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5ª-feira Da 15ª Semana Do Tempo Comum

1ª Leitura – Ex 3,13-20 ‘Eu Sou aquele que sou’.‘Eu sou enviou-me a vós’. Leitura do Livro do Êxodo 3,13-20 Naqueles dias, ouvindo a voz do Senhor do meio da sarça, 13 Moisés disse a Deus: ‘Sim, eu irei aos filhos de Israel e lhes direi: ‘O Deus de vossos pais enviou-me a vós’. Mas, se eles perguntarem: ‘Qual é o seu nome?’ o que lhes devo responder?’ 14 Deus disse a Moisés: ‘Eu Sou aquele que sou’. E acrescentou: ‘Assim responderás aos filhos de Israel: `Eu sou enviou-me a vós’ ‘. 15 E Deus disse ainda a Moisés: ‘Assim dirás aos filhos de Israel: ‘O Senhor, o Deus de vossos pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó, enviou-me a vós’. Este é o meu nome para sempre, e assim serei lembrado de geração em geração. 16 Vai, reúne os anciãos de Israel e dize-lhes: ‘O Senhor, o Deus de vossos pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó, apareceu-me, dizendo: Eu vos visitei e vi tudo o que vos sucede no Egito. 17 E decidi tirar-vos da opressóo do Egito e conduzir-vos à terra dos cananeus, dos hititas, dos amorreus, dos fereseus, dos heveus e dos jebuseus, a uma terra onde corre leite e mel. 18 Eles te escutarão e tu, com os anciãos de Israel, irás ao rei do Egito e lhe direis: ‘O Senhor, o Deus dos hebreus, veio ao nosso encontro. E, agora, temos que ir, a três dias de marcha no deserto, para oferecermos sacrifícios ao Senhor nosso Deus’. 19 Eu sei, no entanto, que o rei do Egito não vos deixará partir, se não for obrigado por mão forte. 20 Por isso, estenderei minha mão e castigarei o Egito com toda a sorte de prodígios que vou realizar no meio deles. Depois disso, o rei do Egito vos deixará partir’. Palavra do Senhor.  Salmo – Sl 104,1.5. 8-9. 24-25. 26-27 (R.8a) R. O Senhor se lembra sempre da Aliança. 1 Dai graças ao Senhor, gritai seu nome, * anunciai entre as nações seus grandes feitos! 5 Lembrai as maravilhas que ele fez, * seus prodígios e as palavras de seus lábios! R.  8 Ele sempre se recorda da Aliança, * promulgada a incontáveis gerações; 9 da Aliança que ele fez com Abraão, * e do seu santo juramento a Isaac. R.  24 Deus deu um grande crescimento a seu povo * e o fez mais forte que os próprios opressores. 25 Ele mudou seus corações para odiá-lo, * e trataram com má-fé seus servidores. R.  26 Então mandou Moisés, seu mensageiro, * e igualmente Aarão, seu escolhido; 27 por meio deles realizou muitos prodígios * e, na terra do Egito, maravilhas. R.  Evangelho – Mt 11,28-30 Vinde a mim todos vós que estais cansados. + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 11,28-30 Naquele tempo, tomou Jesus a palavra e disse:28 Vinde a mim todos vós que estais cansadose fatigados sob o peso dos vossos fardos,e eu vos darei descanso.29 Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim,porque sou manso e humilde de coração,e vós encontrareis descanso.30 Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.Palavra da Salvação. Reflexão – Mt 11, 28-30 Existem pessoas que acreditam que a verdade da religião encontra-se num rigorismo muito grande, principalmente no que diz respeito às exigências morais e rituais. Com isso, a religião acaba por ser um instrumento de opressão. Jesus nos mostra que não deve ser assim. Ele veio ao mundo para trazer a libertação do jugo do pecado e da morte e que a verdadeira religião é aquela que liberta as pessoas de todos os pesos que as oprimem na sua existência. O verdadeiro cristianismo é aquele que não está fundamentado na autoridade e na rigidez, mas na humildade e mansidão de coração, por que o seu fundador, Jesus Cristo, manso e humilde de coração, é o Mestre de todo o nosso agir. Fonte: CNBB Fonte: Evangelho do dia – Notícias Católicas

O Que é O Sacramento Da Ordem?

A Ordem é o sacramento que garante a continuidade da missão que Cristo confiou aos apóstolos. Jesus escolheu 12 apóstolos, uma hierarquia definida, para governar e orientar o povo de Deus. E para que esse ministério continuasse, foi instituído esse sacramento, a fim de transmitir a missão dada por Cristo aos apóstolos. Portanto o Sacramento da Ordem constitui os ministros do Senhor. De acordo com o Catecismo da Igreja Católica: “A Ordem é o sacramento graças ao qual a missão confiada por Cristo a seus Apóstolos continua sendo exercida na Igreja até o fim dos tempos; é, portando, o sacramento do ministério apostólico. Comporta três grau: o episcopado, o presbiterato e o diaconato.” (CIC, 1536) Como Jesus levou à plenitude os sacrifícios que eram realizados na Antiga Aliança, um novo sacerdócio, diferente do sacerdócio antigo, deveria ser constituído; tendo em vista o sacrifício de valor infinito que Cristo realizou na Cruz. Na Última Ceia, quando a Eucaristia foi instituída, também o sacerdócio cristão era constituído: “Na noite em que ia ser entregue, o Senhor Jesus tomou o pão e, depois de dar graças, partiu-o e disse: “Isto é o meu corpo entregue por vós. Fazei isto em memória de mim”. Do mesmo modo, depois da ceia, tomou também o cálice e disse: “Este cálice é a nova aliança no meu sangue. Todas as vezes que dele beberdes, fazei-o em minha memória”. Quando Nosso Senhor diz “Fazei-o em minha memória” ou “Fazei isto em memória de mim”, Jesus transfere a autoridade aos apóstolos de atualizar o sacrifício que Ele realizou na cruz. Em cada Santa Missa, o sacerdote renova e faz memória do sacrifício que Cristo realizou para a nossa salvação. Realizando isso, a ligação entre Deus e os homens é realizada. O sacerdócio, o oferecimento do sacrifício, é realizado. “Até que Ele volte, Cristo quer continuar o seu sacerdócio para aplicar os frutos da redenção aos homens, através dos ministros que Ele escolheu e escolhe. Estes participam do único e mesmo sacerdócio de Jesus e oferecem o único sacrifício do Senhor na cruz; agem como se fossem a mão e o braço de Jesus estendido através de todos os séculos, para salvar todos os homens” (Prof. Felipe Aquino – Os Sete Sacramentos, pág 159 – 3ªEdição) Desde o início da Igreja, na primeira geração de Cristãos, não havia igrejas independentes dos Apóstolos, como muitas são hoje criadas. Somente na Igreja Católica temos a continuidade da Sucessão Apostólica. Somente na Igreja Católica temos os verdadeiros sucessores dos apóstolos, e assim a continuidade do genuíno ensinamento e tradição da fé cristã. O Sacramento da Ordem possui 3 graus, o episcopado, o presbiterato e o diaconato: Episcopado: “a ordenação episcopal confere a plenitude do sacramento da Ordem, faz do bispo o legítimo sucessor dos Apóstolos, insere-o no Colégio episcopal, partilhando com o papa e os outros bispos a solicitude por todas as Igrejas, e lhe confia os ofícios de ensinar, santificar e reger.” (Compêndio CIC, 326) Presbiterato: “a unção do Espírito marca o presbítero comum com o caráter espiritual indelével, configura-o a Cristo sacerdote e o terno capaz de agir no Nome de Cristo Cabeça. Sendo cooperador da Ordem episcopal, ele é consagrado para pregar o Evangelho, para celebrar o culto divino, sobretudo a Eucaristia, da qual tira força o seu ministério, e para ser o pastor dos fiéis.” (Compêndio CIC, 328) Diaconato: “o Diácono, configurado a Cristo servo de todos, é ordenado para o serviço da Igreja, que ele exerce sob a autoridade do próprio bispo, a respeito do ministério da Palavra, do culto divino, da orientação pastoral e da caridade.” (Compêndio CIC, 330) O sacramento é celebrado mediante a imposição das mãos sobre a cabeça do ordenado por parte do bispo. Só quem pode conferir esse sacramento são os bispos validadamente ordenados, como sucessores dos Apóstolos. Também é importante lembra que somente homens podem receber esse sacramento, conforme o catecismo: “Pode receber validamente apenas o batizado do sexo masculino: a Igreja se reconhece ligada a essa escolha feita pelo próprio Senhor. Ninguém pode exigir receber o sacramento da Ordem, mas deve ser considerado apto ao ministério pela autoridade da Igreja.” (Compêndio CIC, 333) “O celibato é exigido sempre ao episcopado (Bispos), para os padres, na Igreja Latina, escolhem-se homens que vivem como celibatários e que têm intenção de manter-se no celibato “pelo reino dos céus” (Mt 19, 12). Nas Igrejas Orientais não é permitido casar-se depois de ter recebido a ordenação. Ao diácono permanente podem ter acesso também homens casados.” (Compêndio CIC, 334) Que possamos rezar pelos nossos bispos, em especial o Papa, nossos sacerdotes, os padres, e diáconos. No próximo artigo vamos falar do último sacramento: o sacramento do Matrimônio! Não perca! Salve Maria!

Santo Arsênio

Arsênio pertencia a uma nobre e tradicional família de senadores, nasceu no ano 354 em Roma. Foi ordenado sacerdote pessoalmente pelo Papa Dâmaso. Em 383 o próprio imperador Teodósio o convidou para cuidar da educação e formação de seus filhos Arcádio e Honório, em Constantinopla. Arsênio permaneceu na corte por onze anos, até 394. Enfim, conseguiu a exoneração do cargo e retirou-se para o deserto no Egito. A partir do século IV a vida de eremita passou a ser o sacrifício mais perfeito para a purificação. Os eremitas eram cristãos que se isolavam no deserto, em oração e penitência, numa vida solitária e contemplativa como forma de servir a Deus. Arsênio se tornou um deles. O seu refúgio, no deserto egípcio da Alexandria, era dos mais procurados pelos cristãos, que buscavam na sabedoria e santidade de alguns eremitas, conselhos e paz para as aflições da alma, mesmo que para isto tivessem que fazer longas e cansativas peregrinações. Mas a paz e a tranquilidade daqueles religiosos teve fim com a invasão de uma tribo das redondezas. Arsênio então abandonou o local. Entre 434 e 450 viveu isolado, só nos últimos anos aceitou a companhia de uns poucos discípulos. Morreu em 450. Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR Fonte: Santo do dia – Notícias Católicas

4ª-feira Da 15ª Semana Do Tempo Comum

1ª Leitura – Ex 3,1-6.9-12 Apareceu-lhe o anjo do Senhor numa chama de fogo, do meio de uma sarça. Leitura do Livro do Êxodo 3,1-6.9-12 Naqueles dias: 1 Moisés apascentava o rebanho de Jetro, seu sogro, sacerdote de Madiã. Levou um dia, o rebanho deserto adentro e chegou ao monte de Deus, o Horeb. 2 Apareceu-lhe o anjo do Senhor numa chama de fogo, do meio de uma sarça. Moisés notou que a sarça estava em chamas, mas não se consumia, e disse consigo: 3 ‘Vou aproximar-se desta visão extraordinária, para ver porque a sarça não se consome’. 4 O Senhor viu que Moisés se aproximava para observar e chamou-o do meio da sarça, dizendo: ‘Moisés! Moisés!’ Ele respondeu: ‘Aqui estou’. 5 E Deus disse: ‘Não te aproximes! Tira as sandálias dos pés, porque o lugar onde estás é uma terra santa’. 6 E acrescentou: ‘Eu sou o Deus de teus pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó’. Moisés cobriu o rosto, pois temia olhar para Deus. 9 E agora, o clamor dos filhos de Israel chegou até mim, e vi a opressão que os egípcios fazem pesar sobre eles. 10 Mas vai, eu te envio ao Faraó, para que faças sair do Egito o meu povo, os filhos de Israel’. 11 E Moisés disse a Deus: ‘Quem sou eu para ir ao Faraó e fazer sair os filhos de Israel do Egito?’ 12 Deus lhe disse: ‘Eu estarei contigo; e este será o sinal de que fui eu que te enviei: quando tiveres tirado do Egito o povo, vós servireis a Deus sobre esta montanha’. Palavra do Senhor.  Salmo – Sl 102,1-2.3-4.6-7 (R. 8a) R. O Senhor é indulgente, é favorável 1 Bendize, ó minha alma, ao Senhor,* e todo o meu ser, seu santo nome! 2 Bendize, ó minha alma, ao Senhor,* não te esqueças de nenhum de seus favores! R. 3 Pois ele te perdoa toda culpa,* e cura toda a tua enfermidade; 4 da sepultura ele salva a tua vida* e te cerca de carinho e compaixão. R. 6 O Senhor realiza obras de justiça * e garante o direito aos oprimidos; 7 revelou os seus caminhos a Moisés, * e aos filhos de Israel, seus grandes feitos. R. Evangelho – Mt 11,25-27 Escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos. + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 11,25-27 Naquele tempo, 25 Jesus pôs-se a dizer: ‘Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos. 26 Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado. 27 Tudo me foi entregue por meu Pai, e ninguém conhece o Filho, senão o Pai, e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar. Palavra da Salvação.  Reflexão – Mt 11, 25-27 O conhecimento de Deus é diferente de todas as outras formas de conhecimento das quais o ser humano é capaz. De fato, temos diversas formas de conhecimento, como o racional, o científico, o vulgar e o mitológico, entre outros, que encontram a sua origem na nossa relação com as coisas e as pessoas que conhecemos e que se tornam de alguma forma objeto do nosso conhecimento. Com Deus, a coisa é diferente. A mente humana é incapaz de, por si só, chegar até o conhecimento de Deus. Só conhecemos a Deus porque, no seu infinito amor, ele revelou-se a todos nós. É o amor de Deus que, sabendo que somos incapazes de chegar até ele, vem até nós. Fonte: CNBB Fonte: Evangelho do dia – Notícias Católicas

