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Santo Atanásio

Atanásio, bispo de Alexandria, foi o mais vigoroso combatente dos hereges arianos. A heresia ariana negava a divindade de Jesus Cristo. Atanásio nasceu no Egito em 296. Ainda adolescente foi considerado um dos homens mais inteligentes de Alexandria. Ingressou na Igreja por meio do bispo Alexandre. Embora fosse apenas diácono, Atanásio participou do Concílio de Nicéia, em 325. Conta-se que os seus discursos empolgantes, com uma argumentação bíblica brilhante e a lucidez de sua doutrina foram essenciais na defesa e manutenção da doutrina cristã. Apontou um por um os erros dos hereges. Atanásio preservou intacta na Igreja esta verdade teológica: Cristo é verdadeiramente homem e verdadeiramente Deus. Quando morreu o bispo Alexandre, tanto o povo como o clero, apontaram Atanásio como seu sucessor. Seu bispado durou quarenta e seis anos recheados de perseguição e sofrimento. Apoiados pelo imperador, os arianos espalharam calúnias incríveis. Atanásio sofreu cinco exílios seguidos, que suportou com paciência e determinação. Atanásio morreu com setenta e sete anos. É considerado um pilar da fé e declarado doutor da Igreja. Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR

3ª-feira Da 3ª Semana Da Páscoa

1ª Leitura – At 7,5l – 8,1a Senhor Jesus, acolhe o meu espírito. Leitura dos Atos dos Apóstolos 7,5l – 8,1a Naqueles dias, Estevão disse ao povo, aos anciãos e aos doutores da lei: 51 Homens de cabeça dura, insensíveis e incircuncisos de coração e ouvido! Vós sempre resististes ao Espírito Santo e como vossos pais agiram, assim fazeis vós! 52 A qual dos profetas vossos pais não perseguiram? Eles mataram aqueles que anunciavam a vinda do Justo, do qual, agora, vós vos tornastes traidores e assassinos. 53 Vós recebestes a Lei, por meio de anjos, e não a observastes!’ 54 Ao ouvir essas palavras, eles ficaram enfurecidos e rangeram os dentes contra Estêvão. 55 Estêvão, cheio do Espírito Santo, olhou para o céu e viu a glória de Deus e Jesus, de pé, à direita de Deus. 56 E disse: ‘Estou vendo o céu aberto, e o Filho do Homem, de pé, à direita de Deus.’ 57 Mas eles, dando grandes gritos e, tapando os ouvidos, avançaram todos juntos contra Estêvão; 58 arrastaram-no para fora da cidade e começaram a apedrejá-lo. As testemunhas deixaram suas vestes aos pés de um jovem, chamado Saulo. 59 Enquanto o apedrejavam, Estêvão clamou dizendo: ‘Senhor Jesus, acolhe o meu espírito.’ 60 Dobrando os joelhos, gritou com voz forte: ‘Senhor, não os condenes por este pecado.’ E, ao dizer isto, morreu. 8,1a Saulo era um dos que aprovavam a execução de Estêvão. Palavra do Senhor. Salmo – Sl 30, 3cd-4. 6ab.7b.8a. 17.21ab (R. 6a) R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito. Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia 3c Sede uma rocha protetora para mim, * 3d um abrigo bem seguro que me salve! 4 Sim, sois vós a minha rocha e fortaleza; * por vossa honra orientai-me e conduzi-me! R. 6a Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito, * 6b porque vós me salvareis, ó Deus fiel! 7b Quanto a mim, é ao Senhor que me confio. 8ª Vosso amor me faz saltar de alegria. R. 17 Mostrai serena a vossa face ao vosso servo, * e salvai-me pela vossa compaixão! 21a Na proteção de vossa face os defendeis * 21b bem longe das intrigas dos mortais. R. Evangelho – Jo 6,30-35 Não foi Moisés, mas meu Pai é que vos dá o verdadeiro pão do céu. + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 6,30-35 Naquele tempo, a multidão perguntou a Jesus: 30 ‘Que sinal realizas, para que possamos ver e crer em ti?’ Que obra fazes? 31 Nossos pais comeram o maná no deserto, como está na Escritura: ‘Pão do céu deu-lhes a comer’. 32 Jesus respondeu: ‘Em verdade, em verdade vos digo, não foi Moisés quem vos deu o pão que veio do céu. É meu Pai que vos dá o verdadeiro pão do céu. 33 Pois o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo.’ 34 Então pediram: ‘Senhor, dá-nos sempre desse pão’. 35 Jesus lhes disse: ‘Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede. Palavra da Salvação. Reflexão – Jo 6, 30-35 Quem vai até Jesus não terá mais fome e quem crer nele não terá mais sede. Jesus coloca à nossa disposição não os bens transitórios desse mundo, mas os verdadeiros bens, aqueles que são perenes, que são eternos. Por isso, é muito importante que as pessoas conheçam Jesus. Somente a partir do conhecimento da sua pessoa e do seu reconhecimento como Filho de Deus é que as pessoas poderão desfrutar dos dons do alto que o Pai nos concede por meio de Jesus e podem ter a verdadeira vida, pois ele é o Pão da Vida, o Pão da verdadeira saciedade, que sempre se dá a todos nós em alimento para a vida eterna. Fonte: CNBB

São José Operário

O dia do operário nasceu como memória de uma greve ocorrida em Chicago, no ano de 1886. A manifestação tinha como finalidade reivindicar a redução da jornada de trabalho para 8 horas diárias e teve a participação de milhares de pessoas. Durante os protestos, houve tiroteios e mortes. O Papa Pio XII instituiu a festa de “São José Operário”, em 1955. São José é o modelo ideal do operário. Sustentou sua família durante toda a vida com o trabalho de suas próprias mãos, cumpriu sempre seus deveres para com a comunidade, ensinou ao Filho de Deus a profissão de carpinteiro e permitiu que as profecias se cumprissem. O papa Leão XIII nos diz que os operários têm o direito de recorrer a São José e de procurar imitá-lo. Porque São José, casado com a mais santa entre todas as mulheres, considerado o pai do Filho de Deus, retirou, do seu trabalho de carpinteiro, o sustento da Sagrada Família. A escolha de São José como padroeiro dos trabalhadores mostra que a Igreja está do lado dos mais fracos e injustiçados. Junto com a celebração do justo José, a Igreja celebra a vida dos milhões de trabalhadores de todo o mundo e levanta a voz para defendê-los nas horas de necessidade. Numa sociedade materialista, que divide as pessoas pelo tipo de trabalho e que valoriza o ser humano pelo que ele recebe, a Igreja quer lembrar, no dia 1º de maio, o valor humano e cristão do trabalhador. Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR

2ª-feira Da 3ª Semana Da Páscoa

1ª Leitura – At 6,8-15 Não conseguiam resistir à sabedoria e ao Espírito com que ele falava. Leitura dos Atos dos Apóstolos 6,8-15 Naqueles dias: 8 Estêvão, cheio de graça e poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo. 9 Mas alguns membros da chamada Sinagoga dos Libertos, junto com cirenenses e alexandrinos, e alguns da Cilícia e da Ásia, começaram a discutir com Estêvão. 10 Porém, não conseguiam resistir à sabedoria e ao Espírito com que ele falava. 11 Então subornaram alguns indivíduos, que disseram: ‘Ouvimos este homem dizendo blasfêmias contra Moisés e contra Deus.’ 12 Desse modo, incitaram o povo, os anciãos e os doutores da Lei, que prenderam Estêvão e o conduziram ao Sinédrio. 13 Aí apresentaram falsas testemunhas, que diziam: ‘Este homem não cessa de falar contra este lugar santo e contra a Lei. 14 E nós o ouvimos afirmar que Jesus Nazareno ia destruir este lugar e ia mudar os costumes que Moisés nos transmitiu.’ 15 Todos os que estavam sentados no Sinédrio tinham os olhos fixos sobre Estêvão, e viram seu rosto como o rosto de um anjo. Palavra do Senhor. Salmo – Sl 118, 23-24. 26-27. 29-30 (R. 1b) R. Feliz é quem na lei do Senhor Deus vai progredindo. Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia 23 Que os poderosos reunidos me condenem; * o que me importa é o vosso julgamento! 24 Minha alegria é a vossa Aliança, * meus conselheiros são os vossos mandamentos. R. 26 Eu vos narrei a minha sorte e me atendestes, * ensinai-me, ó Senhor, vossa vontade! 27 Fazei-me conhecer vossos caminhos, * e então meditarei vossos prodígios! R. 29 Afastai-me do caminho da mentira * e dai-me a vossa lei como um presente! 30 Escolhi seguir a trilha da verdade, * diante de mim eu coloquei vossos preceitos. R. Evangelho – Jo 6,22-29 Esforçai-vos não pelo alimento que se perde, mas pelo alimento que permanece até a vida eterna. + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 6,22-29 Depois que Jesus saciara os cinco mil  homens, seus discípulos o viram andando sobre o mar. 22 No dia seguinte, a multidão que tinha ficado do outro lado do mar constatou que havia só uma barca e que Jesus não tinha subido para ela com os discípulos, mas que eles tinham partido sozinhos. 23 Entretanto, tinham chegado outras barcas de Tiberíades, perto do lugar onde tinham comido o pão depois de o Senhor ter dado graças. 24 Quando a multidão viu que Jesus não estava ali, nem os seus discípulos, subiram às barcas e foram à procura de Jesus, em Cafarnaum. 25 Quando o encontraram no outro lado do mar, perguntaram-lhe: ‘Rabi, quando chegaste aqui?’ 26 Jesus respondeu: ‘Em verdade, em verdade, eu vos digo: estais me procurando não porque vistes sinais, mas porque comestes pão e ficastes satisfeitos. 27 Esforçai-vos não pelo alimento que se perde, mas pelo alimento que permanece até a vida eterna, e que o Filho do homem vos dará. Pois este é quem o Pai marcou com seu selo.’ 28 Então perguntaram: ‘Que devemos fazer para realizar as obras de Deus?’ 29 Jesus respondeu: ‘A obra de Deus é que acrediteis naquele que ele enviou’. Palavra da Salvação. Reflexão – Jo 6, 22-29 Um dos caminhos que temos para conhecer melhor a pessoa de Jesus é o sacramento da eucaristia. Porém, esse caminho exige de todos nós uma postura de fé diante dele e uma abertura para as realidades que estão além da materialidade. As pessoas que só buscam a saciedade material e procuram Jesus apenas para a satisfação desse tipo de necessidade são incapazes de buscar o alimento que não se perde e que nos leva a reconhecer que Jesus é aquele que o Pai marcou com o seu selo. Essas pessoas não são capazes de ver que Jesus é o enviado do Pai e, por isso, não acreditam nele. Fonte: CNBB

São Pio V, Papa E Confessor

Antonio Miguel nasceu em 1504 na província de Alexandria e, aos quatorze anos ingressou na congregação dos dominicanos. Depois que se ordenou sacerdote, sua carreira atravessou todas as etapas de maneira surpreendente. Foi professor, prior de convento, superior provincial, cardeal, inquisidor, bispo e finalmente, Papa, tomando o nome de Pio Quinto. Foi um grande reformador da Igreja. Assim que assumiu foi procurado em Roma, por dezenas de parentes. Não deu “emprego” a nenhum, afirmando ainda que um parente do Papa, se não estiver na miséria, “já está bastante rico”. Implantou ainda outras mudanças no campo pastoral: a obrigação de residência para os bispos, a clausura dos religiosos, o celibato e a santidade de vida dos sacerdotes, as visitas pastorais dos bispos, o incremento das missões e a censura das publicações para publicações religiosas. O Papa Pio Quinto é venerado por ter unido a Europa, acabando com as guerras internas. Chegou a excomungar a rainha da Inglaterra, Elisabete Primeira. Papa Pio Quinto morreu no dia primeiro de maio de 1572. Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR

3º Domingo Da Páscoa

1ª Leitura – At 2,14.22-33 Não era possível que a morte o dominasse. Leitura dos Atos dos Apóstolos 2,14.22-33 No dia de Pentecostes, 14 Pedro de pé, junto com os onze apóstolos, levantou a voz e falou à multidão: 22 ‘Homens de Israel, escutai estas palavras: Jesus de Nazaré foi um homem aprovado por Deus, junto de vós, pelos milagres, prodígios e sinais que Deus realizou, por meio dele, entre vós. Tudo isto vós bem o sabeis. 23 Deus, em seu desígnio e previsão, determinou que Jesus fosse entregue pelas mãos dos ímpios, e vós o matastes, pregando-o numa cruz. 24 Mas Deus ressuscitou a Jesus, libertando-o das angústias da morte, porque não era possível que ela o dominasse. 25 Pois Davi dele diz: Eu via sempre o Senhor diante de mim, pois está à minha direita para eu não vacilar. 26 Alegrou-se por isso meu coração e exultou minha língua e até minha carne repousará na esperança. 27 Porque não deixarás minha alma na região dos mortos nem permitirás que teu Santo experimente corrupção. 28 Deste-me a conhecer os caminhos da vida e a tua presença me encherá de alegria. 29 Irmãos, seja-me permitido dizer com franqueza que o patriarca Davi morreu e foi sepultado e seu sepulcro está entre nós até hoje. 30 Mas, sendo profeta, sabia que Deus lhe jurara solenemente que um de seus descendentes ocuparia o trono. 31 É, portanto, a ressurreição de Cristo que previu e anunciou com as palavras: Ele não foi abandonado na região dos mortos e sua carne não conheceu a corrupção. 32 Com efeito, Deus ressuscitou este mesmo Jesus e disto todos nós somos testemunhas. 33 E agora, exaltado pela direita de Deus, Jesus recebeu o Espírito Santo que fora prometido pelo Pai, e o derramou, como estais vendo e ouvindo. Palavra do Senhor. Salmo – Sl 15,1-2a.5.7-8.9-10.11 R. Vós me ensinais vosso caminho para a vida; junto de vós felicidade sem limites! Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia 1 Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio! 2 Digo ao Senhor: ‘Somente vós sois meu Senhor:* nenhum bem eu posso achar fora de vós!’ 5 Ó Senhor, sois minha herança e minha taça,* meu destino está seguro em vossas mãos! R. 7 Eu bendigo o Senhor, que me aconselha,* e até de noite me adverte o coração. 8 Tenho sempre o Senhor ante meus olhos,* pois se o tenho a meu lado não vacilo. R. 9 Eis por que meu coração está em festa, minha alma rejubila de alegria,* e até meu corpo no repouso está tranqüilo; 10 pois não haveis de me deixar entregue à morte,* nem vosso amigo conhecer a corrupção. R. 11 Vós me ensinais vosso caminho para a vida; junto a vós, felicidade sem limites,* delícia eterna e alegria ao vosso lado! R. 2ª Leitura – 1Pd 1,17-21 Fostes resgatados pelo precioso sangue de Cristo, cordeiro sem mancha. Leitura da Primeira Carta de São Pedro 1,17-21 Caríssimos: 17 Se invocais como Pai aquele que sem discriminação julga a cada um de acordo com as suas obras, vivei então respeitando a Deus durante o tempo de vossa migração neste mundo. 18 Sabeis que fostes resgatados da vida fútil herdada de vossos pais, não por meio de coisas perecíveis, como a prata ou o ouro, 19 mas pelo precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro sem mancha nem defeito. 20 Antes da criação do mundo, ele foi destinado para isso, e neste final dos tempos, ele apareceu, por amor de vós. 21 Por ele é que alcançastes a fé em Deus. Deus o ressuscitou dos mortos e lhe deu a glória, e assim, a vossa fé e esperança estão em Deus. Palavra do Senhor. Evangelho – Lc 24,13-35 Reconheceram-no ao partir o pão. + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 24,13-35 13 Naquele mesmo dia, o primeiro da semana, dois dos discípulos de Jesus iam para um povoado, chamado Emaús, distante onze quilômetros de Jerusalém. 14 Conversavam sobre todas as coisas que tinham acontecido. 15 Enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou e começou a caminhar com eles. 16 Os discípulos, porém, estavam como que cegos, e não o reconheceram. 17 Então Jesus perguntou: ‘O que ides conversando pelo caminho?’ Eles pararam, com o rosto triste, 18 e um deles, chamado Cléofas, lhe disse: ‘Tu és o único peregrino em Jerusalém que não sabe o que lá aconteceu nestes últimos dias?’ 19 Ele perguntou: ‘O que foi?’ Os discípulos responderam: ‘O que aconteceu com Jesus, o Nazareno, que foi um profeta poderoso em obras e palavras, diante de Deus e diante de todo o povo. 20 Nossos sumos sacerdotes e nossos chefes o entregaram para ser condenado à morte e o crucificaram. 21 Nós esperávamos que ele fosse libertar Israel, mas, apesar de tudo isso, já faz três dias que todas essas coisas aconteceram! 22 É verdade que algumas mulheres do nosso grupo nos deram um susto. Elas foram de madrugada ao túmulo 23 e não encontraram o corpo dele. Então voltaram, dizendo que tinham visto anjos e que estes afirmaram que Jesus está vivo. 24 Alguns dos nossos foram ao túmulo e encontraram as coisas como as mulheres tinham dito. A ele, porém, ninguém o viu.’ 25 Então Jesus lhes disse: ‘Como sois sem inteligência e lentos para crer em tudo o que os profetas falaram! 26 Será que o Cristo não devia sofrer tudo isso para entrar na sua glória?’ 27 E, começando por Moisés e passando pelos Profetas, explicava aos discípulos todas as passagens da Escritura que falavam a respeito dele. 28 Quando chegaram perto do povoado para onde iam, Jesus fez de conta que ia mais adiante. 29 Eles, porém, insistiram com Jesus, dizendo: ‘Fica conosco, pois já é tarde e a noite vem chegando!’ Jesus entrou para ficar com eles. 30 Quando se sentou à mesa com eles, tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e lhes distribuía. 31 Nisso os olhos dos discípulos se abriram e eles reconheceram Jesus.

Santa Catarina De Sena

Catarina nasceu em 25 de março de 1347, na cidade de Sena, na Itália. Seus pais eram muito pobres e sua família era numerosa. Catarina teve uma infância conturbada. Não pode estudar, cresceu franzina e viveu sempre doente. Carregava no corpo os estigmas da Paixão de Cristo. Ainda jovem, Catarina tornou-se uma irmã leiga da Ordem Terceira Dominicana. Tinha visões durante as orações contemplativas e fazia rigorosas penitências. Já adulta enfrentou a dificuldade que muitos achariam impossível de ser vencida: o cisma católico. Catarina, mesmo analfabeta, assume a missão de reunir de novo a Igreja em torno de um só papa. Dois Papas disputavam o trono de Pedro, dividindo a Igreja e fazendo sofrer a população católica em todo o mundo. Ela viajou por toda a Itália e outros países, ditou cartas a reis, príncipes e governantes católicos, cardeais e bispos e conseguiu que o Papa legítimo, Gregório décimo primeiro, retomasse sua posição e voltasse para Roma. Fazia setenta anos que o Papado estava em Avinhão e não em Roma. Outra dificuldade foi a peste que matou pelo menos um terço da população européia. Ela lutou pelos doentes, curou com as próprias mãos e orações. Estava à frente dos padrões de sua época, quando a participação da mulher na Igreja era quase nula ou inexistente. Em meio a tudo isso, deixou obras literárias ditadas de alto valor histórico, místico e religioso. O livro: “Diálogo sobre a Divina Providência”, é lido, estudado e respeitado até hoje. Catarina de Sena morreu no dia 29 de abril de 1380, após sofrer um derrame aos trinta e três anos de idade. Foi declarada “Doutora da Igreja” pelo Papa Paulo VI, em 1970 e mais tarde foi escolhida como patrona da Itália, junto com São Francisco.   Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR

Sábado Da 2ª Semana Da Páscoa

1ª Leitura – At 6,1-7 Escolheram sete homens repletos do Espírito Santo. Leitura dos Atos dos Apóstolos 6,1-7 1 Naqueles dias: o número dos discípulos tinha aumentado, e os fiéis de origem grega começaram a queixar-se dos fiéis de origem hebraica. Os de origem grega diziam que suas viúvas eram deixadas de lado no atendimento diário. 2 Então os Doze Apóstolos reuniram a multidão dos discípulos e disseram: ‘Não está certo que nós deixemos a pregação da Palavra de Deus para servir às mesas. 3 Irmãos, é melhor que escolhais entre vós sete homens de boa fama, repletos do Espírito e de sabedoria, e nós os encarregaremos dessa tarefa. 4 Desse modo nós poderemos dedicar-nos inteiramente à oração e ao serviço da Palavra’. 5 A proposta agradou a toda a multidão. Então escolheram Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo; e também Felipe, Prócoro, Nicanor, Timon, Pármenas e Nicolau de Antioquia, um pagão que seguia a religião dos judeus. 6 Eles foram apresentados aos apóstolos, que oraram e impuseram as mãos sobre eles. 7 Entretanto, a Palavra do Senhor se espalhava. O número dos discípulos crescia muito em Jerusalém, e grande multidão de sacerdotes judeus aceitava a fé. Palavra do Senhor. Salmo – Sl 32, 1-2. 4-5. 18-19 (R.22) R. Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça, da mesma forma que em vós nós esperamos! Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia 1 Ó justos, alegrai-vos no Senhor!* aos retos fica bem glorificá-lo. 2 Dai graças ao Senhor ao som da harpa,* na lira de dez cordas celebrai-o! R. 4 Pois reta é a palavra do Senhor,* e tudo o que ele faz merece fé. 5 Deus ama o direito e a justiça,* transborda em toda a terra a sua graça. R. 18 O Senhor pousa o olhar sobre os que o temem,* e que confiam esperando em seu amor, 19 para da morte libertar as suas vidas* e alimentá-los quando é tempo de penúria. R. Evangelho – Jo 6,16-21 Enxergaram Jesus, andando sobre as águas. + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 6,16-21 16 Ao cair da tarde, os discípulos desceram ao mar. 17 Entraram na barca e foram em direção a Cafarnaum, do outro lado do mar. Já estava escuro, e Jesus ainda não tinha vindo ao encontro deles. 18 Soprava um vento forte e o mar estava agitado. 19 Os discípulos tinham remado mais ou menos cinco quilômetros, quando enxergaram Jesus, andando sobre as águas e aproximando-se da barca. E ficaram com medo. 20 Mas Jesus disse: ‘Sou eu. Não tenhais medo’. 21 Quiseram, então, recolher Jesus na barca, mas imediatamente a barca chegou à margem para onde estavam indo. Palavra da Salvação. Reflexão – Jo 6, 16-21 Nós podemos nos encontrar com Jesus nas situações e nos momentos em que menos esperamos que isso possa acontecer e, quando isso acontece, podemos nos assustar e até mesmo nos sentir assombrados, com muito medo. Mas a nossa postura deve ser justamente o contrário disso tudo. Quando encontramos Jesus, ele sempre nos mostra algo de concreto para as nossas vidas e para onde devemos chegar, nos revela alguma coisa que nos ajuda na superação das dificuldades que encontramos, ele nos mostra que o seu amor e a sua presença não são algo abstrato nas nossas vidas, mas que a sua presença é sempre amor concreto de Deus, força de superação e conquista do novo que nos revela o Reino definitivo. Fonte: CNBB

São Pedro Chanel

Lembramos hoje a vida do grande missionário São Pedro Chanel. Nascido em Cuet em 1803, de uma família do campo, Pedro fez sacerdote na diocese de Turim. Desde o seminário Pedro se encantava com a leitura sobre Missões. Respondendo ao apelo de Deus, entrou para a Sociedade de Maria e foi evangelizar as regiões e ilhas da Oceania, Atlântico e Pacífico. Em 1837 partiu em companhia de um confrade leigo para Futuna, uma pequena ilha no Oceano Pacífico, no arquipélago de Tonga. Chegou a conseguir a simpatia dos mais jovens pela sua doutrina e pela sua presença pessoal. Por outro lado, levantou a hostilidade dos mais velhos, ciosos de suas tradições e costumes, ameaçados pelo “sacerdote branco”. Nessa ilha, a guerra estava tomando conta do povo, que estava dividido por duas tribos. Avisado pelos amigos do risco que corria e para que deixasse a ilha, São Pedro ignorou o aviso e decidiu permanecer e continuar a pregação. Foi morto a golpes de “tacape” no dia 28 de abril de 1841. Seu sacrifício não foi em vão. A semente de sua pregação germinou e todos os habitantes acolheram o cristianismo São Pedro Maria Chanel foi declarado padoreira da Oceania em 1954. Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR

6ª-feira Da 2ª Semana Da Páscoa

1ª Leitura – At 5,34-42 Eles saíram muito contentes, por terem sido considerados dignos de injúrias, por causa do nome de Jesus. Leitura dos Atos dos Apóstolos 5,34-42 Naqueles dias: 34 Um fariseu, chamado Gamaliel, levantou-se, então, no Sinédrio. Era mestre da Lei e todo o povo o estimava. Gamaliel mandou que os acusados saíssem por um instante. 35 Depois disse: ‘Homens de Israel, vede bem o que estais para fazer contra esses homens. 36 Algum tempo atrás apareceu Teudas, que se fazia passar por uma pessoa importante, e a ele se juntaram cerca de quatrocentos homens. Depois ele foi morto e todos os que o seguiam debandaram, e nada restou. 37 Depois dele, no tempo do recenseamento, apareceu Judas, o galileu, que arrastou o povo atrás de si. Contudo, também ele morreu e todos os seus seguidores se dispersaram. 38 Quanto ao que está acontecendo agora, dou-vos um conselho: não vos preocupeis com esses homens e deixai-os ir embora. Porque, se este projeto ou esta atividade é de origem humana será destruído. 39 Mas, se vem de Deus, vós não conseguireis eliminá-los. Cuidado para não vos pordes em luta contra Deus!’ E os membros do Sinédrio aceitaram o parecer de Gamaliel. 40 Chamaram então os apóstolos, mandaram açoitá-los, proibiram que eles falassem em nome de Jesus, e depois os soltaram. 41 Os apóstolos saíram do Conselho, muito contentes, por terem sido considerados dignos de injúrias, por causa do nome de Jesus. 42 E cada dia, no Templo e pelas casas, não cessavam de ensinar e anunciar o evangelho de Jesus Cristo. Palavra do Senhor. Salmo – S. 26, 1. 4. 13-14 (R. Cf. 4ab) R. Ao Senhor eu peço apenas uma coisa, habitar no santuário do Senhor. Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia 1 O Senhor é minha luz e salvação;* de quem eu terei medo? O Senhor é a proteção da minha vida;* perante quem eu tremerei? R. 4 Ao Senhor eu peço apenas uma coisa,* e é só isto que eu desejo: habitar no santuário do Senhor* por toda a minha vida; saborear a suavidade do Senhor* e contemplá-lo no seu templo. R. 13 Sei que a bondade do Senhor eu hei de ver* na terra dos viventes. 14 Espera no Senhor e tem coragem,* espera no Senhor! R. Evangelho – Jo 6,1-15 Distribuiu-os aos que estavam sentados, tanto quanto queriam. + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 6,1-15 Naquele tempo: 1 Jesus foi para o outro lado do mar da Galiléia, também chamado de Tiberíades. 2 Uma grande multidão o seguia, porque via os sinais que ele operava a favor dos doentes. 3 Jesus subiu ao monte e sentou-se aí, com os seus discípulos. 4 Estava próxima a Páscoa, a festa dos judeus. 5 Levantando os olhos, e vendo que uma grande multidão estava vindo ao seu encontro, Jesus disse a Filipe: ‘Onde vamos comprar pão para que eles possam comer?’ 6 Disse isso para pô-lo à prova, pois ele mesmo sabia muito bem o que ia fazer. 7 Filipe respondeu: ‘Nem duzentas moedas de prata bastariam para dar um pedaço de pão a cada um’. 8 Um dos discípulos, André, o irmão de Simão Pedro, disse: 9 ‘Está aqui um menino com cinco pães de cevada e dois peixes. Mas o que é isso para tanta gente?’ 10 Jesus disse: ‘Fazei sentar as pessoas’. Havia muita relva naquele lugar, e lá se sentaram, aproximadamente, cinco mil homens. 11 Jesus tomou os pães, deu graças e distribuiu-os aos que estavam sentados, tanto quanto queriam. E fez o mesmo com os peixes. 12 Quando todos ficaram satisfeitos, Jesus disse aos discípulos: ‘Recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca!’ 13 Recolheram os pedaços e encheram doze cestos com as sobras dos cinco pães, deixadas pelos que haviam comido. 14 Vendo o sinal que Jesus tinha realizado, aqueles homens exclamavam: ‘Este é verdadeiramente o Profeta, aquele que deve vir ao mundo’. 15 Mas, quando notou que estavam querendo levá-lo para proclamá-lo rei, Jesus retirou-se de novo, sozinho, para o monte. Palavra da Salvação. Reflexão – Jo 6, 1-15 O capítulo sexto do evangelho de São João é reservado para o discurso sobre o sacramento da Eucaristia, e Jesus, no uso da sua pedagogia, prepara os judeus para esse discurso através da multiplicação dos pães. A prática pedagógica de Jesus deve ser o grande iluminativo para a nossa prática missionária, pastoral e evangelizadora. Nós devemos anunciar o evangelho a partir da realidade das pessoas, de suas experiências de vida, dos seus valores e das suas expectativas. Antes de anunciar a Palavra de Deus, precisamos criar a necessidade dela no coração das pessoas como Jesus, que a partir da necessidade do pão, cria a necessidade do pão da vida eterna. Fonte: CNBB