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São Godofredo, Bispo De Amiens

São Godofredo, abade de Nogent-sous-Couci, e depois bispo de Amiens, mostrou no convento de São Quentin os sentimentos de piedade que o fizeram um dos mais santos abades e um dos maiores bispos de seu tempo. Como os pais haviam encomendado seu nascimento às orações daquela comunidade tão piedosa, levaram-no ao monte São Quentin para que ali recebesse o batismo. Aos cinco anos, ingressou no mosteiro. O pai, Frodon, abraçou a vida monástica no convento de Nogent, e um dos irmãos, Odon, retirou-se ao monte de São Quentin, onde se distinguiu por grande austeridade e por tão exata observância do silêncio, que, durante a quaresma, não proferia uma única palavra. A não ser quando se confessava. Godofredo revelava mais virtude ainda, considerando-se a tenra idade. O amor pela pobreza e o recolhimento levaram-no a ser procurador da comunidade. A prudência de Godofredo fazia as vezes da experiência. Amava a poupança e não era avarento. Por sua aplicação, pôs em ordem, em pouco tempo, os negócios do convento, que jaziam em mau estado, pagou dívidas, sendo, então agradável aos religiosos e aos seculares. Fazendo-se, em 1095, abade de Nogent-sous-Couci, pela resignação do predecessor, logo floriu a piedade. Era um mosteiro fundado recentemente no lugar onde havia uma velha igreja da Virgem, muito freqüentada por fiéis. Os monges eram poucos e não eram metódicos. E Godofredo não encontrou em Nogent mais que seis religiosos com dois meninos criados entre eles. Em pouco tempo, o mosteiro floresceu e recebeu excelentes almas. Aplicando-se mesmo à direção dos seculares, sem negligenciar a dos religiosos, Godofredo conduziu a uma grande perfeição, piedosas damas que lhe haviam demonstrado confiança. Em 1103, foi eleito bispo de Amiens. E foi necessária violência para que aceitasse a eleição. Entrou descalço na cidade. Quando chegou à igreja de São Firmino, dirigiu, ao povo que estava presente, um discurso fortemente patético. Achava-se-lhe no palácio a casa dum verdadeiro discípulo de Jesus Cristo. Todos os dias, lavava os pés de treze pobres, e servia-os à mesa. Opunha-se com zelo inflexível às usurpações dos grandes, obstinadamente presos às desordens. Atacava com vigor os abusos que reinavam no clero; depois de ter experimentado grandes dificuldades, restabeleceu a reforma no mosteiro de São Valeri. Celebrando os santos mistérios do Natal, em presença de Roberto, conde de Artois, que tinha a corte em Saint-Omer, não quis receber oferendas dos príncipes, porque o seu exterior, era assaz mundano. Então muitos deixaram a igreja e retornaram mais simplesmente vestidos, porque não queriam ficar privados da benção do santo bispo. Em 1112, o santo bispo de Amiens, de acordo com os habitantes, estabeleceu gratuitamente uma comuna ou burguesia na cidade episcopal. O governo dessa comuna, composto de vinte e quatro almocatéis, sob a presidência dum administrador, foi instalada sem qualquer perturbação em meio à alegria popular. A cidade de Amiens estava repartida entre quatro pessoas: o bispo, o vidama, o castelão ou proprietário abastado e, finalmente, o conde, que era Engebran de Boves, pai de Tomás de Marle, homem muito maldoso. O vidama deu sua aprovação à comuna mediante certas condições, mas o castelão e o conde não lhe deram ouvidos – daí a guerra entre eles e os burgueses. Com o concurso do rei Luís, o Gordo, e com a mediação do bispo, os burgueses obtiveram, a peso de dinheiro, a aprovação real dos regulamentos municipais. Nessa guerra, Tomás de Marle atacou ferozmente a comuna de Amiens, enquanto a de Laon, a apoiava francamente. A desolação tomou conta de Godofredo. Os crimes, dos quais fora causa, abateram-no tanto, que decidiu deixar o episcopado, para se retirar a Chartreuse de Grenoble com os santos capuchos solitários, cuja reputação já se espalhara por toda a França. Guigues, o prior, com grande alegria recebeu o santo bispo, e designou-lhe uma cela. E Godofredo, na solidão, sonhava somente com reunir as doçuras da contemplação aos rigores da penitência. Sabendo que Cônon, legado da Santa Sé, ia abrir concílio de Beauvais, enviou-lhe carta, na qual dizia renunciar ao bispado. Reunido o concílio, os cidadãos de Amiens enviaram-lhe deputados com o fito de se queixarem do abandono em que se viam, privados que estavam do bispo. E novo prelado exigiram. Radulfo, arcebispo de Reims, disse; – Como ousais agir desta maneira? Que autoridade tendes? Não fostes vós, com vossa indocilidade, que afugentastes da sede um homem ornado de todas as virtudes? Desejais, porventura, somente aqueles que vos sejam favoráveis aos interesses e prazeres? Os deputados ouviam calados. E o arcebispo continuou: – Ide, pois. Trazei-o de volta e que permaneça entre vós, porque Nosso Senhor Jesus Cristo, outro bispo não tereis enquanto Godofredo viver. Ao mesmo tempo, chegaram enviados de Godofredo, trazendo a carta da renúncia, onde declarava que declinava daquele bispado e exortava os diocesanos a buscar outro pastor, assegurando-lhes que jamais voltaria, incapaz que se sentia de desincumbir-se das funções episcopais. À leitura daquela carta tão humilde, os bispos do concílio não conseguiram conter as lágrimas: um homem tão capaz, virtuoso e talhado para as funções a dizer-te inoperante! E resolveram deixar a questão para ser tratada no concílio que se daria em Soissons, pela Epifania do ano seguinte, 1115. Naquele concílio, ficou resolvido que se enviassem dois deputados em nome do rei, com cartas do concílio, que ordenassem ao santo homem voltar para ocupar o posto. Godofredo, ao ler as cartas, caiu de joelhos aos pés dos monges com os quais vivia, e, chorando, implorou-lhes não permitissem que deles se afastasse. Os cartuxos, comovidos, choraram com ele, procurando consolá-lo. – Que podemos nós contra uma ordem do rei? Que fazer diante da autoridade real e episcopal? E Godofredo, tendo ficado mais algum tempo com os cartuxos de Grenoble, da festa de São Nicolau até a quaresma, partiu. Antes de ir a Amiens, passou por Amiens, onde o legado Cônon estava num novo concílio. O arcebispo Radulfo apresentou-o aos prelados reunidos. E Godofredo causava dó, tão macerado estava, castigado e fraco, que mal se sustinha em pé. O legado, que presidia o

Evangelho Do Dia 2018-11-08

Quinta-feira, 08 de Novembro de 2018. Santo do dia: Beato João Duns Scoto, presbíteroCor litúrgica: verde Evangelho do dia: São Lucas 15, 1-10 Primeira leitura: Filipenses 3, 3-8Leitura da carta de são Paulo aos Filipenses: Irmãos, 3os verdadeiros circuncidados somos nós, que prestamos culto pelo Espírito de Deus, colocamos a nossa glória em Cristo Jesus e não pomos confiança na carne. 4Aliás, também eu poderia pôr minha confiança na carne. Pois, se algum outro pensa que pode confiar na carne, eu mais ainda. 5Fui circuncidado no oitavo dia, sou da raça de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu filho de hebreus. Em relação à lei, fariseu; 6pelo zelo, perseguidor da Igreja de Deus; quanto à justiça que vem da lei, sempre irrepreensível. 7Mas essas coisas, que eram vantagens para mim, considerei-as como perda, por causa de Cristo. 8Na verdade, considero tudo como perda diante da vantagem suprema que consiste em conhecer a Cristo Jesus, meu Senhor. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 104 (105) – Cantai, entoai salmos para ele, publicai todas as suas maravilhas! Gloriai-vos em seu nome que é santo, exulte o coração que busca a Deus! R: Exulte o coração dos que buscam o Senhor! – Procurai o Senhor Deus e seu poder, buscai constantemente a sua face! Lembrai as maravilhas que ele fez, seus prodígios e as palavras de seus lábios! R: Exulte o coração dos que buscam o Senhor! – Descendentes de Abraão, seu servidor, e filhos de Jacó, seu escolhido, ele mesmo, o Senhor, é nosso Deus, vigoram suas leis em toda a terra. R: Exulte o coração dos que buscam o Senhor! Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 15, 1-10 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Vinde a mim, todos vós que estais cansados, e descanso eu vos darei, diz o Senhor (Mt 11,28); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas: Naquele tempo, 1os publicanos e pecadores aproximavam-se de Jesus para o escutar. 2Os fariseus, porém, e os mestres da lei criticavam Jesus: “Este homem acolhe os pecadores e faz refeição com eles”. 3Então, Jesus contou-lhes esta parábola: 4“Se um de vós tem cem ovelhas e perde uma, não deixa as noventa e nove no deserto e vai atrás daquela que se perdeu, até encontrá-la? 5Quando a encontra, coloca-a nos ombros com alegria 6e, chegando a casa, reúne os amigos e vizinhos e diz: ‘Alegrai-vos comigo! Encontrei a minha ovelha que estava perdida!’ 7Eu vos digo, assim haverá no céu mais alegria por um só pecador que se converte do que por noventa e nove justos que não precisam de conversão. 8E se uma mulher tem dez moedas de prata e perde uma, não acende uma lâmpada, varre a casa e a procura cuidadosamente, até encontrá-la? 9Quando a encontra, reúne as amigas e vizinhas e diz: ‘Alegrai-vos comigo! Encontrei a moeda que tinha perdido!’ 10Por isso, eu vos digo, haverá alegria entre os anjos de Deus por um só pecador que se converte”. – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho São Pedro Crisólogo, Bispo e Doutor da IgrejaSermão 168, 4-6 Deus à procura de uma só ovelha para salvação de todas O facto de encontrarmos um objeto que tínhamos perdido enche-nos de uma alegria nova cada vez que ocorre. E esta alegria é maior do que a que experimentávamos, antes de o perder, quando aquele objeto estava bem guardado. Mas a parábola da ovelha perdida fala mais da ternura de Deus do que da maneira como os homens habitualmente se comportam. E exprime uma verdade profunda: abandonar o que tem importância por amor do que há de mais humilde é próprio do poder divino, não da cobiça humana. Porque Deus faz existir o que não é; Ele parte à procura do que está perdido guardando o que deixou ficar para trás, e encontra o que se tinha transviado sem perder o que está à sua guarda. É por isso que este pastor não é da Terra, mas do Céu. A parábola não é de forma alguma uma representação de obras humanas, mas esconde mistérios divinos, como é demonstrado cabalmente pelos números que menciona: «Quem de vós, que possua cem ovelhas e tenha perdido uma delas…» Como vedes, a perda de uma só ovelha magoou tanto o pastor como se o rebanho inteiro, privado da sua proteção, se tivesse metido por um caminho errado. É por isso que, deixando as outras noventa e nove, ele parte à procura de uma só, […] a fim de, nela, as encontrar e as salvar a todas. The post Evangelho do dia 2018-11-08 appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho

São Vilibrodo, Bispo De Utrecht, Apóstolo Da Frísia

Os ingleses, vindos da Germânia, e convertidos à fé católica pelos missionários do Papa Gregório, encheram-se de zelo e puseram-se a converter os povos dos quais se originaram, a começar pelos frisões, que eram os mais próximos. Santo Egberto, nobre inglês, que se retirara para a Irlanda, e abraçara a vida monástica, em 686, resolveu ir à Frísia, mas, à última hora, abandonou o projeto, pondo-se a trabalhar ativa e utilmente na reunião dos irlandeses cismáticos. Wilgberto, um dos companheiros de Egberto, que vivia desde muito na Irlanda, levou a vida de anacoreta numa grande perfeição, embarcou para a Frísia, e durante dois anos pregou o Evangelho àquela nação e ao rei Radbod. Percebendo que fruto algum lhe vinha do imenso trabalho, tornou à Irlanda, para, em silêncio, servir a Deus e aproveitar, pelo menos aos seus, o exemplo. Santo Tgberto, vendo que o companheiro conseguira da Frísia, experimentou enviar para lá homens zelosos e virtuosos. E escolheu doze, dos quais o principal era São Vilibrodo, inglês, nascido na Nortúmbria, em 658. O pai chamava-se Wilgis e era extremamente piedoso, tendo deixado o século e abraçado o estado monástico, fazendo-se ermitão mais tarde. Na velhice, tendo fundado uma pequena comunidade entre o oceano e Humbert, passou a dirigi-la. Honrado entre os santos, no mosteiro de Epternach, na diocese de Tréveris, é nomeado no calendário inglês. Alcuíno, amigo de Carlos Magno, deu-nos sua vida, bem como a do filho Vilibrodo. Vilibrodo ainda não completara sete anos e já o pai o enviava ao convento de Ripon, onde ficou sob a direção de São Wilfrido e abraçou a vida monástica. Assim, aos vinte anos, com o consentimento do abade de Ripon, conseguiu permissão para ir à Irlanda: queria aperfeiçoar-se ao pé de Santo Egberto. Era padre, e estava com trinta anos, quando foi enviado à Frísia por aquele santo, que viveu até o ano 729 e morreu com 90 anos, aos 24 de abril, dia em que a Igreja lhe honra a memória. Chegados que foram à Frísia is doze missionários, em 690, foram otimamente recebidos por Pepino, duque dos francos e presidente do palácio, cognominado de Héristal, que ganhara de Radbord as graças e uma parte da Frísia, parte que ficava entre o reino e o Mosa. Foi por isso que os enviou, aos doze, para ali pregar, dando-lhe a proteção de que necessitavam, concordando que chamassem à fé quem quer que fosse: pouco depois, um grande número de idólatras era convertido. Com o tempo, os missionários escolheram Swidberto, um dentre eles, para ser ordenado bispo. E, na Inglaterra, por São Wilfrido, então arcebispo de York, foi elevado àquela dignidade. Ao retornar, na Germânia esteve o novo prelado entre os povos das vizinhanças de Colônia, e a muita gente converteu. Pouco tempo depois, todavia, aqueles convertidos se viram obrigados a dispersar-se, pela pressão saxônia, e São Swidberto foi ter com Pepino, que lhe deu, para retiro, uma ilha no Reno, onde, então, o bispo ergueu um convento, a que chamou Verden, e depois Keiserswert, que quer dizer Ilha do Imperador. São Swidberto morreu no ano de 713. São Vilibrodo, com os demais missionários ingleses, trabalhava com sucesso na conversão dos frisões, sob a benéfica sombra de Pepino. Lá pelo ano de 692, por Pepino mesmo, foi o santo enviado a Roma, para receber do Papa Sérgio a benção apostólica e trazer santas relíquias. Ao regressar, continuou pregando aos frisões, submetidos aos francos, e, pouco mais tarde, tornou a Roma com presentes e cartas de Pepino, que rogava ao Papa lhe ordenasse Vilibrodo bispo de seu povo. O Papa Sérgio consagrou-o arcebispo dos frisões, na igreja de Santa Cecília, no dia mesmo da festa desta santa, aos 22 de novembro de 696. E, dando são novo arcebispo o pallium, deu-lhe também novo nome, o de Clemente, em lugar daquele Vilibrodo bárbaro, nome pelo qual, todavia, é mais conhecido até hoje. Enviado pelo Papa ao seio do seu povo, não ficou o santo mais do que quatorze dias em Roma. De Pepino, recebeu o lugar onde, então estabeleceu a sede episcopal, na cidade hoje denominada Utrecht. São Vilibrodo ali erigiu uma igreja, a igreja de São Salvador, que passou a ser o centro do episcopado. Como convertera grande número de fiéis, de todas as partes, durante cinqüenta anos de pregação, acabou fundando muitos conventos, erigindo várias igrejas e fez com que se ordenassem novos bispos. Um dia, resolveu pregar o Evangelho na parte da Frísia que vivia sob o governo de Radbod, e o príncipe recebeu-o com muitas honras. Dali, passou São Vilibrodo à Dinamarca, cujo povo, muito feroz, era comandado por Ongende, mais cruel que a mais cruel das feras. Ongente recebeu-o com certa complacência, mas por pouco entre os dinamarqueses esteve o santo, vendo que fruto poderia esperar daquele país. Contentou-se, então, com a boa vontade de trinta jovens, reuniu-os e retornou à França. E, pensando nos acidentes que pudessem surgir de tão longa viagem, instruiu-os e batizou-os em caminho. Nos confins da Dinamarca e da Frísia, há uma ilha, na embocadura do Elba, que agora tem o nome do seu deus Fosite. Os pagãos veneram-na e não ousam tocar em animal algum que ali vive; nem falar sequer de tirar água duma fonte que irriga aquelas terras. Ora, aconteceu que São Vilibrodo, atirado por uma tempestade, ali foi ter e passou alguns dias, à espera de tempo favorável para reiniciar a viagem. Três homens, batizou-os na fonte, e pediu que lhe matassem qualquer caça para a alimentação. E os pagãos ficaram na expectativa: ao comer daquela carne, se o santo homem não morresse subitamente, de ficar louco furioso na escaparia. Nada disso, porém, sucedeu. Maravilhados, fizeram chegar a Radbod, o acontecido. O príncipe, querendo vingar os deuses, fez lançar a sorte três vezes por dia, durante três dias, segundo velha superstição dos germanos, sobre o santo bispo e os companheiros. Como a sorte lhe foi desfavorável, livrando o santo do martírio, limitou-se a recriminá-lo, dizendo-lhe que só fizera por

Evangelho Do Dia 2018-11-07

Quarta-feira, 07 de Novembro de 2018. Santo do dia: São Vicente Grossi, presbíteroCor litúrgica: verde Evangelho do dia: São Lucas 14, 25-33 Primeira leitura: Filipenses 2, 12-18Leitura da carta de São Paulo aos Filipenses: 12Meus queridos, como sempre fostes obedientes, não só em minha presença, mas ainda mais agora na minha ausência, trabalhai para a vossa salvação, com temor e tremor. 13Pois é Deus que realiza em vós tanto o querer como o fazer, conforme o seu desígnio benevolente. 14Fazei tudo sem reclamar ou murmurar, 15para que sejais livres de repreensão e ambiguidade, filhos de Deus sem defeito, no meio desta geração depravada e pervertida, na qual brilhais como os astros no universo. 16Conservai com firmeza a palavra da vida. Assim, no dia de Cristo, terei a glória de não ter corrido em vão nem trabalhado inutilmente. 17E ainda que eu seja oferecido em libação, no sacrifício que é o sagrado serviço de vossa fé, fico feliz e alegro-me com todos vós. 18Vós também, alegrai-vos pelo mesmo motivo e congratulai-vos comigo. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 26 (27) – O Senhor é minha luz e salvação; de quem eu terei medo? O Senhor é a proteção da minha vida; perante quem eu tremerei? R: O Senhor é minha luz e salvação! – Ao Senhor eu peço apenas uma coisa, e é só isto que eu desejo: habitar no santuário do Senhor por toda a minha vida; saborear a suavidade do Senhor e contemplá-lo no seu templo. R: O Senhor é minha luz e salvação! – Sei que a bondade do Senhor eu hei de ver na terra dos viventes. Espera no Senhor e tem coragem, espera no Senhor! R: O Senhor é minha luz e salvação! Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 14,25-33 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Felizes sereis vós se fordes ultrajados por causa de Jesus, pois repousa sobre vós o Espírito de Deus (1Pd 4,14); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas: Naquele tempo, 25grandes multidões acompanhavam Jesus. Voltando-se, ele lhes disse: 26“Se alguém vem a mim, mas não se desapega de seu pai e sua mãe, sua mulher e seus filhos, seus irmãos e suas irmãs e até da sua própria vida, não pode ser meu discípulo. 27Quem não carrega sua cruz e não caminha atrás de mim não pode ser meu discípulo. 28Com efeito, qual de vós, querendo construir uma torre, não senta primeiro e calcula os gastos, para ver se tem o suficiente para terminar? Caso contrário, 29ele vai lançar o alicerce e não será capaz de acabar. E todos os que virem isso começarão a caçoar, dizendo: 30‘Este homem começou a construir e não foi capaz de acabar!’ 31Ou ainda, qual o rei que, ao sair para guerrear com outro, não se senta primeiro e examina bem se, com dez mil homens, poderá enfrentar o outro que marcha contra ele com vinte mil? 32Se ele vê que não pode, enquanto o outro rei ainda está longe, envia mensageiros para negociar as condições de paz. 33Do mesmo modo, portanto, qualquer um de vós, se não renunciar a tudo o que tem, não pode ser meu discípulo!”  – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho por São Boaventura, franciscano, Doutor da IgrejaA Vida de São Francisco, Legenda major, cap. 2 São Francisco renuncia a tudo para seguir Cristo O pai de Francisco queria que ele comparecesse perante o bispo para renunciar a todos os seus direitos de herdeiro, e que lhe restituísse o que ainda possuía. Como verdadeiro amante da pobreza, Francisco prestou-se de boa vontade à cerimónia, apresentou-se no tribunal do bispo e, sem esperar um momento nem hesitar sobre fosse o que fosse, sem esperar por uma ordem nem pedir qualquer explicação, despiu todas as suas roupas e entregou-as a seu pai. […] A seguir, cheio de fervor e levado pela embriaguez espiritual, descalçou os sapatos e, completamente nu perante a assistência, declarou a seu pai: «Até agora chamei-te pai na Terra; doravante poderei dizer com segurança: “Pai Nosso que estais no Céu”, pois foi a Ele que confiei o meu tesouro e entreguei a minha fé». O bispo, homem santo e muito digno, chorava de admiração ao ver os excessos a que o levava o seu amor a Deus; levantou-se, tomou o jovem nos braços, cobriu-o com o seu manto e mandou buscar alguma coisa para lhe vestir. Trouxeram-lhe um pobre manto de burel de um camponês que estava ao serviço do bispo. Francisco recebeu-o com gratidão e, apanhando em seguida do chão um pedaço de giz, traçou nele uma cruz: a veste significava este homem crucificado, este pobre meio despido. Foi assim que o servidor do Grande Rei ficou nu para caminhar atrás do seu Senhor, pregado à cruz na sua nudez. The post Evangelho do dia 2018-11-07 appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho

São Leonardo, Eremita

Leonardo, companheiro de Clóvis, converteu-se ao cristianismo por influência de São Remi, apóstolo dos francos. Vivendo ainda no século, e freqüentando a corte, era grandemente caridoso para com os cativos e prisioneiros de guerra, trabalhando com afinco, cheio dum zelo infatigável, para lhes proporcionar todo o alívio de que necessitavam, sobretudo esforçando-se para livrá-los dos vícios. Para muitos deles, conseguiu mesmo a liberdade. Tais obras de caridade lhe aumentaram a fé. E, um dia, resolveu abandonar o mundo, retirar-se da corte, para seguir mais de perto as lições e os exemplos de São Remi. Nessa altura, pregava o Evangelho aos companheiros de armas. Acreditando, porém, que pudesse ser trazido à corte, e desejando renunciar inteiramente a si mesmo, secretamente retirou-se ao mosteiro de Mici, a duas léguas de Orleans, sob a direção de São Maximino. Encontrou, então, em Mici, um modelo e um êmulo de virtude em São Lé, nascido em Berry, e que, mais tarde, levou vida de anacoreta numa floresta de Bauce. São Leonardo, que suspirava igualmente por uma solidão mais perfeita, deixou, por sua vez, Mici, ali pelo ano de 520. Passando por Berry, converteu inumeráveis idólatras. Chegando a Limosino, fixou-se numa floresta, longe de Limoges quatro léguas, construindo seu oratório num lugar chamado Noblac. Ervas e frutas eram-lhe toda a alimentação. E foi, durante algum tempo, desconhecido dos homens, sendo-lhe apenas Deus testemunha da austeridade da penitência que se impunha. O zelo levou-o a instruir as gentes da vizinhança; muitos dos que o ouviam foram tocados singularmente pelas pregações que lhes fazia: e alguns se sentiram mesmo animados a imitá-lo naquele gênero de vida. E foram à procura do santo, ao deserto em que vivia: nasceu o mosteiro, depois célebre, de São Leonardo de Noblac. O rei Teodeberto d’Austrásia, em reconhecimento de que a rainha, num parto muito laborioso, obtivera pelas orações do santo, um feliz desfecho doou ao mosteiro uma parte considerável da floresta onde Leonardo e os discípulos viviam. A primeira caridade de São Leonardo pelos cativos não e mais que aumentar com a perfeita conversão. Mais de um prisioneiro se viu livre das prisões pelas orações do santo. O rei concedeu-lhe mesmo, por um especial privilégio, libertar quem achasse que tal merecia. Daí São Leonardo, que morreu aos 6 de novembro de 559, ser invocado, particularmente, em favor dos prisioneiros e das parturientes. (Vida dos Santos, Padre Rohbacher, Volume XIX, p. 218-219) The post São Leonardo, Eremita appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho

Evangelho Do Dia 2018-11-06

Terça-feira, 06 de Novembro de 2018. Santo do dia: São Melânio de Rennes, BispoCor litúrgica: verde Evangelho do dia: São Lucas 14, 15-24 Primeira leitura: Filipenses 2, 5-11Leitura da carta de são Paulo aos Filipenses: Irmãos, 5tende entre vós o mesmo sentimento que existe em Cristo Jesus. 6Jesus Cristo, existindo em condição divina, não fez do ser igual a Deus uma usurpação, 7mas ele esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e tornando-se igual aos homens. Encontrado com aspecto humano, 8humilhou-se a si mesmo, fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz. 9Por isso, Deus o exaltou acima de tudo e lhe deu o nome que está acima de todo nome. 10Assim, ao nome de Jesus, todo joelho se dobre no céu, na terra e abaixo da terra 11e toda língua proclame: “Jesus Cristo é o Senhor”, para a glória de Deus Pai.  – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 21 (22) – Cumpro meus votos ante aqueles que vos temem! Vossos pobres vão comer e saciar-se, e os que procuram o Senhor o louvarão: “Seus corações tenham a vida para sempre!” R: Ó Senhor, sois meu louvor em meio à grande assembleia! – Lembrem-se disso os confins de toda a terra, para que voltem ao Senhor e se convertam, e se prostrem, adorando, diante dele, todos os povos e as famílias das nações. Pois ao Senhor é que pertence a realeza; ele domina sobre todas as nações. Somente a ele adorarão os poderosos. R: Ó Senhor, sois meu louvor em meio à grande assembleia! – Toda a minha descendência há de servi-lo; às futuras gerações anunciará o poder e a justiça do Senhor; ao povo novo que há de vir, ela dirá: “Eis a obra que o Senhor realizou!” R: Ó Senhor, sois meu louvor em meio à grande assembleia! Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 14, 15-24 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Vinde a mim, todos vós que estais cansados, e descanso eu vos darei, diz o Senhor (Mt 11,28); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas: Naquele tempo, 15um homem que estava à mesa disse a Jesus: “Feliz aquele que come o pão no reino de Deus!” 16Jesus respondeu: “Um homem deu um grande banquete e convidou muitas pessoas. 17Na hora do banquete, mandou seu empregado dizer aos convidados: ‘Vinde, pois tudo está pronto’. 18Mas todos, um a um, começaram a dar desculpas. O primeiro disse: ‘Comprei um campo e preciso ir vê-lo. Peço-te que aceites minhas desculpas’. 19Um outro disse: ‘Comprei cinco juntas de bois e vou experimentá-las. Peço-te que aceites minhas desculpas’. 20Um terceiro disse: ‘Acabo de me casar e, por isso, não posso ir’. 21O empregado voltou e contou tudo ao patrão. Então o dono da casa ficou muito zangado e disse ao empregado: ‘Sai depressa pelas praças e ruas da cidade. Traze para cá os pobres, os aleijados, os cegos e os coxos’. 22O empregado disse: ‘Senhor, o que tu mandaste fazer foi feito e ainda há lugar’. 23O patrão disse ao empregado: ‘Sai pelas estradas e atalhos e obriga as pessoas a virem aqui, para que minha casa fique cheia. 24Pois eu vos digo, nenhum daqueles que foram convidados provará do meu banquete’”. – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor The post Evangelho do dia 2018-11-06 appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho

Evangelho Do Dia 2018-11-05

Segunda-feira, 05 de Novembro de 2018. Santo do dia: São Guido Maria Conforti, BispoCor litúrgica: verde Evangelho do dia: São Lucas 14, 12-14 Primeira leitura: Filipenses 2, 1-4Leitura da carta de São Paulo aos Filipenses: Irmãos, 1se existe consolação na vida em Cristo, se existe alento no mútuo amor, se existe comunhão no Espírito, se existe ternura e compaixão, 2tornai então completa a minha alegria: aspirai à mesma coisa, unidos no mesmo amor; vivei em harmonia, procurando a unidade. 3Nada façais por competição ou vanglória, mas, com humildade, cada um julgue que o outro é mais importante 4e não cuide somente do que é seu, mas também do que é do outro. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 130 (131) – Senhor, meu coração não é orgulhoso, nem se eleva arrogante o meu olhar; não ando à procura de grandezas nem tenho pretensões ambiciosas! R: Guardai-me, em paz, junto a vós, ó Senhor! – Fiz calar e sossegar a minha alma; ela está em grande paz dentro de mim, como a criança bem tranquila, amamentada no regaço acolhedor de sua mãe. R: Guardai-me, em paz, junto a vós, ó Senhor! – Confia no Senhor, ó Israel, desde agora e por toda a eternidade! R: Guardai-me, em paz, junto a vós, ó Senhor! Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 14, 12-14 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Se guardais minha palavra, diz Jesus, realmente vós sereis os meus discípulos (Jo 8,31s); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas: Naquele tempo, 12dizia Jesus ao chefe dos fariseus que o tinha convidado: “Quando tu deres um almoço ou um jantar, não convides teus amigos, nem teus irmãos, nem teus parentes, nem teus vizinhos ricos. Pois estes poderiam também convidar-te e isso já seria a tua recompensa. 13Pelo contrário, quando deres uma festa, convida os pobres, os aleijados, os coxos, os cegos. 14Então tu serás feliz! Porque eles não te podem retribuir. Tu receberás a recompensa na ressurreição dos justos”.  – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho São Vicente de Paulo, presbítero, fundador de comunidades religiosasExcerto do Relatório do estado das Obras, 11/07/1657 «Convida os pobres» Honrar Nosso Senhor é ir de encontro aos seus sentimentos, guardá-los, fazer o que Ele fez e levar a cabo o que mandou. Ora, os seus maiores sentimentos foram pelos pobres: tratar deles, curá-los, consolá-los, socorrê-los e protegê-los, em tudo isso pôs o Senhor o seu enlevo. Ele próprio quis nascer pobre, acolheu os pobres na sua companhia, serviu-os e pôs-Se no lugar deles, a ponto de dizer que o bem e o mal que lhes fizermos, é a Ele que o fazemos (Mt 25,40). Que amor tão terno era capaz de mostrar pelos pobres! E que amor, pergunto eu, podemos nós ter por Ele, senão o de amarmos a quem o Senhor amou? Amar os pobres é amar da melhor maneira, porque é servi-l’O e amá-l’O como devemos. Ora, se podemos honrar um Salvador assim complacente, imitando-O desse modo, muito maior honra Lhe prestaremos, nessa imitação, identificando-nos com Ele! Não vedes aí um motivo suplementar para renovardes o vosso fervor? Por mim, estou convencido de que devemos oferecer-nos desse modo à sua divina Majestade […], de tal sorte que se possa desde agora dizer que «a caridade de Cristo nos impele» (2Cor 5,14). The post Evangelho do dia 2018-11-05 appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho

Santa Bertila, Abadessa

Santa Bertila, nascida na região de Soissons, uma das dirigidas de Santo Ouen, bispo de Ruão, foi a primeira abadessa de Chelles. Bem jovem, já vivia sob a regra de São Columbano, no mosteiro de Jouarre, perto de Meaux, que se alevantara entre 658 e 660. Debaixo da abadessa Teodechilda, Bertilda foi uma das melhores monjas da fundação. Quando a Rainha Batilda, assentou que organizaria um mosteiro em Chelles, recorrreu a Jouarre, e Bertila foi encarregada de presidir os trabalhos da nova casa. Ali, mais tarde, a própria soberana passou o resto da vida, submissa à doce abadessa. Santa Batilda faleceu em 680, e Bertila trinta e três anos depois, isto é, em 713. Um dia quando Santa Bertila ainda vivia no mosteiro de Jouarre, conta-se que uma irmã, depois de lhe falar com ira, faleceu. A Santa tremeu. Que aconteceria àquela alma que assim se fora, toda em cólera contra ela? Achegou-se, depois de muita mortificação, ao lado do cadáver, e pousou, delicadamente sobre o peito da morta, uma das mãos, e rogou a Nosso Senhor que não a deixasse ir antes dum perdão formal. No mesmo instante, a irmã abriu os olhos e fitou a companheira. Perguntou: – Por que me fizeste voltar do caminho tão brilhante que se me estendia pela frente? Que fizeste, irmã? Bertila, humildemente, rogou-lhe que não se fosse sem que a perdoasse; que se esquecesse do acontecido entre ambas. – Que Deus te dê indulgência, disse então a irmã. Não guardei qualquer rancor de ti. Pelo contrário, amo-te muito, e quero convidar-te que peças a Deus por mim. Agora, deixa-me partir em paz, não me retardes mais, porque o brilhante caminho está perto. Sem tua permissão, não o ganharei. Santa Bertila respondeu: – Vai, então. Vai na paz de Nosso Senhor e roga por mim, doce e amável irmã. A outra fechou os olhos e deixou de viver. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XIX, p. 205-206) The post Santa Bertila, Abadessa appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho

Evangelho Do Dia 2018-11-04

Domingo, 04 de Novembro de 2018. Santo do dia: Solenidade de todos os SantosCor litúrgica: branco Evangelho do dia: São Mateus 5, 1-12 Primeira leitura: Apocalipse 7, 2-4.9-14Leitura do livro do Apocalipse de São João: Eu, João, 2vi um outro anjo, que subia do lado onde nasce o sol. Ele trazia a marca do Deus vivo e gritava, em alta voz, aos quatro anjos que tinham recebido o poder de danificar a terra e o mar, dizendo-lhes: 3“Não façais mal à terra, nem ao mar, nem às árvores, até que tenhamos marcado na fronte os servos do nosso Deus”. 4Ouvi então o número dos que tinham sido marcados: eram cento e quarenta e quatro mil, de todas as tribos dos filhos de Israel. 9Depois disso, vi uma multidão imensa de gente de todas as nações, tribos, povos e línguas, que ninguém podia contar. Estavam de pé diante do trono e do Cordeiro; trajavam vestes brancas e traziam palmas na mão. 10Todos proclamavam com voz forte: “A salvação pertence ao nosso Deus, que está sentado no trono, e ao Cordeiro”. 11Todos os anjos estavam de pé, em volta do trono e dos anciãos e dos quatro seres vivos, e prostravam-se, com o rosto por terra, diante do trono. E adoravam a Deus, dizendo: 12“Amém. O louvor, a glória e a sabedoria, a ação de graças, a honra, o poder e a força pertencem ao nosso Deus para sempre. Amém”. 13E um dos anciãos falou comigo e perguntou: “Quem são esses, vestidos com roupas brancas? De onde vieram?” 14Eu respondi: “Tu é que sabes, meu senhor”. E então ele me disse: “Esses são os que vieram da grande tribulação. Lavaram e alvejaram as suas roupas no sangue do Cordeiro”. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 23 (24) – Ao Senhor pertence a terra e o que ela encerra, o mundo inteiro com os seres que o povoam; porque ele a tornou firme sobre os mares e, sobre as águas, a mantém inabalável. R: É assim a geração dos que procuram o Senhor! – “Quem subirá até o monte do Senhor, quem ficará em sua santa habitação?” “Quem tem mãos puras e inocente coração, quem não dirige sua mente para o crime. R: É assim a geração dos que procuram o Senhor! – Sobre este desce a bênção do Senhor e a recompensa de seu Deus e salvador.” “É assim a geração dos que o procuram e do Deus de Israel buscam a face.” R: É assim a geração dos que procuram o Senhor! Segunda leitura: São João 3, 1-3Leitura da primeira carta de São João: Caríssimos: 1Vede que grande presente de amor o Pai nos deu: de sermos chamados filhos de Deus! E nós o somos! Se o mundo não nos conhece, é porque não conheceu o Pai. 2Caríssimos, desde já somos filhos de Deus, mas nem sequer se manifestou o que seremos! Sabemos que, quando Jesus se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque o veremos tal como ele é. 3Todo o que espera nele purifica-se a si mesmo, como também ele é puro. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 5, 1-12 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Vinde a mim, todos vós que estais cansados e penais a carregar pesado fardo, e descanso eu vos darei, diz o Senhor (Mt 11,28); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus: Naquele tempo, 1vendo as multidões, Jesus subiu ao monte e sentou-se. Os discípulos aproximaram-se, 2e Jesus começou a ensiná-los: 3“Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o reino dos céus. 4Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados. 5Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra. 6Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. 7Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. 8Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus. 9Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus. 10Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus. 11Bem-aventurados sois vós quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo tipo de mal contra vós por causa de mim. 12Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus”. – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor The post Evangelho do dia 2018-11-04 appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho

São Carlos Borromeu, Bispo

Um príncipe passava por Milão: para homenageá-lo, celebraram-se divertimentos públicos. De repente, uma notícia sinistra se espalhou celeremente: manifestara-se a peste em dois lugares da cidade. O príncipe, imediatamente, e com precipitação retirou-se, seguido do governador e de grande parte da nobreza e dos magistrados. Ficaram na cidade apenas o povo e os pobres com um pequeno número de magistrados e alguns bons padres ou religiosos, num terror e desolação inenarráveis. O santo arcebispo Carlos fora administrar os últimos sacramentos a um bispo da província. Quando regressou, toda a agente se lhe reuniu ao redor, a gritar, consternada, e a chorar: – Misericórdia, Senhor, misericórdia! A peste aqui ficará por seis meses! Carlos foi o salvador do povo. Secundado por padres e religiosos, que animava à caridade, proveu as necessidades corporais e espirituais dos doentes, visitando-os e administrando-lhes, ele mesmo, os sacramentos. Para alimentá-los ou vesti-los, vendia tudo aquilo que tinha, até a cama, resignando-se a dormir sobre tábuas. E jejuando e orando, sofrendo pela saúde de todos, procurou afastar a ira de Deus. Orava e jejuava, sem cessar. Nascido duma ilustre família, sobrinho do Papa Pio IV, cardeal e arcebispo, empregou toda a superioridade para melhor servir a Igreja, secundar os sábios regulamentos do santo concílio de Trento, que vinha de concluir-se por seu desvelo, reprimir as heresias, reformar os costumes do clero e do povo, reanimar o fervor dos claustros, renovar, numa palavra, a face da terra. Por si mesmo, viveria com mais austeridade, que um trapista. Muitos anos antes de sua morte, que se deu em 1584, propôs a si mesmo uma lei: jejuar todos os dias, passar a pão e água, excetuando os domingos e dias de festas, nos quais comia um pouco deste ou daquele legume ou fruta. Continuamente fazia uso do cilício, dormia muito pouco, passando em orações as vigílias das grandes festas. Quem quer que rogasse a São Carlos lhe traçasse as regras a seguir, para progredir na virtude, dava-lhe o santo, invariavelmente, esta resposta: – Aquele que deseja progredir no serviço de Deus, deve começar cada dia da vida com um novo ardor, ater-se na presença de Deus o mais possível e tudo fazer para que as ações que praticar sejam para a glória do Senhor. E o que São Carlos Borromeu dizia, cumpria-o. Quanto a nós, façamos o que nos diz. De resto, o que São Carlos fez durante a peste de Milão, fê-lo durante toda a vida, nada aspirando, senão à glória de Deus e à salvação do próximo. Na diocese toda, vêem-se monumentos vários que lhe exaltam a caridade. Em Milão, fundou um convento de capuchinhos, onde a filha de João Batista Borromeu, seu tio, professou e morreu com reputação de santidade. Um mosteiro de Ursulinas, para instrução de órfãs, um hospital para pobres, onde eram recebidos todos os que estavam necessitados, outro para convalescentes, etc. Os oblatos tiveram a direção dos colégios e seminários diocesanos. Quanto ao colégio que fundou em Pavia, entregou-o São Carlos à direção dos cleros regulares de Somasque. Além do governo-geral da província e da diocese, ocupava-se ainda com a direção particular das almas. Gostava imensamente de assistir aos moribundos. Ao ter conhecimento de que, isso em 1583. O duque de Sabóia, adoecera em Vercelli, e os médicos estavam desesperançados, para lá partiu, chegando ainda com tempo para o encontrar vivo. O duque, ao pressentir o santo arcebispo no quarto, exclamou: – Estou curado! São Carlos, administrou-lhe a comunhão, no dia seguinte e ordenou orações para que se restabelecesse. O duque viveu persuadido de que, depois de Deus, devia a cura aos méritos do santo. Quando, afinal, veio a falecer, deixou ordenado lhe acendessem uma lâmpada de prata no túmulo, em, sinal de agradecimentos por aquele benefício. Ia São Carlos, de quando em quando, fazer retiros em Camaldules e noutros lugares solitários. Apreciava, especialmente, fazê-lo em Monte-Varalli, na diocese de Novara, nas fronteiras da Suíça. Ali os mistérios da paixão eram representados nas diferentes capelas. Em 1584, reuniu-se com seu confessor, para preparar-se para a morte, que dizia, já estava próxima. E passou, então, a redobrar as austeridades. Neste último retiro, parecia mais embevecido em Deus do que nunca, livre de todas as coisas terrenas, bem longe de tudo o que formigava cá embaixo. A abundância de lágrimas, tanto chorava, obrigava-o a interromper, constantemente, a celebração as santa missa. Passava a maior parte do tempo na capela chamada Súplica do Jardim, e naquela Do Sepulcro. Dir-se-ia um morto, tão engolfado vivia no Salvador, para reconhecer a si mesmo. Aos 24 de outubro, terça-feira, foi tomado por uma grande febre. Aos 29, tendo terminado o retiro, partiu para Arona. A febre aumentava, e o que era pior, era contínua. No dia dos mortos, foi levado para Milão, em liteira. A doença que o acometera foi julgada gravíssima. Havia momentos de melhora, mas em breve, o recrudescimento da febre anunciou-se por sintomas tão incômodos, que os médicos que a ele assistiam perderam toda a esperança que, havia bem pouco, ainda nutriam de o salvar. Carlos, que não interrompera os exercícios de devoção, recebeu o julgamento dos médicos com uma serenidade sobrenatural, com uma tranqüilidade difícil de se acreditar, e pediu os sacramentos da Igreja, sacramentos que recebeu com o maior fervor e unção. De tarde, principiava docemente a noite de 4 de novembro, morria, pronunciando estas palavras: – Ecce venio – Eis que eu venho. Por testamento, deixou para a catedral uma baixela, a biblioteca para o cabido, os manuscritos para o bispo de Vercelli, instituindo o hospital geral, seu herdeiro. Quanto aos funerais, deixou ordens explícitas para que se fizessem com a maior simplicidade. Escolhera como sepultura um recanto existente perto do coro, e não queria outra inscrição senão aquela que ainda hoje se lê numa pequena placa de mármore, que diz assim: “Carlos, Cardeal com o título de São Praxédes, arcebispo de Milão, que implora o socorrro das orações do clero, do povo e dos devotos em geral, escolheu esta tumba, quando em