O Que é O Sacramento Da Unção Dos Enfermos?

O Sacramento da Unção dos Enfermos, também chamado de Extrema Unção, é o sacramento dos doentes e moribundos. Se trata de uma unção especial que é oferecida às pessoas que estão gravemente doentes ou com perigo de vida. De acordo com o Catecismo da Igreja Católica: §1513 – “O Sacramento da Unção dos Enfermos é conferido às pessoas acometidas de doenças perigosas, ungindo-as na fronte e nas mãos com óleo devidamente consagrado – óleo de oliveira ou outro óleo extraído de plantas -, dizendo uma só vez “Por esta santa unção e por sua piíssima misericórdia, o Senhor venha em teu auxílio com a graça do Espírito Santo, para que, liberto de teus pecados, Ele te salve e, em sua bondade, alivie teus sofrimentos.” Como todos os sacramentos, a Unção dos Enfermos nos oferece uma graça especial para a nossa salvação. Nesse caso, a Unção é oferecida para que o doente una o seu sofrimento ao sofrimento de Cristo na Cruz, pelos seus pecados e da humanidade inteira. E assim, caso venha a falecer, se prepare para o seu encontro definitivo com Deus na Vida Eterna. §1499 – “Pela sagrada Unção dos Enfermos e pela oração dos presbíteros, a Igreja toda entrega os doentes aos cuidados do Senhor e glorificado, para que os alivie e salve. Exorta os mesmos a que livremente se associem à paixão e à morte de Cristo e contribuam para o bem do povo de Deus” Qual a finalidade do Sacramento da Unção dos Enfermos? §1527 – “O sacramento da Unção dos enfermos tem a finalidade de conferir uma graça especial ao cristão que está passando pelas dificuldades inerentes ao estado de enfermidade grave ou de velhice.” Quando que o Sacramento da Unção dos Enfermos deve ser celebrado? §1528 – “O tempo oportuno para receber a Santa Unção chegou certamente quando o fiel começa a encontrar-se em perigo de morte, devido a doença ou a velhice.” §1529 – “Todas as vezes que um cristão cai gravemente enfermo, pode receber a Santa Unção; e também quando, mesmo depois de a ter recebido, a doença se agrava.” Quem pode celebrar este sacramento? §1530 – “Só os sacerdotes (presbíteros e bispos) podem ministrar o sacramento da Unção dos Enfermos; para isso, empregarão óleo benzido pelo bispo ou, em caso de necessidade, pelo próprio presbítero celebrante.” Também nas Sagradas Escrituras vemos a tradição dos apóstolos de celebrar esse sacramento desde o início da Igreja: «Algum de vós está doente? Chame os presbíteros da Igreja, para que orem sobre ele, ungindo-o com óleo em nome do Senhor. A oração da fé salvará o doente e o Senhor o aliviará. E, se tiver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados» (Tg 5, 14-15). “A graça especial do sacramento da Unção dos Enfermos tem como efeitos: a união do doente à paixão de Cristo, para o seu bem e para o de toda a Igreja; o conforto, a paz e a coragem para suportar cristãmente os sofrimentos da doença ou da velhice; o perdão dos pecados, se o doente não pôde obtê-lo pelo sacramento da Penitência; o restabelecimento da saúde, se tal for conveniente para a salvação espiritual; a preparação para a passagem para vida eterna. (CIC 1532)” É importante lembrar que o sacramento da Unção dos Enfermos não é um sacramento que acelera a morte do doente, muito pelo contrário. Dependendo da misericórdia divina, esse sacramento pode ser um canal de cura. Muitas pessoas têm medo de levar o padre ao doente com medo de acelerar a morte. Isso é extremamente errado, além de ser uma enorme falta de caridade e misericórdia. Não deixe de chamar o sacerdote para celebrar esse sacramento em seus familiares e amigos, sempre que for necessário. Em caso de doença grave ou risco de morte, é dever de todo católico chamar o sacerdote mais próximo para conferir esse sacramento ao doente que foi validamente batizado. Que possamos aproveitar esse importante sacramento que, em muitos momentos, será o último que vamos receber. Para enfim encontrar o nosso esposo celeste, o Bom Jesus! No próximo artigo vamos começar a falar dos sacramentos de serviço, com o Sacramento da Ordem. Não perca! Salve Maria!

Beato Papa Eugênio III

O Papa Eugênio III nasceu em Monte Magno, numa família cristã, rica e da nobreza italiana. Foi batizado com o nome de Bernardo Paganelli, estudou e recebeu a ordenação sacerdotal na diocese de Pisa. Possuía um temperamento reservado, era inteligente, muito ponderado e calmo. Em 1130 ele teve um encontro com Bernardo Claraval, fundador da Ordem dos monges cisterciense. Cinco anos depois ingressou no mosteiro dirigido pelo amigo e vestiu o hábito cisterciense. Tornou-se conhecido e foi escolhido para abrir um mosteiro. Foi consagrado abade pelo Papa Inocêncio II. Quando este Papa morreu, o abade Bernardo foi eleito Papa. Ele assumiu o pontificado com o nome de Papa Eugênio III. Ele era o homem adequado para enfrentar a difícil e delicada situação que persistia na época. Roma estava agitada e às voltas com graves transtornos políticos. Muitas casas de bispos e cardeais já tinham sido saqueadas. Por isto, os cardeais resolveram escolher o abade Bernardo, justamente porque ele estava fora do colégio cardinalício, portanto isento das pressões políticas. Mas mesmo assim teve de fugir de Roma a noite, horas após sua eleição. Apoiado pelo povo, o Papa Eugênio III retornou para Roma e assumiu o controle da cidade, restabelecendo a paz. Mas infelizmente ela durou pouco. Em 1146 teve que fugir novamente e exilou-se na França por três anos. Só retornou a Roma depois de receber ajuda do imperador alemão Frederico Barba-Roxa. Morreu no dia 08 de julho de 1153, depois de governar a Igreja por oito anos e cinco meses, num período complicado e violento da História. O Papa Eugênio III foi beatificado em 1872. Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR Fonte: Santo do dia – Notícias Católicas

São Vilibaldo

Vilibaldo nasceu em 22 de outubro de 700, na Inglaterra. Seu pai era o rei Ricardo I. Ainda criança ele foi confiado aos monges beneditinos, que cuidaram de sua formação intelectual e religiosa. Foi ali, entre eles, que decidiu ser também um monge. Em 720 saiu do mosteiro e na companhia de seu pai e seu irmão seguiu para uma longa peregrinação cuja meta final era Jerusalém. A viagem foi interrompida em 722, quando seu pai, o rei, morreu na Itália. Assim, ele e o irmão resolveram ficar em Roma. Dois anos depois, sozinho, continuou a peregrinação percorrendo toda a Palestina. Cinco anos depois, em 729, retornou para Roma. O Papa Gregório II o enviou para o Mosteiro de Montecassino, a primeira comunidade beneditina da Europa. Vilibaldo deu então novo fôlego a este celeiro de homens dedicados à santificação, restabelecendo as regras beneditinas, de acordo com o estilo de vida espiritual instituído pelo fundador São Bento. À esta obra dedicou outros dez anos de sua vida. Novamente foi à Roma e daí partiu para evangelizar a Germânia. Em 740, Vilibaldo recebeu a ordem sacerdotal definitiva para ser consagrado bispo na Alemanha. Tornou-se um bispo itinerante, colocando-se frente a frente com os fiéis que aos poucos iam se convertendo ao cristianismo. Morreu no dia 07 de julho de 787, num mosteiro na Alemanha.   Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR Fonte: Santo do dia – Notícias Católicas

6ª-feira Da 13ª Semana Do Tempo Comum

1ª Leitura – Gn 23,1-4.19; 24,1-8.62-67 Isaac recebeu Rebeca por esposa e amou-a,consolando-se assim da morte da mãe. Leitura do Livro do Gênesis 23,1-4.19; 24,1-8.62-67 1 Sara viveu cento e vinte e sete anos, 2 e morreu em Cariat Arbe, que é Hebron, em Canaã. Abraão veio fazer luto por Sara e chorá-la. 3 Depois levantou-se de junto da morta e falou aos hititas: 4 ‘Sou um estrangeiro e hóspede no vosso meio. Cedei-me como propriedade entre vós um lugar de sepultura, onde possa sepultar minha esposa que morreu’. 19 Assim, Abraão sepultou Sara, sua mulher, na caverna do campo de Macpela, em frente de Mambré, que é Hebron, na terra de Canaã. 24,1 Abraão já era velho, de idade avançada, e o Senhor o havia abençoado em tudo. 2 Abraão disse ao servo mais antigo da sua casa, administrador de todos os seus bens: ‘Põe a mão debaixo da minha coxa 3 e jura-me pelo Senhor, Deus do céu e da terra, que não escolherás para meu filho uma mulher entre as filhas dos cananeus, no meio dos quais eu moro; 4 mas tu irás à minha terra natal, buscar entre os meus parentes uma mulher para o meu filho Isaac’ 5 E o servo respondeu: ‘E se a mulher não quiser vir comigo para esta terra, deverei levar teu filho para a terra de onde saíste?’ 6 Abraão respondeu: ‘Guarda-te de levar meu filho de volta para lá. 7 O Senhor, Deus do céu, que me tirou da casa do meu pai e da minha terra natal, e que me falou e jurou, dizendo: ‘É tua descendência darei esta terra’, ele mesmo enviará seu anjo diante de ti e trarás de lá uma mulher para meu filho. 8 Porém, se a mulher não quiser vir contigo, ficarás livre deste juramento; mas de maneira alguma levarás meu filho de volta para lá’. 62 Isaac tinha voltado da região do poço de Laai-Roí e morava na terra do Negueb. 63 Ao cair da tarde, Isaac saiu para o campo a passear. Levantando os olhos, viu camelos que chegavam, 64 Rebeca também, erguendo os olhos, viu Isaac. Desceu do camelo, 65 e perguntou ao servo: ‘Quem é aquele homem que vem pelo campo, ao nosso encontro?’ O Servo respondeu: ‘É o meu senhor’. Ela puxou o véu e cobriu o rosto. 66 Então o servo contou a Isaac tudo o que tinha feito. 67 Ele introduziu Rebeca na tenda de Sara, sua mãe, e recebeu-a por esposa. Isaac amou-a, consolando-se assim da morte da mãe. Palavra do Senhor.  Salmo – Sl 105, 1-2. 3-4a. 4b-5 (R. 1a) R. Dai graças ao Senhor, porque ele é bom. Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia 1 Dai graças ao Senhor, porque ele é bom, * porque eterna é a sua misericórdia! 2 Quem contará os grandes feitos do Senhor? * Quem cantará todo o louvor que ele merece? R.  3 Felizes os que guardam seus preceitos * e praticam a justiça em todo o tempo! 4a Lembrai-vos, ó Senhor, de mim, lembrai-vos, * pelo amor que demonstrais ao vosso povo! R.  4b Visitai-me com a vossa salvação, * 5 para que eu veja o bem-estar do vosso povo, e exulte na alegria dos eleitos, * e me glorie com os que são vossa herança. R.  Evangelho – Mt 9,9-13 Não vim para chamar os justos mas os pecadores. + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 9,9-13 Naquele tempo:9 Partindo dali, Jesus viu um homem chamado Mateus,sentado na coletoria de impostos,e disse-lhe: ‘Segue-me!’Ele se levantou e seguiu a Jesus.10 Enquanto Jesus estava à mesa, em casa de Mateus,vieram muitos cobradores de impostos e pecadorese sentaram-se à mesa com Jesus e seus discípulos.11 Alguns fariseus viram isso e perguntaram aosdiscípulos: ‘Por que vosso mestre comecom os cobradores de impostos e pecadores?’12 Jesus ouviu a pergunta e respondeu:‘Aqueles que têm saúde nóo precisam de médico,mas sim os doentes.13 Aprendei, pois, o que significa:`Quero misericórdia e não sacrifício’.De fato, eu não vim para chamar os justos,mas os pecadores’.Palavra da Salvação. Reflexão – Mt 9, 9-13 Todos nós vivemos afirmando que Jesus é misericordioso, que veio para trazer a salvação para todas as pessoas e coisas do gênero, mas na hora da convivência com as pessoas, parece que não é bem assim, pois somos proibitivos e sabemos sempre evidenciar os erros e os pecados que são cometidos para provocarmos discórdia, separação e exclusão. É muito comum ouvirmos nas comunidades: “Eu acho que Fulano não pode participar de tal coisa porque ele fez isso e aquilo”. Devemos crer que de fato não somos nós quem chamamos para o serviço do Reino, é Jesus quem chama e ele sabe muito melhor que nós quem está chamando e porque ele está chamando. A nós compete criar condições para que todos possam assumir a própria vocação. Fonte: CNBB Fonte: Evangelho do dia – Notícias Católicas

Santa Maria Goretti

Maria Goretti era uma humilde camponesa que nasceu em 16 de outubro de 1890, na cidade de Corinaldo, na Itália. Seus pais, Luiz e Assunta, criaram os sete filhos em meio à penúria de uma vida de necessidades, mas dentro dos preceitos ditados por Jesus Cristo. A menina Maria, por ser a mais velha, cresceu cuidando dos irmãos pequenos em casa, enquanto os pais labutavam no campo. As dificuldades financeiras eram tantas que a família migrou de povoado em povoado até se fixar num povoado inóspito chamado Ferrieri. Nesta localidade, a família passou a residir na mesma propriedade de João Sereneli. Este ancião de sessenta anos de idade tinha também dois filhos: Gaspar e Alexandre, este com dezoito anos de idade. Alexandre passou a assediar Maria. Apesar da pouca idade, ela era bonita e bem desenvolvida, já atraindo os olhares masculinos. Como recusasse todas as aproximações do rapaz, este se irritou ao extremo até que no dia 05 de julho de 1902 ele perdeu a razão e a tragédia aconteceu. O jovem tentou convencer Maria a entregar-se a ele e, diante da resitência da menina, Alexandre a golpeou violentamente com uma barra. Maria Goretti morreu no dia seguinte ao ataque, no dia 06 de julho de 1902, após perdoar seu agressor. Quanto a Alexandre, foi preso e condenado a trabalhos forçados. Porém, depois de vinte e sete anos de prisão foi solto por bom comportamento. Pediu perdão à mãe de Maria Goretti, ingressou num convento capuchinho, onde viveu sua sincera conversão até morrer. Em 1950 ela foi canonizada. Nesta solenidade, estava presente a sua mãe Assunta, então com oitenta e quatro anos, ao lado de quatro de seus filhos e Alexandre Sereneli, o agressor sinceramente convertido. O Papa Pio XII declarou Santa Maria Goretti padroeira das virgens cristãs. Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR Fonte: Santo do dia – Notícias Católicas

5ª-feira Da 13ª Semana Do Tempo Comum

1ª Leitura – Gn 22,1-19 O sacrifício de nosso pai Abraão. Leitura do Livro do Gênesis 22,1-19 Naqueles dias: 1 Deus pôs Abraão à prova. Chamando-o, disse: ‘Abraão!’ E ele respondeu: ‘Aqui estou’. 2 E Deus disse: ‘Toma teu filho único, Isaac, a quem tanto amas, dirije-te à terra de Moriá, e oferece-o ali em holocausto sobre um monte que eu te indicar’. 3 Abraão levantou-se bem cedo, selou o jumento, tomou consigo dois dos seus servos e seu filho Isaac. Depois de ter rachado lenha para o holocausto, pôs-se a caminho, para o lugar que Deus lhe havia ordenado. 4 No terceiro dia, Abraão, levantando os olhos, viu de longe o lugar. 5 Disse, então, aos seus servos: ‘Esperai aqui com o jumento, enquanto eu e o menino vamos até lá. Depois de adorarmos a Deus, voltaremos a vós’. 6 Abraão tomou a lenha para o holocausto e a pôs às costas do seu filho Isaac, enquanto ele levava o fogo e a faca. E os dois continuaram caminhando juntos. 7 Isaac disse a Abraão: ‘Meu pai’. – ‘Que queres, meu filho?’, respondeu ele. E o menino disse: ‘Temos o fogo e a lenha, mas onde está a vítima para o holocausto?’ 8 Abraão respondeu: ‘Deus providenciará a vítima para o holocausto, meu filho’. E os dois continuaram caminhando juntos. 9 Chegados ao lugar indicado por Deus, Abraão ergueu um altar, colocou a lenha em cima, amarrou o filho e o pôs sobre a lenha em cima do altar. 10 Depois, estendeu a mão, empunhando a faca para sacrificar o filho. 11 E eis que o anjo do Senhor gritou do céu, dizendo: ‘Abraão! Abraão!’ Ele respondeu: ‘Aqui estou!’. 12 E o anjo lhe disse: ‘Não estendas a mão contra teu filho e não lhe faças nenhum mal! Agora sei que temes a Deus, pois não me recusaste teu filho único’. Abraão, erguendo os olhos, viu um carneiro preso num espinheiro pelos chifres; foi buscá-lo e ofereceu-o em holocausto no lugar do seu filho. 14 Abraão passou a chamar aquele lugar: ‘O Senhor providenciará’. Donde até hoje se diz: ‘O monte onde o Senhor providenciará’. 15 O anjo do Senhor chamou Abraão, pela segunda vez, do céu, 16 e lhe disse: ‘Juro por mim mesmo – oráculo do Senhor -, uma vez que agiste deste modo e não me recusaste teu filho único, 17 eu te abençoarei e tornarei tão numerosa tua descendência como as estrelas do céu e como as areias da praia do mar. Teus descendentes conquistarão as cidades dos inimigos. 18 Por tua descendência serão abençoadas todas as nações da terra, porque me obedeceste’. 19 Abraão tornou para junto dos seus servos, e, juntos, puseram-se a caminho de Bersabéia, onde Abraão passou a morar. Palavra do Senhor.  Salmo – Sl 114,1-2.3-4.5-6.8-9 (R. 9) R.Andarei na presença de Deus,junto a ele, na terra dos vivos. Ou R. Aleluia, Aleluia, Aleluia. 1 Eu amo o Senhor, porque ouve*o grito da minha oração.2 Inclinou para mim seu ouvido,*no dia em que eu o invoquei. R. 3 Prendiam-me as cordas da morte,apertavam-me os laços do abismo;*invadiam-me angústia e tristeza: 4 eu então invoquei o Senhor*‘Salvai, ó Senhor, minha vida!’ R. 5 O Senhor é justiça e bondade,*nosso Deus é amor-compaixão.6 É o Senhor quem defende os humildes:*eu estava oprimido, e salvou-me. R. 8 Libertou minha vida da morte, enxugou de meus olhos o pranto*e livrou os meus pés do tropeço.9 Andarei na presença de Deus,*junto a ele na terra dos vivos. R. Evangelho – Mt 9,1-8 A multidão glorificou a Deus,por ter dado tal poder aos homens. + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 9,1-8 Naquele tempo: 1 Entrando em um barco, Jesus atravessou para a outra margem do lago e foi para a sua cidade. 2 Apresentaram-lhe, então, um paralítico deitado numa cama. Vendo a fé que eles tinham, Jesus disse ao paralítico: ‘Coragem, filho, os teus pecados estão perdoados!’ 3 Então alguns mestres da Lei pensaram: ‘Esse homem está blasfemando!’ 4 Mas Jesus, conhecendo os pensamentos deles, disse: ‘Por que tendes esses maus pensamentos em vossos corações? 5 O que é mais fácil, dizer: ‘Os teus pecados estão perdoados’, ou dizer: ‘Levanta-te e anda’? 6 Pois bem, para que saibais que o Filho do Homem tem na terra poder para perdoar pecados, – disse, então, ao paralítico – ‘Levanta-te, pega a tua cama e vai para a tua casa.’ 7 O paralítico então se levantou, e foi para a sua casa. 8 Vendo isso, a multidão ficou com medo e glorificou a Deus, por ter dado tal poder aos homens. Palavra da Salvação.  Reflexão – Mt 9, 1-8 Onde é mais fácil que vejamos a ação de Deus na nossa vida, quando Deus realiza uma cura ou nos concede alguma graça pela qual suplicamos ou fizemos promessas ou quando ele perdoa os nossos pecados? É claro que ao lermos este texto, afirmamos que é quando ele perdoa nossos pecados, mas a gente não vê as pessoas celebrarem ações de graças quando são perdoadas e sempre vemos celebrações em ação de graças por curas, conquistas e coisas do gênero. Isto tudo nos mostra que intelectualmente sabemos as coisas certas, mas existencialmente vivemos subordinados aos valores do mundo, de modo que somos pessoas divididas entre o que falamos e o que de fato acreditamos. O Evangelho de hoje é para todos nós um convite: precisamos de fato enxergar mais além para valorizarmos mais os verdadeiros dons que Deus nos concede. Fonte: CNBB  Fonte: Evangelho do dia – Notícias Católicas