São Jorge

Em torno do século terceiro, quando Diocleciano era imperador de Roma, havia nos domínios do seu vasto Império um jovem soldado chamado Jorge. Filho de pais cristãos, Jorge aprendeu desde a sua infância a temer a Deus e a crer em Jesus como seu salvador pessoal. Nascido na antiga Capadócia, região que atualmente pertence à Turquia, Jorge mudou-se para a Palestina com sua mãe após a morte de seu pai. Lá foi promovido a capitão do exército romano. Com a idade de 23 anos passou a residir na corte imperial em Roma, exercendo altas funções. Por essa época, o imperador Diocleciano tinha planos de matar todos os cristãos. No dia marcado para o senado confirmar o decreto imperial, Jorge levantou-se no meio da reunião e afirmou que os ídolos adorados nos templos pagãos eram falsos deuses. O Imperador tentou fazê-lo desistir da fé torturando-o de vários modos. Finalmente, Diocleciano, não tendo êxito em seu plano macabro, mandou degolar o jovem e fiel servo de Jesus. Sua sepultura está na Lídia, Cidade de São Jorge, perto de Jerusalém, na Palestina. É local de peregrinação, não sendo interrompida nem mesmo durante o período das Cruzadas. Ele foi escolhido como o padroeiro de Gênova, de várias cidades da Espanha, Portugal, Lituânia e Inglaterra e um sem número de localidades no mundo todo. A devoção a São Jorge rapidamente tornou-se popular. Diz a lenda que São Jorge derrotou um pavoroso dragão, usando para isso sua fé em Jesus Cristo. São Jorge virou um símbolo de força e fé. Seu rito litúrgico é oficializado pela Igreja católica. A festa acontece no dia 23 de abril tanto no Ocidente como no Oriente. Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR
2º Domingo Da Páscoa

1ª Leitura – At 2,42-47 Todos os que abraçavam a fé viviam unidos e colocavam tudo em comum. Leitura dos Atos dos Apóstolos 2,42-47 Os que haviam se convertido 42 eram perseverantes em ouvir o ensinamento dos apóstolos, na comunhão fraterna na fração do pão e nas orações. 43 E todos estavam cheios de temor por causa dos numerosos prodígios e sinais que os apóstolos realizavam. 44 Todos os que abraçavam a fé viviam unidos e colocavam tudo em comum; 45 vendiam suas propriedades e seus bens e repartiam o dinheiro entre todos, conforme a necessidade de cada um. 46 Diariamente, todos freqüentavam o Templo, partiam o pão pelas casas e, unidos, tomavam a refeição com alegria e simplicidade de coração. 47 Louvavam a Deus e eram estimados por todo o povo. E, cada dia, o Senhor acrescentava ao seu número mais pessoas que seriam salvas. Palavra do Senhor. Salmo – Sl 117,2-4.13-15.22-24 (R.1) R. Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom; eterna é a sua misericórdia! Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia 2 A casa de Israel agora o diga:* ‘Eterna é a sua misericórdia!’ 3 A casa de Aarão agora o diga:* ‘Eterna é a sua misericórdia!’ 4 Os que temem o Senhor agora o digam:* ‘Eterna é a sua misericórdia!’ R. 13 Empurraram-me, tentando derrubar-me,* mas veio o Senhor em meu socorro. 14 O Senhor é minha força e o meu canto,* e tornou-se para mim o Salvador. 15 ‘Clamores de alegria e de vitória* ressoem pelas tendas dos fiéis. R. 22 ‘A pedra que os pedreiros rejeitaram,* tornou-se agora a pedra angular. 23 Pelo Senhor é que foi feito tudo isso:* Que maravilhas ele fez a nossos olhos! 