Beato Eugênio III, Papa

O Papa Eugênio III nasceu em Montemagno, numa família cristã, rica e da nobreza italiana. Foi batizado com o nome de Píer Bernardo Paganelli, estudou e recebeu a ordenação sacerdotal na diocese de Pisa, centro cultural próximo da sua cidade natal. Possuía um temperamento reservado, era inteligente, muito ponderado e calmo. Segundo os registros da época, em 1130 ele teve um encontro com São Bernardo de Claraval, fundador da Ordem dos Monges Cistercienses. A afinidade entre ambos foi tão grande que, cinco anos depois, Píer Bernardo ingressou no mosteiro dirigido pelo amigo e vestiu o hábito cisterciense. Através da convivência com São Bernardo de Claraval, ele se tornou conhecido, pois foi escolhido para abrir um outro mosteiro da Ordem em Farfa, diocese de Viterbo, sendo consagrado o abade pelo Papa Inocêncio II. Quando esse papa morreu, o abade Píer Bernardo foi eleito sucessor. Isto ocorreu não por acaso, ele era o homem adequado para enfrentar a difícil e delicada situação que persistia na época. Roma estava agitada e às voltas com graves transtornos provocados, especialmente, pelo líder político Arnaldo de Bréscia e outros republicanos que exigiam que fosse eleito um Papa que favorecesse suas ambições políticas, fazendo pressão junto ao Colégio Cardinalício. Muitas casas de bispos e cardeais já tinham sido saqueadas. Por isso os cardeais resolveram escolher o abade Píer Bernardo, justamente porque ele estava fora do colégio cardinalício, portanto isento das pressões dos republicanos. Ele assumiu o Pontificado com o nome de Papa Eugênio III, mas teve de fugir de Roma à noite, horas após sua eleição, para ser coroado no mosteiro de Farfa, em Viterbo. Era o dia 18 de fevereiro de 1145. Como a situação da cidade não era segura, o novo Papa e seus cardeais decidiram mudar para Viterbo. Quando a população romana foi informada, correu para pedir sua volta. Foi assim, apoiado pelo povo, que o Papa Eugênio III retornou para Roma e assumiu o controle da cidade, impondo a paz. Infelizmente, durou pouco. Em 1146, Arnaldo passou a exigir a destruição total de Trívoli. Novamente o Papa Eugênio III teve de fugir. Como se recusou a comandar o massacre, ele corria risco de morte. Teve de atravessar os Alpes para ingressar na França, onde permaneceu exilado por três anos. Os conflitos não paravam, o povo estava sempre nas ruas, liderado por Arnaldo, e o Papa teve de ser duro com os insubordinados da Igreja que se aproveitavam da situação. Nesse período, convocou quatro Concílios para impor disciplina. Também depôs os arcebispos de York e Mainz; promoveu uma séria reforma na Igreja e na Cúria Romana em defesa da ortodoxia nos estudos eclesiásticos. Enviou o Cardeal Breakspear, o futuro Papa Adriano IV, para divulgá-la na Escandinávia, enquanto ele próprio ainda o fazia percorrendo o norte da Itália. Só retornou a Roma depois de receber ajuda do imperador alemão Frederico Barba-Roxa, contra os republicanos de Arnaldo. Ainda pôde defender a Igreja contra os invasores turcos e iniciar a construção do palácio pontifício. Morreu no dia 8 de julho de 1153, depois de governar a Igreja por oito anos e cinco meses, num período tão complicado e violento da história. O Papa Eugênio III foi beatificado em 1872. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
Evangelho Do Dia 2018-07-08

Domingo, 08 de Julho de 2018. Santo do dia: São Quiliano, Bispo e mártirCor litúrgica: verde Evangelho do dia: São Marcos 6,1-6 Primeira leitura: Ezequiel 2, 2-5Leitura da profecia de Ezequiel: 2Naqueles dias, depois de me ter falado, entrou em mim um espírito que me pôs de pé. Então eu ouvi aquele que me falava, 3o qual me disse: “Filho do homem, eu te envio aos israelitas, nação de rebeldes, que se afastaram de mim. Eles e seus pais se revoltaram contra mim até o dia de hoje. 4A estes filhos de cabeça dura e coração de pedra vou-te enviar, e tu lhes dirás: ‘Assim diz o Senhor Deus’. 5Quer te escutem, quer não – pois são um bando de rebeldes –, ficarão sabendo que houve entre eles um profeta”. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 122 (123) – Eu levanto os meus olhos para vós, que habitais nos altos céus. Como os olhos dos escravos estão fitos nas mãos do seu senhor. R: Os nossos olhos estão fitos no Senhor: tende piedade, ó Senhor, tende piedade! – Como os olhos das escravas estão fitos nas mãos de sua senhora, assim os nossos olhos, no Senhor, até de nós ter piedade. R: Os nossos olhos estão fitos no Senhor: tende piedade, ó Senhor, tende piedade! – Tende piedade, ó Senhor, tende piedade; já é demais esse desprezo! Estamos fartos do escárnio dos ricaços e do desprezo dos soberbos! R: Os nossos olhos estão fitos no Senhor: tende piedade, ó Senhor, tende piedade! Segunda leitura: Coríntios 12, 7-10Leitura da segunda carta de são Paulo aos Coríntios: Irmãos, 7para que a extraordinária grandeza das revelações não me ensoberbecesse, foi espetado na minha carne um espinho, que é como um anjo de satanás a esbofetear-me, a fim de que eu não me exalte demais. 8A esse propósito, roguei três vezes ao Senhor que o afastasse de mim. 9Mas ele disse-me: “Basta-te a minha graça. Pois é na fraqueza que a força se manifesta”. Por isso, de bom grado, eu me gloriarei das minhas fraquezas, para que a força de Cristo habite em mim. 10Eis por que eu me comprazo nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições e nas angústias sofridas por amor a Cristo. Pois, quando eu me sinto fraco, é então que sou forte. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos 6, 1-6 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– O Espírito do Senhor sobre mim fez a sua unção; enviou-me aos empobrecidos a fazer feliz proclamação (Lc 4,18); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos: Naquele tempo, 1Jesus foi a Nazaré, sua terra, e seus discípulos o acompanharam. 2Quando chegou o sábado, começou a ensinar na sinagoga. Muitos que o escutavam ficavam admirados e diziam: “De onde recebeu ele tudo isso? Como conseguiu tanta sabedoria? E esses grandes milagres que são realizados por suas mãos? 3Este homem não é o carpinteiro, filho de Maria e irmão de Tiago, de Joset, de Judas e de Simão? Suas irmãs não moram aqui conosco?” E ficaram escandalizados por causa dele. 4Jesus lhes dizia: “Um profeta só não é estimado em sua pátria, entre seus parentes e familiares”. 5E ali não pôde fazer milagre algum. Apenas curou alguns doentes, impondo-lhes as mãos. 6E admirou-se com a falta de fé deles. Jesus percorria os povoados das redondezas, ensinando. – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário por Santo Hilário, Bispo de Poitiers, Doutor da IgrejaSobre a Trindade, 12, oração final «E não podia ali fazer qualquer milagre […]. Estava admirado com a falta de fé daquela gente». Peço-Te, Pai Santo, Deus Todo-Poderoso, que conserves intacto o fervor da minha fé e, até ao último suspiro, me concedas conformar a minha voz às minhas convicções profundas. Sim, que eu conserve sempre aquilo que afirmei no credo que foi proclamado aquando do meu novo nascimento, quando fui batizado no Pai, no Filho e no Espírito Santo. Concede-me que Te adore, a Ti, Pai nosso, e ao teu Filho, que é um só Deus contigo; faz com que obtenha o teu Espírito Santo, que de Ti procede, pelo teu Filho único. A minha fé tem a seu favor uma excelente testemunha: Aquele que declara: «Pai, tudo o que é meu é teu e tudo o que é teu é meu»(Jo 17,10). Esta testemunha é o meu Senhor Jesus Cristo, Deus eterno em Ti, de Ti e contigo, Ele que é bendito pelos séculos dos séculos. Ámen. Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho
Evangelho Do Dia 2018-07-07

Sábado, 07 de Julho de 2018. Santo do dia: São Vilibaldo, BispoCor litúrgica: verde Evangelho do dia: São Mateus 9, 14-17 Primeira leitura: Amós 9, 11-15Leitura da profecia de Amós: Assim diz o Senhor: 11“Naquele dia, reerguerei a tenda de Davi, em ruínas, e consertarei seus estragos, levantando-a dos escombros e reconstruindo tudo, como nos dias de outrora; 12deste modo possuirão todo o resto de Edom e das outras nações, que são chamadas com o meu nome, diz o Senhor, que tudo isso realiza. 13Eis que dias virão, diz o Senhor, em que se seguirão de perto quem ara e quem ceifa, o que pisa as uvas e o que lança a semente; os montes destilarão vinho, e as colinas parecerão liquefazer-se. 14Mudarei a sorte de Israel, meu povo, cativo; eles reconstruirão as cidades devastadas e as habitarão, plantarão vinhas e tomarão o vinho, cultivarão pomares e comerão seus frutos. 15Eu os plantarei sobre o seu solo, e eles nunca mais serão arrancados de sua terra, que eu lhes dei”, diz o Senhor teu Deus. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 84 (85) – Quero ouvir o que o Senhor irá falar: é a paz que ele vai anunciar; a paz para o seu povo e seus amigos, para os que voltam ao Senhor seu coração. R: O Senhor anunciará a paz para o seu povo. – A verdade e o amor se encontrarão, a justiça e a paz se abraçarão; da terra brotará a fidelidade, e a justiça olhará dos altos céus. R: O Senhor anunciará a paz para o seu povo. – O Senhor nos dará tudo o que é bom, e a nossa terra nos dará suas colheitas; a justiça andará na sua frente, e a salvação há de seguir os passos seus. R: O Senhor anunciará a paz para o seu povo. Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 9, 14-17 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Minhas ovelhas escutam minha voz, eu as conheço, e elas me seguem (Jo 10,27); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus: Naquele tempo, 14os discípulos de João aproximaram-se de Jesus e perguntaram: “Por que razão nós e os fariseus praticamos jejuns, mas os teus discípulos não?” 15Disse-lhes Jesus: “Por acaso, os amigos do noivo podem estar de luto enquanto o noivo está com eles? Dias virão em que o noivo será tirado do meio deles. Então, sim, eles jejuarão. 16Ninguém coloca remendo de pano novo em roupa velha, porque o remendo repuxa a roupa, e o rasgão fica maior ainda. 17Também não se coloca vinho novo em odres velhos, senão os odres se arrebentam, o vinho se derrama e os odres se perdem. Mas vinho novo se coloca em odres novos, e assim os dois se conservam”. – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário por Santo Agostinho, Bispo e Doutor da IgrejaSermão 210 «Nesses dias jejuarão» «Dias virão em que o esposo lhes será retirado: nesses dias jejuarão». Pois que o Esposo nos foi retirado, é para nós tempo de tristeza e de lágrimas. Este Esposo «é mais belo que todos os filhos dos homens; a graça escorre nos seus lábios» (Sl 44,3); e contudo, na mão dos seus carrascos, perdeu todo o brilho, toda a beleza, e foi arrancado à terra dos vivos (Is 53,2-8). Ora, o nosso luto é justo se ardemos em desejo de O ver. Felizes os que, antes da sua Paixão, puderam gozar da sua presença, interrogá-l’O como queriam e escutá-l’O como se devia. […] Quanto a nós, assistimos agora ao cumprimento daquilo que Ele disse: «Dias virão em que desejareis apenas ver um dos dias do Filho do homem, mas não o vereis» (Lc 17,22). […] Quem não diria com o rei profeta: «As minhas lágrimas tornaram-se o meu alimento, dia e noite, enquanto me diziam sem cessar: “onde está o teu Deus?”» (Sl 41,4). Cremos n’Ele, sem dúvida, sentado já à direita do Pai; mas, enquanto estivermos neste corpo, estamos longe d’Ele (2Cor 5,6), e não podemos mostrá-L’O àqueles que duvidam da sua existência, ou a quem O nega, perguntando: «Onde está o teu Deus?» […] «Um pouco mais de tempo ainda e não Me vereis mais» (Jo 16,19). Agora é a hora acerca da qual Ele disse: «Vós estareis na tristeza, e o mundo estará na alegria». […] Mas acrescenta: «Voltarei a ver-vos e o vosso coração alegrar-se-á, e ninguém vos retirará a vossa alegria» (v. 20). A esperança que nos dá Aquele que é fiel às suas promessas não nos deixa, desde agora, sem uma certa alegria – até que venha a alegria sobreabundante do dia em que nos tornaremos semelhantes a Ele, porque O veremos tal como é (1Jo 3,2). […] «Uma mulher que vai dar à luz sofre, porque chegou a sua hora; mas, quando o filho nasce, experimenta uma grande alegria, porque veio ao mundo um ser humano» (Jo 16,21). É desta alegria que ninguém poderá tirar-nos que estaremos cheios, logo que passemos da conceção presente da fé à luz eterna. Jejuemos, pois, agora, e rezemos, porque estamos ainda no dia do parto. Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho
Beata Maria Romero De Meneses
Maria Romero Meneses nasceu em Granada, Nicarágua, no dia 13 de Janeiro de 1902, em uma família muito rica, mas de grande sensibilidade para as necessidades dos mais pobres, a quem socorria regularmente com generosidade. Orientada pela família fez seus estudos artísticos e logo revelou seu talento para a música e pintura. Aos doze anos, no colégio das Filhas de Maria Auxiliadora, recém chegadas a sua cidade, começa a conhecer a vida de São João Bosco. Identificou-se imediatamentecom a figura do grande apóstolo da juventude, em quem encontra como realização de seus ideais que vibravam em seu espírito, primeiro de maneira genérica e, cada vez mais claramente, com maior capacidade de entusiasmo. Tornou-se filha de Maria Auxiliadora em 1923 e com o nome de sua Mãe e Rainha – como amava invocá-la – realiza uma incansável atividade apostólica, dando vida a grandiosas obras sociais, especialmente na Costa Rica, onde foi enviada em 1931. Com viva sensibilidade evangélica e eclesial, conquista para sua missão apostólica as mais jovens alunas para que se tornem missionárias, nas aldeias dos arredores da capital, entre crianças abandonadas e famílias carentes.. Logo, também adultos, empresários endinheirados e renomados profissionais são conquistados por sua devoção mariana, que obtém grandes graças e se sentem portanto, comprometidos a colaborar efetivamente com as iniciativas assistenciais que Madre Maria Romero Meneses, sob a ação do Espírito Santo, vai projetando continuamente com a audácia da mais autêntica fé na Providência. Madre Maria sonha que seus pobres encontrem novas soluções para situações de emergência: obtêm primeiro visitas médicas gratuitas, graças a ação voluntária de médicos especialistas e com a colaboração de complexos industriais organiza cursos de formação para jovens e mulheres que, na pobreza haviam encontrado mau conselheiro. Desta forma consegue dar vida, em pouco tempo, a um ambulatório múltiplo, com várias especialidades, para assegurar assistência médico-farmaceutica a muitas pessoas e famílias privadas dando toda garantia social. Ao mesmo tempo cria, instalações adequadas para a acolhida dos pacientes – e as vezes famílias inteiras – salas para catequeses e alfabetização nos momentos de espera, e até mesmo uma Capela e um gracioso jardim, com varanda e canários. Em meio à sucessão de obras para organizar, e de uma peculiar atividade sua como conselheira espiritual (diariamente, horas e horas de intensos conversas privadas, as chamadas consultas) encontra espaço e momentos de ardentes elevações de espírito e de uma profunda vida mística, que é na realidade a fonte da força interior de onde seu apostolado brota e recebe extraordinária eficácia. Seu ideal: amar profundamente a Jesus, “seu Rei” e difundir sua devoção junto a sua Divina Mãe. Sua intima alegria é a possibilidade de trazer a verdade do Evangelho para as crianças, os pobres, os sofredores, os marginalizados. A recompensa mais cobiçada por seus sacrifícios é de ver reflorescer a paz e a fé em uma vida “perdida”. Fazendo-se como o Apóstolo, “tudo para todos” e esquecendo-se de si para conquistar cada vez mais novos amigos para Jesus, Ele vem para o fim de seus dias. Esperava ali o descanso eterno com “seu Rei”. Era 7 de Julho de 1977. A fama de sua santidade estava expressa, através da dor geral de seus próximos e colaboradores, que deu prosseguimento a obra por ela fundada até os dias de hoje. (Fonte: http://bit.ly/2KUorOT) Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
Evangelho Do Dia 2018-07-06

Sexta-feira, 06 de Julho de 2018. Santo do dia: Santa Maria Goretti, virgem e mártir; Beata Susana Águeda Deloye, virgem e mártirCor litúrgica: verde Evangelho do dia: São Mateus 9, 9-13 Primeira leitura: Amós 8, 4-6.9-12Leitura da profecia de Amós: 4Ouvi isto, vós que maltratais os humildes e causais a prostração dos pobres da terra; 5vós que andais dizendo: “Quando passará a lua nova, para vendermos bem a mercadoria? E o sábado, para darmos pronta saída ao trigo, para diminuir medidas, aumentar pesos e adulterar balanças, 6dominar os pobres com dinheiro e os humildes com um par de sandálias, e para pôr à venda o refugo do trigo?” 9“Acontecerá que naquele dia, diz o Senhor Deus, farei que o sol se ponha ao meio-dia e em pleno dia escureça a terra; 10mudarei em luto vossas festas e em pranto todos os vossos cânticos; farei vestir saco a todas as cinturas e tornarei calvas todas as cabeças, o país porá luto, como por um filho único, e o final desse dia terminará em amargura. 11Eis que virão dias, diz o Senhor, em que enviarei fome sobre a terra; não fome de pão nem sede de água, mas de ouvir a Palavra do Senhor”. 12Os homens vaguearão de um mar a outro mar, circulando do norte para o oriente, em busca da Palavra do Senhor, mas não a encontrarão. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 118 (119) – Feliz o homem que observa seus preceitos e de todo o coração procura a Deus! R: O homem não vive somente de pão, mas de toda palavra da boca de Deus. – De todo o coração eu vos procuro, não deixeis que eu abandone a vossa lei! R: O homem não vive somente de pão, mas de toda palavra da boca de Deus. – Minha alma se consome o tempo todo em desejar as vossas justas decisões. R: O homem não vive somente de pão, mas de toda palavra da boca de Deus. – Escolhi seguir a trilha da verdade, diante de mim eu coloquei vossos preceitos. R: O homem não vive somente de pão, mas de toda palavra da boca de Deus. – Como anseio pelos vossos mandamentos! Dai-me a vida, ó Senhor, porque sois justo! R: O homem não vive somente de pão, mas de toda palavra da boca de Deus. – Abro a boca e aspiro largamente, pois estou ávido de vossos mandamentos. R: O homem não vive somente de pão, mas de toda palavra da boca de Deus. Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 9, 9-13 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Vinde a mim, todos vós que estais cansados, e descanso eu vos darei, diz o Senhor (Mt 11,28); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus: Naquele tempo, 9Jesus viu um homem, chamado Mateus, sentado na coletoria de impostos e disse-lhe: “Segue-me!” Ele se levantou e seguiu a Jesus. 10Enquanto Jesus estava à mesa, em casa de Mateus, vieram muitos cobradores de impostos e pecadores e sentaram-se à mesa com Jesus e seus discípulos. 11Alguns fariseus viram isso e perguntaram aos discípulos: “Por que vosso mestre come com os cobradores de impostos e pecadores?” 12Jesus ouviu a pergunta e respondeu: “Aqueles que têm saúde não precisam de médico, mas sim os doentes. 13Aprendei, pois, o que significa: ‘Quero misericórdia e não sacrifício’. De fato, eu não vim para chamar os justos, mas os pecadores”. – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho
Santa Maria Goretti, Virgem E Mártir

Nascida em 16 de outubro de 1890, na aldeia de Corinaldo, próxima do mar Adriático, a segunda filha de Luigi Goretti e Assunta Carlini foi batizada logo no dia seguinte, com o nome de Maria Teresa. A família era pobre, mas profundamente católica, e, seguindo o costume vigente naquele tempo, os pais fizeram com que Marietta – como passou a ser carinhosamente chamada – recebera o Sacramento da Crisma com apenas seis anos de idade. Marietta manifestava um caráter bondoso, dócil e humilde, e se revelou de uma maturidade precoce impressionante, diante da necessidade da mudança de vida que se lhe apresentou. Ajudou nos cuidados do pai enfermo como uma pessoa adulta e, após sua morte, assumiu os encargos do lar, para a mãe poder substituir o marido nos trabalhos do campo. Limpava a casa, buscava água na fonte, rachava lenha, cozinhava e cuidava dos quatro irmãos menores como uma pequena mãezinha. Quando lhes faltava o alimento, conseguia algo a custa de alguns trabalhos, como a venda de pombos e ovos no mercado da cidade próxima, Nettuno. Não se esquecia da educação dos irmãozinhos: repreendia-os pelas travessuras, ensinava-lhes as boas maneiras, as orações e os rudimentos do Catecismo. Apaixonada pelo Santo Rosário, rezava-o todas as noites em companhia da mãe e dos irmãos, com uma piedade edificante. E depois de todos se recolherem, recitava mais um terço em sufrágio da alma de seu falecido pai. Mais de uma vez viu a mãe sem um centavo na bolsa e sem uma fatia de pão no armário, chorando e lamentando- se pela falta do esposo. Nessas ocasiões, com o coração compungido, a menina a abraçava e beijava, esforçando- se para não chorar também, e dizia-lhe: “Coragem, mãezinha! Coragem! Dentro em pouco estamos crescidos, depressa nos faremos todos grandes… De que tem medo? Nós a sustentaremos!… Nós a manteremos!… Deus providenciará!…”. Estes são alguns lampejos de sua alma angelical. Sua mãe, depois de falecida a filha, não deixava de dar testemunho de sua virtude: “Sempre, sempre, sempre obediente a minha filhinha! Nunca me deu o mais pequenino desgosto. Mesmo quando recebia alguma repreensão imerecida, por faltazinhas involuntárias, nunca se mostrou rebelde, nunca se desculpou, mas mantinha-se calma, respeitosa, sem nunca ficar amuada. Na festa de Corpus Christi de 1902, quando, não tendo ainda completado 12 anos, Maria Goretti recebia Nosso Senhor em seu coração. Quais terão sido as impressões e os colóquios divinos, nesse primeiro encontro entre Jesus Eucarístico e aquela alma inocente, disposta a nunca ofendê-Lo pelo pecado, mesmo à custa da própria vida? Só se saberá na eternidade… Poucas semanas se passaram e a pequena não comungara mais que duas ou três vezes, sempre aos domingos. No sábado, 5 de julho, manifestou o desejo de ir, no dia seguinte, acompanhada de uma amiga, receber novamente a Sagrada Comunhão. Estava disposta a caminhar dez quilômetros até Nettuno ou Campomorto, sob o Sol inclemente e em jejum, para receber seu amado Jesus. Seus planos foram, porém, modificados pela sanha de Alessandro. Este já a havia assediado por duas vezes e fora energicamente repelido. Ameaçou então matá-la, e não só ela, mas também a Assunta, caso falasse a alguém sobre isso. Marietta nada dissera à mãe, para não afligi-la aindaNascida em 16 de outubro de 1890, na aldeia de Corinaldo, próxima do mar Adriático, a segunda filha de Luigi Goretti e Assunta Carlini foi batizada logo no dia seguinte, com o nome de Maria Teresa. A família era pobre, mas profundamente católica, e, seguindo o costume vigente naquele tempo, os pais fizeram com que Marietta – como passou a ser carinhosamente chamada – recebera o Sacramento da Crisma com apenas seis anos de idade. Marietta manifestava um caráter bondoso, dócil e humilde, e se revelou de uma maturidade precoce impressionante, diante da necessidade da mudança de vida que se lhe apresentou. Ajudou nos cuidados do pai enfermo como uma pessoa adulta e, após sua morte, assumiu os encargos do lar, para a mãe poder substituir o marido nos trabalhos do campo. Limpava a casa, buscava água na fonte, rachava lenha, cozinhava e cuidava dos quatro irmãos menores como uma pequena mãezinha. Quando lhes faltava o alimento, conseguia algo a custa de alguns trabalhos, como a venda de pombos e ovos no mercado da cidade próxima, Nettuno. Não se esquecia da educação dos irmãozinhos: repreendia-os pelas travessuras, ensinava-lhes as boas maneiras, as orações e os rudimentos do Catecismo. Apaixonada pelo Santo Rosário, rezava-o todas as noites em companhia da mãe e dos irmãos, com uma piedade edificante. E depois de todos se recolherem, recitava mais um terço em sufrágio da alma de seu falecido pai. Mais de uma vez viu a mãe sem um centavo na bolsa e sem uma fatia de pão no armário, chorando e lamentando- se pela falta do esposo. Nessas ocasiões, com o coração compungido, a menina a abraçava e beijava, esforçando- se para não chorar também, e dizia-lhe: “Coragem, mãezinha! Coragem! Dentro em pouco estamos crescidos, depressa nos faremos todos grandes… De que tem medo? Nós a sustentaremos!… Nós a manteremos!… Deus providenciará!…”. Estes são alguns lampejos de sua alma angelical. Sua mãe, depois de falecida a filha, não deixava de dar testemunho de sua virtude: “Sempre, sempre, sempre obediente a minha filhinha! Nunca me deu o mais pequenino desgosto. Mesmo quando recebia alguma repreensão imerecida, por faltazinhas involuntárias, nunca se mostrou rebelde, nunca se desculpou, mas mantinha-se calma, respeitosa, sem nunca ficar amuada. Na festa de Corpus Christi de 1902, quando, não tendo ainda completado 12 anos, Maria Goretti recebia Nosso Senhor em seu coração. Quais terão sido as impressões e os colóquios divinos, nesse primeiro encontro entre Jesus Eucarístico e aquela alma inocente, disposta a nunca ofendê-Lo pelo pecado, mesmo à custa da própria vida? Só se saberá na eternidade… Poucas semanas se passaram e a pequena não comungara mais que duas ou três vezes, sempre aos domingos. No sábado, de julho, manifestou o desejo de ir, no dia seguinte, acompanhada de uma amiga, receber novamente a
Santo Antônio Maria Zaccaria, Fundador Dos Barnabitas

Antônio Maria foi o fundador da congregação dos Clérigos Regulares de São Paulo, conhecidos como Barnabitas. Nascido em Cremona em fins de 1502, foi Santo Antônio Maria Zaccaria um dos grandes a lutar pela restauração da Santa Igreja na Itália, antes do Concílio de Trento. Órfão de pai em tenra idade, graças ao valor, à coragem da mãe, viúva aos dezoito anos, pode estudar. Em Pavia, cursou filosofia e, em Pádua, medicina, em que se doutorou. Principiava, então, a rebelião contra Roma, comandada por Lutero. Formado, de volta a Cremona, com vinte e dois anos, logo se sentiu Antônio Maria atraído para o rude trabalho de cuidar das almas. E, ao mesmo tempo que exercia a medicina, deu-se com todo o afinco à teologia. Na pequena igreja de São Vital, perto da casa em que vivia com a mãe, reunia alguns meninos e, muito docemente, principiou a ministrar-lhes aulas de catecismo. A pouco e pouco, foi-lhe invadindo a alma o desejo de somente procurar as coisas de Deus: em 1528, totalmente tomado por aquele afã, era ordenado padre. Em 1530, estava em Milão. Ali, com dois jovens, aos quais se ligaria por sólida amizade, membros duma sociedade chamada da Sabedoria Eterna, Tiago Antonio Morigia e Bartolomeu Ferrari, Zaccaria iria lançar os fundamentos dos clérigos regulares, ou seja, de padres que teriam uma regra e votos, mas que não seriam monges nem irmãos, mas pregadores e administradores dos sacramentos. Que escopo primordial teve a congregação que triunfaria sem peias? Era um contra-ataque à propaganda luterana. Em 1533, no dia 18 de Fevereiro, assinava o Papa Clemente VII um breve que aprovava a sociedade dos clérigos regulares, e, no ano seguinte, Antônio Maria dava aos irmãos o hábito de religião, que é o traje ordinário dos padres seculares. Paulo III, a 24 de Julho de 1535, nomeou-os clérigos regulares de São Paulo, clérigos que o povo logo passou a chamar paulinos. Luísa Torelli, condessa de Guastalla, desde 1530 que agrupara em Milão algumas moças e senhoras para levar, por amor de Deus, vida singela e penitente. Aquelas moças e senhoras grandemente auxiliaram Zaccaria no mister que se propusera. Dali nasceram as Angélicas, outra fundação do santo médico. Estabelecidos mais tarde na igreja de São Barnabé de Milão, os paulinos começaram a responder pelo nome de barnabitas. Paulatinamente, crescia a congregação e, com as constituições revistas por São Carlos Borromeu, em 1537, assentou-se definitivamente. Antônio Maria, na qualidade de fundador, era o superior geral. Morigia, porque o Santo queria levar mais longe o nome da sociedade, como missionário, eleito em 1536, tomou a seu cargo a administração. Em Vicência, Zaccaria adoeceu gravemente. Obrigado a voltar pra Cremona, abatido e fraco, encontrou a mãe alarmada, toda banhada em lágrimas. O Santo sorriu-lhe. Olhou-a muito ternamente: – Ah! Doce mãe! exclamou. Não chores mais! Logo tu te alegrarás comigo na glória eterna, onde espero entrar agora! No dia 5 de Julho de 1539, falecia o bom fundador, às três horas, justamente no momento em que iniciavam as vésperas da oitava dos santos Apóstolos. Ia-se para Deus com apenas trinta e seis anos. A causa da beatificação do pai dos barnabitas foi introduzida quando se assentava na Cátedra de Pedro o Papa Pio VI, em 1806. A heroicidade das virtudes dói proclamada em 1849, sob Pio IX, e, a 27 de Maio de 1897, era Antônio Maria Zaccaria elevado às honras dos altares, tendo o nome inscrito no catálogo dos santos. Célebre pelos milagres, veneram-lhe o corpo na igreja de São Barnabé de Milão. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XII, p. 205 à 207) Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
Evangelho Do Dia 2018-07-05

Quinta-feira, 05 de Julho de 2018. Santo do dia: Santo Antônio Maria Zaccaria, presbítero; Santa Ciprila, mártirCor litúrgica: verde Evangelho do dia: São Mateus 9, 1-8 Primeira leitura: Amós 7, 10-17Leitura da profecia de Amós: Naqueles dias, 10Amasias, sacerdote de Betel, mandou dizer a Jeroboão, rei de Israel: “Amós conspira contra ti, dentro da própria casa de Israel; o país não consegue evitar que se espalhem todas as suas palavras. 11Ele anda dizendo: ‘Jeroboão morrerá pela espada, e Israel será deportado de sua pátria, como escravo’”. 12Disse depois Amasias a Amós: “Vidente, sai e procura refúgio em Judá, onde possas ganhar teu pão e exercer a profecia; 13mas em Betel não deverás insistir em profetizar, porque aí fica o santuário do rei e a corte do reino”. 14Respondeu Amós a Amasias, dizendo: “Não sou profeta nem sou filho de profeta; sou pastor de gado e cultivo sicômoros. 15O Senhor chamou-me, quando eu tangia o rebanho, e o Senhor me disse: ‘Vai profetizar para Israel, meu povo’”. 16E agora ouve a palavra do Senhor: “Tu dizes: ‘Não profetizes contra Israel e não insinues palavras contra a casa de Isaac’. 17Pois bem, isto diz o Senhor: ‘Tua mulher se prostituirá na cidade, teus filhos e filhas morrerão pela espada, tuas terras serão tomadas e loteadas; tu mesmo morrerás em terra poluída, e Israel será levado em cativeiro para longe de seu país’”. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 18 (19) – A lei do Senhor Deus é perfeita, conforto para a alma! O testemunho do Senhor é fiel, sabedoria dos humildes. R: Os julgamentos do Senhor são corretos e justos igualmente. – Os preceitos do Senhor são precisos, alegria ao coração. O mandamento do Senhor é brilhante, para os olhos é uma luz. R: Os julgamentos do Senhor são corretos e justos igualmente. – É puro o temor do Senhor, imutável para sempre. Os julgamentos do Senhor são corretos e justos igualmente. R: Os julgamentos do Senhor são corretos e justos igualmente. – Mais desejáveis do que o ouro são eles, do que o ouro refinado. Suas palavras são mais doces que o mel, que o mel que sai dos favos. R: Os julgamentos do Senhor são corretos e justos igualmente. Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 9, 1-8 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Em Cristo, Deus reconciliou consigo mesmo a humanidade; e a nós ele entregou essa reconciliação (2Cor 5,19); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus: Naquele tempo, 1entrando em um barco, Jesus atravessou para a outra margem do lago e foi para a sua cidade. 2Apresentaram-lhe, então, um paralítico deitado numa cama. Vendo a fé que eles tinham, Jesus disse ao paralítico: “Coragem, filho, os teus pecados estão perdoados!” 3Então alguns mestres da lei pensaram: “Esse homem está blasfemando!” 4Mas Jesus, conhecendo os pensamentos deles, disse: “Por que tendes esses maus pensamentos em vossos corações? 5O que é mais fácil, dizer: ‘Os teus pecados estão perdoados’ ou dizer: ‘Levanta-te e anda’? 6Pois bem, para que saibais que o Filho do homem tem, na terra, poder para perdoar pecados” – disse, então, ao paralítico –, “levanta-te, pega a tua cama e vai para a tua casa”. 7O paralítico então se levantou e foi para a sua casa. 8Vendo isso, a multidão ficou com medo e glorificou a Deus, por ter dado tal poder aos homens. – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário por São Pedro Crisólogo, Bispo e Doutor da IgrejaSermão 50 «Ao ver a fé daquela gente» Chegou à sua cidade e eis que Lhe apresentaram um paralítico deitado numa enxerga; Jesus, diz o evangelho, vendo a fé daquela gente, disse ao paralítico: «Filho, tem confiança, os teus pecados estão perdoados». O paralítico ouve-O e cala-se; não Lhe agradece. Preferia a cura do corpo à da alma; lamentava os males passageiros do seu corpo doente, mas os males da sua alma, que estava mais doente ainda que o corpo, esses não os chorava. Pois considerava a vida presente mais preciosa do que a vida futura. Felizmente para ele, Cristo deu apreço à fé dos que Lhe apresentavam o doente e não prestou atenção à estultícia deste. Em resposta à fé dos outros, a alma do paralítico seria curada antes do seu corpo. «Ao ver a fé daquela gente», diz o evangelho. Notai, irmãos, que Deus não Se preocupa com o que querem os homens insensatos, não espera encontrar fé nos ignorantes, não analisa os desejos tolos de um enfermo. Pelo contrário, não Se recusa a ir em socorro da fé dos outros. Esta fé é um presente da graça e articula-se com a vontade de Deus. Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho
Evangelho

Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho
Santa Isabel De Portugal

Santa Isabel não é portuguesa de nascença. Quis a mão da Providência colhê-la no solo aragonês, onde veio ao mundo no longínquo ano de 1271. Precedeu-a em nobreza e santidade sua tia-avó, Santa Isabel da Hungria, de quem herdou, além do nome, os mais excelentes predicados. A pequena filha de Pedro III de Aragão e de Constança da Sicília foi, a exemplo de sua tia, grande seguidora de São Francisco de Assis e uma alma toda voltada para os pobres e necessitados. Em 1282 partiu para as terras lusas, a fim de contrair matrimônio com Dom Dinis, que acabava de subir ao trono. Pacificou ânimos e guerras desde o berço até a hora da morte, e não houve, entre o primeiro nobre e o último, doente quem se furtasse à sua tão benéfica influência. Todos saíam de sua presença dispostos a reconciliar-se com Deus e a perdoar o próximo. A oração e a vida de piedade exerceram papel primordial em sua existência, e foram a causa de todas as conquistas pelo bem do reino e das almas que ela obteve. Toda manhã assistia à Santa Missa em seu oratório com o espírito absorto em santas considerações. Desde os oito anos de idade recitava o Ofício Divino, e acrescentou depois a recitação diária dos salmos penitenciais e outras devoções em honra dos Santos e de Nossa Senhora. Sua devoção a Maria Santíssima foi terna e fecunda, legando à posteridade um traço indelével para a espiritualidade luso- brasileira: o patrocínio da Imaculada Conceição. De fato, foi Santa Isabel quem A escolheu como padroeira de Portugal e fez com que se celebrasse por primeira vez a sua festa, em 8 de dezembro de 1320, quando os raios das disputas teológicas em favor da Conceição Imaculada de Maria espargiam seus primeiros fulgores. A mais pungente atuação de Santa Isabel, a que lhe custou mais sofrimentos e angústias, foi a de enfrentar a rebeldia de seu filho contra o rei. Desejoso de mandar logo no reino e julgando que a coroa tardava muito, o invejoso herdeiro quis proclamar-se rei e declarou guerra a Dom Dinis. Desprezando todos os bons exemplos que sua mãe sempre lhe dera, organizou um exército e defrontou-se contra o autor de seus dias. Ao morrer Dom Dinis, em 1325, Santa Isabel contava 54 anos de idade, e ainda viveu mais onze. Nesse período abraçou a Ordem Terceira de São Francisco e abandonou as pompas da corte, a fim de viver exclusivamente para a oração e a caridade. Sua virtude heróica e a doação de si mesma atingiram o máximo esplendor; ela estava pronta para reinar no Céu. No dia 4 de julho de 1336, enquanto intermediava uma ação de paz em Estremoz, veio Maria Santíssima buscá-la para a pátria definitiva, onde gozaria da glória eterna. Enquanto todos choravam a perda insuperável, ela se rejubilava por estar na iminência da posse definitiva do Deus a quem tão bem servira. Suas últimas palavras foram: “Maria, Mãe da graça, Mãe de misericórdia, protege-nos do inimigo e recebe-nos à hora da morte”. Era desejo seu ser enterrada em Coimbra, no convento de Santa Clara, fundado por ela. Foi canonizada em 25 de Maio de 1625 pelo Papa Urbano VIII. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho