Evangelho Do Dia 2018-10-05

Sexta-feira, 05 de Outubro de 2018. Santo do dia: São Benedito, o Negro, religioso; São Plácido, mongeCor litúrgica: verde Evangelho do dia: São Lucas 10, 13-16 Primeira leitura: Jó 38,1.12-21; 40, 3-5Leitura do Livro de Jó: 1O Senhor respondeu a Jó, do meio da tempestade, e disse: 12Alguma vez na vida deste ordens à manhã, ou indicaste à aurora o seu lugar, 13para que ela apanhe a terra pelos quatro cantos, e sejam dela sacudidos os malfeitores? 14A terra torna argila compacta, e tudo se apresenta em trajes de gala, 15mas recusa-se a luz aos malfeitores e quebra-se o braço rebelde. 16Chegaste perto das nascentes do Mar, ou pousaste no fundo do Oceano? 17Foram-te franqueadas as portas da Morte, ou viste os portais das Sombras? 18Examinaste a extensão da Terra? Conta-me, se sabes tudo isso! 19Qual é o caminho para a morada da luz, e onde fica o lugar das trevas? 20Poderias alcançá-las em seu domínio e reconhecer o acesso à sua morada? 21Deverias sabê-lo, pois já tinhas nascido e grande é o número dos teus anos! 40,3Jó respondeu ao Senhor, dizendo: 4’Fui precipitado. Que te posso responder? Porei minha mão sobre a boca. 5Falei uma vez, não replicarei; uma segunda vez, mas não falarei mais’. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 138 (139) – Senhor, vós me sondais e conheceis, sabeis quando me sento ou me levanto; de longe penetrais meus pensamentos, percebeis quando me deito e quando eu ando, os meus caminhos vos são todos conhecidos. R: Conduzi-me no caminho para a vida, ó Senhor! – Em que lugar me ocultarei de vosso espírito? E para onde fugirei de vossa face? Se eu subir até os céus, ali estais; se eu descer até o abismo, estais presente. R: Conduzi-me no caminho para a vida, ó Senhor! – Se a aurora me emprestar as suas asas, para eu voar e habitar no fim dos mares; mesmo lá vai me guiar a vossa mão e segurar-me com firmeza a vossa destra. R: Conduzi-me no caminho para a vida, ó Senhor! – Fostes vós que me formastes as entranhas, e no seio de minha mãe vós me tecestes. Eu vos louvo e vos dou graças, ó Senhor, porque de modo admirável me formastes! Que prodígio e maravilha as vossas obras! R: Conduzi-me no caminho para a vida, ó Senhor! Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 10, 13-16 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: Não fecheis os corações como em Meriba! (Sl 94,8); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas: Naquele tempo, disse Jesus: 13Ai de ti, Corazim! Aí de ti, Betsaida! Porque se em Tiro e Sidônia tivessem sido realizados os milagres que foram feitos no vosso meio, há muito tempo teriam feito penitência, vestindo-se de cilício e sentando-se sobre cinzas. 14Pois bem: no dia do julgamento, Tiro e Sidônia terão uma sentença menos dura do que vós. 15Ai de ti, Cafarnaum! Serás elevada até o céu? Não, tu serás atirada no inferno. 16Quem vos escuta, a mim escuta; e quem vos rejeita, a mim despreza; mas quem me rejeita, rejeita aquele que me enviou. – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho por Santo Agostinho, Bispo e Doutor da IgrejaDiscursos sobre os salmos, Salmo 49, §23 «Quem vos escuta, escuta-Me a Mim» Alguém que ouvira o versículo «Oferece a Deus um sacrifício de louvor» (Sl 49,14), pensou: «Todos os dias, ao acordar, irei à igreja e entoarei o hino da manhã; ao final do dia, entoarei o hino da noite; e depois, em minha casa, um terceiro e um quarto hinos. Deste modo, farei todos os dias um sacrifício de louvor que oferecerei ao meu Deus». Fazer isto é bom, mas não te deixe descansado; vê que, enquanto a tua língua fala bem perante Deus, a tua vida não fale mal à sua frente. […] Toma cuidado e não vivas mal enquanto falas bem. Porquê? Porque Deus disse ao pecador: «Como recitas os meus mandamentos e tens a minha aliança na boca [, tu que rejeitas as minhas palavras]?» (v. 16-17) Eis o temor com que devemos falar. […] Vós, meus irmãos, estais em segurança: se ouvirdes dizer coisas boas, é Deus que ouvis, qualquer que seja a boca que fala convosco. Mas Deus não quis deixar de repreender aqueles que falam, com receio de que adormeçam tranquilos numa vida desordenada, afirmando que falam do bem e pensando: «Deus não quererá condenar-nos, pois foi através de nós que quis dizer coisas tão boas ao seu povo». Portanto, vós que falais, quem quer que sejais, escutai o que dizeis; vós que quereis ser ouvidos, ouvi-vos primeiro. […] Possa eu ser o primeiro a ouvir, possa eu ouvir, e ouvir melhor do que todos, «aquilo que o Senhor Deus diz em mim, pois Ele diz palavras de paz ao seu povo» (Sl 84,9). The post Evangelho do dia 2018-10-05 appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho
São Plácido, Beneditino – Século VI

Nos seus diálogos, São Gregório, o Grande, refere-se a São Plácido. Diz-nos ele que um patrício, Tertulo, confiara o filho, Plácido, a São Bento, ao mesmo tempo que Eutício entregava o filho Mauro ao mesmo patriarca dos monges do Ocidente. Plácido, era menino ainda, uma tarde, com São Bento, subiu a uma elevação, onde iam orar ao Senhor para suplicar chuvas, porque todos na região lutavam com a falta de água. Um dia que o venerável Bento estava na sua cela, Plácido saiu para ir buscar água a um lago, mas ali, atirando, sem precauções, a vasilha que levava, perdeu o equilíbrio e a seguiu para dentro d’água. E aconteceu que, num instante, a corrente tomou-o e levou-o para longe da margem, a uma distância, pouco mais ou menos, dum tiro de flecha. Ora, o homem de Deus, do interior de sua cela, instantaneamente teve conhecimento do sucesso e, depressa, chamou o filho de Eutício, dizendo: – Irmão Mauro, corre, porque aquele menino que foi buscar água ao lago nele caiu e a corrente está a levá-lo para longe! Coisa maravilhosa e inaudita desde o apóstolo Pedro: tendo pedido e recebido a benção, à ordem do pai, Mauro, precipita-se até o lugar em que flutua o menino e, correndo como se fora em terra firme, agarra-o pelos cabelos e puxa-lo para a margem. Depois que o depositou no seco, olhando ao redor, viu que correra sobre as águas. Estupefato, tremeu, pensando numa coisa que jamais pensara poder fazer. De volta ao Padre, contou-lhe o que se passara. E o venerável Bento começou a atribuir aquilo não aos seus próprios méritos, mas à obediência. Ao contrário, Mauro dizia que o sucedido devia-se inteiramente ao mando do venerável Bento. Senão quando, assim expunham a coisa, o que fora salvo entrou na conversa, como árbitro, e declarou: – Quanto a mim, posso dizer que, quando me tiraram das águas, vi, acima de minha cabeça, o manto do abade, e o pensei que fosse ele quem me viera salvar. São Plácido foi enviado por Bento à Sicília. Mais tarde, aprisionado pelos sarracenos, morreu nas mãos dos piratas Manuca, com outros irmãos. Diz assim o resumo do martirológio: Em Messina, na Sicília, a morte dos santos mártires Plácido, monge, discípulo de São Bento, abade; Eutíquio e Vitorino, seus irmãos; Flávia, virgem, sua irmã; Donato e Firmato, diáconos; Fausto e mais trinta monges, trucidados em defesa da fé de Nosso Senhor Jesus Cristo pelo pirata Manuca. Em Agosto de 1588, foram descobertos no coro de São João Batista de Messina três corpos de homens e um de mulher. Eram os de Plácido, dos dois irmãos e da irmã. Depois encontraram-se outros, mas o número de trinta foi ultrapassado. Desde então, a festa de São Plácido foi instituída para toda a Igreja, e o seu nome passou a figurar no martirológio romano. Um fresco rupestre que há perto de Valerano, em Viterno, mostra-nos o Santo ao lado do grande Patriarca São Bento e de São Mauro. Trajam túnicas, trazem escapulários, e São Plácido sustenta, na mão direita, uma cruz branca. Foto: santiebeati.it (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XVII, p. 339 à 341) The post São Plácido, Beneditino – Século VI appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
São Francisco De Assis, Religioso

No início do décimo-terceiro século, havia na cidade de Assis, um homem oriundo de estirpe nobre, mas que se fizera mercador e dispunha de avultada fortuna. Tinha um filho, que se chamava João. Como o seu comércio obrigava a constantes contatos com os franceses, fez questão que o filho aprendesse francês. João chegou a falar tão bem essa língua, que recebeu a alcunha de François (Francisco), sob a qual é conhecido. Unicamente preocupados como os negócios, os pais do jovem Francisco haviam negligenciado a sua educação. Este, a princípio, mostrava-se muito inclinado aos vãos divertimentos mundanos e a adquirir riquezas. Entretanto, obrigara-se a dar esmola a todo e qualquer pobre que a pedisse pelo amor de Deus. Certa vez em que, muito ocupado, se recusara a atender um mendigo, arrependeu-se, e correu atrás dele para entregar-lhe o óbulo solicitado. Outra vez, recuperando-se de grave moléstia, mandou fazer roupas luxuosas e montou a cavalo, disposto a divertir-se um pouco. De súbito, porém, no meio de uma planície, apeia-se, despoja-se das vestes, troca-as pelos andrajos de um mendigo, cuja miséria lhe comovera o coração. Essa fidelidade às primeiras graças é recompensada por Deus com graças ainda maiores. Certo dia, ao dar com um leproso que se aproximava, o primeiro impulso de Francisco foi recuar, horrorizado, Recuperando-se, porém, beija o leproso e dá-lhe esmola, Era assim que aquele filho de mercador fazia seu aprendizado na virtude. Finalmente decidido a chegar à perfeição, Francisco só achava prazer na solidão e pedia a Deus, incessantemente, que lhe desse a conhecer a vontade. Muitas vezes visitava os hospitais, onde carinhosamente se punha a serviço dos enfermos; chegava a beijar-lhes as úlceras, sem dar atenção às fraquezas e repulsas da natureza. Quando não dispunha de dinheiro para distribuir entre os pobres, dava-lhes suas próprias roupas. Irritado com as suas prodigalidades, o pai fê-lo comparecer perante o bispo de Assis para que renunciasse aos seus bens. Francisco devolveu-lhe até mesmo as roupas que usava, e cobriu-se com um surrado capote de camponês, que alguns dias mais tarde, substituiu por um manto de eremita. Dois anos depois, durante uma missa a que assistia, ficou extremamente impressionado com as palavras do Evangelho: “Não queirais possuir ouro nem prata, nem tragais dinheiro em vossas cinturas, nem alforge para o caminho, nem duas túnicas, nem calçado, nem bordão”. Obedeceu-lhe literalmente e aplicou-as a si mesmo; e, depois de jogar fora seu dinheiro, de tirar os sapatos e abandonar o cajado e o cinto de couro, vestiu um pobre hábito, que amarrou com uma corda. Era o traje habitual dos pastores e dos pobres camponeses daquele cantão da Itália. Foram esses os primórdios de São Francisco; como seriam os dias que viriam depois? Possa eu terminar por onde ele começou! Meu Deus, quando medito na vida de vossos santos, cada vez mais me convenço de que nada valho e de que nada faço. E assim mesmo chego a imaginar muitas vezes que sou qualquer coisa, que faço qualquer coisa! Meu Deus, tende piedade da minha miséria e do meu orgulho. Concedei-me a graça de fazer com que me despreza e me aborreça, mas sem impaciência, e sem desconfiar da vossa misericórdia. São Francisco tornou-se o patriarca de uma ordem religiosa que se espalhou pela terra inteira. Deu ao seus monges o nome de “Irmãos Menores”, ou “Irmãozinhos”, para distingui-los dos religiosos de São Domingos, denominados “Irmãos Pregadores”. No decorrer do tempo, receberam também as alcunhas de “franciscanos”, e de “Cordeleiros”, porque cingiam a cintura com uma corda. Dividiram-se em várias famílias, das quais a dos Capuchinhos é a que mais estritamente observa a pobreza. Francisco dizia que o espírito da pobreza era o fundamento da sua ordem. Seus religiosos nada possuíam que lhes pertencesse exclusivamente. Também não permitia que recebessem dinheiro, apenas as coisas necessárias à subsistência diária. Chamava a pobreza sua dama, sua rainha, sua mãe, sua esposa, reclamava-a insistentemente de Deus, como seu quinhão, seu privilégio: “Ó Jesus, vós que vos comprouvestes em viver na extrema pobreza, fazei-me a graça de conceder-me o privilégio da pobreza. Meu desejo mais ardente é ser enriquecido com esse tesouro, Peço-o para mim e para os meus, a fim de que para a glória do vosso santo nome nada possuamos, nunca, sob o céu, para que devamos nossa própria subsistência à caridade dos outros e por isso mesmo sejamos muito moderados e muito sóbrios”. O amor de Francisco pela obediência não era menos digno de admiração. Com freqüência era visto consultando os últimos de seus irmãos, embora fosse dotado de rara prudência e até mesmo do dom da profecia. Nas suas viagens costumava prometer obediência ao religioso que o acompanhava. Considerava a propensão que tinha para a obediência uma das maiores graças que Deus lhe concedera, pois com a mesma facilidade e presteza obedecia tanto um simples noviço como ao mais antigo e prudente dos frades; dizia, justificando-se, que devemos considerar não a pessoa a quem obedecemos, mas à vontade de Deus manifestada através da vontade dos superiores. Vemos como São Francisco amava a pobreza e a obediência. E, nós, será que amamos? E, nós, será que as praticamos? Quanto à milagrosa impressão dos estigmas de São Francisco, é comemorada no dia 17 de setembro. Tinha particular afeição pelas cotovias. Comprazia-se em admirar na plumagem desses pássaros o matiz pardo e acinzentado que escolhera para a sua ordem, a fim de dar aos frades freqüentes ocasiões para meditarem na morte, na cinza do túmulo. Ao mostrar aos seus discípulos a cotovia que se erguia nos ares e se punha a cantar, depois de ter apanhado alguns grãozinhos no chão, dizia alegremente: “Vede, elas nos ensinam a dar graças ao Pai comum que nos proporciona alimento, a comer apenas para a sua glória, a desprezar a terra e a elevar-nos ao céu, onde devemos nos entreter.” Certa vez, quando pregava no povoado de Alviano e não conseguia ser ouvido por causa da algazarra das andorinhas que tinham construído o ninho naquele lugar, a eles se
Evangelho Do Dia 2018-10-04

Quinta-feira, 04 de Outubro de 2018. Santo do dia: São Francisco de Assis, religioso; Beato Francisco Xavier Seelos, presbíteroCor litúrgica: branco Evangelho do dia: São Lucas 10, 1-12 Primeira leitura: Jó 19, 21-27Leitura do Livro de Jó: Disse Jó: 21Piedade, piedade de mim, meus amigos, pois a mão de Deus me feriu! 22Por que me perseguis como Deus, e não vos cansais de me torturar? 23Gostaria que minhas palavras fossem escritas e gravadas numa inscrição 24com ponteiro de ferro e com chumbo, cravadas na rocha para sempre! 25Eu sei que o meu redentor está vivo e que, por último, se levantará sobre o pó; 26e depois que tiverem destruído esta minha pele, na minha carne, verei a Deus. 27Eu mesmo o verei, meus olhos o contemplarão, e não os olhos de outros. Dentro de mim consomem-se os meus rins. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 26 (27) – Ó Senhor, ouvi a voz do meu apelo, atendei por compaixão! Meu coração fala convosco confiante e os meus olhos vos procuram. R: Sei que a bondade do Senhor eu hei de ver, na terra dos viventes. – Senhor, vossa face que eu procuro, Não afasteis em vossa ira o vosso servo, sois vós o meu auxílio! Não me esqueçais nem me deixeis abandonado, meu Deus e Salvador! R: Sei que a bondade do Senhor eu hei de ver, na terra dos viventes. – Sei que a bondade do Senhor eu hei de ver na terra dos viventes. Espera no Senhor e tem coragem, espera no Senhor! R: Sei que a bondade do Senhor eu hei de ver, na terra dos viventes. Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 10, 1-12 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Convertei-vos e crede no evangelho, pois o reino de Deus está chegando! (Mc 1,15); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas: Naquele tempo: 1O Senhor escolheu outros setenta e dois discípulos e os enviou dois a dois, na sua frente, a toda cidade e lugar aonde ele próprio devia ir. 2E dizia-lhes: ‘A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Por isso, pedi ao dono da messe que mande trabalhadores para a colheita. 3Eis que vos envio como cordeiros para o meio de lobos. 4Não leveis bolsa, nem sacola, nem sandálias, e não cumprimenteis ninguém pelo caminho! 5Em qualquer casa em que entrardes, dizei primeiro: ‘A paz esteja nesta casa!’ 6Se ali morar um amigo da paz, a vossa paz repousará sobre ele; se não, ela voltará para vós. 7Permanecei naquela mesma casa, comei e bebei do que tiverem, porque o trabalhador merece o seu salário. Não passeis de casa em casa. 8Quando entrardes numa cidade e fordes bem recebidos, comei do que vos servirem, 9curai os doentes que nela houver e dizei ao povo: ‘O Reino de Deus está próximo de vós.’ 10Mas, quando entrardes numa cidade e não fordes bem recebidos, saindo pelas ruas, dizei: 11Até a poeira de vossa cidade, que se apegou aos nossos pés, sacudimos contra vós. No entanto, sabei que o Reino de Deus está próximo! 12Eu vos digo que, naquele dia, Sodoma será tratada com menos rigor do que essa cidade. – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor The post Evangelho do dia 2018-10-04 appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho
São Geraldo De Brogne, Abade

Nasceu no território de Namur, de boa família, e, desde os mais tenros anos, mostrou-se ternamente devoto e, sobretudo, muito desapegado para com tudo quanto pudesse manchar-se a pureza. Tomou parte em várias campanhas, sob o comando de Berenger, Conde de Namur, sem que a sua virtude fosse atingida; ao contrário, a dissolução, ligada às armas, apenas serviu para fazê-la prosperar. Sua probidade e sabedoria converteram-no no conselheiro e confidente do Conde de Namur que o mandou tratar de alguns negócios junto ao Duque Roberto, futuro rei da França. Durante essa embaixada, Geraldo visitou o mosteiro de São Dionísio, onde assistiu ao ofício das vésperas; e, tendo ouvido referências a Santo Eugênio, indagou quem era aquele santo. Responderam-lhe que fora um companheiro de São Dionísio, primeiro bispo de Toledo, de onde viera para a Gália; sofrera o martírio na aldeia de Deuil, e suas relíquias, conservadas em São Dionísio haviam operado vários milagres. Geraldo insistiu com os monges para que lhe dessem o corpo daquele santo mártir, pois queria colocá-lo na nova igreja que mandara construir nas suas terras de Brogne. Seu pedido não foi atendido; contudo, deram-lhe a entender que se quisesse entrar como monge em São Dionísio, lhe concederiam o que tanto desejava. Na noite seguinte, Geraldo concebeu o projeto de abraçar a vida religiosa. De regresso, comunicou sua intenção ao Conde de Namur, que debalde se esforçou para dissuadi-lo. Também falou com Estevão, Bispo de Liége, seu tio materno. Temendo opor-se aos desígnios de Deus em relação ao sobrinho, o prelado deu-lhe sua benção, depois de fazer-lhe algumas advertências para auxiliá-lo a assegurar-se da sua vocação. Geraldo retornou a São Dionísio, onde tomou o hábito monástico cerca do ano de 928, depois de ter cortado o cabelo e raspado a barba. Começou a aprender o alfabeto, como as crianças e fez grandes progressos nas letras e outros ainda maiores na virtude. Permaneceu dez anos em São Dionísio, e foi ordenado sacerdote no nono ano por Adelmo, bispo de Paris, sucessor de Fulrado. Depois disso, tendo enfim obtido as relíquias de Santo Eugênio, regressou a Brogne, onde substituiu por doze monges de São Dionísio os clérigos que serviam a Igreja. Também fundou um mosteiro que dirigiu, e que se tornou famoso pelas virtudes dos monges e do prior. Gisleberto, Duque de Lorena, e Arnulfo, o Grande, Conde de Flandres, tão edificados ficaram, que incumbiram Geraldo de reformar todas as abadias das terras deles dependentes. Os principais mosteiros reformados e dirigidos pelo santo, na Flandres, foram os de Brogne, o de São Guislain, de São Pedro e São Bavo, em Gand, de São Martin, em Tournai, de Marchiennes, de Hasnon, São Vast de Arras, São Bertin, Santo Omer, Santo Armando, São Vulmer ou Samer, além dos mosteiros de Lorena e vários outros da França, tais como o de São Remígio, em Reims, e São Riquier. Importantes milagres aumentaram a autoridade conferida a São Geraldo pela virtude e pela sabedoria. Arnuldo, Conde de Flandres, era atrozmente atormentado por cálculos, e não se resolvia a deixar-se operar; embora os médicos e os cirurgiões lhe tivessem declarado que seria o púnico remédio contra o seu mal; para tranqüilizá-lo e abrandar-lhe o temor inspirado pela perogosa intervenção, operaram na sua presença dezoito pessoas atacadas pela mesma doença, das quais uma única morreu. Malgrado essas experiências, o Conde não consentiu em servir-se de um remédio que lhe parecia mais dolorosa do que o próprio mal. Recorreu a São Geraldo e o santo abade obteve-lhe, com suas orações, uma cura completa. No fim da sua vida, Geraldo fez uma viagem a Roma para obter privilégios em favor do seu mosteiro de Brogne. Depois visitou todosos mosteiros a ele subordinados e, em seguida, demitiu-se, a fim de melhor preparar-se para a morte, que chegou numa segunda-feira, 3 de Outubro de 959. Depois de ter recebido o santo viático com intensos sentimentos de piedade, deu ordens para que fizessem ressoar um sino que mandara benzer pelo bispo, e, mal esse começou a tocar, ele expirou. Vimos que São Sturme, abade de Fulda, também mandou tocar os sinos para avisar que entrara em agonia. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XVII, p. 267 à 269) The post São Geraldo de Brogne, Abade appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
Evangelho Do Dia 2018-10-03

Quarta-feira, 03 de Outubro de 2018. Santo do dia: Santo André e Santo Ambrósio, Presbíteros e mártiresCor litúrgica: vermelho Evangelho do dia: São Lucas 9, 57-62 Primeira leitura: Jó 9, 1-12.14-16Leitura do Livro de Jó: 1Jó respondeu a seus amigos e disse: 2’Sei muito bem que é assim: como poderia o homem ser justo diante de Deus? 3Se quisesse disputar com ele, entre mil razões não haverá uma para rebatê-lo. 4Ele é sábio de coração e poderoso em força; quem poderia enfrentá-lo e ficar ileso? 5Ele desloca as montanhas, sem que elas percebam e as derruba em sua cólera. 6Ele abala a terra em suas bases e suas colunas vacilam. 7Ele manda ao sol que não brilhe e guarda escondidas as estrelas. 8Sozinho desdobra os céus, e caminha sobre as ondas do mar. 9Criou a Ursa e o Órion, as Plêiades e as constelações do Sul. 10Faz prodígios insondáveis, maravilhas sem conta. 11Se passa junto de mim, não o vejo, e quando se afasta, não o percebo. 12Se ele apanha uma presa, quem ousa impedi-lo? Quem pode dizer-lhe: – O que está fazendo? 14Quem sou eu para replicar-lhe, e contra ele escolher meus argumentos? 15Ainda que eu tivesse razão, não poderia replicar, e deveria pedir misericórdia ao meu juiz. 16Se eu clamasse e ele me respondesse, não creio que daria atenção à minha voz’. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 87 (88) – Clamo a vós, ó Senhor sem cessar, todo o dia, minhas mãos para vós se levantam em prece. Para os mortos, acaso, faríeis milagres? poderiam as sombras erguer-se e louvar-vos? R: Chegue a minha oração até a vossa presença! – No sepulcro haverá quem vos cante o amor e proclame entre os mortos a vossa verdade? Vossas obras serão conhecidas nas trevas, vossa graça, no reino onde tudo se esquece? R: Chegue a minha oração até a vossa presença! – Quanto a mim, ó Senhor, clamo a vós na aflição, minha prece se eleva até vós desde a aurora. Por que vós, ó Senhor, rejeitais a minha alma? E por que escondeis vossa face de mim? R: Chegue a minha oração até a vossa presença! Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 9, 57-62 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Eu tudo considero como perda e como lixo a fim de ganhar Cristo e ser achado nele! (Fl 3,8s); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas: Naquele tempo: 57Enquanto estavam caminhando, alguém na estrada disse a Jesus: ‘Eu te seguirei para onde quer que fores.’ 58Jesus lhe respondeu: ‘As raposas têm tocas e os pássaros têm ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde repousar a cabeça.’ 59Jesus disse a outro: ‘Segue-me.’ Este respondeu: ‘Deixa-me primeiro ir enterrar meu pai.’ 60Jesus respondeu: ‘Deixa que os mortos enterrem os seus mortos; mas tu, vai anunciar o Reino de Deus.’ 61Um outro ainda lhe disse: ‘Eu te seguirei, Senhor, mas deixa-me primeiro despedir-me dos meus familiares.’ 62Jesus, porém, respondeu-lhe: ‘Quem põe a mão no arado e olha para trás, não está apto para o Reino de Deus.’ – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho por Santa Teresinha do Menino Jesus, Carmelita e Doutora da IgrejaPoesia «Jesus, meu amado, recorda-Te!», estr. 1, 6-8 «O Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça.» Recorda-Te da glória do PaiRecorda-Te dos divinos esplendoresQue deixaste quando Te exilaste na tTerraPara resgatares os pobres pecadores.Ó Jésus! Abaixando-Te ao ventre da Virgem Maria,Ocultaste a tua grandeza e a tua glória infinitasAh! Do seio materno,Que foi o teu segundo Céu,Recorda-Te. […] Recorda-Te que noutras paragensOs astros de ouro e a lua de prata,Que contemplo no azul sem nuvens,Rejubilaram, encantados com teus olhos de Menino.Na mãozinha com que acariciavas MariaSustentavas o mundo e davas-lhe a vida.E pensavas em mim,Jesus, meu Rei,Recorda-Te. Recorda-Te que na solidãoTrabalhavas com tuas divinas mãos.Viver oculto foi o teu suave estudo,Rejeitaste o saber dos humanos.A Ti, que com uma palavra sabias encantar o mundo,Agradou-Te ocultar a tua sabedoria profunda.Parecias ignorante,Ó Senhor omnipotente!Recorda-Te. Recorda-Te que, estrangeiro neste mundo,Andaste errante, Tu, o Verbo eterno,Nada tinhas, nem sequer uma pedra,Nem um abrigo, como as aves do céu.Ó Jesus! Vem repousar em mim,Vem, que minha alma está pronta para Te receber,Meu amado Salvador,Repousa no meu coração,que é teu. The post Evangelho do dia 2018-10-03 appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho
Santa Teresinha Do Menino Jesus, Carmelita

Maria Francisca Teresa, ou Teresinha, depois Teresinha do Menino Jesus, nascida aos 2 de Janeiro de 1873, era filha de Luís José Aloyles Estanislau Martin e de Zélia Maria Guerin, dos quais a Santa, mais tarde diria: “O bom Deus deu-me um pai e uma mãe mais dignos do céu do que da terra.” Depois de terem imitado, durante dez meses, a vida toda a pureza de Nossa Senhora e de São José, rogaram ao Senhor que se dignasse dar-lhes muitos filhos, e os tomasse para si. Com efeito, casados em 1858, em 1860 nasceu-lhes Maria Luísa; em 1861, Maria Paulina; em 1863, Maria Leônia; em 1864, Maria Helena, que faleceu em 1870; em 1866, Maria Celina, falecida no Carmelo de Lisieux; e em 1870, Maria Melânia Teresa, que morreu no ano mesmo em que nasceu. Com excessão das falecidas, as demais foram religiosas. Santa Teresinha veio ao mundo em Alencon. Quando a mãe, a boa Zélia Maria, faleceu, contava quatro anos e, embora em tenra idade, sofreu grande choque. Luís Martin então deixou a cidade e foi ficar-se em Lisieux, nos Buissonnets, perto da farmácia do cunhado Guérin. Teresinha, para Luís Martin, era a filha querida, a “pequenina rainha da França e da Navarra”, como a chamava. Invariavelmente, colocava-a sobre os joelhos e, em cadência de cavalinho, ia-a balançando, a cantar, destacando as sílabas: Mon petit Reinot qui a fait La fortune de toute l’Auvergne, fouchtra! Morta a mãe, Teresinha viu-se rodeada pela ternura do pai e das irmãs, principalmente dos cuidados de Paulina, a sua mãezinha. Desde os três anos de idade que a nossa santa resolveu nada recusar a Jesus, Assim é que, sendo a caçula, e, pois, a mais mimada, assentou que de tal privilégio não havia de abusar jamais. Tímida, amável, obediente, às vezes, como ela mesma nos conta, era vaidosa. Vivia-lhe ainda a mãe, quando nos relata o que se segue: Duma feita, devíamos ir ao campo, à casa duma família amiga. A mamãe disse a Maria que me pusesse o meu lindo vestido, mas que me cobrisse os braços. Não disse palavra, mostrei até indiferença, própria das crianças daquela idade, mas, interiormente, dizia: Quanto mais bonita iria eu com os meus bracinhos de fora”. E então? Como se os santos já nascessem santos! Quanto detratores há da religião, pelo mundo afora, que, por isto e por aquilo, desmerecem os escolhidos de Deus. A santidade há que se conquistar com o combate, combate rude, que só com a graça do Alto se levará a bom termo. Com treze anos por motivo de doença, retiraram-na do colégio, para ficar com uma preceptora da sociedade, que se encarregaria de lhe completar a educação. Daqueles tempos, diria: “Nesta salinha mobiliada à antiga, rodeada de cadernos, assisti, muitas vezes, à recepção de numerosas visitas. A mãe da minha professora era quem sustentava a conversa. Todavia, nesses dias, não aprendia grande coisa. Com o nariz em cima do livro, ouvia tudi, até mesmo o que seria melhor não ouvir. Uma das senhores dizia que eu tinha um lindíssimo cabelo, outra, ao sair, perguntava quem era a mocinha tão bonita. E estas palavras, tanto mais lisonjeadoras porque eram pronunciadas para mim, davam-me tal prazer que eu via claramente quanto estava cheia de amor próprio. Em agosto do ano de 1879, estava, então com quase sete anos, ocorreu o primeiro fenômeno verdadeiramente extraordinário que encontramos na vida mística da Irmã Teresa, – como diz Petitot – a visão profética que se relaciona com Luís Martin. Segundo a autobiografia, confirmada pelo depoimento das principais testemunhas, dá-nos a cena como passada no verão. Deviam ser dias ou três horas da tarde. O sol, esplendoroso, brilhava por todo os Buissonets, e a natureza parecia estar em festa. Luís Martin estava fora, ausentava-se já de alguns dias. Em Alencon, tratava de negócios. Maria e Paulina, num dos quartos da casa, trabalhavam. Noutro quarto, Teresinha, pela janela, apreciava a natureza. Teve a santa, naquele dia, a sombria visão da mais pesada prova moral que, em 1892, muitos anos mais tarde, pois, devia afligi-la. Diz ela com pormenores: Encontrava-me sozinha a uma das janelas que davam para o jardim e tinha o espírito com pensamentos alegres, quando vi defronte da lavanderia, à minha frente, um homem vestido exatamente como meu pai, da mesma estatura, com o mesmo andar, mas mais curvado e envelhecido. Digo envelhecido para pintar o conjunto geral da sua pessoa, porque não lhe vi o rosto; a cabeça estava coberta com um espesso véu. Caminhava lentamente e, com passo regular, ao longo do jardinzinho. Imediatamente, fui tomada dum sentimento de pavor sobrenatural e gritei alto, com voz trêmula: – Papai, Papai! Mas a personagem misteriosa parecia não ouvir; continuou a andar sem se voltar, e dirigiu-se para um bosquezinho de pinheiros que cortava a álea principal do jardim. Esperava vê-la reaparecer do outro lado das grandes árvores, mas a visão profética desvanecera-se. Maria e Paulina, quando ouviram aquele grito: Papai!Papai! correram até Teresa, em busca de explicação para as notas de terror que sentiram na voz da irmã. Cientes do sucedido, deram minuciosa busca por toda a extensão do jardim, e nada encontraram. Mas Teresa teimava e dizia: – Eu vi um homem e esse homem parecia-se absolutamente com papai! Cansadas de rebuscar pelas moitas, pelos arbustos, de olhar por todos os recantos que pudessem esconder um ser humano, acabaram por voltar para casa. E as duas mais velhas aconselharam a Teresinha que não mais pensasse no caso. Não pensar mais no que sucedera! Ah! Diria ela, mais tarde, se estivesse na minha mãe! Muitas vezes a imaginação me representava essa visão misteriosa. Muitas vezes procurava levantar o véu que lhe encobria o sentido, e no íntimo do coração tinha a convicção de que um dia me seria inteiramente revelada. E o foi, de fato. Anos mais tarde, Luís Martin precisaria ir a Alençon. Julgando-se muito feliz, conta-nos Petitot, muito cheio de consolações, ofereceu-se como vítima na Igreja de Nossa Senhora: – Meu
Evangelho Do Dia 2018-10-02

Terça-feira, 02 de Outubro de 2018. Santo do dia: Santos Anjos da Guarda; Beato João Beyzym, presbíteroCor litúrgica: branco Evangelho do dia: São Mateus 18,1-5.10 Primeira leitura: Êxodo 23,20-23Leitura do Livro do Êxodo: Assim diz o Senhor: 20Vou enviar um anjo que vá à tua frente, que te guarde pelo caminho e te conduza ao lugar que te preparei. 21Respeita-o e ouve a sua voz. Não lhe sejas rebelde, porque não suportará as vossas transgressões, e nele está o meu nome. 22Se ouvires a sua voz e fizeres tudo o que eu disser, serei inimigo dos teus inimigos, e adversário dos teus adversários. 23O meu anjo irá à tua frente e te conduzirá à terra dos amorreus, dos hititas, dos fereseus, dos cananeus, dos heveus e dos jebuseus, e eu os exterminarei. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 90(91) – Quem habita ao abrigo do Altíssimo e vive à sombra do Senhor onipotente, diz ao Senhor: “Sois meu refúgio e proteção, sois o meu Deus, no qual confio inteiramente”. R: O Senhor deu uma ordem aos seus anjos, para em todos os caminhos te guardarem. – Do caçador e do seu laço ele te livra. Ele te salva da palavra que destrói. Com suas asas haverá de proteger-te, com seu escudo e suas armas, defender-te. R: O Senhor deu uma ordem aos seus anjos, para em todos os caminhos te guardarem. – Não temerás terror algum durante a noite, nem a flecha disparada em pleno dia; nem a peste que caminha pelo escuro, nem a desgraça que devasta ao meio-dia. R: O Senhor deu uma ordem aos seus anjos, para em todos os caminhos te guardarem. – Nenhum mal há de chegar perto de ti, nem a desgraça baterá à tua porta; pois o Senhor deu uma ordem a seus anjos para em todos os caminhos te guardarem. R: O Senhor deu uma ordem aos seus anjos, para em todos os caminhos te guardarem. Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 18,1-5.10 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Bendizei ao Senhor Deus, os seus poderes, seus ministros que fazeis sua vontade! (Sl 102,21); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus: Naquela hora, 1Os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram: “Quem é o maior no Reino dos Céus?” 2Jesus chamou uma criança, colocou-a no meio deles 3e disse: “Em verdade vos digo, se não vos converterdes, e não vos tornardes como crianças, não entrareis no Reino dos Céus. 4Quem se faz pequeno como esta criança, esse é o maior no Reino dos Céus. 5E quem recebe em meu nome uma criança como esta, é a mim que recebe. 10Não desprezeis nenhum desses pequeninos, pois eu vos digo que os seus anjos nos céus vêem sem cessar a face do meu Pai que está nos céus. – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho por São Vicente de Paulo, presbíteroDiscurso às Filhas da Caridade, 07/12/1643 Ser o anjo de outra pessoa Minhas filhas, vós que cuidais das crianças, que lugar tendes junto destes pequenos? Sois, de certa forma, os seus anjos da guarda. Pois bem, minhas filhas, desdenharíeis de acompanhar estas pobres crianças, quando os seus anjos se consideram felizes por permanecer continuamente junto delas? Se eles veem a Deus, é desse posto; se O glorificam, é ao lado destas crianças; se recebem os seus mandamentos, é também aí. São eles que elevam até Deus a glória que Lhe dão estes pequenos seres com as suas exclamações e os seus gorjeios. E consideram uma honra poder servi-los desta maneira. Ó minhas filhas, fazei o mesmo, vós que estais, com estes espíritos gloriosos, encarregadas de cuidar destas crianças. The post Evangelho do dia 2018-10-02 appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho
Os Santos Anjos Da Guarda

Em quem posso confiar? – perguntam-se muitos de nossos contemporâneos, fartos de decepções no relacionamento humano. Bem junto de cada um de nós, entretanto, há sempre alguém que só pensa em nos favorecer. Carlos Werner Benjumea A cada dia aumenta o volume de cartas, telefonemas e e-mails de pessoas que recorrem às orações dos Arautos do Evangelho por sentirem-se desoladas, abandonadas e, até mesmo, traídas por aqueles dos quais esperavam receber maior apoio e solidariedade. Às vezes, são pessoas unidas pelos fortes laços da natureza as que defraudam e ferem os corações de seus mais próximos. Numa das últimas cartas, uma frase resume bem a situação de inúmeros outros remetentes: “Já não tenho em quem confiar”. Uma realidade tão cruel atrai a compaixão… O principal remédio, sem dúvida, é a oração, mas não haverá algo mais a fazer para ajudar nossos irmãos e irmãs nessa situação dramática, tão difundida por toda parte? O ideal seria cada um deles ter um conselheiro fiel sempre à disposição, que, por pura amizade, os orientasse, consolasse, encorajasse. Um amigo de verdade, em quem pudessem depositar toda a sua confiança. Eis uma utopia, um problema para o qual parece não haver solução, pelo menos em termos humanos. Com efeito, onde encontrar tantas pessoas assim? Entretanto, muitos de nós, se olharmos para trás, para o tempo dourado de nossa infância, quando, ajudados por nossas mães, começávamos a rezar nossas primeiras orações, talvez nos lembremos de alguém que sabíamos estar sempre ao nosso lado, e a quem chamávamos de “zeloso guardador”. Um ser ao qual talvez tenhamos muito recorrido, e cuja figura ficou depois empoeirada nalgum canto de nossas recordações. Tomo, pois, a liberdade de lhe recordar, leitor, a existência desse amigo invisível, mas presente constante e fielmente ao nosso lado, poderoso e amável, que vive sempre na contemplação de Deus e, ao mesmo tempo nunca deixa de cuidar de nós: o Anjo da Guarda. Ele nos quer todo o bem Desde o início de sua vida até o momento de passar para a eternidade, todo ser humano é cercado pela proteção e intercessão de um anjo designado por Deus para o guiar, proteger e orientar. Assim, cada um de nós tem um Anjo da Guarda. Provavelmente, quase todos nós aprendemos em casa, ou nas aulas de catecismo, a clássica oração: “Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, já que a ti me confiou a piedade divina, sempre me rege, guarda, governa e ilumina. Amém”. Apesar disso, talvez tenha escapado alguma vez de nossos lábios uma pergunta, repassada mais de admiração do que de dúvida: “Então eu tenho mesmo um anjo incumbido por Deus de cuidar de mim?” É realmente admirável o fato de cada um de nós possuir um anjo cuja missão específica é favorecer-nos em tudo quanto se relacione com nossa salvação eterna, mas é essa a realidade: Deus “os fez mensageiros de seu projeto de salvação”, afirma o Catecismo da Igreja Católica. E diz São Paulo: “Não são todos os anjos espíritos ao serviço de Deus, o qual lhes confia missões para o bem daqueles que devem herdar a salvação?” (Hb 1,14). “Grande é a dignidade das almas – exclama São Jerônimo -, quando cada uma delas, desde a hora de seu nascimento, tem um anjo destinado para sua custódia!” É muito reconfortante saber que um ser superior à nossa natureza está continuamente a nosso lado; que ele, puro espírito, mantém-se na contemplação incessante de Deus e, ao mesmo tempo, vela por nós, quer-nos todo o bem, e seu objetivo é levar-nos para a felicidade perfeita e infindável do Céu. Quando nos damos conta da presença desse incomparável guardião, estabelecemos com ele uma amizade firme e íntima, como descreve o grande escritor francês Paul Claudel: “Entre o anjo e nós existe algo permanente. Há uma mão que, ainda quando dormimos, não solta a nossa. Sobre a terra onde nos encontramos, compartilhamos o pulso e o latejar do coração desse irmão celeste que fala com o nosso Pai”. Se tivéssemos maior confiança nesse celeste protetor, nesse bom amigo que nunca falha – ainda quando dele nos afastamos, por nossa má conduta -, seríamos capazes de recobrar a paz e o equilíbrio dos quais tanto precisamos! Eles estão a nosso lado, incansáveis, solícitos, bondosos A Bem-Aventurada Hosana Andreasi, de Mântua (Itália), ainda com seis anos de idade, tomara o gosto de passear pelas margens do Rio Pó, extasiada com a beleza do panorama. Um dia encontrava-se sozinha nesse lugar, quando de repente viu surgir diante de si um belo jovem, alto e forte. Nunca o havia visto antes… Surpresa, mas não amedrontada, ouviu o recém-chega chegado dizer com voz clara, ao mesmo tempo suave e firme: “A vida e a morte consistem em amar a Deus”. Sua surpresa aumentou quando o “jovem” a ergueu do chão e, olhando-a diretamente nos olhos, acrescentou: “Para entrar no Céu, você precisa amar muito a Deus. Ame?O. Tudo foi criado por Ele, para que as pessoas O amem”. Foi este o primeiro de numerosos encontros que Hosana teve, até seu falecimento (em 1505), com seu Anjo da Guarda. Casos como esse, de relacionamento intenso com os anjos, não são nada raros. Santa Gemma Galgani (1878- 1903), por exemplo, teve a constante companhia de seu anjo protetor, com quem mantinha um trato familiar. Ele lhe prestava todo tipo de ajuda, até mesmo levando suas mensagens para seu confessor, em Roma. Ainda mais próximos de nós, encontramos os episódios freqüentes ocorridos com São Pio de Pietrelcina (1887-1968), grande incentivador da devoção aos Anjos da Guarda. Em diversas ocasiões ele recebeu recados dos Anjos da Guarda de pessoas que, à distância, necessitavam de algum auxílio dele. O Beato João XXIII, outro grande devoto dos anjos, dizia: “Nosso desejo é que aumente a devoção ao Anjo Custódio”. Nossos anjos guardiães estão ao lado de cada um de nós, incansáveis, solícitos, bondosos, prontos para nos ajudar em tudo quanto precisarmos – inclusive em nossas necessidades materiais, mas especialmente para nos proporcionar os bens espirituais,
Evangelho Do Dia 2018-10-01

Segunda-feira, 01 de Outubro de 2018. Santo do dia: Santa Teresinha do Menino Jesus, virgem e Doutora da Igreja; Beato Luís Maria Monti, religiosoCor litúrgica: branco Evangelho do dia: São Lucas 9, 46-50 Primeira leitura: Jó 1,6-22Leitura do Livro de Jó: 6Um dia, foram os filhos de Deus apresentar-se ao Senhor; entre eles também Satanás. 7O Senhor, então, disse a Satanás: ‘Donde vens?’ – ‘Venho de dar umas voltas pela terra’, respondeu ele. Senhor disse-lhe: ‘Reparaste no meu servo Jó? Na terra não há outro igual: é um homem íntegro e correto, teme a Deus e afasta-se do mal’. 9Satanás respondeu ao Senhor: ‘Mas será por nada que Jó teme a Deus? 10Porventura o não levantaste um muro de proteção ao redor dele, de sua casa e de todos os seus bens? Tu abençoaste tudo o que ele fez, e seus rebanhos cobrem toda a região. 11Mas, estende a mão e toca em todos os seus bens; e eu garanto que ele te lançará maldições no rosto!’ 12Então o Senhor disse a Satanás: ‘Pois bem, de tudo o que ele possui, podes dispor, mas não estendas a mão contra ele’. E Satanás saiu da presença do Senhor. 13Ora, num dia em que os filhos e filhas de Jó comiam e bebiam vinho na casa do irmão mais velho, 14um mensageiro veio dizer a Jó: ‘Estavam os bois lavrando e as mulas pastando a seu lado, 15quando, de repente, apareceram os sabeus e roubaram tudo, passando os criados ao fio da espada. Só eu consegui escapar para trazer-te a notícia’. 16Estava ainda falando, quando chegou outro e disse: ‘Caiu do céu o fogo de Deus e matou ovelhas e pastores, reduzindo-os a cinza. Só eu consegui escapar para trazer-te a notícia’. 17Este ainda falava, quando chegou outro e disse: ‘Os caldeus, divididos em três bandos, lançaram-se sobre os camelos e levaram-nos consigo, depois de passarem os criados ao fio da espada. Só eu consegui escapar para trazer-te a notícia’. 18Este ainda falava, quando chegou outro e disse: ‘Teus filhos e tuas filhas estavam comendo e bebendo vinho na casa do irmão mais velho, 19quando um furacão se levantou das bandas do deserto e se lançou contra os quatro cantos da casa, que desabou sobre os jovens e os matou. Só eu consegui escapar para trazer-te a notícia’. 20Então, Jó levantou-se, rasgou o manto, rapou a cabeça, caiu por terra e, prostrado, disse: 21’Nu eu saí do ventre de minha mãe e nu voltarei para lá. O Senhor deu, o Senhor tirou; como foi do agrado do Senhor, assim foi feito. Bendito seja o nome do Senhor!’ 22Apesar de tudo isso, Jó não cometeu pecado nem se revoltou contra Deus. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 16 (17) – Ó Senhor, ouvi a minha justa causa, escutai-me e atendei o meu clamor! Inclinai o vosso ouvido à minha prece, pois não existe falsidade nos meus lábios! R: Inclinai o vosso ouvido e escutai-me! – De vossa face é que me venha o julgamento, pois vossos olhos sabem ver o que é justo. Provai meu coração durante a noite, visitai-o, examinai-o pelo fogo, mas em mim não achareis iniqüidade. R: Inclinai o vosso ouvido e escutai-me! – Eu vos chamo, ó meu Deus, porque me ouvis, inclinai o vosso ouvido e escutai-me! Mostrai-me vosso amor maravilhoso, vós que salvais e libertais do inimigo quem procura a proteção junto de vós. R: Inclinai o vosso ouvido e escutai-me! Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 9, 46-50 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Veio o Filho do homem, a fim de servir e dar sua vida em resgate por muitos (Mc 10,45); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas: Naquele tempo: 46Houve entre os discípulos uma discussão, para saber qual deles seria o maior. 47Jesus sabia o que estavam pensando. Pegou então uma criança, colocou-a junto de si 48e disse-lhes: ‘Quem receber esta criança em meu nome, estará recebendo a mim. E quem me receber, estará recebendo aquele que me enviou. Pois aquele que entre todos vós for o menor, esse é o maior.’ 49João disse a Jesus: ‘Mestre, vimos um homem que expulsa demônios em teu nome. Mas nós o proibimos, porque não anda conosco.’ 50Jesus disse-lhe: ‘Não o proibais, pois quem não está contra vós, está a vosso favor.’ – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho por São João Cassiano, presbíteroConferência n.° 15, 6-7 «Quem for o mais pequeno entre vós esse é que será o maior» «Vinde», diz Cristo aos seus discípulos, «e aprendei de Mim», não certamente a expulsar os demónios pelo poder do Céu, nem a curar os leprosos, nem a dar luz aos cegos, nem a reanimar os mortos […]; mas, diz Ele, «aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração» (Mt 11,28-29). Aí está, efetivamente, o que todos podem aprender e praticar. Não é necessário fazer revelações e milagres, nem é vantajoso para todos, e também não é concedido a todos. Pois a humildade é a mestra de todas as virtudes, o fundamento inabalável do edifício celestial, o dom próprio e magnífico do Salvador. Aquele que o possui poderá fazer, sem perigo de causar estranheza, todos os milagres que Cristo operou, porque procura imitar o Senhor manso, não na sublimidade dos seus prodígios, mas na virtude da paciência e da humildade. Em contrapartida, quem se sente impaciente por se impor aos espíritos impuros, por dar saúde aos doentes, por mostrar às multidões sinais maravilhosos, bem pode invocar o nome de Cristo no meio de toda a sua ostentação, que será sempre estranho a Cristo, porque a sua alma orgulhosa não segue o mestre da humildade. Eis o legado que o Senhor deixou aos seus discípulos aquando do seu regresso para junto do Pai: «Dou-vos um mandamento novo: que vos ameis uns aos outros como Eu vos amei»; e acrescenta de imediato: «Por isto é que todos conhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros» (Jo 13,34-35). É bem certo que, quanto menos mansos e humildes formos,