São Paulino, Arcebispo De York

São Paulino foi o primeiro missionário cristão de Nortúmbria, o mais importante dos reinos da Inglaterra, no século VII. Monge de Santo André do Célio, São Gregório, o Grande, enviou-o com Santo Agostinho, mais a Melito, Justos e outros, à Inglaterra. São Paulino foi quem acompanhou Etelburga, irmã do rei Eadbaldo de Kent, quando aquela princesa se dirigiu à corte de Nortúmbria para desposar a rei Eduíno, que ainda era pagão. Convertido o rei, Paulino batizou-o pela Páscoa de 627, quando, então, grande número de súditos o imitou, convertendo-se e recebendo as águas salvadoras. Com o apoio de Eduíno, São Paulino estabeleceu a sede episcopal em York. Falecido em outubro de 644, onze anos depois da morte do rei, assassinado por Penda de Mércia, foi enterrado na catedral. (Vida dos Santos, Padre Rohbacher, Volume XVIII, p. 86-87) The post São Paulino, Arcebispo de York appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
Evangelho Do Dia 2018-10-10

Quarta-feira, 10 de Outubro de 2018. Santo do dia: Beata Ângela Maria Truszkowska, virgemCor litúrgica: verde Evangelho do dia: São Lucas 11, 1-4 Primeira leitura: Gálatas 2, 1-2.7-14Leitura da Carta de São Paulo aos Gálatas: Irmãos: 1Quatorze anos mais tarde, subi, de novo, a Jerusalém, com Barnabé, levando também Tito comigo. 2Fui lá, por causa de uma revelação. Expus-lhes o evangelho que tenho pregado entre os pagãos, o que fiz em particular aos líderes da Igreja, para não acontecer estivesse eu correndo em vão ou tivesse corrido em vão. 7Pelo contrário, viram que a evangelização dos pagãos foi confiada a mim, como a Pedro foi confiada a evangelização dos judeus. 8De fato, aquele que preparou Pedro para o apostolado entre os judeus preparou-me também a mim para o apostolado entre os pagãos. 9Reconhecendo a graça que me foi dada, Tiago, Cefas e João, considerados as colunas da Igreja, deram-nos a mão, a mim e a Barnabé, como sinal de nossa comunhão recíproca. Assim ficou confirmado que nós iríamos aos pagãos e eles iriam aos judeus. 10O que nos recomendaram foi somente que nos lembrassemos dos pobres. E isso procurei fazer sempre, com toda a solicitude. 11Mas, quando Cefas chegou a Antioquia, opus-me a ele abertamente, pois ele merecia censura. 12Com efeito, antes que chegassem alguns da comunidade de Tiago, ele tomava refeição com os gentios. Mas, depois que eles chegaram, Cefas começou a esquivar-se e a afastar-se, por medo dos circuncidados. 13E os demais judeus acompanharam-no nessa dissimulação, a ponto de até Barnabé se deixar arrastar pela hipocrisia deles. 14Quando vi que não estavam procedendo direito, de acordo com a verdade do Evangelho, disse a Cefas, diante de todos: ‘Se tu, que és judeu, vives como pagão e não como judeu, como podes obrigar os pagãos a viverem como judeus? – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 116 (117) – Cantai louvores ao Senhor, todas as gentes, povos todos, festejai-o! R: Ide, por todo o mundo, e a todos pregai o Evangelho. – Pois comprovado é seu amor para conosco, para sempre ele é fiel! R: Ide, por todo o mundo, e a todos pregai o Evangelho. Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 11, 1-4 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Recebestes um espírito de adoção, no qual clamamos Aba! Pai! (Rm 8,15); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas: 1Um dia, Jesus estava rezando num certo lugar. Quando terminou, um de seus discípulos pediu-lhe: ‘Senhor, ensina-nos a rezar, como também João ensinou a seus discípulos.’ 2Jesus respondeu: ‘Quando rezardes, dizei: ‘Pai, santificado seja o teu nome. Venha o teu Reino. 3Dá-nos a cada dia o pão de que precisamos, 4e perdoa-nos os nossos pecados, pois nós também perdoamos a todos os nossos devedores; e não nos deixes cair em tentação’.’ – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário por Beato Columba Marmion, AbadeA união a Deus em Cristo nas cartas de direção espiritual de Dom Marmion A confiança filial A consideração que faz das suas faltas é inteiramente verdadeira: as faltas que têm origem na nossa fragilidade, e que são realmente detestadas, não impedem que Deus nos ame. Pelo contrário, suscitam a sua compaixão: «Como um pai se compadece dos filhos, assim o Senhor Se compadece dos que O temem, […] Ele não Se esquece de que somos pó da terra» (Sl 102,13.14). A grande devoção de São Paulo consistia em que se apresentar diante do Pai celeste com todas as suas enfermidades; e, como se considerou sempre um membro de Cristo, tais enfermidades eram as do próprio Cristo: «Prefiro gloriar-me nas minhas fraquezas, para que habite em mim a força de Cristo» (2Cor 12,9). Esforce-se portanto por se encher deste espírito de confiança de menino para com Deus. Parece-me que, quanto mais intimamente unido me encontro ao nosso divino Senhor, mais Ele me atrai a seu Pai – e mais me quer encher do seu espírito filial. É este o espírito da Nova Lei: «Vós não recebestes um Espírito que vos escravize e volte a encher-vos de medo; mas recebestes um Espírito que faz de vós filhos adotivos. É por Ele que clamamos: “Abbá, ó Pai!”» (Rom 8,15) The post Evangelho do dia 2018-10-10 appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho
Santa Públia, Abadessa – Século IV

Públia era uma piedosa viúva da Antioquia, mãe de João. O qual teve importante papel na Igreja da cidade. Depois que o marido faleceu, buscou um convento, e logo foi escolhida para abadessa. Juliano, o Apóstata, constantemente passava por perto do convento, e Públia, aproveitando a ocasião, cantava alto, com as companheiras. “Os ídolos das nações nada mais são do que ouro e prata, obra das mãos dos homens. Os que os fazem e os que neles confiam, a eles mesmos são semelhantes.” Um dia, Juliano, furioso, ordenou às religiosas que se calassem, mas Públia, desprezando a ordem, encorajou as filhas para que continuassem a entoar o salmo, e depois, o Exurgat Deus. E cantaram: “Que Deus se alevante e seus inimigos sejam dispersos!. Juliano pediu a um dos comandados que lhe trouxessem a abadessa impertinente, e, quando a teve ao alcance, esbofeteou-a duramente. Públia, que considerou aquele ignominioso tratamento como uma grande glória, não cessou de cantar. Juliano, então, confundido, deixou-a e se retirou. Santa Públia faleceu em grande paz. Ignora-se o ano em que foi para Deus. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XVIII, p. 69-70) The post Santa Públia, Abadessa – Século IV appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
Evangelho Do Dia 2018-10-09

Terça-feira, 09 de Outubro de 2018. Santo do dia: São Dionísio, Bispo, e companheiros, mártires; São João Leonardi, presbíteroCor litúrgica: verde Evangelho do dia: São Lucas 10, 38-42 Primeira leitura: Gálatas 1, 13-24Leitura da Carta de São Paulo aos Gálatas: Irmãos: 13Certamente ouvistes falar como foi outrora a minha conduta no judaísmo, com que excessos perseguia e devastava a Igreja de Deus 14e como progredia no judaísmo mais do que muitos judeus de minha idade, mostrando-me extremamente zeloso das tradições paternas. 15Quando, porém, aquele que me separou desde o ventre materno e me chamou por sua graça 16se dignou revelar-me o seu Filho, para que eu o pregasse entre os pagãos, não consultei carne nem sangue 17nem subi, logo, a Jerusalém para estar com os que eram apóstolos antes de mim. Pelo contrário, parti para a Arábia e, depois, voltei ainda a Damasco. 18Três anos mais tarde, fui a Jerusalém para conhecer Cefas e fiquei com ele quinze dias. 19E não estive com nenhum outro apóstolo, a não ser Tiago, o irmão do Senhor. 20Escrevendo estas coisas, afirmo diante de Deus que não estou mentindo. 21Depois, fui para as regiões da Síria e da Cilícia. 22Ainda não era pessoalmente conhecido das igrejas da Judéia que estão em Cristo. 23Apenas tinham ouvido dizer que ‘aquele que, antes, nos perseguia, está agora pregando a fé que, antes, procurava destruir’. 24E glorificavam a Deus por minha causa. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 138 (139) – Senhor, vós me sondais e conheceis, sabeis quando me sento ou me levanto; de longe penetrais meus pensamentos, percebeis quando me deito e quando eu ando, os meus caminhos vos são todos conhecidos. R: Conduzi-me no caminho para a vida, ó Senhor! – Fostes vós que me formastes as entranhas, e no seio de minha mãe vós me tecestes. Eu vos louvo e vos dou graças, ó Senhor, porque de modo admirável me formastes! Que prodígio e maravilha as vossas obras! R: Conduzi-me no caminho para a vida, ó Senhor! – Até o mais íntimo, Senhor me conheceis; nenhuma sequer de minhas fibras ignoráveis; quando eu era modelado ocultamente, era formado nas entranhas subterrâneas. R: Conduzi-me no caminho para a vida, ó Senhor! Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 10, 38-42 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Feliz quem ouve e observa a Palavra de Deus! (Lc 11,28); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas: Naquele tempo: 38Jesus entrou num povoado, e certa mulher, de nome Marta, recebeu-o em sua casa. 39Sua irmã, chamada Maria, sentou-se aos pés do Senhor, e escutava a sua palavra. 40Marta, porém, estava ocupada com muitos afazeres. Ela aproximou-se e disse: ‘Senhor, não te importas que minha irmó me deixe sozinha, com todo o serviço? Manda que ela me venha ajudar!’ 41O Senhor, porém, lhe respondeu: ‘Marta, Marta! Tu te preocupas e andas agitada por muitas coisas. 42Porém, uma só coisa é necessária. Maria escolheu a melhor parte e esta não lhe será tirada.’ – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho por Santa Isabel da Santíssima Trindade, CarmelitaÚltimo retiro, 10.º-11.º dias «Maria, sentada aos pés de Jesus, ouvia a sua palavra» Para que nada me tire do silêncio interior, [manterei] sempre a mesma condição, o mesmo isolamento, o mesmo distanciamento, o mesmo despojamento. Se os meus desejos, os meus medos, as minhas alegrias ou as minhas dores […] não estiverem perfeitamente ordenados para Deus, não estarei sozinha e haverá ruído em mim; por isso, é preciso serenidade, repouso das potências, concentração do ser. «Filha, escuta, vê e presta atenção; esquece o teu povo e a casa de teu pai. Porque o Rei deixou-se prender pela tua beleza» [Sl 45,11-12]. […] Esquecer o próprio povo parece-me difícil; porque aqui «povo» é todo este mundo, que faz, por assim dizer, parte de nós: é a sensibilidade, são as memórias, as impressões, etc. […] Quando a alma faz essa rutura, quando se liberta de tudo isso, o Rei fica prisioneiro da sua beleza. […] Vendo o silêncio que reina na sua criatura e considerando que está absolutamente recolhida […], o Criador fá-la passar por esta solidão imensa, infinita, [retira-a] para esse «lugar seguro» cantado pelo profeta (Sl 18,20), que é Ele próprio. […] «Ao deserto a conduzirei, para lhe falar ao coração» (Os 2,16). Ei-la, a alma entrada nessa vasta solidão em que Deus Se fará ouvir! São Paulo diz: «A palavra de Deus é viva, eficaz e mais afiada que uma espada de dois gumes; penetra até à divisão da alma e do corpo, das articulações e das medulas» (Heb 4,12). Portanto, será ela quem diretamente completará o trabalho de despojamento na alma. […] Mas não basta ouvir a palavra, é necessário guardá-la (Jo 14,23). E é guardando-a que a alma será «consagrada na verdade» (Jo 17,17); é esse o desejo do Mestre […], que prometeu àquele que guarda a sua palavra: «Meu Pai o amará, e Nós viremos a ele e nele faremos morada» (Jo 14,23) É toda a Trindade que habita na alma que a ama verdadeiramente, ou seja, que guarda a sua palavra. The post Evangelho do dia 2018-10-09 appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho
Santa Pelágia, Virgem E Mártir

O martirológio romano apresenta-nos quatro santas com este nome de Pelágia. Esta, de hoje, era uma jovem de quinze anos, que, no princípio da perseguição do imperador Diocleciano, em 302, acusada de cristã, viu, um dia, os soldados do perseguidor varejarem-lhe a casa, dando-lhe voz de prisão. Pelágia recebeu-os bem e, quando se propuseram levá-la, pediu-lhes permissão para que fosse trocar de roupa, Dado o consentimento, pelo chefe da escolta, Pelágia dirigiu-se ao quarto: desejosa de escapar dos ultrajes que a esperavam, infalíveis, e a temer pela virgindade, que votara a Deus, não titubeou – ganhou o mais alto da casa em que vivia, em Antioquia e de lá se atirou ao chão, falecendo quase que instantaneamente. Santo Ambrósio de Milão, no seu tratado Das virgens, apresenta-nos esta Santa Pelágia como irmã dos mártires Bernicéia e Prosdocéia. Santa Pelágia se ligou àquelas santas porque Bernicéia e Prosdocéia também se tiraram a vida para escapar do horror, Presas, iam sendo levadas ao cárcere. Em dado momento, a meio caminho, quando chegaram perto dum rio, solicitaram licença aos soldados para afastar-se um pouco, o que lhes foi concedido. Destarte, sem que pudesse ser impedidas, atiraram-se, de comum acordo, à correnteza. Pergunta-se: cometeram o suicídio? Sem sombra de dúvida. Todavia, foram honradas com um culto público, porque aquele tirar-se a vida foi considerado como um ato de obediência a Deus. Muitas santas virgens assim agiram, como vimos e veremos no transcorrer dos dias e dos meses. Digna de Aquiléia, depois de Átila sujeitara a cidade, coubera a um capitão, como despojo, e ficaram alojados numa torre, altíssima torre, que se erguia à beira do rio Batizon. Disse a jovem ao capitão: – Se me queres lograr, segue-me. E, assim dizendo, do mais alto da torre, atirou-se ao rio, onde se afogou. “Salvou com a morte a sua castidade”. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XVII, p. 421 à 423 The post Santa Pelágia, Virgem e Mártir appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
Evangelho Do Dia 2018-10-08

Segunda-feira, 08 de Outubro de 2018. Santo do dia: Santa Ragenfreda, abadessaCor litúrgica: verde Evangelho do dia: São Lucas 10, 25-37 Primeira leitura: Gálatas 1, 6-12Leitura da Carta de São Paulo aos Gálatas: Irmãos: 6Admiro-me de terdes abandonado tão depressa aquele que vos chamou, na graça de Cristo, e de terdes passado para um outro evangelho. 7Não que haja outro evangelho, mas algumas pessoas vos estão perturbando e querendo mudar o evangelho de Cristo. 8Pois bem, mesmo que nós ou um anjo vindo do céu vos pregasse um evangelho diferente daquele que vos pregamos, seja excomungado. 9Como já dissemos e agora repito: Se alguém vos pregar um evangelho diferente daquele que recebestes, seja excomungado. 10Será que eu estou buscando a aprovação dos homens ou a aprovação de Deus? Ou estou procurando agradar aos homens? Se eu ainda estivesse preocupado em agradar aos homens, não seria servo de Cristo. 11Irmãos, asseguro-vos que o evangelho pregado por mim não é conforme a critérios humanos. 12Com efeito, não o recebi nem aprendi de homem algum, mas por revelação de Jesus Cristo. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 110 (111) – Eu agradeço a Deus de todo o coração junto com todos os seus justos reunidos! Que grandiosas são as obras do Senhor, elas merecem todo o amor e admiração! R: O Senhor se lembra sempre da Aliança. – Suas obras são verdade e são justiça, seus preceitos, todos eles, são estáveis, confirmados para sempre e pelos séculos, realizados na verdade e retidão. R: O Senhor se lembra sempre da Aliança. – Enviou libertação para o seu povo, confirmou sua Aliança para sempre. Seu nome é santo e é digno de respeito. Permaneça eternamente o seu louvor. R: O Senhor se lembra sempre da Aliança. Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 10, 25-37 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Eu vos dou novo preceito: que uns aos outros vos ameis, como eu vos tenho amado (Jo 13,34); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas: Naquele tempo: 25Um mestre da Lei se levantou e, querendo pôr Jesus em dificuldade, perguntou: ‘Mestre, que devo fazer para receber em herança a vida eterna?’ 26Jesus lhe disse: ‘O que está escrito na Lei? Como lês?’ 27Ele então respondeu: ‘Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração e com toda a tua alma, com toda a tua força e com toda a tua inteligência; e ao teu próximo como a ti mesmo!’ 28Jesus lhe disse: ‘Tu respondeste corretamente. Faze isso e viverás.’ 29Ele, porém, querendo justificar-se, disse a Jesus: ‘E quem é o meu próximo?’ 30Jesus respondeu: ‘Certo homem descia de Jerusalém para Jericó e caiu nas mãos de assaltantes. Estes arrancaram-lhe tudo, espancaram-no, e foram-se embora deixando-o quase morto. 31Por acaso, um sacerdote estava descendo por aquele caminho. Quando viu o homem, seguiu adiante, pelo outro lado. 32O mesmo aconteceu com um levita: chegou ao lugar, viu o homem e seguiu adiante, pelo outro lado. 33Mas um samaritano que estava viajando, chegou perto dele, viu e sentiu compaixão. 34Aproximou-se dele e fez curativos, derramando óleo e vinho nas feridas. Depois colocou o homem em seu próprio animal e levou-o a uma pensão, onde cuidou dele. 35No dia seguinte, pegou duas moedas de prata e entregou-as ao dono da pensão, recomendando: ‘Toma conta dele! Quando eu voltar, vou pagar o que tiveres gasto a mais.’ E Jesus perguntou: 36’Na tua opinião, qual dos três foi o próximo do homem que caiu nas mãos dos assaltantes?’ 37Ele respondeu: ‘Aquele que usou de misericórdia para com ele.’ Então Jesus lhe disse: ‘Vai e faze a mesma coisa.’ – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho por São Gregório Magno, Papa, Doutor da IgrejaExposição sobre os sete salmos da penitência, PL 79, 581 «Ao vê-lo, encheu-se de compaixão» Ó Senhor Jesus, que tenhas a bondade de Te aproximar de mim, movido pela piedade, Tu que, descendo de Jerusalém para Jericó, caíste das alturas para o nosso fosso, de um lugar onde os seres estão cheios de vida para uma terra de doentes. Vê: eu caí nas mãos dos anjos das trevas, que não só me despiram as vestes da graça, mas, depois de me terem dado muitos golpes, me deixaram meio morto. Que cures as chagas dos meus pecados depois de me teres dado a esperança de recuperar a saúde, não vão elas piorar se eu vier a perder a esperança na cura. Que queiras ungir-me com o óleo do teu perdão e verter sobre mim o vinho da compunção. Se me levasses na tua montada, então «erguerias o fraco da poeira» e «retirarias o pobre do lixo» (Sl 112,7). É que Tu és Aquele que carregou os nossos pecados, Aquele que pagou por nós uma dívida que não contraíra. Se me conduzisses ao abrigo da tua Igreja, dar-me-ias como alimento a refeição do teu corpo e do teu sangue. Se tomasses conta de mim, eu não voltaria a desobedecer às tuas ordens, não atraíria mais sobre mim a raiva das feras iradas. É que preciso muito dos teus cuidados, porquanto envergo esta carne sujeita ao pecado. Escuta-me pois, a mim, o samaritano despojado e ferido, chorando e gemendo, chamando por Ti e gritando com David: «Tem piedade para mim, ó Deus, segundo a tua grande ternura». 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Nossa Senhora Do Rosário

Por especial desígnio da infinita misericórdia de Deus, Maria Santíssima revelou ao grande São Domingos de Gusmão, fundador da Ordem dos Dominicanos, um meio fácil e seguro de salvação: o santo Rosário. Sempre que os homens o utilizam, tudo floresce na Igreja, na terra passa a reinar a paz, as famílias vivem em concórdia e os corações são abrasados de amor a Deus e ao próximo. Quando dele se esquecem, as desgraças se multiplicam, implanta-se a discórdia nos lares, o caos se estabelece no mundo… A Ave-Maria, base do Novo Testamento São Domingos viveu numa época de grandes tribulações para a Igreja. A terrível heresia dos albigenses se espalhara no sul da França e ameaçava toda a Europa. A profunda corrupção moral dela decorrente abalava os fundamentos da própria sociedade temporal. Por meio de ardorosas pregações, durante anos tentou ele reconduzir ao seio da Igreja aqueles infelizes que se tinham desviado da verdade. Mas suas eloqüentes e inflamadas palavras não conseguiam penetrar aqueles corações empedernidos e entregues aos vícios. O Santo intensificou suas orações… Aumentou suas penitências… Fundou um instituto religioso para acolher os convertidos… De pouco ou nada adiantaram seus esforços. As conversões eram poucas e de efêmera duração. O que fazer? Certo dia, decidido a arrancar de Deus graças superabundantes para mover à conversão aquelas almas, Frei Domingos entrou numa floresta perto de Toulouse e entregou-se à oração e à penitência, disposto a não sair dali sem obter do Céu uma resposta favorável. Após três dias e três noites de incessantes súplicas, quando as forças físicas já quase o abandonavam, apareceu- lhe a Virgem Maria, dizendo com inefável suavidade: – Meu querido Domingos, sabes de que meio se serviu a Santíssima Trindade para reformar o mundo? – Senhora, sabeis melhor do – Eu te digo, então, que o instrumento mais importante foi a Saudação Angélica, a Ave-Maria, que é o fundamento do Novo Testamento. E, portanto, se queres ganhar para Deus esses corações endurecidos, reza meu Rosário. Raios e trovões para reforçar a pregação Com novo ânimo, o zeloso Dominicano dirigiu-se imediatamente à Catedral de Toulouse, para fazer uma pregação. Mal ele transpôs a porta do templo, os sinos começaram a repicar, por obra dos anjos, para reunir os habitantes da cidade. Assim que ele começou a falar, nuvens espessas cobriram o céu e desabou uma terrível tempestade, com raios e trovões, agravada por um apavorante tremor de terra. O pavor dos assistentes aumentou quando uma imagem de Nossa Senhora, situada em local bem visível, levantou os braços três vezes para pedir a Deus vingança contra eles, se não se convertessem e pedissem a proteção de sua Santíssima Mãe. O santo Pregador implorou a misericórdia de Deus, e a tempestade cessou, permitindo-lhe falar com toda calma sobre as maravilhas do Rosário. Os habitantes de Toulouse arrependeram- se de seus pecados, abandonaram o erro, e começaram a rezar o Rosário. Em conseqüência, grande foi a mudança dos costumes nessa cidade. A partir de então, São Domingos, em seus sermões, passou a pregar a devoção ao Rosário, convidando seus ouvintes a rezá-lo com fervor todos os dias. Assim, obteve que a misericórdia de Nossa Senhora envolvesse as almas e as transformasse profundamente. Maria foi a verdadeira vencedora dos erros dos albigenses. Um sermão escrito pela Santíssima Virgem Relata o Beato Alano uma aparição de São Domingos, na qual este lhe narrou o seguinte episódio: Rezando o Rosário, estava ele preparandose para fazer na Catedral de Notre Dame de Paris um sermão sobre São João Evangelista. Apareceu-lhe então Nossa Senhora e lhe entregou um pergaminho, dizendo: “Domingos, por melhor que seja o sermão que decidiste pregar, trago aqui outro melhor”. Muito contente, leu o pergaminho, agradeceu de todo coração a Maria e se dirigiu ao púlpito para começar a pregação.Diante dele estavam os professores e alunos da Universidade de Paris, além de grande número de pessoas de importância. Sobre o Apóstolo São João, apenas afirmou o quanto este merecera ter sido escolhido para guardião da Rainha do Céu. Em seguida, acrescentou: “Senhores e mestres ilustres, estais acostumados a ouvir sermões elegantes e sábios, porém, eu não quero dirigir-vos as doutas palavras da sabedoria humana, mas mostrar-vos o Espírito de Deus e sua virtude”. E então São Domingos passou a explicar a Ave-Maria, como lhe tinha ensinado Nossa Senhora, comovendo assim, profundamente, aquele auditório de homens cultos. O Beato Alano de la Roche As próprias graças e milagres concedidos por Deus através da recitação do Rosário encarregaram-se de propagá- lo por toda parte, tornando-se esta a devoção mais querida dos fiéis cristãos. Enquanto ela foi praticada, a piedade florescia nas Ordens religiosas e no mundo católico. Mas, cem anos depois de ter sido divulgada por São Domingos, já ela havia caído quase no esquecimento. Como conseqüência, multiplicaram-se os males sobre a Cristandade: a peste negra devastou a Europa, dizimando um terço da população, surgiram novas heresias, a Guerra dos Cem Anos espalhou desordens por toda parte, e o Grande Cisma do Ocidente dividiu a Igreja durante longo período. Para atalhar o mal e, sobretudo, preparar a Igreja para enfrentar os embates futuros, suscitou Deus o Beato Alano de la Roche, da Ordem Dominicana, com a missão de restaurar o antigo fervor pelo Rosário. Um dia em que ele celebrava Missa, em 1460, perguntou-lhe Nosso Senhor: “Por que me crucificas tu de novo? E me crucificas, não só por teus pecados, mas ainda porque sabes quanto é necessário pregar o Rosário e assim desviar muitas almas do pecado. Se não o fazes, és culpado dos pecados que elas cometem”. A partir de então, o Beato Alano tornou-se um incansável divulgador desta devoção, e assim converteu grande número de almas. Fator decisivo de grandes vitórias Foi, sobretudo, nos momentos de grandes perigos e provações para a Igreja, que o Rosário teve um papel decisivo, propiciou a perseverança dos católicos na Fé e levantou uma barreira contra o mal. Ao ver a Europa ameaçada pelos exércitos do império otomano, que avançavam por mar e
Evangelho Do Dia 2018-10-07

Domingo, 07 de Outubro de 2018. Santo do dia: Nossa Senhora do RosárioCor litúrgica: verde Evangelho do dia: São Marcos 10, 2-16 Primeira leitura: Gênesis 2, 18-24Leitura do Livro do Gênesis: 18O Senhor Deus disse: ‘Não é bom que o homem esteja só. Vou dar-lhe uma auxiliar semelhante a ele’. 19Então o Senhor Deus formou da terra todos os animais selvagens e todas as aves do céu, e trouxe-os a Adão para ver como os chamaria; todo o ser vivo teria o nome que Adão lhe desse. 20E Adão deu nome a todos os animais domésticos, a todas as aves do céu e a todos os animais selvagens; mas Adão não encontrou uma auxiliar semelhante a ele. 21Então o Senhor Deus fez cair um sono profundo sobre Adão. Quando este adormeceu, tirou-lhe uma das costelas e fechou o lugar com carne. 22Depois, da costela tirada de Adão, o Senhor Deus formou a mulher e conduziu-a a Adão. 23E Adão exclamou: ‘Desta vez, sim, é osso dos meus ossos e carne da minha carne! Ela será chamada ‘mulher’ porque foi tirada do homem’. 24Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher, e eles serão uma só carne. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 127 (128) – Feliz és tu se temes o Senhor e trilhas seus caminhos! Do trabalho de tuas mãos hás de viver, serás feliz, tudo irá bem! R: O Senhor te abençoe de Sião, cada dia de tua vida. – A tua esposa é uma videira bem fecunda no coração da tua casa; os teus filhos são rebentos de oliveira ao redor de tua mesa. R: O Senhor te abençoe de Sião, cada dia de tua vida. – Será assim abençoado todo homem que teme o Senhor. O Senhor te abençoe de Sião, cada dia de tua vida. R: O Senhor te abençoe de Sião, cada dia de tua vida. – Para que vejas prosperar Jerusalém e os filhos dos teus filhos. Ó Senhor, que venha a paz a Israel, que venha a paz ao vosso povo! R: O Senhor te abençoe de Sião, cada dia de tua vida. Segunda leitura: Hebreus 2, 9-11Leitura da Carta aos Hebreus: Irmãos: 9Jesus, a quem Deus fez pouco menor do que os anjos, nós o vemos coroado de glória e honra, por ter sofrido a morte. Sim, pela graça de Deus em favor de todos, ele provou a morte. 10Convinha de fato que aquele, por quem e para quem todas as coisas existem, e que desejou conduzir muitos filhos à glória, levasse o iniciador da salvação deles à consumação, por meio de sofrimentos. 11Pois tanto Jesus, o Santificador, quanto os santificados, são descendentes do mesmo ancestral; por esta razão, ele não se envergonha de os chamar irmãos. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos 10, 2-16 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Se amarmos uns aos outros, Deus em nós há de estar; e o seu amor em nós se aperfeiçoará (1Jo 4,12); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos: Naquele tempo: 2Alguns fariseus se aproximaram de Jesus. Para pô-lo à prova, perguntaram se era permitido ao homem divorciar-se de sua mulher. 3Jesus perguntou: ‘O que Moisés vos ordenou?’ 4Os fariseus responderam: ‘Moisés permitiu escrever uma certidão de divórcio e despedi-la’. 5Jesus então disse: ‘Foi por causa da dureza do vosso coração que Moisés vos escreveu este mandamento. 6No entanto, desde o começo da criação, Deus os fez homem e mulher. 7Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e os dois serão uma só carne. 8Assim, já não são dois, mas uma só carne. 9Portanto, o que Deus uniu, o homem não separe!’ 10Em casa, os discípulos fizeram, novamente, perguntas sobre o mesmo assunto. 11Jesus respondeu: ‘Quem se divorciar de sua mulher e casar com outra, cometerá adultério contra a primeira. 12E se a mulher se divorciar de seu marido e casar com outro, cometerá adultério’. 13Depois disso, traziam crianças para que Jesus as tocasse. Mas os discípulos as repreendiam. 14Vendo isso, Jesus se aborreceu e disse: ‘Deixai vir a mim as crianças. Não as proibais, porque o Reino de Deus é dos que são como elas. 15Em verdade vos digo: quem não receber o Reino de Deus como uma criança, não entrará nele’. 16Ele abraçava as crianças e as abençoava, impondo-lhes as mãos. – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho por Bento XVIpapa de 2005 a 2013Encíclica «Deus charitas est», §9-11 «E os dois serão uma só carne» A relação de Deus com Israel é ilustrada através das metáforas do noivado e do matrimónio; consequentemente, a idolatria é adultério e prostituição. […] O eros de Deus pelo homem — como dissemos — é ao mesmo tempo totalmente agapê. […] O amor apaixonado de Deus pelo seu povo — pelo homem — é ao mesmo tempo um amor que perdoa. […] Na Bíblia encontrarmo-nos diante de uma imagem estritamente metafísica de Deus: Deus é absolutamente a fonte originária de todo o ser; mas este princípio criador de todas as coisas — o Logos, a razão primordial — é, ao mesmo tempo, um amante com toda a paixão de um verdadeiro amor. Deste modo, o eros é enobrecido ao máximo, mas simultaneamente tão purificado que se funde com a agapê. A primeira novidade da fé bíblica consiste na imagem de Deus; a segunda, essencialmente ligada a ela, encontramo-la na imagem do homem. A narração bíblica da criação fala da solidão do primeiro homem, Adão, querendo Deus pôr a seu lado um auxílio. […] A ideia de que o homem de algum modo está incompleto, constitutivamente a caminho a fim de encontrar no outro a parte que falta para a sua totalidade, isto é, a ideia de que só na comunhão com o outro sexo pode tornar-se «completo», está sem dúvida presente. E, deste modo, a narração bíblica conclui com uma profecia sobre Adão: «Por este motivo, o homem deixará o pai e a mãe para se unir à sua mulher;
Evangelho Do Dia 2018-10-06

Sábado, 06 de Outubro de 2018. Santo do dia: São Bruno, presbítero e eremitaCor litúrgica: verde Evangelho do dia: São Lucas 10, 17-24 Primeira leitura: Jó 42, 1-3.5-6, 12-16Leitura do Livro de Jó: 1Jó respondeu ao Senhor, dizendo: 2’Reconheço que podes tudo e que para ti nenhum pensamento é oculto. 3- Quem é esse que ofusca a Providência, sem nada entender? – Falei, pois, de coisas que não entendia, de maravilhas que ultrapassam a minha compreensão. 5Conhecia o Senhor apenas por ouvir falar, mas, agora, eu o vejo com meus olhos. 6Por isso me retrato e faço penitência no pó e na cinza’. 12O Senhor abençoou a Jó no fim de sua vida mais do que no princípio; ele possuía agora catorze mil ovelhas, seis mil camelos, mil juntas de bois e mil jumentas. 13Teve outros sete filhos e três filhas: 14a primeira chamava-se ‘Rola’, a segunda ‘Cássia’, e a terceira ‘Azeviche’. 15Não havia em toda a terra mulheres mais belas que as filhas de Jó. Seu pai lhes destinou uma parte da herança, entre os seus irmãos. 16Depois destes acontecimentos, Jó viveu cento e quarenta anos, e viu seus filhos e os filhos de seus filhos até a quarta geração. E Jó morreu velho e repleto de anos. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 118 (119) – Dai-me bom senso, retidão, sabedoria, pois tenho fé nos vossos santos mandamentos! R: Fazei brilhar vosso semblante ao vosso servo e ensinai-me vossas leis e mandamentos. – Para mim foi muito bom ser humilhado, porque assim eu aprendi vossa vontade! R: Fazei brilhar vosso semblante ao vosso servo e ensinai-me vossas leis e mandamentos. – Sei que os vossos julgamentos são corretos, e com justiça me provastes, ó Senhor! R: Fazei brilhar vosso semblante ao vosso servo e ensinai-me vossas leis e mandamentos. – Porque mandastes, tudo existe até agora; todas as coisas, ó Senhor, vos obedecem! R: Fazei brilhar vosso semblante ao vosso servo e ensinai-me vossas leis e mandamentos. – Sou vosso servo: concedei-me inteligência, para que eu possa compreender vossa Aliança! R: Fazei brilhar vosso semblante ao vosso servo e ensinai-me vossas leis e mandamentos. – Vossa palavra, ao revelar-se, me ilumina, ela dá sabedoria aos pequeninos. R: Fazei brilhar vosso semblante ao vosso servo e ensinai-me vossas leis e mandamentos. Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 10, 17-24 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, pois revelaste os mistérios do teu Reino aos pequeninos, escondendo-os aos doutores! (Mt 11,25); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas: Naquele tempo: 17Os setenta e dois voltaram muito contentes, dizendo: ‘Senhor, até os demônios nos obedeceram por causa do teu nome.’ 18Jesus respondeu: ‘Eu vi Satanás cair do céu, como um relâmpago. 19Eu vos dei o poder de pisar em cima de cobras e escorpiões e sobre toda a força do inimigo. E nada vos poderá fazer mal. 20Contudo, não vos alegreis porque os espíritos vos obedecem. Antes, ficai alegres porque vossos nomes estão escritos no céu.’ 21Naquele momento, Jesus exultou no Espírito Santo e disse: ‘Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste essas coisas aos sábios e inteligentes, e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado. 22Tudo me foi entregue pelo meu Pai. Ninguém conhece quem é o Filho, a não ser o Pai; e ninguém conhece quem é o Pai, a não ser o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar.’ 23Jesus voltou-se para os discípulos e disse-lhes em particular: ‘Felizes os olhos que vêem o que vós vedes! 24Pois eu vos digo que muitos profetas e reis quiseram ver o que estais vendo, e não puderam ver; quiseram ouvir o que estais ouvindo, e não puderam ouvir.’ – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor The post Evangelho do dia 2018-10-06 appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho
São Bruno, Fundador Da Ordem Dos Cartuxos

Pelo fim do décimo-primeiro século, enquanto o Papa São Gregório XII, seguindo o exemplo de São Leão IX, trabalhava com fé e coragem invencíveis, na reforma do clero. Deus suscitou um novo patriarca da vida solitária, um homem da mesma estirpe dos Antão, da Tebaida, dos Hilarião, da Palestina; um homem e uma ordem que, pela vida penitente, deveriam servir de lição e de modelo ao clero e ao povo cristão, e atrair para sempre bençãos do céu sobre toda a Igreja; uma ordem que, após oito séculos, é ainda a mesma, sem nunca ter tido necessidade de reformas, nem em relação à pureza da fé, nem em relação à austeridade e à disciplina. Esse homem é São Bruno; essa ordem é a dos Cartuxos. Bruno nasceu em Colônia, onde foi educado. Fez seus estudos na França, e o seu aproveitamento lhe pareceu a cátedra da escola de Reims. Manassés, arcebispo de Teims, fê-lo seu camareiro, como se pode deduzir de alguns atos que Bruno assinou nessa qualidade. Mas os benefícios com que Manassés o cumulou não lhe fecharam os olhos para os excessos praticados por aquele prelado nem lhe esmoreceram o zelo. Bruno foi um dos principais acusadores de Manassés que, para puni-lo, o privou de seus favores. Bruno sentiu menos tristeza com os maus tratamentos do que com os escândalos armados pelo arcebispo. Primeiro retirou-se para Colônia e, durante algum tempo, foi cônego de São Cuniberto; Deus, porém, chamava-os a um estado mais perfeito. Desde o tempo em que vivia em Reims, junto ao arcebispo Manassés, Bruno projetara, juntamente com alguns amigos seus, abraçar a vida monástica. Bruno e seus companheiros levaram uma vida angélica nas tétricas montanhas da Cartuxa. Eis como se expressa Guiberto, abade de Nogent, famoso escritor daquele tempo, sobre a maneira de viver dos primeiros cartuxos: “A Igreja foi construída quase no cume da montanha. O claustro é muito cômodo; mas os cartuxos não moram juntos, como os outros monges. As celas são construídas ao redor do claustro e cada religioso ocupa uma delas, na qual trabalha, dorme e toma suas refeições. Recebem do ecônomo, aos domingos, pão e legumes para a semana. Os legumes são os únicos alimentos que eles cozinham em suas celas; uma fonte lhes fornece água para beber e para oturas utilidades, através de canais que desembocam nas celas. Aos domingos e dias santos solenes comem queijo e um pouco de peixe, quando os recebem de pessoas caridosas; pois não compram nada disso. Quanto ao ouro, à prata, e aos ornamentos da igreja, não os aceitam quando lhes são oferecidos. Um cálice resume a sua prataria. Não se reúnem às horas ordinárias; se não me engano, assistem à missa aos domingos e dias santos. Raramente falam e, se tem necessidade de dizer alguma coisa, fazem-no por meio de sinais. O vinho que bebem é tão aguado que não tem o mínimo sabor e mais parece água. Usam o cilício em cima da carne; suas roupas são bastante dinas. São governados por um prior: o Bispo de Grenoble serve-lhes, às vezes, de abade. Porém, embora sejam pobres, dispõem de uma rica biblioteca. Guiberto assim prossegue: Tendo o Conde de Nevers ido visitá-los este ano, num ato de devoção, compadeceu-se da pobreza em que viviam, e enviou-lhes, ao regressas, algumas peças de prata de alto custo. Devolveram-nas, e o conde, edificado com a recusa, enviou-lhes couro e pergaminho, que sabia ser-lhes necessários na cópia de livros. Como as terras da Cartuxa são estéreis, semeiam pouco trigo; mas compram-no com a lá de suas ovelhas, que viram em grandes rebanhos, AO sopé da montanha moram mais de vinte leigos, que os servem com muito carinho, e que se ocupam com seus negócios temporais, pois os religiosos só se dedicam à contemplação. Em seguida, Guiberto refere-se ao grande número de conversões que o exemplo dos solitários da Cartuxa operou na França, e da diligência com que todas as províncias se empenharam em construir mosteiro do mesmo instituto. A pintura que o abade de Nogent nos faz da vida dos primeiros cartuxos, Pedro, o Venerável, acrescenta vários traços Papa Urbano II e São Bruno edificantes. Diz que usavam roupas de má qualidade, curtas e estreitas; que haviam delimitado uma certa extensão de terreno, além da qual nada aceitavam do que lhes era oferecido, fosse mesmo um punhado de terra; que tinham um número fixo de bois, de ovelhas, de mulas e de cabras; que, para não serem obrigados a aumentá-los, não recebiam mais de doze monges em cada estabelecimento, além do prior e de dezoito conversos e alguns criados; que nunca comiam carne, mesmo quando doentes; que na sexta-feira e no sábado só comiam legumes; e que às segundas, quartas e sextas comiam apenas pão escuro e bebiam água; que só faziam uma refeição por dia, exceto aos domingos, festas solenes, oitavas da Páscoa, Natal e Pentecostes; e que só ouviam missa aos domingos e dias santificados. Os seis primeiros companheiros de São Bruno foram Landuíno, os dois Estêvão, cônegos de São Rufo, Hugo, que era o único sacerdote da comunidade, André e Garin, leigos. O maior consolo de Santo Hugo, Bispo de Grenoble, era fazer freqüentes visitas a Chartreuse, a fim de edificar-se com a santa vida que levavam os piedosos solitários. Estes porém, mais edificados ficavam com a humildade do santo prelado, do que ele com as suas austeridades. Santo Hugo vivia entre os monges como se fosse o último de todos. Seu fervor fazia com que esquecessem sua dignidade, e ele prestava os mais ínfimos serviços àquele com quem se alojava; pois nos primórdios da fundação, casa cela era ocupada por dois cartuxos. Seu companheiro queixou-se a São Bruno de que Hugo fazia questão de desempenhar as funções de um criado; mas sentia-se honrado em servir os servos de Deus. Muitas vezes São Bruno tomava a liberdade de mandá-lo de volta à sua igreja. “Retornai às vossas ovelhas, elas precisam de vós; dai-lhes o que deveis”. O santo Bispo obedecia