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Mês Da Bíblia: Introdução às Sagradas Escrituras

A Igreja dedica o mês de setembro às Sagradas Escrituras, a Bíblia. O mês de setembro foi escolhido como mês da Bíblia porque no dia 30 de setembro é dia de São Jerônimo (ele nasceu em 340 e faleceu em 420 dC). São Jerônimo foi um grande biblista e foi ele quem traduziu a Bíblia dos originais (hebraico e grego) para o latim, que naquela época era a língua falada no mundo e usada na liturgia da Igreja. Hoje a Bíblia é o único livro que está traduzido em praticamente todas as línguas do mundo e está em quase todas as casas, talvez nem fazemos ideia, mas a Bíblia é o livro mais vendido, distribuído e impresso em toda a história da humanidade. A Bíblia é a coleção de textos sagrados que surgiram  num período de mais de 1000 anos. Porém, é importante lembrar que a Bíblia não é um(1) livro, mas uma coleção de livros, uma verdadeira biblioteca. Por isso podemos chamar a Bíblia de Sagradas Escrituras, por ser uma coleção de escritos. Como a lista de livros da bíblia (chamado de cânon das Escrituras) foi discernida pela Igreja? “Foi a Tradição apostólica que fez a Igreja discernir que escritos deviam ser enumerados na lista dos Livros Sagrados. Esta lista completa é denominada “Cânon” das Escrituras. Ela comporta 46 escritos para o Antigo Testamento e 27 para o Novo” (Total de 73 livros na Bíblia). (Catecismo da Igreja Católica, §120) A tradição apostólica, ou seja, o ensinamento dos apóstolos, transmitido pela Igreja, é que garante o correto discernimento de quais livros são verdadeiramente inspirados por Deus. Para um católico, não existe Bíblia sem Igreja. Não podemos, de forma isolada ou individual, ler a Bíblia e interpretá-la. Devemos seguir o ensinamento da Igreja para verdadeiramente saber o correto ensinamento da revelação divina. Da mesma forma que a Bíblia foi gerada na Igreja, ela deve ser lida através da Igreja. A livre interpretação da Bíblia leva ao enorme problema que vemos hoje: a falta de unidade da fé cristã e a relativização do ensinamento de Cristo. Diante disso, podemos afirmar como Santo Agostinho: “Eu não creria no Evangelho, se a isto não me levasse a autoridade da Igreja Católica.” Só podemos crer que as Sagradas Escrituras são verdadeiramente a palavra de Deus pois a autoridade da Igreja nos diz que é. É nesse espirito, como filhos da Igreja, que devemos abordar os textos bíblicos. Por que a Sagrada Escritura ensina a verdade? “Porque o próprio Deus é o autor da Sagrada Escritura; por isso se diz que ela é inspirada e ensina sem erro as verdades que são necessárias à nossa salvação. Com efeito, o Espírito Santo inspirou os autores humanos, que escreveram o que ele quis nos ensinar. A fé cristã, todavia, não é “uma religião do Livro”, mas da Palavra de Deus, que não é uma palavra escrita e muda, mas o Verbo encarnado e vivo” (Compendio do Catecismo da Igreja Católica, 18) Como achar um texto na Bíblia? Para indicar uma passagem bíblica é suficiente citar o livro, o capítulo e o versículo. Indica-se o livro pela sua abreviação ou sigla. A primeira cifra numérica indica o capítulo e a segunda cifra, separada por uma vírgula, indica o versículo. Eis alguns exemplos: a) Gn 3,1: livro do Gênesis, capítulo terceiro, versículo 1. b) Gn 3, 1-10: livro do Gênesis, capitulo terceiro, versículo um a dez. Como ler a Bíblia? (Lectio Divina) A forma de ler a Bíblia mais utilizada na Igreja é a chamada Leitura Orante, ou em latim, Lectio Divina. Ela se divide em 4 partes: Leitura da Palavra de Deus: Leia, com calma e atenção, um pequeno trecho da Bíblia (aconselhamos que nas primeiras vezes utilize-se os textos dos Evangelhos, por serem mais familiares a todos). Se for preciso, leia o texto quantas vezes forem necessárias. Procure identificar as coisas importantes deste trecho da Bíblia: o ambiente, os personagens, os diálogos, as imagens usadas, as ações. Você conhece algum outro trecho que seja parecido com este que leu? É importante que você identifique tudo isto com calma e atenção, como se estivesse vendo a cena. É um momento para conhecer e reconhecer a Boa Notícia que este trecho nos traz! Meditar a Palavra de Deus: É o momento de descobrir os valores e as mensagens espirituais da Palavra de Deus: é hora de saborear a Palavra de Deus e não apenas estudá-la. Você, diante de Deus, deve confrontar este trecho com a sua vida. Feche os olhos, isto pode ajudar. É preciso concentrar-se! Rezar a Palavra de Deus: Toda boa meditação desemboca naturalmente na oração. É o momento de responder a Deus após havê-lo escutado. Esta oração é um momento muito pessoal que diz respeito apenas à pessoa e Deus. É um diálogo pessoal! Não se preocupe em preparar palavras, fale o que vai no coração depois da meditação: se for louvor, louve; se for pedido de perdão, peça perdão; se for necessidade de maior clareza, peça a luz divina; se for cansaço e aridez, peça os dons da fé e esperança. Enfim, os momentos anteriores, se feitos com atenção e vontade, determinarão esta oração da qual nasce o compromisso de estar com Deus e fazer a sua vontade. Contemplar a Palavra: Desta etapa a pessoa não é dona. É um momento que pertence a Deus e sua presença misteriosa, sim, mas sempre presença. É um momento no qual se permanece em silêncio diante de Deus. Se ele o conduzirá à contemplação, louvado seja Deus! Se ele lhe dará apenas a tranqüilidade de uns momentos de paz e silêncio, louvado seja Deus! Se para você será um momento de esforço para ficar na presença de Deus, louvado seja Deus! Para saber mais sobre a leitura orante da Bíblia, veja esse vídeo: “A Igreja “exorta com veemência e de modo peculiar todos os fiéis cristãos…a que, pela frequente leitura das divinas Escrituras, aprendam ‘a eminente ciência de Jesus Cristo’ (Fl 3,8). ‘Com efeito, ignorar as Escrituras é

Festa De Nª Srª Da Penna – 356 Anos

Comprovadamente uma das igrejas mais antigas do Rio de Janeiro o santuário de Nossa Senhora da Penna completa 356 anos neste 8 de setembro. Localizada na região de Jacarepaguá, mais precisamente no bairro da Freguesia, a igreja fica a 170 metros de altura com vista privilegiada para os maciços da Tijuca, da Gávea além das serras de Guaratiba e um pouco do oceano. Pastorais da paróquia de Santa Luzia, Gardênia Azul, trabalham junto dos organizadores para que durante todos os domingos deste mês, o bairro que vive sob a proteção da Virgem e adjacências, possam apreciar a variada programação de missas, quermesses, apresentações musicais e passeios grátis no bondinho. No primeiro domingo de comemorações, 03/09, haverá missas as 11 e 18 horas. O cantor Cristiano se apresenta as 13 horas e a noite, 19h, é a vez do Grupo AJA. A festa da padroeira acontece na sexta-feira, 08/09, com três horários de missas: 9:30, 11:00 e 18 horas. As 11h o Cardeal Orani Tempesta, bispo do Rio de Janeiro, preside a celebração com participação do coral Lumen Christe. A última missa do dia será acompanhada de procissão e benção do Santíssimo. Em 10/09 as celebrações também serão as 11 e 18 horas sendo que as 13h a Banda do Exército se apresenta, as 15 h é a vez do cantor Cristiano e no encerramento (19h) Marco Vivan e Trio animam os fiéis. Com programação um pouco maior do que os demais dias, o domingo 17/09 tem presença da cantora Ghislaine Cantini na missa de 11 horas e as 12:30 os poetas da Pedra do Galo. A festa a partir de 14h é comandada pelo tio Peter e dedicada as crianças. As 18h haverá missa e ao final desta o Trio Araçagi garante um forró pé de serra. As comemorações à Nossa Sra da Penna terminam no dia 24/09 com missas (11 e 18 horas), mostra da banda da FIJ (Faculdades Integradas de Jacarepaguá) as 13 horas e apresentações musicais da Família Bonna (15 h) e Marco Vivan e Trio (19h). Os devotos de Sra da Penna ficarão felizes em recebê-los em mais este ano de alegrias por bênçãos alcançadas com intercessão da Virgem Santíssima.

Paróquia Santa Luzia Participa Da Peregrinação Arquidiocesana A Aparecida

A romaria anual da Arquidiocese do Rio de Janeiro ao Santuário Nacional de Aparecida, na cidade de Aparecida/SP, aconteceu no sábado 26 de agosto. Este ano os romeiros celebraram os 115 anos  de peregrinação (cujo tema escolhido foi “Nossa Senhora Aparecida acolhe as famílias”) e ainda os 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida. A paróquia de Santa Luzia esteve representada por cerca de 120  fiéis que coordenados pelos seminaristas Rafael e Pedro viajaram na noite de sexta-feira, 25/08, e amanheceram em Aparecida antes das 7h da manhã  para o encontro dos fiéis na Tribuna do Papa Bento XVI. Às 9h, o Cardeal Dom Orani Tempesta iniciou, no Altar Central da Basílica, a missa com a participação de bispos, padres (entre eles o nosso pároco Robert Józef), seminaristas e demais religiosos. O Cardeal Orani falou sobre a intercessão de Nossa Senhora na vida das famílias, em especial, as da arquidiocese do Rio de Janeiro que em 2017 estão vivendo o Ano da Família. Ao final da celebração foi feita a consagração à Nossa Senhora e em seguida via sacra até o Morro do Cruzeiro. O Museu de Cera e o Cine Aparecida (aonde é exibida película com 15 minutos de duração sobre o encontro da imagem) foram outras áreas do Santuário que chamaram a atenção dos fiéis. Perto das 15h a romaria da paróquia Santa Luzia deixou o Santuário  com o dever cumprido em mais um ano de peregrinação.

Mês Vocacional: Vocação Do Catequista

“Ide, pois, fazer discípulos entre todas as nações, e batizai-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-lhes a observar tudo o que vos tenho ordenado. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos.” (Mt 28, 19-20) Com essas palavras, Nosso Senhor Jesus Cristo inaugura a evangelização. Como essas palavras podemos dizer que começa a Catequese cristã. “Bem cedo passou-se a chamar de catequese o conjunto de esforços empreendidos na Igreja para fazer discípulos, para ajudar os homens a crerem que Jesus é o Filho de Deus, a fim de que, por meio da fé, tenham a vida em nome dele, para educá-los e instruí-los nesta vida, e assim construir o Corpo de Cristo.” (Catecismo da Igreja Católica, §4) A catequese é a própria ação da Igreja, e de todos os seus membros, de fazer discípulos, de ajudar as pessoas a conhecer Jesus, de segui-lo e de amá-lo. O primeiro catequista é o próprio Cristo, depois os seus ministros: o papa, os bispos, os padres, religiosos, pais de família e demais leigos. Todos nós somos chamados a ser catequistas, a ensinar a fé a todos. Devemos cada vez mais valorizar o serviço da catequese, e incentivar as pessoas a servir nesse apostolado tão importante para a vida da Igreja. Vamos destacar o serviço da catequese realizado por dois grupos de fiéis: os país de família e os catequistas em geral. Cada pai e mãe é chamado a ser os primeiros catequistas dos seus filhos. Devemos procurar ensinar, desde a mesma tenra idade, a fé aos nossos filhos. Não é possível esperar até que a criança chegue na catequese paroquial para ensina-la. Todo pai é chamado a conhecer profundamente a sua fé e de ensinar  aos seus filhos. O catequista que trabalha nas paróquias deve ser um auxiliar da catequese doméstica. Somente dessa forma conseguiremos catequizar as nossas crianças e jovens de forma mais eficiente. “A catequese é uma educação da fé das crianças, dos jovens e dos adultos, a qual compreende especialmente um ensino da doutrina cristã, dado em geral de maneira orgânica e sistemática, com o fim de os iniciar na plenitude da vida cristã.” (Catecismo da Igreja Católica, §5) O catequista é chamado a anunciar Jesus Cristo com a sua própria vida. A amar Jesus, a compartilhar esse amor e essa vida em Cristo com os outros. O estudo da doutrina Cristã (Credo, Sacramentos, Mandamentos, e Oração) é fundamental para que o genuíno ensinamento da Igreja seja transmitido. Por isso os principais livros que devem acompanhar o catequista são as Sagradas Escrituras e o Catecismo da Igreja Católica. O catequista não fala por ele mesmo, mas em nome da Igreja, por isso ele deve ser fiel ao ensinamento que a Igreja sempre transmitiu desde os apóstolos ao longo desses  2000 anos de história. Oração e estudo da fé, eis o resumo da vida de todo catequista. “No centro da catequese encontramos essencialmente uma Pessoa, a de Jesus de Nazaré, Filho único do Pai…, que sofreu e morreu por nós e agora, ressuscitado, vive conosco para sempre…Catequizar…é desvendar na Pessoa de Cristo todo o desígnio eterno de Deus que nela se realiza. É procurar compreender o significado dos gestos e das palavras de Cristo e dos sinais realizados por Ele. A finalidade definitiva da catequese é “levar à comunhão com Jesus Cristo: só ele pode conduzir ao amor do Pai no Espírito e fazer-nos participar da vida da Santíssima Trindade.” (Catecismo da Igreja Católica, §426)   Que possamos, todos nós, procurar dar catequese sempre que possível, mesmo que seja somente para nossos filhos, amigos e familiares. Não existe maior forma de aprender do que ensinar, e não há nada de mais importante do que aprender as verdades da nossa fé. Rezemos por todos os nossos catequistas, tanto para aqueles que nos deram catequese como para aqueles que estão hoje servindo nas paróquias pelo mundo.  Se você sente o chamado para servir na catequese infantil ou de jovens e adultos, não tenha medo! Procure a Catequese Infantil ou a Iniciação Cristã na paróquia. Salve Maria!

Peregrinação à Igreja Nossa Senhora Da Penna

Em homenagem a Nossa Senhora da Penna, o Vicariato de Jacarepaguá irá realizar uma tradicional peregrinação no sábado, dia 2 de setembro, às 9h, para  Igreja de Nossa Senhora da Penna, na Freguesia. A Santa Missa será presidida pelo pároco da Paróquia Santa Luzia, que é Vigário Episcopal de Jacarepaguá, Padre Robert Chrzaszcz. A concentração para a peregrinação será às 8h30, em frente à Igreja Nossa Senhora do Loreto, na Freguesia. A procissão terá início às 9h e contará com a recitação do terço durante o percurso em direção à Igreja de Nossa Senhora da Penna. O encerramento do encontro será às 10h com a celebração da Eucaristia.  

Mês Vocacional: A Vida Religiosa

  Um tipo de vocação muito especial na Igreja é a chamada Vida Religiosa. Em toda história da Igreja, a Vida Religiosa foi um berço de santos. Mas o que seria a Vida Religiosa? Todos nós somos chamados a colocar Deus como centro das nossas vidas. Todas as nossas ações nesse mundo devem visar a nossa preparação para a vida Eterna, quando estivermos juntos de Deus. Como o leigo é chamado a  viver no mundo, transformando as realidades diárias à luz do evangelho, a vida religiosa é um estilo de vida especial para seguir essa missão de pertencer a Cristo. De acordo com o Catecismo da Igreja Católica: “Nascida no Oriente nos primeiros séculos do cristianismo e vivida nos institutos canonicamente erigidos pela Igreja, a vida religiosa se distingue das outras modalidades de vida consagrada pelo aspecto cultual, pela profissão pública dos conselhos evangélicos, pela vida fraterna levada em comum, pelo testemunho de união de Cristo com a Igreja” (Catecismo da Igreja Católica, §925.) A vida religiosa é distinta justamente nesses pontos: Aspecto cultual: vida de oração profunda, utilizando a Liturgia das Horas; Profissão pública dos conselhos evangélicos; Vida fraterna levada em comum: a vida religiosa não é uma vida isolada, mas em comunidade. As pessoas que vivem a vida religiosa, fazem parte de uma família de outras irmãs e irmãos, onde tudo é compartilhado numa verdadeira fraternidade; E o testemunho de entrega total a Cristo e à Sua Igreja. “A vida religiosa faz parte do mistério da Igreja. É um dom que a Igreja recebe de seu Senhor e que oferece como um estado de vida permanente ao fiel chamado por Deus na profissão dos conselhos. Assim, a Igreja pode ao mesmo tempo manifestar o Cristo e reconhecer-se como esposa do Salvador. A vida religiosa é convidada a significar, em suas variadas formas, a própria caridade de Deus, em linguagem de nossa época.” (Catecismo da Igreja Católica, §926.) Por que quis Jesus que haja pessoas que vivam para sempre em pobreza, em castidade celibatária e em obediência? “Deus é amor. Ele também deseja nosso amor. Uma forma de entrega amorosa a Deus é viver como Jesus, ou seja, pobre, celibatário e obediente. Quem assim vive tem cabeça, coração e mãos livres para Deus e para a humanidade. Surgem continuamente indivíduos que se deixam conquistar verdadeira e totalmente por Jesus, a ponto de, «por causa do Reino dos Céus» (Mt 19,12), entregarem tudo a Deus, mesmo coisas boas, como as suas riquezas, a autodeterminação e o amor conjugal. Esta existência segundo dos conselhos evangélicos em pobreza, castidade celibatária e obediência, mostra a todos que o mundo não é tudo. No fundo, só o encontro “face a face” com o esposo divino fará a humanidade feliz.” (YouCat, 145) A vida religiosa é um grande sinal de que essa vida não é tudo; que vale a pena se entregar totalmente e “perder” a sua vida para servir a Deus por inteiro. Todos nós estamos nos preparando para o casamento definitivo com o Esposo no céu. Todos nós fomos feitos para casar com Deus! E a vida religiosa, através dos freis, freiras, religiosas, religiosos, etc; nos dá um testemunho concreto dessa realidade. “Todos os religiosos, isentos ou não, são contados entre os cooperadores do Bispo diocesano em seu ministério pastoral. A implantação e a expansão missionária da Igreja exigiram a presença da vida religiosa sob todas as suas formas desde os inícios da evangelização. A história atesta os grandes méritos das famílias religiosas na propagação da fé e na formação de novas Igrejas, desde as antigas instituições monásticas e as ordens medievais até as congregações modernas.” (Catecismo da Igreja Católica, §927.) Se você sente o chamado para a vida religiosa, não perca a oportunidade de fazer uma experiência e de conhecer uma comunidade religiosa. Não custa nada conhecer! Procure a Pastoral vocacional e siga a sua vocação! Salve Maria!

Mês Vocacional: Vocação Do Leigo Consagrado

Além das vocações originadas do sacramento da Ordem (Padres, Diáconos) e do sacramento do Matrimônio (Casamento Católico), existem outras formas de vocação na Igreja. O mês de Agosto é dedicado às vocações, por isso vamos apresentar, nas próximas semanas do mês, um resumo das outras três formas de vocações mais comuns na Igreja: O Leigo Consagrado, A Vida Religiosa e os Catequistas. Para começar, precisamos entender que na Igreja existem dois grupos de fiéis: Os Clérigos (Papa, Bispos, Padres e Diáconos) e os Leigos (Casais, Solteiros, Religiosos, Leigo Consagrado, etc), como afirma o Código de Direito Canônico: Cân. 207 — § l. Por instituição divina, entre os féis existem os ministros sagrados, que no direito se chamam também clérigos; os outros féis também se designam por leigos. § 2. De ambos estes grupos existem féis que, pela profissão dos conselhos evangélicos por meio dos votos ou outros vínculos sagrados, reconhecidos e sancionados pela Igreja, se consagram a Deus de modo peculiar, e contribuem para a missão salvífca da Igreja; cujo estado, embora não diga respeito à estrutura hierárquica da Igreja, pertence contudo à sua vida e santidade. A palavra “Leigo” vem do grego (laos) e significa “povo”. O leigo é um estado comum dos batizados que pertencem ao Povo de Deus, mas não são ordenados. Voltando o nosso olhar para o vocação do leigo, podemos dizer que o leigo é aquele fiel que não pertence ao Clero, e  é chamado a viver no mundo, transformando as realidades diárias à luz do evangelho. Então todo povo de Deus que não faz parte do clero (bispo, padre ou diácono) é leigo. “Qual é a vocação dos fiéis leigos? Os fiéis leigos têm como vocação própria a de procurar o reino de Deus, iluminando e ordenando as realidades temporais segundo Deus. Realizando assim o chamado à santidade e ao apostolado, dirigido a todos os batizados.” (Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, Qt.188)” Dentro da vocação leiga existe uma vocação especial que na Igreja podemos definir como “Leigo Consagrado”. Mas o que seria “Vida Consagrada”? De acordo com o Catecismo da Igreja Católica: “A Vida Consagrada é o estado de vida constituído pela profissão dos conselhos evangélicos, embora não pertença à estrutura hierárquica da Igreja, está, no entanto, incontestavelmente ligado à sua vida e santidade»” (Catecismo da Igreja Católica, §914.) Na Igreja, a vida consagrada deve seguir os conselhos evangélicos, que são os principais ensinamentos do seguimento de Cristo (Pobreza, Obediência e Castidade). O Leigo que escolhe a vida consagrada a Deus, faz a opção, dentro do seu estado de vida de leigo (não pertecendo ao clero) de entregar a sua vida a Deus e fazer os votos de Pobreza, Obediência e Castidade: “Os conselhos evangélicos são, na sua multiplicidade, propostos a todos os discípulos de Cristo. A perfeição da caridade, a que todos os fiéis são chamados, comporta, para aqueles que livremente assumem o chamamento à vida consagrada, a obrigação de praticar a castidade no celibato por amor do Reino, a pobreza e a obediência. É a profissão destes conselhos, num estado de vida estável reconhecido pela Igreja, que caracteriza a «vida consagrada» a Deus.” (Catecismo da Igreja Católica, §915.) As pessoas que não são chamadas a se casar,  viver uma vida de serviço ministerial na Igreja (Padre ou diácono) ou viver uma vida religiosa através dos institutos de vida religiosa, pode seguir a vocação de leigo consagrado: “A partir daí, o estado de vida consagrada aparece como uma das maneiras de viver uma consagração «mais íntima», radicada no Batismo e totalmente dedicada a Deus. Na vida consagrada, os fiéis propõem‑se, sob a moção do Espírito Santo, seguir Cristo mais de perto, entregar‑se a Deus amado acima de todas as coisas e, procurando a perfeição da caridade ao serviço do Reino, ser na Igreja sinal e anúncio da glória do mundo que há-de vir.” (Catecismo da Igreja Católica, §916.) Existem instituições especiais na Igreja para acolher as pessoas que sentem o chamado de viver a sua vida como leigo de forma consagrada a Deus, são os chamado INSTITUTOS SECULARES: “«Instituto secular é o instituto de vida consagrada, em que os fiéis, vivendo no mundo, se esforçam por atingir a perfeição da caridade e por contribuir, sobretudo a partir de dentro, para a santificação do mundo»” (Catecismo da Igreja Católica, §928.) “Os membros destes institutos, mediante uma «vida perfeita e inteiramente consagrada [a esta] santificação» , tomam parte na tarefa de evangelização da Igreja, «no mundo e a partir do mundo», onde a sua presença atua «à maneira de fermento». O seu testemunho de vida cristã visa ordenar segundo Deus as realidades temporais e impregnar o mundo com a força do Evangelho. Assumem, por vínculos sagrados, os conselhos evangélicos e mantêm entre si a comunhão e fraternidade próprias do seu teor de vida secular” (Catecismo da Igreja Católica, §929.) Se você como leigo, não sente o chamado para o casamento, para a vida religiosa (como freira, frei, monge, etc) ou para o sacerdócio, procure a Pastoral Vocacional e busque conhecer os institutos seculares da Igreja de vida consagrada para leigos. Siga a sua vocação! No próximo artigo vamos falar sobre a Vocação Religiosa na Igreja. Salve Maria!

São Tarcísio

“Em Roma, na Via Ápia, a passio de São Tarcísio acólito, a quem os pagãos encontraram levando o sacramento do Corpo de Cristo e lhe perguntaram o que era aquilo que estava levando. Ele julgou ser uma coisa vergonhosa atirar pérolas aos porcos, e por isso foi atacado por eles durante longo espaço de tempo com paus e pedras até entregar o seu espírito a Deus. Quando lhe reviraram o corpo, os assaltantes sacrílegos não puderam encontrar nem sinal do sacramento de Cristo, nem em suas mãos e nem por entre as vestes. Os cristãos recolheram o corpo do mártir e o enterraram com honras no cemitério de Calisto”. Assim é que o Martirológio Romano resume a forma posterior da história de São Tarcísio. Tarcísio foi um mártir da Igreja dos primeiros séculos, vítima da perseguição do imperador Valeriano, em Roma, Itália. A Igreja de Roma contava, então, com cinquenta sacerdotes, sete diáconos e mais ou menos cinquenta mil fiéis no centro da cidade imperial. Ele era um dos integrantes dessa comunidade cristã romana, quase toda dizimada pela fúria sangrenta daquele imperador. Tarcísio era acólito do papa Xisto II, ou seja, era coroinha na igreja, servindo ao altar nos serviços secundários, acompanhando o santo papa na celebração eucarística. Durante o período das perseguições, os cristãos eram presos, processados e condenados a morrer pelo martírio. Nas prisões, eles desejavam receber o conforto final da eucaristia. Mas era impossível entrar. Numa das tentativas, dois diáconos, Felicíssimo e Agapito, foram identificados como cristãos e brutalmente sacrificados. O papa Xisto II queria levar o Pão sagrado a mais um grupo de mártires que esperavam a execução, mas não sabia como. Foi quando Tarcísio pediu ao santo papa que o deixasse tentar, pois não entregaria as hóstias a nenhum pagão. Ele tinha doze anos de idade. Comovido, o papa Xisto II abençoou-o e deu-lhe uma caixinha de prata com as hóstias. Mas Tarcísio não conseguiu chegar à cadeia. No caminho, foi identificado e, como se recusou a dizer e entregar o que portava, foi abatido e apedrejado até morrer. Depois de morto, foi revistado e nada acharam do sacramento de Cristo. Seu corpo foi recolhido por um soldado, simpatizante dos cristãos, que o levou às catacumbas, onde foi sepultado. Essas informações são as únicas existentes sobre o pequeno acólito Tarcísio. Foi o papa Dâmaso quem mandou colocar na sua sepultura uma inscrição com a data de sua morte: 15 de agosto de 257. Tarcísio foi, primeiramente, sepultado junto com o papa Stefano nas catacumbas de Calisto, em Roma. No ano 767, o papa Paulo I determinou que seu corpo fosse transferido para o Vaticano, para a basílica de São Silvestre, e colocado ao lado dos outros mártires. Mas em 1596 seu corpo foi transferido e colocado definitivamente embaixo do altar principal daquela mesma basílica. A basílica de São Silvestre é a mais solene do Vaticano. Nela, todos os papas iniciam e terminam seus pontificados. Sem dúvida, o lugar mais apropriado para o comovente protetor da eucaristia: o mártir e acólito Tarcísio. Ele foi declarado Padroeiro dos Coroinhas ou Acólitos, que servem ao altar e ajudam na celebração eucarística. A Igreja também celebra hoje a memória dos santos: Alípio e Arnulfo. Fonte: Santo do dia – Notícias Católicas

Seminário De Ideologia De Gênero Na PUC-Rio

Com o intuito de esclarecer os fiéis sobre as implicações da ideologia de gênero, à luz do Magistério da Igreja, o Programa de Liderança Católica (Move) da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) realizará o Seminário de Ideologia de Gênero, no dia 19 de agosto, de 14h às 19h, no auditório Padre José de Anchieta, na PUC-Rio. O evento será conduzido pelo bispo auxiliar da Arquidiocese do Rio Dom Antonio Augusto Dias Duarte, que abordará a ideologia de gênero e sua perspectiva histórica, através da análise da gênese do feminismo – da 1ª à 3ª geração – e da história das ideias do mundo moderno I e II. Segundo o reitor da Igreja Sagrado Coração de Jesus da PUC e responsável pelo Programa de Liderança Católica (Move), padre Alexandre Paciolli, o tema foi escolhido a partir de uma reunião com o arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta, que junto ao grupo observou a necessidade de abordar o assunto dentro da universidade. “A reunião com Dom Orani concretizou o que Deus já havia plantado no meu coração e no coração dos jovens: a importância de promover eventos de formação abertos ao público. A PUC, enquanto referência de formação e liderança em vários campos, aglutina pessoas com um forte desejo de mudança e melhoria social, a partir do cristianismo. Desta forma, a ideia do seminário é trazer essas pessoas para perto, para que conheçam a fundo um tema importante para a nossa fé e amplamente discutido nos dias de hoje. E por ser um evento aberto, muitos fiéis irão se beneficiar com esse tesouro”, ressaltou. O Move é um programa de liderança católica composto por jovens universitários, que têm o objetivo de aprofundar os conhecimentos na Sagrada Escritura e no Magistério da Igreja Católica. O grupo é responsável por organizar eventos de formação e missões de evangelização, além de trabalhar com iniciativas sociais. Planeja um segundo seminário na universidade com o tema: “Medicina e vida”. Fonte: Arqrio.

São Maximiliano Kolbe

Raymond Kolbe, filho de Júlio Kolbe e Maria Dabrowska, nasceu aos 8 de janeiro de 1894, em Zdunska Wola, perto de Lódz, na Polônia. Sua família era pobre, de humildes operários, mas muito rica de religiosidade. Ingressou no Seminário franciscano da Ordem dos Frades Menores Conventuais aos treze anos de idade, logo demonstrando sua verdadeira vocação religiosa. Ao ser mandado para terminar sua formação em Roma, Maximiliano, inspirado pelo seu desejo de conquistar o mundo inteiro a Cristo por meio de Maria Imaculada, fundou o movimento de apostolado mariano chamado ‘Milícia da Imaculada’. Como sacerdote foi professor, mas em busca de ensinar o caminho da salvação, empenhou-se no apostolado através da imprensa e pôde, assim, evangelizar em muitos países, isto sempre na obediência às autoridades, tanto assim que deixou o fecundo trabalho no Japão para assumir a direção de um grande convento franciscano na Polônia. Com o início da Segunda Grande Guerra Mundial, a Polônia foi tomada por nazistas e, com isto, Frei Maximiliano foi preso duas vezes, sendo que a prisão definitiva, ocorrida em 1941, levou-o para Varsóvia, e posteriormente, para o campo de concentração em Auschwitz, onde no campo de extermínio heroicamente evangelizou com a vida e morte. Aconteceu que diante da fuga de um prisioneiro, dez pagariam com a morte, sendo que um, desesperadamente, caiu em prantos: “Minha mulher, meus filhinhos! Não os tornarei a ver!”. Movido pelo amor que vence a morte, São Maximiliano Maria Kolbe dirigiu-se ao Oficial com a decisão própria de um mártir da caridade, ou seja, substituir o pai de família e ajudar a morrer os outros nove e, foi aceita, pois se identificou: “Sou um Padre Católico”. Os 10 prisioneiros, despidos, foram empurrados numa pequena, úmida e totalmente escura cela dos subterrâneos, para morrer de fome. Durante 10 dias Frei Maximiliano conduziu os outros prisioneiros com cânticos e orações, e os consolou um a um na hora da morte. Após esses dias, como ainda estava vivo, recebeu uma injeção letal. Era o dia 14 de agosto de 1941. O corpo de Maximiliano Kolbe foi cremado e suas cinzas atiradas ao vento. Numa carta, quase prevendo seu fim, escrevera: “Quero ser reduzido a pó pela Imaculada e espalhado pelo vento do mundo”. Ao final da Guerra, começou um movimento pela beatificação do Frei Maximiliano Maria Kolbe, que ocorreu em 17 de outubro de 1971, pelo Papa Paulo VI. Em 1982, na presença de Franciszek Gajowniczek, que sobreviveu aos horrores do campo de concentração, São Maximiliano foi canonizado pelo Papa João Paulo II, como mártir da caridade. Por seu intenso apostolado, é considerado o patrono da imprensa. A Igreja também celebra hoje a memória dos santos: Atanásia e Eberaldo. Fonte: Santo do dia – Notícias Católicas