Search
Close this search box.

São Sansão // Beato Benvindo De Gubbio

SÃO SANSÃO, Confessor Sansão nasceu em Roma. Foi menino sossegado, obediente, sempre desejoso de aprender, inteligente, vivo e aplicado. Tendo estudado medicina, formado que foi, transferiu-se para Constantinopla, onde se notabilizou pela caridade, tratando e curando a pobreza desvalida. O patriarca, sensibilizado, edificado, achando-o digno do sacerdócio, consultou-o. E, alegre, com a disposição do médico, fê-lo padre. Sansão estava com pouco mais de trinta anos. Um dia, o imperador que protegeu os católicos da África contra os vândalos arianos, Justiniano, adoeceu gravemente. Os médicos foram chamados. Revezando-se, aflitos, não conseguiam inteirar-se do mal que ao imperador consumia. A pouco e pouco, piorava o soberano e ninguém atinava com a causa da enfermidade. Ouvindo falar de Sansão, Justiniano solicitou-lhe os serviços. O Santo, imediatamente, correu assisti-lo. E, não podendo curá-lo senão Deus, rogou, silenciosamente, no coração, que o curasse. Assim, ao imperador aplicou um remédio que o levasse a crer numa cura toda natural. Curado, Justiniano compreendeu que se processara o seu restabelecimento por meio dum milagre e, muitíssimo reconhecido, quis recompensar o Santo regiamente. Sansão, delicadamente, a tudo recusou, mas quando o imperador sugeriu a construção dum hospital, onde pudesse dedicar-se aos doentes com mais recursos e mais desembaraço, Sansão, cheio de júbilo, aplaudiu aquele oferecimento. São Sansão acabou a vida no exercício da caridade. Falecido em 560, a popularidade que conquistou, sem que a quisesse ou procurasse, durante a vida, cresceu pelos milagres que operou depois que a morte o levou. O nome do Santo, celebérrimo no Oriente, foi introduzido no martirológio romano por Barônio. (Vida dos Santos, padre Rohrbacher, Volume XI, p. 239-240) **************************************************************************** BEATO BENVINDO DE GUBBIO, Confessor (1232?) O Bem-aventurado Benvindo de Gubbio tomou o hábito dos irmãos menores em 1222. Foi, desde então, exemplo vivo de todas as virtudes, não se sentindo satisfeito senão quando vestido com o mais miserável dos buréis. Frugalíssimo, comia, e sempre foi assim, apenas o estritamente necessário. O que mais o alegrava era cuidar dos leprosos aos quais dedicava especial carinho. E. dizia-se, jamais se vira enfermeiro mais solícito nem reconfortador mais jucundo. Amava, como ninguém, o silêncio e o retiro, mas, em meio ao povo, quando a isto o impelia a necessidade, mostrava-se cheio da mais contagiante caridade. Durante a noite, orava e orava, longa, longamente. E, na santa Hóstia, via a Jesus Menino amorável. A tão doce alma, levou-a Nosso Senhor para o céu, quando o bem-aventurado estava em Corneto. As relíquias, transportadas para a diocese de Bovino, descansaram em Deliceto, província de Foggia. Os Papas Gregório IX e Inocêncio XI aprovaram-lhe o culto. Foto: santiebeati.it // (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XI, p. 243-244) Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho

São Sansão // Beato Benvindo De Gubbio

SÃO SANSÃO, Confessor Sansão nasceu em Roma. Foi menino sossegado, obediente, sempre desejoso de aprender, inteligente, vivo e aplicado. Tendo estudado medicina, formado que foi, transferiu-se para Constantinopla, onde se notabilizou pela caridade, tratando e curando a pobreza desvalida. O patriarca, sensibilizado, edificado, achando-o digno do sacerdócio, consultou-o. E, alegre, com a disposição do médico, fê-lo padre. Sansão estava com pouco mais de trinta anos. Um dia, o imperador que protegeu os católicos da África contra os vândalos arianos, Justiniano, adoeceu gravemente. Os médicos foram chamados. Revezando-se, aflitos, não conseguiam inteirar-se do mal que ao imperador consumia. A pouco e pouco, piorava o soberano e ninguém atinava com a causa da enfermidade. Ouvindo falar de Sansão, Justiniano solicitou-lhe os serviços. O Santo, imediatamente, correu assisti-lo. E, não podendo curá-lo senão Deus, rogou, silenciosamente, no coração, que o curasse. Assim, ao imperador aplicou um remédio que o levasse a crer numa cura toda natural. Curado, Justiniano compreendeu que se processara o seu restabelecimento por meio dum milagre e, muitíssimo reconhecido, quis recompensar o Santo regiamente. Sansão, delicadamente, a tudo recusou, mas quando o imperador sugeriu a construção dum hospital, onde pudesse dedicar-se aos doentes com mais recursos e mais desembaraço, Sansão, cheio de júbilo, aplaudiu aquele oferecimento. São Sansão acabou a vida no exercício da caridade. Falecido em 560, a popularidade que conquistou, sem que a quisesse ou procurasse, durante a vida, cresceu pelos milagres que operou depois que a morte o levou. O nome do Santo, celebérrimo no Oriente, foi introduzido no martirológio romano por Barônio. (Vida dos Santos, padre Rohrbacher, Volume XI, p. 239-240) **************************************************************************** BEATO BENVINDO DE GUBBIO, Confessor (1232?) O Bem-aventurado Benvindo de Gubbio tomou o hábito dos irmãos menores em 1222. Foi, desde então, exemplo vivo de todas as virtudes, não se sentindo satisfeito senão quando vestido com o mais miserável dos buréis. Frugalíssimo, comia, e sempre foi assim, apenas o estritamente necessário. O que mais o alegrava era cuidar dos leprosos aos quais dedicava especial carinho. E. dizia-se, jamais se vira enfermeiro mais solícito nem reconfortador mais jucundo. Amava, como ninguém, o silêncio e o retiro, mas, em meio ao povo, quando a isto o impelia a necessidade, mostrava-se cheio da mais contagiante caridade. Durante a noite, orava e orava, longa, longamente. E, na santa Hóstia, via a Jesus Menino amorável. A tão doce alma, levou-a Nosso Senhor para o céu, quando o bem-aventurado estava em Corneto. As relíquias, transportadas para a diocese de Bovino, descansaram em Deliceto, província de Foggia. Os Papas Gregório IX e Inocêncio XI aprovaram-lhe o culto. Foto: santiebeati.it // (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XI, p. 243-244) Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho

Evangelho Do Dia 2018-06-27

Quarta-feira, 27 de Junho de 2018. Santo do dia: Nossa Senhora do Perpétuo SocorroCor litúrgica: verde Evangelho do dia: São Mateus 7, 15-20 Primeira leitura: Reis 22, 8-13; 23, 1-3Leitura do segundo livro dos Reis: Naqueles dias: sumo-sacerdote Helcias disse ao secretário Safã: ‘Achei o livro da Lei na casa do Senhor!’ Helcias deu o livro a Safã, que também o leu. 9Então o secretário Safã foi à presença do rei e fez-lhe um relatório nestes termos: ‘Os teus servos juntaram o dinheiro que se achou no templo e entregaram-no aos empreiteiros encarregados do templo do Senhor’. 10Em seguida, o secretário Safã comunicou ao rei: ‘O sacerdote Helcias entregou-me um livro’. E Safã leu-o diante do rei. 11Ao ouvir as palavras do livro da Lei. o rei rasgou as suas vestes. 12E ordenou ao sacerdote Helcias, a Aicam, filho de Safã, a Acobor, filho de Miquéias, ao secretário Safã e a Asaías, ministro do rei: 13‘Ide e consultai o Senhor a meu respeito, a respeito do povo e de todo o Judá, sobre as palavras deste livro que foi encontrado. Grande deve ser a ira do Senhor que se inflamou contra nós, porque nossos pais não obedeceram às palavras deste livro, nem puseram em prática tudo o que nos fora prescrito’. 23,1Então o rei mandou que se apresentassem diante dele todos os anciãos de Judá e de Jerusalém. 2E subiu ao templo do Senhor com todos os homens de Judá e todos os habitantes de Jerusalém, os sacerdotes, os profetas e todo o povo, do maior ao menor. Leu diante deles todo o conteúdo do livro da Aliança que tinha sido achado na casa do Senhor. 3De pé, sobre o seu estrado, o rei concluiu a aliança diante do Senhor, obrigando-se a seguir o Senhor e a observar seus mandamentos, preceitos e decretos, de todo o seu coração e de toda a sua alma, cumprindo as palavras da Aliança escritas naquele livro. E todo o povo aderiu à Aliança. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 118 (119) – Ensinai-me a viver vossos preceitos; quero guardá-los fielmente até o fim! R: Ensinai-me a viver vossos preceitos, ó Senhor! – Dai-me o saber, e cumprirei a vossa lei, e de todo o coração a guardarei. R: Ensinai-me a viver vossos preceitos, ó Senhor! – Guiai meus passos no caminho que traçastes, pois só nele encontrarei felicidade. R: Ensinai-me a viver vossos preceitos, ó Senhor! – Inclinai meu coração às vossas leis, e nunca ao dinheiro e à avareza. R: Ensinai-me a viver vossos preceitos, ó Senhor! – Desviai o meu olhar das coisas vós, dai-me a vida pelos vossos mandamentos! R: Ensinai-me a viver vossos preceitos, ó Senhor! – Como anseio pelos vossos mandamentos! Dai-me a vida, ó Senhor, porque sois justo! R: Ensinai-me a viver vossos preceitos, ó Senhor! Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 7,15-20 – Aleluia, aleluia, aleluia.– Ficai em mim, e eu em vós ficarei, diz Jesus; quem em mim permanece há de dar muito fruto (Jo 15,4s); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus: Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 15Cuidado com os falsos profetas: Eles vêm até vós vestidos com peles de ovelha, mas por dentro são lobos ferozes. 16Vós os conhecereis pelos seus frutos. Por acaso se colhem uvas de espinheiros ou figos de urtigas? 17Assim, toda árvore boa produz frutos bons, e toda árvore má, produz frutos maus. 18Uma árvore boa não pode dar frutos maus, nem uma árvore má pode produzir frutos bons. 19Toda árvore que não dá bons frutos é cortada e jogada no fogo. 20Portanto, pelos seus frutos vós os conhecereis. – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho

Santo Antelmo, Bispo

Nascido pelo ano de 1107, pertencia Antelmo à primera nobreza de Sabóia. Seus pais fizeram-no estudar desde a juventude, e lhe proporcionaram dois benefícios consideráveis, um em Gênova e outro em Belley: eram as principais dignidades dessas duas igrejas. Davam-lhe elas grande consideração e propiciavam-lhe vultosos rendimentos, dos quais usava magnificamente, tendo prazer em receber os que iam vê-lo e prestar-lhes toda a sorte de serviços; a circunstância granjeou-lhe muitos amigos. Era também muito liberal para com os pobres, e tinha vida pura, mas ocupada com os cuidados temporais. Passada a primeira juventude, dedicou-se a visitar os religiosos, particularmente os cartuxos, mais por curiosidade do que com o propósito de converter-se. Tendo se dirigido, certa vez, com outros jovens de sua idade, para o convento dos cartuxos das Portas, cujo prior era o venerável Bernardo, este santo, que já fizera grande número de conversões, exortou Antelmo a pensar na salvação; alguns outros cartuxos fizeram o mesmo. Antelmo não se deu por convencido, recomendando-se somente às suas orações e retirando-se. Chegando à casa logo abaixo do convento dos cartuxos, foi retido, para lá passar a noite, pelos irmãos conversos e o procurador Boson, que era seu parente, e homem de aplicação maravilhosa. No dia seguinte, subiu novamente ao convento, visitou os alojamentos dos monges, e ficou de tal maneira impressionado com o seu gênero de vida e palavras, que pediu para ser recebido entre eles. Exortaram-no a regular os negócios e marcar data para regressar; mas ele disse: Resolvi permanecer aqui desde hoje; deixarei o com que pagar minhas dívidas; tenho bons amigos para arranjar tudo. Pediu, então, o hábito, e abraçou a observância com grande fervor. Era ainda novo quando foi enviado ao grande convento de cartuxos, onde o número de monges era pequeno. Ali, entregou-se à oração, à meditação, aos trabalhos manuais, à mortificação, praticando todos os dias a disciplina; tinha um grande dom de lágrimas. Feito procurador, desincumbiu-se muito dignamente do encargo, seja pela conduta dos irmãos conversos, seja pela conduta dos irmãos conversos, seja pela esmolas e pelo cuidado do temporal. Em seguida, fizeram-no prior. O venerável Guigues, após haver exercido tal cargo durante vinte e sete anos, morreu em 1136, deixando tal reputação, que simplesmente o chamavam o bom prior. Seu sucessor foi Hugues, sexto prior do grande convento que, após ter governado dois anos, se demitiu e fez eleger em seu lugar Santo Antelmo, em 1138. Alguns anos antes, as avalanches de neve, caindo do alto das montanhas, e arrastando terras e pedras, haviam aniquilado vários conventos sob a ruína de suas celas. Esse acidente arrebatou num só dia a maior parte da santa comunidade, e aos poucos monges que restavam desleixaram a observância após a morte do bem-aventurado Guigues. Santo Antelmo emprenhou-se, pois, em restabelecê-la, segundo as constituições escritas do santo prior. Empregou a doçura e a severidade; expulsou alguns indóceis que lhe resistiam; ao mesmo tempo reparou as construções e recolocou o mosteiro em estado reflorescente. Um dos dois irmãos o havia precedido na comunidade santa; o segundo o seguiu, bem como o pai. Santo Antelmo recebeu ainda no número dos irmãos conversos um dos maiores senhores do tempo o conde Guilherme de Nevers, o mesmo que os bispos e senhores de França haviam designado, pela boca de São Bernardo, para governar o reino com o abade Suger, durante a viagem do rei Luís, o Jovem, ao oriente. Após haver governado doze anos o grande mosteiro, Santo Antelmo mandou colocar em seu lugar Basílio, que foi o oitavo prior, e reentrou para o silêncio de sua cela. Mas algum tempo após, Bernardo, prior do convento das Portas, pediu-lhe que lhe sucedesse, não se julgando mais em condições de governar a casa em virtude da idade avançada. Antelmo tornou-se prior das Portas. Encontrando dinheiro e trigo, fez grandes distribuições aos camponeses da vizinhança, para lhes dar de que semear em um ano de carestia, e não deixou de aumentar os rendimentos do mosteiro, derrubando matas. Nessa época, 1158, Gui, conde de Forez, havia assaltado a cidade de Lion, pilhando-a e fazendo sentir sua indignidade,ao menos a maior parte dela. Nessa ocasião o arcebispo Heráclio e os principais de seu clero refugiaram-se no mosteiro das Portas, onde o prior Antelmo os recebeu de braços abertos e os tranqüilizou liberalmente enquanto durou a tempestade. Havendo governado a casa durante dois anos, retirou-se novamente, e voltou à cela no grande mosteiro dos cartuxos. Tal era Santo Antelmo, quando teve ocasião a glória de combater corajosamente pela unidade católica, contra o anti-papa Otaviano que, cego pela ambição diabólica, invadiu a Sé do Príncipe dos Apóstolos, e, o que foi mais execrável ainda, entregou a Igreja ao poder imperial. Essas reflexões são do biógrafo contemporâneo de Santo Antelmo. Em 1163, o bispado de Belley, na Borgonha, ficou vago e o partido mais poderoso do capítulo elegeu um jovem nobre e o colocou na posse da casa episcopal; mas a outra parte elegeu um monge, e o enviou ao Papa Alexandre, que estava então em França, para confirmar a eleição. O Papa adiou a resposta aos deputados, não duvidando que a outra parte também mandaria os seus; foi o que aconteceu. Entretanto, alguns cônegos mais moderados, conquanto em pequeno número, querendo unir os dois partidos, propuseram a eleição de Antelmo. Todos concordaram com alegria, mesmo o que havia sido eleito anteriormente; porque era parente de Santo Antelmo. Mas sabiam todos que seria difícil tirá-lo da solidão; foram prontamente procurar o Papa Alexandre, que, cheio de alegria, os felicitou por haverem encontrado tão boa solução, e lhes disse que seriam felizes sob a direção de tal pastor. Fez com que os primeiros deputados, ainda que com dificuldade, também consentissem, e havendo-os, reunido, escreveu a Santo Antelmo, ordenando-lhe, pela autoridade da Santa Sé Apostólica, se encarregasse da Igreja de Belley, e mandou o prior e os religiosos do grande mosteiro de cartuxos entregá-lo aos que o pedissem, a constrangê-lo pela autoridade. Mas Santo Antelmo soube o que se passava, e, à

Santo Antelmo, Bispo

Nascido pelo ano de 1107, pertencia Antelmo à primera nobreza de Sabóia. Seus pais fizeram-no estudar desde a juventude, e lhe proporcionaram dois benefícios consideráveis, um em Gênova e outro em Belley: eram as principais dignidades dessas duas igrejas. Davam-lhe elas grande consideração e propiciavam-lhe vultosos rendimentos, dos quais usava magnificamente, tendo prazer em receber os que iam vê-lo e prestar-lhes toda a sorte de serviços; a circunstância granjeou-lhe muitos amigos. Era também muito liberal para com os pobres, e tinha vida pura, mas ocupada com os cuidados temporais. Passada a primeira juventude, dedicou-se a visitar os religiosos, particularmente os cartuxos, mais por curiosidade do que com o propósito de converter-se. Tendo se dirigido, certa vez, com outros jovens de sua idade, para o convento dos cartuxos das Portas, cujo prior era o venerável Bernardo, este santo, que já fizera grande número de conversões, exortou Antelmo a pensar na salvação; alguns outros cartuxos fizeram o mesmo. Antelmo não se deu por convencido, recomendando-se somente às suas orações e retirando-se. Chegando à casa logo abaixo do convento dos cartuxos, foi retido, para lá passar a noite, pelos irmãos conversos e o procurador Boson, que era seu parente, e homem de aplicação maravilhosa. No dia seguinte, subiu novamente ao convento, visitou os alojamentos dos monges, e ficou de tal maneira impressionado com o seu gênero de vida e palavras, que pediu para ser recebido entre eles. Exortaram-no a regular os negócios e marcar data para regressar; mas ele disse: Resolvi permanecer aqui desde hoje; deixarei o com que pagar minhas dívidas; tenho bons amigos para arranjar tudo. Pediu, então, o hábito, e abraçou a observância com grande fervor. Era ainda novo quando foi enviado ao grande convento de cartuxos, onde o número de monges era pequeno. Ali, entregou-se à oração, à meditação, aos trabalhos manuais, à mortificação, praticando todos os dias a disciplina; tinha um grande dom de lágrimas. Feito procurador, desincumbiu-se muito dignamente do encargo, seja pela conduta dos irmãos conversos, seja pela conduta dos irmãos conversos, seja pela esmolas e pelo cuidado do temporal. Em seguida, fizeram-no prior. O venerável Guigues, após haver exercido tal cargo durante vinte e sete anos, morreu em 1136, deixando tal reputação, que simplesmente o chamavam o bom prior. Seu sucessor foi Hugues, sexto prior do grande convento que, após ter governado dois anos, se demitiu e fez eleger em seu lugar Santo Antelmo, em 1138. Alguns anos antes, as avalanches de neve, caindo do alto das montanhas, e arrastando terras e pedras, haviam aniquilado vários conventos sob a ruína de suas celas. Esse acidente arrebatou num só dia a maior parte da santa comunidade, e aos poucos monges que restavam desleixaram a observância após a morte do bem-aventurado Guigues. Santo Antelmo emprenhou-se, pois, em restabelecê-la, segundo as constituições escritas do santo prior. Empregou a doçura e a severidade; expulsou alguns indóceis que lhe resistiam; ao mesmo tempo reparou as construções e recolocou o mosteiro em estado reflorescente. Um dos dois irmãos o havia precedido na comunidade santa; o segundo o seguiu, bem como o pai. Santo Antelmo recebeu ainda no número dos irmãos conversos um dos maiores senhores do tempo o conde Guilherme de Nevers, o mesmo que os bispos e senhores de França haviam designado, pela boca de São Bernardo, para governar o reino com o abade Suger, durante a viagem do rei Luís, o Jovem, ao oriente. Após haver governado doze anos o grande mosteiro, Santo Antelmo mandou colocar em seu lugar Basílio, que foi o oitavo prior, e reentrou para o silêncio de sua cela. Mas algum tempo após, Bernardo, prior do convento das Portas, pediu-lhe que lhe sucedesse, não se julgando mais em condições de governar a casa em virtude da idade avançada. Antelmo tornou-se prior das Portas. Encontrando dinheiro e trigo, fez grandes distribuições aos camponeses da vizinhança, para lhes dar de que semear em um ano de carestia, e não deixou de aumentar os rendimentos do mosteiro, derrubando matas. Nessa época, 1158, Gui, conde de Forez, havia assaltado a cidade de Lion, pilhando-a e fazendo sentir sua indignidade,ao menos a maior parte dela. Nessa ocasião o arcebispo Heráclio e os principais de seu clero refugiaram-se no mosteiro das Portas, onde o prior Antelmo os recebeu de braços abertos e os tranqüilizou liberalmente enquanto durou a tempestade. Havendo governado a casa durante dois anos, retirou-se novamente, e voltou à cela no grande mosteiro dos cartuxos. Tal era Santo Antelmo, quando teve ocasião a glória de combater corajosamente pela unidade católica, contra o anti-papa Otaviano que, cego pela ambição diabólica, invadiu a Sé do Príncipe dos Apóstolos, e, o que foi mais execrável ainda, entregou a Igreja ao poder imperial. Essas reflexões são do biógrafo contemporâneo de Santo Antelmo. Em 1163, o bispado de Belley, na Borgonha, ficou vago e o partido mais poderoso do capítulo elegeu um jovem nobre e o colocou na posse da casa episcopal; mas a outra parte elegeu um monge, e o enviou ao Papa Alexandre, que estava então em França, para confirmar a eleição. O Papa adiou a resposta aos deputados, não duvidando que a outra parte também mandaria os seus; foi o que aconteceu. Entretanto, alguns cônegos mais moderados, conquanto em pequeno número, querendo unir os dois partidos, propuseram a eleição de Antelmo. Todos concordaram com alegria, mesmo o que havia sido eleito anteriormente; porque era parente de Santo Antelmo. Mas sabiam todos que seria difícil tirá-lo da solidão; foram prontamente procurar o Papa Alexandre, que, cheio de alegria, os felicitou por haverem encontrado tão boa solução, e lhes disse que seriam felizes sob a direção de tal pastor. Fez com que os primeiros deputados, ainda que com dificuldade, também consentissem, e havendo-os, reunido, escreveu a Santo Antelmo, ordenando-lhe, pela autoridade da Santa Sé Apostólica, se encarregasse da Igreja de Belley, e mandou o prior e os religiosos do grande mosteiro de cartuxos entregá-lo aos que o pedissem, a constrangê-lo pela autoridade. Mas Santo Antelmo soube o que se passava, e, à

Evangelho Do Dia 2018-06-26

Terça-feira, 26 de Junho de 2018. Santo do dia: Beatos Nicolau Konrad, presbítero e Vladimir Pryjma, mártiresCor litúrgica: verde Evangelho do dia: São Mateus 7, 6.12-14 Primeira leitura: Reis 19, 9-11.14-21.31-36Leitura do segundo livro dos Reis: Naqueles dias: 9Senaquerib, rei da Assíria, enviou de novo mensageiros a Ezequias para dizer-lhe: 10Não te seduza o teu Deus, em quem confias, pensando: Jerusalém não será entregue nas mãos do rei dos assírios. 11Porque tu mesmo tens ouvido o que os reis da Assíria fizeram a todas as nações e como as devastaram. Só tu te vais salvar?’ 14Ezequias tomou a carta da mão dos mensageiros e leu-a. Depois subiu ao templo do Senhor, estendeu a carta diante do Senhor 15e, na presença do Senhor, fez a seguinte oração: ‘Senhor, Deus de Israel, que estás sentado sobre os querubins! Tu és o único Deus de todos os reinos da terra. Tu fizeste o céu e a terra. 16Inclina o teu ouvido, Senhor e ouve. Abre, Senhor, os teus olhos e vê. Ouve todas as palavras de Senaquerib, que mandou emissários para insultar o Deus vivo. 17É verdade, Senhor, que os reis da Assíria devastaram as nações e seus territórios; 18lançaram os seus deuses ao fogo, porque não eram deuses, mas obras das mãos dos homens, de madeira e pedra, por isso os puderam destruir. 19Mas agora, Senhor, nosso Deus, livra-nos de suas mãos, para que todos os reinos da terra saibam que só tu, Senhor, és Deus’. 20Então Isaías, filho de Amós, mandou dizer a Ezequias: ‘Assim fala o Senhor, Deus de Israel: Ouvi a prece que me dirigiste a respeito de Senaquerib, rei da Assíria. 21Eis o que o Senhor disse dele: A virgem filha de Sion despreza-te e zomba de ti. A filha de Jerusalém meneia a cabeça nas tuas costas. 31Pois um resto sairá de Jerusalém, e sobreviventes, do monte Sião. Eis o que fará o zelo do Senhor Todo-poderoso. 32Por isso, assim diz o Senhor acerca do rei da Assíria: Ele não entrará nesta cidade, nem lançará nenhuma flecha contra ela, nem a assaltará com escudo, nem a cercará com trincheira alguma. 33Pelo caminho, por onde veio, há de voltar, e não entrará nesta cidade, diz o Senhor. 34Protegerei esta cidade e a salvarei em atenção a mim mesmo e ao meu servo Davi’. 35Naquela mesma noite, saiu o Anjo do Senhor e exterminou no acampamento assírio cento e oitenta e cinco mil homens. 36Senaquerib, rei da Assíria, levantou acampamento e partiu. Voltou para Nínive e aí permaneceu. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 47 (48) – Grande é o Senhor e muito digno de louvores na cidade onde ele mora; seu Monte santo, esta colina encantadora é a alegria do universo. R: O Senhor estabelece sua cidade para sempre. – Monte Sião, no extremo norte situado, és a mansão do grande Rei! Deus revelou-se em suas fortes cidadelas um refúgio poderoso. R: O Senhor estabelece sua cidade para sempre. – Recordamos, Senhor Deus, vossa bondade em meio ao vosso templo; com vosso nome vai também vosso louvor aos confins de toda a terra. R: O Senhor estabelece sua cidade para sempre. Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 7, 6.12-14 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Eu sou a luz do mundo; aquele que me segue não caminha entre as trevas, mas terá a luz da vida (Jo 8,12); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus: Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 6Não deis aos cães as coisas santas, nem atireis vossas pérolas aos porcos; para que eles não as pisem com os pés e, voltando-se contra vós, vos despedacem. 12Tudo quanto quereis que os outros vos façam, fazei também a eles. Nisto consiste a Lei e os Profetas. 13Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso é o caminho que leva à perdição, e muitos são os que entram por ele! 14Como é estreita a porta e apertado o caminho que leva à vida! E são poucos os que o encontram! – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho

Evangelho Do Dia 2018-06-25

Segunda-feira, 25 de Junho de 2018. Santo do dia: São Guilherme de Vercelli, abadeCor litúrgica: verde Evangelho do dia: São Mateus 7, 1-5 Primeira leitura: Reis 17, 5-8.13-15.18Leitura do segundo livro dos Reis: Naqueles dias: 5Salmanasar, rei da Assíria invadiu todo o país. E, chegando a Samaria, sitiou-a durante três anos. 6No nono ano de Oséias, o rei da Assíria tomou Samaria e deportou os habitantes de Israel para a Assíria, estabelecendo-os em Hala e nas margens do Habor, rio de Gozã, e nas cidades da Média. 7Isto aconteceu porque os filhos de Israel pecaram contra o Senhor, seu Deus, que os tinha tirado do Egito, libertando-os da opressão do Faraó, rei do Egito, porque tinham adorado outros deuses. 8Eles seguiram os costumes dos povos que o Senhor havia expulsado diante deles, e as leis introduzidas pelos reis de Israel. 13O Senhor tinha advertido seriamente Israel e Judá por meio de todos os profetas e videntes, dizendo: ‘Voltai dos vossos maus caminhos e observai meus mandamentos e preceitos, conforme todas as leis que prescrevi a vossos pais e que vos comuniquei por intermédio de meus servos, os profetas’. 14Eles, porém, não prestaram ouvidos, mostrando-se tão obstinados como seus pais, que não tinham acreditado no Senhor, seu Deus. 15aDesprezaram as suas leis e a aliança que tinha feito com seus pais, e os testemunhos com que os havia garantido. 18O Senhor indignou-se profundamente contra os filhos de Israel e rejeitou-os para longe da sua face, restando apenas a tribo de Judá. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 59 (60) – Rejeitastes, ó Deus, vosso povo e arrasastes as nossas fileiras; vós estáveis irado: voltai-vos! R: Vossa mão nos ajude, ouvi-nos, Senhor! – Abalastes, partistes a terra, reparai suas brechas, pois treme. Duramente provastes o povo, e um vinho atordoante nos destes. R: Vossa mão nos ajude, ouvi-nos, Senhor! – Quem me leva à cidade segura, e a Edom quem me vai conduzir, se vós, Deus, rejeitais vosso povo e não mais conduzis nossas tropas? R: Vossa mão nos ajude, ouvi-nos, Senhor! – Dai-nos, Deus, vosso auxílio na angústia; nada vale o socorro dos homens! Mas com Deus nós faremos proezas, e ele vai esmagar o opressor. R: Vossa mão nos ajude, ouvi-nos, Senhor! Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 7,1-5 – Aleluia, aleluia, Aleluia.– A Palavra do Senhor é viva e eficaz: ela julga os pensamentos e as intenções do coração (Hb 4,12); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus: Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 1‘Não julgueis, e não sereis julgados. 2Pois, vós sereis julgados com o mesmo julgamento com que julgardes; e sereis medidos, co a mesma medida com que medirdes. 3Por que observas o cisco no olho do teu irmão, e não prestas atenção à trave que está no teu próprio olho? 4Ou, como podes dizer ao teu irmão: ‘deixa-me tirar o cisco do teu olho’, quando tu mesmo tens uma trave no teu? 5Hipócrita, tira primeiro a trave do teu próprio olho, e então enxergarás bem para tirar o cisco do olho do teu irmão. – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho

Santa Febrônia, Virgem E Mártir – Pelo Fim Do Século VI

Havia em Sibápolis, na Síria, um mosteiro de freiras, cuja piedade e vida penitente despertavam a admiração dos próprios pagãos. Contavam-se mais de cinqüenta religiosas, a maior parte pertencendo às principais famílias da sociedade. A superiora ali tinha introduzido, com a idade de três anos, uma de suas sobrinhas, chamada Febrônia, e a educara com os maiores cuidados no amor da virtude. A sobrinha, chegando aos dezenove anos, era das pessoas mais bem formadas de todo o império romano, seja pelos predicados exteriores, seja pelas qualidades de espírito. Mas o que lhe aumentava infinitamente o mérito era a humildade profunda, a modéstia admirável, a pureza e inocência de coração que dela faziam um anjo sobre a terra. Também renunciara solenemente às esperanças do mundo, e em boa hora havia resolvido não ter outro esposo senão Jesus Cristo. A tia, que nada de mais caro tinha no mundo que este precioso tesouro, jamais a deixava ser vista por estranhos; mas por mais precauções que tomasse, não deixavam de falar dela lá fora, e muitas pessoas haviam tentado, em vão, penetrar no mosteiro para julgar, por seus próprios olhos, do mérito da piedosa virgem. Entretanto, uma jovem viúva, de família muito distinta, que ainda não passava de catecúmena, solicitou à superiora com tanta insistência e lhe deu razões tão tocantes do desejo ardente que tinha de vê-la, que conseguiu entrar no convento, revestindo-se com hábito de religiosa, e aparecer em companhia das santas freiras: Febrônia, que jamais consentira em mostrar-se nem dirigir a palavra a pessoa alguma estranha, acolheu a pretensa religiosa com grandes mostras de caridade. Com ela se entreteve e descreveu com tanta unção a felicidade da vida religiosa, que Hierica (era o nome da mulher(, a qual estava a ponto de contrair segundas núpcias, renunciou imediatamente o mundo, e resolveu passar o resto da vida no retiro. Imediatamente quis receber o batismo, e a família impressionada com a mudança tão súbita em suas disposições, converteu-se também à religião cristã. Essa conquista de Febrônia devia, em breve, ser seguida de vitória mais brilhante ainda. Diocleciano perseguia então a Igreja com excessiva crueldade; milhões de mártires cimentavam com o sangue a fé de Jesus Cristo. O prefeito Lisímaco e Selene, seu tio, inimigo jurado dos cristãos, foram enviados a Sibápolis com ordens severíssimas da parte do imperador. À notícia de sua chegada, o alarme foi grande: casa qual procurava fugir ou esconder-se; a superiora do mosteiro declarou às companheiras que estavam livres de retirar-se se quisessem, para colocar em segurança a vida. Quanto a ela mesma, estava resolvida a esperar a morte no convento, muito feliz de terminar a vida com o martírio. “Toda a minha dificuldade é saber o que acontecerá com Febrônia. O que acontecerá comigo, respondeu imediatamente a santa jovem com firmeza! Ficarei aqui sob a proteção do meu divino esposo. Nada temo. Fiz a Jesus Cristo o sacrifício do coração; faço-lhe ainda o da vida. Nada desejo ardentemente do que derramar meu sangue por ele”. Entrementes, uma companhia de soldados enviados por Selene, e comandados por Primo, primo-irmão do prefeito Lisímaco, se apresentou às portas do convento. Arrombaram-nas com violência e lançaram-se sobre as religiosas. Já a superiora ia ser imolada quando Febrônia, lançando-se aos pés dos soldados, conjurou-os a fazê-la morrer primeiro. À vista da coragem e da ousadia de pessoa tão jovem e tão delicada, ficaram imóveis; detiveram-se, hesitaram, até que, vindo Primo, ordenou se retirassem, dizendo então a Febrônia: Por que não fugistes, como a maior parte das companheiras? Ide: dou-vos a liberdade; ponde-vos a coberto dos insultos que poderão advir-vos. Primo voltou a Lisímaco para prestar-lhe contas do que acabava de fazer, e disse-lhe: Encontrei no convento aquele que os deuses vos destinam por esposa. É uma jovem, que pelo aspecto, me parece de alta categoria; por outro lado, é de beleza incomparável. Mas, respondeu Lisímaco, ouvi minha mãe dizer que as jovens encerradas nos mosteiros são esposas de Jesus Cristo. Não poderia, pois, pensar em casar-me com aquele a que te referes. Enquanto Primo e Lisímaco confabulavam, um soldado que os havia escutado mandou dizer a Selene que Primo ia casaro sobrinho com uma jovem cristã. Selene encolerizou-se. Mandou trazer imediatamente Febrônia. Ela apareceu diante do juiz, mas com tal expressão de contentamento e de paz estampada no semblante, que o tirano permaneceu como que estatelado. – Sois livre ou escrava? Perguntou-lhe, primeiramente. – Sou escrava, respondeu a santa. – E quem é vosso senhor? – Jesus Cristo, meu Senhor e meu Deus, a quem me devotei desde o berço. – É pena que vos tenham impingido desde tão longo tempo os princípios da seita cristã. Despojai-vos, hoje, de todos esses erros. Sacrificai aos deuses e eles farão vossa felicidade. Desde hoje vos tornareis minha sobrinha, esposando Lisímaco, que está diante de vós, e que vos cumulará de honras e riquezas. Que lhe tirem as correntes! Acrescentou. Adotando um tom grave e sério que contrastava maravilhosamente com a candura e modéstia habituais, Febrônia segurou nas mãos as correntes que tão orgulhosa estava de carregar. – Peço-vos, senhor, disse ela, não me tireis um ornamento que faz minha felicidade e glória; e para não vos fatigar com longos discursos, sabei que não consentirei jamais na proposta que acabais de fazer-me. Não, jamais adorarei os demônios. E não acrediteis que, por ser eu mulher, consigais quebrantar-me a resolução com ameaças e tormentos. Estou pronta a sofrer os maiores suplícios, antes de renunciar a Jesus Cristo, meu único esposo para sempre. A essas palavras, Selene, fora de si de despeito e cólera, mandou dilacerar a golpes de azorragues a generosa Febrônia, cujo corpo sangrento em breve se transformou numa só chaga. Em seguida, ordenou fosse estendida sobre uma grelha de ferro e queimada a fogo lento. Os pagãos, testemunhas da barbaridade, afastavam com horror; mas Febrônia parecia insensível e não tinha voz senão para bendizer o Senhor porque a julgara digna de sofrer por ele; parecia no cúmulo da alegria em meio aos tormentos

São Rombaldo, Mártir

São Rombaldo era anglo-saxão. Tendo ido a Roma, o que fez a pregar o Evangelho pelo percurso todo, ali visitou com grande unção, o túmulo dos santos Apóstolos. De volta da Itália, através da Gália, penetrou na Bélgica, fixando-se numa ermida perto de Malines, sob a proteção do conde Adon, cuja mulher, ardentemente, desejava ter um filho. Rombaldo prometeu que o teria e, quando o filho de Adon nasceu, a esposa, escolheu o santo homem para batizá-lo. Liberto, o filho do conde, um dia, brincando perto de um curso de água, resvalou, afundou-se na corrente e morreu afogado. Desolados, o pai e a mão da criança desesperavam-se, quando Rombaldo, aproximando-se do pequeno, que haviam recuperado do rio, ressuscitou-o, restituindo-o aos pais atônitos. Em reconhecimento, o conde anexou à ermida um vasto domínio, onde se fundou um mosteiro. São Rombaldo foi assassinado por dois bandidos, aos quais repreendia, tais os vícios e desmandos, no dia 24 de Junho de 775. Atirado às águas do rio não tardaram descobri-lo. Enterrado na igreja do seu mosteiro, o corpo do santo mártir foi muitíssimo visitado. O mosteiro, que logo, se chamou de São Rombaldo, tornou-se um colegiado, sendo erigido em metrópole, quando o Papa Paulo IV, em 1559, criou o arcebispado de Malines. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XI, p. 173-174) Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho

Evangelho Do Dia 2018-06-24

Domingo, 24 de Junho de 2018. Santo do dia: Natividade de São João BatistaCor litúrgica: branco Evangelho do dia: São Lucas 1, 57-66.80 Primeira leitura: Isaías 49,1-6Leitura do livro do Profeta Isaías: 1Nações marinhas, ouvi-me, povos distantes, prestai atenção: o Senhor chamou-me antes de eu nascer, desde o ventre de minha mãe ele tinha na mente o meu nome; 2fez de minha palavra uma espada afiada, protegeu-me à sombra de sua mão e fez de mim uma flecha aguçada, escondida em sua aljava, 3e disse-me:’Tu és o meu Servo, Israel, em quem serei glorificado’. 4E eu disse:’Trabalhei em vão, gastei minhas forças sem fruto, inutilmente; entretanto o Senhor me fará justiça e o meu Deus me dará recompensa’. 5E agora diz-me o Senhor – ele que me preparou desde o nascimento para ser seu Servo – que eu recupere Jacó para ele e faça Israel unir-se a ele; aos olhos do Senhor esta é a minha glória. 6Disse ele:’Não basta seres meu Servo para restaurar as tribos de Jacó e reconduzir os remanescentes de Israel: eu te farei luz das nações, para que minha salvação chegue até aos confins da terra’. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Salmo 138 (139) – Senhor, vós me sondais e conheceis, sabeis quando me sento ou me levanto; de longe penetrais meus pensamentos; percebeis quando me deito e quando eu ando, os meus caminhos vos são todos conhecidos. R: Eu vos louvo e vos dou graças, ó Senhor, porque de modo admirável me formastes! – Fostes vós que me formastes as entranhas, e no seio de minha mãe vós me tecestes. Eu vos louvo e vos dou graças, ó Senhor, porque de modo admirável me formastes! R: Eu vos louvo e vos dou graças, ó Senhor, porque de modo admirável me formastes! – Até o mais íntimo, Senhor, me conheceis; nem uma sequer de minhas fibras ignoráveis quando eu era modelado ocultamente, era formado nas entranhas subterrâneas. R: Eu vos louvo e vos dou graças, ó Senhor, porque de modo admirável me formastes! Segunda leitura: Atos dos Apóstolos 13,22-26Leitura dos Atos dos Apóstolos: Naqueles dias, Paulo disse: 22Deus fez surgir Davi como rei e assim testemunhou a seu respeito: ‘Encontrei Davi, filho de Jessé, homem segundo o meu coração, que vai fazer em tudo a minha vontade’. 23Conforme prometera, da descendência de Davi Deus fez surgir para Israel um Salvador, que é Jesus. 24Antes que ele chegasse, João pregou um batismo de conversão para todo o povo de Israel. 25Estando para terminar sua missão, João declarou: ‘Eu não sou aquele que pensais que eu seja! Mas vede: depois de mim vem aquele, do qual nem mereço desamarrar as sandálias’. 26Irmãos, descendentes de Abraão, e todos vós que temeis a Deus, a nós foi enviada esta mensagem de salvação. – Palavra do Senhor – Graças a Deus Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 1, 57-66.80 – Aleluia, Aleluia, Aleluia.– Serás chamado, ó menino, o profeta do Altíssimo: irás diante do Senhor, preparando-lhe os caminhos (Lc 1,76); Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas: 57Completou-se o tempo da gravidez de Isabel, e ela deu à luz um filho. 58Os vizinhos e parentes ouviram dizer como o Senhor tinha sido misericordioso para com Isabel, e alegraram-se com ela. 59No oitavo dia, foram circuncidar o menino, e queriam dar-lhe o nome de seu pai, Zacarias. 60A mãe porém disse: ‘Não! Ele vai chamar-se João.’ 61Os outros disseram: ‘Não existe nenhum parente teu com esse nome!’ 62Então fizeram sinais ao pai, perguntando como ele queria que o menino se chamasse. 63Zacarias pediu uma tabuinha, e escreveu: ‘João é o seu nome.’ 64No mesmo instante, a boca de Zacarias se abriu, sua língua se soltou, e ele começou a louvar a Deus. 65Todos os vizinhos ficaram com medo, e a notícia espalhou-se por toda a região montanhosa da Judéia. 66E todos os que ouviam a notícia, ficavam pensando: ‘O que virá a ser este menino?’ De fato, a mão do Senhor estava com ele. 80E o menino crescia e se fortalecia em espírito. Ele vivia nos lugares desertos, até o dia em que se apresentou publicamente a Israel. – Palavra da Salvação– Glória a Vós, Senhor Fonte: Evangelho Diário – Arautos do Evangelho