Search
Close this search box.

São Venceslau, Duque Da Boêmia, Mártir

São Venceslau é o grande santo nacional da Boêmia, Filho de Vratislau, que governava uma parte do país, Venceslau, nascido em 907, era neto de Santa Ludmila, que o educou, carinhosamente, bem como o irmão, Boleslau. Morto o pai, em 920, quando se fez com a expedição que marchou contra os húngaros, a mãe, Drahomira, tomou as rédeas do governo, como regente. Espírito irrequieto, com um verniz de cristianismo, talvez levada pelo conselheiros, fez com que assassinassem Santa Ludmila, que encaminhava o jovem duque Venceslau para Deus, a ele que fora feito para dirigir o país. Quando, oficialmente, o santo se assenhoreou do poder, em 925, a mãe era o foco de todas as intrigas que campeavam na corte. Grande foi a luta do filho contra os súditos apaganisados, aos quais dizia: – Canalhas! Por que me impedistes de levar avante o meu aprendizado de Jesus Cristo e de obedecer os seus mandamentos? Se Deus a vós vos embotou a alma, por que impedis aos outros de amá-lo? Quanto a mim, desembaraço-me de vós todos, rejeito-vos os conselhos, não os quero! Quero, sim, servir a Deus de todo o meu coração! Referia-se, certamente, à morte da avó querida e ao desejo que tinham todos de desviá-lo do caminho da verdade, tirando-lhe o doce Jesus do coração. Drahomira era a maquiavélica Drahomira de sempre, a fomentadora do desassossego, a procurar, com intrigas, favorecer os que lhe eram simpáticos: para tal, encaminhava a política para o terreno que melhor lhe coubesse. Dela vinham todos os dissabores, mas Venceslau, com pulso firme, afastou-a daquela vida, e só a chamou novamente quando, tendo abjurado aquela funesta política que fazia, prometeu-lhe não mais se ocupar com o que si a ele dizia respeito. São Venceslau fez vir de Praga as santas relíquias de Ludmila. E aos sacerdotes que as trouxeram, favoreceu-os da melhor maneira possível. Cedo, levantava-se e dirigia-se à igreja. Ao padre que o atendia, rogava que por ele pedisse ao Senhor um dia pacífico e dele fizesse o governante que a Deus fosse agradável. Embora fosse entranhadamente avesso à guerra, teve de participar de algumas, mas em caráter defensivo. Conta-se de São Venceslau que, um dia, afrontou em combate singular um duque inimigo. O adversário, percebendo uma cruz a brilhar na sua fronte, deixou cair a espada, ajoelhou-se imediatamente e tratou o santo com a maior deferência, com veneração que não escondeu dos próprios soldados, rudes e sequiosos de luta. O santo duque tomou o inimigo pelo braço, ajudou-o a levantar-se, abraçou-o fraternalmente e levou para o castelo. Em 929, a Boêmia foi atacada pelas hordas germânicas, e o santo, para evitar o desastre, a ruína do país, submeteu-se, sem lutar. Ora, o irmão, Boleslau, tomando o partido que aquele ato se opusera, com os demais confrades tratou de eliminá-lo. Marcado o dia, 27 e setembro, acabariam com ele num banquete. Todavia, no último momento, hesitaram, pensando melhor no que pretendiam fazer. O santo, prevenido, compareceu ao banquete, e, em dado momento, levantando a taça na mão direita, ergueu-se e disse: – Em honra de São Miguel, ao qual suplico que faça entrar vossas almas na paz e na eterna alegria! Os comensais, a uma voz, responderam, constrangidos: – Amém. Depois de ter abraçado os amigos, sorridente, retirou-se. E, antes de deitar-se, orou longamente. Ficou, então, decidido, que haviam de matá-lo no dia seguinte, 28, pela manhã, quando, conforme velho hábito, fosse à igreja. À porta, encontrou o irmão. Cumprimentou-o, disse-lhe: – Possa o Cristo convidar-te ao seu banquete eterno, a ti que me recebeste, e aos meus, tão bem! Boleslau, de má catadura, respondeu: – Ontem servi-te como pude, mas eis como o irmão vai servir o irmão! Agrediu-o. Venceslau puxou da espada, mas no mesmo instante arrojou-a ao chão. – Como fizeste mal! Exclamou. Depois: – Tu te condenaste a ti mesmo! Eu poderia arrasar-te como uma mosca se arrasaria, mas a destra dum servidor de Deus não deve ser fratricida. Venceslau deixou o irmão e buscou o interior da igreja. Então Boleslau, espumando, chamou a sua gente e acabaram com o santo. Era 28 de setembro de 929. Logo os primeiros milagres que o duque operou correram terras. Enterrado perto da pequenina igreja de São Cosme e São Damião, pouco mais tarde transferiram-no para Praga (4 de Março de 932), indo repousar na igreja de São Guido. Ali, um paralítico que fora trazido de longe, “do país franco”, foi curado. Herói nacional, depois patrono dos exércitos checos, os hussitas invocaram-no sempre com grande sucesso. Em 1929, festas magníficas, triunfais, marcaram os mil anos da morte do santo. E os checos, ainda hoje, cantam o que os antepassados no século XII cantavam: São Venceslau duque da terra checa, nosso príncipe, rogai por nós a deus, o Santo Espírito! Kyrie Eleison. Vós, o herdeiro da terra da Boêmia, lembrai-vos da vossa raça, não deixais que pereçamos. nem nossos filhos! São Venceslau, Kyrie eleison Imploramos vosso socorro, tende piedade de nós, consolai os que estão tristes, ó São Venceslau Kyrie eleison. A corte celeste é um belo palácio: feliz daquele que nele pode entrar para a vida eterna, Kyrie eleison (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XVII, P. 117 à 122)     The post São Venceslau, Duque da Boêmia, Mártir appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho

São Venceslau, Duque Da Boêmia, Mártir

São Venceslau é o grande santo nacional da Boêmia, Filho de Vratislau, que governava uma parte do país, Venceslau, nascido em 907, era neto de Santa Ludmila, que o educou, carinhosamente, bem como o irmão, Boleslau. Morto o pai, em 920, quando se fez com a expedição que marchou contra os húngaros, a mãe, Drahomira, tomou as rédeas do governo, como regente. Espírito irrequieto, com um verniz de cristianismo, talvez levada pelo conselheiros, fez com que assassinassem Santa Ludmila, que encaminhava o jovem duque Venceslau para Deus, a ele que fora feito para dirigir o país. Quando, oficialmente, o santo se assenhoreou do poder, em 925, a mãe era o foco de todas as intrigas que campeavam na corte. Grande foi a luta do filho contra os súditos apaganisados, aos quais dizia: – Canalhas! Por que me impedistes de levar avante o meu aprendizado de Jesus Cristo e de obedecer os seus mandamentos? Se Deus a vós vos embotou a alma, por que impedis aos outros de amá-lo? Quanto a mim, desembaraço-me de vós todos, rejeito-vos os conselhos, não os quero! Quero, sim, servir a Deus de todo o meu coração! Referia-se, certamente, à morte da avó querida e ao desejo que tinham todos de desviá-lo do caminho da verdade, tirando-lhe o doce Jesus do coração. Drahomira era a maquiavélica Drahomira de sempre, a fomentadora do desassossego, a procurar, com intrigas, favorecer os que lhe eram simpáticos: para tal, encaminhava a política para o terreno que melhor lhe coubesse. Dela vinham todos os dissabores, mas Venceslau, com pulso firme, afastou-a daquela vida, e só a chamou novamente quando, tendo abjurado aquela funesta política que fazia, prometeu-lhe não mais se ocupar com o que si a ele dizia respeito. São Venceslau fez vir de Praga as santas relíquias de Ludmila. E aos sacerdotes que as trouxeram, favoreceu-os da melhor maneira possível. Cedo, levantava-se e dirigia-se à igreja. Ao padre que o atendia, rogava que por ele pedisse ao Senhor um dia pacífico e dele fizesse o governante que a Deus fosse agradável. Embora fosse entranhadamente avesso à guerra, teve de participar de algumas, mas em caráter defensivo. Conta-se de São Venceslau que, um dia, afrontou em combate singular um duque inimigo. O adversário, percebendo uma cruz a brilhar na sua fronte, deixou cair a espada, ajoelhou-se imediatamente e tratou o santo com a maior deferência, com veneração que não escondeu dos próprios soldados, rudes e sequiosos de luta. O santo duque tomou o inimigo pelo braço, ajudou-o a levantar-se, abraçou-o fraternalmente e levou para o castelo. Em 929, a Boêmia foi atacada pelas hordas germânicas, e o santo, para evitar o desastre, a ruína do país, submeteu-se, sem lutar. Ora, o irmão, Boleslau, tomando o partido que aquele ato se opusera, com os demais confrades tratou de eliminá-lo. Marcado o dia, 27 e setembro, acabariam com ele num banquete. Todavia, no último momento, hesitaram, pensando melhor no que pretendiam fazer. O santo, prevenido, compareceu ao banquete, e, em dado momento, levantando a taça na mão direita, ergueu-se e disse: – Em honra de São Miguel, ao qual suplico que faça entrar vossas almas na paz e na eterna alegria! Os comensais, a uma voz, responderam, constrangidos: – Amém. Depois de ter abraçado os amigos, sorridente, retirou-se. E, antes de deitar-se, orou longamente. Ficou, então, decidido, que haviam de matá-lo no dia seguinte, 28, pela manhã, quando, conforme velho hábito, fosse à igreja. À porta, encontrou o irmão. Cumprimentou-o, disse-lhe: – Possa o Cristo convidar-te ao seu banquete eterno, a ti que me recebeste, e aos meus, tão bem! Boleslau, de má catadura, respondeu: – Ontem servi-te como pude, mas eis como o irmão vai servir o irmão! Agrediu-o. Venceslau puxou da espada, mas no mesmo instante arrojou-a ao chão. – Como fizeste mal! Exclamou. Depois: – Tu te condenaste a ti mesmo! Eu poderia arrasar-te como uma mosca se arrasaria, mas a destra dum servidor de Deus não deve ser fratricida. Venceslau deixou o irmão e buscou o interior da igreja. Então Boleslau, espumando, chamou a sua gente e acabaram com o santo. Era 28 de setembro de 929. Logo os primeiros milagres que o duque operou correram terras. Enterrado perto da pequenina igreja de São Cosme e São Damião, pouco mais tarde transferiram-no para Praga (4 de Março de 932), indo repousar na igreja de São Guido. Ali, um paralítico que fora trazido de longe, “do país franco”, foi curado. Herói nacional, depois patrono dos exércitos checos, os hussitas invocaram-no sempre com grande sucesso. Em 1929, festas magníficas, triunfais, marcaram os mil anos da morte do santo. E os checos, ainda hoje, cantam o que os antepassados no século XII cantavam: São Venceslau duque da terra checa, nosso príncipe, rogai por nós a deus, o Santo Espírito! Kyrie Eleison. Vós, o herdeiro da terra da Boêmia, lembrai-vos da vossa raça, não deixais que pereçamos. nem nossos filhos! São Venceslau, Kyrie eleison Imploramos vosso socorro, tende piedade de nós, consolai os que estão tristes, ó São Venceslau Kyrie eleison. A corte celeste é um belo palácio: feliz daquele que nele pode entrar para a vida eterna, Kyrie eleison (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XVII, P. 117 à 122)     The post São Venceslau, Duque da Boêmia, Mártir appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho

São Venceslau, Duque Da Boêmia, Mártir

São Venceslau é o grande santo nacional da Boêmia, Filho de Vratislau, que governava uma parte do país, Venceslau, nascido em 907, era neto de Santa Ludmila, que o educou, carinhosamente, bem como o irmão, Boleslau. Morto o pai, em 920, quando se fez com a expedição que marchou contra os húngaros, a mãe, Drahomira, tomou as rédeas do governo, como regente. Espírito irrequieto, com um verniz de cristianismo, talvez levada pelo conselheiros, fez com que assassinassem Santa Ludmila, que encaminhava o jovem duque Venceslau para Deus, a ele que fora feito para dirigir o país. Quando, oficialmente, o santo se assenhoreou do poder, em 925, a mãe era o foco de todas as intrigas que campeavam na corte. Grande foi a luta do filho contra os súditos apaganisados, aos quais dizia: – Canalhas! Por que me impedistes de levar avante o meu aprendizado de Jesus Cristo e de obedecer os seus mandamentos? Se Deus a vós vos embotou a alma, por que impedis aos outros de amá-lo? Quanto a mim, desembaraço-me de vós todos, rejeito-vos os conselhos, não os quero! Quero, sim, servir a Deus de todo o meu coração! Referia-se, certamente, à morte da avó querida e ao desejo que tinham todos de desviá-lo do caminho da verdade, tirando-lhe o doce Jesus do coração. Drahomira era a maquiavélica Drahomira de sempre, a fomentadora do desassossego, a procurar, com intrigas, favorecer os que lhe eram simpáticos: para tal, encaminhava a política para o terreno que melhor lhe coubesse. Dela vinham todos os dissabores, mas Venceslau, com pulso firme, afastou-a daquela vida, e só a chamou novamente quando, tendo abjurado aquela funesta política que fazia, prometeu-lhe não mais se ocupar com o que si a ele dizia respeito. São Venceslau fez vir de Praga as santas relíquias de Ludmila. E aos sacerdotes que as trouxeram, favoreceu-os da melhor maneira possível. Cedo, levantava-se e dirigia-se à igreja. Ao padre que o atendia, rogava que por ele pedisse ao Senhor um dia pacífico e dele fizesse o governante que a Deus fosse agradável. Embora fosse entranhadamente avesso à guerra, teve de participar de algumas, mas em caráter defensivo. Conta-se de São Venceslau que, um dia, afrontou em combate singular um duque inimigo. O adversário, percebendo uma cruz a brilhar na sua fronte, deixou cair a espada, ajoelhou-se imediatamente e tratou o santo com a maior deferência, com veneração que não escondeu dos próprios soldados, rudes e sequiosos de luta. O santo duque tomou o inimigo pelo braço, ajudou-o a levantar-se, abraçou-o fraternalmente e levou para o castelo. Em 929, a Boêmia foi atacada pelas hordas germânicas, e o santo, para evitar o desastre, a ruína do país, submeteu-se, sem lutar. Ora, o irmão, Boleslau, tomando o partido que aquele ato se opusera, com os demais confrades tratou de eliminá-lo. Marcado o dia, 27 e setembro, acabariam com ele num banquete. Todavia, no último momento, hesitaram, pensando melhor no que pretendiam fazer. O santo, prevenido, compareceu ao banquete, e, em dado momento, levantando a taça na mão direita, ergueu-se e disse: – Em honra de São Miguel, ao qual suplico que faça entrar vossas almas na paz e na eterna alegria! Os comensais, a uma voz, responderam, constrangidos: – Amém. Depois de ter abraçado os amigos, sorridente, retirou-se. E, antes de deitar-se, orou longamente. Ficou, então, decidido, que haviam de matá-lo no dia seguinte, 28, pela manhã, quando, conforme velho hábito, fosse à igreja. À porta, encontrou o irmão. Cumprimentou-o, disse-lhe: – Possa o Cristo convidar-te ao seu banquete eterno, a ti que me recebeste, e aos meus, tão bem! Boleslau, de má catadura, respondeu: – Ontem servi-te como pude, mas eis como o irmão vai servir o irmão! Agrediu-o. Venceslau puxou da espada, mas no mesmo instante arrojou-a ao chão. – Como fizeste mal! Exclamou. Depois: – Tu te condenaste a ti mesmo! Eu poderia arrasar-te como uma mosca se arrasaria, mas a destra dum servidor de Deus não deve ser fratricida. Venceslau deixou o irmão e buscou o interior da igreja. Então Boleslau, espumando, chamou a sua gente e acabaram com o santo. Era 28 de setembro de 929. Logo os primeiros milagres que o duque operou correram terras. Enterrado perto da pequenina igreja de São Cosme e São Damião, pouco mais tarde transferiram-no para Praga (4 de Março de 932), indo repousar na igreja de São Guido. Ali, um paralítico que fora trazido de longe, “do país franco”, foi curado. Herói nacional, depois patrono dos exércitos checos, os hussitas invocaram-no sempre com grande sucesso. Em 1929, festas magníficas, triunfais, marcaram os mil anos da morte do santo. E os checos, ainda hoje, cantam o que os antepassados no século XII cantavam: São Venceslau duque da terra checa, nosso príncipe, rogai por nós a deus, o Santo Espírito! Kyrie Eleison. Vós, o herdeiro da terra da Boêmia, lembrai-vos da vossa raça, não deixais que pereçamos. nem nossos filhos! São Venceslau, Kyrie eleison Imploramos vosso socorro, tende piedade de nós, consolai os que estão tristes, ó São Venceslau Kyrie eleison. A corte celeste é um belo palácio: feliz daquele que nele pode entrar para a vida eterna, Kyrie eleison (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XVII, P. 117 à 122)     The post São Venceslau, Duque da Boêmia, Mártir appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho

São Vicente De Paulo, Presbítero

Depois dos apóstolos, talvez não haja homem que mais tenha prestado serviços à Igreja católica e à humanidade inteira. Para contribuir à santificação do clero e do povo cristão, instituiu uma congregação de missionários, que foi digna do autor, e continua a propagar a fé em todo o mundo. Para a santificação dos sacerdotes e dos fiéis, estabeleceu retiros espirituais, cujo uso se espalhou por toda parte. Para a formação de jovens eclesiásticos, para aperfeiçoar-lhes a santidade e exaltar-lhes a vocação, criou seminários, que se espalharam por todo o mundo cristão. Aos pobres doentes, instituiu a congregação das filhas da Caridade, cujo devotamento admirável provocou o estabelecimento de muitas outras congregações semelhantes. Para preservar da morte as crianças abandonadas pelas ruas, fundou um hospital de crianças relegadas, e hoje, deste seu exemplo, hospitais e casas outras do gênero, estão disseminadas pela cristandade toda. Fez mais ainda: hospitais para velhos, insanos, presos e mendigos. Enviava missionários com o fim exclusivo de consolar os escravos cristãos. Supria, às vezes por longos anos, províncias inteiras que haviam sido devastadas pelas guerras, pela fome ou pela peste, como a Lorena, a Champagne e a Picardia. E quem era este homem, esse Vicente de Paulo, esse benemérito? Filho dum lavrador, começou por pastorear o rebanho do pai. Feito sacerdote, foi preso por corsários, turcos e vendido como escravo nas costas da África. Vicente de Paulo nasceu numa terça-feira de Páscoa, a 24 de Abril de 1575, na aldeiazinha de Pay, perto de Dax, nos confins de Bordéus, lá para os Pirineus. O pai chamava-se Guilherme de Paulo, a mãe Bertranda de Moras. Possuíam uma pequena granja, onde labutavam e donde tiravam o pão de cada dia, para si e para os seis filhos, duas meninas e quatro meninos. Vicente, que era o terceiro, trabalhava como os outros, na quinta: guardava, como vimos, o rebanho, levando-os a pastar. Desde pequeno, sentia compaixão pelos pobres. Quando voltava do moinho, como o saco de farinha às costas, dava-lhes alguns punhados, quando não tinha outra coisa que dar. Muitas vezes com os pobrezinhos, partilhou o pão que comia e as vestes que usava. Tendo economizado, duma feita, trinta sous, soma considerável naquela época e para aquela idade, a um pobre, que lhe parecia ser o mais abandonado de todos, deu-lhe tudo. Com essa bondade de coração, mostrava grande vivacidade de espírito. O pai, então, resolveu fazê-lo estudar. A despesa seria espantosa, mas, esperava, um dia seria recompensado. Assim, enviou-o aos franciscanos de Dax, mediante sessenta libras por ano, segundo o costume do tempo e do país. Era, então, pelo ano de 1588. O jovem Vicente fez tais progressos, que ao fim de quatro anos, elogiado pelo superior do convento, o senhor de Commet, o advogado de Dax, acabou por tomá-lo em sua casa para que se incumbisse da educação dos dois filhos. Foi esse Commet que, tocado pela virtude de Vicente, e edificado, o aconselhou a abraçar o estado eclesiástico. Vicente, que o respeitava muitíssimo, tendo-o como a um segundo pai, recebeu o conselho com ardor, e depois da tonsura e as quatro ordens menores, a 20 de dezembro de 1596, com a idade de vinte anos, após ter empregado nove nos estudos de humanidades em Dax. O pai, para ajudá-lo, teve que vender uma junta de bois, e Vicente lá se foi para Toulouse, para os estudos de teologia, nos quais gastou sete anos. Durante a estadia em Toulouse, ia o jovem, algumas vezes, estudar em Saragoça. Para não pesar à família, embora o pai, ao morrer, ordenasse que lhe dessem o necessário, retirou-se para a cidadezinha de Buset, durante as férias, ali se encarregando da educação dum número considerável de crianças, cujos pais tinham posses, e se sentiam satisfeitos de poder confiar os filhos a um homem do qual a virtude e a capacidade eram publicamente reconhecidas e propaladas. Mesmo de Toulouse, enviavam-lhe crianças, meninos e meninas, como se vê por uma carta escrita à mãe. Entre os alunos, havia dois sobrinhos-netos do célebre Jean de La Valette, grão-mestre de Malta, que resistiu gloriosamente a todas as forças otomanas. O Duque de Épernon, governador da Guiana, parente próximo dos dois meninos, desejou, e muito, conhecer Vicente, monsieur Vicente, como dizia respeitosamente, por ele vindo a conceber uma estima toda particular. Vicente retornou de Buset a Toulouse, com os pensionistas, terminando, então os estudos de teologia. Bacharel, dizem deles os autores da Gallia Christiana: Era doutor em teologia. Contudo a prova autêntica daquela afirmação não foi encontrada. Durante os estudos de teologia em Toulouse, Vicente recebeu o subdiaconato, a 19 de Setembro de 1598, o diaconato três meses depois, e, afinal a ordenação, em 23 de Setembro de 1600. (…) (…) Em Roma, Vicente permaneceu até 1608, pela assistência que recebeu do Vice-legado, que o hospedou e lhe proporcionou o que fazer. E lá estava ele tocado até às lágrimas, por ver-se na cidade mestra da cristandade, onde o chefe da Igreja militante tem assento, onde os corpos de São Pedro e São Paulo repousam, bem como os de outros santos mártires e outras santas personagens. Quando não se dava à devoção, empregava o tempo a repassar os estudos de teologia, feitos em Toulouse, O Vice-legado, apresentou-o ao embaixador da França, o Cardeal d’Ossat, e este o encarregou de importante missão, mas secreta, junto a Henrique IV. Vicente IV vira e falara com Vicente de Paulo, mas parecia desconhecê-lo. É que o Santo evitava, cuidadosamente, tudo aquilo que pudesse dar-lhe ares de grandeza. Chamavam-no Monsieur Paulo – nome de família, e aquilo lhe soava como se fora de estirpe ilustre, de modo que, chegando a Paris, apresentou-se e fez-se simplesmente tratar por Monsieur Vicente, o nome de batismo. Ao invés de usar o título de licenciado em teologia, deixava entrever-se como se fora apenas um pobre professor secundário. Todavia, por mais cuidado que tivesse, escondendo como escondia as virtudes, acabavam descobrindo-as. Um dia, foi apresentado à rainha Margarida, primeira esposa de Henrique IV, a qual, então, fazia

São Cosme E São Damião, Mártires

A origem do culto de São Cosme e São Damião localiza-se em Ciro, cidade da Síria do Norte. Teodoreto, que foi bispo daquela cidade, no século V, fala de São Cosme e da basílica dos dois santos irmãos. São Gregório de Tours assim se refere aos dois (In gloria mart., XCVIII): “Dois gêmeos, Cosme e Damião, médicos, tornaram-se cristãos, e pelo mérito das virtudes e intervenção das orações, expulsavam as enfermidades dos doentes. Depois de diversos suplícios, reuniram-se no céu e fazem milagres pelos compatriotas. Se um doente for à tumba dos dois santos e alo orar com fé, imediatamente obterá remédio para os males que o afligem. Diz-se que eles apareciam em sonho aos enfermos e que lhes indicavam o que fazer. Uma vez despertos e executadas as ordens, curavam-se prontamente”. Procópio assevera-nos que Justiniano, no século VI, construira em Ciro um grande templo, que dedicou aos dois santos. Teodósio, o peregrino, em 530, observa que, in Quiro São Cosme e São Damião foram supliciados. O resumo do martirológio diz: Em Egéia, a morte dos santos mártires Cosme e Damião, irmãos: durante a perseguição de Diocleciano, depois de terem sido carregados de ferros e encarcerados numa estreita prisão, foram atirados ao mar, depois do fogo, em seguida pregados na cruz, lapidados e trespassados de flechas, Tendo a tudo suplantando, foram, afinal, decapitados. Contam que com os dois também sofreram e morreram seus três irmãos, Ântimo, Leôncio e Euprébio. No Oriente, ambos os irmãos são comemorados a 1 de Novembro, 1 de Julho e a 17 de Outubro. Uma Paixão grega situa-lhes a morte a 25 de Novembro. Os nomes de Cosme e Damião aparecem no cânon da missa romana. Adon e os martirólogos subseqüentes juntam Ântimo, Leôncio e Euprébio aos dois santos mártires. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XVII, p. 101-102) The post São Cosme e São Damião, Mártires appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho

São Cosme E São Damião, Mártires

A origem do culto de São Cosme e São Damião localiza-se em Ciro, cidade da Síria do Norte. Teodoreto, que foi bispo daquela cidade, no século V, fala de São Cosme e da basílica dos dois santos irmãos. São Gregório de Tours assim se refere aos dois (In gloria mart., XCVIII): “Dois gêmeos, Cosme e Damião, médicos, tornaram-se cristãos, e pelo mérito das virtudes e intervenção das orações, expulsavam as enfermidades dos doentes. Depois de diversos suplícios, reuniram-se no céu e fazem milagres pelos compatriotas. Se um doente for à tumba dos dois santos e alo orar com fé, imediatamente obterá remédio para os males que o afligem. Diz-se que eles apareciam em sonho aos enfermos e que lhes indicavam o que fazer. Uma vez despertos e executadas as ordens, curavam-se prontamente”. Procópio assevera-nos que Justiniano, no século VI, construira em Ciro um grande templo, que dedicou aos dois santos. Teodósio, o peregrino, em 530, observa que, in Quiro São Cosme e São Damião foram supliciados. O resumo do martirológio diz: Em Egéia, a morte dos santos mártires Cosme e Damião, irmãos: durante a perseguição de Diocleciano, depois de terem sido carregados de ferros e encarcerados numa estreita prisão, foram atirados ao mar, depois do fogo, em seguida pregados na cruz, lapidados e trespassados de flechas, Tendo a tudo suplantando, foram, afinal, decapitados. Contam que com os dois também sofreram e morreram seus três irmãos, Ântimo, Leôncio e Euprébio. No Oriente, ambos os irmãos são comemorados a 1 de Novembro, 1 de Julho e a 17 de Outubro. Uma Paixão grega situa-lhes a morte a 25 de Novembro. Os nomes de Cosme e Damião aparecem no cânon da missa romana. Adon e os martirólogos subseqüentes juntam Ântimo, Leôncio e Euprébio aos dois santos mártires. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XVII, p. 101-102) The post São Cosme e São Damião, Mártires appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho

São Solênio, Bispo – Santo Anacário, Bispo

São Solênio, Bispo São Solênio, ao que parece, foi o décimo-terceiro bispo de Chartres, e o seu pontificado acha-se colocado em fins do século V ou princípios do século VI, já que o seu sucessor, Santo Aventino, assistiu ao concílio de Orleans no ano de 511. Segundo uma legenda, São Solênio foi feito bispo de Chartres por Clóvias, em virtude da reputação de santidade, reputação essa que lhe adveio depois que curou um homem mudo e cego. Diz-se que, quando soube que o rei queria elevá-lo à dignidade episcopal, fugiu, deixou a cidade, indo, humildemente, esconder-se numa caverna retirada. Como não fosse encontrado, Aventino, então, arcediago, foi escolhido para substituí-lo. No dia seguinte da consagração, Solênio calculou que podia deixar o refúgio, E saiu, apareceu pela cidade. Ora, o povo, ao vê-lo, cercou-o, alegre e ruidosamente, e obrigou-o a aceitar a dignidade, fazendo com que os consagradores lhe conferissem o episcopado. Assim, ficou Chartres com dois bispos, mas Aventino concedeu-lhe o lugar, e, por Solênio, foi indicado para a região de Chateaudun, onde esperaria o momento de sucedê-lo. São Solênio foi conselheiro acatadíssimo pelo rei, falecendo depois de doze anos de episcopado, a 24 de setembro dum dos primeiros anos do século VI. Conta-se que um prisioneiro, que estava ferido, milagrosamente, só por tocar o corpo do santo, foi curado. A legenda não indica em que lugar o santo bispo foi enterrado, Gregório de Tours, todavia, no seu À Glória dos Confessores, conta que a tumba foi descoberta miraculosamente. Um dia, dois possessos vindos da basílica de São Martinho de Tours, começaram a gritas, enquanto, com as mãos, iam batendo num determinado lugar. Diziam, em altas vozes: – Aqui repousa o bem-aventurado Solênio, numa gruta, escondido. Descobri-o, ponde tapetes, acendei círios, que isto será um grande bem para o país! E, com as unhas, num tremendo afã, iam cravando a terra. Com efeito, encontraram o corpo dum homem que os dois afirmavam ser o de São Solênio. Nem bem o fizeram, foram ambos curados, assim como uma grande multidão de enfermos. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XVI, p. 443-444)                                  ***** ***** ***** ***** ***** ***** ***** Santo Anacário, Bispo Santo Anacário foi bispo de Auxerre. Nascido em Orléans, era filho de Pastor e de Ragnoara, e irmão de Austreno, que seria bispo de Orléans depois de 587, e de Santa Austregilda, que foi mãe de São Lobo, bispo de Sens. Nobre, Anacário viveu uns tempos na corte do rei Gontran, mas depois duma peregrinação ao túmulo de São Martinho de Tours, fez-se tonsurar sem que os pais soubessem. Formado pelo bispo Ságrio, de Autun, junto do qual passou a viver, a 31 de julho de 561 foi eleito para a Sé de Auxerre. Santa Anacário assistiu ao concílio de Paris em 573 e aos primeiros e segundo de Macon, em 583 e 585. Reunindo um sínodo diocesano, lançou vários estatutos, quarenta e cinco, ao que se presume, sobre a disciplina eclesiástica e as superstições. No fim da vida, o Santo ordenou sub-diácono o futuro bispo de Bourges, Santo Austragésilo. Faleceu em 605, foi enterrado, consoante o seu desejo, na abadia de São Germano de Auxerre. É de notar que as suas relíquias escaparam da profanação dos protestantes em 1567. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XVI, p. 445-446)   The post São Solênio, Bispo – Santo Anacário, Bispo appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho

São Solênio, Bispo – Santo Anacário, Bispo

São Solênio, Bispo São Solênio, ao que parece, foi o décimo-terceiro bispo de Chartres, e o seu pontificado acha-se colocado em fins do século V ou princípios do século VI, já que o seu sucessor, Santo Aventino, assistiu ao concílio de Orleans no ano de 511. Segundo uma legenda, São Solênio foi feito bispo de Chartres por Clóvias, em virtude da reputação de santidade, reputação essa que lhe adveio depois que curou um homem mudo e cego. Diz-se que, quando soube que o rei queria elevá-lo à dignidade episcopal, fugiu, deixou a cidade, indo, humildemente, esconder-se numa caverna retirada. Como não fosse encontrado, Aventino, então, arcediago, foi escolhido para substituí-lo. No dia seguinte da consagração, Solênio calculou que podia deixar o refúgio, E saiu, apareceu pela cidade. Ora, o povo, ao vê-lo, cercou-o, alegre e ruidosamente, e obrigou-o a aceitar a dignidade, fazendo com que os consagradores lhe conferissem o episcopado. Assim, ficou Chartres com dois bispos, mas Aventino concedeu-lhe o lugar, e, por Solênio, foi indicado para a região de Chateaudun, onde esperaria o momento de sucedê-lo. São Solênio foi conselheiro acatadíssimo pelo rei, falecendo depois de doze anos de episcopado, a 24 de setembro dum dos primeiros anos do século VI. Conta-se que um prisioneiro, que estava ferido, milagrosamente, só por tocar o corpo do santo, foi curado. A legenda não indica em que lugar o santo bispo foi enterrado, Gregório de Tours, todavia, no seu À Glória dos Confessores, conta que a tumba foi descoberta miraculosamente. Um dia, dois possessos vindos da basílica de São Martinho de Tours, começaram a gritas, enquanto, com as mãos, iam batendo num determinado lugar. Diziam, em altas vozes: – Aqui repousa o bem-aventurado Solênio, numa gruta, escondido. Descobri-o, ponde tapetes, acendei círios, que isto será um grande bem para o país! E, com as unhas, num tremendo afã, iam cravando a terra. Com efeito, encontraram o corpo dum homem que os dois afirmavam ser o de São Solênio. Nem bem o fizeram, foram ambos curados, assim como uma grande multidão de enfermos. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XVI, p. 443-444)                                  ***** ***** ***** ***** ***** ***** ***** Santo Anacário, Bispo Santo Anacário foi bispo de Auxerre. Nascido em Orléans, era filho de Pastor e de Ragnoara, e irmão de Austreno, que seria bispo de Orléans depois de 587, e de Santa Austregilda, que foi mãe de São Lobo, bispo de Sens. Nobre, Anacário viveu uns tempos na corte do rei Gontran, mas depois duma peregrinação ao túmulo de São Martinho de Tours, fez-se tonsurar sem que os pais soubessem. Formado pelo bispo Ságrio, de Autun, junto do qual passou a viver, a 31 de julho de 561 foi eleito para a Sé de Auxerre. Santa Anacário assistiu ao concílio de Paris em 573 e aos primeiros e segundo de Macon, em 583 e 585. Reunindo um sínodo diocesano, lançou vários estatutos, quarenta e cinco, ao que se presume, sobre a disciplina eclesiástica e as superstições. No fim da vida, o Santo ordenou sub-diácono o futuro bispo de Bourges, Santo Austragésilo. Faleceu em 605, foi enterrado, consoante o seu desejo, na abadia de São Germano de Auxerre. É de notar que as suas relíquias escaparam da profanação dos protestantes em 1567. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XVI, p. 445-446)   The post São Solênio, Bispo – Santo Anacário, Bispo appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho

Santos Andóxio, Tirso E Félix; Mártires

Depois do martírio, Santo Irineu apareceu a seu mestre São Policarpo, e lhe pediu que enviasse à Gália Andóquio, Benigno e Tirso. Desembarcados em Marselha, em Lião encontraram-se com o Padre Zacarias, com o qual rumaram para Autun. Ali, foram recebidos por um nobre, Fausto, que se havia convertido, não fazia muito, com toda a família. Um filho deste nobre, Sinforiano, então com três anos, foi batizado por Benigno, e Andóquio foi o padrinho. De Autun, Andóquio buscou Langres, onde batizou os chamados Três Gêmeos, que eram filhos de Leonília, irmã de Fausto, mulher riquíssima. Aureliano, então em Sens, ordenou a perseguição aos cristãos. Andóquio, que se juntara a Tirso, deixou Kangres e partiu para Saulieu, indo hospedar-se na casa dum mercador oriental, que se fizera cristão, denominando-se Félix. Ora, Aureliano, deixando Sens, de viagem, fez uma parada em Saulieu, e aconteceu que um do seu séquito viu Andóquio e Tirso pregando o Evangelho. Imediatamente, correu levar a notícia ao imperador. Aureliano, então, ordenou que prendessem os dois cristãos e os trouxessem à sua presença. Félix, ardentemente, rogou que o levassem também de modo que, logo, os três jaziam frente a frente com o imperador. Andóquio, tomando a palavra, recusando-se a sacrificar aos deuses como lhe ordenaram, ameaçou Aureliano com o fogo do inferno: ia principiar o suplicio. Suspensos pelos braços, do galho duma árvore, com brutas pedras pendendo dos pés, ali passaram assim os três a noite. No dia seguinte, compareceram diante de Aureliano tão saudáveis como se houvessem dormido, em fofas camas, um sono imensamente reparador. Furioso, o imperador deu ordem para que os atirassem ao fogo, com mãos e pés manietados, mas uma chuva violenta, pesada, nem bem foram jogados à fogueira, apagou o fogo. E os três indenes, de novo compareceram diante de Aureliano. Aqui, o imperador, no auge da cólera, ordenou que lhes rompessem os pescoços com barras de ferro. Foi deste modo que Andóquio, Tirso e Félix conquistaram a coroa gloriosa do martírio, quando do imperador Aureliano em Saulieu, Autun. Fausto, com o filho Sinforiano, então com cinco anos, à noite, acobertados pela escuridão, recolheram os preciosos restos, sepultando-os carinhosamente. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XVI, p. 420-421) The post Santos Andóxio, Tirso e Félix; Mártires appeared first on Arautos do Evangelho. Fonte: Santo do Dia – Arautos do Evangelho

São Pio De Pietrelcina, Sacerdote

Nasceu em Pietrelcina, pequena aldeia perto de Nápoles (Itália), em 25 de maio de 1887, sendo batizado já na manhã seguinte, com o nome de Francesco. Seus pais Grazio Forgione e Maria Josefa de Nunzio eram humildes e trabalhadores; viviam modestamente da pequena lavoura e de umas ovelhas que tinham, num lugar próximo chamado Piana Romana. Eram bons católicos, viviam sua fé de maneira simples; foram sempre muito piedosos. Tiveram sete filhos, mas apenas cinco sobreviveram. Francisco gostava do recreio, mas não permitia brincadeiras de mau gosto e palavrões. Aparentemente, era um menino igual aos outros. Na realidade, porém, sua vida foi cheia de carismas especiais e de estranhas experiências. Desde os cinco anos começou a ter aparições de Jesus, de Nossa Senhora e do Anjo da Guarda – um fato que ele considerava comum a todas as pessoas. Por isso ficou admirado quando perguntou ao confessor se ele também enxergava a Madonna, e esse lhe respondeu que não. Chegou a pensar que o padre dissera aquilo por humildade. Ademais de ser abençoado com aparições celestes, Francisco teve que enfrentar o assédio implacável do demônio, que começou a molestá-lo ainda como bebê. Em todas as suas biografias encontramos que chorava muito de noite. Um choro estranho, que nada tinha a ver com problemas de saúde, e que ele próprio explicaria mais tarde: “Depois de me colocar na cama, a mãe apagava a luz, e então se aproximavam de mim muitos monstros, que me faziam chorar de medo… Uma vez, eles até tentaram matar-me!” Que monstros seriam esses? Figuras criadas pela imaginação? Não, porque com um ou dois anos de idade, a imaginação da criança não tem condições de criar imagens capazes de assustá-la. Sentiu-se chamado ao sacerdócio já aos cinco anos. Estava rezando, sozinho na igreja, quando viu Jesus acenar-lhe, pedindo que se aproximasse, e o abençoou paternalmente. Este desejo de se tornar padre foi crescendo bem nutrido, ao longo dos anos, pela oração, estudo e penitência. Depois de brincar um pouco, dava um jeito de se retirar, para rezar. Aos nove anos, a mãe o encontrou dormindo no chão. E mais de uma vez o surpreendeu assentado atrás da cama, flagelando as costas com uma correntinha de ferro. Em 6 de janeiro de 1903, acompanhado de seu professor e mais dois candidatos, tomou o trem para Morcone, onde se encontrava o noviciado capuchinho que os iria acolher. Para quem ingressa na vida religiosa, o noviciado representa a etapa básica para verificar se o candidato reúne as condições exigidas por aquela ordem ou congregação. À semelhança dos atletas esportivos, ele também aprende ali técnicas e exercícios espirituais para se tornar um “atleta de Deus” e poder levar uma vida ascética sadia. É aqui que, em 22 de janeiro de 1903, juntamente com doze confrades, recebe o hábito capuchinho, passando a chamar-se Frei Pio de Pietrelcina. Escolheu esse nome em honra de Pio V, o Santo Padroeiro de Pietrelcina. Mas, eis que, a partir do final do noviciado, a saúde do jovem Frei Pio começa a emitir sinais de alarme. • Aparecem-lhe doenças misteriosas, que os próprios médicos não conseguem entender … • Passa de cama dias inteiros … • Seu estômago não tolera qualquer alimento … • Tem febres absurdas, que chegam a 48º. Para tomar-lhe a febre os médicos se valem de termômetros especiais, utilizados para medir a temperatura da água. • Sua fraqueza é geral e, às vezes, não consegue manter-se de pé. Consultam-se os melhores especialistas. Segundo alguns, está com tuberculose, e para evitar o perigo de contagiar os confrades, convém isolá-lo o mais possível. Segundo outros, porém, está apenas com bronquite. Por via das dúvidas, tanto os médicos como os superiores concordam em mandá-lo à Pietrelcina onde, aos cuidados da família e respirando ares mais puros, puderá recuperar novamente a saúde necessarária para continuar os estudos. Diante deste arranjo, Pietrelcina devia acolher o filho, quando doente e dar-lhe nova vida e os superiores, reconduzi-lo ao convento, logo que melhorasse. Este processo de vai-e-vem acabou durando uns dez anos, pois de volta ao convento, as febres altíssimas, as dores por todo o corpo se repetiam! Uma situação anômala e estranha exisgindo novas visitas aos médicos, e levando à mesma conclusão de antes: passar mais uma temporada em sua terra natal. Simplesmente não havia lógica. Era um caso que não harmonizava com a Regra da Ordem e com o Código de Direito Canônico. Uma situação difícil de resolver mesmo havendo a melhor boa vontade de ambos os lados. O escritor Renzo Allegri, num de seus livros, tontou uma explicação com estas palavras: “O Padre Pio era uma pessoa especial. Viera ao mundo para cumprir a missão mais alta e sublime que se possa imaginar: ser um ‘outro Cristo’, a fim de colaborar com Ele, através do mistério do sofrimento, na redenção do mundo. Devia ser um ‘co-redentor’, como realmente o foi. Para isto o próprio Deus quis encarregar-se de educá-lo e conduzi-lo. E quis fazê-lo […] fora dos procedimentos de uma ascese normal. “Após tê-lo chamado ao convento, a fim de iniciá-lo nos rudimentos da vida espiritual e ascética, encontrou um jeito de o empurrar para fora e encaminhá-lo por aquelas estradas intransitáveis que reserva a certas almas eleitas. Neste sentido, pilotou habilmente situações, recorreu a doenças misteriosas, criou condições de emergência, até conseguir o que queria….”. Apesar das difíceis circunstancias, Frei Pio não descurava seus estudos e obrigações religiosas. Fez os votos perpétuos junto com os demais do grupo, no dia 27 de janeiro de 1907. Em 18 de julho de 1909, em Morcone recebeu o diaconato. Um ano depois, indo com os colegas a Benevento, superou com facilidade os exames requeridos antes da ordenação sacerdotal. Por razões de saúde sua ordenação fora antecipada de seis meses, com o compromisso, porém, de continuar seus estudos. Então, aos 23 anos de idade, em 10 de agosto de 1910, foi ordenado sacerdote, na catedral de Benevento. Na tarde do mesmo dia, viajou à Pietrelcina, onde quatro dias depois