Evangelho Do Dia 2018-08-19

Domingo, 19 de Agosto de 2018. Santo do dia: Solenidade da Assunção de Nossa SenhoraCor litúrgica: branco Evangelho do dia: São Lucas 1, 39-56 Primeira leitura: Apocalipse 11,19; 12,1.3-6.10Leitura do livro do Apocalipse de São João: 19Abriu-se o templo de Deus que está no céu e apareceu no templo a arca da aliança. 12,1Então apareceu no céu um grande sinal: uma mulher vestida de sol, tendo a lua debaixo dos pés e, sobre a cabeça, uma coroa de doze estrelas. 3Então apareceu outro sinal no céu: um grande dragão, cor de fogo. Tinha sete cabeças e dez chifres e, sobre as cabeças, sete coroas. 4Com a cauda, varria a terça parte das estrelas do céu, atirando-as sobre a terra. O dragão parou diante da mulher, que estava para dar à luz, pronto para devorar o seu Filho, logo que nascesse. 5E ela deu à luz um filho homem, que veio para governar todas as nações com cetro de ferro. Mas o Filho foi levado para junto de Deus e do seu trono. 6A mulher fugiu para o deserto, onde Deus lhe tinha preparado um lugar. 10Ouvi então uma voz forte no céu, proclamando: “Agora, realizou-se a salvação, a força e a realeza do nosso Deus e o poder do seu Cristo”. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 44 (45) – As filhas de reis vêm ao vosso encontro, e à vossa direita se encontra a rainha com veste esplendente de ouro de Ofir. R: À vossa direita se encontra a rainha com veste esplendente de ouro de Ofir. – Escutai, minha filha, olhai, ouvi isto: “Esquecei vosso povo e a casa paterna! Que o rei se encante com vossa beleza! Prestai-lhe homenagem: é vosso Senhor! R: À vossa direita se encontra a rainha com veste esplendente de ouro de Ofir. – Entre cantos de festa e com grande alegria, ingressam, então, no palácio real”. R: À vossa direita se encontra a rainha com veste esplendente de ouro de Ofir. Segunda leitura: Coríntios 15, 20-27Leitura da primeira carta de são Paulo aos Coríntios: Irmãos, 20Cristo ressuscitou dos mortos como primícias dos que morreram. 21Com efeito, por um homem veio a morte e é também por um homem que vem a ressurreição dos mortos. 22Como em Adão todos morrem, assim também em Cristo todos reviverão. 23Porém cada qual segundo uma ordem determinada: em primeiro lugar, Cristo, como primícias; depois, os que pertencem a Cristo, por ocasião da sua vinda. 24A seguir, será o fim, quando ele entregar a realeza a Deus Pai, depois de destruir todo principado e todo poder e força. 25Pois é preciso que ele reine até que todos os seus inimigos estejam debaixo de seus pés. 26O último inimigo a ser destruído é a morte. 27Com efeito, “Deus pôs tudo debaixo de seus pés”. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 1, 39-56 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Maria é elevada ao céu, alegram-se os coros dos anjos; Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas: Naqueles dias, 39Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se, apressadamente, a uma cidade da Judeia. 40Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel. 41Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou no seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. 42Com um grande grito, exclamou: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! 43Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar? 44Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança pulou de alegria no meu ventre. 45Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido o que o Senhor lhe prometeu”. 46Então Maria disse: “A minha alma engrandece o Senhor, 47e o meu espírito se alegra em Deus, meu salvador, 48porque olhou para a humildade de sua serva. Doravante todas as gerações me chamarão bem-aventurada, 49porque o Todo-Poderoso fez grandes coisas em meu favor. O seu nome é santo, 50e sua misericórdia se estende, de geração em geração, a todos os que o respeitam. 51Ele mostrou a força de seu braço: dispersou os soberbos de coração. 52Derrubou do trono os poderosos e elevou os humildes. 53Encheu de bens os famintos e despediu os ricos de mãos vazias. 54Socorreu Israel, seu servo, lembrando-se de sua misericórdia, 55conforme prometera aos nossos pais, em favor de Abraão e de sua descendência, para sempre”. 56Maria ficou três meses com Isabel; depois voltou para casa. – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho
Santa Helena, Mãe De Constantino

Nasceu em meados do século III, provavelmente em Bitínia, região da Ásia Menor. Os autores britânicos afirmam que nasceu na Inglaterra, que era naquele tempo província romana, e que Constâncio Cloro, tribuno e mais tarde governador da ilha, apaixonou-se por ela, e a tomou em matrimônio. Por volta do ano 274 tiveram um menino, a quem puseram por nome Constantino. Constâncio Cloro chegou a ser marechal de campo; em seguida o imperador Maximiano o nomeou corregidor e, portanto, seu sucessor no Império, mas com a condição de que repudiasse a sua mulher e tomasse por esposa a sua enteada Teodora. Tanto Helena como Constâncio Cloro eram pagãos. Levado pela ambição Constâncio se separou dela e foi para Roma com seu pequeno filho Constantino. Quatorze anos chorou Helena sua desgraça, até que ao morrer Constâncio, no ano 306, Constantino foi nomado imperador, com o que iniciou para ela uma nova forma de vida. Constantino mandou chamar a sua mãe a corte, conferiu-lhe o nome de Augusta e o título de imperatriz. Purificada pelo sofrimento, Helena recebeu o batismo, provavelmente no ano 307, e foi uma cristã exemplar, testemunha da grande jornada em que Constantino fez pôr pela primeira vez a cruz nos estandartes de suas legiões para vencer em batalha a seu rival Magêncio. Era o mês de outubro do ano 312. No início do ano 313 o imperador publicou o edito de Milão, pelo qual se permitia o cristianismo no Império. Seguindo o exemplo de sua mãe, converteu-se, sendo batizado pelo Papa São Silvestre. Depois de trezentos anos de perseguição, a Igreja de Cristo se assentava triunfante na terra. A piedosa imperatriz se dedicou por inteiro a socorrer os pobres e aliviar as misérias de seus semelhantes. Já idosa tinha então setenta e sete anos- visitou em peregrinação os Santos lugares. Subiu ao topo do Gólgota; onde se erigia um templo em honra de Vênus, mandado construir pelo imperador Adriano, e ao inteirar-se do costume judeu de enterrar no lugar da execução de um malfeitor os instrumentos que serviram para lhe dar morte, mandou derrubar o templo e procurar a cruz onde padecera o Redentor. Três cruzes foram achadas. Uma antiga tradição relata o modo milagroso como conseguiu identificar a que correspondeu a de Jesus, mediante a cura de um moribundo. Santa Helena fez dividir a cruz em três partes. Uma das partes a entregou ao bispo Macário, para que o entronizasse na Igreja de Jerusalém; o segundo o enviou à Igreja de Constantinopla e o terceiro a Roma, à basílica que, por tal motivo, chamou-se Santa Cruz de Jerusalém. Mandou também construir três edifícios, chamados casas de Deus: um junto ao monte Calvário, outro na cova de Belém e um terceiro no monte das Oliveiras. A imperatriz permaneceu longo tempo na Palestina, servindo ao Senhor com a oração e as obras de caridade. Cuidava dos doentes, libertava os cativos e dava mantimentos aos pobres, levando sempre em seu espírito -como exemplo- a imagem da Virgem Maria. Tinha oitenta anos quando retornou de sua viagem. Faleceu pouco depois, provavelmente em Tréveris, por volta do ano 328 ou 330. O martirologio romano a comemora em 18 de agosto. Algumas de suas relíquias se conservam em Roma, em uma capela dedicada a ela. Achado da Santa Cruz Conta o historiador Eusébio da Cesaréia que o general Constantino, filho da Santa Helena, era pagão mas respeitava os cristãos. E que tendo que apresentar uma terrível batalha contra o perseguidor Magêncio, chefe de Roma, o ano 311, a noite anterior à batalha teve um sonho no qual viu uma cruz luminosa nos ares e ouviu uma voz que lhe dizia: “Com este sinal vencerá”, e que ao começar a batalha mandou colocar a cruz em várias bandeiras dos batalhões e que exclamou: “Confio em Cristo em quem minha mãe Helena crê”. E a vitória foi total, e Constantino chegou a ser Imperador e decretou a liberdade para os cristãos, que por três séculos vinham sendo muito perseguidos pelos governantes pagãos. Escritores extremamente antigos como Rufino, Zozemeno, São Crisóstomo e Santo Ambrósio, contam que Santa Helena, a mãe do imperador, pediu permissão a seu filho Constantino para ir procurar em Jerusalém a cruz na qual morreu Jesus. Depois de muitas e muito profundas escavações se encontraram três cruzes. Como não se podia distinguir qual era a cruz de Jesus, levaram a uma mulher agonizante. Ao tocá-la com a primeira cruz, a doente se agravou, ao tocá-la com a segunda, ficou igualmente doente do que estava antes, mas ao tocar a terceira cruz, a doente recuperou instantaneamente a saúde. Foi assim que Santa Helena, e o bispo de Jerusalém, Macário, e milhares de devotos levaram a cruz em piedosa procissão pelas ruas de Jerusalém. E que pelo caminho encontraram com uma mulher viúva que levava a seu filho morto a enterrar e que aproximaram a Santa Cruz ao morto e este ressuscitou. Por muitos séculos se celebrou em Jerusalém e em muitíssimos lugares do mundo inteiro, a festa do achado da Santa Cruz, nos dia 3 de Maio. Louis do Wohl, autor da obra biográfica ” A árvore da vida, história da Imperatriz Santa Helena” narra desta maneira o achado da Santa Cruz: “Aproximou-se dele uma comissão formada por três jovens sacerdotes; um deles lhe dirigiu a palavra e lhe disse em voz baixa algo a propósito de umas cartas que tinham chegado da Antióquia; lhe requeria urgentemente na cidade. – Meu lugar esta aqui -respondeu o bispo Macáirio-. Vai, meu filho. E seguiu olhando a cova que se abria na terra. Não podia ser, é obvio. Estava fora de dúvida. Mas a mais leve, a mais remota das possibilidades… Entretanto, havia um ponto, somente um, que o para pôr em jogo a acuidade de seu raciocínio: que o Imperador Adriano tinha mandado a construir um templo a Vênus naquela colina. Adriano… por volta de duzentos anos; não tinha sido amigo dos cristãos. A verdade é que os tinha odiado, tanto como um homem com
Evangelho Do Dia 2018-08-18

Sábado, 18 de Agosto de 2018. Santo do dia: São Macário, abadeCor litúrgica: verde Evangelho do dia: São Mateus 19, 13-15 Primeira leitura: Ezequiel 18,1-10.13.30-32Leitura da profecia de Ezequiel: 1A palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos: 2“Que provérbio é este que andais repetindo em Israel: ‘Os pais comeram uvas verdes, e os dentes dos filhos ficaram embotados’? 3Juro por minha vida – oráculo do Senhor Deus –, já não haverá quem repita esse provérbio em Israel. 4Todas as vidas me pertencem. Tanto a vida do pai como a vida do filho são minhas. Aquele que pecar é que deve morrer. 5Se um homem é justo e pratica o direito e a justiça, 6não participa de refeições rituais sobre os montes, não levanta os olhos para os ídolos da casa de Israel, não desonra a mulher do próximo nem se aproxima da mulher menstruada; 7se não oprime ninguém, devolve o penhor devido, não pratica roubos, dá alimento ao faminto e cobre de vestes o que está nu; 8se não empresta com usura nem cobra juros, afasta sua mão da injustiça e julga imparcialmente entre homem e mulher; 9se vive conforme as minhas leis e guarda os meus preceitos, praticando-os fielmente, tal homem é justo e, com certeza, viverá – oráculo do Senhor Deus. 10Mas, se tiver um filho violento e assassino, que pratica uma dessas ações, 13porque fez todas essas coisas abomináveis, com certeza morrerá; ele é responsável pela sua própria morte. 30Pois bem, vou julgar cada um de vós, ó casa de Israel, segundo a sua conduta – oráculo do Senhor Deus. Arrependei-vos, convertei-vos de todas as vossas transgressões, a fim de não terdes ocasião de cair em pecado. 31Afastai-vos de todos os pecados que praticais. Criai para vós um coração novo e um espírito novo. Por que haveis de morrer, ó casa de Israel? 32Pois eu não sinto prazer na morte de ninguém – oráculo do Senhor Deus. Convertei-vos e vivereis!” – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 50 (51) – Criai em mim um coração que seja puro, dai-me de novo um espírito decidido. Ó Senhor, não me afasteis de vossa face nem retireis de mim o vosso Santo Espírito! R: Ó Senhor, criai em mim um coração que seja puro! – Dai-me de novo a alegria de ser salvo e confirmai-me com espírito generoso! Ensinarei vosso caminho aos pecadores, e para vós se voltarão os transviados. R: Ó Senhor, criai em mim um coração que seja puro! – Pois não são de vosso agrado os sacrifícios, e, se oferto um holocausto, o rejeitais. Meu sacrifício é minha alma penitente, não desprezeis um coração arrependido! R: Ó Senhor, criai em mim um coração que seja puro! Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 19, 13-15 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, pois revelaste os mistérios do teu Reino aos pequeninos, escondendo-os aos doutores! (Mt 11,25); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus: Naquele tempo, 13levaram crianças a Jesus, para que impusesse as mãos sobre elas e fizesse uma oração. Os discípulos, porém, as repreendiam. 14Então Jesus disse: “Deixai as crianças e não as proibais de virem a mim, porque delas é o reino dos céus”. 15E depois de impor as mãos sobre elas, Jesus partiu dali. – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho por São Vicente de Paulo, PresbíteroConversas com as Filhas d Caridade, 07/12/1643 A ternura de Deus pelos pequenos Minhas filhas, Deus alegra-Se muito quando vos vê servir as crianças pequenas, tal como Se alegra com as suas pequenas tolices, com os seus choros e as suas queixas. São choros que perturbam o coração de Deus. E vós, minhas queridas irmãs, quando os consolais ao ouvi-los chorar, prestando-lhes os serviços de que têm necessidade, por amor de Deus e para honrar a infância de Nosso Senhor, dais uma grande alegria a Deus. E Deus é honrado pelos choros e as queixas destes pequeninos. Coragem, pois, minhas filhas! Amai o serviço a estas criancinhas, pela boca das quais Deus recebe um louvor perfeito. Não sou eu que o digo, minhas irmãs, mas o profeta: «Da boca das criancinhas de leite saiu um louvor perfeito». E isto é verdade, minhas filhas, pois é a Escritura que o afirma. Vede como sois felizes pelos serviços que prestais a estas criaturinhas, que dão a Deus um louvor perfeito e com as quais a bondade de Deus se alegra tanto. Uma alegria parecida com a das mães, cuja maior consolação é ver as pequenas ações dos seus filhos pequenos. Elas tudo admiram e tudo amam. Assim também Deus, que é seu Pai, Se alegra muito com todos os seus atos. Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho
Santa Beatriz Da Silva, Virgem

A família “…educada num profundo espírito e virtudes cristãs.” De nobilíssima família portuguesa, Beatriz da Silva e Menezes, nasceu na graciosa e ensolarada vila alentejana de Campo Maior, no ano de 1437. Filha de D. Rui Gomes da Silva, Alcaide Mor da já mencionada vila de Campo Maior e Ouguela e de Dona Isabel de Menezes, que era filha de D. Pedro de Menezes que foi Governador da Praça de Ceuta, nessa altura pertencente à coroa dos reis de Portugal. Os pais de Beatriz pertenciam à primeira nobreza e estavam ainda aparentados com a família real. Tiveram 11 filhos, educados por franciscanos, que inculcaram no seu coração um profundo sentido cristão, ético e moral e uma especial amor à IMACULADA. A Princesa Isabel de Portugal, filha de D. Duarte, contrai núpcias com D. João II de Castela, e leva a sua prima Beatriz como dama. Era Beatriz muito nova e bela e de alma transparente e cristalina. Os ciúmes da Rainha chegaram ao desejo de a fazer desaparecer. Mas os desígnios de Deus são outros, e como do mal pode obter um bem, enquanto esta só e cerrada num cofre esperando a morte, aparece-lhe a Virgem Imaculada, Rainha de Portugal, a anunciar-lhe que seria mãe de muitas filhas e que fundasse uma Ordem dedicada ao serviço e louvor do mistério da sua Conceição Imaculada. Sai da Corte e nos Palácios de Galiana, em Toledo funda a sua Ordem há mais de 500 anos. Beatriz passou a sua infância e adolescência nesta nobre vila, rodeada do carinho de seus pais que a educaram num profundo espírito e virtudes cristãs. Foi a oitava de doze irmãos: Pedro, Fernando, Diogo, Afonso, João (Beato Amadeu da Silva, fundador do ramo franciscano dos frades Amadeus, hoje extinto), Branca, Guiomar, Beatriz, Maria, Leonor, Catarina e Mécia. Na Corte “…enchia de fervor com o seu exemplo”. Para Beatriz decorria tranquila a vida no velho solar de Campo Maior. Totalmente entregue a Deus, tinha esquecido o mundo com toda a sua agitação, embora vivesse nele. Mas o Senhor tinha-a criado para coisas maiores que esta vida calma, e, para isso, tinha de a fazer passar pelo crisol do sofrimento, como costuma sempre fazer com os eleitos do seu coração. Quando chegou, Beatriz cujos predicados e virtudes raramente se vêm em humana criatura, deram motivo à rainha Dona Isabel, filha de D. Duarte, rei de Portugal, e esposa em segundas núpcias de D. João II de Castela para levar por sua dama, para a Corte, a jovem Beatriz, que era sua parente muito chegada. Primeiro para Lisboa e a quando do casamento com D. João II de Castela, para Tordesilhas. A virtuosa dama era o mimo, e todo o desvelo da rainha que não podia estar sem ela um só instante. Só a jovem dama conseguia moderar alguns dos excessos da temperamental rainha de Castela que, se enchia de fervor com o seu exemplo e, quando a via entre as Senhoras e Damas da Corte de Castela, tinha grande satisfação de que a sua portuguesa brilhasse, como a mais bela das rosa entre as flores, e resplandecesse, como lua entre as estrelas. Diz-nos uma biografa da Santa, que Beatriz “era formosíssima, prudente, afável, inteligente, composta e de muita gentileza”, e outro autor: “que era bela, maravilhosamente bela, até ao deslumbramento”. O Ciúme “…procurava viver em recolhimento, dando todo o seu amor e o maior tempo possível a Deus, o verdadeiro Senhor do seu coração.” Costuma dizer-se que há males que vêm para bem, e vice-versa, que há bens que vêm para mal. E foi precisamente o caso de Beatriz. Porque a felicidade humana é inconstante e falível, não podiam durar por muito tempo os excessos de carinho e de atenção da rainha para com a jovem dama portuguesa. A sua beleza, graciosidade e doçura, levou muitos nobres a pretendê-la para casar, aos quais, ela negou sempre a sua mão. Mas, o facto mais doloroso, foi causado pelo ciúme da rainha que, chegou ao cúmulo de a fechar num cofre, para que Beatriz ali morresse asfixiada. Tudo por ciúme, devido às atenções que o rei dava à jovem, que, de forma alguma, procurava atrair sobre si as atenções de quem quer que fosse, muito pelo contrário, procurava viver no recolhimento, dando assim todo o seu amor e o maior tempo possível ao Pai Eterno, o verdadeiro Senhor do seu coração. A visão “…a sua vocação: fundar uma Ordem com o fim de honrar a Imaculada Conceição da Virgem Santa Maria”. Foi, porém, naquela prisão, que a Santa recebeu em plenitude o “Dom de Deus”, e lhe foi dada a conhecer a sua futura missão, a sua vocação: a de fundar uma Ordem, com o fim de honrar a Imaculada Conceição da Virgem Santa Maria. Nos três dias que permaneceu naquela escura prisão, apareceu-lhe a Santíssima Virgem com o menino nos braços. Trazia vestido um hábito todo branco e escapulário da mesma cor, e a cobri-la um manto azul. Era vontade de Deus e de Maria que, Beatriz, fundasse uma Ordem destinada a defender e honrar o Mistério da Imaculada Conceição. O inesperado “…a rainha deu-lhe licença e liberdade para ir viver aonde mais fosse de sua vontade”. O desaparecimento da jovem dama, provoca no seu tio D. João de Menezes (que também se encontrava na corte de Tordesilhas, ao serviço de D. João II de Castela), grande preocupação, até porque ele sabia do grande ciúme que a rainha nutria por Beatriz e temia o pior. À pergunta de D. João de Meneses a Dona Isabel, sobre o paradeiro da sobrinha, a rainha respondeu-lhe «que viesse vê-la», e levou-o ao sítio onde a deixara encerrada, certa de que, ao abrir o cofre, a encontraria morta. Viva a viu aparecer, e mais bela do que nunca! A rainha, pasmando do que tinha diante de si, não atinava que dizer – conta soror Catarina – e, assombrada duma coisa tão inesperada, não queria dar crédito aos seus próprios olhos, que viam o
Evangelho Do Dia 2018-08-17

Sexta-feira, 17 de Agosto de 2018. Santo do dia: Santa Clara da Cruz, virgemCor litúrgica: verde Evangelho do dia: São Mateus 19, 3-12 Primeira leitura: Ezequiel 16, 1-15.60.63Leitura da profecia de Ezequiel: 1A palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos: 2“Filho do homem, mostra a Jerusalém suas abominações. 3Dirás: Assim fala o Senhor Deus a Jerusalém: Por tua origem e nascimento, és do país de Canaã. Teu pai era um amorreu e tua mãe uma hitita. 4E como foi o teu nascimento? Quando nasceste, não te cortaram o cordão umbilical, não foste banhada em água, nem esfregada com salmoura, nem envolvida em faixas. 5Ninguém teve dó de ti nem te prestou algum desses serviços por compaixão. Ao contrário, no dia em que nasceste, eles te deixaram exposta em campo aberto, porque desprezavam a tua vida. 6Então, eu passei junto de ti e vi que te debatias no próprio sangue. E enquanto estavas em teu sangue, eu te disse: Vive! 7Eu te fiz crescer exuberante como planta silvestre. Tu cresceste e te desenvolveste, e chegaste à puberdade. Teus seios se firmaram e os pelos cresceram; mas estavas inteiramente nua. 8Passando junto de ti, percebi que tinhas chegado à idade do amor. Estendi meu manto sobre ti para cobrir tua nudez. Fiz um juramento, estabelecendo uma aliança contigo – oráculo do Senhor –, e tu foste minha. 9Banhei-te na água, limpei-te do sangue e ungi-te com perfume. 10Eu te revesti de roupas bordadas, calcei-te com sandálias de fino couro, cingi-te de linho e te cobri de seda. 11Eu te enfeitei de joias, coloquei braceletes em teus braços e um colar no pescoço. 12Eu te pus um anel no nariz, brincos nas orelhas e uma coroa magnífica na cabeça. 13Estavas enfeitada de ouro e prata, tuas vestimentas eram de linho finíssimo, de seda e de bordados. Eu te nutria com flor de farinha, mel e óleo. Ficaste cada vez mais bela e chegaste à realeza. 14Tua fama se espalhou entre as nações por causa de tua beleza perfeita, devido ao esplendor com que te cobri – oráculo do Senhor. 15Mas puseste tua confiança na beleza e te prostituíste graças à tua fama. E sem pudor te oferecias a qualquer passante. 60Eu, porém, me lembrarei de minha aliança contigo, quando ainda eras jovem, e vou estabelecer contigo uma aliança eterna. 