24 Este é o dia que o Senhor fez para nós,* alegremo-nos e nele exultemos! R. 2ª Leitura – 1Pd 1,3-9 Pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, ele nos fez nascer de novo para uma esperança viva. Leitura da Primeira Carta de São Pedro 1,3-9 3 Bendito seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Em sua grande misericórdia, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, ele nos fez nascer de novo, para uma esperança viva, 4 para uma herança incorruptível, que não se mancha nem murcha, e que é reservada para vós nos céus. 5 Graças à fé, e pelo poder de Deus, vós fostes guardados para a salvação que deve manifestar-se nos últimos tempos. 6 Isto é motivo de alegria para vós, embora seja necessário que agora fiqueis por algum tempo aflitos, por causa de várias provações. 7 Deste modo, a vossa fé será provada como sendo verdadeira – mais preciosa que o ouro perecível, que é provado no fogo – e alcançará louvor, honra e glória no dia da manifestação de Jesus Cristo. 8 Sem ter visto o Senhor, vós o amais. Sem o ver ainda, nele acreditais. Isso será para vós fonte de alegria indizível e gloriosa, 9 pois obtereis aquilo em que acreditais: a vossa salvação. Palavra do Senhor. Evangelho – Jo 20,19-31 Oito dias depois, Jesus entrou. + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 20,19-31 19 Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas, por medo dos judeus, as portas do lugar onde os discípulos se encontravam, Jesus entrou e pondo-se no meio deles, disse: ‘A paz esteja convosco’. 20 Depois destas palavras, mostrou-lhes as mãos e o lado. Então os discípulos se alegraram por verem o Senhor. 21 Novamente, Jesus disse: ‘A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou, também eu vos envio’. 22 E depois de ter dito isto, soprou sobre eles e disse: ‘Recebei o Espírito Santo. 23 A quem perdoardes os pecados eles lhes serão perdoados; a quem os não perdoardes, eles lhes serão retidos’. 24 Tomé, chamado Dídimo, que era um dos doze, não estava com eles quando Jesus veio. 25 Os outros discípulos contaram-lhe depois: ‘Vimos o Senhor!’. Mas Tomé disse-lhes: ‘Se eu não vir a marca dos pregos em suas mãos, se eu não puser o dedo nas marcas dos pregos e não puser a mão no seu lado, não acreditarei’. 26 Oito dias depois, encontravam-se os discípulos novamente reunidos em casa, e Tomé estava com eles. Estando fechadas as portas, Jesus entrou, pôs-se no meio deles e disse: ‘A paz esteja convosco’. 27 Depois disse a Tomé: ‘Põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos. Estende a tua mão e coloca-a no meu lado. E não sejas incrédulo, mas fiel’. 28 Tomé respondeu: ‘Meu Senhor e meu Deus!’ 29 Jesus lhe disse: ‘Acreditaste, porque me viste? Bem-aventurados os que creram sem terem visto!’ 30 Jesus realizou muitos outros sinais diante dos discípulos, que não estão escritos neste livro. 31 Mas estes foram escritos para que acrediteis que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais a vida em seu nome. Palavra da Salvação. Fonte: CNBB
Missa Da Ceia Do Senhor E Lava-pés

Na missa da Ceia do Senhor e Lava-pés, dia 13 de abril, a igreja estava lotada para comemorar a instituição da Eucaristia, o sacramento do sacerdócio e o mandamento do Amor. A Santa Missa foi presidida pelo pároco, padre Robert Chrząszcz e concelebrada pelo vigário paroquial, padre Claudio Fernandes. Também estiveram presentes os dois diáconos permanentes, Antônio Alfredo e Pedro Manoel. Por motivo do Ano da Família, os escolhidos para representar os doze apóstolos, no momento do Lava-pés, foram casais em várias etapas da vida familiar. Um casal de noivos; outro de recém-casados; um casal já com filhos e um casal com mais vivência na vida matrimonial. Os noivos, Gledson José de Abreu Albuquerque e Ana Paula da Silva de Brito, foram um dos casais escolhidos para o momento do lava-pés. Eles fizeram o último Encontro de Preparação para a Vida Matrimonial (EPVM) da paróquia e se unirão em matrimônio breve. “Estávamos conversando com o padre sobre o casamento e ele nos chamou para participar. Foi maravilhoso, uma verdadeira bênção para nós. E como comemoramos sete anos de namoro ontem, esse momento se tornou ainda mais especial”, disseram. Na homilia, padre Claudio falou a respeito da singularidade do gesto de Jesus, que não fez diferencial por ter uma condição divina, mas viveu a condição humana em tudo, menos no pecado. Cristo que foi além, se rebaixando como servo e escravo. “Jesus faz toda uma preparação para lavar os pés dos discípulos e essa preparação traz à tona três imagens importante: Cristo bom Pastor, que pastoreia e vai ao encontro do povo; os grãos de trigo que devem morrer para si para formar muitos frutos; e um rei que não vive a sua realeza numa catedral ou em um trono, mas através da Cruz”. Segundo o sacerdote, para entender o gesto do Lava-pés é preciso compreender o significado da Cruz. Por amar verdadeiramente o ser humano, Jesus chegou ao ponto de lavar os pés dos apóstolos e dar a própria vida pela salvação da humanidade. “Somos convidados a abraçar a cruz, a fim de que nesse abraço, possamos realmente viver em função dos irmãos e do serviço. E ao vivermos essa experiência de amor através da Cruz com Cristo, também seremos capazes de transmitir esse amor a tantos outros, através da evangelização, com o intuito de que os demais sigam o próprio Cristo”, concluiu. Ao término da celebração houve a transladação do Santíssimo até o altar da imposição. Das 21h até às 0h, as pastorais se revezaram para fazer uma adoração silenciosa. O Ofício das Trevas foi realizado durante a adoração, com um candelabro aceso com 15 velas no altar. As velas foram sendo apagadas, representando os discípulos, que pouco a pouco abandonaram Jesus Cristo durante a Paixão. Ao final, apagaram-se as luzes para simbolizar o luto da Igreja e a escuridão que baixou sobre a terra quando Jesus morreu.
São Caio

Papa Caio nasceu na Dalmácia, de família cristã da nobreza romana, parente distante do Imperador Diocleciano. Caio foi eleito no dia 17 de dezembro de 283. Governou a Igreja durante treze anos, num período de trégua nas perseguições. Antes de sua eleição, o Papa Caio transformou sua casa em igreja. Lá, ouviam os aflitos, os pecadores; auxiliavam os pobres e doentes; celebravam as missas, distribuíam a eucaristia e ministrados os sacramentos do batismo e do casamento. O grande contratempo enfrentado pelo Papa Caio se deu no âmbito interno do próprio clero, devido a crescente multiplicação de heresias, criando uma grande confusão entre os devotos cristãos. Nós sabemos, pelos escritos da Igreja, que apesar do seu parentesco com o imperador, o Papa se recusou a ajudar Diocleciano, que pretendia receber a sobrinha dele como sua futura nora. A ira do soberano mandou matar todos os cristãos, começando pelo seu parente Caio. Papa Caio morreu decapitado em 22 de abril de 296. A Igreja confirmou a sua santificação e o seu martírio. As suas relíquias foram depositadas primeiro no cemitério de São Calixto. Depois foram trasladadas para a igreja que foi erguida no local da casa onde ele viveu, em Roma. Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR
Sábado Na Oitava Da Páscoa

1ª Leitura – At 4,13-21 Quanto a nós, não nos podemos calar sobre o que vimos e ouvimos. Leitura dos Atos dos Apóstolos 4,13-21 Naqueles dias: Os chefes dos sacerdotes, os anciãos e os escribas, 13 ficaram admirados ao ver a segurança com que Pedro e João falavam, pois eram pessoas simples e sem instrução. Reconheciam que eles tinham estado com Jesus. 14 No entanto viam, de pé, junto a eles, o homem que tinha sido curado. E não podiam dizer nada em contrário. 15 Mandaram que saíssem para fora do Sinédrio, e começaram a discutir entre si: 16 ‘O que vamos fazer com esses homens? Eles realizaram um milagre claríssimo, e o fato tornou-se de tal modo conhecido por todos os habitantes de Jerusalém, que não podemos negá-lo. 17 Contudo, a fim de que a coisa não se espalhe ainda mais entre o povo, vamos ameaçá-los, para que não falem mais a ninguém a respeito do nome de Jesus.’ 18 Chamaram de novo Pedro e João e ordenaram-lhes que, de modo algum, falassem ou ensinassem em nome de Jesus. 19 Pedro e João responderam: ‘Julgai vós mesmos, se é justo diante de Deus que obedeçamos a vós e não a Deus! 20 Quanto a nós, não nos podemos calar sobre o que vimos e ouvimos.’ 21 Então, insistindo em suas ameaças, deixaram Pedro e João em liberdade, já que não tinham meio de castigá-los, por causa do povo. Pois todos glorificavam a Deus pelo que havia acontecido. Palavra do Senhor. Salmo – Sl 117, 1.14-15. 16ab.18. 19-21 (R. 21a) R. Dou-vos graças, ó Senhor, porque me ouvistes. Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia 1 Dai graças ao Senhor, porque ele é bom! * ‘Eterna é a sua misericórdia!’ 14 O Senhor é minha força e o meu canto, * e tornou-se para mim o Salvador. 15 ‘Clamores de alegria e de vitória * ressoem pelas tendas dos fiéis. R. 16a A mão direita do Senhor fez maravilhas, + 16b a mão direita do Senhor me levantou, * a mão direita do Senhor fez maravilhas!’ 18 O Senhor severamente me provou, * mas não me abandonou às mãos da morte. R. 19 Abri-me vós, abri-me as portas da justiça; * quero entrar para dar graças ao Senhor! 20 ‘Sim, esta é a porta do Senhor, * por ela só os justos entrarão!’ 21 Dou-vos graças, ó Senhor, porque me ouvistes * e vos tornastes para mim o Salvador! R. Evangelho – Mc 16,9-15 Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho. + Proclamaçóo do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos 16,9-15 9 Depois de ressuscitar, na madrugada do primeiro dia após o sábado, Jesus apareceu primeiro a Maria Madalena, da qual havia expulsado sete demônios. 10 Ela foi anunciar isso aos seguidores de Jesus, que estavam de luto e chorando. 11 Quando ouviram que ele estava vivo e fora visto por ela, não quiseram acreditar. 12 Em seguida, Jesus apareceu a dois deles, com outra aparência, enquanto estavam indo para o campo. 13 Eles também voltaram e anunciaram isso aos outros. Também a estes não deram crédito. 14 Por fim, Jesus apareceu aos onze discípulos enquanto estavam comendo, repreendeu-os por causa da falta de fé e pela dureza de coração, porque não tinham acreditado naqueles que o tinham visto ressuscitado. 15 E disse-lhes: ‘Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura! Palavra da Salvação. Reflexão – Mc 16, 9-15 Para que possamos conhecer verdadeiramente Jesus, duas coisas são necessárias. A primeira é a atuação da graça divina que nos revela quem é Jesus na sua divindade e na sua atuação messiânica e a segunda é a nossa abertura a essa graça para que possamos acolher a atuação divina em nós. A partir desses dois elementos, podemos compreender melhor qual é o papel do evangelizador e qual a essência da nossa missão. Movidos pelo grande protagonista da missão que é o Espírito Santo, somos chamados a ser canais de graça na vida das pessoas e ao mesmo tempo a preparar os corações das pessoas para que sejam terreno fértil para o evangelho e acolham a Cristo em suas vidas. Fonte: CNBB
Missa Marca Onze Anos Da Chegada Do Padre Robert

Além de refletir sobre a traição de Judas e a negação de Pedro, a missa da terça-feira santa, dia 11 de abril, foi celebrada em ação de graças aos onze anos da chegada do pároco, padre Robert Chrząszcz. Estiveram presentes os dois diáconos permanentes, Antônio Alfredo França Pinto de Aguiar e Pedro Manoel Lopes Martins. Diácono da Paróquia Santa Luzia há seis anos, Antônio Alfredo, destacou na homilia a integridade do pároco, que consegue agregar diversas qualidades ao seu ministério. Para ele, é importante que todo sacerdote seja um pastor, e assim, se assemelhe a Jesus, o bom pastor. “Para mim é um grande privilégio ter o padre Robert como amigo, que me aconselha e acolhe. Quem conheceu essa paróquia antes e depois da sua chegada sabe o significado que ele tem para a comunidade. Ele é um homem sério, caridoso, disponível e de trabalho. A formação do padre Robert me impressiona não apenas como sacerdote, mas também como homem. Por ter uma boa criação, em uma família dedicada e religiosa, ele se tornou um homem próximo de Jesus, que caminha ao lado Dele. E por ser um exemplo de vida, a comunidade cresce junto com ele”, disse. Padre Robert agradeceu as palavras do diácono e ressaltou outro marco importante deste dia, o início das obras da nova igreja. Segundo o pároco, foi nesta mesma data que o Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, celebrou uma missa campal para dar início a construção. Ao final da celebração alguns jovens do Encontro de Adolescentes com Cristo (EAC), cantaram a música “Eternos Amigos”, do grupo católico Anjos de Resgate e presentearam o pároco com uma orquídea e uma estola mariana. A homenagem acabou no pátio da paróquia, onde os fiéis se reuniram para cantar parabéns e partir um bolo.
Santo Anselmo

Anselmo nasceu em Aosta, no norte da Itália, em 1033. Seu pai queria projetar seu filho na vida da nobreza e sonhava para ele uma carreira promissora. Quando soube do desejo de Anselmo em fazer padre, opõe-se radicalmente. Como Anselmo perdera a mãe muito cedo, e tinha um coração doce e manso, fez a vontade do pai até os vinte anos. Mas na flor da juventude, Anselmo fugiu de casa, para poder se tornar um religioso. Ele queria dedicar-se de corpo e alma à sua fé, contrária à vida mundana de festas em meio ao luxo e à riqueza. Viajou pela França até chegar à Normandia, onde se entregou aos estudos religiosos, sob a orientação do monge Lanfranco. Em pouco tempo ordenou-se e formou-se teólogo. Logo foi eleito abade do mosteiro e professor. Passou então a pregar pelas redondezas e, como o cargo o permitia, começou a implantação de uma grande reforma monástica. Foram tantos os escritos deixados por ele que é considerado o fundador da ciência teológica no ocidente. Anselmo defendia a capacidade da razão humana para investigar os mistérios divinos. Propôs a prova da existência de Deus: se temos a idéia de um ser perfeito, a perfeição absoluta existe, logo o ser perfeito existe. A essência da redenção acha-se na união do indivíduo com Cristo na eucaristia. E o batismo abre o caminho para essa união. Chegou a arcebispo-primaz da Inglaterra. Conta-se que enfrentou duras perseguições do rei Guilherme, o Vermelho, e de Henrique Primeiro. Mas, tinha a fala tão mansa e argumentos tão pacíficos que com eles desarmava seus inimigos e virava o jogo a seu favor. Anselmo morreu em Cantuária, com setenta e seis anos, em 1109 e foi declarado “Doutor da Igreja” pelo Papa Clemente XI, em 1720. Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR
6ª-feira Na Oitava Da Páscoa

1ª Leitura – At 4,1-12 Em nenhum outro há salvação. Leitura dos Atos dos Apóstolos 4,1-12 Naqueles dias: depois que o paralítico fôra curado, 1 Pedro e João ainda estavam falando ao povo, quando chegaram os sacerdotes, o chefe da guarda do Templo e os saduceus. 2 Estavam irritados porque os apóstolos ensinavam o povo e anunciavam a ressurreição dos mortos na pessoa de Jesus. 3 Eles prenderam Pedro e João e os colocaram na prisão até ao dia seguinte, porque já estava anoitecendo. 4 Todavia, muitos daqueles que tinham ouvido a pregação acreditaram. E o número dos homens chegou a uns cinco mil. 5 No dia seguinte, reuniram-se em Jerusalém os chefes, os anciãos e os mestres da Lei. 6 Estavam presentes o Sumo Sacerdote Anás, e também Caifás, João, Alexandre, e todos os que pertenciam às famílias dos sumos sacerdotes. 7 Fizeram Pedro e João comparecer diante deles e os interrogavam: ‘Com que poder ou em nome de quem vós fizestes isso?’ 8 Então, Pedro, cheio do Espírito Santo, disse-lhes: ‘Chefes do povo e anciãos: 9 hoje estamos sendo interrogados por termos feito o bem a um enfermo e pelo modo como foi curado. 10 Ficai, pois, sabendo todos vós e todo o povo de Israel: é pelo nome de Jesus Cristo, de Nazaré, – aquele que vós crucificastes e que Deus ressuscitou dos mortos – que este homem está curado, diante de vós. 11 Jesus é a pedra, que vós, os construtores, desprezastes, e que se tornou a pedra angular. 12 Em nenhum outro há salvação, pois não existe debaixo do céu outro nome dado aos homens pelo qual possamos ser salvos.’ Palavra do Senhor. Salmo – Sl 117, 1-2.4. 22-24. 25-27a (R. 22) R. A pedra que os pedreiros rejeitaram, tornou-se agora a pedra angular. Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia 1 Dai graças ao Senhor, porque ele é bom! * ‘Eterna é a sua misericórdia!’ 2 A casa de Israel agora o diga: * ‘Eterna é a sua misericórdia!’ 4 Os que temem o Senhor agora o digam: * ‘Eterna é a sua misericórdia!’ R. 22 ‘A pedra que os pedreiros rejeitaram, * tornou-se agora a pedra angular. 23 Pelo Senhor é que foi feito tudo isso: * Que maravilhas ele fez a nossos olhos! 24 Este é o dia que o Senhor fez para nós, * alegremo-nos e nele exultemos! R. 25 Ó Senhor, dai-nos a vossa salvação, * ó Senhor, dai-nos também prosperidade!’ 26 Bendito seja, em nome do Senhor, * aquele que em seus átrios vai entrando! Desta casa do Senhor vos bendizemos. * 27a Que o Senhor e nosso Deus nos ilumine! R. Evangelho – Jo 21,1-14 Jesus aproximou-se, tomou o pão e distribuiu-o por eles. E fez a mesma coisa com o peixe. + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 21,1-14 Naquele tempo: 1 Jesus apareceu de novo aos discípulos, à beira do mar de Tiberíades. A aparição foi assim: 2 Estavam juntos Simão Pedro, Tomé, chamado Dídimo, Natanael de Caná da Galiléia, os filhos de Zebedeu e outros dois discípulos de Jesus. 3 Simão Pedro disse a eles: ‘Eu vou pescar’. Eles disseram: ‘Também vamos contigo’. Saíram e entraram na barca, mas não pescaram nada naquela noite. 4 Já tinha amanhecido, e Jesus estava de pé na margem. Mas os discípulos não sabiam que era Jesus. 5 Então Jesus disse: ‘Moços, tendes alguma coisa para comer?’ Responderam: ‘Não’. 6 Jesus disse-lhes: ‘Lançai a rede à direita da barca, e achareis.’ Lançaram pois a rede e não conseguiam puxá-la para fora, por causa da quantidade de peixes. 7 Então, o discípulo a quem Jesus amava disse a Pedro: ‘É o Senhor!’ Simão Pedro, ouvindo dizer que era o Senhor, vestiu sua roupa, pois estava nu, e atirou-se ao mar. 8 Os outros discípulos vieram com a barca, arrastando a rede com os peixes. Na verdade, não estavam longe da terra, mas somente a cerca de cem metros. 9 Logo que pisaram a terra, viram brasas acesas, com peixe em cima, e pão. 10 Jesus disse-lhes: ‘Trazei alguns dos peixes que apanhastes’. 11 Então Simão Pedro subiu ao barco e arrastou a rede para a terra. Estava cheia de cento e cinqüenta e três grandes peixes; e apesar de tantos peixes, a rede não se rompeu. 12 Jesus disse-lhes: ‘Vinde comer’. Nenhum dos discípulos se atrevia a perguntar quem era ele, pois sabiam que era o Senhor. 13 Jesus aproximou-se, tomou o pão e distribuiu-o por eles. E fez a mesma coisa com o peixe. 14 Esta foi a terceira vez que Jesus, ressuscitado dos mortos, apareceu aos discípulos. Palavra da Salvação. Reflexão – Jo 21, 1-14 Diante das dificuldades, muitas vezes temos a tendência de enfraquecer, de voltar à vida de antes, parece que perdemos o rumo e a motivação. Pedro e os demais discípulos desanimaram e quiseram voltar à vida de pescadores de peixes, como muitas vezes queremos voltar à vida da imaturidade na fé. Jesus realiza mais uma vez o milagre da pesca milagrosa, para que os apóstolos se recordem que não são pescadores de peixes. Assim também, ele atua em nossas vidas, para que o Mistério Pascal não seja apenas celebração, mas processo de maturação, a fim de que possamos crescer cada vez mais na fé, e um dia atingir a estatura de Cristo. Fonte: CNBB
Evento Na Praia Marca Os Oito Anos Da Páscoa Do Servo De Deus Guido Schäffer

No dia 1º de maio, vão se completar oito anos da morte do Servo de Deus Guido Schäffer. Para homenagear o também médico e surfista carioca, que está em processo de beatificação e canonização, no caminho de se tornar santo, será realizado, na data, o evento campal D.I.A. na Praia 2017, no posto 11 da Praia do Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio. A sigla do evento, “D.I.A.”, surge da expressão em latim Duc In Altum, que significa “buscando águas profundas”. A abertura será às 8h, com bênção das pranchas pelo arcebispo do Rio, Cardeal Orani João Tempesta. Em seguida, começa a Adoração ao Santíssimo Sacramento, momento em que Guido sempre entregava as graças e pedidos a Deus. Às 10h, será realizada a Santa Missa, presidida por Dom Roberto Lopes, delegado para a Causa dos Santos no Rio de Janeiro, com a presença dos padres amigos do jovem. No fim do evento, será formada uma roda de oração no mar e um surfe comemorativo vai lembrar as últimas ondas que Guido “dropou” antes de partir para junto de Deus. No local, também haverá o Espaço Guido Schäffer, um lounge com a exposição sobre a vida do Servo de Deus. O jovem tinha como virtudes a caridade e o carinho com os mais necessitados. Por isso, neste ano, será feita a arrecadação de alimentos não perecíveis para a Casa do Padre, instituição que acolhe os sacerdotes idosos da Arquidiocese do Rio. Na data, 1º de maio, também se comemora o Dia do Trabalho. A celebração vai lembrar a dedicação de Guido às funções que desempenhou com dedicação em vida: a Medicina e a preparação para o sacerdócio. É também o primeiro dia do mês de Nossa Senhora, de quem o jovem era extremamente devoto. Segundo a mãe de Guido, Maria Nazareth Schäffer, o evento será um momento de evangelização para quem lá estiver. “Como pede o Papa Francisco, é sair e ir ao encontro do outro, exatamente o que Guido gostava de fazer. Muitas vezes, evangelizou na praia, entre uma onda e outra. O mar era para ele um local de encontro também com Deus”, disse. Fonte: Arqrio
Encenação Da Paixão De Cristo Emociona A Comunidade

Há 18 anos sendo realizada na paróquia Santa Luzia, a tradicional peça da Paixão de Cristo continua a comover a comunidade. Cerca de duas mil pessoas assistiram ao espetáculo, realizado na sexta-feira santa, dia 14 de abril. À frente da coordenação do teatro há sete anos, Maria Edjane Silva, disse que o trabalho de preparação é árduo e exige dedicação dos participantes. Para ela, a peça é um importante meio de evangelizar o bairro. “Temos uma equipe de 150 pessoas e começamos os ensaios com quatro meses de antecedência. Todos os anos o meu sentimento é de medo e muita responsabilidade, por saber da confiança que o nosso pároco deposita em nós, diante de uma forma tão importante para evangelização das pessoas” disse. No papel de Jesus Cristo pela primeira vez, Cristiano Ferreira de Mesquita, terminou a peça com o coração cheio de gratidão. Ele contou que representar Jesus foi um momento emocionante, além de ser uma oportunidade de evangelizar a comunidade. “Eu já participo da peça há três anos, representando diversos personagens. Mas representar Jesus é algo único. A via sacra mexeu bastante comigo! Ali podemos ver o quanto Cristo sofreu por nós. Sou muito grato a paróquia pela oportunidade de participar desse momento especial”, relatou. Ana Carolina Oliveira Linhares, teve a alegria de interpretar Nossa Senhora. Segundo ela, todos os momentos foram especiais; do sofrimento da paixão e morte, até a alegria de ter o filho ressuscitado. “Foi muito emocionante porque não é um papel qualquer, é Nossa Senhora, nossa mãe! A todo momento eu pedi a intercessão dela porque queria realmente transmitir às pessoas, o que ela vivenciou no dia. Tenho certeza de que ela tocou no coração de todas as pessoas presentes”. Participação de toda a comunidade Pelo segundo ano consecutivo, o paroquiano Jorge Dourado do Nascimento, levou sua filha de cinco anos para integrar a equipe dos anjinhos. Para ele, é fundamental que ela participe desde criança das atividades paroquiais. “Nós tentamos transmitir a nossa filha a educação que recebemos de nossos pais. Temos o objetivo de mantê-la nesse caminho com Cristo, incentivando a busca por Deus”. A paroquiana Lucivanda Maria dos Santos, assistiu a peça da plateia com sua filha Maria Vitória e alguns familiares. Ela disse que todos os anos faz questão de participar desse momento emocionante. “Minha filha tem sete anos e ficou emocionada. Ela vem comigo para entender como Jesus sofreu por cada um de nós”, completou. A paixão de Cristo na Paróquia Santa Luzia O amor pelo teatro começou na época em que a paróquia era só uma capela e produzia pequenos espetáculos. Quando o pároco, padre Robert Chrząszcz chegou a comunidade, percebeu o grande desejo das pessoas de voltar com as produções que já não existiam. Ao observar que alguns continuavam atuando em outras iniciativas fora da paróquia, começou a desenvolver atividades voltadas para a produção de peças teatrais. “No mesmo ano em que começamos a construção da nova igreja, aproveitamos a estrutura que serviu de altar para a missa campal, como palco da nossa peça. A apresentação foi dentro do nosso pátio e depois da obra concluída, começamos a fazer na rua, em frente à paróquia”, lembrou. Hoje, sete anos depois, o sacerdote elogia o espetáculo da Paixão de Cristo e ressalta que ele tem muitas vantagens; tanto para os que estão na produção, como para aqueles que prestigiam como plateia. “Essa peça é muito importante na vida das pessoas que a produzem porque elas se entregam a essa evangelização. Todos se identificam e servem com afinco, trabalhando durante semanas, dia e noite. A peça faz parte da semana santa deles. Por outro lado, a peça também é muito importante para todo o bairro, não apenas para a paróquia Santa Luzia. Como nem todos os moradores são católicos, é uma chance de evangelizar, introduzi-los dentro do cenário vivido por Jesus”, completou.
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