Beata Maria Madalena Starace, Fundadora Das Irmãs Servas De Maria

1. As palavras do Evangelho de João agora proclamado, voltam todos os anos e ajudam-nos a cumprir os dias da Oitava de Páscoa que como todos os cinquenta dias deste tempo são vividos como se fossem um só dia, como o único Oitavo Dia no qual o homem e toda a humanidade rejubilam pela alegria do seu Senhor e Deus. Para que esta “alegria seja plena” (Jo 15, 24) e seja para todos, o Senhor Jesus apresenta-se aos seus discípulos “na noite do mesmo dia” (20, 19), mas ainda vem dentro dos “oito dias depois” (20, 26). Nestas notas redaccionais do texto é, de certo modo, inaugurado o ritmo pascal da vida da Igreja que acolhe sempre na expectativa da parusia a vinda do seu Senhor, esperando de domingo em domingo não só encontrá-l’O ainda, mas encontrá-l’O melhor. O solene rito da Beatificação da Madre Maria Madalena Starace, Fundadora das Irmãs Servas de Maria, insere-se muito bem neste contexto pascal e sem dúvida favorece o encontro com o Ressuscitado. O conjunto das Leituras bíblicas de hoje, oferece-nos a visão do Ressuscitado que se apresenta aos Apóstolos no esplendor da vitória sobre a morte, para lhes entregar a tarefa de serem dispensadores da misericórdia divina: “Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados” (Jo 20, 22-23). O poder de cura espiritual que se realiza no mundo invisível, mas real da fé, encontra visibilidade no poder da cura física dos doentes, realizada também só com a sombra da passagem de Pedro, como nos recordaram os Actos dos Apóstolos, na primeira leitura (Act 5, 15). Acima de tudo sobressai a visão de Cristo que aparece ao Apóstolo João, no Apocalipse (da segunda leitura de hoje) para nos garantir que Ele é “o primeiro e o Último, o Vivente” (Ap 1, 17-18). 2. Para a Madre Maria Madalena Starace, Jesus era verdadeiramente “o Primeiro e o Último, o Vivente”, basta pensar que dedicava num só dia, por vezes oito horas, outras vezes cinco horas contínuas ao diálogo com Deus. Ela dirigia o seu Instituto ajoelhada diante do altar, falando primeiro ao Senhor da vida de cada uma das fundações e dos problemas individuais das suas filhas. Desde os anos da infância, vivida à sombra da mãe tão devota da Virgem das Dores, foi-se radicando no coração de Constância (assim se chamava no século a nossa Beata), o estímulo a uma relação interior com Jesus cada vez mais forte. Quem a orientou para as necessidades de se ocupar das necessidades da juventude foi o Pastor da Diocese, animado por santo zelo, D. Petagna, que não duvidou em lhe confiar a tarefa quer de dirigir um pequeno grupo de jovens da Piedosa União das Filhas de Maria, quer de ensinar o catecismo às crianças. O pequeno grupo cresceu, aumentaram as órfãs e também as jovens dispostas a unir-se ao apostolado realizado pela irmã Starace, até chegar à aprovação do novo Instituto das “Compassionistas” em 1871. Sob a guia do novo Bispo, D. Sarnelli, a Madre Madalena completou o seu caminho espiritual, chegando até aos cumes da mística, treinando-se num rigoroso asceptismo e conseguindo motivar profundamente a sua intensa actividade apostólica. O seu critério fundamental apoiava-se na convicção incutiva nas suas religiosas e nas suas assistidas que o feliz êxito na assistência às pessoas idosas, na educação dos jovens, na doação de si a quantos necessitavam de ajuda e de conforto, estava ligado à santificação pessoal, à união profunda com Deus. À luz desta orientação é possível compreender o motivo da vitalidade do Instituto por ela fundado, a sua difusão nos vários continentes. 3. O Santo Padre Bento XVI recordou isto na sua primeira Encíclica Deus caritas est, recordando a primazia da caridade na vida do cristão e da Igreja, realçando que as testemunhas privilegiadas desta primazia são os Santos, os quais fizeram da sua existência, mesmo se com diversas tonalidades, um hino a Deus-Amor. “Na verdade comentava o Santo Padre toda a história da Igreja é história de santidade, animada pelo único Amor, que tem a sua fonte em Deus”. (cf. Angelus, 29 de Janeiro de 2006). De facto, só mediante a caridade sobrenatural que brota sempre renovada do coração de Cristo, se pode explicar o prodigioso florescimento de santidade ao qual se assistiu ao longo dos dois mil anos do cristianismo, e do qual esta região campana “Campania felix” seria verdadeiramente o caso de repetir foi abundantemente fecundada. Ao espírito de sacrifício e de disponibilidade para ser vítima do amor divino, a Beata Maria Madalena tinha sido predisposta pelo exemplo luminoso de Santa Margarida Alacoque beatificada por Pio IX em 1864, com 19 anos de idade. O Coração de Jesus, vítima sacrificada por nós, juntamente com a dor do Coração da Mãe aos pés da Cruz, tornou-se o tema constante da reflexão espiritual da Madre Starace. Falava disto, podemos dizer, quotidianamente às suas Filhas, para as exortar à generosidade ao enfrentar os sacrifícios exigidos para realizar a união profunda com Deus. Às provações Madre Starace opunha a arma da oração, a aceitação da cruz e o abandono à vontade de Deus. “Da Cruz não se desce escrevia mas ressuscita-se quando tudo está cumprido”. Disto surge também a sua decisão audaz de construir um templo para dedicar ao Coração de Jesus, na colina de Scanzano. Conseguiu pagando um preço altíssimo de sacrifícios e de humilhações, coroados pela consagração do Santuário celebrada por D. Michele De Jorio, a 5 de Outubro de 1908. 4. Tomé não acreditou nas palavras dos apóstolos: a sua desconfiança tinha talvez uma raiz de presunção e até de receio por ter perdido um encontro com o Senhor. Jesus vai ao seu encontro e mostra-lhe o sinal dos pregos. Gesto lindíssimo, que põe em crise o orgulho do apóstolo. São suficientes poucas palavras e ele já está ajoelhado para confessar a sua fé na Ressurreição: “Meu Senhor e meu Deus” (Jo 20, 28). Hoje muitas pessoas parecem-se com Tomé e nós sofremos com isso: gostaríamos que Jesus viesse
Evangelho Do Dia 2018-09-05

Quarta-feira, 05 de Setembro de 2018. Santo do dia: Beato João o Bom de Siponto, abadeCor litúrgica: verde Evangelho do dia: São Lucas 4, 38-44 Primeira leitura: Coríntios 3, 1-9Leitura da primeira carta de São Paulo aos Coríntios: 1Irmãos, não pude falar-vos como a pessoas espirituais. Tive que vos falar como a pessoas carnais, como a crianças na vida em Cristo. 2Pude oferecer-vos somente leite, não alimento sólido, pois ainda não éreis capazes de tomá-lo. E nem atualmente sois capazes de receber alimento sólido, 3visto que ainda sois carnais. As rivalidades e rixas que existem aí, no meio de vós, acaso não mostram que sois carnais e que procedeis de acordo com os impulsos naturais? 4Quando um declara: ‘Eu sou de Paulo’, e outro : ‘Eu sou de Apolo’, não estais procedendo como pessoas simplesmente naturais? 5Pois, o que é Apolo? O que é Paulo? – Não passam de servidores, pelos quais chegastes à fé. E cada um deles exerce seu serviço segundo o dom recebido de Deus. 6Eu plantei, Apolo regou, mas Deus é que fazia crescer. 7De modo que nem o que planta, nem o que rega são, propriamente, importantes. Quem é importante é aquele que faz crescer: Deus. 8Aquele que planta e aquele que rega formam uma unidade, mas cada um receberá o seu próprio salário, proporcional ao seu trabalho. 9Com efeito, nós somos cooperadores de Deus, e vós sois lavoura de Deus, construção de Deus. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 32 (33) – Feliz o povo cujo Deus é o Senhor, e a nação que escolheu por sua herança! Dos altos céus o Senhor olha e observa; ele se inclina para olhar todos os homens. R: Feliz o povo que o Senhor escolheu por sua herança! – Ele contempla do lugar onde reside e vê a todos os que habitam sobre a terra. Ele formou o coração de cada um e por todos os seus atos se interessa. R: Feliz o povo que o Senhor escolheu por sua herança! – No Senhor nós esperamos confiantes, porque ele é nosso auxílio e proteção! Por isso o nosso coração se alegra nele, seu santo nome é nossa única esperança. R: Feliz o povo que o Senhor escolheu por sua herança! Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 4, 38-44 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– O Espírito do Senhor repousa sobre mim e enviou-me a anunciar aos pobres o evangelho (Lc 4,18); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas: Naquele tempo: 38Jesus saiu da sinagoga e entrou na casa de Simão. A sogra de Simão estava sofrendo com febre alta, e pediram a Jesus em favor dela. 39Inclinando-se sobre ela, Jesus ameaçou a febre, e a febre a deixou. Imediatamente, ela se levantou e começou a servi-los. 40Ao pôr do sol, todos os que tinham doentes atingidos por diversos males, os levaram a Jesus. Jesus colocava as mãos em cada um deles e os curava. 41De muitas pessoas também saíam demônios, gritando: ‘Tu és o Filho de Deus.’ Jesus os ameaçava, e não os deixava falar, porque sabiam que ele era o Messias. 42Ao raiar do dia, Jesus saiu, e foi para um lugar deserto. As multidões o procuravam e, indo até ele, tentavam impedi-lo que os deixasse. 43Mas Jesus disse: ‘Eu devo anunciar a Boa Nova do Reino de Deus também a outras cidades, porque para isso é que eu fui enviado.’ 44E pregava nas sinagogas da Judéia. – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho por São Bernardo, monge cisterciense, Doutor da IgrejaSermões sobre o Cântico dos Cânticos, n.º 84, 2-3 «A multidão foi à procura d’Ele […]. Mas Jesus disse-lhes: “Tenho de ir também às outras cidades”» Saiba toda a alma que busca a Deus que foi por Ele procurada primeiro, que Ele a buscou antes que ela O buscasse. […] «Toda a noite procurei Aquele que o meu coração ama» (Ct 3,1). A alma procura o Verbo, mas é o Verbo quem a procura de antemão. […] Quando entregue a si própria, a nossa alma mais não é do que um sopro que passa e não volta (Sl 78,39). Escutai o que ela diz, ao longe fugitiva e à deriva: «Ando errante como ovelha perdida; vem à procura do teu servo» (Sl 119,176). Homem, queres voltar? Mas isso não depende da tua vontade, e por isso pedes auxílio. […] Queres e não podes, pois não és mais do que um sopro errante, que não consegue voltar sozinho. […] Mas donde lhe vem essa vontade? De que a procurou e visitou o Verbo, numa procura em tudo menos ociosa, uma vez que lhe despertou a vontade sem a qual não poderia voltar. No entanto, não basta que o Senhor a tenha buscado uma vez, tanta é a lassidão e tantas as dificuldades da volta. […] «O querer está ao meu alcance», diz, «mas realizar o bem, isso não» (Rom 7,18). O que busca, então, aquele que citámos no salmo? Apenas isso mesmo: que o busquem, pois nunca tal faria se não fosse de antemão buscado, nem recomeçaria a sua busca se o tivessem suficientemente buscado. The post Evangelho do dia 2018-09-05 appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho
Evangelho Do Dia 2018-09-04

Terça-feira, 04 de Setembro de 2018. Santo do dia: Santa Rosália, virgemCor litúrgica: verde Evangelho do dia: São Lucas 4, 31-37 Primeira leitura: Coríntios 2, 10-16Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios: Irmãos: 10o Espírito esquadrinha tudo, mesmo as profundezas de Deus. 11Quem dentre os homens conhece o que se passa no homem senão o espírito do homem que está nele? Assim também, ninguém conhece o que existe em Deus, a não ser o Espírito de Deus. 12Nós não recebemos o espírito do mundo, mas recebemos o Espírito que vem de Deus, para que conheçamos os dons da graça que Deus nos concedeu. 13Desses dons também falamos, não com palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas com a sabedoria aprendida do Espírito: assim, ajustamos uma linguagem espiritual às realidades espirituais. 14O homem psíquico – o que fica no nível de suas capacidades naturais – não aceita o que é do Espírito de Deus: pois isso lhe parece uma insensatez. Ele não é capaz de conhecer o que vem do Espírito, porque tudo isso só pode ser julgado com a ajuda do mesmo Espírito. 15Ao contrário, o homem espiritual – enriquecido com o dom do Espírito – julga tudo, mas ele mesmo não é julgado por ninguém. 16Com efeito, quem conheceu o pensamento do Senhor, de maneira a poder aconselhá-lo? Nós, porém, temos o pensamento de Cristo. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 144 (145) – Misericórdia e piedade é o Senhor, ele é amor, é paciência, é compaixão. O Senhor é muito bom para com todos, sua ternura abraça toda criatura. R: É justo o Senhor em seus caminhos. – Que vossas obras, ó Senhor, vos glorifiquem, e os vossos santos com louvores vos bendigam! Narrem a glória e o esplendor do vosso reino e saibam proclamar vosso poder! R: É justo o Senhor em seus caminhos. – Para espalhar vossos prodígios entre os homens e o fulgor de vosso reino esplendoroso. O vosso reino é um reino para sempre, vosso poder, de geração em geração. R: É justo o Senhor em seus caminhos. – O Senhor é amor fiel em sua palavra, é santidade em toda obra que ele faz. Ele sustenta todo aquele que vacila e levanta todo aquele que tombou. R: É justo o Senhor em seus caminhos. Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 4, 31-37 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Um grande profeta surgiu entre nós, e Deus visitou o seu povo (Lc 7,16); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas: Naquele tempo: 31Jesus desceu a Cafarnaum, cidade da Galiléia, e aí ensinava-os aos sábados. 32As pessoas ficavam admiradas com o seu ensinamento, porque Jesus falava com autoridade. 33Na sinagoga, havia um homem possuído pelo espírito de um demônio impuro, que gritou em alta voz: 34’O que queres de nós, Jesus Nazareno? Vieste para nos destruir? Eu sei quem tu és: tu és o Santo de Deus!’ 35Jesus o ameaçou, dizendo: ‘Cala-te, e sai dele!’ Então o demônio lançou o homem no chão, saiu dele, e não lhe fez mal nenhum. 36O espanto se apossou de todos e eles comentavam entre si: ‘Que palavra é essa? Ele manda nos espíritos impuros, com autoridade e poder, e eles saem.’ 37E a fama de Jesus se espalhava em todos os lugares da redondeza. – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor The post Evangelho do dia 2018-09-04 appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho
Beata Catarina De Racconigi, Virgem Dominicana

Catarina nasceu de pais pobres, Jorge e Bilia, em Racconigi, no Piemonte. Aos cinco anos, foi consagrada ao Menino Jesus: Nossa Senhora disse-lhe que Jesus lhe queria o coração. Respondeu: – Se eu o achar, eu lho darei. Maria, então, explicou-lhe que dar o coração não implicava uma coisa física, mas sim, fazer tudo para obedecer ao divino Filho e por Ele sofrer. Pouco depois, Jesus Menino aparecer-lhe-ia, acompanhado dum anjo, de São Jerônimo, de São Pedro de Verona e de Santa Catarina de Siena. Tendo recebido os estigmas, invisíveis, mas cruéis, foi duramente perseguida pelo demônio, ao qual, todavia, venceu pela ajuda do céu. Aos vinte anos, recebei o hábito da ordem terceira de São Domingos. Desde então, muito perseguida e caluniada, Satanás entrou a sugerir-lhe o suicídio, como remédio. Catarina, porém, no meio da tribulação, procurando afastar-se do maligno instigador que a queria perder, dizia: – Eu fui resgatada por Jesus. Ele cuidará de mim. Os Padres da minha ordem não me são indispensáveis. Foi por Deus que eu tomei o hábito, não por eles. Jesus é minha esperança. É que, caluniada e perseguida, por mal-formados, os dominicanos lhe recusaram o ministério. Auxiliada por Deus, porém, a tudo venceu, falecendo no exílio, porque a degredaram. Era em Caramagno, em 1547, estava com mais de sessenta anos, e foi enterrada em Garessio. Teve o culto confirmado em 1810, culto pelo qual, sem descanso, batalhou o bispo de Saluces, João Juvenal Ancina. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XVI, p. 36-37) The post Beata Catarina de Racconigi, Virgem Dominicana appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
Beata Catarina De Racconigi, Virgem Dominicana

Catarina nasceu de pais pobres, Jorge e Bilia, em Racconigi, no Piemonte. Aos cinco anos, foi consagrada ao Menino Jesus: Nossa Senhora disse-lhe que Jesus lhe queria o coração. Respondeu: – Se eu o achar, eu lho darei. Maria, então, explicou-lhe que dar o coração não implicava uma coisa física, mas sim, fazer tudo para obedecer ao divino Filho e por Ele sofrer. Pouco depois, Jesus Menino aparecer-lhe-ia, acompanhado dum anjo, de São Jerônimo, de São Pedro de Verona e de Santa Catarina de Siena. Tendo recebido os estigmas, invisíveis, mas cruéis, foi duramente perseguida pelo demônio, ao qual, todavia, venceu pela ajuda do céu. Aos vinte anos, recebei o hábito da ordem terceira de São Domingos. Desde então, muito perseguida e caluniada, Satanás entrou a sugerir-lhe o suicídio, como remédio. Catarina, porém, no meio da tribulação, procurando afastar-se do maligno instigador que a queria perder, dizia: – Eu fui resgatada por Jesus. Ele cuidará de mim. Os Padres da minha ordem não me são indispensáveis. Foi por Deus que eu tomei o hábito, não por eles. Jesus é minha esperança. É que, caluniada e perseguida, por mal-formados, os dominicanos lhe recusaram o ministério. Auxiliada por Deus, porém, a tudo venceu, falecendo no exílio, porque a degredaram. Era em Caramagno, em 1547, estava com mais de sessenta anos, e foi enterrada em Garessio. Teve o culto confirmado em 1810, culto pelo qual, sem descanso, batalhou o bispo de Saluces, João Juvenal Ancina. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XVI, p. 36-37) The post Beata Catarina de Racconigi, Virgem Dominicana appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
Evangelho Do Dia 2018-09-03

Segunda-feira, 03 de Setembro de 2018. Santo do dia: São Gregório Magno, Papa e Doutor da Igreja; São Marino, diáconoCor litúrgica: branco Evangelho do dia: São Lucas 4, 16-30 Primeira leitura: Coríntios 2, 1-5Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios: 1Irmãos, quando fui à vossa cidade anunciar-vos o mistério de Deus, não recorri a uma linguagem elevada ou ao prestígio da sabedoria humana. 2Pois, entre vós, não julguei saber coisa alguma, a não ser Jesus Cristo, e este, crucificado. 3Aliás, eu estive junto de vós, com fraqueza e receio, e muito tremor. 4Também a minha palavra e a minha pregação não tinham nada dos discursos persuasivos da sabedoria, mas eram uma demonstração do poder do Espírito, 5para que a vossa fé se baseasse no poder de Deus e não na sabedoria dos homens. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 118 (119) – Quanto eu amo, ó Senhor, a vossa lei! Permaneço o dia inteiro a meditá-la. R: Quanto eu amo, ó Senhor, a vossa lei! – Vossa lei me faz mais sábio que os rivais, porque ela me acompanha eternamente. R: Quanto eu amo, ó Senhor, a vossa lei! – Fiquei mais sábio do que todos os meus mestres, porque medito sem cessar vossa Aliança. R: Quanto eu amo, ó Senhor, a vossa lei! – Sou mais prudente que os próprios anciãos, porque cumpro, ó Senhor, vossos preceitos. R: Quanto eu amo, ó Senhor, a vossa lei! – De todo mau caminho afasto os passos, para que eu siga fielmente as vossas ordens. R: Quanto eu amo, ó Senhor, a vossa lei! – De vossos julgamentos não me afasto, porque vós mesmo me ensinastes vossas leis. R: Quanto eu amo, ó Senhor, a vossa lei! Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 4, 16-30 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– O Espírito do Senhor repousa sobre mim; e enviou-me a anunciar aos pobres o evangelho (Lc 4,18); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas: Naquele tempo: 16Veio Jesus à cidade de Nazaré, onde se tinha criado. Conforme seu costume, entrou na sinagoga no sábado, e levantou-se para fazer a leitura. 17Deram-lhe o livro do profeta Isaías. Abrindo o livro, Jesus achou a passagem em que está escrito: 18’O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou com a unção para anunciar a Boa Nova aos pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos cativos e aos cegos a recuperação da vista; para libertar os oprimidos 19e para proclamar um ano da graça do Senhor.’ 20Depois fechou o livro, entregou-o ao ajudante, e sentou-se. Todos os que estavam na sinagoga tinham os olhos fixos nele. 21Então começou a dizer-lhes: ‘Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura que acabastes de ouvir.’ 22Todos davam testemunho a seu respeito, admirados com as palavras cheias de encanto que saíam da sua boca. E diziam: ‘Não é este o filho de José?’ 23Jesus, porém, disse: ‘Sem dúvida, vós me repetireis o provérbio: Médico, cura-te a ti mesmo. Faze também aqui, em tua terra, tudo o que ouvimos dizer que fizeste em Cafarnaum.’ 24E acrescentou: ‘Em verdade eu vos digo que nenhum profeta é bem recebido em sua pátria. 25De fato, eu vos digo: no tempo do profeta Elias, quando não choveu durante três anos e seis meses e houve grande fome em toda a região, havia muitas viúvas em Israel. 26No entanto, a nenhuma delas foi enviado Elias, senão a uma viúva que vivia em Sarepta, na Sidônia. 27E no tempo do profeta Eliseu, havia muitos leprosos em Israel. Contudo, nenhum deles foi curado, mas sim Naamã, o sírio.’ 28Quando ouviram estas palavras de Jesus, todos na sinagoga ficaram furiosos. 29Levantaram-se e o expulsaram da cidade. Levaram-no até ao alto do monte sobre o qual a cidade estava construída, com a intenção de lançá-lo no precipício. 30Jesus, porém, passando pelo meio deles, continuou o seu caminho. – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor The post Evangelho do dia 2018-09-03 appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho
Gregório, O Magno

No fim do século VI, Roma desabava no caos e com ela agonizava toda uma civilização. Os rumos da história mudavam drasticamente quando um monge beneditino foi escolhido Papa. Era Gregório I, a quem a História qualificou de “o Magno“. Pe. Pedro Rafael Morazzani Arráiz, EP Como as furiosas e ritmadas ondas de um mar borrascoso irrompem com violência sobre as areias da praia, sucessivas hordas de invasores assolaram, durante mais de 150 anos, a península italiana. Em 410, os visigodos do rei Alarico I, após devastar vilas e campos, chegaram até Roma, cujas muralhas tinham 800 anos sem avistar um exército estrangeiro. E a esplendorosa e já decadente cidade das sete colinas foi saqueada durante três dias. Em vão o Papa Leão Magno tentou deter os vândalos que sulcavam impunemente, em rápidas naves, o Mar Mediterrâneo. O santo Pontífice obteve de seu rei, Genserico, apenas que a população fosse poupada. Mas durante duas trágicas semanas do ano 455, Roma foi minuciosamente pilhada por esses terríveis bárbaros. “Missa de São Gregório Magno”, por Andrea Sacchi – Basílica de São Pedro santiebeati.it Em 472, o suevo Ricimero, apoiado pelos burgúndios, sitiou a capital do império, onde tentou resistir um dos últimos soberanos latinos: Antémio, mera sombra de autoridade num mundo cada vez mais convulsionado. No dia 11 de julho, a velha urbe foi, pelas tropas do caudilho suevo, saqueada mais uma vez. Como conseqüência de intrigas políticas, Rômulo Augústulo, um jovem de 13 anos, foi proclamado soberano de um império que já não mais existia. Menos de um ano durou essa triste comédia: em 476, Odoacro, à cabeça de várias tribos de germanos, ocupou aquelas terras onde tremia e chorava de medo o último dos imperadores de Roma… Uma nova horda de invasores submergiu a península no ano de 489: os ostrogodos. Quiçá 200 mil homens, calculam os historiadores. Em poucos anos, eliminaram os ocupantes da véspera, tornaram-se os donos da Itália e seu rei Teodorico entrou triunfalmente na cidade dos antigos césares. Após a morte deste grande chefe, em 526, a península italiana transformou- se durante mais de duas décadas num imenso campo de batalha onde godos e bizantinos entrechocavam-se ferozmente, disputando palmo a palmo aquela terra ensangüentada. Várias vezes a Cidade Eterna foi sitiada e conquistada. Seus grandiosos monumentos e palácios desmoronavamse e a população, outrora mais de um milhão de habitantes, somava agora menos de 100 mil seres desafortunados, na maioria oriunda de outras regiões desoladas pela guerra. Finalmente, Belisário e Narses, geniais comandantes do exército bizantino, cujo imperador Justiniano reinava na distante e despreocupada Constantinopla, exterminaram o povo dos ostrogodos. Um capítulo trágico parecia concluído e o futuro despontava sereno no horizonte dos romanos sobreviventes. A catástrofe Mas o pior estava ainda por acontecer. O sonho da restauração de um passado grandioso evaporou-se no incêndio de uma nova convulsão social. Como uma avalanche incontenível, em 568, desembocaram no norte da Itália 100 mil guerreiros seguidos por mais de 500 mil anciãos, mulheres e crianças: os lombardos. Esse povo bárbaro, de religião ariana, logo revelou ser um dos mais cruéis e sanguinários invasores que até então haviam penetrado na Europa ocidental. “À sua chegada, a Itália conservava ainda a forma romana nas suas cidades. Mas quando passavam os lombardos com os seus exércitos, desapareciam até os últimos vestígios da organização romana do município”.1 Testemunhas desses acontecimentos narram que “as igrejas eram saqueadas, os sacerdotes assassinados, as cidades destruídas e mortos os seus habitantes”. 2 Seu método de conquista consistia na violência e no terror, e para firmarem-se de modo definitivo naquelas terras, eliminavam metodicamente as elites latinas e o resto de aristocracia ainda subsistentes. Todo o norte da Itália foi conquistado e para Roma acorriam os sobreviventes, fugindo dos horrores que acompanhavam a ocupação lombarda. A luz da esperança Outono de 589. Chuvas torrenciais abateram-se sobre a Itália. Os campos ficaram alagados, perderam-se as colheitas e quase todos os rios transbordaram, destruindo pontes e inundando muitas vilas e cidades. Em Roma, o manso Tibre tornou-se uma torrente impetuosa. Saindo de seu leito e atingindo um nível jamais visto, as águas devastaram a cidade e submergiram no lodo seus bairros menos elevados. O inverno e o novo ano chegaram, e a chuva não cessava de cair. A catástrofe atingiu então proporções apocalípticas: à destruição e à fome acrescentou-se uma epidemia de peste bubônica que se alastrou rapidamente, dizimando a população. Roma agonizava, e muitos se perguntavam se não haveria chegado já o fim do mundo. No auge do drama, atingido pela peste em seu palácio de Latrão, faleceu o Papa Pelágio II. Sentindo-se desamparados no meio da borrasca, os olhos de todos voltaram-se para a única Luz do mundo: às igrejas acorriam dia e noite os sobreviventes, implorando um raio da luz divina para dissipar as angústias e incertezas que obscureciam o horizonte. Com efeito, ensina-nos o Papa Bento XVI: “A vida é como uma viagem no mar da História, com freqüência enevoado e tempestuoso, uma viagem na qual perscrutamos os astros que nos indicam a rota […]. Certamente, Jesus Cristo é a luz por antonomásia o sol erguido sobre todas as trevas da História. Mas para chegar até Ele precisamos também de luzes vizinhas, de pessoas que dão luz, recebida da luz dEle”. 3 Assim, os romanos do final do século VI perceberam, admirados, que a luz divina já brilhava para eles num límpido espelho. Então o clero, o senado e todo o povo aclamaram a uma só voz: “Gregório Papa!” Era Gregório a “luz da esperança”4 que refulgia naquele ocaso de uma civilização. Primeiros anos Vox populi, vox Dei. Gregório foi, sem dúvida, o varão providencial escolhido por Deus para governar a Igreja naqueles No local do antigo mosteiro beneditino erigido por São Gregório Magno atual- mente se encontra a Igreja de San Gre- gorio al Cielo David Dominguez tempos difíceis e decisivos. Viera à luz no ano de 540, numa nobre e antiga família romana, profundamente católica e com longa história de fidelidade à Cátedra de
Evangelho Do Dia 2018-09-02

Domingo, 02 de Setembro de 2018. Santo do dia: São Siágrio, BispoCor litúrgica: verde Evangelho do dia: São Marcos 7, 1-8.14-15.21-23 Primeira leitura: Deuteronômio 4, 1-2.6-8Leitura do Livro do Deuteronômio: 1Moisés falou ao povo, dizendo: ‘Agora, Israel, ouve as leis e os decretos que eu vos ensino a cumprir, para que, fazendo-o, vivais e entreis na posse da terra prometida pelo Senhor Deus de vossos pais. 2Nada acrescenteis, nada tireis, à palavra que vos digo, mas guardai os mandamentos do Senhor vosso Deus que vos prescrevo. 6Vós os guardareis, pois, e os poreis em prática, porque neles está vossa sabedoria e inteligência perante os povos, para que, ouvindo todas estas leis, digam: ‘Na verdade, é sábia e inteligente esta grande nação! 7Pois, qual é a grande nação cujos deuses lhe são tão próximos como o Senhor nosso Deus, sempre que o invocamos? 8E que nação haverá tão grande que tenha leis e decretos tão justos, como esta lei que hoje vos ponho diante dos olhos? – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 14 (15) – É aquele que caminha sem pecado e pratica a justiça fielmente; que pensa a verdade no seu íntimo e não solta em calúnias sua língua. R: Senhor, quem morará em vossa casa e no vosso monte santo, habitará? – Que em nada prejudica o seu irmão, nem cobre de insultos seu vizinho; que não dá valor algum ao homem ímpio, mas honra os que respeitam o Senhor. R: Senhor, quem morará em vossa casa e no vosso monte santo, habitará? – Não empresta o seu dinheiro com usura, nem se deixa subornar contra o inocente. Jamais vacilará quem vive assim! R: Senhor, quem morará em vossa casa e no vosso monte santo, habitará? Segunda leitura: Tiago 1, 17-18.21-22.27Leitura da Carta de São Tiago: Irmãos bem-amados: 17Todo dom precioso e toda dádiva perfeita vêm do alto; descem do Pai das luzes, no qual não há mudança, nem sombra de variação. 18De livre vontade ele nos gerou, pela Palavra da verdade, a fim de sermos como que as primícias de suas criaturas. 21bRecebei com humildade a Palavra que em vós foi implantada, e que é capaz de salvar as vossas almas. 22Todavia, sede praticantes da Palavra e não meros ouvintes, enganando-vos a vós mesmos. 27Com efeito, a religião pura e sem mancha diante de Deus Pai, é esta: assistir os órfãos e as viúvas em suas tribulações e não se deixar contaminar pelo mundo. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos 7, 1-8.14-15.21-23 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Deus, nosso Pai, nesse seu imenso amor, foi quem gerou-nos com a Palavra da verdade, nós as primícias do seu gesto criador! (Tg 1,18); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos: Naquele tempo: 1Os fariseus e alguns mestres da Lei vieram de Jerusalém e se reuniram em torno de Jesus. 2Eles viam que alguns dos seus discípulos comiam o pão com as mãos impuras, isto é, sem as terem lavado. 3Com efeito, os fariseus e todos os judeus só comem depois de lavar bem as mãos, seguindo a tradição recebida dos antigos. 4Ao voltar da praça, eles não comem sem tomar banho. E seguem muitos outros costumes que receberam por tradição: a maneira certa de lavar copos, jarras e vasilhas de cobre. 5Os fariseus e os mestres da Lei perguntaram então a Jesus: ‘Por que os teus discípulos não seguem a tradição dos antigos, mas comem o pão sem lavar as mãos?’ 6Jesus respondeu: ‘Bem profetizou Isaías a vosso respeito, hipócritas, como está escrito: ‘Este povo me honra com os lábios, mas seu coração está longe de mim. 7De nada adianta o culto que me prestam, pois as doutrinas que ensinam são preceitos humanos’. 8Vós abandonais o mandamento de Deus para seguir a tradição dos homens’. 14Em seguida, Jesus chamou a multidão para perto de si e disse: ‘Escutai todos e compreendei: 15o que torna impuro o homem não é o que entra nele vindo de fora, mas o que sai do seu interior. 21Pois é de dentro do coração humano que saem as más intenções, imoralidades, roubos, assassínios, 22adultérios, ambições desmedidas, maldades, fraudes, devassidão, inveja, calúnia, orgulho, falta de juízo. 23Todas estas coisas más saem de dentro, e são elas que tornam impuro o homem’. – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho por São Maximiliano Kolbe, presbítero e mártir “O seu coração está longe de mim” A vida interior é primordial. A vida ativa é uma consequência da vida interior, e só tem valor se dela depender. Queremos fazer tudo o melhor possível, com perfeição. Mas, se o que fazemos não estiver ligado à vida interior, de nada serve. O valor da nossa vida e da nossa atividade releva por completo da vida interior, da vida de amor a Deus e à Virgem Maria, a Imaculada; não de teorias e doçuras, mas da prática de um amor que consiste na união da nossa vontade com a vontade da Imaculada. Antes de tudo e sobretudo, devemos aprofundar esta vida interior. Tratando-se de uma vida espiritual, é necessário acionar os meios sobrenaturais. A oração, a oração e apenas a oração é necessária para manter e fazer desabrochar a vida interior; o recolhimento interior é imprescindível. Não nos preocupemos com coisas desnecessárias, antes procuremos, em paz e com suavidade, manter o recolhimento de espírito e estar preparados para receber a graça de Deus. É isso que o silêncio nos ajuda a conseguir. 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Os Mártires De Setembro

Entre os acontecimentos da Revolução francesa, os massacres de setembro são os mais tristemente célebres. Vetado o decreto, pelo soberano, suspendendo a côngrua aos sacerdotes refratários ao juramento civil e outro decreto punindo de morte os emigrados que não retornassem, ambas resoluções da Legislativa, a atitude real provocou graves distúrbios: o povo invadiu as Tulherias, obrigando Luís XVI a cobrir-se com um barrete frígio e a fazer uma saudação à nação. Quando chegou a Paris a notícia da invasão prussiana, a agitação chegou Ao auge. E os “filósofos”, os enciclopedistas, todos os primevos da Revolução, que haviam votado tremendo ódio à religião e aos seus ministros, entraram a agir loucamente. Assim, depois do 10 de Agosto e da queda da monarquia, uma vez desaparecidos o tirano e o veto, começaram as prisões a encher-se de “refratários ao juramento de fidelidade à Constituição civil”. E tão grande era o número de presos, e os cárceres, insuficientes, tão abarrotados jaziam, que se tratou de transformar os próprios mosteiros e abadias em prisão. O massacre principiou a 2 de Setembro, no mosteiro beneditino de Saint-Germain-de-Prés, alastrando-se depois, assustadoramente, selvagemente. Por não prestar o juramento, foram mortos os bispos João Maria do Lau de Alleman, nascido em 1738, no castelo da Costa, paróquia de Brias, diocese de Perigueux, arcebispo de Arles; Francisco José de La Rochefoucauld Moumont, nascido em 1736, paróquia de São João de Angouleme, bispo de Beauvais; Pedro Luís de La Rochefoucauld (irmão de Francisco José) nascido em 1744, bispo de Saintes; e muitos padres, vigários, curas da diocese de Paris, das dioceses das províncias e pessoas do clero regular e laicos, às centenas. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XV, p. 446-447) The post Os mártires de Setembro appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
Evangelho Do Dia 2018-09-01

Sábado, 01 de Setembro de 2018. Santo do dia: São Lopo de Sens, BispoCor litúrgica: verde Evangelho do dia: São Mateus 25,14-30 Primeira leitura: Coríntios 1, 26-31Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios: 26Irmãos, considerai vós mesmos, como fostes chamados por Deus. Pois entre vós não há muitos sábios de sabedoria humana nem muitos poderosos nem muitos nobres. 27Na verdade, Deus escolheu o que o mundo considera como estúpido, para assim confundir os sábios; Deus escolheu o que o mundo considera como fraco, para assim confundir o que é forte; 28Deus escolheu o que para o mundo é sem importância e desprezado, o que não tem nenhuma serventia, para assim mostrar a inutilidade do que é considerado importante, 29para que ninguém possa gloriar-se diante dele. 30É graças a ele que vós estais em Cristo Jesus, o qual se tornou para nós, da parte de Deus: sabedoria, justiça, santificação e libertação, 31para que, como está escrito, ‘quem se gloria, glorie-se no Senhor’. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 32 (33) – Feliz o povo cujo Deus é o Senhor, e a nação que escolheu por sua herança! Dos altos céus o Senhor olha e observa; ele se inclina para olhar todos os homens. R: Feliz o povo que o Senhor escolheu por sua herança! – Mas o Senhor pousa o olhar sobre os que o temem, e que confiam esperando em seu amor, para da morte libertar as suas vidas e alimentá-los quando é tempo de penúria. R: Feliz o povo que o Senhor escolheu por sua herança! – No Senhor nós esperamos confiantes, porque ele é nosso auxílio e proteção! Por isso o nosso coração se alegra nele, seu santo nome é nossa única esperança. R: Feliz o povo que o Senhor escolheu por sua herança! Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 25,14-30 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Eu vos dou novo preceito: que uns aos outros vos ameis, como eu vos tenho amado (Jo 13,34); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus: Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos esta parábola: 14Um homem ia viajar para o estrangeiro. Chamou seus empregados e lhes entregou seus bens. 15A um deu cinco talentos, a outro deu dois e ao terceiro, um; a cada qual de acordo com a sua capacidade. Em seguida viajou. 16O empregado que havia recebido cinco talentos saiu logo, trabalhou com eles, e lucrou outros cinco. 17Do mesmo modo, o que havia recebido dois lucrou outros dois. 18Mas aquele que havia recebido um só, saiu, cavou um buraco na terra, e escondeu o dinheiro do seu patrão. 19Depois de muito tempo, o patrão voltou e foi acertar contas com os empregados. 20O empregado que havia recebido cinco talentos entregou-lhe mais cinco, dizendo: `Senhor, tu me entregaste cinco talentos. Aqui estão mais cinco que lucrei’. 21O patrão lhe disse: `Muito bem, servo bom e fiel! como foste fiel na administração de tão pouco, eu te confiarei muito mais. Vem participar da minha alegria!’ 22Chegou também o que havia recebido dois talentos, e disse: `Senhor, tu me entregaste dois talentos. Aqui estão mais dois que lucrei’. 23O patrão lhe disse: `Muito bem, servo bom e fiel! Como foste fiel na administração de tão pouco, eu te confiarei muito mais. Vem participar da minha alegria!’ 24Por fim, chegou aquele que havia recebido um talento, e disse: `Senhor, sei que és um homem severo, pois colhes onde não plantaste e ceifas onde não semeaste. 25Por isso fiquei com medo e escondi o teu talento no chão. Aqui tens o que te pertence’. 26O patrão lhe respondeu: `Servo mau e preguiçoso! Tu sabias que eu colho onde não plantei e que ceifo onde não semeei? 27Então devias ter depositado meu dinheiro no banco, para que, ao voltar, eu recebesse com juros o que me pertence.’ 28Em seguida, o patrão ordenou: `Tirai dele o talento e dai-o àquele que tem dez! 29Porque a todo aquele que tem será dado mais, e terá em abundância, mas daquele que não tem, até o que tem lhe será tirado. 30Quanto a este servo inútil, jogai-o lá fora, na escuridão. Ali haverá choro e ranger de dentes!’ – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho por Catecismo da Igreja Católica§§ 2402-2405 «Confiou-lhes os seus bens.» O destino universal e a propriedade privada dos bens No princípio, Deus confiou a Terra e os seus recursos à gestão comum da humanidade, para que dela cuidasse, a dominasse pelo seu trabalho e gozasse dos seus frutos (Gn 1,26-29).Os bens da criação são destinados a todo o género humano. No entanto, a Terra foi repartida entre os homens para garantir a segurança da sua vida, exposta à penúria e ameaçada pela violência. A apropriação dos bens é legítima, para garantir a liberdade e a dignidade das pessoas, e para ajudar cada qual a obviar às suas necessidades fundamentais e às necessidades daqueles que tem a seu cargo. Tal apropriação deve permitir que se manifeste a solidariedade natural entre os homens. O direito à propriedade privada […] não anula a doação original da Terra à humanidade no seu conjunto. O destino universal dos bens continua a ser primordial, embora a promoção do bem comum exija o respeito pela propriedade privada, e pelo direito a ela e ao respetivo exercício. «Quem usa desses bens, não deve considerar as coisas exteriores, que legitimamente possui, só como próprias, mas também como comuns, no sentido de que possam beneficiar, não só a si, mas também aos outros» (Gaudium et Spes, 69). A propriedade dum bem faz do seu detentor um administrador da providência de Deus, com a obrigação de o fazer frutificar e de comunicar os seus benefícios aos outros, a começar pelos seus próximos. Os bens de produção […] requerem os cuidados dos seus possuidores, para que a sua fecundidade aproveite ao maior número. Os detentores dos bens de uso e de consumo devem utilizá-los com moderação, reservando a melhor parte para o hóspede, o doente, o pobre. The post Evangelho do dia