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São Boaventura

O santo de hoje foi bispo e reconhecido doutor da Igreja do Cristo que chamou pescadores e camponeses para segui-lo no carisma de Francisco de Assis, mas também homens cultos e de ciência. São Boaventura era um destes homens de muita ciência, porém, de maior humildade e conhecimento de Deus, por isto registrou o que vivia. Escreve ele: “Não basta a leitura sem a unção, não basta a especulação sem a devoção, não basta a pesquisa sem maravilhar-se; não basta a circunspecção sem o júbilo, o trabalho sem a piedade, a ciência sem a caridade, a inteligência sem a humildade, o estudo sem a graça”. Boaventura nasceu no centro da Itália em 1218, e ao ficar muito doente recebeu a cura por meio de uma oração feita por São Francisco de Assis, que percebendo a graça tomou-o nos braços e disse: “Ó, boa ventura!”. Entrou na Ordem Franciscana e, pela mortificação dos sentidos e muita oração, exerceu sua vocação franciscana e sacerdócio na santidade, a ponto do seu mestre qualificar-lhe assim: “Parece que o pecado original nele não achou lugar”. São Boaventura, antes de se destacar como santo bispo, já chamava – sem querer – a atenção pela sua cultura e ciência teológica, por isso, ao lado de Santo Alberto Magno e Santo Tomás de Aquino, caracterizaram o século XIII como o tempo de sínteses teológicas. Certa vez, um frei lhe perguntou se poderia salvar-se, já que desconhecia a ciência teológica; a resposta do santo não foi outra: “Se Deus dá ao homem somente a graça de poder amá-Lo isso basta… Uma simples velhinha poderá amar a Deus mais que um professor de teologia”. O Doutor Seráfico, assumiu muitas responsabilidades, como ministro geral da Ordem Franciscana, bispo, arcebispo, até que depois de tanto trabalhar, ganhou com 56 anos o repouso no céu. São Boaventura, rogai por nós! Fonte: Santo do dia – Notícias Católicas

15ª Semana Do Tempo Comum – Quarta-feira

Primeira Leitura: Isaías 10,5-7.13-16 Leitura do livro do profeta Isaías – Assim fala o Senhor: ?Ai de Assur, vara de minha cólera, bastão em minhas mãos, instrumento de minha indignação! Eu o envio contra uma nação ímpia e ordeno-lhe, contra um povo que me excita à ira, que o submeta à pilhagem e ao saque, que o calque aos pés como lama nas ruas. Mas ele assim não pensava, seu propósito não era esse; pelo contrário, sua intenção era esmagar e exterminar não poucas nações. Pois diz o rei da Assíria: ‘Realizei isso pela força da minha mão e com minha sagacidade, pois tenho experiência; aboli as fronteiras dos povos, saqueei seus tesouros e derrubei de golpe os ocupantes de altos postos; minha mão empalmou como um ninho a riqueza dos povos; e como se apanha uma ninhada de ovos, assim ajuntei eu os povos da terra, e não houve quem batesse asa ou abrisse o bico e desse um pio’. Mas, acaso, gloria-se o machado, em detrimento do lenhador que com ele corta? Ou se exalta a serra contra o serrador que a maneja? Como se a vara movesse quem a levanta e um bastão erguesse aquele que não é madeira. Por isso, enviará o dominador, Senhor dos exércitos, contra aqueles fortes guerreiros o raquitismo; e abalará sua glória com convulsões que queimam como fogo”. – Palavra do Senhor. Salmo Responsorial: 93(94) O Senhor não rejeita o seu povo. 1. Eis que oprimem, Senhor, vosso povo / e humilham a vossa herança; / estrangeiro e viúva trucidam, / e assassinam o pobre e o órfão! – R. 2. Eles dizem: “O Senhor não nos vê / e o Deus de Jacó não percebe!” / Entendei, ó estultos do povo; / insensatos, quando é que vereis? – R. 3. O que fez o ouvido não ouve? / Quem os olhos formou não verá? / Quem educa as nações não castiga? / Quem os homens ensina não sabe? – R. 4. O Senhor não rejeita o seu povo / e não pode esquecer sua herança: / voltarão a juízo as sentenças; / quem é reto andará na justiça. – R. Evangelho: Mateus 11,25-27 Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, Jesus pôs-se a dizer: “Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado. Tudo me foi entregue por meu Pai, e ninguém conhece o Filho, senão o Pai, e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar”. – Palavra da salvação. Reflexão: Ao se dirigir ao Pai, Jesus reúne alguns títulos que revelam o domínio soberano de Deus: “Pai”, “Senhor do céu e da terra”. “Sábios e entendidos” são termos aplicados aos membros da elite religiosa e política, que se recusaram a reconhecer Jesus como o Enviado do Pai. Não é que Deus os tenha privado dessa possibilidade, eles é que se posicionaram contra Jesus e seu Reino. Tornaram-se tão opostos a Jesus, que o perseguiram o tempo todo até fazê-lo morrer na cruz. Os “pequeninos”, por sua vez, são os empobrecidos, que buscam proteção, que anseiam por justiça. Estes têm o coração aberto para acolher o projeto de Deus. A mensagem de Jesus é digna de confiança e aceitação, pois ele a recebe diretamente do Pai, a quem conhece como ninguém. Fonte: Evangelho do dia – Notícias Católicas

São Camilo De Léllis

Nasceu no ano de 1550 na Itália. Filho de pai militar, também seguiu essa carreira, mas não pode prosseguir devido a um tumor em um dos pés. Recorreu ao hospital de São Tiago em Roma, onde viveu sua compaixão pelos outros doentes. Porém, ele deu um ‘sim’ ao pecado, entregando-se ao vício do jogo, onde perdeu tudo e ficou na miséria total. Saiu do hospital devido o seu temperamento. Foi de hospital em hospital para cuidar de sua ferida, até bater na porta dos franciscanos capuchinhos e ali quis trabalhar na obra de Deus. Com 25 anos começou o seu processo de conversão. No hospital em Roma, Deus suscitou nele a santidade de ver nos doentes a pessoa de Cristo e também o carisma dos ‘Camilianos’. Camilo também viveu uma bela amizade com São Felipe Néri. Entrou para os estudos, foi ordenado sacerdote, e vendo a realidade dos peregrinos de Roma, que não tinham uma assistência médica digna, foi brotando nele o carisma de servir a Cristo na pessoa do doente, do peregrino. E muitos se juntaram a ele nessa obra. Em cada sofredor está a presença do Crucificado. São Camilo partiu para o céu em 1614. São Camilo de Léllis, rogai por nós! Fonte: Santo do dia – Notícias Católicas

15ª Semana Do Tempo Comum – Terça-feira

Primeira Leitura: Isaías 7,1-9 Leitura do livro do profeta Isaías – No tempo de Acaz, filho de Joatão, filho de Ozias, rei de Judá, aconteceu que Rason, rei da Síria, e Faceia, filho de Romelias, rei de Israel, puseram-se em marcha para atacar Jerusalém, mas não conseguiram conquistá-la. Foi dada a notícia à casa de Davi: “Os homens da Síria estão acampados em Efraim”. Tremeu o coração do rei e de todo o povo, como as árvores da floresta diante do vento. Então disse o Senhor a Isaías: “Vai ao encontro de Acaz com teu filho Sear-Iasub (isto é, ‘um resto voltará’) até a ponta do canal, na piscina superior, na direção da estrada do campo dos Pisadores; e dirás ao rei: ‘Procura estar calmo; não temas nem estremeça o teu coração por causa desses dois pedaços de tição fumegantes, diante da ira furiosa de Rason e da Síria, e do filho de Romelias, por terem a Síria, Efraim e o filho de Romelias conjurado contra ti, dizendo: 6?Vamos atacar Judá, enchê-lo de medo e conquistá-lo para nós, e nomear novo rei, o filho de Tabeel’. Isto diz o Senhor Deus: ‘Este plano fracassará, nada disso se realizará! Que seja Damasco a capital da Síria e Rason o chefe de Damasco; dentro de sessenta e cinco anos deixará Efraim de ser povo; que seja a Samaria capital de Efraim e o filho de Romelias chefe de Efraim. De resto, se não confiardes, não podereis manter-vos firmes’”. – Palavra do Senhor. Salmo Responsorial: 47(48) O Senhor estabelece sua cidade para sempre. 1. Grande é o Senhor e muito digno de louvores / na cidade onde ele mora; / seu monte santo, esta colina encantadora / é a alegria do universo. – R. 2. Monte Sião, no extremo norte situado, / és a mansão do grande Rei! / Deus revelou-se, em suas fortes cidadelas, / um refúgio poderoso. – R. 3. Pois eis que os reis da terra se aliaram / e todos juntos avançaram; / mal a viram, de pavor estremeceram, / debandaram perturbados. – R. 4. Como as dores da mulher sofrendo parto, / uma angústia os invadiu; / semelhante ao vento leste impetuoso, / que despedaça as naus de Társis. – R. Evangelho: Mateus 11,20-24 Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, Jesus começou a censurar as cidades onde fora realizada a maior parte de seus milagres, porque não se tinham convertido. ?Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! Porque, se os milagres que se realizaram no meio de vós tivessem sido feitos em Tiro e Sidônia, há muito tempo elas teriam feito penitência, vestindo-se de cilício e cobrindo-se de cinza. Pois bem! Eu vos digo, no dia do julgamento, Tiro e Sidônia serão tratadas com menos dureza do que vós. E tu, Cafarnaum! Acaso serás erguida até o céu? Não! Serás jogada no inferno! Porque, se os milagres que foram realizados no meio de ti tivessem sido feitos em Sodoma, ela existiria até hoje! Eu, porém, vos digo: no dia do juízo, Sodoma será tratada com menos dureza do que vós!” – Palavra da salvação. Reflexão: Jesus se lamenta amargamente de algumas cidades que não acolheram sua presença libertadora nem deixaram o caminho do erro. Mesmo tendo Jesus feito aí “a maioria de seus milagres”, seus moradores não se converteram. Diriam os profetas: tinham olhos para ver e não viram, ouvidos para ouvir e não ouviram. Sua dureza de coração era pior que a dos habitantes de Tiro, Sidônia e Sodoma. Aquelas cidades não experimentaram a presença do Salvador; estas sim, e por isso serão julgadas com grande rigor. As palavras de Jesus, porém, não indicam condenação final; são graves advertências para que as pessoas se voltem para Deus. Ainda há tempo. Cada um de nós pode se perguntar: estou crescendo na fé e nas boas obras conforme os apelos que me vêm da Palavra de Deus, das orações e da vida sacramental? Fonte: Evangelho do dia – Notícias Católicas

15ª Semana Do Tempo Comum – Segunda-feira

Primeira Leitura: Isaías 1,10-17 Leitura do livro do profeta Isaías – Ouvi a palavra do Senhor, magistrados de Sodoma, prestai ouvidos ao ensinamento do nosso Deus, povo de Gomorra. Que me importa a abundância de vossos sacrifícios? – diz o Senhor. Estou farto de holocaustos de carneiros e de gordura de animais cevados; do sangue de touros, de cordeiros e de bodes não me agrado. Quando entrais para vos apresentar diante de mim, quem vos pediu para pisardes os meus átrios? Não continueis a trazer oferendas vazias! O incenso é para mim uma abominação! Não suporto lua nova, sábado, convocação de assembleia: iniquidade com reunião solene! Vossas luas novas e vossas solenidades, eu as detesto! Elas são para mim um peso, estou cansado de suportá-las. Quando estendeis as vossas mãos, escondo de vós os meus olhos. Ainda que multipliqueis a oração, eu não ouço: vossas mãos estão cheias de sangue! Lavai-vos, purificai-vos. Tirai a maldade de vossas ações de minha frente. Deixai de fazer o mal! Aprendei a fazer o bem! Procurai o direito, corrigi o opressor. Julgai a causa do órfão, defendei a viúva. – Palavra do Senhor. Salmo Responsorial: 49(50) A todo homem que procede retamente / eu mostrarei a salvação que vem de Deus. 1. Eu não venho censurar teus sacrifícios, / pois sempre estão perante mim teus holocaustos; / não preciso dos novilhos de tua casa / nem dos carneiros que estão nos teus rebanhos. – R. 2. Como ousas repetir os meus preceitos / e trazer minha aliança em tua boca? / Tu, que odiaste minhas leis e meus conselhos / e deste as costas às palavras dos meus lábios! – R. 3. Diante disso que fizeste, eu calarei? / Acaso pensas que eu sou igual a ti? / É disso que te acuso e repreendo / e manifesto essas coisas aos teus olhos. – R. 4. Quem me oferece um sacrifício de louvor, / este, sim, é que honra de verdade. / A todo homem que procede retamente / eu mostrarei a salvação que vem de Deus. – R. Evangelho: Mateus 10,34-11,1 Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: ?Não penseis que vim trazer paz à terra; não vim trazer a paz, mas sim a espada. De fato, vim separar o filho de seu pai, a filha de sua mãe, a nora de sua sogra. E os inimigos do homem serão os seus próprios familiares. Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim não é digno de mim. Quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim não é digno de mim. Quem não toma a sua cruz e não me segue não é digno de mim. Quem procura conservar a sua vida vai perdê-la. E quem perde a sua vida por causa de mim vai encontrá-la. Quem vos recebe, a mim recebe; e quem me recebe, recebe aquele que me enviou. Quem recebe um profeta, por ser profeta, receberá a recompensa de profeta. E quem recebe um justo, por ser justo, receberá a recompensa de justo. Quem der ainda que seja apenas um copo de água fresca a um desses pequeninos, por ser meu discípulo, em verdade vos digo, não perderá a sua recompensa”. Quando Jesus acabou de dar essas instruções aos doze discípulos, partiu daí a fim de ensinar e pregar nas cidades deles. – Palavra da salvação. Reflexão: Não é que Jesus incentive ou declare a guerra. São as pessoas que se dividem em relação ao Reino de Deus. Jesus usa linguagem figurada para mostrar que sua mensagem encontra inimigos. Ele próprio sentiu na pele as agressões e torturas impostas por seus adversários. Morrendo na cruz, entregou sua vida pela salvação da humanidade. O Pai o ressuscitou dos mortos e o fez Senhor de tudo e de todos. Ele é o centro da História e a principal referência a todo ser humano. Ele é o Caminho único que conduz a Pai. Ele é a Verdade que nos revela quem é o Pai e o Espírito Santo. Ele é a Vida e a fonte de vida para todos. O amor dos filhos aos pais não se compara com o amor que se deve a Deus. Ser digno de Jesus é ser fiel a ele, ouvindo e praticando suas palavras. Fonte: Evangelho do dia – Notícias Católicas

15º Domingo Do Tempo Comum

Primeira Leitura: Isaías 55,10-11 Leitura do livro do profeta Isaías – Isto diz o Senhor: ?Assim como a chuva e a neve descem do céu e para lá não voltam mais, mas vêm irrigar e fecundar a terra e fazê-la germinar e dar semente para o plantio e para a alimentação, assim a palavra que sair de minha boca não voltará para mim vazia; antes, realizará tudo que for de minha vontade e produzirá os efeitos que pretendi ao enviá-la”. – Palavra do Senhor. Salmo Responsorial: 64(65) A semente caiu em terra boa e deu fruto. 1. Visitais a nossa terra com as chuvas, / e transborda de fartura. / Rios de Deus que vêm do céu derramam águas, / e preparais o nosso trigo. – R. 2. É assim que preparais a nossa terra: / vós a regais e aplainais, / os seus sulcos com a chuva amoleceis / e abençoais as sementeiras. – R. 3. O ano todo coroais com vossos dons, / os vossos passos são fecundos; / transborda a fartura onde passais, / brotam pastos no deserto. – R. 4. As colinas se enfeitam de alegria, / e os campos, de rebanhos; / nossos vales se revestem de trigais: / tudo canta de alegria! – R. Segunda Leitura: Romanos 8,18-23 Leitura da carta de São Paulo aos Romanos – Irmãos, eu entendo que os sofrimentos do tempo presente nem merecem ser comparados com a glória que deve ser revelada em nós. De fato, toda a criação está esperando ansiosamente o momento de se revelarem os filhos de Deus. Pois a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua livre vontade, mas por sua dependência daquele que a sujeitou; também ela espera ser libertada da escravidão da corrupção e, assim, participar da liberdade e da glória dos filhos de Deus. Com efeito, sabemos que toda a criação, até o tempo presente, está gemendo como que em dores de parto. E não somente ela, mas nós também, que temos os primeiros frutos do Espírito, estamos interiormente gemendo, aguardando a adoção filial e a libertação para o nosso corpo. – Palavra do Senhor. Evangelho: Mateus 13,1-23 ou 1-9 Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele dia, Jesus saiu de casa e foi sentar-se às margens do mar da Galileia. Uma grande multidão reuniu-se em volta dele. Por isso Jesus entrou numa barca e sentou-se, enquanto a multidão ficava de pé, na praia. E disse-lhes muitas coisas em parábolas: “O semeador saiu para semear. Enquanto semeava, algumas sementes caíram à beira do caminho, e os pássaros vieram e as comeram. Outras sementes caíram em terreno pedregoso, onde não havia muita terra. As sementes logo brotaram, porque a terra não era profunda. Mas, quando o sol apareceu, as plantas ficaram queimadas e secaram, porque não tinham raiz. Outras sementes caíram no meio dos espinhos. Os espinhos cresceram e sufocaram as plantas. Outras sementes, porém, caíram em terra boa e produziram à base de cem, de sessenta e de trinta frutos por semente. Quem tem ouvidos ouça!” Os discípulos aproximaram-se e disseram a Jesus: “Por que falas ao povo em parábolas?” Jesus respondeu: “Porque a vós foi dado o conhecimento dos mistérios do Reino dos céus, mas a eles não é dado. Pois à pessoa que tem será dado ainda mais, e terá em abundância; mas à pessoa que não tem será tirado até o pouco que tem. É por isso que eu lhes falo em parábolas: porque, olhando, eles não veem e, ouvindo, eles não escutam nem compreendem. Desse modo se cumpre neles a profecia de Isaías: ‘Havereis de ouvir sem nada entender. Havereis de olhar sem nada ver. Porque o coração deste povo se tornou insensível. Eles ouviram com má vontade e fecharam seus olhos, para não ver com os olhos, nem ouvir com os ouvidos, nem compreender com o coração, de modo que se convertam e eu os cure’. Felizes sois vós porque vossos olhos veem e vossos ouvidos ouvem. Em verdade vos digo, muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes e não viram, desejaram ouvir o que ouvis e não ouviram. Ouvi, portanto, a parábola do semeador: todo aquele que ouve a Palavra do Reino e não a compreende, vem o maligno e rouba o que foi semeado em seu coração. Esse é o que foi semeado à beira do caminho. A semente que caiu em terreno pedregoso é aquele que ouve a Palavra e logo a recebe com alegria; mas ele não tem raiz em si mesmo, é de momento: quando chega o sofrimento ou a perseguição por causa da Palavra, ele desiste logo. A semente que caiu no meio dos espinhos é aquele que ouve a Palavra, mas as preocupações do mundo e a ilusão da riqueza sufocam a Palavra, e ele não dá fruto. A semente que caiu em boa terra é aquele que ouve a Palavra e a compreende. Esse produz fruto. Um dá cem, outro sessenta e outro trinta”. – Palavra da salvação. Reflexão: O capítulo 13 do Evangelho de Mateus apresenta o ensinamento de Jesus sobre a dinâmica do Reino de Deus por meio de parábolas. A primeira parábola é a da semente ou da Palavra, segundo a explicação dada pelo próprio Mestre. A comunidade de Mateus provavelmente se questionava sobre o porquê de o Reino de Deus não se propagar como esperado. Aí a comunidade lembra a parábola de Jesus, na qual os terrenos que acolhem a semente são diferentes: um é duro/pisado, outro é espinhoso, outro é pedregoso e há também o fértil, que produz cem, sessenta e trinta. Portanto, a semente (a Palavra/o Reino) em si tem a força, mas pode não encontrar ambiente propício para frutificar. O semeador não é um incompetente que joga a semente à toa, mas é um “camponês pobre”, que planta no pequeno terreno que lhe resta, depois que se espalhou o latifúndio na Galileia. Assim como a semente, a Palavra de Deus produz resultado se encontra um coração aberto para acolhê-la e um semeador (comunidade) teimoso em lançá-la. Fonte: Evangelho do dia – Notícias Católicas

Santo Henrique E Santa Cunegundes

Muitos acusam a Idade Média como um “tempo de trevas” na História, e não tem como não pensar nisto se não abrirmos os olhos e olharmos para o alto, pois neste lugar é que se encontram as luzes deste período, ou seja, os inúmeros santos e santas. Henrique e Cunegundes fazem parte deste “lustre”, pois viveram uma perfeita harmonia de afetos, projetos e ideais de santidade. Henrique era filho de duque e nasceu num castelo na Alemanha em 973. Pertencia à uma família santa e por isso foi educado também por cônegos e, mais tarde, pelo bispo de Ratisbona, adquirindo assim toda uma especial formação cristã. Conta-se que espiritualmente ele preparou-se intensamente para assumir o trono da Alemanha, mas isto sem saber, pois ainda jovem sonhara com estas breves palavras: “Entre seis”; e com isto interpretou primeiramente que teria seis dias antes de morrer, mas, como não aconteceu, preparou-se em vista de seis meses e em seguida seis anos até, por Providência, assumir o reinado. No caso de Henrique o adágio de que “por trás de um grande homem está uma grande mulher” funcionou, pois casou-se com a princesa de Luxemburgo, Cunegundes, uma mulher de muitas virtudes e inúmeros dons ao ponto de ajudar por 27 anos seu esposo na organização do império e implantação do Reino de Deus. Com a morte de Henrique II e seu reconhecimento de santidade, Cunegundes foi morar num mosteiro, onde cortou o cabelo, vestiu hábito pobre e passou a obedecer suas superioras até ir ao encontro de Henrique no céu, isto quando tinha 61 anos. Sendo assim, ambos morreram sob a coroa de Sacro Romano no império terrestre e a coroa da Glória no império celeste. Santo Henrique e Santa Cunegundes, rogai por nós! Fonte: Santo do dia – Notícias Católicas

São João Gualberto

Com muita alegria nos deparamos com a santidade de vida de São João Gualberto, que pertenceu a uma nobre família de Florença, a qual muito bem o educou na cultura, porém, deixou falhas no essencial, ou seja, na vida religiosa. Por isso, facilmente, ele foi se entregando às liberdades perigosas e às vaidades do mundo. Aconteceu que, com o assassinato do seu irmão, João Gualberto – como o pai – revoltou-se a ponto de jurar o causador de morte; mas um certo dia, numa estreita estrada, Gualberto encontrou-se com o assassino desarmado, por isso arrancou sua espada para vingar o irmão, quando de repente a súplica: “Por amor de Jesus que neste dia morreu por nós, tem piedade de mim, não me mates!”. Era uma Sexta-feira Santa, e assim, tocado pela misericórdia de Deus, João Gualberto não só acolheu o malvado com seu perdão, mas também ao entrar numa igreja, recebeu aos pés do Crucificado a graça do perdão e a vida nova. No processo de conversão de São João Gualberto, Deus o encaminhou à vida religiosa, à vida eremítica e depois à fundação de uma nova Ordem, chamada de Vallombrosa, na qual São João Gualberto tornou-se pai do monges e modelo, já que, antes de entrar na Vida Eterna em 1073, com 73 anos partilhou para os irmãos: “Quando quiserem eleger um abade, escolham entre os irmãos o mais humilde, o mais doce, o mais mortificado”. São João Gualberto, rogai por nós! Fonte: Santo do dia – Notícias Católicas

14ª Semana Do Tempo Comum – Sábado

Primeira Leitura: Isaías 6,1-8 Leitura do livro do profeta Isaías – No ano da morte do rei Ozias, vi o Senhor sentado num trono de grande altura; o seu manto estendia-se pelo templo. Havia serafins de pé a seu lado; cada um tinha seis asas: duas cobriam-lhes o rosto, duas os pés e, com duas, eles podiam voar. Eles exclamavam uns para os outros: “Santo, santo, santo é o Senhor dos exércitos; toda a terra está repleta de sua glória”. Ao clamor dessas vozes, começaram a tremer as portas em seus gonzos e o templo encheu-se de fumaça. Disse eu então: “Ai de mim, estou perdido! Sou apenas um homem de lábios impuros, mas eu vi com meus olhos o rei, o Senhor dos exércitos”. Nisto, um dos serafins voou para mim, tendo na mão uma brasa, que retirara do altar com uma tenaz, e tocou minha boca, dizendo: “Assim que isto tocou teus lábios, desapareceu tua culpa, e teu pecado está perdoado”. Ouvi a voz do Senhor, que dizia: “Quem enviarei? Quem irá por nós?” Eu respondi: “Aqui estou! Envia-me”. – Palavra do Senhor. Salmo Responsorial: 92(93) Reina o Senhor, revestiu-se de esplendor. 1. Deus é rei e se vestiu de majestade, / revestiu-se de poder e de esplendor! – R. 2. Vós firmastes o universo inabalável, † vós firmastes vosso trono desde a origem, / desde sempre, ó Senhor, vós existis! – R. 3. Verdadeiros são os vossos testemunhos, † refulge a santidade em vossa casa, / pelos séculos dos séculos, Senhor! – R. Evangelho: Mateus 10,24-33 Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: ?O discípulo não está acima do mestre, nem o servo acima do seu senhor. Para o discípulo, basta ser como o seu mestre, e para o servo, ser como o seu senhor. Se ao dono da casa eles chamaram de Belzebu, quanto mais aos seus familiares! Não tenhais medo deles, pois nada há de encoberto que não seja revelado e nada há de escondido que não seja conhecido. O que vos digo na escuridão, dizei-o à luz do dia; o que escutais ao pé do ouvido, proclamai-o sobre os telhados! Não tenhais medo daqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma! Pelo contrário, temei aquele que pode destruir a alma e o corpo no inferno! Não se vendem dois pardais por algumas moedas? No entanto, nenhum deles cai no chão sem o consentimento do vosso Pai. Quanto a vós, até os cabelos da cabeça estão todos contados. Não tenhais medo! Vós valeis mais do que muitos pardais. Portanto, todo aquele que se declarar a meu favor diante dos homens, também eu me declararei em favor dele diante do meu Pai que está nos céus. Aquele, porém, que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante do meu Pai que está nos céus”. – Palavra da salvação. Reflexão: Jesus continua dando instruções aos apóstolos e aos cristãos de todos os tempos e lugares. Se o Mestre foi insultado e perseguido, o mesmo acontecerá com seus seguidores: “Se chamaram de Beelzebu ao dono da casa, com que nome haverão de chamar aos familiares dele?”. Tribulações fazem parte da vida cristã. Mas os seguidores de Jesus terão a carinhosa assistência do Pai, que cuida dos passarinhos mais simples; a intervenção do Espírito Santo nos tribunais (cf. Mt 10,20); e a presença confortadora do próprio Jesus: “Eu me declararei por ele diante do meu Pai que está nos céus”. Em tempos de paz ou de perseguição, o evangelho deverá percorrer seu caminho e expandi-se: “O que lhes é dito aos ouvidos, o proclamem sobre os telhados”. “A Palavra de Deus não está algemada” (2Tm 2,9). Fonte: Evangelho do dia – Notícias Católicas

São Bento

Abade vem de “Abbá”, que significa pai, e isto o santo de hoje bem soube ser do monaquismo ocidental. São Bento nasceu em Núrcia, próximo de Roma, em 480, numa nobre família que o enviou para estudar na Cidade Eterna, no período de decadência do Império. Diante da decadência – também moral e espiritual – o jovem Bento abandonou todos os projetos humanos para se retirar nas montanhas da Úmbria, onde dedicou-se à vida de oração, meditação e aos diversos exercícios para a santidade. Depois de três anos numa retirada gruta, passou a atrair outros que se tornaram discípulos de Cristo pelos passos traçados por ele, que buscou nas Regras de São Pacômio e de São Basílio uma maneira ocidental e romana de vida monástica. Foi assim que nasceu o famoso mosteiro de Monte Cassino. A Regra Beneditina, devido a sua eficácia de inspiração que formava cristãos santos por meio do seguimento dos ensinamentos de Jesus e da prática dos Mandamentos e conselhos evangélicos, logo encantou e dominou a Europa, principalmente com a máxima “Ora et labora”. Para São Bento a vida comunitária facilitaria a vivência da Regra, pois dela depende o total equilíbrio psicológico; desta maneira os inúmeros mosteiros, que enriqueceram o Cristianismo no Ocidente, tornaram-se faróis de evangelização, ciência, escolas de agricultura, entre outras, isso até mesmo depois de São Bento ter entrado no céu com 67 anos. São Bento, rogai por nós!   Fonte: Santo do dia – Notícias Católicas