nossa Senhora, em Maïfuq, onde adotou o nome de Charbel, em louvor ao mártir de Edessa, do segundo século. De Maifouk a São Maron de Annaya Porém, com esse desejo de isolar- se do mundo ardendo-lhe na alma, Maifouk certamente não era o ambiente mais propício para a realização de seu ideal. Embora ali levasse uma vida de oração e trabalho, como a santa Regra pedia, o contato com os camponeses vizinhos prejudicava-lhe muito o recolhimento. Certo dia em que os noviços se ocupavam de sua tarefa diária de tirar as folhas e cascas das amoreiras, para a criação do bicho-da-seda, uma mocinha que trabalhava ao lado, querendo pôr à prova o silêncio e a seriedade de Charbel, lançou-lhe ao rosto um casulo. Não obtendo resultado, lançou outro. O jovem noviço permaneceu impassível, mas naquela mesma noite saiu do mosteiro de Maifouk, sem dizer nada a ninguém, e foi recolher-se ao convento de São Maron de Annaya, situado a quatro horas de marcha. Ali reiniciou o noviciado, separado do mundo por uma severa clausura, observando a regra que o guiava nas vias da contemplação, do recolhimento, da oração e da obediência. Dois anos depois recebeu o hábito dos maronitas – túnica preta, capuz em forma de cone e cordão feito de pele de cabra – e pronunciou os votos de pobreza, castidade e obediência. Desde então, foi um monge submergido no anonimato e nos seus colóquios com Deus. Embora tudo fizesse para lançar sua pessoa ao olvido, sua santidade tornou-se notória para os outros religiosos. Por decisão do superior e do conselho da comunidade, foi admitido às ordens sacras e, após fazer os necessários estudos, recebeu a ordenação presbiteral em 1859. Charbel celebrava o Santo Sacrifício com a máxima dignidade e com uma fé tão viva, que, com frequência, durante a Consagração, as lágrimas corriam-lhe dos olhos escuros e profundos, os quais eram como duas janelas abertas para o Céu. E, na contemplação, ficava de tal modo absorto que não prestava atenção alguma a eventuais ruídos ou rumores. Modelo de obediência e pureza Desde o tempo de noviciado até seu último alento, destacou-se como monge exemplar na obediência e na observância da Regra. Ao ponto de que, quando o Superior ordenava a um monge fazer algo muito penoso, era frequente ouvir uma resposta do tipo: – Pensa o senhor, por acaso, que sou o padre Charbel? Certa ocasião, sendo ele ainda noviço, um sacerdote resolveu pôr à prova sua paciência. Na hora de transportar de um campo para outro os instrumentos agrícolas, começou a amontoar sobre seus ombros sacos de sementes, peças de arados, ferramentas e outros materiais… Quando terminou, via-se no meio da carga o rosto sorridente de Charbel que repetia a censura de Jesus aos doutores da Lei: “Ai de vós, que carregais os homens com pesos que não podem levar…” (Lc 11, 46). Todos riram desse dito espirituoso e apressaram-se em livrá-lo do excesso de carga. Brilhou também de modo especial na luta para preservar a virtude da castidade, com atos de heroísmo extremos, sem jamais demonstrar aos outros as mortificações que fazia. A Regra da Ordem incita os monges a refrear com todo empenho os próprios sentidos. Entre outras atitudes de vigilância, exorta-os a evitar qualquer conversa com pessoas do sexo feminino, mesmo tratando- se de parentes. São Charbel foi mais longe: ele fez, e cumpriu, o propósito de jamais olhar para o rosto de uma mulher. O dom de fazer milagres Teve o dom de fazer milagres, e o exerceu com sua costumeira humildade. Certa vez, uma pobre mulher hemorroíssa, cuja enfermidade resistia a todos os tratamentos, encarregou um mensageiro de