Evangelho Do Dia 2018-11-03

Sábado, 03 de Novembro de 2018. Santo do dia: São Martinho de Porres, religioso; Santo Ermengol, BispoCor litúrgica: verde Evangelho do dia: São Lucas 14, 1.7-11 Primeira leitura: Filipenses 1, 18-26Leitura da carta de São Paulo aos Filipenses: Irmãos, 18de qualquer maneira, com segundas intenções ou com sinceridade, Cristo é anunciado. E eu me alegro com isso e sempre me alegrarei. 19Pois eu sei que isso resultará na minha salvação graças à vossa oração e à assistência do Espírito de Jesus Cristo. 20Segundo a minha viva expectativa e a minha esperança, não terei de corar de vergonha. Se a minha firmeza continuar total, como sempre, então Cristo vai ser glorificado no meu corpo, seja pela minha vida, seja pela minha morte. 21Pois, para mim, o viver é Cristo e o morrer é lucro. 22Entretanto, se o viver na carne significa que meu trabalho será frutuoso, neste caso não sei o que escolher. 23Sinto-me atraído para os dois lados: tenho o desejo de partir, para estar com Cristo – o que para mim seria de longe o melhor –, 24mas para vós é mais necessário que eu continue minha vida neste mundo. 25Por isso, sei com certeza que vou ficar e continuar com vós todos, para que possais progredir e alegrar-vos na fé. 26Assim, com a minha volta para junto de vós, vai aumentar ainda a razão de vos gloriardes em Cristo Jesus. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 41 (42) – Assim como a corça suspira pelas águas correntes, suspira igualmente minha alma por vós, ó meu Deus! R: Minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo! – Minha alma tem sede de Deus e deseja o Deus vivo. Quando terei a alegria de ver a face de Deus? R: Minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo! – Peregrino e feliz caminhando para a casa de Deus, entre gritos, louvor e alegria da multidão jubilosa. R: Minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo! Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 14, 1.7-11 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Tomai meu jugo sobre vós e aprendei de mim, que sou de coração humilde e manso! (Mt 11,29); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas: 1Aconteceu que, num dia de sábado, Jesus foi comer na casa de um dos chefes dos fariseus. E eles o observavam. 7Jesus notou como os convidados escolhiam os primeiros lugares. Então, contou-lhes uma parábola: 8“Quando tu fores convidado para uma festa de casamento, não ocupes o primeiro lugar. Pode ser que tenha sido convidado alguém mais importante do que tu, 9e o dono da casa, que convidou os dois, venha te dizer: ‘Dá o lugar a ele’. Então tu ficarás envergonhado e irás ocupar o último lugar. 10Mas, quando tu fores convidado, vai sentar-te no último lugar. Assim, quando chegar quem te convidou, te dirá: ‘Amigo, vem mais para cima’. E isso vai ser uma honra para ti diante de todos os convidados. 11Porque quem se eleva será humilhado, e quem se humilha será elevado”. – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comenário ao Evangelho por São Francisco de Sales, Bispo e Doutor da IgrejaPalestra 5 «Quem se humilha será exaltado» A humildade não consiste apenas em desconfiarmos de nós mesmos, mas também em confiarmos em Deus; a desconfiança de nós e das nossas próprias forças produz a confiança em Deus, e desta confiança nasce a generosidade de espírito. Nossa Senhora, a Santíssima Virgem, deu-nos um exemplo notável disto quando pronunciou estas palavras: «Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra» (Lc 1,38). Quando diz que é a serva do Senhor, demonstra uma enorme humildade, tanto mais que opõe o que diz aos louvores que o anjo lhe dirige: que será Mãe de Deus, que o Menino que sairá do seu ventre será chamado Filho do Altíssimo, uma dignidade maior do que se poderia imaginar; ora, ela opõe, como eu dizia, a todos estes louvores e grandezas a sua baixeza e a sua indignidade, afirmando que é a serva do Senhor. Mas reparai que, após ter prestado tributo à humildade, tem de imediato uma atitude de enorme generosidade ao dizer: «Faça-se em mim segundo a tua palavra». É certo, queria ela dizer, que não tenho qualquer capacidade para receber esta graça, tendo em consideração o que sou; mas na medida em que aquilo que é bom em mim pertence a Deus e em que aquilo que me dizes é a sua santa vontade, creio que pode fazer-se e se fará; e, sem a mínima hesitação, diz: «Faça-se em mim segundo a tua palavra». The post Evangelho do dia 2018-11-03 appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho
São Martinho De Porres, Religioso

São Martinho de Porres nasceu em Lima, Peru em 9 de Dezembro de 1579. Era filho ilegítmo de João de Porres, nobre espanhol pertencente à Ordem de Alcântara e de Ana Velásquez, negra alforriada. Ainda na infância foi reconhecido pelo pai, bem como a sua irmã Joana, tendo ambos siso levados para Guayaquil, onde ocupava um cargo na administração local. Quatro anos depois, foi o seu pai nomeado governador do Panamá, pelo que enviou o filho à mãe, em Lima (actual Peru), deixando a filha sob os cuidados de outros parentes. Martinho de Porres tornou-se aprendiz de Mateo Pastor, que exercia o ofício de cirurgião, dentista e barbeiro. Foi ali que o jovem mestiço aprendeu os rudimentos de medicina, que depois lhe seriam tão úteis no convento. Aos 15 anos, resolveu dedicar-se à vida religiosa, tentando entrar num convento da Ordem de São Domingos, o que não foi fácil dada a sua condição de pobre e mestiço. Foi no convento de Nossa Senhora do Rosário que Martinho quis entrar na qualidade de doado, isto é, quase escravo, aceitando servir, não como frade, mas como irmãos cooperador, o lugar mais baixo na hierarquia da Ordem. Comprometeu-se a servir toda a vida, sem nenhum vínculo com a comunidade, e com o único benefício de vestir o hábito religioso. Após o primeiro ano de prova, recebeu o hábito de cooperador. Mas isso não agradou ao orgulhoso pai, de quem levava o sobrenome. Dom João pediu aos superiores dominicanos que recebessem Martinho, de tão ilustre estirpe pelo lado paterno, ao menos na qualidade de irmão leigo. Ora, isso era contra as constituições da época, que não permitiam receber na Ordem pessoas de cor. O Superior quis que o próprio Martinho decidisse. “Eu estou contente neste estado – respondeu ele – porque no serviço de Deus não há inferiores nem superiores, e é meu desejo imitar o mais possível a Nosso Senhor, que se fez servo por nós”. Tal atitude encerrou a questão. A santidade estava impregnada nele, que além do talento especial para a medicina foi agraciado com dons místicos. Possuía muitos dons, como da profecia, da inteligência infusa, da cura, do poder sobre os animais e de estar em vários lugares ao mesmo tempo. Segundo a tradição, embora nunca tenha saído de Lima, há relatos de ter sido visto aconselhando e ajudando missionários na África, no Japão e até na China. Como são Francisco de Assis, dominava, influenciava e comandava os animais de todas as espécies, mesmo os ratos, que o seguiam a um simples chamado. A fama de sua santidade ganhou tanta força que as pessoas passaram a interferir na calma do convento, por isso o superior teve de proibi-lo de patrocinar os prodígios. Mas logo voltou atrás, pois uma peste epidêmica atingiu a comunidade e muitos padres caíram doentes. Então, Martinho associou às ervas a fé, e com o toque das mãos curou cada um deles. Encarregado da enfermaria do convento, auxiliava todos quantos se lhe dirigiam, fossem seus irmãos da comunidade, fosse pessoas da cidade. Além de cuidar da enfermaria, varria todo o convento, cuidava da rouparia, cortava o cabelo dos duzentos frades, e era o sineiro, dispensando ainda de seis a oito horas por dia à oração. Quando uma epidemia atingiu Lima, no convento do Rosário sessenta religiosos ficaram enfermos e muitos estavam numa seção fechada do convento. São Martinho teria passado a portas fechadas para cuidar deles, um fenômeno que encontraria residência. Martinho levava doentes para o convento, até que o Superior provincial, alarmado com o contágio, proibiu-o de continuar a fazê-lo. Sua irmã, que morava no país, ofereceu sua casa para alojar todos aqueles que a residência do religioso não poderia. Um dia ele encontrou na rua um pobre índio, sangrando até a morte por uma punhalada, e levou-o ao seu próprio quarto. O Superior, quando soube tudo isto, o repreendeu por desobediência. O Superior foi extremamente edificado pela sua resposta: “Perdoa meu erro, e por favor me instrui, porque eu não sabia que o preceito da obediência se sobrepõe ao da caridade.” Então o Superior deu-lhe liberdade para seguir as suas inspirações posteriormente no exercício da misericórdia. Tinha uma horta na qual ele mesmo cultivava as plantas que utilizava para suas medicinas. Estando doente o Bispo de La Paz, de passagem por Lima mandou que chamassem Frei Martinho para que o curasse. O simples contato da mão do doado em seu peito o livrou de grave moléstia que o levava ao túmulo. Foi um precioso amigo e colaborador de Santa Rosa de Lima e de Juan Macias, igualmente dominicanos. Além de todas essas atividades, Martinho saía também do convento para pedir esmolas para os mais necessitados. Martinho, com o corpo gasto pelo excesso de trabalho, jejum contínuo e penitência, faleceu aos 60 anos de idade, em 1639. Martinho foi beatificado em 1837 pelo Papa Gregório XVI e canonizado pelo Papa João XXIII em 1962. A sua festa litúrgica celebra-se a 3 de novembro. Fonte: http://bit.ly/2P5hWvr The post São Martinho de Porres, religioso appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
Dia De Finados

A caridade, mais forte do que a morte, uniu-as do céu à terra, e da terra ao purgatório, e é pelo mesmo sacrifício que nós agradecemos a Deus, a glória com a qual cumula os santos do céu, e imploramos a misericórdia para os santos do purgatório, santos ainda não perfeitos. A Igreja triunfante do céu, a Igreja militante da terra e a Igreja sofredora do purgatório, paciente, nada mais são que uma só mesma Igreja; que a caridade, mais forte que a morte as uniu do céu à terra, e da terra ao purgatório. São como três partes duma só e mesma procissão de santos, procissão que avança da terra ao céu. As almas do purgatório participarão daquela procissão um dia. Sim, porque ainda não tem, bem brancas, as vestimentas de festa, a roupa nupcial ainda guarda nódoas, aquelas nódoas que somente o sofrimento limpa. Então, como os contemporâneos de Noé, aqueles que não fizeram penitência senão no momento do dilúvio foram encerrados em prisões subterrâneas, até que Jesus Cristo lhes aparecesse, anunciando-lhes a libertação, quando de sua descida aos infernos. Como os fiéis da Igreja triunfante, os fiéis da Igreja militante e os fiéis da Igreja sofredora e paciente, são membros dum mesmo corpo – que é Jesus Cristo – e tanto uns como outros participam, interessam-se, condoem-se da glória, dos perigos, dos sofrimentos duns e doutros, tal qual os membros do corpo humano. Vejamos um exemplo: o pé está em perigo de saúde ou sofre dores: todos os membros do corpo jazem em comoção. Os olhos olham-no, as mãos protegem-nos, a voz chama por socorro, para afastar o mal ou o perigo. Uma vez afastado o mal, regozijam-se todos os membros. É o que acontece com o corpo vivo da Igreja universal. E vemos os heróis da Igreja militante, os ilustres Macabeus, assistidos pelos anjos e santos de Deus, especialmente pelo grande sacerdote Onias e pelo profeta Jeremias, rogar e oferecer sacrifícios por esses irmãos que estavam mortos pela causa de Deus, mas culpados desta ou daquela falta. No dia seguinte, depois duma vitória, Judas Macabeu e os seus surgiram para retirar os mortos e depositá-los no sepulcro dos antepassados e encontraram sobre as túnicas dos que estavam mortos coisas que haviam sido consagradas aos ídolos de Jamnia, que a lei proibia aos judeus tocar. Foi, pois, manifesto a todos que era por isso que haviam sido mortos. E todos louvaram o justo julgamento do Eterno, que descobre o que está escondido, e suplicaram-lhe que fosse esquecido o pecado cometido. Judas exortou o povo a que se preservasse do pecado, tendo diante dos olhos o que viera pelo pecado dos que haviam sucumbido. E, depois de ter feito uma coleta, enviou a Jerusalém duas mil dracmas de prata, para que fosse oferecido um sacrifício pelo pecado dos mortos, agindo muito bem, pensando que estava na ressurreição. Porque se não tivesse esperança de que os que vinham de sucumbir ressuscitassem um dia, seria supérfluo e tolo rogar pelos mortos. Judas, porém, considerava que uma grande misericórdia estava reservada aos que estão adormecidos na piedade. Santo e piedoso pensamento! Foi por isso que ofereceu um sacrifício de expiação pelos defuntos, para que fossem livres dos pecados. Tais são as palavras e reflexões da Escritura santa, segundo o texto grego, e as mesmas, mais ou menos, no latino. Nosso Senhor mesmo adverte, bastante claramente, que há um purgatório, quando nos recomenda em São Mateus e São Lucas: “Conciliai-Vos com vossos inimigos (a lei de Deus e a consciência) enquanto estais em caminho para irdes ao príncipe, não seja que este inimigo vos entregue ao juiz, o juiz ao executor, e que sejais metido numa prisão. Em verdade vos digo, dela não saireis, enquanto não pagardes o último óbolo.” Segundo essas palavras, está bem claro que há uma prisão de Deus, onde se é arrojado por dívidas para a com sua justiça, e donde não se sai – senão quando tudo estiver pago. Nosso Senhor, em São Mateus, disse-nos ainda: “Todo pecado e blasfêmia será perdoado aos homens, porém, a blasfêmia contra o Espírito Santo não será perdoada, nem neste século nem no futuro”. Onde se vê que os outros pecados podem ser perdoados neste século e no futuro, como o livro dos Macabeus diz expressamente dos pecados daqueles que estavam mortos pela causa de Deus. Do mesmo modo, no sacrifício da missa, a santa Igreja de Deus lembra os santos que com Ele reinam no céu, a fim de lhes agradecer pela glória e nos recomendar à sua intercessão. Doutro lado, suplica a Deus que se lembre dos servidores e servidoras que nos precederam no outro mundo com a chancela da fé, dignando-se conceder-lhes a estadia no refrigério na luz e na paz. A crença do purgatório e a oração pelos mortos acham-se em todos os doutores da Igreja, bem como nos atos dos mártires, notadamente nos atos de São Perpétuo, escritos por ele mesmo. Todos os santos rogaram pelos mortos. Santo Odilon, abade de Cluny, no século XI, tinha um zelo particular pelo que dizia respeito ao refrigério das almas do purgatório. Foi movido pela compaixão, pensando no sofrimento das almas do purgatório que, adiantando-se à Igreja, ordenou se rogasse pelas almas, tendo, destinado para isso um dia especial. Eis como Santo Odilon animou tal instituição, começando pelas terras que lhes estavam afetas ao sacerdócio. (…) Quanto ao purgatório, nada de certo se sabe. Eis porém, o que se lê nas revelações de Santa Francisca de Roma, revelações que a Igreja autoriza a crer, sem, entretanto, a elas nos obrigar. Numa visão, a santa foi conduzida do inferno ao purgatório, que, igualmente está dividido em três zonas ou esferas, uma sobre a outra. Ao entrar, Santa Francisca leu esta inscrição: Maria, Mãe de Misericórdia, intercede por aquelas almas, que estão à espera da liberação Nossa Senhora do Purgatório, Igreja de Sta. Brígida, Montreal Aqui é o purgatório, lugar de esperança, onde se faz um intervalo. A zona inferior é toda
Evangelho Do Dia 2018-11-02

Sexta-feira, 02 de Novembro de 2018. Santo do dia: Comemoração de Todos os Fiéis DefuntosCor litúrgica: roxo Evangelho do dia: São Mateus 25, 31-46 Primeira leitura: Isaías 25, 6-9Leitura do livro do profeta Isaías: Naquele dia, 6o Senhor dos exércitos dará neste monte, para todos os povos, um banquete de ricas iguarias. 7Ele removerá, neste monte, a ponta da cadeia que ligava todos os povos, a teia em que tinha envolvido todas as nações. 8O Senhor Deus eliminará para sempre a morte, e enxugará as lágrimas de todas as faces, e acabará com a desonra do seu povo em toda a terra; o Senhor o disse. 9Naquele dia se dirá: “Este é o nosso Deus, esperamos nele, até que nos salvou; este é o Senhor, nele temos confiado: vamos alegrar-nos e exultar por nos ter salvo”. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 24 (25) – Recordai, Senhor meu Deus, vossa ternura e a vossa compaixão, que são eternas! De mim lembrai-vos, porque sois misericórdia e sois bondade sem limites, ó Senhor! R: Senhor meu Deus, a vós elevo a minha alma. – Aliviai meu coração de tanta angústia e libertai-me das minhas aflições! Considerai minha miséria e sofrimento e concedei vosso perdão aos meus pecados! R: Senhor meu Deus, a vós elevo a minha alma. – Defendei a minha vida e libertai-me; em vós confio, que eu não seja envergonhado! Que a retidão e a inocência me protejam, pois em vós eu coloquei minha esperança! R: Senhor meu Deus, a vós elevo a minha alma. Segunda leitura: Romanos 8, 14-23Leitura da carta de São Paulo aos Romanos: Irmãos, 14todos aqueles que se deixam conduzir pelo Espírito de Deus são filhos de Deus. 15De fato, vós não recebestes um espírito de escravos, para recairdes no medo, mas recebestes um espírito de filhos adotivos, no qual todos nós clamamos: Abá, ó Pai! 16O próprio Espírito se une ao nosso espírito para nos atestar que somos filhos de Deus. 17E, se somos filhos, somos também herdeiros – herdeiros de Deus e coerdeiros de Cristo; se realmente sofremos com ele, é para sermos também glorificados com ele. 18Eu entendo que os sofrimentos do tempo presente nem merecem ser comparados com a glória que deve ser revelada em nós. 19De fato, toda a criação está esperando ansiosamente o momento de se revelarem os filhos de Deus. 20Pois a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua livre vontade, mas por sua dependência daquele que a sujeitou; 21também ela espera ser libertada da escravidão da corrupção e, assim, participar da liberdade e da glória dos filhos de Deus. 22Com efeito, sabemos que toda a criação, até o tempo presente, está gemendo como que em dores de parto. 23E não somente ela, mas nós também, que temos os primeiros frutos do Espírito, estamos interiormente gemendo, aguardando a adoção filial e a libertação para o nosso corpo. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 25, 31-46 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Benditos do Pai, apossai-vos do Reino, que foi preparado bem desde o começo! (Mt 25,34); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus: Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 31“Quando o Filho do homem vier em sua glória, acompanhado de todos os anjos, então se assentará em seu trono glorioso. 32Todos os povos da terra serão reunidos diante dele, e ele separará uns dos outros, assim como o pastor separa as ovelhas dos cabritos. 33E colocará as ovelhas à sua direita e os cabritos à sua esquerda. 34Então o rei dirá aos que estiverem à sua direita: ‘Vinde, benditos de meu Pai! Recebei como herança o reino que meu Pai vos preparou desde a criação do mundo! 35Pois eu estava com fome e me destes de comer; eu estava com sede e me destes de beber; eu era estrangeiro e me recebestes em casa; 36eu estava nu e me vestistes; eu estava doente e cuidastes de mim; eu estava na prisão e fostes me visitar’. 37Então os justos lhe perguntarão: ‘Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer? Com sede e te demos de beber? 38Quando foi que te vimos como estrangeiro e te recebemos em casa, e sem roupa e te vestimos? 39Quando foi que te vimos doente ou preso e fomos te visitar?’ 40Então o rei lhes responderá: ‘Em verdade eu vos digo que, todas as vezes que fizestes isso a um dos menores de meus irmãos, foi a mim que o fizestes!’ 41Depois o rei dirá aos que estiverem à sua esquerda: ‘Afastai-vos de mim, malditos! Ide para o fogo eterno, preparado para o diabo e para os seus anjos. 42Pois eu estava com fome e não me destes de comer; eu estava com sede e não me destes de beber; 43eu era estrangeiro e não me recebestes em casa; eu estava nu e não me vestistes; eu estava doente e na prisão e não fostes me visitar’. 44E responderão também eles: ‘Senhor, quando foi que te vimos com fome ou com sede, como estrangeiro ou nu, doente ou preso, e não te servimos?’ 45Então o rei lhes responderá: ‘Em verdade eu vos digo, todas as vezes que não fizestes isso a um desses pequeninos, foi a mim que não o fizestes!’ 46Portanto, estes irão para o castigo eterno, enquanto os justos irão para a vida eterna”. – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho por Santo Ambrósio, Bispo e Doutor da IgrejaSobre a morte de seu irmão, § 6 «Ao ver Maria a chorar e os judeus que a acompanhavam a chorar também, Jesus suspirou profundamente e comoveu-Se» (Jo 11,33) Porque te chorarei, meu irmão que tanto amava e que me foste tirado […]? Na verdade, a minha relação contigo não desapareceu, apenas se alterou completamente para mim: até agora, era inseparável do corpo, a partir de agora tornou-se inseparável dos sentimentos. Tu permaneces comigo, e permanecerás para sempre. […] O apóstolo Paulo recorda-mo e põe uma espécie de freio à minha dor com as seguintes palavras […]: «Irmãos, não queremos deixar-vos na ignorância a respeito dos que faleceram, para não andardes tristes como os outros, que não têm
Evangelho Do Dia 2018-11-01

Quinta-feira, 01 de Novembro de 2018. Santo do dia: Beatos Pedro Paulo Navarro, presbítero, Dionísio Fujishima e Pedro Onizuka Sandayu, religiosos jesuítas, e Clemente Kyuemon, catequistaCor litúrgica: verde Evangelho do dia: São Lucas 13, 31-35 Primeira leitura: Efésios 6, 10-20Leitura da carta de São Paulo aos Efésios: 10Para terminar, irmãos, confortai-vos no Senhor e, no domínio de sua força, 11revesti-vos da armadura de Deus, para estardes em condições de enfrentar as manobras do diabo. 12Pois não é a homens que enfrentamos, mas as autoridades, os poderes, as dominações deste mundo de trevas, os espíritos do mal que estão nos céus. 13Revesti, portanto, a armadura de Deus, a fim de que no dia mau possais resistir e permanecer firmes em tudo. 14De pé, portanto! Cingi os vossos rins com a verdade, revesti-vos com a couraça da justiça 15e calçai os vossos pés com a prontidão em anunciar o evangelho da paz. 16Tomai o escudo da fé, o qual vos permitirá apagar todas as flechas ardentes do maligno. 17Tomai, enfim, o capacete da salvação e o gládio do espírito, isto é, a palavra de Deus. 18Com preces e súplicas de vária ordem, orai em todas as circunstâncias, no Espírito, e vigiai com toda a perseverança, intercedendo por todos os santos. 19Orai também por mim, para que a palavra seja colocada em minha boca para anunciar corajosamente o mistério do evangelho, 20do qual sou embaixador acorrentado. Possa eu, como é minha obrigação, proclamá-lo com toda a ousadia. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 143 (144) – Bendito seja o Senhor, meu rochedo, que adestrou minhas mãos para a luta e os meus dedos treinou para a guerra! R: Bendito seja o Senhor, meu rochedo! – Ele é meu amor, meu refúgio, libertador, fortaleza e abrigo; é meu escudo: é nele que espero, ele submete as nações a meus pés. R: Bendito seja o Senhor, meu rochedo! – Um canto novo, meu Deus, vou cantar-vos, nas dez cordas da harpa louvar-vos, a vós que dais a vitória aos reis e salvais vosso servo Davi. R: Bendito seja o Senhor, meu rochedo! Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 13, 31-35 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Bendito é o rei que vem em nome do Senhor! Glória a Deus nos altos céus e na terra paz aos homens! (Lc 19,38;2,14); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas: 31Naquela hora, alguns fariseus aproximaram-se e disseram a Jesus: “Tu deves ir embora daqui, porque Herodes quer te matar”. 32Jesus disse: “Ide dizer a essa raposa: eu expulso demônios e faço curas hoje e amanhã; e no terceiro dia terminarei o meu trabalho. 33Entretanto, preciso caminhar hoje, amanhã e depois de amanhã, porque não convém que um profeta morra fora de Jerusalém. 34Jerusalém, Jerusalém! Tu que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes eu quis reunir teus filhos como a galinha reúne os pintainhos debaixo das asas, mas tu não quiseste! 35Eis que vossa casa ficará abandonada. Eu vos digo, não me vereis mais, até que chegue o tempo em que vós mesmos direis: ‘Bendito aquele que vem em nome do Senhor’”. – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor The post Evangelho do dia 2018-11-01 appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho
Dia De Todos Os Santos E Fiéis Defuntos

UM LUGAR DE PURIFICAÇÃO Que local misterioso é esse entre a terra e o Céu, cujos “habitantes” pedem veementemente nossa ajuda e também podem nos beneficiar? Carlos Werner Benjumea Entra em acordo sem demora com o teu adversário, enquanto estás em caminho com ele, para não suceder que te entregue ao juiz, e o juiz te entregue ao seu ministro e sejas posto em prisão. Em verdade te digo: dali não sairás antes de teres pago o último centavo” (Mt 5, 25-26). Jesus estava falando aos Apóstolos a respeito das punições que esperam os pecadores após a morte. Antes se referira ao fogo da geena – o Inferno -, uma prisão perpétua, eterna. Mas aqui Ele fala de um cárcere do qual se poderá sair, desde que seja pago o débito, até o último centavo. Essa prisão temporária, um estado de purificação para os que morrem cristãmente sem terem atingido a perfeição, é o Purgatório. Lugar misterioso, mas onde reina a esperança e os gemidos de dor são entremeados por cânticos de amor a Deus. Caro leitor, eis um assunto do qual se fala pouco, mas cujo conhecimento é vital para nós e para nossos entes querido s que já partiram desta vida. Convido-o a repassar comigo diversos aspectos desse importante tema. A festa de Finados No dia 2 de novembro, a sagrada Liturgia se lembra de modo especial dos fiéis defuntos. Depois de ter celebrado – n Santo Odilon instituiu no calendário cluniacense a “Festa dos Mortos” (Vitral do museu de Cluny) o dia anterior, festa de Todos os Santos – os triunfos de seus filhos que já alcançaram a glória do Céu, a Igreja dirige seu maternal desvelo para aqueles que sofrem no Purgatório e clamam com o salmista: “Tirai-me desta prisão, para que possa agradecer ao vosso nome. Os justos virão rodear-me, quando me tiverdes feito este benefício” (Sl 141, 8). A gênese dessa celebração está na famosa abadia de Cluny, quando seu quinto Abade, Santo Odilon, instituiu no calendário litúrgico cluniacense a “Festa dos Mortos”, dando especial oportunidade a seus monges de interceder pelos defuntos, ajudando-os a alcançarem a bemaventurança do Céu. A partir de Cluny, essa comemoração foi-se estendendo entre os fiéis até ser incluída no Calendário Litúrgico da Igreja, tornando- se uma devoção habitual, em todo o mundo católico. Talvez o leitor, como milhares de outros fiéis, tenha o costume de visitar o cemitério nesse dia, para recordar os familiares e amigos falecidos, e por eles orar. Muitos cristãos, porém, não prestam ouvidos aos apelos de seu coração, que os move a sentir saudades de seus entes queridos e a aliviálos com uma prece. Talvez por falta de cultura religiosa, ou por falta de alguém que as incentive ou oriente, muitas pessoas nem vêem a necessidade de rezar pelas almas dos falecidos. A inúmeras outras, a existência do Purgatório causa estranheza e antipatia. Seja como for, tanto por amor às almas que esperam ver-se livres de suas manchas para entrarem no Paraíso, quanto para estimular em nós a caridade para com esses irmãos necessitados, como também para nosso próprio proveito, vejamos o “porquê” e o “para quê” da existência do Purgatório. Purificação necessária para entrar no Céu Sabemos que a Igreja Católica é una. É o que rezamos no Credo. Entretanto, os membros da Igreja não estão todos aqui, entre nós, mas em lugares diversos, como diz o Concílio Vaticano II. Alguns “peregrinam sobre a terra, outros, passada esta vida, são purificados, outros, finalmente, são glorificados” (Lumen Gentium, 49). Entre a terra e o Céu não é raro acontecer, no itinerário da alma fiel, um estágio intermediário de purificação. Segundo nos ensina o Catecismo da Igreja Católica, por aí passam “os que morrem na graça e na amizade de Deus, mas não estão perfeitamente purificados”. Por isso “passam, após sua morte, por uma purificação, a fim de obter a santidade necessária para entrar na alegria do Céu” (nº 1030). Esse estado de purificação nada tem a ver com o castigo dos condenados ao Inferno, pois as almas do Purgatório têm a certeza de haver conquistado o Céu, mesmo que sua entrada ali tenha sido adiada por causa de seus resíduos de pecado. A primeira epístola aos Coríntios faz referência ao exame a que serão submetidos os cristãos, os quais, havendo recebido a Fé, devem continuar em si a obra de sua santificação. Cada um será examinado no respeitante ao grau de perfeição que atingiu: “Se alguém edifica sobre este fundamento, com ouro, ou com prata, ou com pedras preciosas, com madeira, ou com feno, ou com palha, a obra de cada um aparecerá. O dia (do julgamento) demonstrá- lo-á. Será descoberto pelo fogo; o fogo provará o que vale o trabalho de cada um. Se a construção resistir, o construtor receberá a recompensa. Se pegar fogo, arcará com os danos. Ele será salvo, porém passando de alguma maneira através do fogo” (1Cor 3, 12-15). “Ele será salvo”, diz o Apóstolo, excluindo o fogo do Inferno, no qual ninguém pode ser salvo, e se referindo ao fogo temporário do Purgatório. Comentando este e outros trechos da Sagrada Escritura, a Tradição da Igreja nos fala do fogo destinado a limpar a alma, como explica São Gregório Magno em seus Diálogos: “Com relação a certas faltas leves, é necessário crer que, antes do Juízo, existe um fogo purificador, como afirma Aquele que é a Verdade, ao dizer que, se alguém pronunciou uma blasfêmia contra o Espírito Santo, essa pessoa não será perdoada nem neste século nem no futuro (Mt 12, 31). Por essa frase, podemos entender que algumas faltas podem ser perdoadas neste século, mas outras no século futuro”. Por que existe o Purgatório? Será Deus tão rigoroso a ponto de não tolerar nem mesmo a menor imperfeição, limpando-a com penas severas? Esta pergunta facilmente pode nos vir à mente. Em primeiro lugar, devemos nos lembrar desta verdade: depois de nossa morte, não seremos julgados segundo nossos próprios critérios, pois “o que o homem vê não
Evangelho Do Dia 2018-10-31

Quarta-feira, 31 de Outubro de 2018. Santo do dia: Beato Tomás de Florença Bellaci, religiosoCor litúrgica: verde Evangelho do dia: São Lucas 13, 22-30 Primeira leitura: Efésios 6, 1-9Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios: 1Filhos, obedecei aos vossos pais, no Senhor, pois isto é que é justo. 2’Honra teu pai e tua mãe’ – é o primeiro mandamento – que vem acompanhado de uma promessa: 3’a fim de que tenhas felicidade e longa vida sobre a terra’. 4Vós, pais, não revolteis os vossos filhos contra vós, mas, para educá-los, recorrei à disciplina e aos conselhos que vêm do Senhor. 5Escravos, obedecei aos vossos senhores deste mundo com respeito e tremor, de coração sincero, como a Cristo, 6não para servir aos olhos, como quem busca agradar aos homens, mas como escravos de Cristo, que se apressam em fazer a vontade de Deus. 7Servi de boa vontade, como se estivésseis servindo ao Senhor, e não a homens. 8Vós o sabeis: o bem que cada um tiver feito, seja ele escravo ou livre, ele tornará a recebê-lo do Senhor. 9E vós, senhores, fazei o mesmo para com os escravos. Deixai de lado a ameaça; vós sabeis que o Senhor deles e vosso está nos céus e diante dele não há acepção de pessoas. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 144 (145) – Que vossas obras, ó Senhor, vos glorifiquem, e os vossos santos com louvores vos bendigam! Narrem a glória e o esplendor do vosso reino e saibam proclamar vosso poder! R: O Senhor cumpre sempre suas promessas! – Para espalhar vossos prodígios entre os homens e o fulgor de vosso reino esplendoroso. O vosso reino é um reino para sempre, vosso poder, de geração em geração. R: O Senhor cumpre sempre suas promessas! – O Senhor é amor fiel em sua palavra, é santidade em toda obra que ele faz. Ele sustenta todo aquele que vacila e levanta todo aquele que tombou. R: O Senhor cumpre sempre suas promessas! Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 13, 22-30 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Pelo evangelho o Pai nos chamou, a fim de alcançarmos a glória de nosso Senhor Jesus Cristo (2Ts 2,14); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas: Naquele tempo: 22Jesus atravessava cidades e povoados, ensinando e prosseguindo o caminho para Jerusalém. 23Alguém lhe perguntou: ‘Senhor, é verdade que são poucos os que se salvam?’ Jesus respondeu: 24’Fazei todo esforço possível para entrar pela porta estreita. Porque eu vos digo que muitos tentarão entrar e não conseguirão. 25Uma vez que o dono da casa se levantar e fechar a porta, vós, do lado de fora, começareis a bater, dizendo: `Senhor, abre-nos a porta!’ Ele responderá: `Não sei de onde sois.’ 26Então começareis a dizer: `Nós comemos e bebemos diante de ti, e tu ensinaste em nossas praças!’ 27Ele, porém, responderá: `Não sei de onde sois. Afastai-vos de mim todos vós que praticais a injustiça!’ 28Ali haverá choro e ranger de dentes, quando virdes Abraão, Isaac e Jacó, junto com todos os profetas no Reino de Deus, e vós, porém, sendo lançados fora. 29Virão homens do oriente e do ocidente, do norte e do sul, e tomarão lugar à mesa no Reino de Deus. 30E assim há últimos que serão primeiros, e primeiros que serão últimos.’ – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho por São Leão Magno, Papa e Doutor da Igreja3.ª homilia para a Epifania «Virão muitos do Oriente e do Ocidente, do Norte e do Sul, e sentar-se-ão à mesa no reino de Deus» Nos últimos tempos (1Pe 1,20), Deus, na sua bondade misericordiosa, quis vir em socorro do mundo que perecia e decidiu que a salvação de todas as nações se faria em Cristo. […] Foi por elas que Abraão recebeu outrora a promessa de uma descendência inumerável, não gerada pela carne, mas pela fé. E esta geração é comparada à multidão das estrelas do céu (Gn 15,5), porque do pai de todas as nações não é esperada uma posteridade terrena, mas celeste. […] Portanto, que «entre a totalidade das nações» (Rom 11,25), que todos os povos entrem na família dos patriarcas. Que os filhos da promessa recebam a bênção da raça de Abraão (Rom 9,8). […] Que todas as nações da Terra venham adorar o Criador do universo. Que Deus não seja conhecido unicamente na Judeia, mas em todo o mundo, e que em toda a parte «o seu nome seja grande como em Israel» (Sl 75,2). […] Irmãos, instruídos nestes mistérios da graça divina, em espírito de alegria, celebremos o chamamento das nações. Demos graças ao Deus da misericórdia «que nos chama a tomar parte na herança dos santos, na luz divina. Ele nos libertou do poder das trevas e nos transferiu para o reino do seu amado Filho» (Col 1,12-13). Como anuncia o profeta Isaías […], «hão de invocar-Te nações que não Te conheciam; povos que Te ignoravam acorrerão a Ti» (55,5). Abraão viu esse dia e rejubilou (Jo 8,56) quando soube que os seus filhos segundo a fé seriam abençoados na sua descendência, isto é, em Cristo. Na fé, viu-se «pai de uma multidão de povos» e «deu glória a Deus, plenamente convencido de que Ele tinha poder para realizar o que havia prometido» (Rom 4,18-21). The post Evangelho do dia 2018-10-31 appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho
Santo Afonso Rodríguez, Jesuíta, Porteiro De Colégio

Afonso Rodríguez exerceu a princípio a profissão de mercador de tecidos na cidade de Segóvia, onde nasceu no dia 25 de julho de 1531. Deus, porém, que o chamava a uma vida mais perfeita, permitiu-lhe padecer uma série de provações, destinadas a desapegá-lo completamente do mundo. Sofreu alguns prejuízos consideráveis no negócio, depois que a morte lhe levou a esposa e uma filha, às quais amava ternamente. Contudo, restava-lhe um filho, poderoso consolo para tão aflito coração; mas este morreu pouco tempo depois de sua mãe e de sua irmã. Afonso, adorando a mão de Deus que o feria, desde então se dedicou totalmente às obras de mortificação cristã, e entregou-se à prática de grandes austeridades. Assim passou três anos, consultando Deus e suplicando-lhe que lhe desse a conhecer a sua vontade. Foi então que se decidiu pela Companhia de Jesus, na qual entrou no ano de 1509, e pronunciou os votos finais em 5 de abril de 1585. Seus superiores confiaram-lhe o cargo de porteiro do colégio de Maiorca, humilde função que o santo religioso desempenhou até o fim de sua vida, durante numerosos anos. Foi neste posto, aparentemente tão insignificante, que se elevou à mais alta santidade, conservando a idéia de Deus continuamente presente no seu espírito, vivendo em permanente mortificação, obedecendo com humildade perfeita aos seus superiores, e dando provas de uma ilimitada caridade, de uma complacência e uma mansuetude inalteráveis, fosse em relação a seus irmãos, fosse em relação aos alunos e aos estrangeiros que freqüentavam o colégio. Várias vezes, viram-no arrebatado em êxtase enquanto orava, mas os dons de Deus não lhe enchiam de vaidade o coração. Afonso Rodríguez considerava-se o maior dos pecadores e os favores que recebia do Senhor só serviam para incutir nele sentimentos da mais profunda humildade. Esse santo religioso morreu no dia 31 de outubro de 1617, com a idade de oitenta e seis anos, e foi considerado objeto de uma veneração toda especial, tanto por parte do povo do lugar, como por parte de seus irmãos. No ano de 1627, o Papa Urbano VIII começou a informar-se sobre as suas virtudes. Foi beatificado por Leão XII, em 20 de setembro de 1828, e canonizado por Pio IX. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XVIII, p. 94-95) The post Santo Afonso Rodríguez, Jesuíta, Porteiro de Colégio appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
Evangelho Do Dia 2018-10-30

Terça-feira, 30 de Outubro de 2018. Santo do dia: Beato Terêncio Alberto O’Brien, Bispo e mártirCor litúrgica: verde Evangelho do dia: São Lucas 13, 18-21 Primeira leitura: Efésios 5, 21-33Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios: Irmãos: 21Vós que temeis a Cristo, sede solícitos uns para com os outros. 22As mulheres sejam submissas aos seus maridos como ao Senhor. 23Pois o marido é a cabeça da mulher, do mesmo modo que Cristo é a cabeça da Igreja, ele, o Salvador do seu Corpo. 24Mas como a Igreja é solícita por Cristo, sejam as mulheres solícitas em tudo pelos seus maridos. 25Maridos, amai as vossas mulheres, como o Cristo amou a Igreja e se entregou por ela. 26Ele quis assim torná-la santa, purificando-a com o banho da água unida à Palavra. 27Ele quis apresentá-la a si mesmo esplêndida, sem mancha nem ruga, nem defeito algum, mas santa e irrepreensível. 28Assim é que o marido deve amar a sua mulher, como ao seu próprio corpo. Aquele que ama a sua mulher ama-se a si mesmo. 29Ninguém jamais odiou a sua própria carne. Ao contrário, alimenta-a e cerca-a de cuidados, como o Cristo faz com a sua Igreja; 30e nós somos membros do seu corpo! 31Por isso o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher, e os dois serão uma só carne. 32Este mistério é grande, e eu o interpreto em relação a Cristo e à Igreja. 33Em todo caso, cada um, no que lhe toca, deve amar a sua mulher como a si mesmo; e a mulher deve respeitar o seu marido. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 127 (128) – Feliz és tu se temes o Senhor e trilhas seus caminhos! Do trabalho de tuas mãos hás de viver, serás feliz, tudo irá bem! R: Felizes todos que respeitam o Senhor! – A tua esposa é uma videira bem fecunda no coração da tua casa; os teus filhos são rebentos de oliveira ao redor de tua mesa. R: Felizes todos que respeitam o Senhor! – Será assim abençoado todo homem que teme o Senhor. O Senhor te abençoe de Sião, cada dia de tua vida. R: Felizes todos que respeitam o Senhor! Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 13, 18-21 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, pois revelaste os mistérios do teu Reino aos pequeninos, escondendo-os aos doutores! (Mt 11,25); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas: Naquele tempo: 18Jesus dizia: ‘A que é semelhante o Reino de Deus, e com que poderei compará-lo? 19Ele é como a semente de mostarda, que um homem pega e atira no seu jardim. A semente cresce, torna-se uma grande árvore, e as aves do céu fazem ninhos nos seus ramos.’ 20Jesus disse ainda: ‘Com que poderei ainda comparar o Reino de Deus? 21Ele é como o fermento que uma mulher pega e mistura com três porções de farinha, até que tudo fique fermentado.’ – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho por São Máximo de Turim, BispoCC Sermão 25; PL 57, 509ss. «Se o grão de trigo, lançado à terra, não morrer, fica só; mas, se morrer, dá muito fruto» (Jo 12, 24) Um homem tomou um grão de mostarda e deitou-o no seu quintal; «cresceu, tornou-se árvore e as aves do céu vieram abrigar-se nos seus ramos». Procuremos ver a quem se aplica tudo isto. […] Penso que a comparação se aplica mais precisamente a Cristo Nosso Senhor, que, ao nascer na humildade da condição humana, qual semente, sobe finalmente ao Céu como árvore. Cristo é o grão esmagado na Paixão, que Se torna uma árvore na ressurreição. Sim, Ele é grão quando, faminto, sofre por falta de alimento; é árvore quando, com cinco pães, satisfaz a fome a cinco mil pessoas (Mt 14,13s). Ali, experimenta o despojamento da sua condição humana, aqui espalha a saciedade pela força da sua divindade. Diria que o Senhor é grão quando é ferido, desprezado, insultado; e árvore quando devolve a vista aos cegos, reanima os mortos e perdoa os pecados. Ele mesmo reconhece que é grão: «Se o grão de trigo lançado à terra não morrer…» (Jo 12,24). The post Evangelho do dia 2018-10-30 appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho
São Marcelo, Centurião – Mártir

I Aos 5 das calendas de agosto, sob o consulado de Fausto e de Galo, Marcelo, centurião, tendo comparecido diante do governador Astásio Fortunato, este lhe perguntou: – É verdade que julgas bom, contra a disciplina, tirar o centurião e arrojar por terra a espada e a cepa de vinho? São Marcelo respondeu: – Sim a 12 das calendas de agosto, quando celebraste a festa do teu imperador, eu já havia declarado em alta voz que era cristão e que não o poderia mais servir como oficial. Não sirvo senão a Jesus Cristo, o Filho de Deus Todo-poderoso. – Fortunato replicou: – Causaste um escândalo. Não posso abafar o sucedido. Sou obrigado a encaminhar-se aos nossos senhores Augustos e Césares. Tu serás, pois, enviado ao tribunal de meu senhor Agricolano. II Manílio Fortunato, ao seu querido Agricolano, saudações. Quando celebramos o dia tão bem-aventurado e tão jubiloso para todo o universo do próprio nascimento de nossos Augustos e Césares, eu te informo, Senhor Aurélio Agricolano, que Marcelo, centurião ordinário, presa de não sei que loucura, despojou-se espontaneamente do seu boldrié e achou bom arrojar diante das tropas de nossos senhores a espada e a cepa que trazia. Vi-me, então, na necessidade de enviar o caso à tua jurisdição, e de te conduzir o inculpado. III Sob o consulado de Fausto e de Galo, aos 3 das calendas de novembro, em Tingi, Marcelo, centurião, foi introduzido diante do juiz. Leitura foi feita das peças pelo escrivão. O governador Fortunato conferiu a tua jurisdição a Marcelo aqui presente. Eis a carta escrita a este respeito e a qual vai ser lida, se tu o ordenares. Agricolano pronunciou: – Que seja lida. – Depois da leitura, Agricolano perguntou ao acusado: – Disseste o que foi consignado na ata? – Eu o disse. – Cada uma destas palavras? – Sim. – Tu servias como centurião ordinário? – Sim. – Que loucura furiosa te possuiu, para repudiares teus juramentos e seguires estas aberrações? – Não há loucura no temor de Deus. – Tu te despojastes das armas? – Sim. Não convém a um cristão aplicar-se nos serviços do século. Ele serve o Cristo Senhor. Agricolano concluiu: – O caso de Marcelo é o dos que sanciona a disciplina. Ouvimos que Marcelo, que servia na qualidade de centurião ordinário, publicamente repudiou, e em termos infamantes, o juramente militar, e que, ademais, como consta da ata do governador, valeu-se de palavras furiosas; fica, pois, decidido que será castigado pela espada. Quando o levavam para o suplício, o mesmo Marcelo disse: – Agricolano, Deus te abençoe! Era bem assim que Marcelo, o mártir glorioso, devia deixar o mundo. Resumo do martirológio: Em Tanger, na Mauritânia, a paixão de São Marcelo, centurião, pai dos santos mártires Claudio, Lupércio e Vitório: teve a cabeça cortada e assim consumiu o martírio sob Agricolano, lugar-tenente do prefeito do pretório em 298. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XVIII, p. 80 à 82) The post São Marcelo, Centurião – Mártir appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
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