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Evangelho Do Dia 2018-11-11

Domingo, 11 de Novembro de 2018. Santo do dia: São Martinho de Tours, Bispo; Beata Alice Kotowska, virgem e mártirCor litúrgica: verde Evangelho do dia: São Marcos 12, 38-44 ou 41-44 Primeira leitura: Reis 17, 10-16Leitura do primeiro livro dos Reis: Naqueles dias, 10Elias pôs-se a caminho e foi para Sarepta. Ao chegar à porta da cidade, viu uma viúva apanhando lenha. Ele chamou-a e disse: “Por favor, traze-me um pouco de água numa vasilha para eu beber”. 11Quando ela ia buscar água, Elias gritou-lhe: “Por favor, traze-me também um pedaço de pão em tua mão”. 12Ela respondeu: “Pela vida do Senhor, teu Deus, não tenho pão. Só tenho um punhado de farinha numa vasilha e um pouco de azeite na jarra. Eu estava apanhando dois pedaços de lenha, a fim de preparar esse resto para mim e meu filho, para comermos e depois esperar a morte”. 13Elias replicou-lhe: “Não te preocupes! Vai e faze como disseste. Mas, primeiro, prepara-me com isso um pãozinho e traze-o. Depois farás o mesmo para ti e teu filho. 14Porque assim fala o Senhor, Deus de Israel: ‘A vasilha de farinha não acabará, e a jarra de azeite não diminuirá, até o dia em que o Senhor enviar a chuva sobre a face da terra’”. 15A mulher foi e fez como Elias lhe tinha dito. E comeram, ele e ela e sua casa, durante muito tempo. 16A farinha da vasilha não acabou nem diminuiu o óleo da jarra, conforme o que o Senhor tinha dito por intermédio de Elias. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 145 (146) – O Senhor é fiel para sempre, faz justiça aos que são oprimidos; ele dá alimento aos famintos, é o Senhor quem liberta os cativos. R: Bendize, minha alma, bendize ao Senhor! – O Senhor abre os olhos aos cegos, o Senhor faz erguer-se o caído; o Senhor ama aquele que é justo. É o Senhor quem protege o estrangeiro, quem ampara a viúva e o órfão, mas confunde os caminhos dos maus. R: Bendize, minha alma, bendize ao Senhor! – O Senhor reinará para sempre! Ó Sião, o teu Deus reinará para sempre e por todos os séculos!  R: Bendize, minha alma, bendize ao Senhor! Segunda leitura: Hebreus 9, 24-28Leitura da carta aos Hebreus: 24Cristo não entrou num santuário feito por mão humana, imagem do verdadeiro, mas no próprio céu, a fim de comparecer, agora, na presença de Deus, em nosso favor. 25E não foi para se oferecer a si muitas vezes, como o sumo sacerdote que, cada ano, entra no santuário com sangue alheio. 26Porque, se assim fosse, deveria ter sofrido muitas vezes, desde a fundação do mundo. Mas foi agora, na plenitude dos tempos, que, uma vez por todas, ele se manifestou para destruir o pecado pelo sacrifício de si mesmo. 27O destino de todo homem é morrer uma só vez, e depois vem o julgamento. 28Do mesmo modo, também Cristo, oferecido uma vez por todas para tirar os pecados da multidão, aparecerá uma segunda vez, fora do pecado, para salvar aqueles que o esperam. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos 12, 38-44 ou 41-44 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Felizes os pobres em espírito, porque deles é o reino dos céus (Mt 5,3); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos: [Naquele tempo,] 38Jesus dizia, no seu ensinamento a uma grande multidão: “Tomai cuidado com os doutores da lei! Eles gostam de andar com roupas vistosas, de ser cumprimentados nas praças públicas; 39gostam das primeiras cadeiras nas sinagogas e dos melhores lugares nos banquetes. 40Eles devoram as casas das viúvas, fingindo fazer longas orações. Por isso eles receberão a pior condenação”. [41Jesus estava sentado no templo, diante do cofre das esmolas, e observava como a multidão depositava suas moedas no cofre. Muitos ricos depositavam grandes quantias. 42Então chegou uma pobre viúva que deu duas pequenas moedas, que não valiam quase nada. 43Jesus chamou os discípulos e disse: “Em verdade vos digo, esta pobre viúva deu mais do que todos os outros que ofereceram esmolas. 44Todos deram do que tinham de sobra, enquanto ela, na sua pobreza, ofereceu tudo aquilo que possuía para viver”.] – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho por Santo Anselmo, Bispo e Doutor da IgrejaCarta 112, a Hugo, o cativo «Ofereceu tudo o que tinha» No reino dos Céus, todos os homens em conjunto, como se fossem um só, serão um só rei com Deus, pois todos quererão uma só coisa e a sua vontade cumprir-se-á. Eis o bem que, do alto do Céu, Deus declara pôr à venda. Se alguém perguntar por que preço, eis a resposta: aquele que oferece um reino no Céu não precisa de moeda terrena. Ninguém pode dar a Deus o que já Lhe pertence, porque tudo o que existe é d’Ele. E, no entanto, Deus não dá coisas importantes sem que o preço correspondente seja estimado: Ele não as dará a quem não as apreciar. De facto, ninguém dá coisas que lhe são queridas a quem não demonstrar ter apreço por elas. Assim, e porque Deus não precisa dos teus bens, não te dará coisa alguma de relevo se desdenhares amá-l’O: Ele apenas reclama amor, e sem amor nada O obrigará a dar. Por isso, ama, e receberás o reino. Ama, e possui-l’O-ás […]. Ama a Deus mais do que a ti mesmo, e começarás a ter o que queres possuir em plenitude no Céu. The post Evangelho do dia 2018-11-11 appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho

São Martinho, Bispo De Tours

Santo Hilário de Poitiers veio a ser bispo em 353, justamente quando um soldado o procurava como discípulo, Era Martinho, filho dum tribuno militar, ou marechal de campo, originário da Panônia, a atual Hungria. Martinho havia conseguido baixa do serviço e fora ter com o novo bispo. Os germanos, fazendo uma irrupção nas Gálias, reuniam tropas para marchar contra ela. Havia, naquela ocasião, uma distribuição de liberalidades aos soldados. Martinho, que desde longo tempo pensava no retiro, teve a sutileza de não querer participar das recompensas, o que redundaria na continuação de prestação de serviço. Requereu, então, que sua parte fosse dada a um outro, ao mesmo tempo que solicitava a liberdade, porque desejava servir somente a Deus. Repreenderam-no, tacharam-no de medroso, porque, justamente no dia seguinte, travar-se-ia uma grande batalha. Martinho respondeu com santa intrepidez: – Não seja por isso: ficarei e tomarei parte na luta. Irei à frente, sem armas, sem escudo, sem outra defesa que não nome de Jesus e o sinal da cruz. Sem temor, hei de me precipitar no meio dos esquadrões inimigos e onde mais denso se me apresentar. Naquela mesma noite, porém, os bárbaros pediram a paz e Martinho obteve licença. Esta bravura heróica, já a havia mostrado na prática da virtude. Um dia, em que caminhava no mais rigoroso do inverno, em que grande número de pessoas morria de frio, encontrou às portas de Amiens um pobre nu, que implorava piedade dos passantes. Percebendo que ninguém nem sequer o infeliz lançava um olhar, pensou que Deus a ele o destinava. Havia, porém, distribuído tudo o que possuía, não lhe restando senão as armas e a roupa que envergava. Que fazer? Rasgou o manto em duas partes: ao pobre, deu metade, na outra metade, abrigando-se ele da melhor maneira possível. E tão ridículo parecia, que quem o via não podia deixar de rir e escarnecer. Na noite seguinte, em sonhos, Martinho viu Jesus coberto com a metade do seu manto, dizendo aos anjos que o rodeavam: “Quem me cobriu porque estava nu e com frio, não passa ainda de catecúmeno”. Martinho impressionado com o sonho, prontamente recebeu o batismo. Mais dois anos ficou ele no exército, vencido pelas súplicas de seu marechal de campo, com o qual vivia na mais estreita amizade, e que lhe prometera o definitivo desligamento quando terminasse seu tempo de comando. Martinho era piedoso desde os tempos da meninice. Com a idade de dez anos, às escondidas dos pais que eram pagãos, foi à igreja e ao padre pediu para ser instruído. Aos doze, desejava ardentemente a solidão do deserto, e tê-lo-ia demandado, não fora a tenra idade impedi-lo. Tinha o coração nas igrejas e mosteiros e vivia meditando no que havia de fazer quando a idade o permitisse. Foi quando surgiu uma ordem dos imperadores para que se alistassem os jovens. E lá se foi Martinho prestar serviços na milícia. Durante o período militar, preservou-se de todos os vícios que, ordinariamente, acompanham esta profissão, e fez-se querido por todos os companheiros de armas por uma bondade, uma caridade, uma paciência e humildade além das forças humanas. Terminada a fase do serviço militar, ei-lo em busca de Santo Hilário. O grande bispo não precisou de muito tempo nem de muita observação para se convencer de que estava diante dum discípulo de méritos extraordinários. Para que mais se aplicasse, quis ordená-lo diácono, mas o jovem Martinho, crendo-se indigno, humildemente solicitou que o ordenasse apenas exorcista. Um dia, em sonhos, recebeu a advertência de que devia ir ao encontro dos pais, ainda pagãos e, com o consentimento de Santo Hilário, partiu, não antes de, diante das lágrimas e das súplicas do bom bispo, prometer que voltaria. Passando os Alpes, caiu nas mãos dos ladrões. Um deles, de acha erguida, resolveu moer-lhe a cabeça, quando um segundo lhe susteve o braço, neutralizando o golpe. Martinho, as mãos atadas atrás das costas, foi puxado por um terceiro, à parte, que lhe perguntou: – Quem és tu? – Sou cristão, respondeu o jovem, sem demonstração alguma de receio. – E não tens medo? Voltou o outro a perguntar. – Não. Nunca me senti tão tranqüilo. – E donde vem essa tranqüilidade, essa calma? – De Deus, porque sei que Deus não abandona os seus seguidores nas horas amargas. Sinto-me aflito, sim, aflito, e muito, mas por vós todos, ladrões que sois e, pois, indignos da misericórdia daquele que nos criou. E, naturalmente, enveredou-se Martinho pela pregação evangélica. E aquele terceiro bandido, que o trouxera à parte, convertido, deixou que o jovem se fosse. Mais tarde, abraçou a vida monástica e contava, constantemente, esta história. Chegando à Ilíria, Martinho converteu a mãe e numerosas pessoas. O pai, contudo, continuou pagão. Quem dominava o país eram os arianos. Martinho combateu-os corajosamente, mas foi vítima de maus tratamentos: surrado publicamente, foi expulso da cidade. Sofreria pela fé católica, igualmente, em Milão, onde dominava o ariano Auxêncio, mas logo substituído por Santo Ambrósio. Martinho retornou a Poitiers em 360, quando Santo Hilário voltava de seu exílio pela fé. Reviram-se os dois amigos com uma alegria inenarrável. O bispo, que conhecia a inclinação de Martinho para a solidão, deu-lhe um terrenozinho num lugar chamado Lugugé, a duas léguas da cidade. Martinho, ali erigiu um mosteiro, o qual, parece, foi o primeiro das Gálias. (…) São Martinho continuou no episcopado a sua maneira de viver, conservando no coração a mesma humildade, a mesma pobreza de vestimentas e a mesma autoridade cristã de sempre. Vivia numa cela, pequenina, perto da igreja, mas não podendo suportar a distração das visitas que recebia, construiu um mosteiro a duas milhas da cidade, mosteiro que subsistiu até o último século, chamado de Marmoutier. Era lá, então, um deserto, rodeado, por rochas altas e escarpadas, por todos os lados, separado pelo Loire: era um lugar, abrupto, acessível apenas por um caminho estreitíssimo, difícil de se palmilhar. A cela que ocupava era de madeira, bem como as de alguns irmãos. A maior parte deles alojara-se em

Santo André Avelino, Teatino

Nascido em 1521, em Castronuovo, pequena cidade do reino de Nápoles, André manifestou a maior disposição, desde a infância, pelas virtudes. Uma fisionomia propícia expôs-lhe a castidade a grandes perigos. Triunfou, porém, pela oração, constância, e vigilância sobre si mesmo, fugindo às más companhias. Não desejando viver senão para Deus, abraçou o estado eclesiástico, fazendo-se, antes, doutor em direito canônico. Uma falta que cometeu, fê-lo deixar inteiramente o mundo. Certa vez, queixando-se na corte eclesiástica, deixou escapar uma mentira, mentira sobre um ponto que não era de grande importância. E a leitura destas palavras da Escritura: A boca que profere mentiras leva a morte à alma, causou-lhe tal impressão, que renunciou, para sempre, à profissão de advogado, passando a consagrar-se unicamente à penitência e ao santo ministério. Encarregado pelo arcebispo de Nápoles, de reformar e dirigir um mosteiro de religiosas, experimentou muitas contradições. Viu-se mesmo alvo do furor dos que lhe eram contrários e, duma feita, escapou da morte, com a qual o haviam ameaçado. Sofreu tudo com a maior resignação, sem um lamento. Perderia mesmo a vida, se assim fosse necessário, para a glória de Deus e salvação das almas. Entrando na congregação dos teatinos, em 1556, trocou o nome de Lanceloti pelo de André. E. desejando a santa perfeição, que sentia necessária, fez, com a permissão dos diretores, dois votos particulares: o primeiro combater sempre a própria vontade, e o segundo encaminhar-se sempre, no que lhe fosse possível, a perfeição. Pelo resto da vida respondeu a estes extraordinários compromissos. Suportou, sem a menor perturbação, o assassínio dum dos sobrinhos. E, não contente com impedir se perseguisse o matador, com o maior fervor solicitou-lhe o indulto. Santo, a outros tornou santos, em particular São Lourenço Scupoli, o piedoso autor do Combate Espiritual. Foi amigo de São Carlos, ajudando-o, e muito, na reforma do clero. Deus o honrou com os dons da profecia e do milagre. Aos 10 de dezembro, com 88 anos – em 1608 – esgotado pelos trabalhos e alquebrado, estava Santo André Avelino aos pés do altar para dizer a Missa. E, no fim das palavras: Introibo ad altare Dei, caiu. Recebeu, então, com ternura, com imensa piedade, os sacramentos, e morreu tranquilamente. Canonizado em 1712 por Clemente XI, a Sicília e a cidade de Nápoles, teem-no como um dos padroeiros. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XIX, p. 273-274) The post Santo André Avelino, Teatino appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho

Santo André Avelino, Teatino

Nascido em 1521, em Castronuovo, pequena cidade do reino de Nápoles, André manifestou a maior disposição, desde a infância, pelas virtudes. Uma fisionomia propícia expôs-lhe a castidade a grandes perigos. Triunfou, porém, pela oração, constância, e vigilância sobre si mesmo, fugindo às más companhias. Não desejando viver senão para Deus, abraçou o estado eclesiástico, fazendo-se, antes, doutor em direito canônico. Uma falta que cometeu, fê-lo deixar inteiramente o mundo. Certa vez, queixando-se na corte eclesiástica, deixou escapar uma mentira, mentira sobre um ponto que não era de grande importância. E a leitura destas palavras da Escritura: A boca que profere mentiras leva a morte à alma, causou-lhe tal impressão, que renunciou, para sempre, à profissão de advogado, passando a consagrar-se unicamente à penitência e ao santo ministério. Encarregado pelo arcebispo de Nápoles, de reformar e dirigir um mosteiro de religiosas, experimentou muitas contradições. Viu-se mesmo alvo do furor dos que lhe eram contrários e, duma feita, escapou da morte, com a qual o haviam ameaçado. Sofreu tudo com a maior resignação, sem um lamento. Perderia mesmo a vida, se assim fosse necessário, para a glória de Deus e salvação das almas. Entrando na congregação dos teatinos, em 1556, trocou o nome de Lanceloti pelo de André. E. desejando a santa perfeição, que sentia necessária, fez, com a permissão dos diretores, dois votos particulares: o primeiro combater sempre a própria vontade, e o segundo encaminhar-se sempre, no que lhe fosse possível, a perfeição. Pelo resto da vida respondeu a estes extraordinários compromissos. Suportou, sem a menor perturbação, o assassínio dum dos sobrinhos. E, não contente com impedir se perseguisse o matador, com o maior fervor solicitou-lhe o indulto. Santo, a outros tornou santos, em particular São Lourenço Scupoli, o piedoso autor do Combate Espiritual. Foi amigo de São Carlos, ajudando-o, e muito, na reforma do clero. Deus o honrou com os dons da profecia e do milagre. Aos 10 de dezembro, com 88 anos – em 1608 – esgotado pelos trabalhos e alquebrado, estava Santo André Avelino aos pés do altar para dizer a Missa. E, no fim das palavras: Introibo ad altare Dei, caiu. Recebeu, então, com ternura, com imensa piedade, os sacramentos, e morreu tranquilamente. Canonizado em 1712 por Clemente XI, a Sicília e a cidade de Nápoles, teem-no como um dos padroeiros. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XIX, p. 273-274) The post Santo André Avelino, Teatino appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho

Santo André Avelino, Teatino

Nascido em 1521, em Castronuovo, pequena cidade do reino de Nápoles, André manifestou a maior disposição, desde a infância, pelas virtudes. Uma fisionomia propícia expôs-lhe a castidade a grandes perigos. Triunfou, porém, pela oração, constância, e vigilância sobre si mesmo, fugindo às más companhias. Não desejando viver senão para Deus, abraçou o estado eclesiástico, fazendo-se, antes, doutor em direito canônico. Uma falta que cometeu, fê-lo deixar inteiramente o mundo. Certa vez, queixando-se na corte eclesiástica, deixou escapar uma mentira, mentira sobre um ponto que não era de grande importância. E a leitura destas palavras da Escritura: A boca que profere mentiras leva a morte à alma, causou-lhe tal impressão, que renunciou, para sempre, à profissão de advogado, passando a consagrar-se unicamente à penitência e ao santo ministério. Encarregado pelo arcebispo de Nápoles, de reformar e dirigir um mosteiro de religiosas, experimentou muitas contradições. Viu-se mesmo alvo do furor dos que lhe eram contrários e, duma feita, escapou da morte, com a qual o haviam ameaçado. Sofreu tudo com a maior resignação, sem um lamento. Perderia mesmo a vida, se assim fosse necessário, para a glória de Deus e salvação das almas. Entrando na congregação dos teatinos, em 1556, trocou o nome de Lanceloti pelo de André. E. desejando a santa perfeição, que sentia necessária, fez, com a permissão dos diretores, dois votos particulares: o primeiro combater sempre a própria vontade, e o segundo encaminhar-se sempre, no que lhe fosse possível, a perfeição. Pelo resto da vida respondeu a estes extraordinários compromissos. Suportou, sem a menor perturbação, o assassínio dum dos sobrinhos. E, não contente com impedir se perseguisse o matador, com o maior fervor solicitou-lhe o indulto. Santo, a outros tornou santos, em particular São Lourenço Scupoli, o piedoso autor do Combate Espiritual. Foi amigo de São Carlos, ajudando-o, e muito, na reforma do clero. Deus o honrou com os dons da profecia e do milagre. Aos 10 de dezembro, com 88 anos – em 1608 – esgotado pelos trabalhos e alquebrado, estava Santo André Avelino aos pés do altar para dizer a Missa. E, no fim das palavras: Introibo ad altare Dei, caiu. Recebeu, então, com ternura, com imensa piedade, os sacramentos, e morreu tranquilamente. Canonizado em 1712 por Clemente XI, a Sicília e a cidade de Nápoles, teem-no como um dos padroeiros. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XIX, p. 273-274) The post Santo André Avelino, Teatino appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho

Evangelho Do Dia 2018-11-10

Sábado, 10 de Novembro de 2018. Santo do dia: São Leão Magno, Papa e Doutor da IgrejaCor litúrgica: branco Evangelho do dia: São Lucas 16, 9-15 Primeira leitura: Filipenses 4, 10-19Leitura da carta de São Paulo aos Filipenses: Irmãos, 10grande foi minha alegria no Senhor, porque afinal vi florescer vosso afeto por mim. Na verdade estava sempre vivo, mas faltava-lhe oportunidade de manifestar-se. 11Não é por necessidade minha que vos digo, pois aprendi muito bem a contentar-me em qualquer situação. 12Sei viver na miséria e sei viver na abundância. Eu aprendi o segredo de viver em toda e qualquer situação, estando farto ou passando fome, tendo de sobra ou sofrendo necessidade. 13Tudo posso naquele que me dá força. 14No entanto, fizestes bem em compartilhar as minhas dificuldades. 15Filipenses, bem sabeis que, no início da pregação do evangelho, quando parti da Macedônia, nenhuma Igreja, a não ser a vossa, se juntou a mim numa relação de crédito. 16Já em Tessalônica, mais de uma vez, me enviastes o que eu precisava. 17Não que eu procure presentes, porém o que eu busco é o fruto que cresça no vosso crédito. 18Agora, tenho tudo em abundância. Tenho até de sobra, desde que recebi de Epafrodito o vosso donativo, qual perfume suave, sacrifício aceito e agradável a Deus. 19O meu Deus proverá esplendidamente, com sua riqueza, a todas as vossas necessidades, em Cristo Jesus. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 111 (112) – Feliz o homem que respeita o Senhor e que ama com carinho a sua lei! Sua descendência será forte sobre a terra, abençoada a geração dos homens retos! R: Feliz aquele que respeita o Senhor! – Feliz o homem caridoso e prestativo, que resolve seus negócios com justiça. Porque jamais vacilará o homem reto, sua lembrança permanece eternamente! R: Feliz aquele que respeita o Senhor! – Seu coração está tranquilo e nada teme, e confusos há de ver seus inimigos. Ele reparte com os pobres os seus bens, permanece para sempre o bem que fez, e crescerão a sua glória e seu poder. R: Feliz aquele que respeita o Senhor! Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 16, 9-15 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Jesus Cristo, Senhor nosso, embora sendo rico, para nós se tornou pobre, a fim de enriquecer-nos mediante sua pobreza (2Cor 8,9); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas: Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 9“Usai o dinheiro injusto para fazer amigos, pois, quando acabar, eles vos receberão nas moradas eternas. 10Quem é fiel nas pequenas coisas também é fiel nas grandes, e quem é injusto nas pequenas também é injusto nas grandes. 11Por isso, se vós não sois fiéis no uso do dinheiro injusto, quem vos confiará o verdadeiro bem? 12E se não sois fiéis no que é dos outros, quem vos dará aquilo que é vosso? 13Ninguém pode servir a dois senhores, porque, ou odiará um e amará o outro, ou se apegará a um e desprezará o outro. Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro”. 14Os fariseus, que eram amigos do dinheiro, ouviam tudo isso e riam de Jesus. 15Então Jesus lhes disse: “Vós gostais de parecer justos diante dos homens, mas Deus conhece vossos corações. Com efeito, o que é importante para os homens é detestável para Deus”. – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho por São Clemente de Alexandria, teólogoSermão «Os ricos podem ser salvos?», § 31 «Arranjai amigos» «Quem der de beber a um destes pequeninos, ainda que seja somente um copo de água fresca, por ser meu discípulo, em verdade vos digo: não perderá a sua recompensa» (Mt 10,42). […] Este é o único salário que não perderá o seu valor: «Arranjai amigos com o vil dinheiro, para que, quando este vier a faltar, eles vos recebam nas moradas eternas». As riquezas de que dispomos não devem servir apenas para nós; com bens injustos pode fazer-se uma obra justa e salutar, e aliviar um daqueles que o Pai destinou à sua morada eterna. […] Que admirável é esta palavra de Paulo: «Deus ama quem dá com alegria» (2Cor 9,7), aquele que dá esmola do coração, que semeia sem medida para colher de forma igualmente abundante, que partilha sem murmurar, sem hesitação nem reticências. […] E ainda é maior esta palavra que o Senhor diz noutro lado: «Dá a quem te pedir» (Lc 6,30). […] Reflete pois na magnífica recompensa que te é prometida pela tua generosidade: a morada eterna. Que bom negócio! Que negócio extraordinário! Compramos a imortalidade com dinheiro; trocamos os bens perecíveis deste mundo por uma morada eterna no Céu! Se vós, os ricos, tendes sabedoria, aplicai-vos a este comércio. […] Porque vos deixais fascinar por diamantes e esmeraldas, por casas que o fogo devora, que o tempo faz desmoronar, que um tremor de terra derruba? Aspirai apenas a viver nos Céus e a reinar com Deus. Um homem, um pobre dar-vos-á esse reino. […] De resto o Senhor não disse: «Dai, sede generosos, socorrei os vossos irmãos», mas «fazei amigos». A amizade não nasce duma única doação, mas duma longa familiaridade. Nem a fé nem a caridade nem a paciência, são obra de um dia: «Mas aquele que se mantiver firme até ao fim será salvo» (Mt 10,22). The post Evangelho do dia 2018-11-10 appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho

Santo André Avelino, Teatino

Nascido em 1521, em Castronuovo, pequena cidade do reino de Nápoles, André manifestou a maior disposição, desde a infância, pelas virtudes. Uma fisionomia propícia expôs-lhe a castidade a grandes perigos. Triunfou, porém, pela oração, constância, e vigilância sobre si mesmo, fugindo às más companhias. Não desejando viver senão para Deus, abraçou o estado eclesiástico, fazendo-se, antes, doutor em direito canônico. Uma falta que cometeu, fê-lo deixar inteiramente o mundo. Certa vez, queixando-se na corte eclesiástica, deixou escapar uma mentira, mentira sobre um ponto que não era de grande importância. E a leitura destas palavras da Escritura: A boca que profere mentiras leva a morte à alma, causou-lhe tal impressão, que renunciou, para sempre, à profissão de advogado, passando a consagrar-se unicamente à penitência e ao santo ministério. Encarregado pelo arcebispo de Nápoles, de reformar e dirigir um mosteiro de religiosas, experimentou muitas contradições. Viu-se mesmo alvo do furor dos que lhe eram contrários e, duma feita, escapou da morte, com a qual o haviam ameaçado. Sofreu tudo com a maior resignação, sem um lamento. Perderia mesmo a vida, se assim fosse necessário, para a glória de Deus e salvação das almas. Entrando na congregação dos teatinos, em 1556, trocou o nome de Lanceloti pelo de André. E. desejando a santa perfeição, que sentia necessária, fez, com a permissão dos diretores, dois votos particulares: o primeiro combater sempre a própria vontade, e o segundo encaminhar-se sempre, no que lhe fosse possível, a perfeição. Pelo resto da vida respondeu a estes extraordinários compromissos. Suportou, sem a menor perturbação, o assassínio dum dos sobrinhos. E, não contente com impedir se perseguisse o matador, com o maior fervor solicitou-lhe o indulto. Santo, a outros tornou santos, em particular São Lourenço Scupoli, o piedoso autor do Combate Espiritual. Foi amigo de São Carlos, ajudando-o, e muito, na reforma do clero. Deus o honrou com os dons da profecia e do milagre. Aos 10 de dezembro, com 88 anos – em 1608 – esgotado pelos trabalhos e alquebrado, estava Santo André Avelino aos pés do altar para dizer a Missa. E, no fim das palavras: Introibo ad altare Dei, caiu. Recebeu, então, com ternura, com imensa piedade, os sacramentos, e morreu tranquilamente. Canonizado em 1712 por Clemente XI, a Sicília e a cidade de Nápoles, teem-no como um dos padroeiros. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XIX, p. 273-274) The post Santo André Avelino, Teatino appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho

Santo André Avelino, Teatino

Nascido em 1521, em Castronuovo, pequena cidade do reino de Nápoles, André manifestou a maior disposição, desde a infância, pelas virtudes. Uma fisionomia propícia expôs-lhe a castidade a grandes perigos. Triunfou, porém, pela oração, constância, e vigilância sobre si mesmo, fugindo às más companhias. Não desejando viver senão para Deus, abraçou o estado eclesiástico, fazendo-se, antes, doutor em direito canônico. Uma falta que cometeu, fê-lo deixar inteiramente o mundo. Certa vez, queixando-se na corte eclesiástica, deixou escapar uma mentira, mentira sobre um ponto que não era de grande importância. E a leitura destas palavras da Escritura: A boca que profere mentiras leva a morte à alma, causou-lhe tal impressão, que renunciou, para sempre, à profissão de advogado, passando a consagrar-se unicamente à penitência e ao santo ministério. Encarregado pelo arcebispo de Nápoles, de reformar e dirigir um mosteiro de religiosas, experimentou muitas contradições. Viu-se mesmo alvo do furor dos que lhe eram contrários e, duma feita, escapou da morte, com a qual o haviam ameaçado. Sofreu tudo com a maior resignação, sem um lamento. Perderia mesmo a vida, se assim fosse necessário, para a glória de Deus e salvação das almas. Entrando na congregação dos teatinos, em 1556, trocou o nome de Lanceloti pelo de André. E. desejando a santa perfeição, que sentia necessária, fez, com a permissão dos diretores, dois votos particulares: o primeiro combater sempre a própria vontade, e o segundo encaminhar-se sempre, no que lhe fosse possível, a perfeição. Pelo resto da vida respondeu a estes extraordinários compromissos. Suportou, sem a menor perturbação, o assassínio dum dos sobrinhos. E, não contente com impedir se perseguisse o matador, com o maior fervor solicitou-lhe o indulto. Santo, a outros tornou santos, em particular São Lourenço Scupoli, o piedoso autor do Combate Espiritual. Foi amigo de São Carlos, ajudando-o, e muito, na reforma do clero. Deus o honrou com os dons da profecia e do milagre. Aos 10 de dezembro, com 88 anos – em 1608 – esgotado pelos trabalhos e alquebrado, estava Santo André Avelino aos pés do altar para dizer a Missa. E, no fim das palavras: Introibo ad altare Dei, caiu. Recebeu, então, com ternura, com imensa piedade, os sacramentos, e morreu tranquilamente. Canonizado em 1712 por Clemente XI, a Sicília e a cidade de Nápoles, teem-no como um dos padroeiros. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XIX, p. 273-274) The post Santo André Avelino, Teatino appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho

Evangelho Do Dia 2018-11-09

Sexta-feira, 09 de Novembro de 2018. Santo do dia: Dedicação da Basílica do Latrão; Santa Elisabeth da Santíssima Trindade Catez, virgemCor litúrgica: branco Evangelho do dia: São João 2, 13-22 Primeira leitura: Ezequiel 47, 1-2.8-9.12Leitura da profecia de Ezequiel: Naqueles dias, 1o homem fez-me voltar até a entrada do templo, e eis que saía água da sua parte subterrânea na direção leste, porque o templo estava voltado para o oriente; a água corria do lado direito do templo, a sul do altar. 2Ele fez-me sair pela porta que dá para o norte e fez-me dar uma volta por fora até a porta que dá para o leste, onde eu vi a água jorrando do lado direito. 8Então ele me disse: “Estas águas correm para a região oriental, descem para o vale do Jordão, desembocam nas águas salgadas do mar, e elas se tornarão saudáveis. 9Aonde o rio chegar, todos os animais que ali se movem poderão viver. Haverá peixes em quantidade, pois ali desembocam as águas que trazem saúde; e haverá vida aonde chegar o rio. 12Nas margens junto ao rio, de ambos os lados, crescerá toda espécie de árvores frutíferas; suas folhas não murcharão, e seus frutos jamais se acabarão: cada mês darão novos frutos, pois as águas que banham as árvores saem do santuário. Seus frutos servirão de alimento, e suas folhas serão remédio”. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 45 (46) – O Senhor para nós é refúgio e vigor, sempre pronto, mostrou-se um socorro na angústia; assim não tememos se a terra estremece, se os montes desabam, caindo nos mares. R: Os braços de um rio vêm trazer alegria / à cidade de Deus, à morada do Altíssimo. – Os braços de um rio vêm trazer alegria à cidade de Deus, à morada do Altíssimo. Quem a pode abalar? Deus está no seu meio! Já bem antes da aurora, ele vem ajudá-la. R: Os braços de um rio vêm trazer alegria / à cidade de Deus, à morada do Altíssimo. – Conosco está o Senhor do universo! O nosso refúgio é o Deus de Jacó! Vinde ver, contemplai os prodígios de Deus e a obra estupenda que fez no universo: reprime as guerras na face da terra. R: Os braços de um rio vêm trazer alegria / à cidade de Deus, à morada do Altíssimo. Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 2, 13-22 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Esta casa eu escolhi e santifiquei, para nela estar meu nome para sempre (2Cr 7,16); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João: 13Estava próxima a Páscoa dos judeus, e Jesus subiu a Jerusalém. 14No templo, encontrou os vendedores de bois, ovelhas e pombas e os cambistas que estavam aí sentados. 15Fez então um chicote de cordas e expulsou todos do templo, junto com as ovelhas e os bois; espalhou as moedas e derrubou as mesas dos cambistas. 16E disse aos que vendiam pombas: “Tirai isto daqui! Não façais da casa de meu Pai uma casa de comércio!” 17Seus discípulos lembraram-se, mais tarde, que a Escritura diz: “O zelo por tua casa me consumirá”. 18Então os judeus perguntaram a Jesus: “Que sinal nos mostras para agir assim?” 19Ele respondeu: “Destruí este templo, e em três dias o levantarei”. 20Os judeus disseram: “Quarenta e seis anos foram precisos para a construção deste santuário, e tu o levantarás em três dias?” 21Mas Jesus estava falando do templo do seu corpo. 22Quando Jesus ressuscitou, os discípulos lembraram-se do que ele tinha dito e acreditaram na Escritura e na palavra dele. – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho por Santo Agostinho, Bispo e Doutor da IgrejaSermão Morin n.°3, 4; PLS 2, 664 «Jesus, porém, falava do templo do seu Corpo». Porque era profeta, Salomão erigiu um Templo de pedra e de madeira […] para o Deus vivo, que fez o céu e a Terra e cuja morada está nos Céus. […] Porque pediu Deus que Lhe fosse construído um Templo? Porque estava privado de morada? Ouçamos Estêvão no momento do seu martírio: «Foi Salomão que Lhe construiu uma casa mas o Altíssimo não habita em casa erguida pela mão do homem» (At 7,48). Então porque foi que Ele construiu ou mandou construir um Templo? Para prefigurar o corpo de Cristo. O primeiro Templo era apenas uma sombra (Col 2,17): quando a luz chegou, a sombra retrocedeu. Procuras agora o Templo construído por Salomão? É uma ruína que encontras. E porquê? Porque a realidade que ele anunciava cumpriu-se. O verdadeiro Templo, o corpo do Senhor, também caiu mas levantou-se, e de tal forma que nunca mais poderá voltar a cair. […] E quanto aos nossos corpos? São membros de Cristo. Escutai São Paulo: «Não sabeis que os vossos corpos são membros de Cristo?» (1Cor 6,15) Quando ele diz: «Os vossos corpos são membros de Cristo», quer dizer que os nossos corpos, unidos à nossa cabeça que é Cristo (Col 1,18), constituem, juntos, um Templo único, o Templo de Deus. Com o corpo de Cristo, os nossos corpos são esse Templo. […] Deixai-vos construir na unidade, para não tombardes em ruína, permanecendo separados. The post Evangelho do dia 2018-11-09 appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho

Santo Ursino, Bispo

Santo Ursino foi o primeiro bispo de Bourges. São Gregório de Tours, no À Glória dos Confessores, escreveu: A cidade de Bourges recebeu a palavra da salvação da boca de Santo Ursino, que, depois de ter sido ordenado bispo, constituiu e governou a primeira Igreja de Bourges. Ao morrer, foi enterrado no campo, junto com outros corpos que ali jaziam. Naquele campo, plantou-se extenso parreiral, de modo que tudo acabou no esquecimento. Conta-se que, quando Santo Augusto era abade de São Sinforiano de Bourges, teve um estranho sonho, em que Santo Ursino lhe apareceu e disse: – Cava a terra e procura meu corpo, porque eu sou Ursino, o primeiro bispo desta cidade. Santo Augusto respondeu: – Onde cavar, onde procurar a tua sepultura, se ignoro o lugar em que tu foste deposto? Santo Ursino, silenciosamente, tomou-o pela e conduziu-o ao local em que o haviam enterrado, e disse: – Meu corpo está debaixo desta parreira. O santo abade, acordou e, imediatamente, foi referir o sonho ao bispo, o qual não ligou a mínima importância à narrativa. Um dia, São Germano, tendo deixado Paris, passou de viagem por Bourges, onde pernoitou. Ali, teve o mesmo sonho. A Santo Augusto, São Germano contou a visão e, como o seu sonho concordava inteiramente com o do abade, ambos, de noite, acompanhados dum clérigo, buscaram a vinha e o lugar indicado por Santo Ursino. Cavara, a terra, e encontraram um sarcófago. Abrindo-o, deparou-se-lhes um corpo intacto. Santo Ursino foi, então, transportado para a basílica de São Sinforiano, a qual, logo mais, tomou-lhe o nome. A vida do primeiro bispo de Bourges é lendária. Teria assistido ao Lavapés, à Paixão, não deixando os Apóstolos durante os quarenta dias que seguiram a Ressurreição. Assistiu à Ascensão e ao Pentecostes. Depois acompanhou Santo Estevão até os eu martírio, recolhendo-lhe os restos. Enterrou-os, e foi expor todos os sucessos a São Pedro. Tendo ficado ao lado do Príncipe dos Apóstolos, acompanhou-os, mais tarde, a Roma. Ali, assistiu a sua crucifixão. O Papa São Clemente enviou-o à Gália. Indo para Bourges, Santo Ursino converteu e batizou grande número de pagãos, morrendo bastante idoso e em grande paz. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XIX, p. 269-270) The post Santo Ursino, Bispo appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho