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Sexta-feira Da Paixão Do Senhor Da Páscoa

1ª Leitura – Is 52,13 – 53,12 Ele foi ferido por causa de nossos pecados. Leitura do Livro do Profeta Isaías 13 Ei-lo, o meu Servo será bem sucedido;sua ascensão será ao mais alto grau.14 Assim como muitos ficaram pasmados ao vê-lo– tão desfigurado ele estava que não pareciaser um homem ou ter aspecto humano -,15 do mesmo modo ele espalhará sua fama entre os povos.Diante dele os reis se manterão em silêncio,vendo algo que nunca lhes foi narradoe conhecendo coisas que jamais ouviram.53,1 ‘Quem de nós deu crédito ao que ouvimos?E a quem foi dado reconhecer a força do Senhor?2 Diante do Senhor ele cresceu como renovo de plantaou como raiz em terra seca.Não tinha beleza nem atrativo para o olharmos,não tinha aparência que nos agradasse.3 Era desprezado como o último dos mortais,homem coberto de dores, cheio de sofrimentos;passando por ele, tapávamos o rosto;tão desprezível era, não fazíamos caso dele.4 A verdade é que ele tomava sobre si nossasenfermidades e sofria, ele mesmo, nossas dores;e nós pensávamos fosse um chagado,golpeado por Deus e humilhado!5 Mas ele foi ferido por causa de nossos pecados,esmagado por causa de nossos crimes;a punição a ele imposta era o preço da nossa paz,e suas feridas, o preço da nossa cura.6 Todos nós vagávamos como ovelhas desgarradas,cada qual seguindo seu caminho;e o Senhor fez recair sobre eleo pecado de todos nós’.7 Foi maltratado, e submeteu-se, não abriu a boca;como cordeiro levado ao matadouroou como ovelha diante dos que a tosquiam,ele não abriu a boca.8 Foi atormentado pela angústia e foi condenado.Quem se preocuparia com sua história de origem?Ele foi eliminado do mundo dos vivos;e por causa do pecado do meu povo foi golpeado até morrer.9 Deram-lhe sepultura entre ímpios, um túmulo entreos ricos, porque ele não praticou o malnem se encontrou falsidade em suas palavras.10 O Senhor quis macerá-lo com sofrimentos.Oferecendo sua vida em expiação,ele terá descendência duradoura,e fará cumprir com êxito a vontade do Senhor.11 Por esta vida de sofrimento,alcançará luz e uma ciência perfeita.Meu Servo, o justo, fará justos inúmeros homens,carregando sobre si suas culpas.12 Por isso, compartilharei com ele multidõese ele repartirá suas riquezas com os valentesseguidores, pois entregou o corpo à morte,sendo contado como um malfeitor;ele, na verdade, resgatava o pecado de todose intercedia em favor dos pecadores.Palavra do Senhor. Salmo – Sl 30,2.6.12-13.15-16.17.25 (R.Lc 23,46) R. Ó Pai, em tuas mãos eu entrego o meu espírito. 2 Senhor, eu ponho em vós minha esperança;*que eu não fique envergonhado eternamente!6 Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito,*porque vós me salvareis, ó Deus fiel!. R. 12 Tornei-me o opróbrio do inimigo,*o desprezo e zombaria dos vizinhos,e objeto de pavor para os amigos;*fogem de mim os que me vêem pela rua.13 Os corações me esqueceram como um morto,*e tornei-me como um vaso espedaçado.. R. 15 A vós, porém, ó meu Senhor, eu me confio,*e afirmo que só vós sois o meu Deus!16 Eu entrego em vossas mãos o meu destino;*libertai-me do inimigo e do opressor!. R. 17 Mostrai serena a vossa face ao vosso servo,*e salvai-me pela vossa compaixão!25 Fortalecei os corações, tende coragem,*todos vós que ao Senhor vos confiais! R 2ª Leitura – Hb 4,14-16; 5,7-9 Ele aprendeu a ser obediente e tornou-se causade salvação para todos os que lhe obedecem. Leitura da Carta aos Hebreus 4,14-16; 5,7-9 Irmãos:14 Temos um sumo sacerdote eminente, que entrou no céu,Jesus, o Filho de Deus.Por isso, permaneçamos firmes na fé que professamos.15 Com efeito, temos um sumo sacerdotecapaz de se compadecer de nossas fraquezas,pois ele mesmo foi provado em tudo como nós,com exceção do pecado.16 Aproximemo-nos então, com toda a confiança,do trono da graça, para conseguirmos misericórdia e alcançarmosa graça de um auxílio no momento oportuno.5,7 Cristo, nos dias de sua vida terrestre,dirigiu preces e súplicas,com forte clamor e lágrimas,àquele que era capaz de salvá-lo da morte.E foi atendido, por causa de sua entrega a Deus.8 Mesmo sendo Filho, aprendeu o que significa aobediência a Deus por aquilo que ele sofreu.9 Mas, na consumação de sua vida,tornou-se causa de salvação eternapara todos os que lhe obedecem.Palavra do Senhor. Evangelho – Jo 18,1-19,42 Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo João 18,1-19,42 Prenderam Jesus e o amarraram. Naquele tempo:1 Jesus saiu com os discípulospara o outro lado da torrente do Cedron.Havia aí um jardim, onde ele entrou com os discípulos.2 Também Judas, o traidor, conhecia o lugar,porque Jesus costumava reunir-se aícom os seus discípulos.3 Judas levou consigo um destacamento de soldadose alguns guardas dos sumos sacerdotes e fariseus,e chegou ali com lanternas, tochas e armas.4 Então Jesus, consciente de tudo o que ia acontecer,saiu ao encontro deles e disse: ‘A quem procurais?’5 Responderam: ‘A Jesus, o nazareno’.Ele disse: ‘Sou eu’.Judas, o traidor, estava junto com eles.6 Quando Jesus disse: ‘Sou eu’,eles recuaram e caíram por terra.7 De novo lhes perguntou:‘A quem procurais?’Eles responderam: ‘A Jesus, o nazareno’.8 Jesus respondeu: ‘Já vos disse que sou eu.Se é a mim que procurais,então deixai que estes se retirem’.9 Assim se realizava a palavra que Jesus tinha dito:‘Não perdi nenhum daqueles que me confiaste’.10 Simão Pedro, que trazia uma espada consigo,puxou dela e feriu o servo do sumo sacerdote,cortando-lhe a orelha direita.O nome do servo era Malco.11 Então Jesus disse a Pedro:‘Guarda a tua espada na bainha.Não vou beber o cálice que o Pai me deu?’ Conduziram Jesus primeiro a Anás. 12 Então, os soldados, o comandante e os guardas dosjudeus prenderam Jesus e o amarraram.13 Conduziram-no primeiro a Anás, que era o sogro deCaifás, o sumo sacerdote naquele ano.14 Foi Caifás que deu aos judeus o conselho:‘É preferível que um só morra pelo povo’.15 Simão Pedro e um outro discípulo seguiam Jesus.Esse discípulo era conhecido do sumo sacerdotee entrou com Jesus no pátio do sumo sacerdote.16 Pedro ficou fora, perto da porta.Então o outro discípulo,que era conhecido do sumo sacerdote, saiu,conversou com a encarregada da portae levou Pedro para dentro.17 A criada que guardava a porta disse a Pedro:‘Não pertences também tu aos discípulos desse homem?’Ele respondeu: ‘Não’.18 Os empregados e os guardas fizeram uma fogueirae estavam-se

São Martinho I

O Papa Martinho I enfrentou o poder imperial de sua época e por isso foi submetido a grandes humilhações e também a degradantes torturas. Martinho nasceu em Todi, na Toscana, e era padre em Roma quando morreu o Papa Teodoro. Imediatamente Martinho foi eleito para sucedê-lo e passou a dirigir a Igreja com a mão forte da disciplina que o período exigia. O imperador Constante II defendia as teses hereges dos monotelistas, que negavam a condição humana de Cristo. Para defender a fé católica, que reconhece Jesus Cristo como homem e Deus, o Papa Martinho I convocou um Concílio, um dos maiores da história da Igreja, na basílica de São João de Latrão, para o qual foram convidados todos os bispos do Ocidente. Ali foram condenadas definitivamente todas as teses monotelistas, o que provocou a ira mortal do imperador Constante II. O imperador ordenou a prisão do Papa Marinho I, mas o comandante da guarda resolveu ir além e planejou matar Martinho. Armou um plano com seu escudeiro, que entrou no local de uma missa em que o próprio Papa daria a Santa Comunhão aos fiéis. Na hora de receber a hóstia, o assassino sacou de seu punhal, mas ficou cego no mesmo instante e fugiu apavorado. O imperador Constante II não desistiu da prisão do Papa Martinho I, pedindo a sua transferência para que o julgamento se desse em Bósforo. A viagem tornou-se um verdadeiro suplício que durou quinze meses e acabou com a saúde do Papa. Mesmo assim, ao chegar à cidade ficou exposto desnudo sobre um leito no meio da rua, para ser insultado pela população. Depois foi jogado em um fétido e podre calabouço, sem as mínimas condições de higiene e alimentação. Entristecido pelo abandono de todos, Martinho repetia: “Surpreende-me a falta de compreensão e de compaixão de todos os que antes me pertenciam e de meus amigos e parentes, os quais se esqueceram de mim de um modo completo”. O Papa Martinho I foi condenado ao exílio na Criméia, sul da Rússia. Ele acabou morrendo de fome quatro meses depois. Foi o último Papa a ser martirizado. Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR Via: a12

Quinta-feira Da Semana Santa – Missa Do Crisma Da Páscoa

1ª Leitura – Is 61,1-3a.6a.8b-9 O Senhor me ungiu e enviou-mepara dar a boa-nova aos humildes. Leitura do Livro do Profeta Isaías 61,1-3a.6a.8b-91 O espírito do Senhor Deus está sobre mim,porque o Senhor me ungiu;enviou-me para dar a boa-nova aos humildes,curar as feridas da alma,pregar a redenção para os cativose a liberdade para os que estão presos;2 para proclamar o tempo da graça do Senhore o dia da vingança do nosso Deus;para consolar todos os que choram,3a para reservar e dar aos que sofrem por Siãouma coroa, em vez de cinza,o óleo da alegria, em vez da aflição.6a Vós sois os sacerdotes do Senhor,chamados ‘ministros de nosso Deus’.8b Eu os recompensarei por suas obras segundo a verdade,e farei com eles uma aliança perpétua.9 Sua descendência será conhecida entre as nações,e seus filhos se fixarão no meio dos povos;quem os vir há de reconhecê-loscomo descendentes abençoados por Deus.Palavra do Senhor. Salmo – Sl 88, 21-22.25.27 (R. cf. 2a) R. Senhor, eu cantarei eternamente o vosso amor. 21 Encontrei e escolhi a Davi, meu servidor, *e o ungi, para ser rei, com meu óleo consagrado.22 Estará sempre com ele minha mão onipotente, *e meu braço poderoso há de ser a sua força. R. 25 Minha verdade e meu amor estarão sempre com ele, *sua força e seu poder por meu nome crescerão.27 Ele, então, me invocará: ‘Ó Senhor, vós sois meu Pai, *sois meu Deus, sois meu Rochedoonde encontro a salvação!` R. 1ª Leitura – Ap 1,5-8 Fez de nós um reino,sacerdotes para seu Deus e Pai. Leitura do Livro do Apocalipse de São João 1,5-8A vós graça e paz5 da parte de Jesus Cristo,a testemunha fiel, o primeiro a ressuscitar dentre os mortos,o soberano dos reis da terra.A Jesus, que nos ama,que por seu sangue nos libertou dos nossos pecados6 e que fez de nós um reino,sacerdotes para seu Deus e Pai,a ele a glória e o poder, em eternidade. Amém.7 Olhai! Ele vem com as nuvens,e todos os olhos o verão– também aqueles que o traspassaram.Todas as tribos da terra baterão no peito por causa dele.Sim. Amém!8 ‘Eu sou o Alfa e o ômega’, diz o Senhor Deus,‘aquele que é, que era e que vem,o Todo-poderoso’.Palavra do Senhor. Evangelho – Lc 4,16-21 O Espírito do Senhor está sobre mim.+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 4,16-21Naquele tempo:16 Jesus veio à cidade de Nazaré, onde se tinha criado.Conforme seu costume, entrou na sinagoga no sábado,e levantou-se para fazer a leitura.17 Deram-lhe o livro do profeta Isaías.Abrindo o livro,Jesus achou a passagem em que está escrito:18 ‘O Espírito do Senhor está sobre mim,porque ele me consagrou com a unçãopara anunciar a Boa Nova aos pobres;enviou-me para proclamar a libertação aos cativose aos cegos a recuperação da vista;para libertar os oprimidos19 e para proclamar um ano da graça do Senhor.’20 Depois fechou o livro,entregou-o ao ajudante, e sentou-se.Todos os que estavam na sinagogatinham os olhos fixos nele.21 Então começou a dizer-lhes:‘Hoje se cumpriu esta passagem da Escrituraque acabastes de ouvir.’Palavra da Salvação. Fonte: CNBB

Da Polônia Para O Brasil: 11 Anos à Frente Da Nossa Paróquia

Nesta terça-feira santa, 11 de abril, o Padre Robert Józef Chrzaszcz comemorou seus onze anos a frente da Paróquia de Santa Luzia. O pároco conversou com a Pastoral da Comunicação (PASCOM), sobre o Sacerdócio, o acolhimento feito pela comunidade, as mudanças físicas promovidas na Paróquia e também o lançamento do site, que aconteceu no Domingo de Ramos, 9 de abril. PASCOM: O que o senhor encontrou aqui em 11 de abril de 2006 e o que ficou daquela época para os dias atuais? “Quando chequei a comunidade já dava início a uma ampliação da pequena capela, e por isso as missas eram celebradas em um terraço perto daqui. A primeira coisa que me tocou foi a falta de uma capela para abrigar o Santíssimo. E esta foi a minha primeira promessa a Jesus. Anunciei às pessoas que iria criar a capela e nos três dias seguintes fiquei sem dormir pensando e desenhando como ela seria. Decidi que deveria seria segura, mas também precisava de um vidro através do qual as pessoas pudessem ver o Santíssimo durante suas orações. Junto de alguns paroquianos percorremos o bairro em busca de arrecadações para a obra e 30 dias depois ficou pronta. A porta da capela feita em 2006 é utilizada até hoje em nossa igreja e tem um significado muito especial para mim. Também me recordo do altar de Santa Luzia que fiz no terraço onde as missas eram celebradas.  Foi mais uma das vezes em que tive o dedo de Deus para me orientar. No dia que tomei esta decisão celebrava uma missa com menos de 10 pessoas e durante a coleta recebemos um envelope com R$ 100,00 reais de uma pessoa de outro bairro que veio agradecer à Santa Luzia por graças alcançadas e foi com este dinheiro que fizemos o altar”. PASCOM: Na sua chegada ao Rio de Janeiro os primeiros seis meses foram na paróquia Nossa Senhora da Penha, em Ipanema, com finalidade de aprender o português. Em seguida assumiu a nossa Paróquia, a 3ª da qual foi pároco durante estes 23 anos de sacerdócio. Como foi o acolhimento nesta comunidade? “A comunidade é simples e maravilhosa, de pessoas muito trabalhadoras e que fazem questão de dizer que são a minha família brasileira. Quando perceberam que eu precisava deles para fazer as mudanças, eles me abraçaram”. PASCOM: A cada celebração da Semana Santa o senhor completa mais um ano nesta Paróquia.  Como foi a sua primeira semana santa aqui? “A celebração mais marcante da minha primeira Semana aqui foi a missa de lava pés. O lava-pés era um momento do qual já participava na época em que era vigário na Polônia por isso, chegar aqui e poder repetir aquele gesto mostrou como eu estava em casa e isso mexeu com o meu coração”. PASCOM: A Paróquia de Santa Luzia tem um grande número de pastorais e movimentos.  Como é a organização de todos estes trabalhos na visão de pároco? “Quando cheguei éramos capela da Paróquia Nossa Senhora do Loreto (Freguesia) e fui o segundo padre, neste momento já existiam alguns trabalhos de pastorais sendo desenvolvidos. Assim que nos transformamos em Paróquia foi um grande impacto e fez com que todo mundo tivesse a sensação de um trabalho independente, de construção da paróquia, abraçamos a idéia e conseguimos vencer as dificuldades sempre pensando no futuro. PASCOM: A obra de reforma e ampliação da igreja iniciada em 2010 proporcionou mais espaço para receber os fieis. Qual o sentimento ao ver a assembléia cheia? O coração do pároco fica feliz (risos). No início as pessoas estavam preocupadas com o projeto da igreja achando que ficaria muito refinada para os costumes daqui, mas sempre acreditei que era mais fácil construir uma igreja bonita porque uma igreja bem feita atrai as pessoas. Na missa campal de abertura celebrada em 11 de abril de 2010 por Dom Orani se eu pensasse em quanto custaria todo o projeto jamais teria coragem de começar. Comecei achando que talvez em 20 ou 30 anos estaria pronta, mas o povo abraçou e hoje estamos com a igreja praticamente pronta. Foi uma loucura de Deus assumir esta obra. PASCOM: Um marco dos seus onze anos é este novo site lançado no Domingo de Ramos, 09 de abril. Qual o benefício do site e das mídias digitais para a igreja, em especial esta paróquia? “É fato que a tecnologia nos faz precisas de sacerdócio e posso dizer que mais da metade deste tempo me dediquei a Paróquia Santa Luzia, pois só estive em três paróquias durante a vida – sendo duas na Polônia – assim posso dizer que a minha experiência no Brasil é maior. Eu gosto de trabalhar com quem pensa no futuro.

São Vitor De Braga, Mártir

Na Igreja temos pelo menos nove santos com o nome de Júlio, mas hoje celebramos Júlio Primeiro, Papa que dirigiu a Igreja desde 337 até 352. Júlio era de origem romana, filho de um certo cidadão chamado Rústico. Viveu no período em que a Igreja respirava a liberdade religiosa concedida pelo imperador Constantino. Esta liberdade oferecia ao cristianismo melhores condições de vida e expansão da religião. Por outro lado surgiram as primeiras heresias: donatismo, que pregava que somente santos podiam estar na igreja e o arianismo, que negava a divindade de Cristo. Com a morte de Constantino, o arianismo começou a crescer rapidamente. O Papa Júlio I, indo contra os poderosos que defendiam esta heresia, tomou a defesa e hospedou Atanásio, o grande doutor da Igreja, aquele que era contra os hereges arianos, incentivando a fim desta heresia. O Papa Júlio I construiu várias igrejas em Roma: a dos Santos Apóstolos, a da Santíssima Maria de Trastéveres, e mandou construir as igrejas de são Valentim, de São Calixto e de São Félix. Cuidou da organização eclesiástica, e da catequese dos adultos e velhos. Ele morreu em 352, após quinze anos de pontificado. Foi sepultado no cemitério de Calepódio, na via Aurélia, numa igreja que ele também havia mandado edificar e sua veneração começou entre os fiéis a partir do século sétimo.   Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR Via: a12

4ª-feira Da Semana Santa Da Páscoa

1ª Leitura – Is 50,4-9a Não desviei o rosto de bofetões e cusparadas.(3º canto do Servo do Senhor) Leitura do Livro do Profeta Isaías 50,4-9a 4 O Senhor Deus deu-me língua adestrada,para que eu saiba dizerpalavras de conforto à pessoa abatida;ele me desperta cada manhãe me excita o ouvido,para prestar atenção como um discípulo.5 O Senhor abriu-me os ouvidos;não lhe resisti nem voltei atrás.6 Ofereci as costas para me batereme as faces para me arrancarem a barba:não desviei o rostode bofetões e cusparadas.7 Mas o Senhor Deus é meu Auxiliador,por isso não me deixei abater o ânimo,conservei o rosto impassível como pedra,porque sei que não sairei humilhado.8 A meu lado está quem me justifica;alguém me fará objeções? Vejamos.Quem é meu adversário? Aproxime-se.9a Sim, o Senhor Deus é meu Auxiliador;quem é que me vai condenar?Palavra do Senhor. Salmo – Sl 68, 8-10. 21bcd-22. 31. 33-34 (R. 14cb) R. Respondei-me pelo vosso imenso amor,neste tempo favorável, Senhor Deus. 8 Por vossa causa é que sofri tantos insultos, *e o meu rosto se cobriu de confusão;9 eu me tornei como um estranho a meus irmãos, *como estrangeiro para os filhos de minha mãe.10 Pois meu zelo e meu amor por vossa casa *me devoram como fogo abrasador;e os insultos de infiéis que vos ultrajam *recaíram todos eles sobre mim! R. 21b O insulto me partiu o coração;+21c Eu esperei que alguém de mim tivesse pena;* 21d procurei quem me aliviasse e não achei!22 Deram-me fel como se fosse um alimento, *em minha sede ofereceram-me vinagre! R. 31 Cantando eu louvarei o vosso nome *e agradecido exultarei de alegria!33 Humildes, vede isto e alegrai-vos: +o vosso coração reviverá, *se procurardes o Senhor continuamente!34 Pois nosso Deus atende à prece dos seus pobres, *e não despreza o clamor de seus cativos. R. Evangelho – Mt 26,14-25 O Filho do Homem vai morrer,conforme diz a Escritura a respeito dele.Contudo, ai daquele que o trair. + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 26,14-25 Naquele tempo:14 Um dos doze discípulos, chamado Judas Iscariotes,foi ter com os sumos sacerdotes15 e disse: ‘O que me dareis se vos entregar Jesus?’Combinaram, então, trinta moedas de prata.16 E daí em diante, Judas procurava uma oportunidadepara entregar Jesus.17 No primeiro dia da festa dos Ázimos,os discípulos aproximaram-se de Jesuse perguntaram: ‘Onde queres que façamos os preparativospara comer a Páscoa?’18 Jesus respondeu: ‘Ide à cidade,procurai certo homem e dizei-lhe:‘O Mestre manda dizer: o meu tempo está próximo,vou celebrar a Páscoa em tua casa,junto com meus discípulos’.’19 Os discípulos fizeram como Jesus mandoue prepararam a Páscoa.20 Ao cair da tarde, Jesus pôs-se à mesacom os doze discípulos.21 Enquanto comiam, Jesus disse:‘Em verdade eu vos digo, um de vós vai me trair.’22 Eles ficaram muito tristese, um por um, começaram a lhe perguntar:‘Senhor, será que sou eu?’23 Jesus respondeu:‘Quem vai me trair é aquele que comigo põe a mão no prato.24 O Filho do Homem vai morrer,conforme diz a Escritura a respeito dele.Contudo, ai daquele que trair o Filho do Homem!Seria melhor que nunca tivesse nascido!’25 Então Judas, o traidor, perguntou:‘Mestre, serei eu?’Jesus lhe respondeu: ‘Tu o dizes.’Palavra da Salvação. Reflexão – Mt 26, 14-25 O amor que Deus tem por todas as pessoas nunca foi plenamente correspondido, pois sempre o pecado manifestou o desamor que o homem tem por ele. O episódio da traição de Judas nos mostra de um modo muito mais profundo esta verdade. O Filho, verdadeiro Deus, Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, por amor a nós, renuncia à sua condição divina e se faz homem, tornando-se um de nós. A resposta que ele encontra dos homens não é o amor, mas a traição e a morte. Mas nem mesmo esta realidade diminui o amor que Deus tem por nós, uma vez que, por amor, Jesus nos dá livremente a sua vida. Fonte: CNBB

Santa Gema Galgani

Gema, nome que significa jóia, foi a primeira das cinco filhas do casal Galgani. Nasceu em 1878, numa família rica e profundamente religiosa. Gema Galgani teve uma infância feliz, cercada de atenção da mãe que lhe ensinava as orações e o catecismo com alegria. Ela aprendeu tão bem que não se cansava de recitá-lo e pedia constantemente à mãe que lhe contasse as histórias da vida de Jesus. Mas esta felicidade caseira terminou aos sete anos. Sua mãe morreu muito cedo e sua ausência também causou o falecimento do pai. Órfã, caiu doente e só suplantou a grave enfermidade graças ao abrigo encontrado no seio de uma família de Luca, também muito católica, que a adotou e cuidou de sua formação. Com a morte dos pais, Gema apegou-se ainda mais a religião. Recebeu a Primeira Eucaristia antes mesmo do tempo marcado para as outras meninas e levava tão a sério os conceitos de caridade que dividia a própria merenda com os pobres. Demonstrava sempre vontade de se tornar freira e tentou fazê-lo logo depois que Nossa Senhora lhe apareceu, em sonho. Pediu a entrada no convento da Ordem das Passionistas, mas a resposta foi negativa. Conservou seu estado leigo com entrega total ao amor de Jesus. Conta a história que Gema conversava com anjos e recebia a visita de São Gabriel. Recebeu também os estigmas de Cristo, que lhe trouxeram terríveis sofrimentos, mas ela os suportou com alegria e paciência. Entretanto, fisicamente fraca, os estigmas e as penitências que se auto-infligia acabaram por consumir sua vida. Gema Galgani morreu muito doente, aos vinte e cinco anos. Imediatamente começou a devoção e veneração à “Virgem de Luca” como passou a ser conhecida. O Papa Pio XII a declarou modelo para a juventude da Igreja. segundo consideram autoridades em matéria de espiritualidade, passou por todos os nove graus clássicos do crescimento na vida de santidade.  Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR Via: a12

3ª-feira Da Semana Santa Da Páscoa

1ª Leitura – Is 49,1-6 Eu te farei luz das nações, para queminha salvação chegue até aos confins da terra.(2º canto do Servo do Senhor) Leitura do Livro do Profeta Isaías 49,1-6 1 Nações marinhas, ouvi-me, povos distantes, prestai atenção:o Senhor chamou-me antes de eu nascer,desde o ventre de minha mãeele tinha na mente o meu nome;2 fez de minha palavra uma espada afiada,protegeu-me à sombra de sua mãoe fez de mim uma flecha aguçada,escondida em sua aljava,3 e disse-me: ‘Tu és o meu Servo,Israel, em quem serei glorificado’.4 E eu disse: ‘Trabalhei em vão,gastei minhas forças sem fruto, inutilmente;entretanto o Senhor me fará justiçae o meu Deus me dará recompensa’.5 E agora diz-me o Senhor– ele que me preparou desde o nascimentopara ser seu Servo – que eu recupere Jacó para elee faça Israel unir-se a ele;aos olhos do Senhor esta é a minha glória.6 Disse ele: ‘Não basta seres meu Servopara restaurar as tribos de Jacóe reconduzir os remanescentes de Israel:eu te farei luz das nações,para que minha salvaçãochegue até aos confins da terra’.Palavra do Senhor. Salmo – Sl 70, 1-2. 3-4a. 5-6ab. 15.17 (R.15) R. Minha boca anunciará vossa justiça. 1 Eu procuro meu refúgio em vós, Senhor:*que eu não seja envergonhado para sempre!2 Porque sois justo, defendei-me e libertai-me!*Escutai a minha voz, vinde salvar-me! R. 3 Sede uma rocha protetora para mim,*um abrigo bem seguro que me salve!Porque sois a minha força e meu amparo,o meu refúgio, proteção e segurança!4a Libertai-me, ó meu Deus, das mãos do ímpio. R. 5 Porque sois, ó Senhor Deus, minha esperança,*em vós confio desde a minha juventude!6a Sois meu apoio desde antes que eu nascesse, 6b desde o seio maternal, o meu amparo. R. 15 Minha boca anunciará todos os dias*vossa justiça e vossas graças incontáveis.17 Vós me ensinastes desde a minha juventude,*e até hoje canto as vossas maravilhas. R. Evangelho – Jo 13,21-33.36-38 Um de vós me entregará…O galo não cantará antes que me tenhas negado três vezes. + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 13,21-33.36-38 Naquele tempo:Estando à mesa com seus discípulos,21 Jesus ficou profundamente comovido e testemunhou:‘Em verdade, em verdade vos digo,um de vós me entregará.’22 Desconcertados,os discípulos olhavam uns para os outros,pois não sabiam de quem Jesus estava falando.23 Um deles, a quem Jesus amava,estava recostado ao lado de Jesus.24 Simão Pedro fez-lhe um sinalpara que ele procurasse saber de quem Jesus estava falando.25 Então, o discípulo,reclinando-se sobre o peito de Jesus, perguntou-lhe:‘Senhor, quem é?’26 Jesus respondeu:‘É aquele a quem eu der o pedaço de pãopassado no molho.’Então Jesus molhou um pedaço de pão e deu-o a Judas, filho de Simão Iscariotes.27 Depois do pedaço de pão,Satanás entrou em Judas.Então Jesus lhe disse:‘O que tens a fazer, executa-o depressa.’28 Nenhum dos presentes compreendeupor que Jesus lhe disse isso.29 Como Judas guardava a bolsa, alguns pensavamque Jesus lhe queria dizer:‘Compra o que precisamos para a festa’,ou que desse alguma coisa aos pobres.30 Depois de receber o pedaço de pão,Judas saiu imediatamente.Era noite.31 Depois que Judas saiu,disse Jesus:‘Agora foi glorificado o Filho do Homem,e Deus foi glorificado nele.32 Se Deus foi glorificado nele,também Deus o glorificará em si mesmo,e o glorificará logo.33 Filhinhos, por pouco tempo estou ainda convosco.Vós me procurareis,e agora vos digo, como eu disse também aos judeus:‘Para onde eu vou, vós não podeis ir’.36 Simão Pedro perguntou:‘Senhor, para onde vais?’Jesus respondeu-lhe:‘Para onde eu vou,tu não me podes seguir agora,mas me seguirás mais tarde.’37 Pedro disse:‘Senhor, por que não posso seguir-te agora?Eu darei a minha vida por ti!’38 Respondeu Jesus:‘Darás a tua vida por mim?Em verdade, em verdade te digo:o galo não cantará antes que me tenhas negado três vezes.’Palavra da Salvação. Reflexão – Jo 13, 21-33.36-38 Mesmo entre os discípulos de Jesus, a humanidade, com a sua fraqueza, falou mais alto nos momentos mais difíceis. Todos estão à mesa com ele, celebrando a Páscoa, mas ninguém está pronto para viver a Páscoa de Jesus. Judas Iscariotes abandona a mesa celebrativa para procurar os sumos sacerdotes e trair Jesus. Simão Pedro afirma que dará a vida por Jesus e, como resposta, ouve a profecia de que o negará três vezes ainda naquela noite. Com exceção de João, que esteve acompanhando Jesus até o alto do Calvário, todos os demais se dispersaram. Fonte: CNBB

Santa Madalena De Canossa

Madalena Gabriela Canossa nasceu em 1774 na cidade italiana de Verona. Seu pai, homem muito rico, faleceu quando Madalena tinha cinco anos. Sua mãe abandonou os filhos para se casar novamente. As crianças foram entregues aos cuidados de uma instituição religiosa. Aos dezessete anos, Madalena desejou consagrar sua vida a Deus e por duas vezes tentou a experiência do Carmelo, mas não acostumou-se no convento. Retornou para a família, guardando secretamente no coração a sua vocação. M casa assumiu a administração dos bens familiares. Em 1801, duas adolescentes pobres e abandonadas pediram abrigo em seu palácio. Ela não só as abrigou como recolheu muitas outras. Pressentiu que este era o caminho do espírito e descobriu no Cristo Crucificado o ponto central de sua espiritualidade e da sua missão. Abriu o palácio da família Canossa e fez dele uma comunidade religiosa. Sete anos depois deixou definitivamente o palácio e foi para o bairro mais pobre da cidade, para concretizar seu ideal de evangelização e de promoção humana, fundando a congregação das Filhas da Caridade, para a formação de religiosas educadoras dos pobres e necessitados. Em poucos anos as fundações se multiplicaram, e a família religiosa cresceu a serviço de Cristo. Madalena fundou também o primeiro oratório dos Filhos da Caridade, ramo masculino da congregação, voltado para a formação cristã dos jovens e adultos. Ela encerrou sua fecunda existência terrena numa sexta feira da paixão.   Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR

2ª-feira Da Semana Santa Da Páscoa

1ª Leitura – Is 42,1-7 Ele não clama nem levanta a voz,nem se faz ouvir pelas ruas.(1º canto do Servo do Senhor). Leitura do Livro do Profeta Isaías 42,1-7 1 ‘Eis o meu servo – eu o recebo;eis o meu eleito – nele se compraz minh’alma;pus meu espírito sobre ele,ele promoverá o julgamento das nações.2 Ele não clama nem levanta a voz,nem se faz ouvir pelas ruas.3 Não quebra uma cana rachadanem apaga um pavio que ainda fumega;mas promoverá o julgamento para obter a verdade.4 Não esmorecerá nem se deixará abater,enquanto não estabelecer a justiça na terra;os países distantes esperam seus ensinamentos.’5 Isto diz o Senhor Deus,que criou o céu e o estendeu,firmou a terra e tudo que dela germina,que dá a respiração aos seus habitantese o sopro da vida ao que nela se move:6 ‘Eu, o Senhor, te chamei para a justiçae te tomei pela mão;eu te formei e te constituí como o centrode aliança do povo, luz das nações,7 para abrires os olhos dos cegos,tirar os cativos da prisão,livrar do cárcere os que vivem nas trevas.Palavra do Senhor. Salmo – Sl 26, 1. 2. 3. 13-14 (R. 1a) R. O Senhor é minha luz e salvação. 1 O Senhor é minha luz e salvação; *de quem eu terei medo?O Senhor é a proteção da minha vida; *perante quem eu tremerei? R. 2 Quando avançam os malvados contra mim, *querendo devorar-me,são eles, inimigos e opressores, *que tropeçam e sucumbem. R. 3 Se contra mim um exército se armar, *não temerá meu coração;se contra mim uma batalha estourar, *mesmo assim confiarei. R. 13 Sei que a bondade do Senhor eu hei de ver *na terra dos viventes.14 Espera no Senhor e tem coragem, * R. Evangelho – Jo 12,1-11 Deixa-a; ela fez istoem vista do dia de minha sepultura.+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 12,1-111 Seis dias antes da Páscoa,Jesus foi para Betânia,onde morava Lázaro,que ele havia ressuscitado dos mortos.2 Ali ofereceram a Jesus um jantar;Marta serviae Lázaro era um dos que estavam à mesa com ele.3 Maria, tomando quase meio litro de perfumede nardo puro e muito caro,ungiu os pés de Jesus e enxugou-os com seus cabelos.A casa inteira ficou cheia do perfume do bálsamo.4 Então, falou Judas Iscariotes, um dos seus discípulos,aquele que o havia de entregar:5 ‘Por que não se vendeu este perfume por trezentas moedas de prata,para as dar aos pobres?’6 Judas falou assim, não porque se preocupasse com os pobres,mas porque era ladrão;ele tomava conta da bolsa comume roubava o que se depositava nela.7 Jesus, porém, disse:‘Deixa-a; ela fez istoem vista do dia de minha sepultura.8 Pobres, sempre os tereis convosco,enquanto a mim, nem sempre me tereis.’9 Muitos judeus, tendo sabido que Jesus estava em Betânia,foram para lá,não só por causa de Jesus,mas também para verem Lázaro,que Jesus havia ressuscitado dos mortos.10 Então, os sumos sacerdotes decidiram matar também Lázaro,11 porque, por causa dele,muitos deixavam os judeuse acreditavam em Jesus.Palavra do Senhor. Reflexão – Jo 12, 1-11 A vida e as atitudes de Jesus sempre causaram reações contraditórias de aceitação ou rejeição. A morte de Jesus também não foi diferente. Para os principais dentre os judeus, a morte de Jesus significou a realização dos seus planos e uma vitória conquistada no sentido da manutenção da ordem estabelecida. Para o poder romano, não significou nada, pois ele foi mais um entre os muitos que são condenados à morte. Mas quem o amava, houve um momento de carinho e atenção à sua pessoa antes que a morte chegasse trazendo o sofrimento, a dor e a separação.   Fonte: CNBB