63É para que te recordes e te envergonhes, e na tua confusão não abras mais a boca, quando eu te houver perdoado tudo o que fizeste – oráculo do Senhor Deus”. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo Is 12 – Eis o Deus, meu salvador, eu confio e nada temo; o Senhor é minha força, meu louvor e salvação. Com alegria bebereis no manancial da salvação e direis naquele dia: “Dai louvores ao Senhor, invocai seu santo nome, anunciai suas maravilhas, dentre os povos proclamai que seu nome é o mais sublime. R: Acalmou-se a vossa ira e enfim me consolastes. – Louvai, cantando ao nosso Deus, que fez prodígios e portentos, publicai em toda a terra suas grandes maravilhas! Exultai, cantando alegres, habitantes de Sião, porque é grande em vosso meio o Deus santo de Israel!” R: Acalmou-se a vossa ira e enfim me consolastes. Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 19, 3-12 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Acolhei a Palavra de Deus não como palavra humana, mas como mensagem de Deus, o que ela é, em verdade! (1Ts 2,13); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus: Naquele tempo, 3alguns fariseus aproximaram-se de Jesus e perguntaram, para o tentar: “É permitido ao homem despedir sua esposa por qualquer motivo?” 4Jesus respondeu: “Nunca lestes que o criador, desde o início, os fez homem e mulher? 5E disse: ‘Por isso, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois serão uma só carne’? 6De modo que eles já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, o homem não separe”. 7Os fariseus perguntaram: “Então, como é que Moisés mandou dar certidão de divórcio e despedir a mulher?” 8Jesus respondeu: “Moisés permitiu despedir a mulher por causa da dureza do vosso coração. Mas não foi assim desde o início. 9Por isso, eu vos digo: quem despedir a sua mulher – a não ser em caso de união ilegítima – e se casar com outra, comete adultério”. 10Os discípulos disseram a Jesus: “Se a situação do homem com a mulher é assim, não vale a pena casar-se”. 11Jesus respondeu: “Nem todos são capazes de entender isso, a não ser aqueles a quem é concedido. 12Com efeito, existem homens incapazes para o casamento, porque nasceram assim; outros, porque os homens assim os fizeram; outros, ainda, se fizeram incapazes disso por causa do reino dos céus. Quem puder entender, entenda”. – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho por Missal RomanoRitual do Matrimónio «Já não são dois, mas uma só carne» Pai Santo, Criador do universo,que formastes o homem e a mulher à vossa imageme quisestes abençoar a família por eles formada,humildemente Vos suplicamos por estes vossos servosque hoje se unem pelo sacramento do matrimónio. Desça, Senhor, sobre esta esposa e o seu maridoa abundância das vossas bênçãos,e a virtude do Espírito Santo inflame os seus coraçõespara que, no dom recíproco do seu amor,alegrem com os seus filhos a família e a Igreja. Eles Vos louvem, Senhor, na alegria,eles Vos procurem na tristeza,no trabalho sintam a vossa ajudae nas dificuldades a vossa consolação;rezem na assembleia cristãe sejam vossas testemunhas no mundo. E, depois de uma vida longa e feliz,alcancem, com todos estes seus amigos,a felicidade no Reino dos Céus. Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho
São Roque

Nasceu em Montpellier, no começo do reino de Filipe, o Belo, de um gentil-homem chamado João. Sua mãe, chamada Libéria, que pediu muitas vezes um filho a Deus, pôs todos os cuidados em lhe inspirar a piedade cristã desde o berço. Roque, cujas inclinações se dirigiam para a virtude, viveu nessa primeira idade numa grande pureza de costumes e habituou o corpo ainda tenro a suportar a abstinência e outras mortificações. Tendo perdido o pai e a mãe na idade de vinte anos, viu-se senhor de grandes riquezas. Distribuiu aos pobres o que podia dispor, deixou a administração dos fundos de terra a um de seus tios, afastou-se do país, e encaminhou-se para Roma, com vestes de peregrino e de mendigo. Atravessando a Toscana, soube que a peste tinha chegado à cidade de Aquapendente: foi para lá oferecer-se para servir aos pestilentos. Seguiu a peste a Cesena, a Rímini, e por fim, a Roma, servindo por toda parte sem cessar os que por ela eram atingidos. Todo o seu desejo era fazer a Deus o sacrifício de sua vida naquela espécie de martírio. Depois de se ter sacrificado vários anos e em várias cidades da Lombardia, caiu doente em Placência. Para não incomodar os outros doentes do hospital, pelos gritos involuntários que lhe arrancavam as dores intermináveis, arrastou-se até uma cabana na entrada de um bosque. Um gentil-homem chamado Gotardo, que morava na vizinhança, deu-lhe as coisas necessárias. Deus recompensou um e outro: deu a Roque, uma saúde perfeita e Gotardo, comovido por seus exemplos de virtude, resolveu deixar o mundo para servir a Deus, no retiro. São Roque, saindo da Itália, voltou ao Languedoc, com o hábito de peregrino e foi hospedar-se numa aldeia que tinha pertencido a seu pai e que ele mesmo tinha cedido ao tio. Como se estava numa época de hostilidades, narra-se que foi preso por um espião e levado ao juiz de Montpellier, que era seu mesmo tio, e que o pôs na prisão, sem o conhecer. Roque, que só aspirava a viver oculto em Deus, no meio de humilhações e sofrimentos, ficou cinco anos naquela prisão, sem que ninguém se lembrasse de esclarecer aquele negócio, e sem ele mesmo disse se tivesse preocupado. Morreu, segundo a opinião maios comum, a 16 de Agosto de 1327. Sua memória tornou-se célebre pelos milagres, que o invocara desde então, contra as epidemias. Seu nome foi inserido no martirológio romano a 16 de agosto. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XIV, p. 13-14) Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
São Roque

Nasceu em Montpellier, no começo do reino de Filipe, o Belo, de um gentil-homem chamado João. Sua mãe, chamada Libéria, que pediu muitas vezes um filho a Deus, pôs todos os cuidados em lhe inspirar a piedade cristã desde o berço. Roque, cujas inclinações se dirigiam para a virtude, viveu nessa primeira idade numa grande pureza de costumes e habituou o corpo ainda tenro a suportar a abstinência e outras mortificações. Tendo perdido o pai e a mãe na idade de vinte anos, viu-se senhor de grandes riquezas. Distribuiu aos pobres o que podia dispor, deixou a administração dos fundos de terra a um de seus tios, afastou-se do país, e encaminhou-se para Roma, com vestes de peregrino e de mendigo. Atravessando a Toscana, soube que a peste tinha chegado à cidade de Aquapendente: foi para lá oferecer-se para servir aos pestilentos. Seguiu a peste a Cesena, a Rímini, e por fim, a Roma, servindo por toda parte sem cessar os que por ela eram atingidos. Todo o seu desejo era fazer a Deus o sacrifício de sua vida naquela espécie de martírio. Depois de se ter sacrificado vários anos e em várias cidades da Lombardia, caiu doente em Placência. Para não incomodar os outros doentes do hospital, pelos gritos involuntários que lhe arrancavam as dores intermináveis, arrastou-se até uma cabana na entrada de um bosque. Um gentil-homem chamado Gotardo, que morava na vizinhança, deu-lhe as coisas necessárias. Deus recompensou um e outro: deu a Roque, uma saúde perfeita e Gotardo, comovido por seus exemplos de virtude, resolveu deixar o mundo para servir a Deus, no retiro. São Roque, saindo da Itália, voltou ao Languedoc, com o hábito de peregrino e foi hospedar-se numa aldeia que tinha pertencido a seu pai e que ele mesmo tinha cedido ao tio. Como se estava numa época de hostilidades, narra-se que foi preso por um espião e levado ao juiz de Montpellier, que era seu mesmo tio, e que o pôs na prisão, sem o conhecer. Roque, que só aspirava a viver oculto em Deus, no meio de humilhações e sofrimentos, ficou cinco anos naquela prisão, sem que ninguém se lembrasse de esclarecer aquele negócio, e sem ele mesmo disse se tivesse preocupado. Morreu, segundo a opinião maios comum, a 16 de Agosto de 1327. Sua memória tornou-se célebre pelos milagres, que o invocara desde então, contra as epidemias. Seu nome foi inserido no martirológio romano a 16 de agosto. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XIV, p. 13-14) Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho
Evangelho Do Dia 2018-08-16

Quinta-feira, 16 de Agosto de 2018. Santo do dia: Santo Estevão da Hungria, rei; Beato João de Santa Marta, presbítero e mártirCor litúrgica: verde Evangelho do dia: São Mateus 18, 21-19, 1 Primeira leitura: Ezequiel 12, 1-12Leitura da profecia de Ezequiel: 1A palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos: 2“Filho do homem, estás morando no meio de um povo rebelde. Eles têm olhos para ver e não veem, ouvidos para ouvir e não ouvem, pois são um povo rebelde. 3Quanto a ti, Filho do homem, prepara para ti uma bagagem de exilado, em pleno dia, à vista deles. Emigrarás do lugar onde estás, à vista deles, para outro lugar. Talvez percebam que são um povo rebelde. 4Deverás tirar a bagagem em pleno dia, à vista deles, como se fosse a bagagem de um exilado. Mas deverás sair à tarde, à vista deles, como quem vai para o exílio. 5À vista deles deverás cavar para ti um buraco no muro, pelo qual sairás; 6deverás carregar a bagagem nas costas e retirá-la no escuro. Deverás cobrir a face para não ver o país, pois eu fiz de ti um sinal para a casa de Israel”. 7Eu fiz assim como me foi ordenado. Tirei a bagagem durante o dia, como se fosse a bagagem de exilado; à tarde, abri com a mão um buraco no muro. Saí ao escuro, carregando a bagagem às costas, diante deles. 8De manhã, a palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos: 9“Filho do homem, não te perguntaram os da casa de Israel, essa gente rebelde, o que estavas fazendo? 10Dize-lhes: Assim fala o Senhor Deus: Este oráculo refere-se ao príncipe de Jerusalém e a toda a casa de Israel que está na cidade. 11Dize: Eu sou um sinal para vós. Assim como eu fiz, assim será feito com eles: irão cativos para o exílio. 12O príncipe que está no meio deles levará a bagagem às costas e sairá ao escuro. Farão no muro um buraco para sair por ele. O príncipe cobrirá o rosto para não ver com seus olhos o país”. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 77 (78) – Mesmo assim, eles tentaram o Altíssimo, recusando-se a guardar os seus preceitos. Como seus pais, se transviaram e o traíram como um arco enganador que volta atrás. R: Das obras do Senhor não se esqueçam. – Irritaram-no com seus lugares altos, provocaram-lhe o ciúme com seus ídolos. Deus ouviu e enfureceu-se contra eles, e repeliu com violência a Israel. R: Das obras do Senhor não se esqueçam. – Entregou a sua arca ao cativeiro, e às mãos do inimigo a sua glória; fez perecer seu povo eleito pela espada e contra a sua herança enfureceu-se. R: Das obras do Senhor não se esqueçam. Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 18, 21-19, 1 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Fazei brilhar vosso semblante ao vosso servo e ensinai-me vossas leis e mandamentos! (Sl 118,135); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus: Naquele tempo, 21Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: “Senhor, quantas vezes devo perdoar se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?” 22Jesus respondeu: “Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. 23Porque o reino dos céus é como um rei que resolveu acertar as contas com seus empregados. 24Quando começou o acerto, trouxeram-lhe um que lhe devia uma enorme fortuna. 25Como o empregado não tivesse com que pagar, o patrão mandou que fosse vendido como escravo, junto com a mulher e os filhos e tudo o que possuía, para que pagasse a dívida. 26O empregado, porém, caiu aos pés do patrão e, prostrado, suplicava: ‘Dá-me um prazo, e eu te pagarei tudo!’ 27Diante disso, o patrão teve compaixão, soltou o empregado e perdoou-lhe a dívida. 28Ao sair dali, aquele empregado encontrou um dos seus companheiros, que lhe devia apenas cem moedas. Ele o agarrou e começou a sufocá-lo, dizendo: ‘Paga o que me deves’. 29O companheiro, caindo aos seus pés, suplicava: ‘Dá-me um prazo, e eu te pagarei!’ 30Mas o empregado não quis saber disso. Saiu e mandou jogá-lo na prisão, até que pagasse o que devia. 31Vendo o que havia acontecido, os outros empregados ficaram muito tristes, procuraram o patrão e lhe contaram tudo. 32Então o patrão mandou chamá-lo e lhe disse: ‘Empregado perverso, eu te perdoei toda a tua dívida porque tu me suplicaste. 33Não devias tu também ter compaixão do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?’ 34O patrão indignou-se e mandou entregar aquele empregado aos torturadores, até que pagasse toda a sua dívida. 35É assim que o meu Pai que está nos céus fará convosco se cada um não perdoar de coração ao seu irmão”. 19,1Ao terminar estes discursos, Jesus deixou a Galileia e veio para o território da Judeia além do Jordão. – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho por São João Paulo II, PapaEncíclica «Dives in misericordia», §14 «Não devias, também tu, compadecer-te do teu companheiro» Se Paulo VI por mais de uma vez indicou que a «civilização do amor» é o fim para o qual devem tender todos os esforços, tanto no campo social e cultural, como no campo económico e político, é preciso acrescentar que este fim nunca será alcançado se, nas nossas conceções e nas nossas atuações relativas às amplas e complexas esferas da convivência humana, nos detivermos no critério do «olho por olho e dente por dente» (Ex 21,24; Mt 5,38) e, ao contrário, não tendermos para transformá-lo essencialmente, completando-o com outro espírito. É nesta direção que nos conduz também o Concílio Vaticano II quando, ao falar repetidamente da necessidade de «tornar o mundo mais humano» (GS 40), centraliza a missão da Igreja no mundo contemporâneo precisamente na realização desta tarefa. O mundo dos homens só se tornará mais humano se introduzirmos, no quadro multiforme das relações interpessoais e sociais, juntamente com a justiça, o «amor misericordioso» que constitui a mensagem messiânica do Evangelho. O mundo dos homens só poderá tornar-se cada vez mais humano quando introduzirmos, em todas as relações recíprocas que formam a sua fisionomia moral, o momento do perdão, tão essencial no Evangelho. O perdão atesta que, no mundo, está presente o amor
Evangelho Do Dia 2018-08-16

Quinta-feira, 16 de Agosto de 2018. Santo do dia: Santo Estevão da Hungria, rei; Beato João de Santa Marta, presbítero e mártirCor litúrgica: verde Evangelho do dia: São Mateus 18, 21-19, 1 Primeira leitura: Ezequiel 12, 1-12Leitura da profecia de Ezequiel: 1A palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos: 2“Filho do homem, estás morando no meio de um povo rebelde. Eles têm olhos para ver e não veem, ouvidos para ouvir e não ouvem, pois são um povo rebelde. 3Quanto a ti, Filho do homem, prepara para ti uma bagagem de exilado, em pleno dia, à vista deles. Emigrarás do lugar onde estás, à vista deles, para outro lugar. Talvez percebam que são um povo rebelde. 4Deverás tirar a bagagem em pleno dia, à vista deles, como se fosse a bagagem de um exilado. Mas deverás sair à tarde, à vista deles, como quem vai para o exílio. 5À vista deles deverás cavar para ti um buraco no muro, pelo qual sairás; 6deverás carregar a bagagem nas costas e retirá-la no escuro. Deverás cobrir a face para não ver o país, pois eu fiz de ti um sinal para a casa de Israel”. 7Eu fiz assim como me foi ordenado. Tirei a bagagem durante o dia, como se fosse a bagagem de exilado; à tarde, abri com a mão um buraco no muro. Saí ao escuro, carregando a bagagem às costas, diante deles. 8De manhã, a palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos: 9“Filho do homem, não te perguntaram os da casa de Israel, essa gente rebelde, o que estavas fazendo? 10Dize-lhes: Assim fala o Senhor Deus: Este oráculo refere-se ao príncipe de Jerusalém e a toda a casa de Israel que está na cidade. 11Dize: Eu sou um sinal para vós. Assim como eu fiz, assim será feito com eles: irão cativos para o exílio. 12O príncipe que está no meio deles levará a bagagem às costas e sairá ao escuro. Farão no muro um buraco para sair por ele. O príncipe cobrirá o rosto para não ver com seus olhos o país”. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 77 (78) – Mesmo assim, eles tentaram o Altíssimo, recusando-se a guardar os seus preceitos. Como seus pais, se transviaram e o traíram como um arco enganador que volta atrás. R: Das obras do Senhor não se esqueçam. – Irritaram-no com seus lugares altos, provocaram-lhe o ciúme com seus ídolos. Deus ouviu e enfureceu-se contra eles, e repeliu com violência a Israel. R: Das obras do Senhor não se esqueçam. – Entregou a sua arca ao cativeiro, e às mãos do inimigo a sua glória; fez perecer seu povo eleito pela espada e contra a sua herança enfureceu-se. R: Das obras do Senhor não se esqueçam. Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 18, 21-19, 1 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Fazei brilhar vosso semblante ao vosso servo e ensinai-me vossas leis e mandamentos! (Sl 118,135); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus: Naquele tempo, 21Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: “Senhor, quantas vezes devo perdoar se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?” 22Jesus respondeu: “Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. 23Porque o reino dos céus é como um rei que resolveu acertar as contas com seus empregados. 24Quando começou o acerto, trouxeram-lhe um que lhe devia uma enorme fortuna. 25Como o empregado não tivesse com que pagar, o patrão mandou que fosse vendido como escravo, junto com a mulher e os filhos e tudo o que possuía, para que pagasse a dívida. 26O empregado, porém, caiu aos pés do patrão e, prostrado, suplicava: ‘Dá-me um prazo, e eu te pagarei tudo!’ 27Diante disso, o patrão teve compaixão, soltou o empregado e perdoou-lhe a dívida. 28Ao sair dali, aquele empregado encontrou um dos seus companheiros, que lhe devia apenas cem moedas. Ele o agarrou e começou a sufocá-lo, dizendo: ‘Paga o que me deves’. 29O companheiro, caindo aos seus pés, suplicava: ‘Dá-me um prazo, e eu te pagarei!’ 30Mas o empregado não quis saber disso. Saiu e mandou jogá-lo na prisão, até que pagasse o que devia. 31Vendo o que havia acontecido, os outros empregados ficaram muito tristes, procuraram o patrão e lhe contaram tudo. 32Então o patrão mandou chamá-lo e lhe disse: ‘Empregado perverso, eu te perdoei toda a tua dívida porque tu me suplicaste. 33Não devias tu também ter compaixão do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?’ 34O patrão indignou-se e mandou entregar aquele empregado aos torturadores, até que pagasse toda a sua dívida. 35É assim que o meu Pai que está nos céus fará convosco se cada um não perdoar de coração ao seu irmão”. 19,1Ao terminar estes discursos, Jesus deixou a Galileia e veio para o território da Judeia além do Jordão. – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Comentário ao Evangelho por São João Paulo II, PapaEncíclica «Dives in misericordia», §14 «Não devias, também tu, compadecer-te do teu companheiro» Se Paulo VI por mais de uma vez indicou que a «civilização do amor» é o fim para o qual devem tender todos os esforços, tanto no campo social e cultural, como no campo económico e político, é preciso acrescentar que este fim nunca será alcançado se, nas nossas conceções e nas nossas atuações relativas às amplas e complexas esferas da convivência humana, nos detivermos no critério do «olho por olho e dente por dente» (Ex 21,24; Mt 5,38) e, ao contrário, não tendermos para transformá-lo essencialmente, completando-o com outro espírito. É nesta direção que nos conduz também o Concílio Vaticano II quando, ao falar repetidamente da necessidade de «tornar o mundo mais humano» (GS 40), centraliza a missão da Igreja no mundo contemporâneo precisamente na realização desta tarefa. O mundo dos homens só se tornará mais humano se introduzirmos, no quadro multiforme das relações interpessoais e sociais, juntamente com a justiça, o «amor misericordioso» que constitui a mensagem messiânica do Evangelho. O mundo dos homens só poderá tornar-se cada vez mais humano quando introduzirmos, em todas as relações recíprocas que formam a sua fisionomia moral, o momento do perdão, tão essencial no Evangelho. O perdão atesta que, no mundo, está presente o amor
São Roque

Nasceu em Montpellier, no começo do reino de Filipe, o Belo, de um gentil-homem chamado João. Sua mãe, chamada Libéria, que pediu muitas vezes um filho a Deus, pôs todos os cuidados em lhe inspirar a piedade cristã desde o berço. Roque, cujas inclinações se dirigiam para a virtude, viveu nessa primeira idade numa grande pureza de costumes e habituou o corpo ainda tenro a suportar a abstinência e outras mortificações. Tendo perdido o pai e a mãe na idade de vinte anos, viu-se senhor de grandes riquezas. Distribuiu aos pobres o que podia dispor, deixou a administração dos fundos de terra a um de seus tios, afastou-se do país, e encaminhou-se para Roma, com vestes de peregrino e de mendigo. Atravessando a Toscana, soube que a peste tinha chegado à cidade de Aquapendente: foi para lá oferecer-se para servir aos pestilentos. Seguiu a peste a Cesena, a Rímini, e por fim, a Roma, servindo por toda parte sem cessar os que por ela eram atingidos. Todo o seu desejo era fazer a Deus o sacrifício de sua vida naquela espécie de martírio. Depois de se ter sacrificado vários anos e em várias cidades da Lombardia, caiu doente em Placência. Para não incomodar os outros doentes do hospital, pelos gritos involuntários que lhe arrancavam as dores intermináveis, arrastou-se até uma cabana na entrada de um bosque. Um gentil-homem chamado Gotardo, que morava na vizinhança, deu-lhe as coisas necessárias. Deus recompensou um e outro: deu a Roque, uma saúde perfeita e Gotardo, comovido por seus exemplos de virtude, resolveu deixar o mundo para servir a Deus, no retiro. São Roque, saindo da Itália, voltou ao Languedoc, com o hábito de peregrino e foi hospedar-se numa aldeia que tinha pertencido a seu pai e que ele mesmo tinha cedido ao tio. Como se estava numa época de hostilidades, narra-se que foi preso por um espião e levado ao juiz de Montpellier, que era seu mesmo tio, e que o pôs na prisão, sem o conhecer. Roque, que só aspirava a viver oculto em Deus, no meio de humilhações e sofrimentos, ficou cinco anos naquela prisão, sem que ninguém se lembrasse de esclarecer aquele negócio, e sem ele mesmo disse se tivesse preocupado. Morreu, segundo a opinião maios comum, a 16 de Agosto de 1327. Sua memória tornou-se célebre pelos milagres, que o invocara desde então, contra as epidemias. Seu nome foi inserido no martirológio romano a 16 de agosto. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XIV, p. 13-14) Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho