São Pedro De Anagni, Bispo

São Pedro, bispo de Anagni, pertenceu à nobre família dos príncipes de Salerno. Jovem ainda, buscou um mosteiro dependente do Monte Cassino. Expulso de Roma pelas armas imperiais, o Papa Alexandre II refugiou-se em Anagni. Morto o bispo Bernardo (1062, o Papa elegeu o nosso beneditino que, 1071, enviava a Constantinopla para junto do imperador, como apocrisiário. De volta à diocese, em 1074, Pedro principiou a construção duma nova catedral, que terminou em 1105. A 3 de Agosto daquele ano, faleceu em paz. Pascal II canonizou-o na catedral de Segni a 6 de Julho de 1110. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XIV, p. 88) Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
São Pedro De Osma, Bispo

São Pedro, bispo de Osma, originário de Bourges, foi monge na ordem de Cluny, talvez em Santo Orens, na diocese de Auch, onde teria conhecido Bernardo da Salvação. Com vários outros monges, da mesma ordem, passou à Espanha, no afã de ligar-se aos homens de Castela no grande trabalho da reconquista e combate aos mouros. Em 1085, Bernardo da Salvação foi nomeado arcebispo de Toledo, Castela formou-se em 1037, sob Fernando Magno, pela união de Leão, mas, com a morte deste rei, em 1075, seus Estados foram novamente divididos pelos filhos, um dos quais, Afonso VI de Leão, conseguiu, de novo, anexar Castela e Galiza e fazer de Toledo a capital, no ano em que Bernardo era nomeado arcebispo, 1085. Todavia, o período sobre todo heróico da reconquista da península foi o século XII. Neste século foi que, chamadas pelo emir de Sevilha, vieram as cruéis hordas de berberes fanáticas, período em que se salientou Dom Rodrigo de Bivar, o Cid Campeador da lenda. Em 1097, Bernardo escolheu a Pedro para arcediago, e, em 1103, levava-o a Sé de Osma, vaga desde muito tempo, e restaurada pelos católicos apenas se viram expulsos da cidade os infiéis. O novo bispo teve trabalhos penosíssimos na diocese. Havia que começar tudo, recriar. As igrejas estavam em ruínas. Os fiéis, na mais crassa ignorância, haviam como que esquecido as obrigações da moral cristã. Foi um trabalho insano, trabalho que varava dias, varava noites, ininterruptamente. São Pedro de Osma lançou os fundamentos duma nova catedral, Restaurou paróquias, Estabeleceu hospitais. E pregava. Pregava sem tréguas. Cansado, esgotado, pregava com ardor, com entusiasmo. Alevantava-se com o fogo das próprias palavras. E Deus, coroando aquele esforço hercúleo, confirmava as pregações com grandes milagres. E tudo foi subindo, firmando-se, concretizando, definindo, assentando definitivamente. Em 1109. São Pedro compareceu às exéquias do rei Afonso VI em Sahagum. Ali, durante as cerimônias, tomou-o a febre. Piorando e piorando, levaram-no para Palência, onde faleceu. Era no dia 2 de Agosto. Segundo o desejo que deixava expresso, o corpo foi levado para Osma. Enterrado, os milagres sem conta que se realizaram à beira da sepultura levaram o povo a considerá-lo, de fato, um grande santo, já que, em vida, tal o trabalho que desenvolvera, tinham-no todos como tal. Num átimo, o culto de São Pedro espalhou-se por toda a região. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XIV, p. 51-52) Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
Santo Afonso De Ligório, Bispo, Confessor E Doutor Da Igreja

No dia 1º de agosto se comemora a festa de Santo Afonso Maria de Ligório, Bispo, Confessor e Doutor da Igreja. Fundador da Congregação do Santíssimo Redentor, é o tratadista por excelência da moral católica, e se destacou por sua profunda devoção a Nossa Senhora, em louvor da qual escreveu uma de suas mais belas obras, as Glórias de Maria. Dele temos essa síntese biográfica, escrita por Dom Guéranger: Afonso Maria de Ligório nasceu de pais nobres, em Nápoles, a 27 de setembro de 1696. Sua juventude foi piedosa, estudiosa ecaritativa. Aos 17 anos ele era doutor em direito civil e canônico. E começava pouco depois uma brilhante carreira de advogado. Mas nem seu sucesso, nem as instâncias de seu pai, que o queria casado, o impediram de deixar o mundo. Diante do altar de Nossa Senhora, fez o voto de se tornar sacerdote. Ordenado padre em 1726, consagrou-se à pregação. Em 1729, uma epidemia permitiu-lhe que se dedicasse aos doentes em Nápoles. Pouco depois retirou-se, com companheiros, a Santa Maria dos Montes, e com eles se preparou para a evangelização dos campos. Em 1732, estabeleceu a Congregação do Santíssimo Redentor, que lhe deveria acarretar numerosas dificuldades e perseguições. Mas enfim os postulantes afluíram e o instituto se expandiu rapidamente. Em 1762 foi nomeado Bispo de Santa Ágata dos Godos, perto de Nápoles. Empreendeu ato contínuo a visita à sua diocese, pregando em todas as paróquias e reformando o clero. Ele continuava a dirigir seu Instituto e o das religiosas que tinha fundado para servir de apoio, por sua oração contemplativa, a seus filhos missionários. Em 1765, demitiu-se do ministério episcopal e voltou a viver entre seus filhos. Dentro em pouco uma cisão se produziu no Instituto dos Redentoristas, e Santo Afonso se viu expulso de sua própria família religiosa. A provação foi muito grande, mas ele não perdeu a coragem e predisse mesmo que a unidade se restabeleceria depois de sua morte. Às suas doenças se acrescentaram sofrimentos morais que lhe causaram longas crises de escrúpulos e diversas tentações. Porém, seu amor a Deus não fez senão crescer. Enfim, no dia 1º de agosto de 1787, entregou sua alma ao Senhor, na hora em que os sinos tocavam o Ângelus. Gregório XVI o inscreveu no catálogo dos Santos em 1839, e Pio IX o declarou Doutor da Igreja. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
Santo Afonso De Ligório, Bispo, Confessor E Doutor Da Igreja

No dia 1º de agosto se comemora a festa de Santo Afonso Maria de Ligório, Bispo, Confessor e Doutor da Igreja. Fundador da Congregação do Santíssimo Redentor, é o tratadista por excelência da moral católica, e se destacou por sua profunda devoção a Nossa Senhora, em louvor da qual escreveu uma de suas mais belas obras, as Glórias de Maria. Dele temos essa síntese biográfica, escrita por Dom Guéranger: Afonso Maria de Ligório nasceu de pais nobres, em Nápoles, a 27 de setembro de 1696. Sua juventude foi piedosa, estudiosa ecaritativa. Aos 17 anos ele era doutor em direito civil e canônico. E começava pouco depois uma brilhante carreira de advogado. Mas nem seu sucesso, nem as instâncias de seu pai, que o queria casado, o impediram de deixar o mundo. Diante do altar de Nossa Senhora, fez o voto de se tornar sacerdote. Ordenado padre em 1726, consagrou-se à pregação. Em 1729, uma epidemia permitiu-lhe que se dedicasse aos doentes em Nápoles. Pouco depois retirou-se, com companheiros, a Santa Maria dos Montes, e com eles se preparou para a evangelização dos campos. Em 1732, estabeleceu a Congregação do Santíssimo Redentor, que lhe deveria acarretar numerosas dificuldades e perseguições. Mas enfim os postulantes afluíram e o instituto se expandiu rapidamente. Em 1762 foi nomeado Bispo de Santa Ágata dos Godos, perto de Nápoles. Empreendeu ato contínuo a visita à sua diocese, pregando em todas as paróquias e reformando o clero. Ele continuava a dirigir seu Instituto e o das religiosas que tinha fundado para servir de apoio, por sua oração contemplativa, a seus filhos missionários. Em 1765, demitiu-se do ministério episcopal e voltou a viver entre seus filhos. Dentro em pouco uma cisão se produziu no Instituto dos Redentoristas, e Santo Afonso se viu expulso de sua própria família religiosa. A provação foi muito grande, mas ele não perdeu a coragem e predisse mesmo que a unidade se restabeleceria depois de sua morte. Às suas doenças se acrescentaram sofrimentos morais que lhe causaram longas crises de escrúpulos e diversas tentações. Porém, seu amor a Deus não fez senão crescer. Enfim, no dia 1º de agosto de 1787, entregou sua alma ao Senhor, na hora em que os sinos tocavam o Ângelus. Gregório XVI o inscreveu no catálogo dos Santos em 1839, e Pio IX o declarou Doutor da Igreja. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
Santo Afonso De Ligório, Bispo, Confessor E Doutor Da Igreja

No dia 1º de agosto se comemora a festa de Santo Afonso Maria de Ligório, Bispo, Confessor e Doutor da Igreja. Fundador da Congregação do Santíssimo Redentor, é o tratadista por excelência da moral católica, e se destacou por sua profunda devoção a Nossa Senhora, em louvor da qual escreveu uma de suas mais belas obras, as Glórias de Maria. Dele temos essa síntese biográfica, escrita por Dom Guéranger: Afonso Maria de Ligório nasceu de pais nobres, em Nápoles, a 27 de setembro de 1696. Sua juventude foi piedosa, estudiosa ecaritativa. Aos 17 anos ele era doutor em direito civil e canônico. E começava pouco depois uma brilhante carreira de advogado. Mas nem seu sucesso, nem as instâncias de seu pai, que o queria casado, o impediram de deixar o mundo. Diante do altar de Nossa Senhora, fez o voto de se tornar sacerdote. Ordenado padre em 1726, consagrou-se à pregação. Em 1729, uma epidemia permitiu-lhe que se dedicasse aos doentes em Nápoles. Pouco depois retirou-se, com companheiros, a Santa Maria dos Montes, e com eles se preparou para a evangelização dos campos. Em 1732, estabeleceu a Congregação do Santíssimo Redentor, que lhe deveria acarretar numerosas dificuldades e perseguições. Mas enfim os postulantes afluíram e o instituto se expandiu rapidamente. Em 1762 foi nomeado Bispo de Santa Ágata dos Godos, perto de Nápoles. Empreendeu ato contínuo a visita à sua diocese, pregando em todas as paróquias e reformando o clero. Ele continuava a dirigir seu Instituto e o das religiosas que tinha fundado para servir de apoio, por sua oração contemplativa, a seus filhos missionários. Em 1765, demitiu-se do ministério episcopal e voltou a viver entre seus filhos. Dentro em pouco uma cisão se produziu no Instituto dos Redentoristas, e Santo Afonso se viu expulso de sua própria família religiosa. A provação foi muito grande, mas ele não perdeu a coragem e predisse mesmo que a unidade se restabeleceria depois de sua morte. Às suas doenças se acrescentaram sofrimentos morais que lhe causaram longas crises de escrúpulos e diversas tentações. Porém, seu amor a Deus não fez senão crescer. Enfim, no dia 1º de agosto de 1787, entregou sua alma ao Senhor, na hora em que os sinos tocavam o Ângelus. Gregório XVI o inscreveu no catálogo dos Santos em 1839, e Pio IX o declarou Doutor da Igreja. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
Santo Afonso De Ligório, Bispo, Confessor E Doutor Da Igreja

No dia 1º de agosto se comemora a festa de Santo Afonso Maria de Ligório, Bispo, Confessor e Doutor da Igreja. Fundador da Congregação do Santíssimo Redentor, é o tratadista por excelência da moral católica, e se destacou por sua profunda devoção a Nossa Senhora, em louvor da qual escreveu uma de suas mais belas obras, as Glórias de Maria. Dele temos essa síntese biográfica, escrita por Dom Guéranger: Afonso Maria de Ligório nasceu de pais nobres, em Nápoles, a 27 de setembro de 1696. Sua juventude foi piedosa, estudiosa ecaritativa. Aos 17 anos ele era doutor em direito civil e canônico. E começava pouco depois uma brilhante carreira de advogado. Mas nem seu sucesso, nem as instâncias de seu pai, que o queria casado, o impediram de deixar o mundo. Diante do altar de Nossa Senhora, fez o voto de se tornar sacerdote. Ordenado padre em 1726, consagrou-se à pregação. Em 1729, uma epidemia permitiu-lhe que se dedicasse aos doentes em Nápoles. Pouco depois retirou-se, com companheiros, a Santa Maria dos Montes, e com eles se preparou para a evangelização dos campos. Em 1732, estabeleceu a Congregação do Santíssimo Redentor, que lhe deveria acarretar numerosas dificuldades e perseguições. Mas enfim os postulantes afluíram e o instituto se expandiu rapidamente. Em 1762 foi nomeado Bispo de Santa Ágata dos Godos, perto de Nápoles. Empreendeu ato contínuo a visita à sua diocese, pregando em todas as paróquias e reformando o clero. Ele continuava a dirigir seu Instituto e o das religiosas que tinha fundado para servir de apoio, por sua oração contemplativa, a seus filhos missionários. Em 1765, demitiu-se do ministério episcopal e voltou a viver entre seus filhos. Dentro em pouco uma cisão se produziu no Instituto dos Redentoristas, e Santo Afonso se viu expulso de sua própria família religiosa. A provação foi muito grande, mas ele não perdeu a coragem e predisse mesmo que a unidade se restabeleceria depois de sua morte. Às suas doenças se acrescentaram sofrimentos morais que lhe causaram longas crises de escrúpulos e diversas tentações. Porém, seu amor a Deus não fez senão crescer. Enfim, no dia 1º de agosto de 1787, entregou sua alma ao Senhor, na hora em que os sinos tocavam o Ângelus. Gregório XVI o inscreveu no catálogo dos Santos em 1839, e Pio IX o declarou Doutor da Igreja. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
Santo Inácio De Loyola, Fundador Da Companhia De Jesus

Havia várias semanas que Inácio de Loyola, oficial espanhol, nascido em Biscaia, no ano de 1491, esperava sua perfeita cura da perna, que tinha sido quebrada em 1521, por uma bala de canhão, no cerco de Pamplona. Já fora curada, mas, mal; foi preciso quebrá-la de novo concertá-la uma segunda vez. Por fim, ficou curada; mas ele percebeu um osso que avançava demais, abaixo do joelho, e lhe causava uma deformidade notável. Como queria a todo custo conservar uma perna bonita, mandou cortar o osso. Teve então que ficar de cama ainda várias semanas, embora gozasse de boa saúde. Com isso, ficou enfadado. Pediu romances para se distrair. Mas não os encontraram. Deram-lhe uma Vida dos Santos. Ele a leu, primeiro, para passar o tempo; mas pouco a pouco, tomou gosto pela leitura e a ela se dedicou inteiramente, de tal sorte, que passava assim dias inteiros. Não se cansava de admirar nos santos o amor da solidão e da cruz. Dizia para si mesmo: Como! E se eu fizesse o que fez São Francisco? E então? Se eu fizesse como um São Domingos? Aspirava sempre a coisas difíceis e grandes e parecia-lhe que tinha forças para isso, por este único motivo: São Domingos o fez, então eu o farei também. Depois a esses pensamentos de Deus, sucediam pensamentos do século. Mas notou uma grande diferença entre uns e outros: os pensamentos do século alegravam apenas um momento, para depois o deixarem de novo triste e árido; ao passo que quando pensava na peregrinação a Jerusalém, em comer somente ervas, em praticar outras austeridades que tinha lido na Vida dos Santos, não somente tais pensamentos o alegravam no momento mas o deixavam ainda alegres. A única resolução que tomou, então, foi, após sua cura, ir a Jerusalém e praticar toda sorte de austeridades, para fazer penitência. Pensando no que faria ao seu regresso de Jerusalém, veio-lhe à mente entrar na ordem dos cartuxos de Sevilha sem se dar a conhecer, para ser menos estimado, e comer apenas ervas; mas lembrando-se das penitências que se propunha a fazer, temia não poder, entre os cartuxos, praticar o ódio que tinha concebido contra si mesmo. Um de seus criados, indo a Burgos, recomendou-lhe tomasse informações sobre a vida desses religiosos. A narração causou-lhe prazer, mas ele ficou lá, preocupado com sua próxima partida. Tendo-se despedido da família, sem dar a conhecer seus projetos, foi sozinho a Monte-Serrat. É um mosteiro de beneditinos, a um dia de Barcelona, construído sobre uma montanha toda coberta de rochedos e famosos pela devoção dos peregrinos, que, de todos os lugares do mundo, vem implorar socorro da Virgem e honrar-lhe a imagem milagrosa. Inácio aí fez uma confissão geral a um religioso do mosteiro. Foi o primeiro confessor ao qual manifestou seu plano de vida. Com seu conselho, deu a mula ao mosteiro, as vestes preciosas, a um pobre mendigo, vestiu o hábito dos peregrinos, pendurou a espada e o punhal a uma pilastra, perto do altar de Nossa Senhora, diante do qual passou em oração a noite que precedeu a Anunciação da Santa Virgem, em 1522. Ao despontar do dia, recebeu a Santa Comunhão e pôs-se a caminho para Manresa, pequena cidade, a três léguas, que só tinha de importante um mosteiro de São Domingos e um hospital para os peregrinos e enfermos. Inácio foi diretamente ao hospital. Lá teve grande alegria de ser posto no número dos pobres e em estado de fazer penitência sem ser conhecido. Começou a jejuar toda a semana a pão e água, exceto no domingo, quando comia um pouco de ervas cozidas ainda misturando-lhes um pouco de cinza. Cingiu a cintura sob as vestes de pano, de que se cobria. Castigava severamente o corpo três vezes por dia, dormia pouco e por terra. Maltratando-se assim, não teve outra vista no começo que imitar os santos penitentes e expirar suas desordens passadas. Concebeu, depois, um desejo ardente de procurar a glória de Deus, em suas ações; e o desejo tornou o motivo de sua penitência mais puro e nobre. Refletindo sobre seu proceder, julgou que as macerações da carne o fariam adiantar pouco nas estradas do céu se não procurasse sufocar em si os movimentos de orgulho e do amor próprio. Por isso, mendigava o pão de porta em porta, apresentando um exterior grosseiro e sujo. Também, quando apareceu em Manresa, as crianças o apontavam , atiravam-lhe pedras e o seguiam pelas ruas com forte assuada. Entretanto, corria o boato de que um gentil-homem, desconhecido tinha dado as vestes a um pobre, que esse pobre tinha sido preso como ladrão, até que o cavalheiro desconhecido tivesse declarado à polícia que lhe tinha dado aquelas vestes. A esta notícia, os habitantes de Manresa começaram a suspeitar de que o peregrino mendigo, de quem todos zombavam, poderia bem ser um homem ilustre que fazia penitência. Inácio percebendo que o olhavam com vistas diferentes, retirou-se a uma caverna quase inacessível, nos arredores, e deu-se a penitências extraordinárias; aí foi provado por tentações diversas, como Nosso Senhor no deserto. Algumas pessoas que descobriram o seu retiro, à força de o procurar, encontraram-no um dia desmaiado à entrada da caverna e o levaram, contra vontade, ao hospital de Manresa, onde logo se perdeu a esperança de que vivesse. Os religiosos dominicanos que lhe dirigiam a consciência, tiveram piedade dele e o levaram a um mosteiro por caridade. Os sofrimentos do corpo não eram os únicos nem os maiores. O espírito das trevas atormentava-lhe a alma com tentações horríveis de desânimo e de desesperação. Por fim, entretanto, Deus restituiu-lhe saúde do corpo e a tranqüilidade da alma; deixou-lhe mesmo entrever os mistérios do céu. Até aí, Inácio só tinha pensado em glorificar a Deus, por sua própria santificação. Compreendeu então, que Deus seria muito mais glorificado se trabalhasse também para a santificação de outros. Não é muito, dizia, que eu sirva o Senhor; é preciso que todos os corações o amem e que todas as línguas o
Santa Julita, Mártir

Santa Julita viveu nos tempos de Diocleciano, falecendo em Cesaréia da Capadócia no ano de 303. Conhecemos o martírio de Santa Julita graças a São Basílio, bispo de Cesaréia. Julita era uma rica viúva, que um considerável homem da cidade, inescrupuloso, aos poucos foi empobrecendo, lesando-a fraudulentamente. Levado ao tribunal, o ursupador, caviloso, depois que a santa viúva expôs os fatos, provando a veracidade do que revelara, disse: – A parte contrária não está apta a sustentar ação de juízo, É incapaz, juridicamente, uma vez que fora do direito comum, porque se recusa adorar os deuses dos imperadores e renegar a crença de Jesus Cristo. Um edito recente, de 303 mesmo, excluía da comunidade, não podendo, pois, ter vida ativa dentro daquela comunidade, aqueles que não adorasse deuses da paganidade. O presidente do tribunal, imediatamente, mandou que trouxessem incenso e um altar portátil e, dirigindo-se à queixosa, convidou-a a agir de modo que pudesse intentar a ação. Bastaria um único grãozinho de incenso e recuperaria todo o patrimônio. Tudo dependia de um simples grão de incenso, da fumaça que dirigisse aos ídolos. Julita recusou-se por amor a Jesus. E, como não quisera queimar um só grãozinho, ela, então, foi condenada a ser queimada. Com grande coragem, a santa viúva enfrentou o martírio, a exortar, com voz pausada e firme, os amigos sinceros que assistiam à demanda, no tribunal: – Nós fomos, disse ela, criados da mesma matéria que o homem, à imagem de Deus, como ele. A virtude é acessível tanto às mulheres como aos homens, Carne da carne de Adão, ossos dos seus ossos, é necessário que ofereçamos ao Senhor constância, coragem e paciência viris. Ditas estas palavras, dirigiu-se para o fogo, com denodo e altivez. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XIII, p. 453-454) Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
Santa Julita, Mártir

Santa Julita viveu nos tempos de Diocleciano, falecendo em Cesaréia da Capadócia no ano de 303. Conhecemos o martírio de Santa Julita graças a São Basílio, bispo de Cesaréia. Julita era uma rica viúva, que um considerável homem da cidade, inescrupuloso, aos poucos foi empobrecendo, lesando-a fraudulentamente. Levado ao tribunal, o ursupador, caviloso, depois que a santa viúva expôs os fatos, provando a veracidade do que revelara, disse: – A parte contrária não está apta a sustentar ação de juízo, É incapaz, juridicamente, uma vez que fora do direito comum, porque se recusa adorar os deuses dos imperadores e renegar a crença de Jesus Cristo. Um edito recente, de 303 mesmo, excluía da comunidade, não podendo, pois, ter vida ativa dentro daquela comunidade, aqueles que não adorasse deuses da paganidade. O presidente do tribunal, imediatamente, mandou que trouxessem incenso e um altar portátil e, dirigindo-se à queixosa, convidou-a a agir de modo que pudesse intentar a ação. Bastaria um único grãozinho de incenso e recuperaria todo o patrimônio. Tudo dependia de um simples grão de incenso, da fumaça que dirigisse aos ídolos. Julita recusou-se por amor a Jesus. E, como não quisera queimar um só grãozinho, ela, então, foi condenada a ser queimada. Com grande coragem, a santa viúva enfrentou o martírio, a exortar, com voz pausada e firme, os amigos sinceros que assistiam à demanda, no tribunal: – Nós fomos, disse ela, criados da mesma matéria que o homem, à imagem de Deus, como ele. A virtude é acessível tanto às mulheres como aos homens, Carne da carne de Adão, ossos dos seus ossos, é necessário que ofereçamos ao Senhor constância, coragem e paciência viris. Ditas estas palavras, dirigiu-se para o fogo, com denodo e altivez. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XIII, p. 453-454) Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
Bem-aventurado Urbano II, Papa E Confessor

Eudes, variante de Odon, Oton, Oto, depois Urbano II, nasceu em Chatillon-sur-Marne, diocese de Soissons, atualmente de Reims, em 1040, numa nobre família. Aluno daquele que seria o fundador da Cartuxa, São Bruno, Eudes, em 1064, era arcediago de Reims, e, logo, depois cônego. Em 1073, estava em Cluny, onde se formou sob a regra beneditina. Quando o grande Papa reformador São Gregório VII, solicitou de Santo Hugo, o Pai, o abade de Cluny, alguns caracteres de valor que os elevasse ao episcopado, Eudes foi-lhe apresentado e, em seguida, feito bispo de Óstia, em 1078. Depois duma legação na Alemanha, destinada a defender o Papado contra os desmandos do imperador Henrique IV, Eudes tornou à Itália. Pouco depois, o grande Papa desaparecia. Vítor III sucedeu ao Santo Padre morto. Todavia, logo deixou o mundo. A 12 de Março de 1088, Eudes foi eleito, assentando-se com muitíssima humildade na cátedra imperecível do Príncipe dos Apóstolos, para governar a cristandade. A Alemanha, então em guerra, era um fardo pesado para a Santa Sé. Henrique IV, com seu antipapa, Clemente III, provocava sérios embaraços na vida religiosa, mas o calmo Urbano eloqüente soube contornar as maquinações que se urdiram. A condessa Matilde, grande amida da Santa Sé, casou-se, em Agosto de 1089, com o jovem Welf, duque da Baviera. Esta aliança da Toscana e da Alemanha do Sul foi o maior obstáculo que se deparou ao imperador. No entanto, conseguiu invadir a Itália, mas em 1092 foi obrigado a retroceder. E o seu papa, que estava em Roma, deixou a cidade, indo-se para Ravena. Destarte, mais e mais, agrupou-se a Itália em torno de Urbano II, cada vez mais firme no posto supremo. Foi no concílio de Clermont, de 1095, convocado pelo Santo Papa, que a idéia da cruzada contra os infiéis triunfou. No século VII, com as conquistas árabes, tomada por eles a Palestina, as peregrinações dos cristãos europeus à Terra Santa não sofreram solução de continuidade. Todavia, os peregrinos que eram bem tratados por aquele povo, tiveram a situação invertida com a invasão dos turcos seldjúcidas, originários do Turquestão, ao norte da Pérsia. Maomé recomendara a guerra santa para a difusão da doutrina. Prometera recompensas aos que morressem combatendo pela fé. Espírito belicoso, os árabes seguiram, sem hesitar, as recomendações do profeta, e, desta maneira, ainda no ano da morte de Maomé, deram início à guerra santa. Em menos de um século de lutas, conquistaram a Palestina, a Síria, a Mesopotâmia, a Armênia, a índia, a Pérsia, todo o norte africano, a península Ibérica. A civilização árabe foi brilhantíssima. As ciências, a literatura, a história, a arquitetura, a indústria, o comércio e a agricultura tiveram grande desenvolvimento. Os novos conquistadores, porém, de espírito mais belicoso, que se tinham feito maometanos, fanáticos maometanos, não manifestaram para com os cristãos a mesma atitude tolerante dos árabes. Apoderando-se de Jerusalém em 1078, principiaram a perseguição aos peregrinos que para lá se dirigiam, perseguição essa que sempre cominava com as mais bárbaras atrocidades. E as crueldades que se perpetravam cresciam dia a dia. Logo a idéia de libertar a terra Santa do jugo infiel começou apoderar-se dos espíritos cristãos. A poesia épica medieval está repleta de versos onde transparece aquele grande desejo do mundo que abraçara a fé católica. Foi no Concílio de Clermont, de 1095, como dissemos, convocado por Urbano II, que tal desejo viu alçado às alturas da realização. A 27 de Novembro daquele ano mesmo de 1095, Urbano II deixou a igreja, onde o concílio terminara e, num vigorosíssimo discurso, solicitou aos cavaleiros do Ocidente que partissem para a libertação dos irmãos do Oriente, oprimidos pelo turco cruel, para a libertação da terra que Deus feito homem pisara e santificara. Não demorou muito, o brado ardoroso, entusiástico de “Deus o quer”! correu a terra. E o povo cristão, sequioso de alistar-se no exército que iria libertar o túmulo de Cristo, acorria em massa. Urbano II, ousadamente, tomou a direção daquela cruzada. A figura de Pedro Eremita impressionava a toda a cristandade, cristandade que jazia como tomada da febre do zelo. E a flor da cavalaria marchou com imensa alegria para a tomada de Jerusalém. Foi um êxito colossal. Bandos infindos de homens, mulheres e crianças rumara, desordenadamente, para a Terra Santa e foram morrendo pelo caminho, vítimas de fome, da sede, do cansaço e das doenças. Não poucos foram massacrados na Alemanha e na Hungria em represália às devastações que iam realizando à medida que passavam, qual nuvem de gafanhotos depredadores. O restante, melancolicamente, foi quase que totalmente exterminado pelos turcos depois da travessia do Bósforo. Mais felizes do que aqueles da primeira arrancada não foram os seiscentos mil infantes e cem mil cavaleiros organizados que partiram no afã sem par de mover guerra aos profanadores. Tomaram Nicéia, depois Antioquia defendida por quatrocentos e cinqüenta torres. Daquele exército, porém, só uma minoria conseguiu avistar Jerusalém. Caíram todos, então de joelhos. E, a soluçar de emoção, choraram de alegria. Era a 15 de Junho de 1099. Poucos dias depois, a 29 do mesmo mês, o grande Urbano II deixava a terra, indo-se para a “bem-aventurada Jerusalém, visão de paz”, sem saber do sucesso que lhe coroava os esforços despendidos. Morto o pontífice, atribuíram-lhe uma infinidade de milagres. Em 1881, a 14 de Julho, Leão XIII confirmou-lhe o culto, culto rendido desde os mais recuados tempos. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XIII, p. 419 à 425) Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho